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Beta do SteamOS é lançado pela Valve com melhorias

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Quando a Valve resolveu dar mais um passo na “briga” pelo mercado de jogos, ela resolveu não depender tanto do Windows da Microsoft, assim dando mais ênfase no desenvolvimento do seu próprio sistema operacional para rodar os jogos publicados na sua Loja, através do app Steam Client.

 Beta do SteamOS é lançado pela Valve com melhorias






Com isso, a Valve fez seu próprio Linux, o SteamOS, baseado no Debian 8 Jessie com algumas modificações feita por ela. O sistema veio a princípio para equipar as antigas Steam Machines e que agora pode ser instalado em qualquer computador.

Muitos que viram o “nascimento” do SteamOS, de uns tempos para cá, estavam achando que o projeto encontrava-se parado ou até mesmo abandonado. Ainda bem que estavam enganados 😂.

Depois do lançamento do projeto Proton, onde se fez a compatibilidade dos jogos feitos para Windows no Linux, o SteamOS veio recebendo pequenas correções e melhorias. 

A versão atual do Beta do SteamOS, é a 2.190, que além de trazer as correções de segurança e de firmware, em um total de 346 erros reportados e desses 321 foram corrigidos, como pode ser conferido aqui. Veio também os updates dos drivers de vídeo da NVIDIA, Intel e AMD. 

Na parte para NVIDIA, o driver entregue é o 415.27. Já para Intel/AMD está sendo entregue o MESA Driver 18.3.4.

Na outra parte referente à updates, foi em relação ao SteamPlay com o Proton. Nesse Beta virá com o Proton da série 4.2, com a versão 4.2-4, que conta os seguintes updates:

- Corrigir falha no lançamento do game RAGE 2. (requer Mesa dev baseado em AMD);
- Atualização do DXVK para a versão 1.1.1;
- Melhora o suporte do Vulkan para a nova construção do No Man's Sky;
- Melhora ícones em alguns gerenciadores de janelas.
- Corrige ocasional processo do Wine preso ao atualizar a versão Proton.
- Corrige a detecção do controle para os jogos Yakuza Kiwami e Telltale;
- Corrige a geração de terreno em Space Engineers;
- Correção para a não inicialização do game Flower.

Também houve update no FAudio 19.05, que agora estão usando as bibliotecas X3DAudio/XAPOFX para os games de 64 bits. Informações vindas direto do Twitter do Ethan Lee, dev do projeto Proton.

Para ver todas novidades no SteamOS e do Proton, você pode acessar os respectivos links, aqui e aqui.

Se você quiser experimentar o SteamOS, basta acessar este link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Uma das coisas que impedem uma certa migração em “massa” para o Linux, é a questão dos jogos. Jogos populares como Fortnite, PUGB, Raibow Six entre outros ainda não funcionam por causa dos anti-cheats, como o EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye.



Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux





O assunto “Jogos + Linux” sempre rendeu intermináveis debates, mas depois do surgimento do projeto PROTON da Valve, onde abriu a possibilidade de jogar games desenvolvidos só para Windows no Linux, por exemplo alguns games como o OverWatch (que fazemos lives lá na Twitch), League of Legends (LOL), World of Warcraf (WoW), Warframe, The Witcher 3, GTA V, Sekiro: Shadows Die Twice e entre outros. 

Isso só foi possível graças ao pessoal do  DXVK, do Wine, da CodeWeaver, do Vulkan (Khronos) e da Valve também, que viu a possibilidade de uma nova tecnologia para os jogos da sua vasta biblioteca ( mais ou menos 30 mil títulos).

Mesmo com todos esses esforços, ainda tinha algumas coisas a serem resolvidas, como os jogos onlines e os seus anticheats.

Os mais populares jogos online, usam os anticheats EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye, o que barra alguns jogos não-nativos, como os já mencionados Fortnite, PUGB, Raibow Six (R6), que “olham” o Wine/Proton como um meio de trapaça. Tanto que no começo do DXVK, Proton e afins, alguns jogos até chegaram a funcionar, mas depois de alguns updates, estão até hoje bloqueados.

Mas isso pode mudar..


No começo do ano, mais precisamente em Fevereiro, o pessoal do GaminOnLinux tentou contato com o pessoal do EAC, sobre a possível parceria com a Valve para trazer o anticheat para o SteamPlay. Eles não tiveram sucesso na resposta, como podem ver no artigo deles, mas um usuário do Reddit fez uma pergunta muito parecida e obteve a seguinte resposta:


“Agradecemos o seu contato!

Enquanto ao Easy Anti-Cheat, ele já suporta jos ogos nativos do Linux, infelizmente ainda não é compatível com o Steam Play. Estamos atualmente trabalhando com a Valve para trazer o suporte para o Steam Play também. No entanto, neste momento não podemos prometer uma data de lançamento.

Nossas desculpas pelo inconveniente. Apesar dos problemas, espero que você tenha um ótimo dia!”

Só isso já seria uma notícia muito boa, tendo em vista que um dos anticheats mais usado no mercado, já se “move” para a compatibilização com o SteamPlay/Wine/Proton.

Ainda teve meio que uma “confirmação” disso, quando no meio da polêmica se o EAC ia parar de funcionar ou não no Linux, um usuário do Twitter perguntou para a conta da Epic Games pq não tinha uma compatibilidade do EAC para o Wine. Então eis que a conta da própria EAC (que foi comprada pela Epic Games) respondeu.

“WINE/EAC a compatibilidade atualmente está em um estado beta, com vários jogos cuja a ajuda apreciamos, mas é necessário um trabalho significativamente maior para chegar a um nível adequadamente estável para todos.” 

Então podem esperar muito em breve, jogos como Fortnite rodando no Linux através do Wine por exemplo.

Outra empresa que trabalha com sistemas anticheats, a BattlEye, deu uma boa notícia também. O pessoal do GamingOnLinux  novamente entrou em contato com a BattlEye, perguntando se ainda mantinham o posicionamento de darem suporte somente a jogos nativos de Linux. E para a surpresa de todos, eles estão mudando de “pensamento”, e a resposta ao GamingOnLinux foi a seguinte:




“Atualmente nós não temos oficialmente suporte ao Wine, mas estamos trabalhando com a Valve para adicionar suporte ao Proton (SteamPlay) na Steam."

Se isso realmente acontecer galera, veremos novos tempos acontecendo para os “lados do Pinguim”. Pois jogos do momento e que são “febre” poderão rodar no Linux e assim atrair mais usuários para a plataforma e consequentemente aumentando a relevância dela frente às empresas.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Wine 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Na última Sexta-feira (12), o pessoal do WineHQ lançou a versão de desenvolvimento 4.6 do WINE, trazendo algumas melhorias no código, correções de bugs e updates pontuais. Isso para facilitar mais ainda a vida de quem precisa rodar algum programa ou jogo que não tem versão nativa para Linux.



 WINE 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs





O WINE é muito importante no mundo Linux, pois através dele podemos rodar uma gama de programas e jogos que não tem uma versão nativa para o Pinguim, assim podendo esses serem desfrutados pelos usuários de Linux.

E nesta nova versão de desenvolvimento do WINE, vieram algumas implementações bem interessantes, como:

  - Início de um backend do Vulkan para o WineD3D;
  - Suporte para carregar bibliotecas Mono a partir de um local compartilhado;
  - Libwine.dll não é mais necessário ao usar DLLs do Wine no Windows;
  - Suporte a estruturas complexas no marshaller typelib;
  - Captura de vídeo portada para Video4Linux versão 2;
  - Versão inicial da DLL do mecanismo de depuração.

Além de trazer correções para os jogos como Warframe (via Steam), Mass Effect 1 , The Sims e entre outros. E o ponto mais “curioso”, foi o Battleye aparecer na lista de “correções” do WINE, com a seguinte linha:

Battleye's BEDaisy.sys requires correct KeGetCurrentThread implementation

Mas, nada referente com o funcionamento do Battleye do Windows no Wine, o que possibilitaria jogos como RainbowSix, PUBG e Fortnite por exemplo. E como a empresa falou ao pessoal do GamingOnLinux, “Que só podem suportar o Linux se o jogo tiver uma versão nativa do sistema.”, parece que o pessoal do WINE terá de criar suas próprias soluções.

Mas é um bom sinal ver o pessoal do WINE, CodeWeavers e da Valve tentarem fazer com que o Battleye funcione, visto que a Valve negocia com a EAC, para que ela possa trazer a compatibilidade do anticheat dela para o Protron.

Se você quiser conferir todas as correções de bugs e melhorias nesta versão do WINE, pode conferir neste link.

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Linux e a pirataria nos jogos

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Antes de tudo, não estou aqui para afirmar se filosoficamente ou moralmente a pirataria é algo errado ou correto, apenas que conforme as leis vigentes em nosso país (Brasil), a pirataria é crime. Então seguirei essa linha de raciocínio, e deixo expressamente que esse não é o posicionamento do blog Diolinux, sendo inteiramente de minha responsabilidade.

linux-pirataria-jogos-emuladores-steam-opnião

No último Diolinux Friday Show, na qual você pode ouvir em nosso podcast (“Android Apps no Linux Desktop e Linux Gaming chamando atenção”), em determinado momento, afirmei que não é incomum vermos no Brasil os usuários praticando pirataria em jogos, e com utilizadores de Windows frequentemente os jogos são piratas. Não me entenda mal, essa afirmativa não é uma lei absoluta que taxa os usuários como piratas em potencial, apenas o que observo, seja com conhecidos ou clientes.

Linux e seu efeito “incentivar projetos”


E os usuários do Linux, não praticam pirataria em jogos? Sendo direto, sim! (Falo num geral, como anteriormente, não estou dizendo que todo usuário é pirata, interpretação de texto por favor 😁😄😅). Todavia a situação é mais profunda, e curiosa que isso.

Ao que pude perceber dos usuários gamers Linux, mais e mais jogos originais são adquiridos e evitar crackear algo se torna uma “regra”. É curioso notar que a cada promoção Steam, por exemplo, mais jogos são adquiridos de forma legal, e nem sempre o jogador da cabo de todos, algo que também ocorre no mundo Windows, no entanto a prática de crackear softwares é algo bem comum.

Então usuários Linux não "crackeiam" jogos?


Pois bem, a pirataria existe, independente do sistema operacional, e mesmo muitos usuários tendo uma consciência e evitando a pirataria, em alguns casos ela ainda é um meio necessário.

Nossa! Então você está incentivando a pirataria? Não sejamos hipócritas. Quem nos dias atuais não pratica em algum momento a pirataria? Se você é um estudante, saiba que ao tirar xerox dos livros (os professores incentivam e fazem isso, criando apostilas por exemplo), isso é pirataria… Entre outros inúmeros casos, que você sabe que em determinado momento acaba praticando. Então sejamos mais complacentes, e realistas.

Os anti-cheats são um dos principais causadores da pirataria de jogos no Linux, por identificarem o Proton/Wine como uma trapaça, esse método acaba impedindo o jogo em distros Linux. Veja essa matéria, e entenda a fundo essa questão.

Por conta disso, os usuários acabam baixando uma versão crackeada do game para o Windows (que comumente vem sem o anti-cheat), instalando a versão pirata via Wine. Porém a situação seria evitada em grande parte, se esse problema não existisse, pois vários jogadores compram o game original e impossibilitados de jogá-lo de forma legal, adotam o método descrito acima.

Outras maneiras de pirataria de jogos existem no Linux, como jogos piratas distribuídos em Flatpak. Algo extremamente perigoso a segurança do sistema, então curiosos de plantão, cuidado!

E os emuladores?


Falar sobre emulação de jogos é algo delicado e deveras complicado, existem várias nuances e em alguns casos mesmo a fabricante do console ou game, afirmando que é crime, manter uma cópia digital como backup, não é. O “problema” começa quando você não possui o game, e mesmo jogando um título antigo, isso pode ser considerado pirataria. Como citei no início, não quero discutir se pirataria é algo errado ou certo, do ponto de vista filosófico ou moral, afinal tenho minhas convicções e creio que você tenha as suas, apenas quero demonstrar que ela está em nosso cotidiano, indiferente da plataforma ou sistema operacional.

Valorize o que você gosta!


Se existe algo que tento praticar, é valorizar quem ou as coisas que gosto, apoiar projetos é uma maneira de continuá-los e melhor ainda, proporcionar novidades.

Por isso se existe um game, canal no YouTube, programa ou projeto, incentive ele! Compre os jogos que você gosta, dê valor aos responsáveis pelo projeto e caso não tenha uma "graninha" sobrando, espere promoções, a Steam sempre traz ofertas tentadoras de jogos que custam mais de R$100,00 saindo na faixa dos R$20,00.

Essa é uma das formas que mais adquiri jogos via Steam, seja comprando em sites como a Nuuvem ou em promoções Steam, além de acompanhar canais no Telegram que periodicamente compartilham links de jogos em promoção, ou até mesmo de graça.

Faça parte de nossos canais no Telegram, e receba diversos tipos de conteúdos, como eventuais promoções de jogos.


Sei que o assunto é delicado, e que muita gente também possuía essa dúvida se existia pirataria no Linux. E mesmo que você seja contra ou a favor a essa prática, aposto que incentivar os projetos e jogos que você gosta é a melhor escolha, independente de seu ponto de vista, afinal sem contribuição é bem provável que o mesmo acabe, e quem será prejudicado é você.

Acesse nosso fórum Diolinux Plus, e continue essa discussão, lembrando que uma das regras de nosso fórum, é o não compartilhamento de conteúdos ou apologia a pirataria, afinal em terras tupiniquins tal prática é crime. Seja ponderado e dê sua opinião de forma eloquente, seu ponto de vista é bem vindo. Não incentive as pessoas a praticarem pirataria, não imponha seu ponto de vista e nem queira para si essa responsabilidade, deixe que cada um tire sua própria conclusão.

Ufa! O assunto de hoje foi tenso, não? (😁😋😁) Te espero até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Recentemente a Paradox Interactive anunciou a sequência do seu famoso RPG, o Vampire: The Masquerade – Bloodlines que foi lançado em 2004 e fez um sucesso estrondoso na época. O jogo utilizou a mesma engine do Half-Life 2, a Source Engine, que é desenvolvida até hoje pela Valve mas agora sendo a Source Engine 2. Esse primeiro jogo foi feito pela extinta Troika Games e distribuído pela Activision. Você ainda pode comprar ele via Steam. E a sua classificação no ProtonDB está entre Gold e Platinum.


 Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB






A sequência traz o seguinte enredo para o jogo:

“Gerado em um ato de terrorismo vampírico, sua existência alimenta a guerra pelo domínio do comércio de sangue de Seattle. Entre em alianças desconfortáveis com criaturas que controlam a cidade e desmascare a conspiração que mergulhou Seattle em uma sangrenta guerra civil entre facções poderosas de vampiros.
Torne-se um Vampiro Supremo
Mergulhe no Mundo das Trevas e viva sua fantasia vampírica em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas. Você e suas disciplinas singulares são uma arma em nosso sistema de combate progressivo, rápido e focado no corpo a corpo. Seu poder crescerá à medida que você avança, mas lembre-se de respeitar a Máscara e proteger sua humanidade... ou encare as consequências.”

E conforme informações do SteamDB (atualizado em 27 deste mês, Março), e também pelo ProtonDB, o jogo vai ter uma versão nativa para Linux, além de ter uma versão para MacOs e Windows. Conforme podemos ver na imagem abaixo.




E no ProtonDB também…




As configurações mínimas e recomendadas ainda não foram disponibilizadas nem pela Hardsuit Labs nem pela Paradox Interactive. O pessoal do site linuxgameconsortium, entrou em contato com as empresas para confirmar o suporte para Linux, mas até o fechamento desta edição não tiveram respostas. 

O game ainda está em pré-venda e por hora só constando para Windows, tudo normal até aí. Ele está custando na média de US$60 ou R$110 na cotação atual. Ele também está previsto para ser lançado em 31 de Março de 2020. Você pode pedir ele via Steam.

              


Agora é esperar e ver se no dia do lançamento, o game vai abranger as 3 plataformas (Linux, MacOs e Windows), além dos consoles, ou se vai ter algum atraso de lançamento em relação ao Windows. Mas isso já é um passo importante para os linux gamers, que já vão ter um grande jogo no lançamento.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 no nosso fórum

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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Você realmente precisa do Windows?

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quinta-feira, 14 de março de 2019

Algo que sempre ocorre, seja em cursos, grupos ou até mesmo em alguns casos em faculdades, é o Windows como único meio de uso, porém muitos usuários estão na plataforma da Microsoft por desconhecer alternativas, não me julgue mal, de forma alguma creio que o Windows é um “lixo” ou qualquer coisa do tipo, apenas que nem todo mundo precisa dele.


Já prevejo nos comentários vários usuários que não entendem que por indicar uma outra solução, não signifique que o Windows seja ruim, caso veja esse tipo de comentário simplesmente ignore, sua vida será mais feliz (😁😁😁), ressalvas feitas, vamos ao que interessa. 

O uso de sistemas operacionais para utilizadores comuns, praticamente é resumido em navegação na web, consumo de multimídia e criação de documentos, isso quando a pessoa utiliza alguma suite office, outro aspecto interessante, é cada vez mais a não dependência de aplicações Microsoft. 

É comum ver o VLC Player instalado para reproduzir os vídeos, navegadores como Google Chrome e Firefox, para navegação web, entre outras aplicações de terceiros no cotidiano de um user Windows, e destas ferramentas boa parte são encontradas no Linux ou macOS.

Eis um ponto importante, utilizamos na maior parte do tempo aplicações e o SO em si é “subutilizado”, ao trocar uma máquina com Windows e por uma distro Linux, estilo Kubuntu ou Linux Mint, verá que para uma pessoa não familiarizada com tecnologia, o sistema será irrelevante, no final das contas o que fará a diferença é um atalho do seu browser favorito. Faça o teste, é muito engraçado ver as reações, mostre uma distro com KDE e diga ser o novo Windows, depois dos inúmeros elogios (que certamente a pessoa dirá), revele a verdade, recomendo muito essa brincadeira. 😁😋😅

Nem todo usuário usa Photoshop!


Sejamos sinceros, quantas pessoas você conhece que utilizam Photoshop, After Effects, Premiere, AutoCad, Corel Draw, Vegas, e quaisquer outras ferramentas de uso profissional específico, mas que sempre estão em comparativos dizendo que Linux não é bom porque atualmente não as possui. Chega a ser hilário afirmar que por não possuir tais aplicações o Linux não serve para o usuário comum. A única “real barreira” que vejo, é a suíte office da Microsoft, todavia alternativas de visual parecido existem, e isso pode ser um facilitador ao migrar para uma nova solução.

Se você usa algum desses softwares, e não está disposto a migrar para alternativas ou quem sabe é impossibilitado, talvez o Linux não seja a melhor solução em seu caso, e não existe nada de errado em afirmar isso, o problema é achar que para ser um designer, editor, desenhista etc; O Photoshop é obrigatório, e soluções como Krita, Gimp não são para uso profissional, tal argumento é tão infundado que profissionais utilizam ferramentas livres para seus trabalhos, e para não ficar apenas em meras palavras, veja com seus próprios olhos um baita exemplo, “O Jedi do Gimp” Elias de Carvalho Silveira.


Um “gamer de verdade” só usa Windows!


Gosta de jogos? Eu adoro! Mas espera aí, sou usuário Linux, logo não posso jogar. Geralmente brinco com meus amigos, quando eles estão jogando algum game no Linux, e sempre solto a frase: “Mas Linux não tem jogos”, e conforme o mesmo argumento de “Linux não tem Photoshop, logo não é para usuário comum”, ocorre no lado gamer.

Jogos no sistema do pinguim não faltam, só de nativos Steam, são mais de 3 mil jogos e com o advento do Steam Play, outros 4100 dos 6957 testados até o momento, acrescentam a lista e o número só não é maior, pois os anti-cheats estão dificultando o funcionamento de alguns jogos, entretanto se no passado era fácil citar vários títulos indisponíveis no Linux, a realidade se tornou a oposta, e antes que alguns pensem: “Joguinhos de navegador qualquer um roda”, me diga se Devil May Cry 5, Warframe, Dragon Ball Fighter Z, PES 2019, GTA 5 e Overwatch são “joguinhos de navegador?”. 😁😁😁

Nos comparativos apenas a Steam é listada como a única forma de jogar no Linux, porém através do Lutris vários títulos da Origin, Uplay, Battlenet e Epic Store, funcionarão, além de emuladores de vídeo games, e mais ainda, confira 7 sites/lojas (além da Steam) para encontrar games para Linux.

Você pode acompanhar nossas lives na Twitch.tv, e ver o desempenho dos games no Linux, algo interessante e que muitos não sabem, é como otimizar e potencializar sua distro Linux para jogos, obtendo o máximo de proveito da plataforma. Os jogos tem um papel tão importante que estão mudando o Linux (no bom sentido, claro 😜).


Então Linux é para todos os tipos de jogadores? Depende, pode ser que algum jogo específico não esteja disponível, seja por “birra” do anti-cheat ou alguma incompatibilidade, é sempre bom conferir no site ProtonDB e ver quais jogos funcionam, e se não funcionar, neste caso o Linux não será a melhor escolha para ti, no entanto isso não desqualifica toda uma plataforma.

Seguir canais especializados em tutoriais voltados a jogos, é uma boa sacada, alguns exemplos com diversos tutoriais para Steam Play, Proton, Wine, Lutris, PlayOnLinux são: Tuxter Games, Livre Software, MADRUGUEDS, e em nosso canal Diolinux também existe muito conteúdo voltado à games.

Pensando no futuro, não apenas no agora


Uma boa prática que pode proporcionar maior liberdade para você, é dar preferência a softwares multiplataforma, que não dependa de um único sistema, os seus programas sempre estarão disponíveis. Anteriormente mencionei que as aplicações têm maior peso em nossas experiências, pensando no futuro, não serão mais necessárias grandes adaptações e não importando o sistema, seja Windows, macOS ou Linux.

Coloque numa balança, o quanto você realmente precisa do Windows, pratique essa ideia de priorizar programas disponíveis em ambas plataformas, vá migrando de aplicativos, caso esteja em dúvida, eis uma lista para iniciar tal mudança, garanto que não ser dependente de apenas um sistema operacional é algo libertador.

“Windows é ruim e o Linux perfeito”


“O Windows é um sistema todo bugado e o Linux perfeito em todos os aspectos”, infelizmente muitos pensam assim, outros julgam o Windows como “a perfeição em forma de sistema” e o Linux “algo inútil”, ambos estão tremendamente equivocados.

Bem como já falei aqui no blog, no post sobre o Windows 7 e o fim de seu suporte, o projeto Diolinux tem um compromisso com a veracidade dos fatos, e nenhum sistema é perfeito, e algumas situações podem fazê-lo desistir de migrar para Linux, e uma delas pode ser a ideia de grande parte da comunidade, que eventualmente tecem críticas ásperas, e nem sempre são baseadas em termos técnicos, ou que respeitam a escolha e liberdade do próximo.


Resumindo, para usuários de perfil comum que acessam o Facebook ou basicamente utilizam a internet, não precisam obrigatoriamente do Windows, já em outros casos, como abordei logo acima, sua utilização não é uma regra, usamos na maioria esmagadora do tempo as aplicações, como na brincadeira do “Windows KDE”, muitos usuários nem saberiam a diferença.

Ter um sistema que proporcione segurança, robustez e horas economizadas com desfragmentação ou preocupações com pragas virtuais, pode ser uma ótima escolha, e diversas pessoas estão dando uma chance ao Linux. Tenha em mente que a maneira mais inteligente é ter a disposição suas aplicações indiferente do sistema operacional, ao seu alcance em qualquer ocasião.

Reveja se existe algo que lhe prende em algum sistema, experimente ser livre, permita-se descobrir novas coisas, e aprender com os erros, abra a sua mente e promova coisas boas sem ofender ninguém impondo seu ponto de vista.

Espero que tenha ficado claro que existem opções, e que o Windows nem sempre é necessário, apenas fomos condicionados durante nossas vidas no mundo da informática.

E você, tem alguma aplicação que lhe impede de usar outro sistema? Sempre quando vejo esses comparativos, o Photoshop é citado de boca cheia, o engraçado que em todos esses anos trabalhando com manutenção de computadores, se instalei 5 vezes esse tipo de software para algum cliente, foi muito (😁😅😂), não estou dizendo que ninguém os utilizam, apenas que não é a regra.

Te espero no próximo post, sejam educados e complacentes com a opinião alheia, e não se esqueça de compartilhar as postagens do blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE!

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Jogos e os anti-cheats no Linux

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Há 6 anos a Valve lançou seu cliente Steam para Linux, desde então a plataforma veio ganhando notoriedade no quesito games, e aos poucos várias distribuidoras começaram a portar ou lançar jogos nativos para o sistema do pinguim, porém é visível a diferença de títulos disponíveis no Linux, comparado ao Windows, que tem anos e anos no mercado de jogos. E a ausência de outras plataformas de games como a Origin da EA Games, alvo de críticas de diversos players, quando o assunto é “Linux + Games”.

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Em 2018 a Valve surpreendeu os gamers Linux, com seu projeto Steam Play, utilizando uma solução conhecida pela comunidade Linux, o Wine. A Valve criou um fork do Wine criando o Proton, que não faz o papel de um emulador (muitos acreditam que o Wine emula jogos do Windows, e isso não é verdade), o Proton é uma ferramenta implementada no cliente Steam Linux, que dá a oportunidade de executar games nativos do Windows em sistemas operacionais baseados em Linux, ele age como uma camada que traduz para o sistema a instrução que foi projetada para o Windows, adaptando a realidade e comportamento do Linux. 

O Proton faz uso do Vulkan para rodar os games Windows, que valem-se do DirectX 11 e 12 para funcionar, possuindo diversos parâmetros para forçar a utilização inclusive do OpenGL, caso o jogo utilize o DirectX 9. Saiba mais sobre  neste post que fizemos, detalhando o uso de tais opções. É interessante ressaltar que já existem projetos para fazer com que games que usam nativamente o DX9 também possam usar o Vulkan no Linux.

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“O maior vilão do Proton”


Com a facilidade de instalar jogos voltados ao Windows no Linux, o Steam Play rapidamente caiu nas graças dos usuários, e a lista de jogos em sistemas baseados em Linux, teve um crescimento exponencial do dia para a noite, literalmente, porém um vilão já conhecido por utilizadores de programas como: PlayOnLinux, Lutris etc; vem atrapalhando o funcionamento de diversos títulos famosos como: Fortnite e PUBG, são os softwares conhecidos como: “anti-trapaças”, os famosos anti-cheats, que normalmente reconhecem o Wine e agora o Proton, como programas maliciosos, com a intenção de obter vantagens, e trapacear nas partidas. 

Sempre especulei (HenriqueAD) que a Valve não lançaria um projeto tão importante e audacioso como o Steam Play, sem uma pesquisa de mercado ou um método para os anti-cheats reconhecessem o Proton não como um trapaceador, e sim como um recurso.

E como isso seria possível? Firmando parcerias com empresas especializadas em anti-trapaças, e parece que isso está se tornando realidade, pois um usuário do Reddit conseguiu entrar em contato com a equipe de desenvolvimento de um dos maiores e mais utilizados anti-cheats da atualidades, o Easy Anti-Cheat, e segundo ele, a Valve e a EAC estariam trabalhando para o suporte do Proton, possibilitando o funcionamento em jogos que usam essa solução.

Um fato curioso é que a Valve está contratando novos engenheiros de software para trabalhar com o SteamOS, será que tais desenvolvedores serão aplicados nos esforços desta parceria entre EAC e Valve?

OK, tem Steam para Linux, mas e a Origin?


Nem só de Steam viverá o gamer Linux”, e isso é uma realidade, mesmo não possuindo no momento um cliente nativo Origin, alternativas como o já citado Lutris, possibilitam em alguns casos a execução de títulos da EA, porém o anti-cheat persegue até nestes momentos e pode “acabar com a festa”.

Uma das vantagens de um software ser Open Source, é a possibilidade de sua utilização em outros projetos, e isso não é diferente com o Proton, que além de funcionar no Steam Play, pode ser utilizado no Lutris, recebendo todas as vantagens, e caso a parceria em desenvolvimento mútuo da Valve e EAC vá adiante, até mesmos títulos da EA Games poderão se beneficiar de tal implementação.

origin-ea-games-linux

E se a EA Games estivesse trabalhando em uma versão nativa de seu cliente Origin para Linux? Essa é outra possibilidade, recentemente uma discussão no Reddit entre usuários do site, levantou indícios que algo assim possa se concretizar em um futuro não tão distante.

Alguns usuários postaram suas experiências ao entrar em contato com o suporte da EA, questionando se existiria a possibilidade de uma versão Linux da Origin, e em meio a tantas respostas algumas foram positivas e outras negativas, houve um compartilhamento de um print, dessas supostas afirmações por parte dos atendentes.

Quando questionado sobre uma possível versão Origin para Linux, o suposto atendente da EA diz que tal projeto é uma prioridade e está em fase final de testes, podendo em qualquer momento ser liberado ao público. 

“So as i have checked the work in progress list that we are currently working on. This is on the priority, so you can expect it anytime very soon, As of now the work is being done on it to enhance the experience and its is almost completing stage.”

O usuário questiona se existiria uma data prevista para o lançamento, porém a única resposta foi que por não participar da equipe de desenvolvimento uma data não poderia ser repassada, mas que existia a garantia de estar nos estágios finais do desenvolvimento.

“As I am not in the developer team, I won’t be giving a estimate time but I can tell you that its almost in completing stage.”


Se tais informações forem reais, a comunidade de gamers Linux, receberá mais títulos e facilidades ao desfrutar de games na plataforma, e possivelmente novos players poderão jogar com maior comodidade e com a segurança de um suporte oficial pelas empresas.

E você, também joga no Linux? Deixe nos comentários suas experiências durante suas jogatinas no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Novo Lutris 0.5 Beta chega com integração com GOG e muitas novidades

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Na última Sexta-feira (4), o pessoal responsável pelo Lutris lançou o segundo beta do gerenciador de games e do Wine, onde traz novas melhorias e integrações com algumas lojas, como a GOG, Steam e HumbleBundle.


 Novo Lutris 0.5 Beta chega com integração com GOG e muitas novidades





Para quem ainda não conhece o projeto Lutris, de uma forma bem resumida, ele é um “faz tudo” praticamente no que diz respeito ao ramo de games no Linux, pois você pode, através dele,  gerenciar os seus jogos da Steam, como também instalar jogos de outras lojas (Origin, Uplay e Blizzard) e “avulsos”, assim como você pode instalar emuladores de SNES, N64, PS1, PS2 e PS3, Atari 2600, entre outros, em uma única interface, facilitando assim o gerenciamento.

Depois do lançamento do Proton,as suas benfeitorias acabaram chegando em outros projetos, como o Wine, e agora o pessoal do Lutris também começou a reformular o seu aplicativo, melhorando a integração com a ferramenta criada pela Valve, disponibilizando juntamente com a nova versão do Lutris a integração com as últimas versões do Proton...

Novidades do Lutris



Umas das grandes novidades da versão .05 Beta do Lutris é a possibilidade conectar a sua conta do GOG e gerenciar os seus jogos de lá pelo aplicativo, visto que o GOG Galaxy (o gerenciador do GOG) não tem uma versão nativa para Linux, mas que em alguns casos roda via Wine. Outra novidade também é que você pode ver quanto tempo passa dentro de algum jogo ou plataforma, é praticamente uma forma de ver o quão viciado você está nos “joguinhos”.  😁

Com esses refinamentos e melhorias que foram implementadas ao longo de 2018 e com esse início de ano cheio de novidades, podemos esperar muitas coisas boas, além de termos os lançamentos do Wine 4.0, Kernel 5.0 e os Drivers da NVIDIA da série 415, além do MESA Driver 18.3 para AMD e Intel, melhorando ainda mais o suporte para o VULKAN, trazendo aprimoramentos de performance. 

Outra novidade interessante e empolgante é um novo projeto chamado “DXUP”, que pode trazer o Dx9 para o “mundo” do DXVK, já que o modo atual do Proton operar jogos em versões mais antigas do DirectX para o OpenGL,  mas abordaremos isso  em maiores detalhes em outra oportunidade.

Se você quiser baixar o Lutris Beta 0.5, acesse o GitHub deles, lá você encontra, além do código fonte, pacotes .deb, compatíveis com Ubuntu, Linux Mint e derivados. Para instalar é só dar dois cliques.

Conte aí nos comentários o que você achou dessa reformulação do Lutris e se você usa ele ou se pretende usar.

Até um próximo post, forte abraço.

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Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
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