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Atualização para correção de Meltdown e Spectre no Ubuntu está causando problemas

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Nesta semana estamos falando muito sobre as famosas falhas nos processadores, especialmente os da Intel, e a esta altura do campeonato você já deve estar sabendo de todo o ocorrido, se você está por fora da situação, recomendo que leia este artigo.

Ubuntu Spectre e Meltdown






Conforme as correções foram sendo disponibilizadas, as empresas começaram a atualizar os seus sistemas. Apesar da correção para Linux ser sido feita no "day 1", as distros vão adaptando as  suas correções aos poucos, pois existem ajustes que devem ser feitos para evitar problemas.

Curiosamente, a correção para estes dois problemas parece estar afetando algumas máquinas com Ubuntu 16.04 LTS. Eu mesmo identifiquei esse problema em um dos computadores do Diolinux que tem um Core i5 3330. No entanto, computadores e Notebooks tanto com Intel e AMD, com Ubuntu 18.04 Dev Branch, e Linux Mint 18.3 (que compartilha a mesma base do 16.04) não tiveram este problema.

A Canonical liberou as notas de correção para o Ubuntu que afetam versões específicas do Kernel:

ꔷ Ubuntu 17.10 (Artful) — Linux 4.13 HWE
ꔷ Ubuntu 16.04 LTS (Xenial) — Linux 4.4 (and 4.4 HWE)
ꔷ Ubuntu 14.04 LTS (Trusty) — Linux 3.13
ꔷ Ubuntu 12.04 ESM** (Precise) — Linux 3.2

A versão do Kernel que parece estar dando problema é a 4.4 e o problema consiste em uma falha na inicialização do Ubuntu depois de fazer a atualização, inclusive, um dos leitores do blog/inscritos do canal entrou em contato informando o problema.

Bug Ubuntu
Imagem enviada pelo leitor vinkiador HG

Até que a Canonical corrija esse problema, a minha recomendação (tanto para Ubuntu, quanto para derivados do 16.04 LTS) é atualizar o Kernel para a versão 4.13 (para ter o patch) ou para qualquer outra que não possua o patch de correção para o Meltdown e Spectre (o que obviamente, volta a tornar o seu sistema vulnerável), mas deixa o computador plenamente funcional.

Outra alternativa que não envolve mexer diretamente com o Kernel, é simplesmente voltar a usar a versão antiga no seu Ubuntu, a mesma que você utilizava antes da atualizações.

Para isso, basta entrar no modo de recuperação do GRUB e escolher a versão antiga do Kernel, para fins de informação, recomendo que veja este vídeo para entender como essa sessão funciona:


Claro que essa é um solução temporária, até que a Canonical corrija o problema (se você foi afetado por ele, claro), você terá de iniciar o seu sistema dessa forma, no entanto, caso você queira mudar a entrada do GRUB para que ele já inicie com a versão do Kernel que você deseja, aprenda a instalar o GRUB Customizer, com essa ferramenta você consegue ajustar isso facilmente.


Bugs tão profundos nos CPU como estes parecem estar dando muita dor de cabeça para os desenvolvedores, nem a Microsoft conseguiu evitar isso, segundo os nossos amigos de portugueses do PPLWare, a correção para processadores Intel no Windows acabou gerando bugs em alguns usuários de AMD.

Leia também: Este script te ajuda a identificar as falhas Spectre e Meltdown no Linux

Independente do sistema que você use (ou distro) fique ligado nos mantenedores para saber quais as atualizações propostas por eles, as vezes esperar para colocar uma atualização mais estável pode ser viável, dependendo do seu ambiente.

Mais informações sobre esses problemas você encontra na sessão do time de segurança do Ubuntu no site oficial.

Até a próxima!
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Google cria correção para Spectre e Meltdown com baixo impacto em performance

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sábado, 6 de janeiro de 2018

Nesta semana tivemos vários artigos relacionados ao problema de segurança envolvendo os processadores, explorando as falhas "Meltdown" e "Spectre". Há um texto muito completo sobre o assunto que foi publicado aqui no blog que você vai achar interessante.

Google resolve problema Meltdown e Spectre






Para contornar o problema de perda de desempenho em seus servidores, a Google começou a trabalhar na solução das falhas de segurança que foram largamente noticiadas nesta semana. E para alegria geral da nação, eles conseguiram!

Através de uma técnica chamada "Retpoline", que evita que a Spectre seja explorada - Spectre é uma brecha de segurança que atinge o recurso de execução especulativa dos CPUs, fazendo com que eles rodem um código “adivinhado” e vazem dados que não deveriam - fazendo com que o código especulado seja isolado de uma informação que seja relacionada, evitando o acesso de um possível Malware.

A Google diz ter compartilhado a sua técnica de contenção com outras empresas e implantou a sua correção em seus próprios servidores, tendo um impacto mínimo em performance. A empresa comenta que também já aplicou a correção para conter o Meltdown  (KPTI, que saiu para Linux e Windows nesta semana) em todos os servidores de produção que rodam o buscador, Gmail, YouTube e outros serviços, tudo isso sem ter impacto significativo "na maioria das cargas de trabalho", como comentaram.

Apesar da técnica ter funcionado, a Google não garante que isso não afetará outros parques e sistemas em sua performance, por isso é bom fazer testes antes de aplicar a correção em produção. Lembrando que o ideal ainda é que o design dos processadores seja refeito, mas ao menos, se essa solução se confirmar mesmo como viável, este vetor pode ser contido, mesmo que seja de forma parcial, minimizando o problema.

Saiba mais sobre a correção da Google nesta página.

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O problema com os Processadores Intel (AMD e ARM) é mais importante e perigoso do que você imagina!

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Nem só de boas notícias vive o blog e como segurança é a pauta da semana graças aos problemas de design com os processadores (especialmente Intel) colocando em risco os dados de praticamente todos os usuários, vamos olhar profundamente para o caso e analisar até onde esse erro pode nos afetar.

Eu te mostro a profundidade da toca do coelho





Como o assunto é extremamente complexo, eu chamei o meu amigo e especialista em segurança, Alberto Azevedo, para poder contar para você o tamanho do drama.

Se quiser conhecer um pouco melhor, confira o vídeo que fizemos na Campus Party de Pato Branco - PR no final do ano passo:



O mundo entrou em pânico nesta semana. A razão é simples, vieram à público duas vulnerabilidades extremamente graves que afetam virtualmente (praticamente) todos os processadores em uso no mundo! 

Logo que as informações foram divulgadas, chegaram outros ainda mais "desconcertantes". A primeira era de que a falha já havia sido comunicada aos fabricantes a nada menos do que SEIS meses e a segunda de que Brian Krzanich, CEO da Intel, "malandramente" vendeu nada menos que METADE de suas ações, ficando com o mínimo que ele legalmente poderia ficar quando soube das falhas há alguns meses atrás. 

A razão para as fabricantes estarem sabendo disso há tanto tempo e não terem feito nada (e Brian Krzanich ter feito o que fez) é simples: As falhas, e principalmente seus impactos e dificuldades no processo de correção, são muito mais graves do que você pode imaginar.

Começando pelo começo


O ano era 1946 e um matemático húngaro de nome John von Neumann, com sua equipe de pesquisadores no IAS (Princeton Institute for Advanced Studies), desenvolveu um novo modelo computacional onde uma máquina digital conseguia armazenar seus programas no mesmo espaço de memória que os dados, podendo assim manipular tais programas. Isso resolvia uma série de limitações que o modelo fixo, adotado até então, possuía. Isso porque até então os computadores não eram tão 'programáveis" até então, mas praticamente "desenhados" para a função para que eram designados. Eram concebidos os desenhos esquemáticos de como ele faria aquilo, isso era escrito, e pronto.

Seria como se você criasse um computador "capaz de fazer bolo de chocolate", ele teria a única e exclusiva capacidade de fazer bolo de chocolate pro resto da vida. Caso você quisesse mudar isso, ou "ensinar" ele a fazer um novo tipo de cobertura, você enfrentaria um processo extremamente penoso, em que seria preciso reprojetar a máquina como um todo, podendo levar semanas para criar um novo programa no ENIAC e voltar a trabalhar.

Diagrama computacional

O modelo de Von Neumann era revolucionário, mudava radicalmente a forma de como as coisas eram feitas e criava inúmeras novas possibilidades para a computação. Ele possibilita que a máquina tratasse as instruções recebidas e essa a capacidade de tratar as instruções como os dados é o que faz montadores, compiladores e outras ferramentas de programação automatizada possíveis. 

Era sensacional!

No entanto, haviam problemas e críticas, a primeira e mais óbvia mesmo à época era o gargalo. O canal de transmissão de dados entre a CPU e a memória leva ao que ficou conhecido como "gargalo de von Neumann". A troca de dados limitada (taxa de transferência) entre a CPU e a memória em relação à quantidade de memória era problemática desde aquela época. 

Na maioria dos computadores modernos, a troca de dados entre o processador e a memória é muito menor do que a taxa com que o processador pode trabalhar. Isso limita seriamente a velocidade de processamento, que poderia ser muito mais eficiente, principalmente quando o processador é exigido para realizar o processamento de grandes quantidades de dados. A CPU é constantemente forçada a esperar por dados que precisam ser transferidos para, ou a partir da, memória. Como a velocidade da CPU e o tamanho da memória têm aumentado muito mais rapidamente que a taxa de transferência entre eles, o gargalo se tornou mais um problema, um problema cuja gravidade aumenta com cada geração de CPU.

Uma vez que os programas estão sendo armazenados no mesmo espaço que os dados, alterar o programa pode ser extremamente prejudicial, quer por acidente ou uma falha no design, um programa com defeito pode alterar outros programas ou até mesmo o sistema operacional. Vários matemáticos, dentre eles Alan Turing, se opunham ao modelo de Von Neumann apontando as falhas matemáticas no processo e escreveram artigos propondo outros modelos, mas o envolvimento de Neumann no projeto Manhattan e projeto ENIAC, fez com que sua concepção para o EDVAC alcançasse maior circulação, e o resto é história.


Voltando ao problema atual dos processadores


Essa limitação na arquitetura que já causou inúmeros problemas que foram sendo mitigados/resolvidos ao longo do tempo, por exemplo, praticamente todas as vulnerabilidades de memória que tivemos nos últimos anos tiram proveito dessa escolha de design, hoje mostrou seu verdadeiro potencial destrutivo. 

Não estou culpando Von Neumann pela falha de hoje, os culpados são as centenas de engenheiros que vieram posteriormente e não tiveram peito para fazer o que vão ter que fazer agora. Um completo redesign e reestruturação da arquitetura face aos novos desafios e realidade da computação atual.

Isso porque (spoiler alert!), a vulnerabilidade que foi nomeada Spectre, a principio, simplesmente não pode ser corrigida com um patch!!!

Ela vai exigir um redesign dos processadores. Você está entendendo, caro leitor?
Virtualmente todos, eu repito, TODOS os processadores em uso no mundo hoje precisarão ser TROCADOS!!!! Está entendendo porque a toca do coelho é mais profunda? Esta entendendo porque os fabricantes não fizeram nada até agora, mesmo tendo tido seis meses para fazer? Bom, o Brian fez, vendeu todas as ações que ele podia, porque ele sabia há meses o que o mundo ficou sabendo agora. Veja, não existe nem capacidade de produção para realizar as trocas que precisam ser feitas. O assunto é muito sério.

Antes de continuarmos, vamos explorar e explicar rapidamente os problemas.

Os problemas


Meses atrás alguns pesquisadores de segurança independentes e outros dentro do projeto "Google Project Zero" descobriram duas vulnerabilidades nos processadores que foram chamadas de Meltdown e Spectre. Elas permitem que atacantes maliciosos roubem/acessem todo o conteúdo de memória de computadores, celulares, e servidores. A primeira, chamada de Meltdown, está limitada à processadores Intel e quebra o isolamento existente entre as aplicações do usuário e o sistema operacional. Você pode achar mais informações aqui, além de ver uma PoC aqui e aqui.

Para essa vulnerabilidade existem alguns patchs de correção que já estão sendo disponibilizados, porém elas causarão uma redução na capacidade de processamento que pode variar entre 5% e 30%. Ao passo que será um certo incomodo para o usuário final perder cerca de 30% da capacidade de processamento de sua estação, você, caro leitor, faz alguma ideia do impacto financeiro que isso significa para uma Amazon por exemplo? 

Amazon, Microsoft, Google, entre outros grandes players do mercado de cloud, terão prejuízos astronômicos porque de uma hora pra outra seu parque computacional simplesmente não acomodará mais o uso que vem sendo feito dele. Note que enquanto em seu computador, um atacante pode roubar informações suas, em um servidor virtualizado ele pode roubar informações de todas as pessoas/empresas que estão acomodadas naquele virtualizador. Estamos falando de senhas, dados, chaves de criptografia, qualquer coisa.

Agora veja que o patch de correção, embora exista para o caso do Meltdown, precisa ser aplicado por cada administrador de sistemas da terra em seu sistema operacional. Lembram do WannaCry? Aquela vulnerabilidade foi descoberta e já havia uma correção disponível há meses no Windows. 

Está entendendo o problema? 

Pior é que o Meltdown pode ser explorado por qualquer script-kiddie com acesso a um computador e dois neurônios funcionais.

Sobre a Spectre...


Já por sorte a exploração da Spectre é mais complexa de ser realizada, e digo sorte, porque como foi dito, teoricamente simplesmente não existe correção possível para a vulnerabilidade. Será necessário um redesign completo dos processadores e Intel, AMD e ARM teriam de fazer um recall completo de todos os processadores já fabricados, na pratica, os problemas serão resolvidos somente no próximo ciclo de vida dos hardwares, ou seja, sentiremos os efeitos pela próxima década. Basicamente o que ocorreu é que na ânsia e guerra pela performance e capacidade, as fabricantes se tornaram desleixadas com a segurança. Não é de hoje que isso é questionado por pesquisadores de segurança no mundo inteiro. Tanto que muitos equipamentos de missão crítica são equipados com os chamados processadores seguros. Processadores feitos por empresas como a Kryptus, empresa estratégica de defesa nacional pertencente aos amigos Gallo e Henrique e o seu Secure Crypto-processor (SCuP) ou os Secure Processors, fabricados pela Broadcom por exemplo.

A Spectre foi chamada dessa maneira pois explora o que chamamos de "capacidade de execução especulativa dos processadores". 
Processadores modernos usam técnicas como branch prediction e speculative execution para maximizar a performance. Lembram do gargalo do Von Neumann? Essas são algumas das técnicas adotadas pra tentar mitigar esse problema. Na prática se o destino dos dados de um branch dependem de dados que ainda estão sendo lidos na memória, a CPU vai tentar "especular" (adivinhar/prever) qual é esse destino e executar na frente. Quando os dados de fato chegarem, ela irá confirmar ou descartar essa previsão. O ataque consiste em abusar dessa capacidade especulativa dos processadores e induzir a vítima a realizar operações que não iriam ocorrer normalmente, o que leva ao vazamento de informações via side-channel. 

Você pode ver um exemplo de implementação aqui. Embora seja possível mitigar os efeitos da Spectre via micro-code, a solução só vai ocorrer através de um redesign dos processadores, o que absolutamente não ocorrerá de forma rápida. 

O problema é que na guerra entre segurança e velocidade, foram sendo feitas concessões em nome da performance. A conta está chegando agora.

A solução é trocar os CPUs


Finalizando


No fim das contas esse incidente pode trazer resultados positivos. O primeiro deve ser uma profunda reflexão por parte do mercado e do perigo em se ficar dependente de tão poucos fornecedores de hardware, veja, o mercado de processadores está literalmente nas mãos de três empresas. Somos totalmente dependentes delas, de suas vontades e de suas decisões. Outro benefício será uma maior atenção e importância a ser dada às questões de segurança. Esse dilema já é antigo, Segurança x Velocidade. 

"Se você tem um baú, colocar um cadeado nele o deixará mais seguro, mas vai levar mais tempo para abri-lo e fecha-lo todas as vezes que você precisar fazer isso durante o dia."

E nessa discussão até hoje a performance tem sempre vencido a segurança, pode ser que isso mude um pouco agora. Outra vantagem vai ser o fato de que tecnologias como Field-Programmable Gate Array (FPGA) e Complex Programmable Logic Device(CPLD) devem ganhar mais relevância, uma vez que apresentam muito mais recursos e possibilidades de personalização do que as tecnologias em uso hoje.

Resumindo, a solução não vai ser simples a Intel está claramente tentando acalmar os animos, mas a questão é muito séria. Como foi dito, a Meltdown pode ser explorada até pela minha filha de cinco anos, já a Spectre pode ser explorada por pessoal mais qualificado, por agentes do estado, ou patrocinados por ele. O que levanta a pergunta: Há quanto tempo você acha que a NSA, por exemplo, pode estar explorando essas falhas secretamente? Agora pense. 

Ambas as vulnerabilidades podem ser exploradas até mesmo via browser, como a Mozilla publicou e a correção de uma delas implica na perda de até 30% de performance e a outra não tem correção definitiva possível, a não ser a troca do processador, o que implicaria em um recall completo de todos os processadores já fabricados em uso e a sua substituição por novos com um redesign que nem existe ainda. 

Mesmo que as fabricantes estivessem dispostas a ir a falência para tentar fazer isso em tempo record, esse tecnologia ainda não foi criada, visto que um projeto completo de um novo processador pode levar anos, além disso, não temos capacidade de produção para esse volume. 

Consegue entender agora porque as fabricantes elas não fizeram nada de muito concreto nesses seis meses em que sabem das falhas? Consegue entender as implicações disso tudo?

Bem-vindo ao Cybergeddon!

Agradecimentos


Gostaria de deixar os meus cumprimentos e agradecimentos ao Alberto J. Azevedo pela abordagem clara e consiga, você pode ler alguns artigos que ele publica eventualmente no Medium, de hoje em diante, espere ver alguns conteúdos dele aqui no blog também, sejam autorais ou co-escritos.

Até a próxima!
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Microsoft quer um "mundo sem senhas"

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Recentemente o blog de notícias da Microsoft publicou um artigo muito interessante a respeito das senhas que usamos em nossos dispositivos. A empresa comenta sobre o problema de segurança e praticidade que existe na forma tradicional de proteger sistemas.

Senhas e segurança






As senhas baseadas em caracteres são extremamente comuns, mas mesmo as mais complexas, quando não estão aparadas por outras camadas de segurança, podem deixar qualquer sistema inseguro.

Trocar as senhas, memoriza-las, armazenar os seus conteúdos através de um outro serviço gerenciado por uma senha mestra com 72 caracteres alfa numéricos, tudo isso é muito pouco prático e infelizmente, não é tão seguro quanto gostaríamos. Por conta disso, as empresas de tecnologia estão implementando novos recursos em seus produtos para substituir a ação de digitar uma senha, confirmar um código, desbloqueio em duas ou três etapas, etc.

O uso de digitais não é uma tecnologia recente, mas acabou se tornando algo relativamente comum em Smartphones há pouco tempo. Indo um pouco além disso, Apple e Microsoft já colocaram para funcionar em grande escala o sistema de reconhecimento facial para desbloqueio do sistema operacional e para fazer operações especiais, como compras em aplicativos.

O blog da Microsoft comenta que atualmente 70% dos dispositivos com Windows 10 que rodam em computadores que conseguem usar o Windows Hello como alternativa a senha estão usando a tecnologia, dando um feedback estatístico para a empresa de que as pessoas realmente preferem algo mais cômodo do que digitar as senhas. A ideia é que esse tipo de tecnologia, não só pelas mãos da Microsoft, seja a mais utilizada ao longo do tempo, tentando garantir muito mais confiabilidade para os equipamentos.

Em Dezembro do ano passado, pesquisadores alemães constataram que o sistema de detecção facial que o Windows Hello utiliza poderia ser facilmente burlado caso o computador que o está usando não possua os recursos necessários para fazer uma análise correta, o teste foi feito em um modelo da Dell, o mesmo problema não ocorre do Surface PRO por exemplo, o que mostra que não estamos preparados ainda para receber essa tecnologia de forma 100% eficiente, mas estamos no caminho.

Correções que chegaram ao Windows com o "Fall Creators Update" ajudaram a deixar o sistema de detecção facial mais seguro, evitando o problema que os pesquisadores haviam encontrado na ocasião.

Não agradando a todos


Como era de se esperar, esse tipo de postura não agrada a todos (nada nunca agrada a todos), especialmente as pessoas que se preocupam com privacidade na tecnologia. 

Um sistema desse tipo é mais eficiente do que qualquer governo para credenciar pessoas com dados pessoais e fotos de diversos estilos, incluindo impressões digitais e até mesmo a sua voz. Quem defende a privacidade, clama por ferramentas que sejam transparentes e tenham o código aberto, como este feito em Python e que utiliza Machine Learning.

O ideal seria que essas ferramentas, mesmo no Windows ou no macOS (e até no Android), tivessem uma maior transparência, até para que o modelo de desenvolvimento open source permita uma evolução mais rápida e segura para essas ferramentas. O que pode inviabilizar isso de acontecer é que muitas vezes esse tipo de tecnologia acaba se tornando um produto diferencial das empresas, muitas delas optando por deter o seu grande trunfo, é compreensível, claro, mas em se tratando de segurança, o ideal seria que todos pudessem se utilizar da melhor tecnologia possível, sem ficar refém de alguma plataforma ou hardware que funciona na base de um firmware proprietário.

O que você acha disso? Será que sistemas como o Face ID e o Windows Hello serão o padrão do futuro?

Até a próxima!
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Loapi, um vírus multifuncional para Android

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A Kaspersky publicou a descoberta de um novo vírus para Android que consegue fazer inúmeras coisas e que já afetou muitas pessoas, especialmente em países das Américas Central e do Sul.

Android vírus Loapi






O Loapi tem um sistema complexo de funcionalidades e acabou se espalhando entre usuários de Android através de anúncios de aplicativos que fingem ser antivírus e apps de pornografia.

Até o momento, nenhum aplicativo de dentro da Google Play Store foi identificado como catalizador para o Loapi, sendo assim, é necessário que o usuário baixe um aplicativo contaminado da internet, libere a instalação de fontes desconhecidas no Android, e então dê permissão para que o App se instale.

Uma vez instalado, ele solicita direitos de administrador para poder assumir o controle do Smartphone, dentre as ações que o Loapi pode fazer, temos a aceitação de publicidade invasiva, com pop-ups e coisas do gênero, controle de SMS, assinatura de serviços pagos de SMS, controle do Smartphone para ser utilizado para ataques DDoS e até mesmo, mineração da criptomoeda Monero.

Remover o Loapi do Smartphone pode ser um pouco complicado para usuários comuns. Se você instalar um antivírus que seria capaz de identificar o Loapi como ameaça, ele pode começar a enviar mensagens para usuário, informando que o software antivírus é malicioso e precisa ser removido, o número de notificações para remoção fica intermitente, até que o usuário acabe removendo a ferramenta de segurança.

Embora o vírus não tenha a capacidade de acessar dados de cartões de crédito, ele possui capacidade que são inconvenientes, como sobrecarga na bateria, o que pode diminuir a vida útil do aparelho.

Como evitar ou remover o Loapi


Não bastasse a resposta ao antivírus, ao tentar remover as permissões de super usuário, o aplicativo é fechado para impedir que o Loapi seja desativado.

* Sinceramente, eu não entendi se é necessário já ter root no Smartphone para o vírus se instalar ou se o próprio Loapi é capaz de fazer root no Smartphone. Aposto mais no primeiro caso.

Evite baixar aplicativos de fontes não confiáveis, pois apesar do Loapi ser eficiente no que faz, ele depende fortemente da ação do usuário para se instalar. Baixe sempre os aplicativos diretamente da Google Play, mesmo que a loja da Google não seja perfeita e as vezes deixe passar alguma coisa, ela ainda é mais segura no que baixar de alguma fonte aleatória.

Não ficou claro, mas provavelmente um hard reset no Smartphone deve acabar com o Loapi também. Mantenha seus aplicativos e sistema operacional atualizados, especialmente os que tem conexão direta com a internet (navegadores por exemplo), para garantir que você tenha o melhor nível de proteção.

Não esqueça, o melhor antivírus ainda é você.


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Petya - O novo Ransomware que está deixando os usuários preocupados

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vivemos a era dos ataques de ransomware e infelizmente temos mais uma ocorrência que está prejudicando várias pessoas ao redor do mundo. Um ransomware conhecido como "Petya", está infectando e criptografando alguns milhares de máquinas por todo o globo.





Recentemente tivemos os casos envolvendo o WannaCry, que afetava primariamente o Windows, e o Erebus, que infectou mais de uma centena de computadores com Linux dentro de uma empresa na Coreia do Sul.

Como este tipo de malware está "na moda", nós elaboramos alguns conteúdos bem completos para que você entenda melhor como eles funcionam, então, recomendo que você veja também:



O caso Petya


Segundo as nossas informações, o ataque teria se originado na Ucrânia, espalhando-se à partir do país para o restante do mundo, incluindo o Brasil. Ele afeta os computadores com Windows apenas (ao menos até o momento) e se espalha através do SMB de forma semelhante ao WannaCry, aproveitando a falta de atualização de muitos computadores, afinal, a Microsoft já corrigiu essa falha.

A Kaspersky comentou que o Petya tem alguns recursos a mais em relação ao WCry. O Petya pode se espalhar em computadores já atualizados também se eles estiverem na mesma rede de um PC vulnerável, o ransomware é capaz de coletar senhas e credenciais dos outros computadores e usá-las para fazer login e se proliferar.

O analista de T.I. escocês, Colin Scott, comentou em seu blog que que “se um único PC estiver infectado e o ransomware conseguir acesso às credenciais do administrador de domínio, então você já está ferrado”. Mesmo com a maioria dos computadores atualizados em sua empresa, ele diz: “perdemos muitos servidores e clientes”.

O Petya ataca de forma composta, criptografando o sistema de arquivos do Windows e roubando informações de nomes de usuário e senha, enviando os dados ao servidor controlado pelos criminosos, com essas informações ele é capaz de infectar outras máquinas, mesmo as atualizadas.

O pesquisador de segurança, Amit Serpe, comentou sobre uma solução paliativa para evitar infecções, ele detalhou essas informações aqui. E você pode utilizar-se das soluções propostas para tentar evitar uma infecção, já que uma vez infectado, não há muito o que fazer.

Depois da infecção, o Petya tem um delay de até 1 hora para reiniciar o computador, depois disso exibe uma falsa mensagem de checkdisk em preto e branco, informando ao usuário que o ocorreu um "erro" no sistema e dizendo que o falso utilitário estaria verificando a integridade do disco, quando na verdade ele está criptografando as suas unidades, incluindo a MBR. Depois da criptografia ele exibe a seguinte mensagem:

Petya Ransomware

O resgate pedido em Bitcoins é no valor de 300 dólares, não bastando "apenas" pagar, é necessário comprovar aos criminosos que o pagamento foi feito, atualmente o e-mail de contato está desativado, ainda assim, a carteira de Bitcoins do Petya já está acumulando mais de 10 mil dólares.

Estima-se que o ransomware já conseguiu infectar mais de 12 mil máquinas em 65 países, segundo a Microsoft. No Brasil, o ransomware afetou hospitais de câncer no interior de São Paulo, em cidades como Barretos, Jales e Fernandópolis. O atendimento aos pacientes foi parcialmente restaurado desde então.

Olhos abertos e mantenha o seu sistema sempre atualizado para evitar problemas.

Até a próxima!

Fonte 1 - Fonte 2 - Fonte 3
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Ransomware infectou 153 servidores Linux na Coreia do Sul

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Neste ano os Ransomwares viraram moda, muita gente que nunca tinha sequer ouvido falar neste tipo de malware passou a tomá-los quase como corriqueiros. O WCry acabou ficando famoso em Maio deste ano ao afetar diversas empresas ao redor do mundo, afetando principalmente máquinas com Windows desatualizado, mas ele não é o único que existe e desta vez o Linux foi vítima também.

Ransomware Linux




É um caso muito específico mas chama a nossa atenção mais uma vez para este tipo de exploração, vamos ao caso.

Um ransomware de nome "Erebus", desenvolvido originalmente para Windows, mas modificado para rodar no Linux, fez uma empresa de hospedagem da Coreia do Sul, chamada Nayana, de vítima ao sequestrar 153 servidores Linux, o que acarretou em mais de 3 mil sites clientes da empresa fora do ar.

Ransonware

Apesar da quantidade de vítimas ser muito menor do que o Wanna Cry, muito possivelmente o Erebus vai conseguir lucrar muito mais do que o "concorrente". Apesar de não ter sido epidêmico como o WannaCry, pois aparentemente o método de infecção foi através da exploração nas versões antigas de PHP (5.1.4) que rodavam nos servidores da Nayana (lançado ainda em 2006!), possivelmente utilizando a falha Dirty Cow, que foi corrigida no Linux ainda no ano passado, o Erebus e as pessoas que utilizaram ele para atacar a empresa irão conseguir um resgate gordo pelos dados.

O pedido de resgate para a Nayana exigia uma quantia equivalente a 14,5 milhões de reais em Bitcoins, depois de negociar com os criminosos a empresa baixou o valor para cerca de 3,5 milhões de reais.

Ao contrário da recomendação, a empresa resolveu pagar aos criminosos em parcelas, sendo que cada uma só é paga a cada descriptografia feita, já foram pagas duas parcelas de três. Em comparação, estima-se que o Wanna Cry, mesmo com todo o alvoroço,  tenha conseguido lucrar "apenas" 200 mil reais.

Uma ataque praticamente local como este nos mostra mais uma vez a importância de manter os sistemas operacionais atualizados, assim como os softwares principais, sobretudo os que acessam a internet diretamente. Possivelmente se estas medidas estivessem em prática, tanto nos casos do Wanna Cry com Windows, quanto neste caso da Nayana com Linux, a infecção por ransomware não teria acontecido, ou os estragos teriam muito menos impacto.

Lembro que quando o WCry chamou a atenção, muitos usuários Linux exaltaram a questão do Windows ser afetado, hoje eu vi a situação contrária, com usuários de Windows comentando coisas semelhantes, no melhor estilo "briga de futebol", quando na verdade em ambos os casos o problema foi na implementação e manutenção dos softwares por quem montou as estações e servidores.

Para ajudar você a entender melhor como funcionam os Ransomwares e falar sobre malwares em geral, nós fizemos um DioCast com os especialista em segurança da UFSC e professor de ciência da computação, Jean Martina. Falamos muito sobre o Wanna Cry e demos várias dicas de segurança e privacidade.



Outro vídeo bacana do canal pra você ver sobre o assunto é este:


Manter os sistemas atualizados não é necessariamente a prioridade das empresas, gastar menos, sim.


Agora vou comentar algo que me veio a mente nestas situações, pelo visto se encaixa provavelmente no caso da Nayana... talvez.

Ao ver este tipo de coisa nós temos o reflexo natural de culpar a falta de atualização. Em sentidosprático não tem como negar, de fato. Mas o "sentido financeiro", dependendo do caso, fala muito mais alto.

Atualizar uma ambiente corporativo completo pode não ser tão simples, não é tão simples quanto atualizar uma distro Linux ou manter o Windows com os últimos patches de segurança no seu computador. Eventuais ferramentas, recursos disponíveis e até mesmo documentos e arquivos de todos os tipos podem justificar a manutenção de versões antigas de softwares. Quem lembra do Windows 3.1 que controla os vôos na França?

Dependendo da condição, ao subir uma versão nova para trabalho, é necessário que a tal da retro-compatibilidade funcione corretamente, o que todos nós sabemos que não é 100%. Eu dei o exemplo do Windows no aeroporto, mas com Linux acontece o mesmo, quantas vezes você já viu um terminal de atendimento em loja de departamento usando o KDE 3 e o Firefox 3 também?

Tem uma galera que roda ainda versões antigas de softwares e sistemas operacionais, como o Windows XP (que foi afetado no WCry) porque certos softwares de código fechado que são essenciais para o trabalho só rodam nestas versões do sistema, o código fonte ou a empresa que o provinham talvez nem existam mais e dá muito mais trabalho e especialmente custo refazer ele para plataformas novas, aí fica no melhor estilo do "se está funcionando, não mexe". 

Dependendo do tamanho da coisa, atualizar toda uma infraestrutura é custosamente inviável, a ponto de ser mais barato estar sujeito ao Ransonware e até mesmo pagar o resgate do que fazer toda uma migração e eventualmente ficar alguns dias sem funcionar.

É claro que um bom planejamento faz toda a diferença, se você conseguir criar um fluxo de atualizações que permita manter não só o sistema, mas o ecossistema computacional da sua empresa, totalmente atualizando sempre, este será o ideal, mas ainda está longe do que acontece. O ideal é criar toda a estrutura já pensando neste tipo de coisa, tentando prever o crescimento e a adição de novos recursos, o que a maior parte das empresas não faz infelizmente.

Quando falamos em empresas afetadas, outra coisa que costuma vir à menta são aqueles lindos servidores do Google, da Amazon, do Facebook, até da NASA, empresas grandes em geral, mas empresas de todos os tamanhos usam tecnologias semelhantes e nem todas tem necessariamente profissionais capacitados para isso. O que é curioso no caso da Nayana é que a empresa é especializada em servidores e hospedagem e deixou se deixou passar justamente nos softwares que são, em tese, a base da companhia, é estranho, convenhamos.

Acho completamente inútil a discussão entre usuários de Linux e Windows quanto a isso, especialmente neste caso da Coreia do Sul, pois apesar dos indícios, ainda não sabemos exatamente o que causou a invasão, não existem fatos, apenas suspeitas, ao menos até onde eu pude pesquisar.

O "mal" do brasileiro


Só vou compartilhar uma devaneio para finalizar. Como brasileiro, eu acabo enxergando as possibilidades de corrupção corporativa e e estadual até mesmo nisso. Posso estar vendo notícias demais, mas vendos os políticos que temos, você acharia muito estranho se um Ransomware atacasse os servidores de uma repartição pública e o governo pagasse o resgate (com o nosso dinheiro) "porque não pode ficar sem os dados", em uma situação arranjada? É o Caixa 2 dos bits.

Fica aí o exercício de imaginação, espero não estar dando ideia! 😅 Usuários de *Linux que mantém seus sistemas completamente atualizados não estão sujeitos a esta falha, aparentemente ela ficou só lá na Coreia e só nesta empresa, sobretudo por ela atacar os servidores que rodam LAMP desatualizado apenas. Não há motivos para pânico até o momento.

Até a próxima!

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Como evitar infecções por vírus e como funcionam os antivírus - DioCast

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Segurança digital talvez seja um dos assuntos mais importantes e ao mesmo tempo mais complexos do mundo da tecnologia. Para esclarecer algumas questões comuns relacionadas ao assunto, incluindo os ransomwares, que ficaram famosos nas últimas semanas, e os softwares antivírus aliados a técnicas de proteção.

DioCast sobre segurança digital




Neste episódio tivemos várias participações especiais. Aproveitando a atenção que o ransomware WannaCry acabou chamando para o setor de segurança, vamos conversar hoje sobre os mitos da segurança digital com os nossos amigos, Julio Cesar e Lucas Vieira, além da presença do especialista em segurança digital, Jean Martina, professor de ciência da computação na UFSC.

O conteúdo tem formato podcast, apesar de ser um vídeo no YouTube, de modo que você pode apenas ouvi-lo enquanto faz outra atividade.



Até a próxima!
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Um dos maiores ataques de Ransomware da história está acontecendo, entenda como funciona e como se proteger

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Que bela praga, não? Eu vou falar um pouco sobre o ataque de Ransomwares que está acontecendo em mais de 70 países, segundo a Kaspersky, e que aparentemente afetou máquinas aqui no Brasil também e para completar vou dar algumas dicas que podem ajudar você a se prevenir ou remediar.

Ransonware afeta vários países




Com informações da Computeworld, que fez um belo trabalho reunindo informações, eu vou tentar fazer um apanhado geral e simplificado para você entender o que está acontecendo. Um ataque de ransomware em escala global está atingindo algumas dezenas de países e sequestrando arquivos em computadores, especialmente de empresas de telefonia. Temos alguns casos mais impactantes noticiados em empresas do Reino Unido, Espanha, Rússia e Taiwan, entretanto, segundo levantamentos da empresa de segurança russa, Kaskersky, cerca de 74 países foram afetados, com mais de 45 mil ataques registrados.

O que é um Ransonware: De maneira simples, ransomware é um tipo de malware que infecta máquinas de sistemas operacionais variados e que criptografa arquivos do usuário, os ransomwares possuem variações, mas este é o tipo mais comum, uma vez criptografados, os ransomwares exibem mensagens de resgate dos arquivos mediante a pagamento de um acerta quantia, comumente em Bitcoins, mas podem ser utilizadas outras moedas digitais também.

Vamos ao caso em questão


Para facilitar o seu entendimento, vamos dividir a informação em tópicos:

Qual é o Ransomware?


O Ransomware que está causando todo este problema parece ser uma variação do "WannaCry", também conhecido por "WCry" ou ainda "WannaCrypt0r ransomware". Ele funciona como qualquer outro Ransonware, encriptando arquivos e pedindo resgate, mas o que garantiu que ele tivesse maior sucesso de infecção foi a sua forma de duplicação e propagação, um comportamento semelhante a qualquer outro vírus to tipo "Worm", pelas informações, ele afeta especificamento o protocolo SMB do Windows, especialmente versões mais antigas do sistema da Microsoft, uma vez que uma máquina em rede seja infectada, ele poderia se espalhar para as demais. Os tipos de arquivos que ele afeta são os com as extensões doc, .dot, .tiff, .java, .psd, .docx, .xls, .pps, .txt, .mpeg, entre outros.

De onde veio o Ransomware?


Não se sabe exatamente a origem dele, o "WCry" em si já existia há algum tempo na verdade, e as vulnerabilidades do Windows 10 que permitiam o ataque foram corrigidas ainda em Março pela Microsoft, contudo, o "WCry" parece ter sido "levemente" modificado graças ao vazamento de ferramentas de hacking da NSA que aconteceu recentemente, uma das ferramentas, chamada de "EternalBlue", parece conseguir explorar facilmente o protocolo SMB do Windows para invasão e aparentemente, segundos os laudos da Kaspersky, foi utilizada para incrementar o "WCry".

Como o Ransomware parece ter se propagado principalmente por e-mail e o país de maior detecção feita pela Kaspersky foi a Rússia, é possível que ele tenha se originado lá, entretanto, como a Kaspersky tem maior atuação lá, o fato deles terem detectado uma maior quantidade na Rússia pode se dever a isso, não sei, a empresa mesmo comentou que eles poderia ter uma "visão local do caso", que poderia ser muito mais grave do que as estimativas deles.

Quem é afetado por ele? Quem são as vítimas?


Resumidamente: Usuários de Windows. Mas vamos detalhar e especificar mais. Este ransomware afetou diversas empresas de Telefonia especialmente, como a Telefónica na Espanha, a Vivo, que pertence à empresa aqui no Brasil, não relatou até então nenhuma infecção, ainda que tenha declarado estar tomando providências para evitar o problema.

Os computadores afetados, segundo o site da Microsoft, são os que usam as seguintes versões do Windows:

- Microsoft Windows Vista SP2
- Windows Server 2008 SP2 and R2 SP1
- Windows 7
- Windows 8.1
- Windows RT 8.1
- Windows Server 2012 and R2
- Windows 10
- Windows Server 2016

Sendo que correção original para a primeira versão do WCry foi liberada pela empresa, mas muitos destes usuários, ou não usam o Windows 10, ou não atualizaram. A recomendação é instalar os seguintes patches de correção que deverão aparecer nas atualizações do sistema: 017-10, 017-12 e 017-15.

Usuários de Linux e macOS não precisam se preocupar desta vez, os sistemas estão seguros, contudo, fica o alerta, pois pode ser que este ataque não afete ambos, mais não seria a primeira vez que algo do tipo acontece, tanto com macOS, quanto com Linux, como eu disse, vale o alerta para o futuro.

O que você pode fazer para se defender?


Como este tipo de vírus não vem por "download espiritual", a dica principal é até óbvia, você deve ficar atento a e-mails que eventualmente receba de pessoas desconhecidas e que, neste caso, possuam um anexo malicioso ou algum tipo de link.

Utilizar Linux ou macOS pode ajudar também, pois o sistema normalmente visado é o Windows, e no caso do Linux, as atualizações rápidas do modelo open source de desenvolvimento devem ajudar também.  A Microsoft também liberou uma correção que você pode baixar daqui para evitar os problemas.

Eu vi algumas notícias de que alguns sites brasileiros foram afetados, os sites do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo saíram do ar nesta Sexta-feira por conta da prevenção ao ataque, segundo os órgãos, seus sistemas não chegaram a ser afetados por ele, mas foi melhor prevenir, no Rio de Janeiro, quem sofreu foi a Previdência Social, os computadores da Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram desligados. Na Petrobras, os funcionários foram instruídos a salvar seus trabalhos e desligar seus aparelhos por cerca de 15 minutos.

Esta situação acabou me lembrando uma reportagem dos anos 90 sobre um vírus do tipo "Time Bomb" chamado "Michelangelo", que fazia algum tipo de dano ao dados do computador, se não me engano, como eles não tinham uma defesa exata para ele, a solução era parar de trabalhar e tirar o computador da tomada, quem diria que 20 anos depois ainda sofreríamos do mesmo tipo de coisa,  claro, de forma diferente, ainda que isso pudesse ter sido evitado mantendo os sistemas atualizados na maior parte dos casos.


O que nos lembra que independente do sistema que você utilize, mantenha-o sempre atualizado, especialmente programas que tem acesso direto à internet, como navegadores, em caso de você utilizar o Windows, utilize um bom antivírus também e quem sabe um Firewall, assim você diminui as chances de ter problemas do tipo.

Acima de tudo, o maior clichê do mundo da segurança doméstica, "o melhor antivírus é o usuário", continua válido, então fique ligado, ter sempre um backup dos seus arquivos é algo importantíssimo, aliás, ter mais de um, neste caso vale aquela máxima: "Backup, quem tem dois, tem um, e quem tem um, não tem nenhum!".

Caso você perceba que a infecção já está em ação, realmente, desligar o computador e passar um antivírus no disco rígido com o sistema desligado, ou com o Windows em modo de segurança pode ser a salvação, entretanto, arquivos que já foram criptografados são dificilmente recuperáveis em tempo hábil, alguns especialistas em segurança dizem que isso só é possível de se fazer quando o Ransomware possui algum erro de programação e a encriptação é falha, em outros casos é praticamente impossível.

Confira o nosso vídeo sobre o assunto:


Outra dica dada pelos especialistas de segurança é você nunca pagar o resgate pedido pelos criminosos, por dois motivos simples. Não incentivar a prática dos criminosos, obviamente, e porque nada garante que o criminoso te ajude a descriptografar os seus arquivos de fato, mesmo mediante a pagamento, estatisticamente, quando houve este pagamento, os criminosos simplesmente não respondem e você continua com os seus dados sequestrados e agora com uma conta bancária mais magra.

Olho aberto e compartilhe esta informação, especialmente para as pessoas que você conhece que mantém vários computadores.

Até a próxima!
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Não seja uma vítima do Facebook

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Quero compartilhar com você um texto meu que foi publicado no jornal local da minha cidade. Eu escrevi ele para tentar alertar as pessoas sobre brechas de segurança que podem existir no Facebook que independem de alguém conseguir hackear a sua conta.




Antes de ver o texto, você pode conferir o meu vídeo sobre o assunto, acho especialmente importante compartilhar essas informações com quem não tem muito conhecimento técnico, não sei, quem sabe sua mãe, seu pai, tia, etc, qualquer ente querido que você não quer ver passando apuros por conta de algo como o Facebook.



Agora fique com o texto na íntegra:

A rede social de Mark Zuckerberg, o Facebook, é algo comum na vida de bilhões (literalmente) de pessoas ao redor do mundo, mas como tudo que se torna muito popular, sobretudo no aspecto tecnológico, ele também pode ser utilizado para fins ilícitos e criminosos.
Eu quero te dar algumas dicas que podem parecer simples, talvez por ser algo simples é que seja fácil constatar algumas coisas que as pessoas simplesmente negligenciam em suas redes sociais, e que quando aplicadas, fazem da sua vida social digital muito mais tranquila. Vamos lá?

Use senhas difíceis: Colocar a sua data de aniversário, do seu filho, o nome do seu animal de estimação ou palavras encontradas em um dicionário é algo que você deve evitar, alguém que quer acessar os seus dados vai testar essas coisas em primeiro lugar, evite usar senhas fáceis nos Smartphones também, as senhas de bloqueio devem ter um certo nível de complexidade para fuja da obviedade, afinal, tirando a tela de bloqueio, não há nada que impeça que uma pessoa qualquer abra o seu App do Facebook com apenas um toque e “faça a festa”.

A sua vida pessoal é um livro aberto na internet? Você adora fazer check-in onde quer que você vá? Adora dizer o quanto você está feliz por ter ido viajar para o lugar dos seus sonhos? Bom, você deveria tomar mais cuidado com isso, pois ao mesmo tempo que você está contando para os seus amigos as coisas boas que acontecem na sua vida, você pode também estar contando as mesmas coisas para pessoas não tão bem-intencionadas. Em época de férias, dizer que você vai viajar por muitos dias ou postar fotos longe de casa ou fazer check-in, além de indicar que você vai se divertir muito, também indica que a sua residência está vazia, o que pode ser um prato cheio para criminosos.

Evite identificar os hábitos da sua família das redes sociais e preste atenção para não passar informações de forma involuntária, você pode acabar contanto através de fotos, check-ins e posts onde os seus filhos estudam ou fazem alguma atividade extracurricular; onde você trabalha e quais os horários que vocês estão ou não em casa.

Outro detalhe muito importante que você deve prestar atenção na hora de usar o Facebook (o Facebook aqui é o exemplo, mas serve para qualquer site) são os vírus de computador. Duvide de promoções miraculosas, ninguém sorteia um iPhone simplesmente por você ser o visitante número 10 mil de algum site, não cadastre seu cartão de crédito em qualquer lugar para ganhar uma recompensa, não acesse sites de conteúdo duvidoso e acima de tudo, informe as pessoas que compartilham o computador com você para que elas não caiam nestas armadilhas, pois uma vez que o computador esteja infectado, a próxima pessoa que utilizá-lo estará suscetível a estes problemas.

Se você utilizar o computador para tarefas simples, como usar a internet, editar documentos e planilhas, ouvir músicas, jogar e coisas do tipo, algo que você pode fazer para aumentar a sua segurança e a da sua família e substituir o sistema operacional Windows pelo Linux, um sistema mais robusto e resistente a vírus, da próxima vez que você for formatar o seu computador, peça para o técnico instalar Linux na sua máquina, assim você poderá acessar a sua conta bancária sem medo, além de não precisar se preocupar com vírus de computador.

Para fins gerais, você deveria gastar um tempo analisando as configurações de privacidade do seu perfil no Facebook para saber quem são as pessoas que podem acessar as suas informações. 

Que tal deixar para postar as fotos da viagem depois que você voltar? Você vai se divertir da mesma forma e não vai abrir margem para problemas. Aproveite o que a internet tem de melhor sem correr riscos!

Até a próxima!
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Microsoft Edge é o navegador menos seguro do concurso Hacker Pwn2Own de 2017

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Parece que o ano não começou tão bem para o novo Internet Explorer navegador da Microsoft, o Edge. Ele tomou o lugar do famigerado IE no Windows 10, apesar de todo o marketing de segurança que a empresa fez, o browser se mostrou na competição Pwn2Own de 2017 o navegador menos seguro.

Microsoft Edge Hackeado


O site Tom's Hardware pulicou uma matéria comentando sobre o último Pwn2Own, uma maratona hacker que visa testar a segurança dos navegadores de internet e de uma série de outros softwares, os hackers que conseguirem explorar falhas de segurança nos navegadores são recompensados com prêmios em dinheiro.

Cada equipe pode escolher qual será o seu alvo, normalmente as escolhas são baseadas em estudos prévios para saber em qual software o ataque será direcionado, normalmente as equipes escolhem aqueles que eles acreditam que tem uma maior chance de atingir o objetivo e receber o prêmio, os valores também variam de acordo com o impacto que o hack tem no sistema ou no browser.

O grande "vencedor" do evento de 2017 foi o Microsoft Edge, o navegador foi hackeado 5 vezes na maratona e de formas diferentes, sendo que uma delas foi capaz de afetar até mesmo o Kernel do Windows, podendo comprometer o sistema como um todo, a equipe 360 Security, que descobriu essa falha, recebeu o prêmio de 105 mil dólares.

O segundo colocado ficou com o Safari, navegador dos sistemas da Apple, ele foi hackeado 4 vezes, porém, uma das falhas que foram utilizadas para invasão já estão corrigidas na nova versão beta do browser que a Apple deverá liberar em breve para os usuários. Então podemos considerar 3 para ele.

Logo após tivemos o Mozilla Firefox, com apenas uma invasão confirmada, no ano passado o Firefox nem foi testado no evento porque os competidores julgaram que seria muito fácil de invadi-lo. Na melhor posição, no caso a última, ficou o Google Chrome/Chromium, que não foi hackeado nenhuma vez.

Neste tipo de evento, os softwares normalmente recebem uma quantidade diferente de tentativas de invasão, o Firefox por exemplo, recebeu duas e foi hackeado em uma, o Chrome recebeu apenas uma que falhou, e assim por diante, como o site Tom's Hardware explica, os alvos mais visados pelos hackers normalmente provém de estudo prévios que são feitos, fazendo com que os especialistas escolham os que é provável que tenham sucesso, como o Chrome tem se mostrado seguro nos últimos tempos, menos pessoas estão tendo interesse, pois fica mais difícil ganhar o prêmio.

Apesar de eu achar que esse tipo de atividade pode ser influenciada por patrocínio, como por exemplo a Google pagar para as pessoas procurarem hackear o Edge, não podemos esquecer que o contrário também poderia ser verdadeiro, afinal, dinheiro não é problema lá pelos lados de Redmond. 

Independente do que cause o resultado, ele é importante, o ideal é que você que usa o Windows 10 com o Edge procure uma alternativa. Como o projeto do Chrome e o Firefox são projetos abertos, fica mais fácil de torná-los mais seguros por conta do modo de desenvolvimento, ou seja independendo do motivo, o Edge foi efetivamente hackeado e forma agressiva, ainda que simplesmente ter código aberto não signifique qualidade, como podemos ver no ano passado a situação do Firefox.

Curiosamente, este tipo de informação chega aos usuários ao mesmo tempo que a Microsoft começou a investir em publicidade dentro do Windows 10, muitas vezes anunciando seus próprios produtos através da interface do sistema, eu mesmo me deparei nesta semana com um Pop-Up que diz "O Microsoft Edge é mais rápido e seguro que o Google Chrome, mude agora para ele!", esse tipo de marketing acaba confundindo os usuários mais leigos, o que me parece ser prejudicial.

O que podemos fazer como usuários, é cobrar que todos os softwares, especialmente os que tem acesso á internet, não somente navegadores, independe de quem os desenvolva, tenham suas falhas de segurança corrigidas o mais rápido possível, afinal, não é porque Firefox e Chrome tiveram notas melhores neste evento que eles não  podem possuir falhas, não é mesmo? O Edge, bom, por  mais que a Microsoft se esforce e até force um pouco a utilização dele, ele continua vivendo o estigma do Internet Explorer.

Até a próxima!
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