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Como configurar a rede no Ubuntu Server através do Netplan

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Há algum tempo o nosso querido Ubuntu Server mudou consideravelmente a sua forma de configuração de rede padrão, se antigamente nós configurávamos as nossas placas de rede em /etc/network/interfaces, à partir do Ubuntu 18.04 LTS (Server ou não) as configurações de rede devem ser feitas através do "netplan". Aprenda a fazer essa configuração.

Configuração de Netplan Ubuntu






Para configurar a rede no Ubuntu Server, atualmente, você deve navegar até o diretório /etc/netplan, onde será possível encontrar um arquivo com a extensão .yaml, é nele que você deve fazer os seus ajustes.

Entendendo a formatação e configuração do arquivo .yaml de rede


Eu sei, "old habits die hard", mas o novo formato permite um único tipo de configuração de rede em todas as versões do Ubuntu disponíveis, do seu desktop até a "internet das coisas", e bom, mesmo que você não goste muito da ideia de mudar, francamente, não há muito que você possa fazer nesse sentido, porém, a configuração atual é, na verdade, extremamente simples.

Dica: Para editar estes arquivos eu vou usar o editor de textos "nano", no meu caso a sintasse para abrir o arquivo de configuração seria:
sudo nano /etc/netplan/50-cloud-init.yaml
Verifique qual o nome do seu arquivo de configuração de rede com:
ls /etc/netplan/
Esta é a imagem de um arquivo de configuração de um dos meus servidores:

Configuração de rede no Ubuntu Server

O arquivo por si só já é identado, então, recomendo tomar esse cuidado na organização, isso vai fazer com que seja realmente simples de entender tudo.

Indicado com a seta, você tem o nome (ID) da sua placa de rede.

Logo abaixo você tem:

- Endereço do IP que você quer para a máquina, seguido de uma máscara de sub-rede, declarada nesse caso com um simples "/24" (255.255.255.0);

- gateway4 para IPV4, se você for usar IPV6, terá de declarar como "gateway6";

- dhcp4 para IPV4, suportando "verdeiro" ou "falso" para DHCP ativo ou não, com as palavras em Inglês "true" e "false", asssim como o gateway, caso você vá utilizar IPV6, ele deve ser declarado como "dhcp6";

- "optional" define se essa placa de rede deve ser aguardada (false) ou não (true) na hora do boot para iniciar o sistema;

- Por último você deve configurar o seu DNS sob "nameservers". Observe a identação, você pode adicionar mais de um DNS na mesma linha, apenas separando-os por vírgula, é bem simples de entender observando o exemplo acima.

Observe, na imagem acima também, como é feita a organização das informações para que tudo saia corretamente. Antes de fazer qualquer alteração nesse arquivo, você pode, é claro, fazer um backup dele.

Configurando DHCP no arquivo de Netplan


A configuração de rede do Ubuntu Server pode ser feita no momento da instalação, se você marcar para ele usar DHCP ou ignorar a configuração de rede, esse será o comportamento padrão do sistema, porém, caso você tenha alterado alguma configuração ou queira fazer algum tipo de teste, o DHCP padrão do Ubuntu Server se configura dessa forma:

Configuração de rede Ubuntu Server

E claro, você pode mesclar as coisas e adicionar configurações extras, como  usar um DNS específico.

Dica: Como descobrir o ID da minha placa de rede?

Como você deve ter percedido, é necessário declarar a sua placa de rede para então fazer as configurações adequadas. Geralmente o próprio Ubuntu adincionará essa identidade ao arquivo por padrão se as placas estiverem no servidor na hora da instalação, mas em caso de dúvida, use o comando:
ip address
Mesmo sem internet no computador você verá um resultado semelhante a esse, observe o local onde a placa de rede é exibida:

Configuração de rede no Ubuntu Server

Se precisar estudar mais o netplan para fazer configurações menos comuns, basta consultar o manual:
man netplan
No site da Canonical você encontra uma versão web desse manual.


Testando e aplicando o "seu plano de rede"


O "Netplan" possui alguns recursos interessantes, como uma ferramenta para testar se a configuração está funcional, antes de você aplicar mudanças:
sudo netplan try
Dessa forma o "Netplan" tentará implementar a suas modificações no sistema, caso algo dê errado, ele vai te avisar. Nesse caso, eu escrevi a palavra "true" errado propositalmente para mostrar o resultado, veja:

Configuração Ubuntu Server

Ajustando esse erro e repetindo o teste:

Configurando o Netplan no Ubuntu

Repare que agora o meu arquivo de configuração foi aprovado como "funcional", eu posso aplicar a modificação ao sistema simplesmente pressionando "enter" novamente, caso contrário, em 2 minutos o arquivo será revertido ao padrão anterior.

Caso você já saiba fazer as modificações e simplesmente queira aplicar direto as suas configurações, basta rodar:
sudo netplan apply
Como você pode ver, especialmente se você era um dos que constumava fazer ajustes em  /etc/network/interfaces, aqui não é necessario reiniciar nenhum serviço ou mesmo o servidor. No entanto, vale a pena observar que caso você edite o seu arquivo (com o nano por exemplo),  o salve, e depois reinicie o seu computador, ele vai usá-lo como "netplan" sem a necessidade do "apply".

Uma forma nova de configurar o seu Ubuntu Server


Apesar de eu ter tratado isso como algo novo, esse método já está disponível para as pessoas que vão usar o Ubuntu Server há praticamente um ano e não é necessariamente mais difícil do que o modo antigo, é apenas diferente. De fato, tirando o nome meio esquisito que o seu "yaml" pode ter, o resto é simples até demais.

Espero que o artigo tenha ajudado, se ele lhe foi útil, não esqueça de compartilhar, até a próxima!

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Como configurar discos e partições no Linux usando FSTAB

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terça-feira, 5 de março de 2019

Quando eu estava aprendendo Linux, lembro de ter lido em algum lugar algo que dizia: "No Linux tudo são arquivos". E querendo ou não, de fato, toda a configuração do sistema, de forma geral, é feita através de "simples" arquivos de textos, configurados de forma a fazer tudo o que você vê na sua tela funciona como se deve. Um desses arquivos é o FSTAB (File Systems Table).

Como configurar o FSTAB






Mesmo que você nunca sequer tenha pensando nisso, a sua distribuição Linux faz, toda a vez que você liga o seu computador e dá boot no sistema operacional, a montagem das partições do seu disco, do seu SWAP e de onde fica cada coisa. Esse é um processo automático que ocorre baseado nas informações contidas em um arquivo que fica no diretório /etc/fstab.

Configurando FSTAB


O que faz com que muitas pessoas tenham receio do FSTAB é que ele é um arquivo realmente não muito claro, especialmente se comparado com outros que existem por aí, que possuem várias linhas comentários informando como trabalhar com as informações contidas neles mesmos.

Meu conselho mais básico é: Encare o FSTAB como o que ele é: uma tabela. O nome TAB (de Table) não está ali à toa. Ao abri-lo, para facilitar, tente visualizar as colunas e linhas, isso vai ajudar bastante.

Você pode abrir ele com qualquer editor de textos que quiser, como o gedit, xed, pluma, entre outros, mas que tal brincarmos no terminal um pouco? 😄

Vocẽ pode fazer uma leitura rápida do que está contido no seu FSTAB com esse comando:
cat /etc/fstab
Isso deve te trazer informações semelhantes a essa:

FSTAB Linux

O FSTAB é responsável pela montagem do seu próprio sistema, por isso, ele é um arquivo bem "sensível", caso você esteja apenas estudando, é recomendo fazê-lo em uma máquina virtual

Outra possibilidade é fazer backup do arquivo antes de começar a editá-lo, por exemplo:
sudo cp /etc/fstab /etc/fstab-bkp
Se precisar usar esse arquivo de backup, coloque ele de volta no lugar assim:
sudo cp /etc/fstab-bkp /etc/fstab
 Vamos usar um editor de textos simples e disponível para todas as distros Linux para editar o FSTAB, o Nano. Para abrir o arquivo com propriedades adequadas para modificação, use:
sudo nano /etc/fstab
Ou rode o comando como Root, caso a sua distro não possua o seu usuário dentro do sudoers

Entendendo o FSTAB


Esse é o ponto primordial. Como já informado, o FSTAB nada mais é do que uma tabela (mesmo que não tenha muito essa cara inicialmente), cada coluna suporta algumas informações diferentes. São elas:

Configuração FSTAB

Coloquei efetivamente em uma tabela esse exemplo para ficar um pouco mais claro, mas vale uma observação, muitas vezes no lugar de "/dev/sda1" do exemplo, pode haver a UUID do dispositivo, de uma forma semelhante a essa: UUID=04b60adc-ccc2-406e-9cbb-fb80f9c4e5fb. No fim, é isso que bagunça um pouco as coisas, mas você pode montar os seus discos e partições apenas sabendo o nome deles, usando o comando:
lsblk

Repare os nomes abaixo da columa "NAME" e ao lado você consegue ver o tamanho e o tipo, se é "apenas leitura" (RO) e se já está montado em algum lugar em "MOUNTPOINT".

Antes de processeguirmos, é importante que você conheça alguma das opções envolvendo as colunas do FSTAB:

File System: Pode conter a UUID do dispositivo ou o endereço dele. Dispositivos como partições e discos ficam sempre em /dev no mundo Linux, então uma partição (como esta de 1,4T na imagem acima) poderia ser encontrada em /dev/sdc1.

Para verificar o UUID de uma partição para usar no lugar do endereço, use o comando:
blkid
Mount Point: É simplesmente o local onde a partição ou disco está montado. Ela pode apontar para qualquer lugar do sistema à partir da raiz (/). Geralmente os dispositivos montados automaticamente pelo sistema, como pen drives, HDs Externos, etc. são montados em /media, porém, quando isso é feito manualmente é comum usar o diretório /mnt, mas realmente, você pode montar em qualquer lugar que quiser.

Type: Nessa columa você deve colocar o tipo do sistema de arquivos de cada disco, você pode ver qual o sistema de arquivos a sua partição usa com o comando:
sudo file -s /dev/sdc1
Observe que a parte sublinhada deve ser trocada pelo caminho da unidade que você quer observar, para saber qual o nome das unidades é possível usar o comando que mostramos antes, o lsblk. Esse comando "file -s" ainda pode ser útil para você descobrir a UUID do disco, além de permitir que você veja em qual sistema de arquivos o seu disco está formatado.

Alguns comuns seriam:

- ext4
- swap

- ntfs-3g- vfat
- btrfs

- ntfs
- auto

Se por algum motivo você não sabe ou não conseguiu descobrir qual o  filesystem do disco, você pode tentar usar a opção "auto", que tenta adivinhar o formato na hora da montagem.

Options: Nessa coluna do FSTAB você vai adicionar as opções de montagem que existem. Existem diversas opções diferentes, eu vou listar algumas das mais comuns aqui. Várias opções podem ser usadas em uma mesma linha, bastando adicionar uma virgula apenas entre cada uma, sem a necessidade de espaço.

- auto/noauto: Essa opção permite que o dispositivo seja montado automaticamente durante o boot do sistema, sendo que "auto" é a opção padrão, se você não quer que o disco seja montado durante o boot, é necessário dizer explicitamente que você não quer isso colocando a opção "noauto".

- dev/nodev: Indica se o disco ou partição deve ou não ser considerado um dispositivo que contém um sistema de arquivos "especial". Geralmente a opção "nodev" é usada em sistemas que tem acesso público e tal opção impede que qualquer usuário possa fazer certas alterações, como criar um "device file".

- exec/noexec: Como você pode ver, as opções até que são simples de ententer, uma permite algo, a outra nega. Nesse caso você pode permitir ou negar que os binários nessa partição ou disco sejam executados.

- rw/ro: Se você associar aos seus significados fica fácil de ententer, rw (read and write/leitura e escrita) e ro (read only/apenas leitura).

- user/users/nouser: Nessa sessão podemos ter três opções. A opção "user" permite que qualquer usuário monte esse sistema de arquivos, o que automaticamente ativa outras funções como noexec, nosuid e nodev, a menos que você informe o contrário. Se a opção "nouser" for especificada, apenas o root poderá montar esse sistema de arquivos, já se a opção "users" for a selecionada, qualquer usuário dentro do grupo users será capaz de montar o dispositivo.

- defaults: Como o nome sugere, essa opção usa os padrões do Linux/da distro. A configuração padrão é definida conforme o sistema de arquivo. Geralmente isso quer dizer que as opções serão equivalentes a rw,suid,dev,exec,auto,nouser,async.

- owner: Permite que apenas o dono do dispositivo o monte, ou seja, quem criou o sistema de arquivos.

Existem muitas outras opções disponíveis, e uma leitura bacana para se fazer sobre isso pode ser nas páginas:

- Ubuntu Community Help
- ArchWiki
- Debian Wiki

Dump: Nessa coluna você pode indicar através de um (1) ou zero (0) se a unidade que está sendo montada deve receber um backup do programa dump. Colocar Zero indica que esse sistema de arquivos nunca será "backupeado" automaticamente dessa forma, em alguns casos, é preciso ver se o dump está instalado na distro.

Pass: O número que for adicionado nessa linha indicada a ordem em que o fsck vai fazer a checagem do disco por erros na hora do boot.

1 - Verifique essa partição primeiro.
2 - Verifique depois de verificar o primeiro.
0 - Não verifique.

Com isso finalizamos a explicação de cada uma das opções mais populares para a montagem de uma partição. Para você entender um pouco melhor, vamos para um caso prático.

Montando um disco e adicionando no FSTAB


Voltemos para a parte  onde eu mostrei  o comando "lsblk". Digamos que eu queira montar a minha partição "sdc1" de 1,4TB através do FSTAB na inicialização do meu sistema.

Primeiro vamos criar o ambiente ideal para fazer montagem. Eu vou fazer a minha montagem dentro de /mnt, então vou criar uma pasta dentro desse direitório para montar o meu disco, assim fica tudo organizado. Esse disco de 1,4TB é um HD de backup, então vou chamar a pasta de "dados".
sudo mkdir /mnt/dados
O comando acima cria uma pasta, ou diretório, dentro da minha pasta /mnt com o nome "dados",  então agora vamos indicar esse ponto de montagem no fstab, vamos editá-lo usando o editor nano.
sudo nano /etc/fstab
FSTAB configurada
Será que você consegue ver a ideia da tabela em ação agora? :)

No nano você deve navegar usando as setas do seu teclado até a última linha e digitar os dados da partição que você quer montar, no meu caso:

/dev/sdc1 /mnt/dados ext4 defauts 0 0

Indicando, em ordem, o disco que eu quero montar (/dev/sdc1), onde eu quero que seja montado (/mnt/dados), qual o sistema de arquivos do disco (ext4), configurações padrões (defaults) e configuranção de dump e pass setadas para zero (0).

Você pode também fazer comentários (como eu fiz na imagem acima) adicionar um # e depois escrever o que quiser. Tudo o que ficar nessa linha será ignorado na leitura do fstab pelo sistema, esses comentários servem apenas para interação humana e melhor compreenção.

No nano você geralmente usa  a tecla Ctrl (Control) combinada com alguma outra tecla para executar uma função, porém, você pode, aqui, para sair e salvar, pressionar "Ctrl+X", o editor vai te perguntar se você quer salvar o arquivo, pressione o "S" (de SIM) e sobrescreva o seu fstab dando "enter".

Dica: Tome cuidado para não alterar o nome do arquivo, ele deve continuar se chamando fstab!

Muito bem, de fato, agora se você reiniciasse o seu computador a sua partição ou disco seria montada no diretório indicado, porém, você pode fazer isso manualmente para montar o dispositivo agora mesmo usando esse comando:
sudo mount -O /dev/sdc1 /mnt/dados 
Lembrando que "/dev/sdc1" deve ser alterado para a nomenclatura que corresponde ao seu disco e "/mnt/dados" deve ser alterado pelo caminho e nome da pasta onde você quer fazer a montagem. 

Com isso você já tem todas as informações excenciais para fazer a montagem das partições do seu servidor, ou até mesmo na sua distro de desktop, se você for "mais raiz". 😀

Fazendo montagens para interface gráfica


Tem uma galera que fica um pouco presa ao "old way" de fazer as coisas, e esse nem sempre é jeito é o mais fácil. Claro, se é um servidor, se você é um profissional ou um estudante de Linux é outra história, mas se você tem uma interface na sua frente e só quer montar o seu disco e nada mais, nada impede que você use uma interface.

Existe um utilitário do GNOME que vem com a maior parte das distros chamado "GNOME Disks", o nome do pacote geralmente é "gnome-disk-utility" ou "gnome-disks" e você o encontra no repositório de qualquer distro. Quando o sistema está traduzido para Português, geralmente você o o encontra no menu do sistema procurando por "Discos".

GNOME Disks

Ele é um software muito legal, tem vários recursos para você se informar sobre os os seus discos. Você pode ver os desenhos das partições, tamanhos, formatos, sistemas de arquivos, tipos, fazer benchmarks, fazer testes de saúde dos discos, entre muitas outras coisas. Realmente fantástico.

Umas das funcionalidades dele é controlar a montagem de discos, fazendo com que tudo que fizemos "na unha" antes possa ser feito através de uma simples, mas poderosa, interface.

Para seguir o mesmo exemplo, digamos que eu queira montar o meu HD de 1,4 (1,5) TB aumaticamente com o sistema, basta eu clicar no disco na esquerda, depois você pode clicar no ícone da engrenagem e ir até "opções de montagem", onde você vai encontrar várias opções de configurações, muitas delas relacionadas ao que aprendemos ao longo do post.

GNOME Disks

É interessante ver a evolução do Linux nesse sentido, o nível personalização para fazer o que você bem entender com o sistema configurando apenas arquivos é sensacional, também é curioso pensar que há algumas décadas a única forma de fazer certas coisas era via terminal e esses arquivos de configuração. Atualmente tudo pode ser mais simples e bonito, mas o poder da linha de comando continua lá para quem quiser tomá-lo.

Até a próxima!
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Linux Foundation lança o novo LF Edge, criando uma estrutura unificada para Edge Computing e dispositivos IoT

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

No dia 24 de Janeiro a organização sem fins lucrativos responsável pelo Kernel mais famoso do mundo, a Linux Foundation, anuncia um novo projeto visando a união e maior organização abrangente em tecnologias que exijam coisas conectadas, processamento de baixa latência e mobilidade.

lfedge-linux-foundation-iot-edge

O “Edge Computing” é um paradigma de computação com devices distribuídos em nós, podendo estes dispositivos estarem em parcial ou total distribuição, conhecidos por serem IoT, “internet das coisas” ou Edge devices.

Ao invés de trabalhar num ambiente centralizado em nuvem, os Edge devices, com sua dinâmica de nós, descentralizam-se geograficamente. São responsáveis por cidades inteligentes, computação física, sistemas ciber-físicos, sensores em devices inteligentes, roteadores, aplicativos multimídia, realidade aumentada, jogos em nuvem e a internet das coisas.

LF Edge, e os projetos que o compõem


Composto por 5 projetos, anteriormente alguns autônomos, a iniciativa LF Edge é proposta como uma forma de unir a atual fragmentação do mercado quando se trata de IoT (Internet das coisas). A então mundial empresa Gartner, líder em pesquisa e consultoria no mercado estipula que até 2020 o número de dispositivos IoT ultrapasse os 20,4 bilhões, essa nova empreitada da Linux Foundation veio para facilitar tal tecnologia e criar uma união aberta para inúmeras possibilidades que o mercado oferece. 

lfedge-linux-foundation-iot-edge-IoTantes-IoTagora

Um pouco sobre cada projeto


Akraino Edge Stack cria stacks de softwares de código aberto que suportam serviços em nuvem, otimizados para sistemas e aplicativos de Edge Computing.

EdgeX Foundry é focado na criação de estruturas abertas para Edge computing e IoT.


Home Edge Project com contribuições no código pela gigante coreana Samsung Electronics, é um ecossistema de serviços de Edge Computing e IoT voltados ao uso do cotidiano, como eletrodomésticos inteligentes etc. 


Open Glossary of Edge Computing procura fornecer uma coleção de termos relacionados ao léxico Edge Computing.

Project EVE (Mecanismo de Virtualização Edge) responsável por oferecer níveis de controle por meio de virtualização de Edges devices, podendo particionar o hardware e aumentar a carga de trabalho por várias aplicações.

Unidade ao Edge Computing e IoT


Apoiado por várias líderes do segmento, (Premier) Arm, AT & T, Baidu, Dell EMC, Dianomic Inc., Ericsson, HP Inc., HPE, Huawei, IBM, Intel, Nokia Solutions, Tecnologias Qualcomm, Red Hat, Samsung Electronics, Seagate Technology, Tencent, WindRiver, Wipro, ZEDEDA, Canonical Group Limited e muito mais. O Projeto LF Edge parece trazer união a um mercado antes fragmentado.

O LF Edge visa criar um conjunto abrangente e coordenado de ferramentas open source, permitindo maior agilidade na criação de soluções de computação IoT e Edge.

A Linux Foundation vem fornecendo eventos, treinamentos, ferramentas e fomentando projetos open source. Com esse novo passo a internet das coisas ganha uma robusta estrutura, e quem sai ganhando somos nós usuários destas tecnologias.

Te aguardo no próximo post, SISTEMATICAMENTE!

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Comando DU no Linux - Como ver o tamanho de arquivos e diretórios pelo terminal

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Eu pretendo começar uma série de artigos aqui no blog falando sobre comandos úteis no terminal, além de algumas dicas de configurações mais avançadas. Esse tipo de artigo acaba servindo como documentação extra oficial e referência para futuros artigos e vídeos que nós produziremos. Hoje vamos falar sobre o 'du'.

Comando DU Disk Usage no Linux






Imagine que você esteja mexendo no seu servidor e querendo saber quanto de espaço algum arquivo ou pasta está ocupando, o que você faria? Em modo gráfico você pode utilizar alguns softwares como o "Analisador de uso de Disco" que é excelente, olha só:


Mas caso você não tenha modo gráfico ou simplesmente queira fazer a verificação via terminal, existe um utilitário muito legal e poderoso chamado "du", uma abreviação de "disk usage", ou "uso de disco", em Português.

Como utilizar o comando DU


O comando "du" geralmente está presente em todas as distros Linux por padrão, pois faz parte do Core Utils, para saber mais sobre a sua utilização você pode usar o comando:
du --help
du-help-linux
Existem mais opções do que as mostradas nessa imagem...
Através do comando de ajuda (--help) você consegue ver todos os parâmetros comuns que o "du" te oferece, mas vamos para alguns casos práticos e algumas dicas para você utilizar ele.

A funcionalidade do "du" é simples, você usa ele com o diretório ou arquivo que quer analisar, por exemplo:
du /home
Comando du exibindo blocos


Você verá que a saída desse comando será gigantesca, listando todos os diretório acessíveis com a permissão do seu usuário (seja o normal ou o root), o problema é que o comando "du" sem parâmetros mostra os valores de espaço em blocos de disco (f*ck yeah!), o que é um pouco complicado de entender, por isso existe um parâmetro "-h", que está ali para "humanos", ou seja, para você entender os espaços, medindo os valores em GB, MB, KB, etc. Por exemplo:
du -h /home 
comando DU mostrando unidades legíveis

Como você pode ver na imagem acima, podemos ver que os os diretórios agora tem valores mais simples de entender.

Ainda assim, esse comando mostra todos os diretórios de forma individual, o que dá uma saída muito grande realmente, se você quiser exibir apenas o tamanho total, use também o parâmetro "-s" de "summarize". Ele pode ser escrito de diversas formas, veja:
du -h -s /home
du -hs /home
du -sh /home 
Todos eles lhe entregarão o mesmo resultado, mostrando os diretórios onde a leitura não foi possível por questões de permissão de usuário:

Comando Du mostrando apenas o resultado
Como é possível ver, acaba sendo uma saída muito menor
Particularmente eu gosto de escrever "du -hs diretório_ou_arquivo", porque acabei associando com "head shot" do Counter Strike e acabei nunca mais esquecendo! 😁

Como eu já tinha comentado, você também pode usar o "du" para saber o tamanho de um arquivo, a forma de fazer a medição é muito simples, basta indicar o diretório com o nome do arquivo, ou então apontar o o arquivo, caso você já esteja no diretório. Por exemplo:

Eu tenho uma ISO do Fedora na minha pasta "Downloads" dentro da minha pasta "Home", primeiro navego até ela usando o "cd":
cd ~/Downloads/
Posso dar um "ls" para conferir o nome do arquivo e então rodar um comando "du" mais ou menos assim:
du -hs Fedora-Workstation-Live-x86_64-29-1.2.iso
Medindo arquivos com o DU

Como você pode ver, o terminal me retorna que a ISO do Fedora de cerca de "1.8 GB" de tamanho. Simples, não?

Algumas dicas um pouco mais avançadas para o "du"


Até então você viu a utilização básica do "du" para a medição do tamanho de diretórios e arquivos, mas e se eu quiser organizar a saída do "du" para saber quais arquivos estão ocupando mais espaço, ou para saber quais pastas estão mais cheias de arquivos e ocupando mais espaço, como fazer?

Para isso vamos usar o famoso "pipe" para jogar a saída de um comando em outro. Neste caso vamos usar a saída do "du" e jogá-la no "sort", outro comando bem bacana para ordenar as coisas:
du -hs * | sort -h
O comando acima está dizendo para o "du" usar o modo "humano" e simplificado (--hs) para todos os arquivos do diretório (*), e jogar a saída desse comando (|) para o que o "sort" ordene eles por tamanho usando valores "humanos" (-h).

Eu apliquei esse comando em uma pasta cheia que ISOs de sistema que eu tenho no computador, assim eu consigo saber qual delas é que ocupa mais espaço, a saída foi a seguinte:

usando o du para medir o tamanho das ISOs

Se eu quiser saber qual destas ISOs foi a última que eu baixei, posso usar o "du" dessa forma:
du -h --time *
Você também pode usar o "du" para analisar certos arquivos que contenham ou não contenham algum texto, por exemplo, quero saber o tamanho de todo os "buntus" que eu tenho nessa coleção de ISOs:
du -hs * | grep buntu -h
Contando ISOS do Ubuntu

Funciona exatamente como o exemplo anterior, com a diferença de que o "grep" está pegando resultados que tenham o texto "buntu" e me exibindo.

Como você deve imaginar, existem muitas combinações possíveis, então é bom estudar as opções que o "--help" do "du" te mostra, mas por fim, vou deixar uma última dica, se você quiser saber a soma total do diretório, além de fazer a contagem individual, use também o parâmetro "-c", essa forma:
du -hsc diretório_desejado

DU lendo o tamanho total

Repare que no final do comando você consegue ver o total do diretório.

Toda vez que se fala no "du", muita gente fica pensando em como usá-lo para verificar, não quanto espaço está sendo usado, mas quando espaço resta. Essa lição pode ficar para outro artigo, mas para não deixar você sem a resposta, a forma mais simples de verificar isso não é usando o "du" e sim outro utilitário chamado "df", abreviação para "disk filesystem", você pode usá-lo assim para ver como está a utilização das suas partições:
df -h
O resultado será parecido com isso:

Ver utilização de disco via linha de comando

Espero que o artigo tenha te ajudando a entender um pouco mais das ferramentas que estão disponíveis para você utilizar no seu servidor ou mesmo na sua distro de desktop, caso você goste de usar comandos no terminal. Este é só o primeiro artigo de uma série que eu pretendo fazer para mostrar algumas coisas um pouco mais avançadas do mundo Linux, incluindo configurações de arquivos mais sensíveis do sistema, você não perde por esperar! :)

Até a próxima!
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Malware minerador de criptomoedas pode afetar linux

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

É comum ouvir a seguinte afirmação: “Linux não tem vírus” e isso está longe da realidade. É verdade que sistemas baseados em Linux, tem um nível de segurança altíssimo, e para simples tarefas, como instalar uma aplicação, é necessário permissão de administrador.

Mas ele não é imune a falhas, muito menos invulnerável, como o dito popular.

malware-linux-criptomoedas-cryptocoin-virus

Linux vs. Vírus


Mesmo não sendo tão simples ser infectado no Linux, tais ameaças existem, e a cada dia novos casos ocorrem. Às vezes alardes fantasiosos, outros verídicos.

Se você gostaria de entender de verdade “porque Linux não pega vírus”, temos um conteúdo detalhado sobre o assunto.

Pesquisadores de segurança da Unidade 42, alertam sobre novo malware para Linux. Líder em segurança cibernética, a “Palo Alto Networks”, descobriu recentemente um malware que consegue, por meio de vulnerabilidades no Apache Struts 2, Oracle WebLogic e Adobe ColdFusion, injetar um script malicioso chamado “a7”, esse script faz a persistência usando cronjobs, um utilitário de software, que agenda e executa tarefas no sistema operacional, de forma automatizada.

O malware minerador


Depois de infectar o servidor, o malware remove os softwares responsáveis pela segurança do sistema. Oculta seu processo malicioso, mata quaisquer outros processos que se valem de regras no iptables, e que também mineram criptomoedas.

Com todo palco pronto, ele começa a minerar a moeda “Monero”, que assemelha-se as Bitcoins.

De responsabilidade do grupo de crackers “Rocke”, o software parece procurar especificamente por 5 produtos de proteção e monitoramento de segurança na nuvem.

Curiosamente, todas as soluções de segurança vulneráveis são de empresas chinesas:

  • Alibaba Threat Detection Service agent (Mecanismo de detecção baseado em AI);
  • Alibaba CloudMonitor agent (Monitor de consumo de RAM, CPU, conectividade de rede);
  • Alibaba Cloud Assistant agent (Software que gerencia instâncias, automaticamente);
  • Tencent Host Security agent (Mecanismo de detecção baseado em AI);
  • Tencent Cloud Monitor agent (Monitor e gerenciador de conectividade de rede);

Tendência entre os malwares


A equipe de pesquisadores da Palo Alto Networks, já entrou em contato com as empresas que oferecem tais soluções. Agora fica por conta da Alibaba e Tencent, resolver tais vulnerabilidades.

Vista como possível tendência entre os cibercriminosos, os pesquisadores que descobriram tal malware acreditam que esse modelo será empregado pelos crackers cada vez mais.

Como a maioria dos casos de vírus no Linux, o problema é ocasionado por alguma vulnerabilidade em outros softwares e não sua forma de gerenciar o sistema. Com atualizações de segurança, tais possibilidades são reduzidas e com correção das vulnerabilidades tais problemas logo são sanados.

E você, sabia que Linux também pega vírus? Ou acreditava que não. Não esqueça de acessar o link do post que explicamos tudo sobre “Linux não pegar vírus”.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE, aqui no blog Diolinux. 😎

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Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
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CentOS é a estabilidade que você busca para o seu servidor Linux

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

As palavras “Linux” e “servidores” geralmente são encontradas juntas. O sistema operacional “do pinguim” se destaca muito neste segmento por sua estabilidade, maleabilidade e gratuidade, e como era de se esperar, existem distros Linux que se destacam mais neste segmento, hoje vamos falar sobre o poderoso CentOS.

CentOS - Linux Server






A Red Hat é famosa por ser uma empresa bilionária que trabalha com softwares Open Source e um de seus produtos principais, o Red Hat Enterprise Linux (RHEL) é reconhecido internacionalmente pela sua qualidade e robustez, além de trazer, é claro, o suporte por parte da Red Hat, que pode ser contratado.

Mas por que eu estou falando do Red Hat se o assunto é o CentOS? Bom, acontece que o CentOS é basicamente o RHEL, sem o suporte oficial da Red Hat, ou seja, tem todo o poderio que o sistema do “chapéu vermelho” tem, mas sem os encargos, podendo ser encarado como a versão comunitária do mesmo.

Nós preparamos um vídeo muito completo sobre o assunto para que você entenda melhor sobre como o sistema funciona:


O CentOS é comumente utilizado por empresas que buscam estabilidade e um sistema que seja de confiança para os seus projetos, como a HostGator, a nossa parceira, que usa largamente o CentOS em seus servidores de hospedagem, para entregar para seus clientes toda da tranquilidade que eles precisam ao marcar a sua presença online.

O CentOS pode ser baixado gratuitamente em seu site oficial e possui 3 tipos diferentes de ISO, a versão DVD, a versão “Everything” e a versão “Minimal”, a primeira é a versão com interface, mais completa em termos de pacotes, que permite que você use a distro até no seu desktop se quiser, ainda que este não seja o exato foco da mesma, a versão “com tudo dentro” é quase auto-explicativa, e inclui os softwares disponíveis nos repositórios online diretamente na ISO, criando um mirror local para o sistema, já a versão mínima vem sem interface e é ideal para aqueles que querem criar o seu servidor do zero, acrescentando somente os pacotes desejados.

Abaixo você encontra os links de referência para a documentação do CentOS, assim você poderá baixar o sistema para experimentar, além de aprender mais sobre um dos sistemas mais utilizados em servidores.

ꔷ Site: https://www.centos.org/
ꔷ Download: https://www.centos.org/download
ꔷ Notas de lançamento da versão 7: https://wiki.centos.org/Manuals/Relea...
ꔷ Sobre o projeto CentOS: https://www.centos.org/about/
ꔷ FAQs do CentOS: https://wiki.centos.org/FAQ/CentOS7
ꔷ Como contribuir: https://wiki.centos.org/Contribute
ꔷ Documentação: https://www.centos.org/docs/
ꔷ Doc na Red Hat: https://access.redhat.com/documentati...
ꔷ Wiki do CentOS: https://wiki.centos.org/
ꔷ Diferença entre as ISOs do CentOS: https://wiki.centos.org/Download

Muita gente compara o CentOS ao Debian quando o assunto é estabilidade, talvez porque, da mesma forma que o Debian, o CentOS prime por usar pacotes estáveis, mais antigos e derivar da mesma base sólida do já mencionado RHEL.

Você tem experiência usando o CentOS? Conte pra gente através dos comentários o que você pensa sobre a distro, quais os pontos fortes e fracos na sua opinião.

Até a próxima!

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Compreendendo o Tempo de vida das versões do Ubuntu

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O Ubuntu é uma distro muito importante no cenário de servidores e desktops e seu tempo de suporte, além de influenciar na escolha pelo usuário de qual versão utilizar, também influencia diretamente nas distros que são flavors ou versões derivadas do sistema da Canonical. Você já deve ter se deparado com os gráficos disponibilizados no site da Canonical exemplificando o tempo de suporte de cada versão de seu sistema e agora, nós vamos dar uma olhada mais de perto nesses gráficos para que você compreenda melhor.






O gráfico abaixo (retirado do site da Canonical) basicamente está dividido em ano (na parte inferior) e ao lado você encontra as releases do Ubuntu onde encontram-se também as versões que ainda não saíram.

A parte em laranja escuro que você está vendo são atualizações de hardware e manutenção, mostrando que durante aquele período que está determinado, aquela versão do sistema pode receber versões novas do Kernel que vão sendo implementadas e correções que sejam necessárias como bugs por exemplo. Após um período de tempo depois do lançamento de cada versão LTS (long term support) a versão do sistema simplesmente vai ter atualizações de manutenção (laranja claro) para corrigir algumas coisas de segurança e bugs que aparecerem na distro, não ocorrendo mais muitas atualizações no próprio sistema, pois quando um sistema LTS entra no modo “manutenção” uma outra LTS já terá sido lançada e vários usuários já estarão migrando para esta nova versão. 

Por padrão, as versões LTS do Ubuntu também utilizaram softwares LTS, geralmente tudo o que for Long term Support (LTS), vai ser incluído nos repositórios do Ubuntu, mantendo-se na mesma versão enquanto não for lançaao uma nova versão LTS desse software.

Assim que o período de tempo de suporte passa, o sistema simplesmente “congela” e você não recebe mais atualizações, sendo que o único jeito de você continuar conseguindo consultar o repositório é adicionando o repositório old releases do Ubuntu, o qual até fizemos um post aqui no blog, apesar de ser apenas uma ajuda momentânea até você fazer a troca de versão.

Ainda sobre o gráfico mostrado acima, nele você encontra as Standard releases (em cinza), que são versões intermediárias que não são LTS. As versões LTS no Ubuntu, são lançadas a cada dois anos e entre cada versão LTS, você encontra três lançamentos Standard que são um tipo de versões "beta" para teste daquilo que virá na próxima LTS e só possuem 9 meses de suporte, por isso não são aconselháveis em projetos de longo prazo. Geralmente essas versões são lançadas em Outubro do mesmo ano de lançamento de uma LTS,  em Abril e outra em Outubro do ano seguinte e consecutivamente outra versão LTS. 

No vídeo abaixo, foram respondidas algumas dúvidas sobre as versões do Ubuntu. Nele você encontra explicações detalhadas e exemplos sobre as versões do sistema e seu tempo de suporte.



Até a próxima!

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Trabalhando com revenda de servidores Linux

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Meu pai sempre dizia que “o cavalo não passa selado duas vezes”, fazendo referência a não perder oportunidades, não é bem o caso do artigo de hoje, afinal, você não simplesmente perderá uma oportunidade, o que não faz ela menos interessante e proveitosa.

Em tempos onde todos buscam uma renda extra, paralela, e que ajude nas finanças, empreendedores podem deixar uma oportunidade como esta passar por falta de conhecimento, e ninguém quer isso, certo?

Revenda de Servidores Linux






Revenda de servidores é um recurso que existe há bom tempo e é muito acessível, talvez mais do que você imagine, permitindo que você comece a sua própria empresa.



Não é incomum recebermos currículos de pessoas aqui no Diolinux, muitas delas estão justamente em busca da dita “renda extra”, e de preferência, sem sair de casa. Existem muitas formas de trabalhar o empreendedorismo digital hoje em dia, a revenda de hospedagem pode acabar sendo uma solução interessante e viável para várias pessoas com algum conhecimento nesta área, por isso, vamos explorar um pouco mais este assunto.

O que é revenda de servidores?


Se fossemos comparar com carros, seria algo parecido com táxis ou o Uber. Imagine que você tem uma frota de carros, você aluga estes carros para outras pessoas dirigirem e outras pessoas alugam os carros para serem transportadas, esses seriam os passageiros.

No caso da revenda de servidores, temos uma empresa que possui uma imensa infraestrutura para atender seus clientes diretamente, mas tem tanto desempenho, espaço e estrutura “sobrando” que pode se dar ao luxo de alugar parte da sua infraestrutura para que outras pessoas revendam e tomem conta. De forma simples é isso que acontece com a revenda da HostGator por exemplo, mas é claro que existem mais detalhes por trás disso.

Geralmente os clientes da HostGator estão em busca de uma boa hospedagem, mas e se você comprasse servidores para você vender para os seus clientes? Como isso é possível?

É exatamente aí que entra o plano de revendas. Você pode comprar o acesso a um painel de controle que te dá possibilidade de gerenciar o seu próprio serviço de hospedagem, criando planos diferenciados para oferecer para os seus clientes, incluindo preços diferenciados.

Uma chance para profissionais e não profissionais


É interessante observar que se você é um SysAdmin com experiência, que está desempregado ou quer uma renda extra, ou alguém que simplesmente gosta de trabalhar com Linux, servidores e relacionados, esse tipo de ferramenta pode cair como uma luva.

Profissionais de TI

Afinal, você até pode não ter acesso físico aos servers, mas por um preço consideravelmente baixo você consegue ter acesso a uma infraestrutura sólida sem precisar se preocupar com espaço, refrigeração, hardware, ou qualquer outra coisa, podendo focar no seu negócio.

Para pessoas com menor experiência ou em busca de um primeiro emprego, ao invés de esperar que algo caia do céu, pode ser uma chance de criar o seu próprio empreendimento.

Na cabeça das mentes criativas a revenda de servidores de hospedagem pode ser ou não o seu produto principal. Um desenvolvedor pode oferecer o seu próprio serviço de hospedagem, com seu logotipo, seu DNS com nome personalizado para o seu cliente como um extra, afinal, ele iria precisar trabalhar com alguma hospedagem de qualquer forma, por que não alguma que ele mesmo controle, não é?

Para facilitar, dentro da HostGator, para o caso das pessoas sem experiência, você pode usar o criador de sites que nós mostramos em um outro vídeo do canal para aumentar ainda mais as possibilidades de levantar algum valor.

Reconhecendo o mercado e atuando


Vamos precisar fugir um pouco do meio técnico da revenda de servidores para entender a implementação do empreendedorismo relacionado a isso. Podemos “pintar” vários cenários diferentes para trabalhar neste ramo, por isso é difícil especificar algum com todas as variáveis possíveis, entretanto, vou dar um exemplo perfeitamente aplicável na cidade onde eu moro, tenho certeza que muitos leitores do blog se encontram em uma condição semelhante.

Analisando o mercado


Minha cidade é pequena, tem um fluxo de pessoas que gira em torno de 60 mil, sendo que 40 mil pessoas são consideradas pelo senso estatístico como “fixas da cidade”. É um pouco atrasada tecnologicamente de forma geral, existem sim, várias pessoas e empresas por aqui que trabalham com primor no setor, mas de forma geral, o povo é leigo do assunto. 

Para se ter uma ideia, existem empresas de informática na cidade que ainda usam Ubuntu 8.04 em seus servidores e que não conseguem fazer nada além de formatar computadores com Windows, se precisar trocar uma peça, provavelmente terá de procurar outro local. Todos buscam redução de custo, otimização e performance, mas a maior parte não sabe onde encontrar isso.

Olhando para este cenário, eu vejo um potencial imenso de exploração, se eu fosse bater de porta em porta, eu reconheceria que (chutando), no mínimo 60% das empresas tradicionais da cidade não possui sequer um site, muito menos tem preocupação com hospedagem, DNS, SEO, etc, etc.

De modo que alguém que decidir atuar na área de revenda de servidores por aqui pode ser uma boa vantagem, oferecendo serviços completos e uma estrutura de primeira, como a da HostGator, podendo colocar valores diferenciados, afinal, vale a lei da oferta e da procura, mas além disso, uma coisa que pode ser considerada um grande diferencial numa cidade com este perfil, o fornecedor do serviço está perto. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas conservadoras quando se trata de confiar em serviços de pessoas que não moram na mesma cidade, qualquer que seja o serviço.

É claro, uma revenda não se limita a sua cidade, trabalhando através de meios digitais “o céu o limite”, inclusive internacionalmente, entretanto, nesse caso você deve criar um combo para ter alguma relevância, saindo do modo local de trabalho você pode acabar concorrendo diretamente com outras empresas, incluindo a própria HostGator, de modo que o serviço que você oferecer precisa contar alguns diferenciais, como por exemplo, você cria um site básico para o cliente, você oferece suporte via WhatsApp, você trabalha com design e pode criar identidades visuais, etc. Aqui cabe a sua criatividade.

Nada é fácil, tudo é possível.

As ferramentas disponíveis


O pessoal da HostGator é um grande parceiro aqui do blog e eles nos forneceram acesso a essas ferramentas para revenda dentro do plano médio, mas pelas comparações que podem ser feitas, até mesmo os planos básicos podem servir.

O Serviço


Na modalidade de revenda, você pode hospedar vários sites diferentes no mesmo plano e eles possuem algumas diferenças entre si que vamos comentar logo mais. Apesar de eu estar falando de empreendimento aqui, esse tipo de plano pode servir também para quem precisa simplesmente hospedar muitos sites, tornando-se mais viável do que ter uma conta diferente para cada, menos boletos, menos complicação, mais eficiência.

Falando de recursos, ao se tornar um revendedor de sites na HostGator, você poderia criar um site para a sua revenda gratuitamente através da ferramenta de criação de sites automatizado da empresa, mas é claro, você também pode colocar o seu site você mesmo no ar. Outra coisa legal é você pode ter um e-mail com o seu domínio e oferecer isso aos seus clientes também. Como eu já havia mencionado antes, esses planos de revenda também permitem que você crie planos próprios, com os recursos que desejar, para vender pelo preço que desejar, dando-lhe muito controle sobre o seu projeto.

Como você terá apenas acesso remoto ao hardware dos servidores, o suporte funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana para te ajudar, tirar as suas dúvidas, ou, enfim, lhe dar suporte. :D

Ferramentas gratuitas


Uma das coisas mais legais, de longe, é o acesso ao WHM da HostGator de forma grátis, ele é o painel de controle simples e intuitivo que lhe permitirá gerenciar a sua empresa de hospedagem. Você pode, através dele, oferecer aos seus clientes acesso aos seus próprios cPanel, para que os mesmos criem e modifiquem seus sites, gerenciem seus domínios e subdomínios, contas de e-mail e mais, tudo isso sob o seu controle. Além disso, por lá você pode configurar coisas adicionais que você pode querer oferecer aos seus clientes, como domínios grátis, certificados SSL, etc. Tudo isso é escalável, ou seja, na medida que o seu negócio crescer, você pode expandir ainda mais mudando de plano e quem sabe chegar ao ponto de receber um plano especial, específico para a sua necessidade.

Além de tudo o que foi comentado até agora, o plano de revenda de hospedagem da HostGator também possui as seguintes funcionalidades, recursos e garantias:

  • Domínios, subdomínios, contas de e-mail, bancos de dados MySQL e contas FTP ilimitadas;
  • Painel de controle de fácil utilização;
  • 99,9% de uptime garantido, para o seu projeto não sair do ar;
  • Servidores de DNS privados, com base no seu domínio.

Várias coisas são grátis também no plano deles, que em outros lugares geralmente é pago, como:

  • Criador de sites;
  • WHMCS para gestão de clientes e cobranças;
  • Revenda de domínios na Reseller Club;
  • Certificado SSL, etc.

Já dentro do seu painel de controle WHM você pode:

  • Criar os seus planos com diferentes armazenamentos, tráfego mensal, entre outros;
  • Monitorar o Status do Servidor;
  • Modificar senhas, DNS, criar e excluir contas;
  • Customizar o painel de controle do seu cliente com o seu Logo;
  • Trabalhar com clusters e mais.

Através do cPanel você pode usar o instalador automático da HostGator e criar a instalação base para lojas virtuais, blogs, sites, fóruns, criar formulários e outros. Você terá acesso a  estatísticas com site através do AWStats, Webalizer, logs de acesso e também os de erro.

Quem é programador vai gostar de saber que você tem fácil acesso a um número ilimitado de bancos de dados MySQL com acesso ao phpMyAdmin, além de linguagem de programação com CGI, Fast CGI, PHP, Ruby (on Rails), Perl, Python, entre outras mais, ainda existem os módulos de programação como Curl, CPAN, lib GD e ImageMagick e para finalizar, você pode controlar tudo isso via SSH e ainda agendar tarefas via Cron (Manjar de Linux é uma boa nesse caso, eles geralmente usam CentOS como distro).

Tudo isso que foi mencionado até agora entra no suporte ao cliente da HostGator, você só terá que se preocupar em dar suporte para os seus próprios clientes. Ainda temos a parte de cuidado ambiental, a HostGator investe em energia Eólica para neutralizar as suas emissões de carbono, além de comprar créditos de energia renovável

Se você chegou até aqui…


… é porque o assunto lhe chamou a atenção, e não é para menos, realmente é uma ótima oportunidade com baixo risco, se “tudo der errado”, você simplesmente encerra a sua conta e não tem milhares de dólares em hardware parado.

Para deixar as coisas ainda melhores, através do Diolinux você terá acesso a uma oferta para revenda de servidores na HostGator ainda melhor, ao acessar os planos de revenda da empresa, na hora de fechar a sua compra, insira o cupom “DIOLINUX”, sem as aspas, e você terá 50% de desconto para experimentar e começar o seu novo empreendimento.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o suporte da HostGator, são vários atendentes, fóruns, com artigos e tutoriais em vídeo sobre cada produto para te ajudar, e você ainda tem o sistema de tickets.

Boa sorte, até a próxima! :)
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