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Linux Mint 19.3 Beta já está disponível para download

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Linux Mint é um dos sistemas operacionais mais queridos pelos brasileiros, e hoje foi liberado o beta da nova versão, 19.3 Tricia, com uma série de novidades, principalmente nas versões Cinnamon e Xfce.

versao-19.3-beta-disponivel

Relatório do sistema


Uma das novidades do Mint 19.3 é uma ferramenta chamada “Relatório do Sistema”, que estará presente na bandeja do sistema e avisará toda vez que houver uma novidade ou algum possível problema no sistema, como a falta de um pacote de linguagem, um codec, um novo driver ou até mesmo uma nova versão do sistema.

relatorio-do-sistema

Configurações de linguagem


Além da possibilidade de alterar a linguagem de região, agora também será possível alterar o formato do horário.

configuracoes-de-linguagem

Suporte para HiDPI


O suporte para HiDPI está quase completo, das aplicações disponibilizadas nativamente, apenas para o Hexchat e Qt5Settings ainda continua indisponível. O suporte para HiDPI está disponível para as 3 versões do Mint.

As bandeiras na tela de Configurações de Linguagem não estão mais borradas e por conta do XappStatusIcon, agora os ícones da bandeja também estão mais nítidos. Na versão Cinnamon, o suporte para HiDPI também foi corrigido no descanso de tema e nas prévias de temas.

Substituição de aplicativos


Nesta versão, 3 aplicativos nativos foram substituídos:

O Celluloid entra no lugar do Xplayer como reprodutor de mídias padrão. O Xplayer só pode renderizar os vídeos utilizando o processador, fazendo com que a bateria esgote rapidamente, deixando o computador cada vez mais quente. Já o Celluloid utiliza o backend do MPV, que possui uma performance superior, conseguindo reproduzir vídeos em resoluções muito mais altas com o mesmo hardware.

celluloid-media-player

O Gnote substitui o Tomboy como o aplicativo principal para criação de notas. Assim como no caso do reprodutor de mídias, a substituição foi realizada por motivos de desempenho: O Gnote é desenvolvido utilizando tecnologias mais novas, entregando um desempenho superior.

gnote-anotacoes

O GIMP não é mais o editor de imagens padrão do Linux Mint, dando lugar ao Drawing. Neste caso, o motivo não é desempenho, e sim a facilidade de utilização pelos usuários novatos. Por conta do GIMP ser um aplicativo voltado para edições profissionais, ele pode ser muito intimidador para usuários que buscam por funcionalidades mais simples, como um corte ou desenhar algumas formas geométricas. O Drawing possui uma interface bem mais simplista.

drawing

Cinnamon


O Cinnamon é a interface padrão do Linux Mint, e a nova versão 4.4 conta com algumas melhorias:

  • Cada zona do painel pode ter um tamanho de fonte e ícones diferentes;
  • O Cinnamon pode ser reiniciado sem carregar extensões de terceiros;
  • Agora é possível alterar quais ações ficarão visíveis no menu de contexto do Nemo;
  • Melhoria na animação de login;
  • Otimizações de velocidade no applet de menu, configurações de temas e de extensões;
  • Suporte para notificações silenciosas;
  • Configurações de janela simplificadas;
  • O menu e configurações de painel foram refeitos;
  • As configurações de HiDPI agora estão localizadas no módulo de display;
  • É possível organizar extensões de acordo com atualizações disponíveis;
  • O botão de atualizar a lista de redes foi removido, e agora a atualização é realizada a cada vez que o applet é executado;
  • As extensões agora podem ser recarregadas através do menu na janela de configurações;

Xfce


O Linux Mint também conta com uma opção utilizando a interface gráfica Xfce, e nesta atualização será atualizada para a versão 4.14 com diversas novidades:

  • O gerenciador de janelas agora suporta VSync, reduzindo ou removendo o screen tearing;
  • Melhor suporte para drivers Nvidia;
  • Adição de uma nova tela de configuração para perfis de cores;
  • Na tela de configuração de tela é possível salvar e restaurar configurações completas de múltiplos monitores;
  • Foi adicionada uma nova opção nas configurações de Aparência para habilitar escala de janela GTK;
  • Adição de funcionalidades no Thunar como suporte para miniaturas maiores, a possibilidade do arquivo “folder.jpg” alterar o ícone da pasta (muito utilizado em pastas de músicas) e melhorias na navegação por teclado;
  • Correções de bugs no Tumbler, serviço de criação de miniaturas;
  • Melhorias no aplicativo de captura de tela, como a possibilidade de redimensionar a área tanto horizontalmente quanto verticalmente ao mesmo tempo;

Melhorias nos XApps


A versão 1.6 do libxapp conta com uma solução chamada XAppStatusIcon, que conta com diversas melhorias, como suporte para HiDPI, temas escuros, ícones simbólicos, elimina problemas de renderização, corte e tamanhos errados, e não possui dependências obsoletas. As três versões do Linux Mint possuem suporte ao XAppStatusIcon.

O widget XAppIconChooser recebeu melhorias, e agora conta com suporte à ícones padrão e categorias customizáveis de ícones.

xappiconchooser

O gerenciador de dispositivos bluetooth Blueberry também ganhou um redesign, como mostra a imagem abaixo. Além disso, agora ele conta com uma melhor detecção de dispositivos, melhor relatório de erros e suporta mais dispositivos bluetooth.

blueberry-bluetooth

Logo


O logo do Linux Mint foi simplificado, facilitando na hora de utilizar versões simbólicas e dando mais liberdade para os artistas de utilizarem o logo para produção de artes.

linux-mint-logo

A tela inicial do sistema (também conhecida como Plymouth Splash Screen) possui um novo efeito, que foi apelidado pela equipe do Mint como “a máquina de lavar”:

plymouth-splash-screen

O menu de boot também foi repaginado, com um tema muito mais moderno, exibindo ícones dos sistemas instalados.

grub

Outras novidades


  • Agora é possível desabilitar o touchpad quando um mouse for identificado;
  • Correções no Dbus e PulseAudio;
  • Configurações de data e hora foram reescritos em Python;
  • Xed: Agora é possível abrir links com o botão direito;
  • Xreader: foram adicionados novos botões de anotação;
  • Xviewer: foi adicionado um comando para resetar o nível de zoom;
  • Configurações de LightDM: Agora é possível selecionar um tema de cursor para a tela de login;

Todos as versões do Linux Mint 19.3 são baseadas no Ubuntu 18.04 e contam com o kernel 5.0. Você pode baixar clicando no botão abaixo.


Gostaram das novidades da nova versão do Linux Mint? Deixem suas opiniões nos comentários!

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Vale a pena usar o Deepin?

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Pensou em design e Linux, o Deepin é uma das primeiras alternativas no mundo do pinguim. Mas, será que ele é apenas um rostinho bonito? Ou vale a pena utilizar o sistema?

deepin-debian-ubuntu-linux-distro-sistema-usuário-comum-doméstico-pc-computador-notebook-laptop-sistema-operacional-mac-windows

A versão 20 do Deepin se aproxima cada vez mais, inclusive algumas prévias foram apresentadas em seu canal oficial do Youtube. Recentemente um possível Deepin 20 foi vazado, com diversos vídeos no Youtube, contudo essas imagens do sistema ainda não foram anunciadas como oficiais. O que pode ser observado em inúmeros vídeos disponíveis no Youtube, é seu design voltado à dispositivos com telas sensíveis ao toque, e a mudança de nome para UOS. Então, é provável que essa versão não seja o Deepin “convencional” que conhecemos, mas sim uma variante para tais hardwares, ou quem sabe este tenha sido o caminho escolhido por seus idealizadores. A Wuhan Deepin Technology Co. Ltd não ofereceu o download da versão beta até o momento. Caso esteja curioso e baixe a ISO de alguma fonte da internet, que não seja a do próprio site do Deepin, tenha cuidado e não use em um ambiente de trabalho. Não sabemos a procedência dessa imagem, justamente por tal motivo não disponibilizamos para download. Nosso compromisso é pela segurança e integridade de nossos leitores. 

Outro ponto que podemos averiguar, é a substituição do painel lateral de configurações ou centro de controle. Todavia, o foco dessa postagem será na versão atual do sistema e toda a experiência que venho adquirindo no mesmo ao decorrer dos anos.


Atualmente na versão 15.11, a distribuição chinesa sofreu uma metamorfose em sua interface gráfica ao decorrer dos anos. Temos um vídeo review da versão 15.10, que você poderá ver logo abaixo, esteticamente falando não houve mudanças drásticas da 15.10 para a 15.11, assim sendo, é super válido assistir o vídeo caso não tenha o feito (ou queira relembrar).


“Nada é feito da noite para o dia”


Antes de dar o “”veredito””, este com muitas aspas, pois cada pessoa discerne e toma sua decisão final, devemos mencionar um pouco da caminhada do sistema ao longo destes anos. O Deepin inegavelmente é uma distribuição Linux com foco em usuários comuns e iniciantes, que apela para o visual. Por muito tempo o posto de “distribuição mais bela” foi do elementary OS, e com a repaginada da distro chinesa, logo perdeu esse lugar. Ao menos sendo bem genérico e considerando o grande volume de comentários que leio internet a fora.

A construção visual do Deepin é inspirada em diversos ambientes gráficos, e a cada versão os refinamentos na interface e a disponibilidade de novos apps compunham o Deepin. A base do sistema também mudou durante os anos, indo do Ubuntu para o Debian Unstable e agora Debian Stable. Veja o Deepin quando ainda utilizava o GNOME shell como base de sua interface customizada (Isso até a chegada da versão 12.12 com o Deepin Desktop Environment 1.0).

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Já o Deepin 2014 era totalmente diferente, continha elementos que foram mantidos até os dias de hoje.


O Deepin 2015 foi lapidado, em comparativo ao anterior, e com ele tive bons momentos em meus estudos sobre Java, web e outros elementos de programação, além de algumas jogatinas. Já testava o sistema na época do GNOME, mas digamos que a partir da sua mudança a distro tomou lugar em meu computador. Entre idas e vindas, a versão 2015 foi a padrão até o Ubuntu 16.04.


Muita coisa aconteceu no cenário Linux, como nas principais distribuições, o “chinesinho” evoluiu e passou a ser reconhecido por muitos usuários. O Diolinux entrevistou o líder de desenvolvimento do Deepin, numa época que considero o auge da popularidade da distro, tirando dúvidas e esclarecendo muita coisa. Justamente em 2017 o projeto OSistemático contribuiu para essa divulgação do sistema, sendo que grande parte das pessoas que já utilizaram Deepin ou pesquisaram sobre o sistema, já tiveram algum contato com meu canal pessoal. Contudo, nem só de maravilhas vive o projeto, e em 2018 uma polêmica envolvendo o Deepin ocorreu. Deepin espiona? Confira a resposta oficial dos desenvolvedores, e algumas observações do Diolinux sobre o tema.


Prós e contras do Deepin


Todo sistema operacional contém suas vantagens e desvantagens, se no seu caso o visual for algo em primeiro lugar o Deepin é uma das melhores opções. A quantidade de softwares em sua loja também é um bônus da distribuição. Essa variedade pode auxiliar na hora de se obter algum programa, sem sair procurando em páginas da internet. A flexibilidade de transitar entre o modo “clássico e moderno”, moldando a interface para um funcionamento semelhante ao Windows ou macOS é algo que vai agradar aos fãs de ambos os lados. Aplicativos do próprio sistema, também, dão um show à parte. Destaques para o terminal, monitor do sistema, software de captura de telas, entre outros. A instalação de drivers NVidia é algo fácil de se fazer, ao menos em uma versão não tão atualizada, bastando abrir o gerenciador de drivers.

Pontos negativos estão relacionados ao modo que o usuário observa o sistema, digo isso, pois ter pacotes em versões antigas nem sempre é um problema para muitos. Agora a ausência de uma integração com pacotes Snap e Flatpak é algo a se lamentar. Tais formatos de empacotamento vem ganhando mais espaço e não oferecer uma opção gráfica, com uma loja tão bonita e organizada, é um verdadeiro pecado. Eventuais bugs ocorrem na distro, quanto a isso reforço que pode ser diferente com cada experiência de uso, então considero como relativo e só você pode afirmar se é um incômodo ou não. Nem preciso mencionar a origem do sistema, né? Creio que muitos já sabem que o Deepin é uma distro Linux chinesa, caso tenha algum problema com isso o sistema não é para você.

Seria o Deepin seguro, por ser chinês? O vídeo a seguir é um dos meus favoritos e representa minha opinião sobre o tema.


Algumas observações


Olhar para o passado do Deepin, em minha perspectiva, é um dos passos primordiais para chegar em uma resposta satisfatória. Com todos esses anos de experiência com o sistema, aliás o mesmo encontra-se aqui em meu computador em dualboot, me fez perceber toda mudança que o sistema teve e quais públicos ainda são ou não atendidos pelo sistema.

A base de uma distribuição é muito importante e pode ditar algumas características da mesma. Seja pela disponibilidade de softwares, versionamento, facilidade de material sobre na internet, etc. O foco da distribuição também é um ponto a ser observado, entretanto, não significa que um sistema que não seja declarado a um determinado tipo de usuário não o satisfaça. A postagem do meu colega de trabalho, Jedi Fonseca, respondendo o questionamento se o Fedora é uma boa escolha para iniciantes, resume muito bem tal situação.

Para responder se é válido a utilização do Deepin, como sistema principal, deve ser observado qual tipo de usuário e seus propósitos. No passado, por ser baseado no Ubuntu, a adição de drivers mais recentes da NVidia era bem simples no Deepin. No entanto, após a mudança para base Debian tal característica se perdeu. Isso não quer dizer que usuários de NVidia não poderão usar o sistema, contudo para gamers mais hardcores talvez o sistema não seja a melhor escolha. Obviamente que algumas características devem ser analisadas, pois, se não possui uma GPU muito nova esse detalhe pode nem ser tão importante.

Donos de notebooks com placa de vídeo NVidia podem passar por maus bocados no sistema, nesse quesito não posso afirmar categoricamente por não possuir nenhum hardware deste tipo, porém, em meu canal recebi diversas reclamações informando esses problemas.

Também tenha em mente que nem sempre as versões dos pacotes estarão nas últimas possíveis, ou todo programa de terceiro (fora dos repositórios) vá funcionar. Um caso que ocorreu por bastante tempo no Deepin, foi a impossibilidade de utilizar alguns apps por conta das versões das bibliotecas serem incompatíveis. Algo que me recordo é o Citra, emulador de Nintendo 3DS, esse sendo um exemplo de aplicativos que por algum motivo possa não funcionar. Obviamente, que no presente basta utilizar a versão em Flatpak ou Snap do software. Mas isso pode ocorrer com outro programa, justamente por distribuições mais famosas, como o Ubuntu, ser o foco dos desenvolvedores.

Sem sombra de dúvidas que o design chama muito a atenção, e o DDE é o que mais gosto no Deepin. Também existem apps interessantíssimos e que uso, indiferente da distro Linux, somando ao conjunto da obra e dando pontos a seu favor.

Sinceramente sempre demonstrei minha usabilidade real com o sistema, e não é atoa que um dos vídeos mais acessados de meu canal é expondo alguns motivos que me fizeram deixar o Deepin como secundário.


Essa transparência, faz com que pessoas interpretem erroneamente minhas palavras e levem a um ou outro extremo, sendo eles: hater e em alguns casos fanboy.

Mas, vale ou não a pena usar o Deepin? 


O Deepin é um sistema bonito e que facilita em muita coisa ao oferecer softwares, como o Google Chrome diretamente na loja, com uma seleção satisfatória de programas por padrão atendendo a maioria dos usuários comuns, mas que acaba pecando em outros aspectos. Vejo muitos relatos, experimento alguns, de instabilidades e bugs aleatórios que não ocorrem em outros sistemas. Inúmeras vezes me deparei com depoimentos que insinuavam que o Deepin apenas foca no design e deixa a desejar na estabilidade (de usuários comuns e até alguns desenvolvedores de outros projetos que tentam manter o DDE em suas distros). Não posso averiguar e nem afirmar, apenas orientar as pessoas a terem suas experiências com o sistema. 

Após a mudança da base Ubuntu para Debian, confesso que fiquei bem frustrado. Seja pelas limitações ou instabilidades que passaram a fazer parte de meu cotidiano. Ao decorrer do tempo me pareceu que o Deepin estava tornando-se pior, e com mais mudanças (por exemplo, o DDE-Kwin) o sistema passou a se comportar de forma que já não era suportável para minha utilização. O cenário passou a mudar com as recentes atualizações e erros não são tão evidentes.

No overview que fiz do Deepin 15.10, você poderá perceber alguns destes bugs. Felizmente muita coisa mudou, e para melhor, que a equipe de desenvolvimento do Deepin esteja empenhada em resoluções de problemas.


Finalizando, vale muito a pena utilizar o Deepin. Seja para experimentação ou usos corriqueiros. Caso o sistema não lhe atenda, você poderá testar outro. Alguns podem ter todas as suas necessidades supridas com o sistema, outros nem tanto. Estou entre muitos que não conseguem mais ter a distro, em seu estado atual, como sistema principal. Não ter de forma facilitada as versões mais recentes do driver NVidia é um contra para mim. A falta de integração da loja com formatos Flatpak e Snap, limitam a belíssima loja do Deepin. Porém, nem todo mundo gosta ou usa os novos formatos de empacotamento. Enquanto muitos estão ansiosos com a nova versão 20 e seu visual, estou preocupado com as melhorias de baixo do capô.

Vejo que para um iniciante no Linux o Deepin pode valer a pena, entretanto, um usuário que goste de muitas opções o mesmo pode não ser o ideal. Nestes casos, talvez outra distro com o ambiente gráfico do Deepin possa ser uma alternativa.

Creio que o Deepin ainda vai desempenhar um papel importantíssimo no meio Linux com sua parceria com a Huawei, e sua versão 20 será um divisor de águas entre seus usuários.

Você usa o Deepin ou já testou o sistema? Deixe nos comentários sua experiência com essa distro.

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Chrome OS 78 chega com novidades e aprimoramento com apps Linux

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Confira as novidades da versão 78 do sistema do Google, e o aprimoramento de aplicações Linux no Chrome OS.

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Donos de Chromebooks devem estar alegres com as mais recentes mudanças no Chrome OS 78. O sistema do Google é muito famoso no meio estudantil, chegando a bater de frente com o Microsoft Surface nos EUA. Com as mudanças que estão sendo implementadas, mais usuários poderão ser atraídos. 

Temos uma review do Chrome OS demonstrando o sistema em funcionamento e avaliando se vale ou não apena comprar um Chromebook:


O suporte para as aplicações Linux no Chrome OS não é de hoje. O recurso vem sendo compatibilizado desde 2018, com a possibilidade dos pacotes DEB poderem ser instalados, unindo as facilidades da web, com apps comuns no mundo Linux sendo acessados offline. 

Veja no início desta implementação, aplicativos de Linux rodando no Chrome OS:


Fica bem interessante pensar aonde as coisas chegarão, caso todo esse trabalho continue adiante. No ano de 2019, por exemplo, parece que o foco principal, além das soluções de bugs, é essa compatibilidade com softwares Linux. Cada atualização vêm sendo minuciosamente ajustada para rodar programas do Linux. Inclusive vários modelos de 2019 passaram a vir com o suporte para aplicativos Linux. Muitos poderão se perguntar, mas qual a dificuldade se o Chrome OS também é baseado em Linux? Pois bem! Ser baseado em Linux, não quer dizer necessariamente que as tecnologias serão compatíveis entre si. Além disso, o Chrome OS não compartilha dos mesmos elementos, comumente semelhantes em outras distribuições. Um que posso citar, é o seu servidor de janelas. Nas distros é comum você utilizar ou o Xorg, ou Wayland.

Apps Linux no Chrome OS 78 e muito mais


Agora é possível salvar e restaurar backups dos arquivos e aplicativos Linux localmente, em armazenamento externo ou na nuvem via Google Drive. O suporte a GPU passa a vir ativado por padrão, oferecendo uma experiência decente e tornando tudo mais fluido ao utilizar esses apps.

As configurações foram divididas, tornando tudo ainda mais organizado, como aprimorado o suporte à impressão. A exibição das impressoras, suportadas, é automaticamente reconhecida sem prévia configuração por parte do usuário. Recursos novos no Chrome OS 78, não faltam e features, como Picture in Picture (PiP) no Youtube compõe algumas das novidades. Outras alterações que são interessantes citar são: melhorias visuais no aplicativo Arquivos tornando mais intuitivo as informações de todo o progresso, a capacidade do Chromebook “acordar” ao utilizar a conexão USB para determinados casos de uso, adição do Click-to-Call, facilitando chamadas telefônicas de usuários Android, novos atalhos de teclado e uma das principais mudanças em sua interface gráfica, sendo a criação de desktops virtuais e interações com o Overview.

Com aspectos que lembram ambientes conhecidos no Linux, GNOME Shell, DDE e Pantheon Shell. 

Desktops virtuais no Chrome OS 78:

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Overview no Chrome OS 78, e adição de desktops virtuais:

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Detalhes mais simples e pontuais foram adicionados, mas creio que sejam mais relevantes aos usuários do sistema e ficaria maçante mencionar um a um.

“Agora você pode criar até 4 desktops virtuais distintos. Os desktops virtuais são para se concentrar em um único projeto ou para alternar rapidamente entre várias janelas”, diz o Google nas notas de versão.

Se você, assim como eu, não tem um Chromebook. Não fique triste, talvez uma solução paliativa seja “fazer seu próprio Chromebook”. Uma forma interessante é através do CloudReady, conforme o vídeo logo abaixo.


Ainda não tive o prazer de pegar um equipamento desses em minhas mãos, sempre estou pesquisando sobre o sistema e confesso que sua interface é uma de minhas favoritas (em quesito beleza). Gostaria de brincar um pouco com um Chromebook, de preferência um que suporte a instalação de apps Linux.

Você possui um Chromebook? Qual sua opinião sobre o sistema do Google? Particularmente penso bem semelhante ao Linus Torvalds, quando o assunto é Chrome OS.

Quer saber a opinião do criador do Linux, sobre o sistema do Google e mais assuntos? Acesse essa postagem e saiba mais.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia.


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Anunciado o primeiro sistema operacional autônomo do mundo

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

A Oracle Corporation é uma empresa especializada no desenvolvimento de hardware e software, como também banco de dados. Muitos podem conhecer a empresa justamente por seu poderoso banco de dados relacional, pois o Oracle Database é o SGDB mais utilizado do mundo. Não esqueçamos do Java, também de responsabilidade da empresa.

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Com forte posicionamento no mercado, e boa reputação, a Oracle além de líder em muitos setores, é conhecida por sua inovação no mundo dos softwares. Após pouco mais de duas décadas do lançamento de seu primeiro banco de dados relacional comercial para Linux, a empresa aposta em um sistema autônomo e baseado em Linux.

Oracle Autonomous Linux OS é o primeiro sistema autônomo desenvolvido


Pensado como uma solução do lado do servidor, com muita flexibilidade e enorme escalabilidade. A distribuição Linux da Oracle fornecerá tranquilidade na manutenção de servidores em nuvem, pois consegue empregar de forma autônoma o processo de aplicação de patches, possui capacidade de monitoramento e controle sobre sistemas (independente de serem executados sob Linux, Windows ou as versões mais recentes do Oracle Autonomous Linux OS).

Estima-se que preciosos recursos em TI podem ser liberados, dando foco a tarefas estratégicas na área. Segundo a Oracle, com ajuda do aprendizado de máquina (machine learning) a API da infraestrutura de nuvem é capaz de executar patches automatizados, relatórios de segurança e gerenciamento de todas as configurações.

As principais características do Oracle Autonomous Linux OS, são:

  • Correção e ajuste automáticos, com geração de relatórios de diagnóstico do SO;
  • Manutenção do kernel Linux e a Key User Library, através da instalação automatizada de patches de segurança diariamente. Também concedendo proteção contra ataques de malware internos e externos, bloqueando quaisquer explorações conhecidas;
  • Eliminação do tempo de inatividade desnecessário em todos os processos.

Comentando um pouco mais sobre o sistema operacional autônomo, o vice-presidente do Grupo de Desenvolvimento de Software e Código Aberto da IDC, Al Gillen, disse: “Esse recurso transforma efetivamente o Oracle Linux em um serviço, liberando os clientes para concentrarem seus recursos de TI na aplicação e na experiência do usuário, onde eles podem oferecer uma verdadeira diferenciação competitiva.”

Os serviços do Oracle Autonomous e gerenciamento do sistema estão inclusos no suporte Oracle Premier, que é um serviço de suporte voltado ao mundo corporativo. De acordo com uma estimativa da empresa “a maioria dos clientes” podem obter uma economia de 30 a 50% no custo total, utilizando todos os benefícios de seu sistema autônomo. 

É notório o domínio do Linux no meio corporativo, uma grande parte da internet é baseada no pinguim. Olha que tem gente que ainda afirma que Linux não presta, haja paciência (😔️😔️😔️).

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fossbytes, Oracle.
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Manjaro alcança o próximo nível e se torna uma empresa

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, criada e mantida por três pessoas desde 2011. Com o tempo, o trabalho duro dessas três pessoas rendeu excelentes “frutos”, o quê chamou a atenção de toda a comunidade Linux. Como consequência disso o Manjaro passou a ter a sua própria comunidade, que até hoje é, com os três fundadores, o pilar que mantém todo o projeto vivo.

manjaro-alcança-proximo-nivel-torna-empresa

Mesmo sendo uma das distribuições Linux mais populares da atualidade, como diz o ditado: “Ninguém vive de amor”. Os três fundadores do Manjaro o criaram e vinham mantendo-o como um “hobby”, trabalhando no projeto apenas em seu tempo livre. Apesar da grande ajuda oferecida pela comunidade, o projeto passou a demandar muito mais tempo e trabalho do que eles poderiam oferecer, o que estava tornando o projeto inviável.

Foi nesse momento em que seus fundadores: Philip Müller, Bernhard Landauer e Stefano Capitani precisaram tomar uma atitude para que tudo não fosse “por água abaixo”. A ideia foi buscar uma solução para manter o projeto funcionando nos seus moldes atuais: sendo gratuito, aberto, recebendo sugestões e ajuda da comunidade. Que também permitisse aos seus três principais mantenedores trabalharem no projeto em tempo integral, não mais o levando apenas como um “hobby”. A solução então foi estabelecer uma nova companhia.

Conheçam a Manjaro GmbH & Co. KG!


O estabelecimento de uma companhia permitirá empregar os mantenedores em tempo integral, bem como a exploração de futuras oportunidades e parcerias comerciais. Tal ação está sendo feita em parceria com a Blue Systems, uma empresa Alemã de Tecnologia da Informação cuja função será prestar consultoria à Manjaro GmbH & Co. KG. A Blue Systems também é conhecida por ser uma das maiores apoiadoras do projeto KDE.

Com a recém estabelecida companhia, outra grande mudança na administração do projeto será transferir a posse de todos os fundos e doações para hosts fiscais sem fins lucrativos.

Estes hosts fiscais são a ‘Community Bridge’ e a ‘Open Collective’, que além de assegurar as doações também tornarão o seu uso transparente. Philip Müller diz que essa forma de trabalho permitirá ao Manjaro continuar buscando os mesmos objetivos de sempre - apoiar o seu desenvolvimento colaborativo e uso em grande escala - mantendo a máxima transparência possível o tempo todo. Também afirmam que os fundos jamais serão, sob quaisquer circunstâncias, utilizados pela Manjaro GmbH & Co. KG.

Quais serão os benefícios trazidos por esta mudança?


Essa nova estrutura de trabalho em forma de Companhia permitirá ao Manjaro, chegar a um nível ao qual jamais chegaria, enquanto fosse apenas um projeto de tempo livre, podendo realizar coisas, como:

Permitir que os atuais desenvolvedores possam se dedicar em tempo integral ao Manjaro e projetos relacionados. Futuramente ter até uma base de funcionários assalariados.

Interagir e trocar experiências com outros desenvolvedores em eventos relacionados à Linux.

Proteger a existência do Manjaro como um projeto guiado pela comunidade, bem como proteger a própria marca.

Prover atualizações de segurança de forma mais rápida, bem como reagir de forma mais eficiente às necessidades dos usuários.

Prover os meios para atuar como uma Companhia a um nível profissional.

Obter patrocínio em grandes eventos, e eventos locais da equipe e comunidade do Manjaro.

Os fundos de doações e patrocínios também serão utilizados para coisas, como: 

Despesas da comunidade local relacionadas ao desenvolvimento do sistema, por exemplo: equipamentos de trabalho para a equipe e comunidade do Manjaro.

Viagens (cobertura total ou parcial dos custos de viagem para atender a um evento).

Despesas com hardware e hospedagem.

Segundo Philip, o objetivo a longo prazo é que a Manjaro GmbH & Co. KG possa se tornar uma companhia auto sustentável, criando laços com outras empresas e organizações, tornando-se mais uma das grandes empresas no "Mundo Linux" e assim assegurando a viabilidade de todo o projeto e da comunidade ao seu redor.

A minha opinião sobre o assunto.


Eu realmente penso que o passo que o Manjaro está tomando agora é algo necessário para todo e qualquer projeto que queira alcançar grandes proporções. Julgo que todos nós, envolvidos no mundo Linux ou não, usuários do Manjaro ou não, ou até mesmo usuários de Windows, ou MacOS, só temos a ganhar com o fato de ter mais um “player” crescendo e indo em direção aos gigantes. À final, quanto melhor for a concorrência melhor será o produto oferecido pelos concorrentes.

E você, o quê acha?


Você que é um usuário, fã, membro da comunidade do Manjaro, ou entusiasta de tecnologia em geral, o que acha de tudo isso? Tornar-se uma empresa foi realmente algo pensado visando o bem de todos, ou é apenas uma melhor forma para ganhar dinheiro? Conte-nos a sua opinião sobre tudo isso. 😃

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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PureOS tem versão estável lançada!

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Responsável pelo Librem 5, smartphone com Linux embarcado e laptops com o pinguim, a Purism anunciou o lançamento de seu sistema operacional. o PureOS é baseado em Debian e você já pode testá-lo.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Com o lançamento próximo de seu smartphone Librem 5, que começa a ser enviado aos clientes a partir de 24 de Setembro, a empresa decidiu disponibilizar seu sistema operacional. Anteriormente apenas a versão rolling release estava disponível, enquanto a versão estável passava por diversos testes, até que a Purism tivesse a certeza que o PureOS tinha ficado maduro o suficiente. Com planos de entregar um sistema contínuo, em que você instala uma vez e vai recebendo atualizações indefinidamente e outro estável, o PureOS quer passar solidez e praticidade. Fica ao critério utilizar o PureOS estável ou rolling release. 

“Estamos fazendo o lançamento da versão estável do PureOS e criando uma nova versão rolling release. Além dessa versão estável, estamos adicionando dois pacotes complementares - amber-security e amber-updates - que trabalham juntos para criar uma versão sólida”, diz Jeremiah Foster, diretor do PureOS.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Já fizemos algumas postagens sobre o PureOS e seu conceito que se assemelha muito a convergência, proposta pela Canonical (isso na versão mobile do SO). Acesse este link e saiba mais, também abordamos sobre o “PureBoot”, para maior proteção de computadores com Linux. Caso queira mais informações, acesse essa postagem.

Por se tratar de um sistema rolling release, a Purism informou que o PureOS continuará recebendo as atualizações, mesmo com a release estável. Todavia, a versão rolling release é recomendada para entusiastas e usuários avançados que desejem as últimas versões dos programas pré-instalados no sistema. Ao que tudo indica a versão estável será o foco para usuários finais.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Além de ser baseado no Debian, o PureOS conta com o ecossistema GNOME em sua concepção.

Faça o download da versão estável por meio deste link, os mais “moderninhos” podem adquirir o contêiner do Docker, por aqui.

Lembrando que o PureOS não funciona em hardwares 32bits, para mais informações acesse seu site oficial.

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Fonte: Purism, Softpedia.
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Anunciado o HarmonyOS, o novo sistema operacional da Huawei

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Ao longo de todo esse impasse, entre EUA e Huawei, noticiamos o desenrolar dessa história. Caso não tenha conhecimento, leia a primeira postagem aqui do Diolinux sobre o relacionamento complicado entre os Estados Unidos e a Huawei.

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Alguns cogitaram a possibilidade da Huawei criar parcerias com outras empresas e embarcar Linux em seus laptops, escrevi um artigo acerca do tema, enquanto outros apostaram em um sistema que funcionasse em ambas plataformas. Informações de usuários que testaram o então denominado HongMeng OS foram detalhadas nesta postagem.

Fim do mistério?


Afinal, é HongMeng OS ou HarmonyOS? Acontece que ambos estão corretos, entretanto, HarmonyOS é o nome em inglês. A Huawei fez diversos registros de nomes e antes de seu pronunciamento oficial, ainda existia muita especulação quanto ao nome correto. HarmonyOS será adotado globalmente.

Em sua conferência para desenvolvedores deste ano, a Huawei anunciou seu novíssimo sistema operacional e revelou mais detalhes e possíveis planos para o mesmo.

O HarmonyOS é um sistema baseado em microkernel, que pode executar diversas operações de Linux, Unix e Android, tudo na mesma plataforma. Seu foco é suportar um vasto portfólio de dispositivos e cenários. Tablets, TVs, dispositivos IoT, Wearables, PCs e muito mais opções. Além das fabricantes poderem embarcar o HarmonyOS. O lançamento da solução chinesa foi acelerado, devido a toda situação desconfortável com os EUA. Segundo Yu Chengdong, CEO da Huawei Consumer BG, que o sistema da empresa foi projetado para funcionar em várias plataformas e que uma possível migração de Android para HarmonyOS seria algo relativamente simples. Isso, se por algum motivo a Google deixasse de ser parceira da empresa.

Yu revelou que inicialmente o sistema tinha data prevista de lançamento para meados de 2020, mas devido aos problemas com os EUA, a empresa empenhou-se no desenvolvimento de sua solução, investindo em 4000-5000 pessoas para tornarem o projeto viável antes da data.

O HarmonyOS é software open source, segundo a Huawei não é baseado em Linux (mas pode trabalhar com o mesmo) e tem previsão de lançamento junto a TV Honor Smart Screen, amanhã dia 10 de Agosto. Assim maiores detalhes serão revelados, lembrando que essa conferência (HDC 2019) tem como foco os desenvolvedores. Sendo de código aberto a empresa visa acelerar sua adoção e desenvolvimento.

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O que leva um novo usuário desistir do Linux?

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Huawei continua investindo em seu sistema HongMeng OS

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Após “climão” com o governo americano, a chinesa Huawei empenhou-se ainda mais no desenvolvimento de sua solução mobile, mesmo com a “temporária bandeira branca” a empresa segue no desenvolvimento do HongMeng OS. Noticiamos todo caso, neste post.

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Desenvolvido “à 7 chaves”, HongMeng OS até o momento é o nome do novo sistema empresa, podendo mudar futuramente. Ele está repleto de mistérios e pouco se sabe sobre o mesmo. A Huawei vem sendo rigorosa em seus testes e recrutando diversos chineses para tal tarefa. Ao que tudo indica, mesmo utilizando o Android da Google, a empresa tem seu plano de escape. Obviamente, que a situação com o governo americano é bem delicada e incerta. Com isso a gigante da China já se prepara para o pior, uma possível ausência do robozinho verde em seus futuros smartphones. 

Um desses testadores entrou em contato com o site Huaweicentral e relatou sua experiência de uso com o sistema. Claro, que imagens e vídeos não foram mostrados, pois, a empresa é bem rigorosa e controla todo e qualquer acesso durante os testes no HongMeng OS. Todavia, podemos ter um vislumbre com as funcionalidades relatadas por este usuário.

Possíveis features do HongMeng OS


Conforme o relato do usuário que testou o sistema, algumas de suas features e características são:

  • Interface totalmente diferente da EMUI ( utilizada atualmente no Android pela Huawei), com ícones reprojetados, toques e sons diferenciados, animações e transições mais rápidas e suaves. Novo painel de notificação e uma barra de pesquisa relativamente grande;
  • Interface do usuário com ativação por telefone, novas opções de animação e personalização por padrão;
  • Suporte ao Always on Display (AOD), que é um recurso que possibilita ver informações ao bloquear e desligar a tela. Com isso o AOD do HongMeng OS não apenas traria a opção de apresentar as horas na tela, como: lembrete de mensagens, widgets e muito mais;
  • Novo modo de lembrete de mensagens;
  • App de câmera possuindo uma interface concisa e de fácil entendimento. Este lembra ao atual app da empresa (no Huawei P30), porém, com alguns controladores e aspectos adicionais.

Curiosamente alguns recursos do sistema não poderiam ser “clicáveis”, isso pode significar duas coisas. A interface ainda está em pleno desenvolvimento, que é o “mais provável”, ou a Huawei não quer “entregar de bandeja” todas as novidades de seu sistema operacional. Continuando o seu relato, o testador observou que as alterações feitas nas funcionalidades do SO, transpareciam uma sensação de novidade, com alguns pequenos detalhes que causavam este efeito. Ao ser questionado pela Huaweicentral sobre qual aparelho o teste estava sendo realizado, o usuário negou-se a dar tal informação.

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Existem rumores que a Huawei planeja lançar seu sistema operacional com o seu carro-chefe, o Huawei Mate 30. Mas, nada confirmado pela empresa. Podemos observar que essas novidades não são pensadas para a EMUI, algo que também era especulado. Não sabemos se o HongMeng OS será unicamente focado no mobile ou se a Huawei planeja embarcar seu sistema operacional em laptops. Chegamos a especular sobre este tema nesta postagem, caso queira ver uma possibilidade, além do uso do HongMeng OS, em laptops da marca. E se fosse Linux?

Agora é esperar e ver em que toda essa história resultará, então, participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Huaweicentral.
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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

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Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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