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O que leva um novo usuário desistir do Linux?

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Huawei continua investindo em seu sistema HongMeng OS

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Após “climão” com o governo americano, a chinesa Huawei empenhou-se ainda mais no desenvolvimento de sua solução mobile, mesmo com a “temporária bandeira branca” a empresa segue no desenvolvimento do HongMeng OS. Noticiamos todo caso, neste post.

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Desenvolvido “à 7 chaves”, HongMeng OS até o momento é o nome do novo sistema empresa, podendo mudar futuramente. Ele está repleto de mistérios e pouco se sabe sobre o mesmo. A Huawei vem sendo rigorosa em seus testes e recrutando diversos chineses para tal tarefa. Ao que tudo indica, mesmo utilizando o Android da Google, a empresa tem seu plano de escape. Obviamente, que a situação com o governo americano é bem delicada e incerta. Com isso a gigante da China já se prepara para o pior, uma possível ausência do robozinho verde em seus futuros smartphones. 

Um desses testadores entrou em contato com o site Huaweicentral e relatou sua experiência de uso com o sistema. Claro, que imagens e vídeos não foram mostrados, pois, a empresa é bem rigorosa e controla todo e qualquer acesso durante os testes no HongMeng OS. Todavia, podemos ter um vislumbre com as funcionalidades relatadas por este usuário.

Possíveis features do HongMeng OS


Conforme o relato do usuário que testou o sistema, algumas de suas features e características são:

  • Interface totalmente diferente da EMUI ( utilizada atualmente no Android pela Huawei), com ícones reprojetados, toques e sons diferenciados, animações e transições mais rápidas e suaves. Novo painel de notificação e uma barra de pesquisa relativamente grande;
  • Interface do usuário com ativação por telefone, novas opções de animação e personalização por padrão;
  • Suporte ao Always on Display (AOD), que é um recurso que possibilita ver informações ao bloquear e desligar a tela. Com isso o AOD do HongMeng OS não apenas traria a opção de apresentar as horas na tela, como: lembrete de mensagens, widgets e muito mais;
  • Novo modo de lembrete de mensagens;
  • App de câmera possuindo uma interface concisa e de fácil entendimento. Este lembra ao atual app da empresa (no Huawei P30), porém, com alguns controladores e aspectos adicionais.

Curiosamente alguns recursos do sistema não poderiam ser “clicáveis”, isso pode significar duas coisas. A interface ainda está em pleno desenvolvimento, que é o “mais provável”, ou a Huawei não quer “entregar de bandeja” todas as novidades de seu sistema operacional. Continuando o seu relato, o testador observou que as alterações feitas nas funcionalidades do SO, transpareciam uma sensação de novidade, com alguns pequenos detalhes que causavam este efeito. Ao ser questionado pela Huaweicentral sobre qual aparelho o teste estava sendo realizado, o usuário negou-se a dar tal informação.

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Existem rumores que a Huawei planeja lançar seu sistema operacional com o seu carro-chefe, o Huawei Mate 30. Mas, nada confirmado pela empresa. Podemos observar que essas novidades não são pensadas para a EMUI, algo que também era especulado. Não sabemos se o HongMeng OS será unicamente focado no mobile ou se a Huawei planeja embarcar seu sistema operacional em laptops. Chegamos a especular sobre este tema nesta postagem, caso queira ver uma possibilidade, além do uso do HongMeng OS, em laptops da marca. E se fosse Linux?

Agora é esperar e ver em que toda essa história resultará, então, participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Huaweicentral.
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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

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Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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32 ou 64 bits: Qual usar no meu PC?

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sábado, 21 de julho de 2018

Há um tempo fizemos um vídeo falando sobre a utilização de sistemas de 64 e 32 bits, tanto no Linux, quanto no Windows. No post de hoje vamos retomar um pouco dessa ideia e discutir quando cada um deles pode ser utilizado.







Sistemas operacionais podem ser projetados para serem utilizados em cima de processadores de 32 ou de 64 bits, sendo que um sistema de 64 bits, não consegue rodar em um processador de 32 bits, porém um sistema operacional de 32 bits, consegue rodar em um processador de 64. Isso quer dizer que você pode utilizar um sistema operacional de 32 bits, tanto em processadores de 32 quanto de 64 bits. 

No entanto, caso utilize Windows, um sistema de 32bits não conseguirá reconhecer mais do que 4gb de memória RAM (Exceto em versões especiais para servidores), isso quer dizer que você pode estar desperdiçando memória caso tenha mais memória do que isso. Já para isso no Linux, temos um recurso acessível a praticamente todas as distros chamado "Kernel PAE", sendo que "PAE" é uma sigla para “physical address extension”. O kernel PAE possibilita que sejam reconhecidos mais de 4 gigas de memoria RAM, mas ainda assim fica a dúvida: quando devemos utilizar um sistema de 32 bits e quando devemos usar um de 64 bits?

Bom, a resposta prática é: Quando seu processador FOR de 32 bits.

E para isso, talvez tenha que voltar muito no tempo para encontrar facilmente um processador que não seja 64 bits. Caso tenha um processador de 64 bits, opte por rodar um sistema de 64 bits, pois caso rode um sistema de 32 em um de 64 bits, além de desperdiçar um pouco do desempenho do seu processador, você pode estar jogando um pouco de memória RAM fora.

Existem pessoas que preferem colocar sistema de 32 bits em máquinas com pouca memória como netbooks por exemplo, pois os sistemas de 64 bits acabam usando um pouco mais de memória RAM que os de 32 bits, apesar de ainda não ser a melhor coisa a ser feita pois você acaba deixando de aproveitar melhor o processamento do CPU e o impacto na memória RAM, acaba nem sendo assim, tão grande.

Caso você não tenha entendido o que os processadores tem a ver com a escolha de um sistema 32 ou 64 bits, assista o vídeo abaixo, assim você pode entender melhor a relação entre eles. Esse conteúdo foi feito para leigos no assunto, então caso tenha um maior conhecimento e deseja estudar ainda mais, confira esse post com informações mais completas sobre o assunto.


Espero que esse post tenha ajudado você :)
Até mais!
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Conta do Gentoo no Github é hackeada

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sábado, 30 de junho de 2018

O Gentoo Linux é conhecido por ser considerado o Linux "faça você mesmo", onde você coloca a mão na massa e vai montando o seu sistema operacional do seu jeito e do zero. Sendo considerado por muitos umas das distros mais rápidas do mercado.


Conta do Gentoo no Github é hackeada





A Organização Linux Gentoo lançou uma nota oficial em seu site nessa sexta-feira (29), comentando a invasão da sua conta no Github, que teria ocorrido na quinta-feira (28) as 20:20 (horário local), a mesma teria comprometido os códigos-fontes ali hospedados e substituídos por malwares.

Ela informou que um grupo de hackers, ainda não identificados, invadiu a conta do Gentoo no Github e trocou os códigos originais que são arvores do portage e musl-dev por versões maliciosas do ebuilds, com o intuito de remover os arquivos.

O ebuild é um script com base bash,onde é possível fazer a instalação automatizada (e até a compilação) de softwares no Gentoo Linux.

Os desenvolvedores tranquilizaram os usuários, avisando que os códigos-fontes e ISO's do sistema hospedados no seu site (gentoo.org) não foram comprometidos, mas somente o Github foi.

O desenvolvedor Francisco Blas Izquierdo Rieda, pronunciou-se da seguinte forma:


"Ainda estamos trabalhando para determinar a extensão exata e recuperar o controle da organização e de seus repositórios. Todo o código do Gentoo hospedado no Github deve, por enquanto, ser considerado comprometido."

E complementou:

" Além disso, os repositórios do gentoo-mirror, incluindo metadados, são hospedados em uma organização separada do Github e provavelmente não estão afetados também. Todos os commits do Gentoo são assinados, e você deve verificar a integridade das assinaturas ao usar o git."  disse o desenvolvedor.

A Organização Gentoo Linux informou através do seu site, que já retomou o controle sobre a sua conta do Github com a ajuda do suporte da empresa, mas que não aconselha a utilização da mesma até que se apure todo o ocorrido.

O canal parceiro nosso, O Cara do TI, fez um vídeo sobre o tema, confiram:

       

Agora é esperar pra ver os próximos "capítulos".

Espero que tenha gostado, aguardo você até uma próxima oportunidade, forte abraço.
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