Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador proton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proton. Mostrar todas as postagens

Proton 5.0-1 é lançado baseado no Wine 5.0, com novidades

Nenhum comentário

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Nesta sexta-feira (7), a ferramenta de compatibilidade para jogos da Valve em parceria com a CodeWeavers, o Proton, teve um importante update no seu código e chegou na versão 5.0-1, assim se baseando na versão 5.0 da ferramenta de compatibilidade WINE (só reforçando "Wine Is Not an Emulator" ou “WINE não é um emulador”). 


 Proton 5.0-1 é lançado baseado no Wine 5.0, com novidades






Com essa nova versão, algumas coisa receberam um update como o DXVK e FAudio por exemplo. As melhorias foram:

● Wine atualizado para a versão 5.0. Desde o último grande lançamento do Proton, o Wine passou por mais de 3500 patches, que agora estão integradas ao Proton. 207 patches do Proton 4.11 foram criados upstreamed ou não são mais necessários;

● Os jogos que usam Direct3D 9 agora passarão a usar o DXVK para renderização por padrão. Usuários sem suporte ao Vulkan podem retornar ao renderizador wined3d baseado em OpenGL com a opção de configuração PROTON_USE_WINED3D;

● Integração aprimorada do cliente Steam. Isso torna mais jogos que usam Denuvo jogáveis, incluindo Just Cause 3, Batman: Arkham Knight, Abzu e muito outros;
● Novos ambientes no Proton relatarão uma versão mais recente do sistema operacional, que alguns jogos mais recentes exigem. Os ambientes existentes não serão alterados automaticamente;

● O Wine 5.0 inclui o início do suporte real a múltiplos monitores. Espere grandes melhorias nessa área em breve;


● Suporte aprimorado ao som surround para jogos mais antigos.


● Atualizado o DXVK para a v1.5.4 e o FAudio para 20.02;

Esse update estava sendo muito aguardado pela comunidade e parece que não decepcionou. O grande destaque aqui foi a possibilidade de rodar os games Just Cause 3 e Batman: Arkham Knight, coisa que não estava sendo possível através da Steam e somente via Lutris em alguns casos. Isso graças a melhor integração do Proton com os games que possuem DRM e sendo assim “não sendo um estranho no ninho” aos “olhos” do DRM Denuvo. Arrisco a dizer que pode ser um grande passo para mais jogos virem a funcionar, sendo esses games "um grande início da compatibilização com DRM e até provavelmente os famosos Anticheats" e assim possibilitando os jogos online.

Para ver a release, você pode conferir aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum, o Diolinux Plus. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o Winetricks e Protontricks no Ubuntu

Nenhum comentário

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O Winetricks é um script para auxiliar a instalação de algumas bibliotecas necessárias para que o runtime possa rodar alguns aplicativos e jogos através do Wine. Este processo pode substituir algumas ferramentas do próprio Wine por opções de código fechado.

instalando-winetricks-protontricks

O Winetricks está disponível no repositório do Ubuntu, e para instalar é só pesquisar por “Winetricks” na loja do seu sistema.

winetricks-loja

Também é possível instalar utilizando o terminal. Para isso, digite:

sudo apt install winetricks

O Winetricks pode ser utilizado através do terminal, porém também conta com uma interface gráfica para auxiliar na utilização da ferramenta. Através da interface, é possível instalar uma aplicação, alguma ferramenta de benchmark, um jogo, e também criar um “wineprefix”, que é um conjunto de configurações para o Wine, auxiliando na hora de rodar algum software específico. Um exemplo seria inicializar um programa com modo de compatibilidade do Windows XP.

Já o Protontricks é uma versão do Winetricks específica para jogos que rodam através do Proton, ferramenta de compatibilidade da Valve para jogos exclusivos de Windows, que utiliza o Wine como base.

Para utilizar o Protontricks, primeiramente é necessário ter o Winetricks e o Python 3.5+ instalado, e depois seguir uma série de comandos no terminal.

Abra o terminal, e insira o seguinte comando para instalar o Pip, o gerenciador de pacotes do Python:

sudo apt install python3-pip python3-setuptools python3-venv

Feito isso, insira os seguintes comandos para instalar o Pipx para o seu usuário:

python3 -m pip install --user pipx

~/.local/bin/pipx ensurepath

Agora será necessário fechar e reabrir o terminal. O último passo é utilizar o Pipx para instalar o Protrontricks:

pipx install protontricks

Pronto! Com isso o Protontricks já está instalado no seu computador. Todos os comandos do Winetricks funcionam no Protontricks também, e abaixo estão alguns comandos especiais que podem ser úteis na hora de utilizar o Protontricks: 

Para encontrar o ID de algum jogo da Steam: protontricks -s <nome do jogo>

Para executar o Winetricks para um jogo específico: protontricks <ID> <ações>

Para executar um comando customizado no diretório de instalação do jogo: protontricks -c <comando> <ID>

Para executar a interface gráfica: protontricks --gui

Para exibir a tela de ajuda do Protontricks: protontricks --help

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

DXVK 1.5.1 chega com melhorias em GTA 5, e vários outros jogos

Nenhum comentário

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A versão 1.5.1 do DXVK é lançada com várias melhorias em jogos como GTA V, Halo: Combat Evolved, The Sims 4, entre outros.

dxvk.1.5.1-chega-com-melhorias-em-gta5-e-mais

No mês passado (12/2019) fizemos um artigo falando sobre quais foram as melhorias apresentadas na versão 1.5.0 do DXVK, e agora chegou a vez da versão 1.5.1, que além de várias correções de bugs também está resolvendo problemas que estavam ocorrendo durante execução de alguns jogos específicos.

Começando pelo GTA V, foi corrigido um bug que fazia com que ao rodar em tela cheia e com o V-Sync ativado, as telas iniciais do jogo (logo da rockstar, etc.), e menus rodassem a cerca de 8~10 FPS. O que não ocorria ao rodar o jogo na configuração de janelas sem bordas.

Em Halo: Combat Evolved foi corrigido um bug com a renderização de vidros e escudos de energia, e o efeito de blur agora está funcionando perfeitamente em Need For Speed: Carbon, que apesar de ser um jogo antigo, é um clássico que ainda é amado por muitos gamers (inclusive eu =D).

Também foi resolvido o problema que estava fazendo com que parte dos itens do inventário não fosse renderizado no jogo Risen 2, e o “crash” que ocorria ao alternar entre modo janela/tela cheia em The Sims 4 já não é mais um problema.

Para encerrar o assunto sobre as correções específicas para jogos, foi corrigido o “crash” ao iniciar o jogo Trackmania Forever, e em Vampire the Masquerade: Bloodlines foi resolvido o problema que fazia com que a janela do jogo aparecesse demasiado pequena, quando rodando o jogo em fullscreen e em uma resolução não nativa.

Outras implementações da versão 1.5.1 são:

• Melhorias na performance de jogos que fazem uso do Direct X 9;
• Corrigidos problemas de renderização que faziam com que sombras e imagens não aparecessem em vários títulos;
• Resolvido problema que fazia com que alguns jogos utilizando DirectX 9 “crashassem” na inicialização;
• Modificado o número de “threads” utilizadas para a compilação de pipelines, o que deve reduzir o impacto de performance em processadores de 6 e 8 núcleos, e também permitirá que processadores com mais de 12 “threads” possam utilizar mais núcleos para executar as tarefas.
• Alguns dados do DXVK_HUD (monitor de desempenho de hardware em jogos, em forma de overlay) que não estavam aparecendo voltaram a ser exibidos normalmente.

Essas e todas as outras implementações feitas na versão 1.5.1 do DXVK podem ser encontradas no post oficial da release no Github.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no fórum Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Primeiro Beta de 2020 da Steam é lançada com várias melhorias

Nenhum comentário

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

O primeiro Beta do cliente Steam de 2020 chega com várias correções de bugs e novas funcionalidades na aba da Biblioteca, Remote Play Together, bem como algumas correções específicas para a versão de Linux.

primeira-beta-de-2020-da-steam-e-lancada-com-varias-melhorias

Não é raro ouvir que a Steam está lançando alguma nova funcionalidade, e não faz muito tempo que noticiamos os lançamentos do Remote Play Together, Steam Linux Runtime, ou até mesmo de novas versões do Proton. Parece que agora chegou a hora de fazer algumas correções de bugs para tornar o software, que está cada vez mais completo, cada vez mais otimizado.

Dentre todas as novidades da primeira Beta do cliente Steam deste ano podemos destacar:

• Ao filtrar jogos pelos que já tenham sido jogados, não mais serão exibidos aqueles que já foram instalados, mas nunca de fato jogados;
• Aprimoramentos na performance geral da biblioteca;
• Aprimorada a filtragem por títulos coreanos ao pesquisar na biblioteca utilizando o alfabeto hangul;
• Adicionadas opções de configuração para a funcionalidade “Atualizações Para Você” para que seja possível selecionar por jogo a prioridade com que as novidades serão exibidas;
• Adicionada uma opção para exibir apenas atualizações de produtos na aba “Atualizações Para Você”;
• Corrigido o bug que fazia com que conquistas ocultas continuassem não sendo exibidas, mesmo após terem sido alcançadas;
• Corrigida a escala do cursor do mouse em diferentes resoluções no Remote Play;
• Adicionada mensagem de erro ao tentar se juntar a uma partida que não está disponível devido a restrições de país ou controle dos pais;
• Corrigido “crash” ocasional ao realizar a pesquisa de hardware na versão Linux;
• Corrigidos bugs ocasionais na biblioteca em sistemas de arquivos NFS na versão Linux do software.

Você pode conferir todas as atualizações no post de anúncio da nova versão oficial da Steam.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no fórum Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


DXVK 1.5 é lançado e com D9VK incorporado

Nenhum comentário

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Uma das gratas surpresas do ano de 2019, foi o projeto DXVK, que começou “desconhecido” e que agora figura como uma das mais importantes “engrenagens” para compatibilizar os jogos feitos somente para Windows no Linux.


 DXVK 1.5 é lançado e com D9VK incorporado





Para quem está “chegando agora” e não está entendendo muito, o projeto DXVK é um “intérprete” entre do DirectX para o Vulkan, e juntamente com o Wine torna possível jogar milhares de games feitos somente para Windows no Linux. Para ver a nossa cobertura sobre o DXVK, você pode conferir as matérias aqui

Até então, o DXVK “cobria” somente as versões 10 e 11 do DirectX, e a versão 12, porém ainda em beta. Já o DirectX 9 ainda não tinha uma cobertura, e foi aí que surgiu o projeto D9VK que faz exatamente essa cobertura. Com o D9VK, vários jogos começaram a rodar de forma satisfatória, como o Batman Arkham Asylum, Dead Space 1 e 2, Mass Effect 1 e 2 entre outros. Mas agora, tudo será em um só projeto. Com isso os jogos em Dx9 poderão ter um desempenho melhor usando o Wine/SteamPlay (Proton), pois antes era utilizada a “tradução” do WineD3D para o OpenGL.

Agora o DXVK cobre todas as versões do DirectX (Dx) em um único código, sem a necessidade de dois projetos para o “mesmo fim”. Com isso, a versão 1.5 do DXVK fará essa cobertura completa.

Alguns jogos foram melhorados nesta versão, como o Atelier Ryza, Crysis 3, Fifa 19, Star Citizen e Halo: The Master Chief Collection. Para ver todas as melhorias no DXVK, você pode consultar aqui.

Teve uma declaração de Philip Rebohle, criador do DXVK, ao site GamingOnLinux, que foi a seguinte:

“Basicamente, não mudará muita coisa, os bugs ainda serão corrigidos e, se um jogo exigir que um recurso seja executado, ele será implementado. O DXVK está mais ou menos completo há algum tempo, e a maioria das alterações nas versões 1.4.x eram correções de bugs e algumas otimizações pontuais. O que eu quero evitar daqui para frente são alterações em larga escala na base do código, pois elas tendem a introduzir falhas, e está ficando cada vez mais difícil depurar novos problemas.”

Pra mim, isso é muito bom e creio que vá melhorar e muito essa migração dos jogos para Linux, principalmente os “mais antigos” e que usam o Dx9 ou alguns mais novos como o LoL por exemplo, podendo ganhar um “up” na performance e assim trazendo novos usuários. Espero também que o Proton possa migrar em breve para a base do Wine 5.0, assim podendo trazer mais melhorias e novidades.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos

Nenhum comentário

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tem coisas no mundo dos games, que realmente não conseguimos entender plenamente 😅😅. Uma delas é a existência da Origin como loja 😁😂. Brincadeiras à parte, a desenvolvedora de grandes franquias está de volta na Steam.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos





Lá em meados de 2011, a Steam e a Eletronic Arts, meio que “brigaram” por causa das porcentagens nas vendas, fazendo com que a EA Games lançasse a sua própria loja e também launcher .


O anúncio da volta, foi feita no setor de Notícias (News) do site da EA Games, começando com o seguinte parágrafo:

“Electronic Arts e Valve fizeram uma parceria para colocar os jogos da EA nas mãos dos jogadores na Steam. A partir do começo do ano que vem, o EA Access, nosso serviço de assinatura com grandes jogos e vantagens para os assinantes, chegará a Steam. O EA Access é o primeiro e único serviço de assinatura disponível na Steam, e a quarta plataforma a ter uma assinatura da EA.”

Para “re”começar a parceria, o primeiro jogo a ser lançado é o Star Wars™ Jedi: Fallen Order, com lançamento no dia 15 de novembro. Jogos multiplayers, como Apex Legends, FIFA 20 e Battlefield™ V, ficarão disponíveis no ano que vem, e jogadores na Origin™ e na Steam poderão competir um contra o outro.



O vice-presidente sênior para player networks da Ea, Mike Blank, deu  a seguinte declaração ao site Engadget:

“Estamos trabalhando com a Valve e a Steam para conectar as nossas listas de amigos de maneira mais eficaz, para que você possa jogar juntos em jogos multiplayer, independentemente da plataforma em que está escolhendo jogar”.

Blank ainda disse na entrevista, que precisará ter uma conta na EA, para comprar ou acessar os jogos da EA na Steam. Em um primeiro momento, você precisará usar o launcher para configurar a vinculação das contas. Depois poderá inicializar os jogos diretamente pela Steam. Ainda não será possível “importar” os jogos comprados na Origin para a Steam, mas isso pode mudar, conforme a parceria entre Steam/Valve e Origin/EA Games for evoluindo.

Com essa chegada, podemos pensar que muito em breve esses títulos possam funcionar com o Proton na Steam, visto que alguns títulos da EA Games, como Mass Effect e Dead Space já funcionam dentro da Steam Store. Talvez alguns títulos como Battlefield, Fifa, The Sims e afins também possam funcionar, hoje todos os três já rodam através do Lutris. Creio que com essa mudança, a EA Games deixe de se preocupar com a sua Store, assim deixando “para quem entende” e só focando no desenvolvimento dos jogos. Pode ser que ela também faça o mesmo tipo de parceria com a Epic Games, não podemos duvidar. Aposto, que se essa parceria dê certo, a Ubisoft faça o mesmo caminho e a Uplay vire um “validador” também.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

A evolução do Steam Play

Nenhum comentário

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Assim como qualquer outro serviço, a Steam com certeza tem seus defeitos. Todavia, não é de agora que a Valve, proprietária da Steam, vem desenvolvendo serviços com o objetivo de melhorar a experiência dos seus usuários. E algumas vezes, até nos permitindo economizar dinheiro.

a-evolucao-do-steam-play

Hoje em dia podemos abrir o nosso cliente Steam no Linux, Windows ou MacOS. Pesquisar entre as promoções, comprar nossos jogos, e então instalá-los em qualquer sistema operacional compatível. Muitos de vocês talvez estejam pensando: “Normal. Se eu paguei pelo jogo, posso jogá-lo no sistema que eu achar melhor.” Não é?

Bem, sim! Mas nem sempre foi assim.

Nos primeiros anos de Steam, se você comprasse um jogo no Windows, poderia jogá-lo apenas no Windows. Caso você quisesse jogá-lo também no MacOS, teria que comprar o mesmo jogo novamente em sua versão para MacOS. E isso era normal. Assim como no mundo dos consoles, se você compra um jogo de PlayStation, não pode jogá-lo em um Xbox.

Até que em 2010, cerca de dois anos antes do lançamento da primeira versão estável do cliente Steam para Linux, a Valve anuncia a primeira versão do Steam Play. O objetivo inicial do Steam Play era garantir que os jogadores pudessem jogar os seus jogos em qualquer plataforma suportada, e não necessariamente apenas na qual o jogo foi comprado.

Oito anos após o seu lançamento, a Steam Play dá um passo gigante, que viria a mudar a realidade sobre jogos no Linux. Em 21 de Agosto de 2018, a Valve anuncia uma parceria com a CodeWeavers no desenvolvimento do Proton. Um fork do Wine, com adição de alguns patches e de alguns outros projetos, como o DXVK.

Já temos artigos no blog falando sobre o Proton, Wine, Steam Play e DXVK.

À partir daquele momento, do dia para a noite, milhares de jogos nativos de Windows passaram a rodar no Linux. E tudo o que você precisava fazer era clicar em “Instalar”, e depois em “Jogar”.

Hoje, mais de um ano após o lançamento do Proton, podemos dizer que as coisas evoluíram e estão evoluindo de maneira bastante rápida. No momento em que o Proton foi lançado, cerca de 2000 jogos passaram a rodar no Linux. Hoje, segundo o ProtonDB, já são mais de seis mil jogos funcionais no Linux.

O site ProtonDB é uma base de dados que reúne informações sobre jogos testados no Linux, a fim de manter os usuários informados sobre quais jogos funcionam, e o quão bem funcionam. Quais não funcionam. E quais carecem de alguns ajustes.

O ProtonDB obtém os seus dados à partir dos próprios usuários. Dezenas de milhares de usuários já reportaram o funcionamento de milhares de jogos. Nesses reports os usuários informam: se o jogo funcionou ou não, como funcionou, por quanto tempo o jogo foi testado, se foi necessário algum ajuste para que o jogo funcionasse, e quais ajustes. Também informam qual o seu hardware e sistema operacional.

Hoje, no dia em que estou escrevendo este artigo, já foram feitos 58.558 reports, de 9.473 jogos diferentes, dos quais 6.307 são funcionais.

O MacOS possui cerca de 2.500 jogos nativos na Steam. O número de jogos nativos para Linux é mais ou menos a metade. Porém se considerarmos todos os jogos de Windows que rodam no Linux sem a necessidade de ajustes através do Steam Play, é seguro dizer que muito mais jogos rodam no Linux do que no MacOS.

As vantagens para nós, Linux gamers, vão muito além de apenas jogos que não funcionavam e passaram a funcionar. Tantos jogos passando a funcionar tão bem em uma plataforma, farão com que muitas pessoas passem a utilizar essa plataforma para jogar. Consequentemente fazendo com que mais desenvolvedoras passem a produzir mais jogos nativos para o sistema.

Não apenas mais jogos, mas também “melhores” jogos. É claro que, algo ser melhor ou pior é subjetivo. Mas se considerarmos os jogos AAA como “os melhores”, já que estes são de fato os melhores para a maioria das pessoas, então a cada dia que passa a plataforma Linux está tendo mais dos melhores jogos de forma nativa. O quê em muito deve-se a Valve, a CodeWeavers e a Steam Play.

É claro que eu não estou dizendo que a Valve e a CodeWeavers iniciaram esse projeto com o objetivo de fazer caridade para os usuários Linux, únicamente pela bondade dos seus corações. Enquanto a Steam depender de sistemas proprietários como Windows e MacOS para vender seus jogos e manter o seu negócio. Logo significa que a Valve, de certa forma, depende da Microsoft e da Apple para sobreviver.

Aumentar o market share de sistemas operacionais de código aberto no mundo dos jogos também aumenta a porcentagem de clientes da Steam que não dependem de um sistema fechado para rodar os seus jogos. E lentamente a Valve vai se libertando da dependência de softwares de propriedade de outras empresas.

É claro que isso não é uma garantia de que a Valve conseguirá se libertar por completo dessas outras empresas. Mas mesmo assim, cada usuário do Windows ou MacOS que passa a utilizar a Steam no Linux faz com que cada vez valha mais a pena para a Valve trabalhar no Proton.

Parafraseando Piratas do Caribe: “É apenas um bom negócio.”

Mas os benefícios não param por aí. Os beneficiados com tudo isso não somos apenas nós, usuários de Linux. Guardadas as devidas proporções, todos os gamers de quaisquer sistemas operacionais tem algum benefício nisso. As distribuições Linux se tornarem cada vez mais viáveis para jogos é sinônimo de concorrência. E como diz o ditado: “Concorrência é sempre bom.”

Eu com certeza penso que, se tratando de jogos no Linux, as coisas estão e continuarão ficando cada vez melhores. Mas e você, o quê acha sobre o mercado dos games no Linux atualmente? Acha que o crescimento é realmente a tendência? Ou tudo não passa de “fogo de palha” e “papo furado”?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! :)

Fontes: Steam, GamingOnLinux.

_____________________________________________________________________________ 

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Instale uma versão customizada do Proton na Steam

Nenhum comentário

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ao contrário do que muitos pensam, já faz bastante tempo desde que jogar no Linux deixou de ser algo apenas para amantes de games obscuros que ninguém conhece. Com o lançamento da Steam para Linux em fevereiro de 2013, e o lançamento do Proton em meados de 2018, literalmente milhares de jogos passaram a rodar perfeitamente no Linux.

instale-uma-versão-customizada-do-proton-na-steam
O Proton é uma ferramenta criada pela Valve com o intuito de viabilizar o funcionamento de jogos que são nativos de Windows em sistemas operacionais baseados em Linux. O Proton funciona como uma camada de compatibilidade entre os jogos e o sistema operacional, portanto, não é um emulador. O que ele faz, em termos leigos, é agir como um tradutor fazendo a comunicação entre o jogo nativo de Windows e a distribuição Linux.

O Proton é feito com o objetivo de funcionar com milhares de jogos diferentes, de épocas diferentes, que utilizam APIs gráficas diferentes, e assim por diante. Por isso, enquanto um jogo roda melhor com uma versão do Proton, o outro talvez rode melhor com outra. É pensando nisso que a Valve nos dá a opção de alternar entre as versões do Proton nas configurações do próprio cliente Steam.

Nas configurações do cliente Steam para Linux, na seção “Steam Play”, podemos tanto ativar e desativar o uso do Proton, como escolher qual versão da ferramenta queremos utilizar.

configurações-do-proton-na-steam

Se você quiser saber mais sobre o Proton, já temos um vídeo completíssimo sobre esse assunto.

Conheçam o Proton-GE!


Agora que você já sabe o que é o Proton, como ativá-lo, e como alternar entre versões. Chegou a hora de falarmos sobre uma das suas versões alternativas, mantidas pela comunidade.

Todas aquelas versões do Proton que você encontra por padrão na Steam, são versões oficiais, desenvolvidas pela Valve. Porém, por tratar-se de um software Open Source, qualquer pessoa pode pegar o código fonte do projeto, modificar e redistribuir da maneira que bem entender.

O ‘Proton-GE’ é uma versão customizada do Proton com algumas correções de bugs, versões mais atualizadas do Wine e ‘DXVK’, com o ‘D9VK’ ativado por padrão para rodar jogos com DirectX 9, e a adição do ‘Vkd3d’ para rodar jogos com Direct3d 12 através da API Vulkan.

A ferramenta foi criada e é mantida por Thomas Crider. Dono do blog GloriousEggroll, engenheiro da Red Hat, membro da equipe de desenvolvimento do Lutris e mantenedor do Wine-Staging.

Na página do ‘Proton-GE’ no Github você encontra informações mais técnicas sobre a ferramenta, bem como uma tabela com todos os parâmetros utilizáveis.

Ok, mas vale a pena?


O Proton-GE foi testado “oficialmente” apenas em alguns poucos jogos, incluindo Warframe, Assetto Corsa e Sword Art Online. Porém, isso não significa que a ferramenta funcione apenas com estes jogos. Eu testei o Proton-GE em um total de sete jogos, mas apenas em dois deles pude perceber alguma diferença. Veja:

• Fallout New Vegas: Este foi sem dúvidas um ponto favorável ao Proton-GE em comparação ao Proton 4.11-4. Com a ferramenta padrão da Steam, rodando em OpenGL, o jogo sofria constantes quedas de frames, caindo dos 60 para a casa dos 40 FPS. Rodando com Vulkan através do D9VK, a taxa de FPS ficava estável, porém ocorrendo frequentes stutterings.

Já com o Proton-GE, que por padrão utiliza o D9VK, o jogo rodou estável nos 60 FPS e com praticamente nenhum stuttering.

• GTA San Andreas: Neste caso o Proton-GE ficou muito atrás. Na versão 4.11-4 do Proton o jogo roda a 60 FPS, sem lags ou stuttering. Já na versão customizada, além de ter muito stuttering, também ocorreu um bug de cores nas texturas do jogo.

Após os testes pude dizer que, conforme já era esperado, o Proton-GE não faz milagres. Se ele vai fazer diferença ou não para você, depende muito de quais jogos você pretende testar nele. No meu caso, obtive um desempenho consideravelmente superior em apenas um dos sete jogos nos quais testei, o que, mesmo parecendo pouco, já fez valer muito a pena ter baixado e instalado o Proton-GE.

Como instalar e utilizar o Proton-GE?


A instalação é extremamente simples! Nada de terminal, edição de arquivos de configurações, ou coisas do gênero.

Primeiro, abra o seu gerenciador de arquivos e pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos.

À partir da sua pasta “home”, acesse o diretório “.steam/root”, e verifique se dentro desse diretório existe uma pasta chamada “compatibilitytools.d”. Se não existir, crie-a.

pasta-proton-personalizado-steam

Acesse a página de downloads do projeto e baixe a versão mais recente.

download-protonge

Extraia o conteúdo do arquivo compactado que você baixou para dentro da pasta “.steam/root/compatibilitytools.d”, que você criou anteriormente.

protonge

• Reinicie a sua Steam. Agora na janela de configurações, na seção “Steam Play” estará aparecendo a opção para utilizar o ‘Proton-GE’.

versão-proton-steam

Pronto! O Proton-GE já está instalado na sua Steam.

O ‘Proton-GE’ não possui nenhum sistema de auto-update. Ou seja, toda vez que você quiser testar uma nova versão, terá que acessar a página no Github, fazer o download e repetir o procedimento de instalação.

Apesar de ser feito à partir do Proton da Steam, o ‘Proton-GE’ não é desenvolvido pela Valve. Portanto, não possui suporte da mesma. O quê significa que não há garantias quanto a se ele realmente irá funcionar, ou por quanto tempo será mantido. Use por sua conta e risco.

O quê você acha sobre essas versões alternativas de softwares, criados pela comunidade? Você já conhecia o ‘Proton-GE’? Você conhece alguma outra versão do Proton ou de alguma outra ferramenta que deveríamos testar? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus!

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Game brasileiro vai virar desenho animado no Cartoon Network

Nenhum comentário

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Não sei se você já ouviu a frase: “brasileiro só não domina o mundo porque não quer”, em meu cotidiano já ouvi diversas vezes, e lá no fundinho acredito nesse dito popular (😁️😁️😁️). Capacidade o brasileiro tem de sobra, às vezes faltam condições ou oportunidades, mas com trabalho e dedicação podemos chegar lá.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin

A Cartoon Network em coprodução com o Birdo Studio, estúdio de animação brasileiro, irá lançar o desenho animado Ninjin, inspirado no jogo brasileiro de mesmo nome. A série animada será baseada na obra do estúdio Pocket Trap, responsável pelo jogo Ninjin.

Ninjin começou como um game de ação mobile, para plataforma iOS em 2013, ganhando mais tarde em 2018 uma continuação para consoles e PC. Você pode acessar a versão Steam, por este link. Infelizmente para PC, só existe a versão Windows e no ProtonDB (no momento em que escrevo este artigo) não existem relatos de usuários que adquiriram e testaram o jogo no Linux via SteamPlay.


O jogo é bem frenético com inimigos te bombardeando a todo tempo e tem como protagonistas o coelho Ninjin e a raposa Akai, ambos ninjas. Tudo isso sem perder aquele típico humor brasileiro.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin-akai

Mencionei anteriormente que no ProtonDb não tinham relatos de outros jogadores, porém, o Ninjin possui uma versão Demo, e ao menos em meu Ubuntu 18.04, consegui executar normalmente via SteamPlay (bastou instalar e jogar). Caso tenha se interessado pelo jogo, vale o teste.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin-steamplay-steam-proton-linux-ubuntu

O Birdo Studio fica localizado em São Paulo e é responsável por diversos projetos. No entanto, a série “Star Wars: Forces of Destiny” da Disney XD e “Vinicius & Tom: Funny by Nature” podem ser as mais conhecidas entre os brasileiros. Os personagens que protagonizam a série Vinicius & Tom, são as mascotes das Olimpíadas Rio 2016.


Você pode assistir toda série diretamente no canal Rio 2016 no Youtube.

Podemos esperar um nível de qualidade com essa parceria entre a Cartoon Network e a Birdo Studio, que a animação Ninjin faça muito sucesso. Sua data de estreia está marcada para 4 de Setembro no canal pago Cartoon Network.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Proton 4.11 é lançado com muitas novidades para gamers Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A semana começou agitada para quem gosta de games e é usuário de Linux. Primeiro foi a NVIDIA lançando versões novas de drivers, agora a Valve trazendo uma nova versão do Proton e uma nova ferramenta de sincronização de objetos nos jogos. 

Proton 4.11 é lançado com muitas novidades  para gamers Linux





A primeira novidade é em relação ao Proton, que chegou com várias melhorias, correções de bugs e um salto na sua versão. Começando com a versão, que antes era a 4.2-9 e agora foi para 4.11, assim seguindo a mesma versão do Wine. Com isso trouxe:

● 3300 melhorias do Wine para o Proton e 154 patches do Proton 4.2 não são mais necessários ou foram para o upstreamed.

DXVK atualizado para a versão 1.3;

FAudio atualizado para a versão 19.07;

● Corrigido o input lag e adicionado suporte a rumble em alguns jogos que utilizam a Engine Unity;

Dentro deste update do Proton, dois se destacam, como a adição do D9VK e a mudança de alguns “módulos’ para Windows PE.

Sobre o D9VK, ele está vindo embutido em modo experimental, tendo que ser ativado manualmente no momento. O D9VK vinha sendo testado desde Junho, de acordo com o dev Joshua Ashton. Agora a Valve vai estar financiando de forma mais direta. Para ativar o D9VK nos jogos e assim experimentá-lo, você vai precisar colocar o seguinte parâmetro no jogo dentro da Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%

A outra novidade é a mudança de alguns módulos do Wine, que antes eram em libs feitas no Linux e agora estão sendo construídas sobre as libs do Windows PE. Isso pode ajudar na compatibilidade de alguns sistemas de DRM e anti-cheat, conforme vai avançando o trabalho, a compatibilidade vai ficando mais madura e eficiente.

Para mais detalhes sobre essa versão do Proton, pode ser consultada aqui.

Agora a outra grande novidade é o começo dos testes do fsync, para melhorar a sincronização em processos a ser baseado no futex. Quando a Valve começou o desenvolvimento do Proton, encontrou problemas com jogos multi-threaded, assim trabalhou em conjunto com a CodeWeavers e desenvolveu um patchset, o “esync”, para resolver esses problemas. A princípio funcionou, mas precisava de várias configurações e poderiam causar problemas de exaustão nos aplicativos.

Por isso a Valve preferiu trabalhar em uma nova solução, o fsync. Com essa nova funcionalidade, o ganho nos games é esperado, visto que vai ser trabalhado junto ao kernel, tanto que a Valve mandou uma sugestão de mudança, para que ela seja “acomodada” no Kernel Linux.

Se você quiser testar esse kernel modificado pela Valve e testar às melhorias do fsync, eles publicaram um tutorial de como fazer isso.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Beta do SteamOS é lançado pela Valve com melhorias

Nenhum comentário

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Quando a Valve resolveu dar mais um passo na “briga” pelo mercado de jogos, ela resolveu não depender tanto do Windows da Microsoft, assim dando mais ênfase no desenvolvimento do seu próprio sistema operacional para rodar os jogos publicados na sua Loja, através do app Steam Client.

 Beta do SteamOS é lançado pela Valve com melhorias






Com isso, a Valve fez seu próprio Linux, o SteamOS, baseado no Debian 8 Jessie com algumas modificações feita por ela. O sistema veio a princípio para equipar as antigas Steam Machines e que agora pode ser instalado em qualquer computador.

Muitos que viram o “nascimento” do SteamOS, de uns tempos para cá, estavam achando que o projeto encontrava-se parado ou até mesmo abandonado. Ainda bem que estavam enganados 😂.

Depois do lançamento do projeto Proton, onde se fez a compatibilidade dos jogos feitos para Windows no Linux, o SteamOS veio recebendo pequenas correções e melhorias. 

A versão atual do Beta do SteamOS, é a 2.190, que além de trazer as correções de segurança e de firmware, em um total de 346 erros reportados e desses 321 foram corrigidos, como pode ser conferido aqui. Veio também os updates dos drivers de vídeo da NVIDIA, Intel e AMD. 

Na parte para NVIDIA, o driver entregue é o 415.27. Já para Intel/AMD está sendo entregue o MESA Driver 18.3.4.

Na outra parte referente à updates, foi em relação ao SteamPlay com o Proton. Nesse Beta virá com o Proton da série 4.2, com a versão 4.2-4, que conta os seguintes updates:

- Corrigir falha no lançamento do game RAGE 2. (requer Mesa dev baseado em AMD);
- Atualização do DXVK para a versão 1.1.1;
- Melhora o suporte do Vulkan para a nova construção do No Man's Sky;
- Melhora ícones em alguns gerenciadores de janelas.
- Corrige ocasional processo do Wine preso ao atualizar a versão Proton.
- Corrige a detecção do controle para os jogos Yakuza Kiwami e Telltale;
- Corrige a geração de terreno em Space Engineers;
- Correção para a não inicialização do game Flower.

Também houve update no FAudio 19.05, que agora estão usando as bibliotecas X3DAudio/XAPOFX para os games de 64 bits. Informações vindas direto do Twitter do Ethan Lee, dev do projeto Proton.

Para ver todas novidades no SteamOS e do Proton, você pode acessar os respectivos links, aqui e aqui.

Se você quiser experimentar o SteamOS, basta acessar este link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux

Nenhum comentário

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Uma das coisas que impedem uma certa migração em “massa” para o Linux, é a questão dos jogos. Jogos populares como Fortnite, PUGB, Raibow Six entre outros ainda não funcionam por causa dos anti-cheats, como o EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye.



Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux





O assunto “Jogos + Linux” sempre rendeu intermináveis debates, mas depois do surgimento do projeto PROTON da Valve, onde abriu a possibilidade de jogar games desenvolvidos só para Windows no Linux, por exemplo alguns games como o OverWatch (que fazemos lives lá na Twitch), League of Legends (LOL), World of Warcraf (WoW), Warframe, The Witcher 3, GTA V, Sekiro: Shadows Die Twice e entre outros. 

Isso só foi possível graças ao pessoal do  DXVK, do Wine, da CodeWeaver, do Vulkan (Khronos) e da Valve também, que viu a possibilidade de uma nova tecnologia para os jogos da sua vasta biblioteca ( mais ou menos 30 mil títulos).

Mesmo com todos esses esforços, ainda tinha algumas coisas a serem resolvidas, como os jogos onlines e os seus anticheats.

Os mais populares jogos online, usam os anticheats EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye, o que barra alguns jogos não-nativos, como os já mencionados Fortnite, PUGB, Raibow Six (R6), que “olham” o Wine/Proton como um meio de trapaça. Tanto que no começo do DXVK, Proton e afins, alguns jogos até chegaram a funcionar, mas depois de alguns updates, estão até hoje bloqueados.

Mas isso pode mudar..


No começo do ano, mais precisamente em Fevereiro, o pessoal do GaminOnLinux tentou contato com o pessoal do EAC, sobre a possível parceria com a Valve para trazer o anticheat para o SteamPlay. Eles não tiveram sucesso na resposta, como podem ver no artigo deles, mas um usuário do Reddit fez uma pergunta muito parecida e obteve a seguinte resposta:


“Agradecemos o seu contato!

Enquanto ao Easy Anti-Cheat, ele já suporta jos ogos nativos do Linux, infelizmente ainda não é compatível com o Steam Play. Estamos atualmente trabalhando com a Valve para trazer o suporte para o Steam Play também. No entanto, neste momento não podemos prometer uma data de lançamento.

Nossas desculpas pelo inconveniente. Apesar dos problemas, espero que você tenha um ótimo dia!”

Só isso já seria uma notícia muito boa, tendo em vista que um dos anticheats mais usado no mercado, já se “move” para a compatibilização com o SteamPlay/Wine/Proton.

Ainda teve meio que uma “confirmação” disso, quando no meio da polêmica se o EAC ia parar de funcionar ou não no Linux, um usuário do Twitter perguntou para a conta da Epic Games pq não tinha uma compatibilidade do EAC para o Wine. Então eis que a conta da própria EAC (que foi comprada pela Epic Games) respondeu.

“WINE/EAC a compatibilidade atualmente está em um estado beta, com vários jogos cuja a ajuda apreciamos, mas é necessário um trabalho significativamente maior para chegar a um nível adequadamente estável para todos.” 

Então podem esperar muito em breve, jogos como Fortnite rodando no Linux através do Wine por exemplo.

Outra empresa que trabalha com sistemas anticheats, a BattlEye, deu uma boa notícia também. O pessoal do GamingOnLinux  novamente entrou em contato com a BattlEye, perguntando se ainda mantinham o posicionamento de darem suporte somente a jogos nativos de Linux. E para a surpresa de todos, eles estão mudando de “pensamento”, e a resposta ao GamingOnLinux foi a seguinte:




“Atualmente nós não temos oficialmente suporte ao Wine, mas estamos trabalhando com a Valve para adicionar suporte ao Proton (SteamPlay) na Steam."

Se isso realmente acontecer galera, veremos novos tempos acontecendo para os “lados do Pinguim”. Pois jogos do momento e que são “febre” poderão rodar no Linux e assim atrair mais usuários para a plataforma e consequentemente aumentando a relevância dela frente às empresas.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Wine 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs

Nenhum comentário

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Na última Sexta-feira (12), o pessoal do WineHQ lançou a versão de desenvolvimento 4.6 do WINE, trazendo algumas melhorias no código, correções de bugs e updates pontuais. Isso para facilitar mais ainda a vida de quem precisa rodar algum programa ou jogo que não tem versão nativa para Linux.



 WINE 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs





O WINE é muito importante no mundo Linux, pois através dele podemos rodar uma gama de programas e jogos que não tem uma versão nativa para o Pinguim, assim podendo esses serem desfrutados pelos usuários de Linux.

E nesta nova versão de desenvolvimento do WINE, vieram algumas implementações bem interessantes, como:

  - Início de um backend do Vulkan para o WineD3D;
  - Suporte para carregar bibliotecas Mono a partir de um local compartilhado;
  - Libwine.dll não é mais necessário ao usar DLLs do Wine no Windows;
  - Suporte a estruturas complexas no marshaller typelib;
  - Captura de vídeo portada para Video4Linux versão 2;
  - Versão inicial da DLL do mecanismo de depuração.

Além de trazer correções para os jogos como Warframe (via Steam), Mass Effect 1 , The Sims e entre outros. E o ponto mais “curioso”, foi o Battleye aparecer na lista de “correções” do WINE, com a seguinte linha:

Battleye's BEDaisy.sys requires correct KeGetCurrentThread implementation

Mas, nada referente com o funcionamento do Battleye do Windows no Wine, o que possibilitaria jogos como RainbowSix, PUBG e Fortnite por exemplo. E como a empresa falou ao pessoal do GamingOnLinux, “Que só podem suportar o Linux se o jogo tiver uma versão nativa do sistema.”, parece que o pessoal do WINE terá de criar suas próprias soluções.

Mas é um bom sinal ver o pessoal do WINE, CodeWeavers e da Valve tentarem fazer com que o Battleye funcione, visto que a Valve negocia com a EAC, para que ela possa trazer a compatibilidade do anticheat dela para o Protron.

Se você quiser conferir todas as correções de bugs e melhorias nesta versão do WINE, pode conferir neste link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linux e a pirataria nos jogos

Nenhum comentário
Antes de tudo, não estou aqui para afirmar se filosoficamente ou moralmente a pirataria é algo errado ou correto, apenas que conforme as leis vigentes em nosso país (Brasil), a pirataria é crime. Então seguirei essa linha de raciocínio, e deixo expressamente que esse não é o posicionamento do blog Diolinux, sendo inteiramente de minha responsabilidade.

linux-pirataria-jogos-emuladores-steam-opnião

No último Diolinux Friday Show, na qual você pode ouvir em nosso podcast (“Android Apps no Linux Desktop e Linux Gaming chamando atenção”), em determinado momento, afirmei que não é incomum vermos no Brasil os usuários praticando pirataria em jogos, e com utilizadores de Windows frequentemente os jogos são piratas. Não me entenda mal, essa afirmativa não é uma lei absoluta que taxa os usuários como piratas em potencial, apenas o que observo, seja com conhecidos ou clientes.

Linux e seu efeito “incentivar projetos”


E os usuários do Linux, não praticam pirataria em jogos? Sendo direto, sim! (Falo num geral, como anteriormente, não estou dizendo que todo usuário é pirata, interpretação de texto por favor 😁😄😅). Todavia a situação é mais profunda, e curiosa que isso.

Ao que pude perceber dos usuários gamers Linux, mais e mais jogos originais são adquiridos e evitar crackear algo se torna uma “regra”. É curioso notar que a cada promoção Steam, por exemplo, mais jogos são adquiridos de forma legal, e nem sempre o jogador da cabo de todos, algo que também ocorre no mundo Windows, no entanto a prática de crackear softwares é algo bem comum.

Então usuários Linux não "crackeiam" jogos?


Pois bem, a pirataria existe, independente do sistema operacional, e mesmo muitos usuários tendo uma consciência e evitando a pirataria, em alguns casos ela ainda é um meio necessário.

Nossa! Então você está incentivando a pirataria? Não sejamos hipócritas. Quem nos dias atuais não pratica em algum momento a pirataria? Se você é um estudante, saiba que ao tirar xerox dos livros (os professores incentivam e fazem isso, criando apostilas por exemplo), isso é pirataria… Entre outros inúmeros casos, que você sabe que em determinado momento acaba praticando. Então sejamos mais complacentes, e realistas.

Os anti-cheats são um dos principais causadores da pirataria de jogos no Linux, por identificarem o Proton/Wine como uma trapaça, esse método acaba impedindo o jogo em distros Linux. Veja essa matéria, e entenda a fundo essa questão.

Por conta disso, os usuários acabam baixando uma versão crackeada do game para o Windows (que comumente vem sem o anti-cheat), instalando a versão pirata via Wine. Porém a situação seria evitada em grande parte, se esse problema não existisse, pois vários jogadores compram o game original e impossibilitados de jogá-lo de forma legal, adotam o método descrito acima.

Outras maneiras de pirataria de jogos existem no Linux, como jogos piratas distribuídos em Flatpak. Algo extremamente perigoso a segurança do sistema, então curiosos de plantão, cuidado!

E os emuladores?


Falar sobre emulação de jogos é algo delicado e deveras complicado, existem várias nuances e em alguns casos mesmo a fabricante do console ou game, afirmando que é crime, manter uma cópia digital como backup, não é. O “problema” começa quando você não possui o game, e mesmo jogando um título antigo, isso pode ser considerado pirataria. Como citei no início, não quero discutir se pirataria é algo errado ou certo, do ponto de vista filosófico ou moral, afinal tenho minhas convicções e creio que você tenha as suas, apenas quero demonstrar que ela está em nosso cotidiano, indiferente da plataforma ou sistema operacional.

Valorize o que você gosta!


Se existe algo que tento praticar, é valorizar quem ou as coisas que gosto, apoiar projetos é uma maneira de continuá-los e melhor ainda, proporcionar novidades.

Por isso se existe um game, canal no YouTube, programa ou projeto, incentive ele! Compre os jogos que você gosta, dê valor aos responsáveis pelo projeto e caso não tenha uma "graninha" sobrando, espere promoções, a Steam sempre traz ofertas tentadoras de jogos que custam mais de R$100,00 saindo na faixa dos R$20,00.

Essa é uma das formas que mais adquiri jogos via Steam, seja comprando em sites como a Nuuvem ou em promoções Steam, além de acompanhar canais no Telegram que periodicamente compartilham links de jogos em promoção, ou até mesmo de graça.

Faça parte de nossos canais no Telegram, e receba diversos tipos de conteúdos, como eventuais promoções de jogos.


Sei que o assunto é delicado, e que muita gente também possuía essa dúvida se existia pirataria no Linux. E mesmo que você seja contra ou a favor a essa prática, aposto que incentivar os projetos e jogos que você gosta é a melhor escolha, independente de seu ponto de vista, afinal sem contribuição é bem provável que o mesmo acabe, e quem será prejudicado é você.

Acesse nosso fórum Diolinux Plus, e continue essa discussão, lembrando que uma das regras de nosso fórum, é o não compartilhamento de conteúdos ou apologia a pirataria, afinal em terras tupiniquins tal prática é crime. Seja ponderado e dê sua opinião de forma eloquente, seu ponto de vista é bem vindo. Não incentive as pessoas a praticarem pirataria, não imponha seu ponto de vista e nem queira para si essa responsabilidade, deixe que cada um tire sua própria conclusão.

Ufa! O assunto de hoje foi tenso, não? (😁😋😁) Te espero até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo