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Mark Shuttleworth: "...A comunidade ficou com raiva de ambos Unity"

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O então CEO da Canonical e criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, através de uma entrevista para o canal “TFiR: Open Source & Emerging Technologies” expôs sua opinião sobre diversos assuntos relacionados ao Ubuntu e consequentemente ao mundo Linux. Então saiba o que pensa Shuttleworth…

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Mark é conhecido por ter opiniões “fortes” e plenas convicções em sua forma de pensar, algo que aprecio, porém pensar “fora da caixinha” ou ser enfático em algo pode gerar situações não tão agradáveis, ainda mais quando lidamos com seres humanos. Logo abaixo você verá as partes que mais me chamaram atenção, da breve entrevista.

Porque o desktop Linux/Ubuntu falhou?


Esse é basicamente um dos questionamentos feitos à Mark e o mesmo fala sobre a dificuldade de enfrentar um público tão exigente, composto em sua maioria por desenvolvedores de software. Mas porque é difícil agradar aos usuários Linux? Parece que isso está relacionado a maleabilidade e poder que o Linux acaba dando aos usuários que é “um público que gosta de mudar as coisas, têm suas próprias opiniões e não quer o mesmo que os outros”, diz ele. Ainda sobre o mesmo assunto, Mark afirma que não adianta argumentar e dizer que por exemplo: “esta é a melhor mesa”, pois a resposta será algo como: “não é a melhor para mim”. Realmente devido a pluralidade de escolhas nós usuários de Linux, acabamos customizando/adaptando o sistema ao nosso uso, entretanto mesmo que sejamos criteriosos não vejo isso como um real impedimento. Afinal, todo usuário consciente tem dentro de si um bom senso do que é bom para um todo. Ao menos eu sou assim e você também pensa assim? (❔❓❔) 

Sobre o Unity, Shuttleworth diz ter aprendido a lição: “Eu achava que estávamos fazendo um trabalho realmente bom, um ótimo trabalho, mas as pessoas não gostavam de ser pressionadas, então agora eu penso em dar suporte ao GNOME, KDE, MATE; e dar aos desenvolvedores a liberdade de escolher o que quiserem”.

Outra descoberta é saber que Shuttleworth gosta bastante do Chrome OS, e acredita que o “não sucesso do Linux nos desktops” foi devido “...não inventamos nada no desktop Linux que foi muito avançado em seu tempo” ao contrário da Google com sua distro Linux. “Eu amo o que os caras do Chrome OS fazem , porque é essencialmente uma visão futurista do desktop como uma extensão da web, e é por isso que eles merecem seu sucesso, porque estavam dispostos a criar algo que não existia em um mundo onde para maioria das pessoas a área de trabalho é algo que se parece com o Windows”. E “Na comunidade de software livre, só nos permitimos falar sobre coisas que se parecem com algo que já existe e estamos nos definindo como uma série de bifurcações e fragmentações ", diz ele. 

O “engraçado” deste último comentário de Mark, é que isso se parece muito com o atual posicionamento da Canonical, dá para perceber que ele ainda sente “um aperto no peito” por ter “abandonado” a ideia de convergência no Ubuntu. Isso evidencia-se num trecho da entrevista, logo após falar que a comunidade não se permite coisas novas: "Foi algo que achei muito difícil com o Unity, porque pensei que articulamos uma visão de convergência ... e creio que acontecerá; E que o iOS e o Mac vão convergir. Estávamos dez anos à frente, mas a comunidade não nos deixou fazer isso, o que é loucura".


Mas o que acho interessante é que a comunidade ficou com raiva de ambos Unity. E não entendo esse comportamento”.

Talvez eu (HenriqueAD) estivesse em uma bolha, porém mesmo ouvindo reclamações sobre o Unity, num aspecto geral sempre o vi como “a cara do Ubuntu”. Sei que fora do mundo Linux, o Unity era algo que chamava a atenção, ele foi justamente um dos motivos de me aproximar do Ubuntu. Outro aspecto é que de fato a comunidade criticava fortemente o projeto do Unity 8, todavia a Canonical “deu alguns motivos”, justamente por adiar várias vezes o seu lançamento, criando uma desconfiança sobre o quão maduro e bom seria a interface. Não esqueçamos que o Unity 8 nos foi “vendido” como algo revolucionário, a tão “endeusada” convergência. 

Entendo que deve ser difícil trabalhar em algo e pessoas criticarem o tempo todo, só que damos tanto peso as críticas que abafamos os elogios. E no meu ponto de vista esse foi o erro de Mark, claro que seus esforços no desenvolvimento do Unity 8 e Ubuntu Phone estavam criando um rombo nos cofres da empresa. Me parece que ele esperava maior engajamento da comunidade e no desenvolvimento, que abraçassem a ideia, talvez isso teria evitado “o rio de dinheiro desperdiçado no projeto”. Alegar que “a comunidade não nos deixou fazer isso” é algo muito forte. Nem sempre ideias boas são abraçadas pelas massas, mas afirmar que a “culpa” foi da comunidade, me soa muito estranho.

Linux e sua fragmentação


Ao ser questionado sobre a fragmentação no desktop Linux, de projetos que são “teoricamente” redundantes, que apenas um seria necessário (Snap, Flatpak e AppImage são exemplos citados), Shuttleworth respondeu: “Creio que uma das grandes coisas no Linux e software livre é que ela atrai pessoas que querem ser diferentes , que querem mudar as coisas. Isso é genial, é um grupo incrivelmente engenhoso, mas torna um pouco difícil conseguir o que você está pedindo, para criar algo que funcione para todos”.

Outra pergunta feita a Mark, foi sobre a imensidão de distribuições Linux, e se apenas uma não seria melhor. O criador do Ubuntu logo respondeu que isso só seria possível se o Linux tivesse sido de código fechado, e não seria de fato Linux. 

Muitas pessoas “não param para refletir” o quanto é caro desenvolver o Linux, que ele só foi possível como é hoje, graças aos milhões de dólares de diversas empresas envolvidas, desenvolvedores e a comunidade. Sem isso até poderia existir algo semelhante, mas não tão gigantesco e dominando diversos setores e mercados como o pinguim. Seu “aparente fracasso” apenas foi no desktop, e como tudo, tendemos a olhar apenas o “lado mais fraco” de determinada coisa ou situação.

Logo abaixo está a entrevista em inglês, com Mark Shuttleworth.


E você o que achou sobre a entrevista? Continue esse assunto em nosso fórum

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux App Store, encontre AppImages, Snaps e Flatpaks num só lugar!

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

AppImage, Snap ou Flatpak? Eis uma dúvida de muitos usuários Linux, sejam novatos ou não. E caso queira saber um pouco mais sobre cada um e suas diferenças, temos um artigo super especial comparando os 3 formatos. No entanto caso já tenha “passado dessa fase”, e já utiliza aplicativos nesses formatos, o post é especialmente para você.

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Em meu cotidiano faço uso de diversos softwares, sejam para produção do meu canal OSistemático ou até mesmo para escrever os artigos aqui no blog Diolinux (afinal é necessário criar as capas e tudo mais). E aplicações nos formatos AppImage, Snap e Flatpak são recorrentes em minha rotina, e creio que na de muitos usuários também. Entretanto para descobrirmos novos AppImages teremos que acessar o AppImageHub (ou site da aplicação), e pesquisar pelo mesmo. Já para encontrar os Snaps, podemos ir até a Snap Store e os Flatpaks no Flathub. Obviamente que algumas distribuições permitem adição de repositórios destes formatos em suas lojas, tornando o processo mais cômodo. Porém, e nos outros casos? E se existisse um lugar que agregasse a pesquisa dos programas em AppImage, Snap e Flatpak? Eis que lhes apresento à “Linux App Store”.

Encontre 3 formatos de pacotes em um só lugar!


A ideia é simples, aguardada por muitos, e desconhecida pela maioria. O site “linuxappstore.io” tem como proposta principal agregar e centralizar a pesquisa dos pacotes universais para Linux. Denominado de “Linux App Store”, o projeto é recente está ainda na versão 1.0.0, mas muito promissor. Software livre, o código da Linux App Store, está disponível no Github e é desenvolvido sobre as tecnologias JavaScript, Python e C#. 

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“Mal conheço, mas já considero pacas!”


Além de agregar os 3 formatos universais, em um futuro próximo, possivelmente a intenção é oferecer pacotes RPM e DEB, no entanto esse não é o foco principal do projeto. Sua construção é pautada em tecnologias web, para melhor integração indiferente da interface gráfica ou sistema e tem como pretensão centralizar as pesquisas e instalações dos formatos AppImage, Snap e Flatpak. Atuando de forma intermediária ao acesso de tais pacotes, em uma única interface.

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No momento a Linux App Store, não traz recursos essenciais como categorias e modos de filtragem mais elaborados. Todavia já foram reportadas em seu Github, o desejo por essas funções. Sejamos pacientes, com o tempo novas características serão incorporadas ao projeto tornando-o mais eficiente.

Outro aspecto da Linux App Store, é fazer uso de outros sites (AppImageHub, Flatpak e SnapCraft), mesmo que seja possível pesquisar pelos 3 formatos ao mesmo tempo, filtrar escolhendo um ou outro, ainda ao selecionar o programa você será redirecionado ao site referente ao tipo de pacote, algo que não chega a incomodar, entretanto poderia ser feito na própria loja.

Tenha em mente que o projeto não é algo oficial e relacionado aos pacotes, AppImage, Flatpak e Snap, sendo algo comunitário e sem o suporte dos encabeçadores destes formatos.

Se gosta de estar por dentro sobre AppImage, Snap e Flatpak, recomendo o grupo “Flatpak, Snap e AppImage” no Telegram, ele tem como foco esse tipo de assunto. Estou sempre por lá também. 

E você gostou da Linux App Store? Eu curti bastante, e estava contando as horas até alguém por essa ideia em prática.

Continue em nosso fórum Diolinux Plus esse assunto. Até o próximo post, te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Microsoft lança de forma oficial o Snap do Visual Studio Code

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Mais um programa da Microsoft chegou de forma oficial para Linux, através do empacotamento via Snap. No dia 4 de Abril de 2019,  Microsoft e Canonical juntaram esforços para trazer o snap do VS Code oficialmente para o mundo Linux.

 Microsoft lança de forma oficial o Snap do Visual Studio Code






Você deve está se perguntando, “Ué, mas já não existia o programa via Snap lá na lojinha de aplicativos?”. Então “pequeno gafanhoto”, sim… já existia um pacote snap do VS Code, mas ele era mantido de forma independente por um dev da comunidade, mas infelizmente ele não tinha os updates e melhorias vindas oficialmente da Microsoft. Agora não haverá mais esse “perrengue”. 😁



A novidade ganhou destaque no Twitter oficial do aplicativo (e tweet fixo), com o anúncio do novo formato, como você pode ver no print abaixo.

Agora o formato via snap se junta com os outros formatos oficiais que distribuem o VS Code, que são o .deb; .rpm e .tar.gz (tanto 32, quanto 64 bits). O formato via snap só tem versão de 64 bits. Para baixar nos outros formatos, basta acessar este link e procurar pela empacotamento suportado pela sua distro.

Se você preferir instalar via Snap, primeiro vai precisar ter o snap habilitado na sua distro se já não estiver. Se precisar, temos estes dois tutoriais de como fazer isso.

Feita esta preparação do sistema, vamos instalar o snap do VS Code. O procedimento é bem simples e sem complicações.

Se você estiver no Ubuntu, pode instalar diretamente da Loja de Aplicativos, basta procurar por  visual studio code ou vs code e fazer o procedimento de instalação.

Se você não estiver, basta abrir o terminal e digitar ou colar o seguinte comando e esperar o procedimento de instalação terminar:

sudo snap install code --classic

Feito isto, basta procurar por Visual Studio Code no “Menu” da sua distro e começar a usar o programa.
Conte aí nos comentários se você já usa o VS Code e se gostou da novidade ou se esta é a primeira vez usando o editor da Microsoft.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Amado por muitos e odiado por vários usuários, os novos formatos de empacotamento estão ganhando a cada dia mais espaço, com uma “briga” bem acirrada, tendo como principais “combatentes” o Snap e o Flatpak. Em quanto muitos alegam que um formato padrão seria uma necessidade do Linux, ao ver que existem diversas formas de se instalar um mesmo software, outros alegam que a pluralidade e flexibilidade na escolha é um ponto a favor. No entanto estas distribuições estão optando por trazer esses formatos em destaque, claro que isso não significa o não suporte aos demais tipos, apenas uma afinidade com certo projeto. E o elementary OS optou pelo Flatpak, mas qual o motivo desta escolha?

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Em seu blog oficial o elementary OS, através do desenvolvedor Cassidy James Blaede, manifestou o seu apoio ao Flatpak, informando que o projeto está preparando-se para o futuro, e sua loja de aplicativos a AppCenter terá suporte ao formato.

Não sabe o que são e como funcionam os diversos formatos de pacotes no Linux? Acesse essa matéria super especial e aprenda sobre essas tecnologias.

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Ao que parece, a distro se tornará num futuro em algo semelhante ao Endless OS (ao menos em sua loja, com apps curados, claro), utilizando o formato Flatpak para o gerenciamento de seus aplicativos, o elementary OS pautou que o formato clássico em DEB tem sido eficiente ao decorrer dos anos, porém com a evolução da tecnologia, características na qual eles julgam importantes como: downloads paralelos, atualizações delta, sandbox entre outros recursos, não são foco no desenvolvimento do formato de pacotes Debian (a mudança é valida para os apps curados, os demais continuarão em DEB). 

Por que não Snap ou AppImage?


Se o elementary OS é baseado no Ubuntu, porque não utilizar o Snap? E o AppImage? O elementary OS deixou claro o porquê desta escolha, e não é por motivos de um ser inferior ao outro, apenas algumas conveniências.


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O Snap é acompanhado por alguns anos pelo elementary, e seus desenvolvedores fazem parte do Technical Oversight Board, um conselho técnico de supervisão do formato Snap, que visa criar especificações técnicas e diferentes implementações, conforme a influência de sua comunidade e seus participantes (a exemplo projetos como: AppStream, Arch, Debian, KDE, Ubuntu e Fedora, fazem parte de tal grupo).

Porém o Flatpak enquadra-se melhor na visão do projeto elementary, por estar mais alinhado com o AppStream e o GTK. Por ser desenvolvido sobre tecnologias do projeto Gnome, o elementary tem um maior benefício com o formato, pois suas novas implementações e recursos estão sincronizadas com o Flatpak, que é desenvolvido com o GTK em mente desde seu início.

Esse foco do GTK no Flatpak é sem dúvidas um fator importante para escolha do formato, no entanto outro motivo importante é a descentralização de seus repositórios, ao contrário do Snap, o Flatpak pode ter repositórios individuais, isso proporciona maior controle sobre os pacote pelos desenvolvedores do elementary OS.

Assim o elementary OS garante proporcionar uma infraestrutura que seja construída e mantida com a privacidade do usuário em mente, pois não seria obrigatório utilizar repositórios de terceiros, mantendo um próprio, como alegam estar fazendo com seu repositório Debian atualmente.

Outro aspecto levado em consideração, foi o consenso de seus desenvolvedores, que alegaram ter maior facilidade ao trabalhar com o Flatpak, onde eles tiveram mais experiência.

E o AppImage? Por não trazer por default elementos como sandbox (é possível utilizando o Firejail ), atualização via repositório, rollbacks, entre outros aspectos, fizeram com que o AppImage ao menos tenha sido realmente considerado na implementação da AppCenter. 

Todos os fatores combinados tornam o Flatpak como sua escolha, todavia eles salientam que esta escolha é para sua central de softwares, a AppCenter, e que os usuários são livres para escolherem os formatos que queiram utilizar, embora recomendem o uso de formatos que contenham vantagens e tecnologias como o sandbox.

O que mudará no elementary OS?


Com a adoção do Flatpak, o elementary OS desenvolverá um SDK próprio, e prometeu que por conta disso as aplicações terão tamanhos semelhantes as atuais. Um aspecto a ser observado, é a adesão do Flatpak e não o Flathub, isso significa apenas as aplicações oferecidas na AppCenter que passam pela curadoria do elementary. Outros Flatpaks de repositórios como o Flathub, que não estão sob sua vigilância, não farão parte dos repositórios contidos no AppCenter. 

loja-appcenter-elementary-os-flatpak
 
Outros recursos como atualização automática dos Flatpaks, que existe nas últimas versões da Gnome Software, não estarão presentes em primeiro momento na AppCenter, não obstante com o tempo, novas funcionalidades, como essa, poderão compor a loja do elementary OS.

No atual momento a AppCenter não suporta o Flatpak, e será necessário todo um desenvolvimento para o funcionamento tanto de Flatpaks como DEBs.

A mudança será gradativa, de modo que não tenha impacto com os usuários do sistema, e nem é garantida em sua versão atual, 5.0 Juno. Para os desenvolvedores que tenham interesse de disponibilizar seus aplicativos na AppCenter, o projeto conta com uma curadoria e passo-a-passo para tal, basta acessar o link de seu Github, e informar-se sobre a publicação de apps na loja do elementary (Mais de 100 aplicações curadas estão na AppCenter).

Flatpak, Snap e AppImage


Parece que os projetos comunitários estão adotando o Flatpak, enquanto empresas indo para o Snap, não que isso seja uma regra. O Mint por exemplo, mesmo baseando-se no Ubuntu escolheu o Flatpak, e agora o elementary faz uma escolha semelhante. Essa maior liberdade sem necessariamente passar por sistema de terceiros, está sendo um ponto a favor do Flatpak.

Já o AppImage, mesmo sendo uma ótima tecnologia não tem recursos, como atualização via repositório, rollbacks etc. Não que isso seja um defeito do formato, apenas o mesmo tem uma proposta diferenciada, sendo largamente utilizado em projetos de softwares, por exemplo o Kdenlive.

E você o que achou desta decisão do elementary OS, em distribuir seus apps curados em Flatpak? Gostaríamos de saber sua opinião em nosso fórum Diolinux Plus, interaja e compartilhe nossa comunidade.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Emulador de Nintendo GBA no Linux

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quinta-feira, 28 de março de 2019

Por muitos anos usar Linux era sinônimo de programação ou algo do gênero, entretanto com a popularização da plataforma, outros tipos de usuários começaram a utilizar o sistema para diferentes tarefas, seja para trabalho, desenho, edição de vídeo, etc. Era natural que os gamers viessem, isso é uma realidade graças a iniciativas como Steam, Proton, Wine, DXVK entre outros. Porém existem gamers que apreciam os “clássicos”, aqueles jogos que movimentaram uma geração, os famosos retro-gamers, para quem curte uma boa jogatina, seja ela em 8-bits, 16-bits, 32-bits, não importa o nível dos gráficos e a quantidade de fps, o que importa é se o game é bom.

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Em 2001 o console de bolso, Nintendo Game Boy Advance, sucessor do Nintendo Game Boy Color, foi lançado. Quem viveu aquela época sabe o quão cobiçado era esse portátil, nesse período possuía um GBC, anos depois viria a jogar no GBA e ver o quão elaborado eram seus novos jogos.

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Revivendo as jogatinas de sua infância


O mGBA é famoso entre os retro-gamers, multiplataforma, esse emulador open source vem a cada dia recebendo novas funcionalidades e crescendo sua base de usuários.

E quais suas vantagens comparado aos demais emuladores de GBA disponíveis? Em constante desenvolvimento o projeto visa ser mais rápido e preciso ao emular títulos do console da Nintendo, além de características e funcionalidades que você pode conferir logo abaixo:

  • Suporte de hardware altamente preciso do Game Boy Advance;
  • Suporte a hardware Game Boy/Game Boy Color;
  • Emulação rápida. Conhecido em rodar em hardwares modestos, como netbooks;
  • Suporte a cabo link local (no mesmo computador);
  • Suporte para dispositivos oficiais Nintendo, como por exemplo Game Boy Camera e Game Boy Printer;
  • BIOS integrada e suporte para arquivos de BIOS externas;
  • Relógio em tempo real, direto do host;
  • Modo turbo pressionando a tecla “Tab”;
  • Frameskip, configurável até 10;
  • Captura de tela;
  • Gravação de vídeo e GIF;
  • 9 slots de save state, que também são visíveis como capturas de telas;
  • Mapeamento de controles;
  • Suporte ao carregamento de ROMS compactadas em ZIP e 7z;
  • Importação e exportação de instâncias GameShark e Action Replay;
  • Core disponível para RetroArch/Libreto e OpenEmu;
  • Entre outras funcionalidades (são várias mesmo).

Sem sombra de dúvidas um dos diferenciais do mGBA, além de sua qualidade de emulação e suporte para GB, GBC e GBA, é seu desenvolvimento acelerado e planos de novos recursos. Algumas destas novas features, que virão num breve futuro são:

  • Suporte de cabo link multiplayer em rede;
  • Suporte para cabo link de barramento Dolphin/JOY;
  • Mixagem de áudio no formato M4A, para maior qualidade sonora;
  • Suporte a scripts Lua, aumentando mais ainda a flexibilidade e proporcionando novos recursos ao emulador;
  • Implementação de um e-Reader;
  • Compatibilidade com adaptador sem fio;
  • Pacote de depuração mais abrangente que o atual.

Baixando o emulador mGBA


O mGBA está presente na maioria dos repositórios das distribuições Linux, no entanto sua versão nem sempre será a mais recente. Outra possibilidade é efetuar a instalação do pacote contido em seu site oficial, nele você poderá perceber que as LTS do Ubuntu em vigência são suportadas, como o Ubuntu 16.04 e 18.04, também existe um pacote para o Ubuntu 18.10 e provavelmente quando novas versões do Ubuntu forem lançadas, esses pacotes DEB também serão atualizados.

Acesse este link e seja redirecionado ao site oficial do mGBA e efetue o download da versão mais recente, atente-se ao pacote referente seu sistema operacional.

Nesta última versão do emulador, sua equipe de desenvolvimento cometeu uma pequena gafe, pois ao empacotar o mGBA para o Ubuntu 18.04, substituíram uma biblioteca do Ubuntu 18.04 por outra do Ubuntu 18.10 (libmagickwand-6.q16-6), ocasionando em um erro de dependência. Tal incômodo foi solucionado por mim, que “reempacotei” com a biblioteca correta (libmagickwand-6.q16-3).

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Caso esteja utilizando o Ubuntu 18.04 ou baseados como o Linux Mint 19, baixe os pacotes com a pequena modificação que efetuei, mas antes verifique se você teve o mesmo problema com a oferecida no site oficial.

 Baixe o mGBA para Ubuntu 18.04

São 3 pacotes (“libmgba.deb”, “mgba-qt.deb” e “mgba-sdl.deb”), instale normalmente clicando duas vezes sobre cada arquivo.

Após a instalação dos 3 arquivos, o mGBA aparecerá em seu menu de aplicativos. Vale ressaltar que esse foi outro problema que encontrei nesta versão do pacote DEB oficial (mGBA 0.7.1), dentro do pacote não existia um lançador do mGBA, assim sua execução só era possível via terminal com o seguinte comando:

mgba-qt

No pacote que disponibilizei, esse erro não existe mais. Se o problema persistir na versão que você efetuou o download (caso não utilize Ubuntu 18.04), existe a possibilidade de criar um lançador para o mGBA, com o editor de menu Alacarte, o nome do seu executável é “mgba-qt”, como no comando acima.

mGBA em Snap (pacote unofficial)


Como citado anteriormente, existem outras maneiras de instalar o mGBA, o Flatpak é uma alternativa, e por muito tempo utilizei ele neste formato, todavia o mesmo parece “estar abandonado” e não recebe atualizações há um bom tempo, então não vejo como uma boa alternativa neste caso.

Uma nova opção e que passou a existir a pouco tempo, é sua versão em Snap (aliás o mGBA é empacotado por um dos encabeçadores do Snap, o Alan Pope), mesmo não sendo empacotado pelos desenvolvedores do mGBA, o pacote mantém-se sempre atualizado, e caso não queira instalar a versão em DEB ou esteja utilizando outro sistema como um Fedora por exemplo, considere a versão em Snap.

Usa outra distribuição que não seja o Ubuntu e não tem o Snap habilitado? Então não perca tempo e aprenda como habilitá-lo em seu sistema. Acesse o link e comece a desfrutar deste formato de pacote.

No Ubuntu você poderá pesquisar e instalar o mGBA em Snap direto pela loja.

emulador-mgba-nintendo-gb-gbc-gba-linux-mint-ubuntu-snap-alan-pope

Se preferir, pode efetuar a instalação via terminal, com o comando:

sudo snap install mgba

Sempre quando estou jogando games dos portáteis de minha infância (que infelizmente atualmente são apenas “mostruário”), lembro dos momentos alegres e difíceis que passei, cada jogo tem uma história que me faz ter mistos de nostalgia e superação, jogos que fizeram (e fazem) parte de minha vida. Que depois incentivei meu irmão mais novo a jogá-los, e hoje em dia ele também é apaixonado por retro-games.

E você, também curte jogos de portáteis? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, a galera é apaixonada por games.

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Teste automaticamente seu computador com o utilitário Hardware Probe

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terça-feira, 26 de março de 2019

No mundo da informática é comum passarmos por problemas envolvendo hardware, seja incompatibilidades, desgaste natural ou quaisquer outros tipos de defeitos. Testar componente por componente atrás de um possível erro, nem sempre é uma tarefa simples. É comum quando alguém está nos ajudando através de um fórum (lá no Diolinux Plus por exemplo) perguntar sobre a versão do kernel, qual o nosso sistema, hardware etc; E nem sempre o usuário sabe prontamente como conseguir tais informações.

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O utilitário Hardware Probe é perfeito para tais situações, com ele você poderá conseguir informações de seus componentes e ao mesmo tempo efetuar um breve teste automático, que pode dar uma pista de qual hardware está com mau funcionamento.

Além de verificar a operabilidade do seu computador, você contribui com um banco de dados de hardware no Linux, auxiliando o estudo de Teste de Confiabilidade Real no HDD/SSD e os desenvolvedores Linux

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Ao rodar o teste (após a instalação um ícone aparecerá no menu de seu sistema), o terminal se abrirá e uma URL permanente para visualização do probe do computador será gerada, copie e abra em seu navegador favorito. Com diversas informações úteis para diagnósticos de possíveis problemas, esses dados podem ser compartilhados para consultas de componentes (devices), logs e periféricos do hardware em questão, simplificando todo o processo. 

Algo a salientar, é que seus dados pessoais não são capturados pelo Hardware Probe, mantendo o anonimato e coletando apenas informações necessárias, então calma que endereços IPs, MACs, serials, hostname, username, etc; Não serão coletados.

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Instalando o utilitário Hardware Probe em seu sistema


O Hardware Probe está disponível oficialmente no seu Github em diversos formatos, RPM, DEB, Snap, AppImage e o pessoal do Flathub também disponibilizou em Flatpak.

No Linux Mint pesquise no Gerenciador de Aplicativos por: “Hardware Probe” e instale a versão em Flatpak que aparecerá na loja.

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Instalação do Hardware Probe Flatpak via terminal.

flatpak install flathub org.linux_hardware.hw-probe

Caso queira usar a versão em Flatpak no Ubuntu, acesse esse post de como configurar o suporte a esse tipo de empacotamento no sistema da Canonical e seus derivados.

No Ubuntu pesquise no Software Ubuntu por: “Hardware Probe” e instale a versão em Snap.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-ubuntu-snap

Instalação do Hardware Probe Snap via terminal.

sudo snap install hw-probe 

Já se deseja a versão Snap no Linux Mint ou outras distros, veja como adicionar o suporte ao seu sistema no seguinte post.

Como informado anteriormente, existem outros formatos como RPM, DEB e AppImage, você pode baixá-los diretamente do Github do projeto por esse link, no entanto testei o software em duas versões diferentes do AppImage e ao menos no Ubuntu o mesmo não funcionou, em Flatpak e Snap seu funcionamento foi perfeito. 

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Com esse utilitário será bem simples compartilhar as informações de seu hardware e sistema, então aconselho a sempre quando postar alguma dúvida de algum problema em seu hardware no fórum Diolinux Plus, adicionar juntamente a URL com as infos, assim as pessoas poderão ter uma base na hora de te auxiliar.

E você conhecia o Hardware Probe? Que tal continuar essa discussão sobre esse programa lá em nosso fórum Diolinux Plus

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Raven Reader, um leitor de feed RSS

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sexta-feira, 22 de março de 2019

Com nossa rotina acelerada, é comum não termos tempo de conferir site a site atrás de informações, afinal essa busca demandaria algumas horas, e tempo é dinheiro (como alguns dizem 🕙💸💰).

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Para facilitar essa busca por conteúdo, existem os leitores de feed RSS, mas o que significa RSS? Essa é a sigla para “Rich Site Summary” ou “Really Simple Syndication”, ou seja, uma forma mais simples e resumida de apresentar o conteúdo de um site. O RSS é um documento feito em XML (uma linguagem de marcação), que proporciona um resumo das informações contidas numa determinada página da web. 

O Raven Reader é um leitor RSS Open Source, multiplataforma, disponível para Linux, Mac e Windows. Uma alternativa interessante e que pode facilitar sua leitura, poupando tempo ao buscar as informações por conta própria.

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O software conta com diversas opções para visualização de seus feeds, como: disponibilidade de leitura offline, favoritar as postagens, visualização dos artigos lidos recentemente, visualização de vídeos direto do app, possibilidade de abrir no navegador, importação e exportação dos seus sites favoritos, modo dark, entre outras configurações.

Baixando e instalando o Raven Reader


Em sua versão Linux o Raven está disponível de duas formas, via Snap ou AppImage, caso não saiba o que são pacotes Snap, acesse o seguinte post, nós ensinamos como configurar em seu sistema, caso esteja no Ubuntu ele já vem habilitado por padrão. Já se preferir efetuar a instalação do AppImage, veja como executar esse tipo de app em qualquer distribuição Linux.

Raven versão Snap (Ubuntu)


Efetue a instalação do Raven Reader no Ubuntu via Snap, basta pesquisar na loja de apps por “Raven Reader” e instalá-lo.

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Raven versão AppImage


Para adquirir a versão em AppImage, basta acessar este link e efetuar o download. Salve em algum diretório de sua escolha e execute o programa.

Adicionando seus sites favoritos ao feed de notícia 


Adicionar feeds RRS no Raven é muito simples, clique em “+ Add”, digite ou cole a URL do site que deseja adicionar na caixa de diálogo que aparecerá.

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Depois basta confirmar no botão “Subscribe”.

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Caso opte por remover algum feed RSS, é só clicar no “x” no site que deseja excluir de seu feed, na categoria “SUBSCRIPTIONS”, situado na parte inferior esquerda do programa.

Um recurso interessante do aplicativo, é a possibilidade de ver o vídeo integrado a postagem, sem sair do app para um navegador de internet.

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O aplicativo é bem clean, no entanto vale conferir seus recursos, como abordei anteriormente, pode ser uma ótima maneira para agilizar seu dia-a-dia e quem sabe organizar a forma que você consome conteúdo na web.

Deixe sua opinião sobre o Raven Reader em nosso fórum Diolinux Plus, até a próxima postagem, e compartilhe o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable

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terça-feira, 19 de março de 2019

A novidade veio diretamente do blog oficial deles, com o anúncio de mudança da base dos repositórios, que agora vão ser Debian Base. Segundo a equipe do Deepin, trazendo mais estabilidade e confiabilidade ao sistema.


 Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable






Para a nova versão do Deepin, a 15.9.2, os repositórios dos 30 aplicativos nativos que são instalados nele foram para o repositório do Debian Stable, antes eles estavam no Debian Unstable. No comunicado, deram a seguinte declaração sobre a mudança:

Por que migrar para o Debian Stable do Unstable?

A migração para o repositório Stable do Debian é para melhorar a estabilidade e segurança subjacentes. Os softwares que estão no repositório Stable do Debian, foram rigorosamente testados e são relativamente estáveis, com o devido suporte da equipe de segurança do Debian para manter as atualizações de segurança em tempo hábil. Além disso, as atualizações dos pacotes de software no repositório Stable do Debian garante um ambiente seguro e estável. Para os aplicativos que são mais usados, eles serão atualizados e mantidos pela equipe de desenvolvimento do Deepin com o objetivo de acompanhar as atualizações no prazo de uma semana.

Com essa mudança, o pessoal do Deepin quer melhorar a segurança dos apps usados no sistema, melhor estabilidade do Sistema Operacional deles, melhor compatibilidade com apps de terceiros e um melhor suporte comercial para empresas.

Alguns softwares que serão atualizados pela equipe do Deepin seriam: Google Chrome, Mozilla Firefox, LibreOffice entre outros que estão com versões antigas no repositório Stable do Debian.

Para ver o anúncio deles, acesse o post neste link.

Considerações da equipe do Diolinux


Dionatan : “De forma geral a distro pode ficar mais estável, mas isso pode vir com o preço de versões menos atualizadas de certos Apps, entretanto, atualmente a base do desktop do Deepin é feita por eles mesmos, então provavelmente isso não afetará nesse sentido, outro ponto é que a Deepin Store vem recebendo mais e mais flatpaks, o que pode aumentar a disponibilidade de versões mais recentes de softwares como o kdenlive (que pode ser usado como AppImage também), a grande questão é, como ficarão os drivers de vídeo para quem gosta de jogar? se eles permanecerem na mesma versão do Debian Stable isso pode ser um problema (contornável, mas um problema).”

Ricardo: “De um lado teremos a estabilidade e robustez do Debian Stable, onde as implementações, melhoramentos e afins são testadas até a exaustão, assim tentando “limar” uma grande parte de erros e bugs. Mas do outro lado temos um problema com tecnologias novas e drivers de vídeos, no caso da NVIDIA. Primeiro pode ser que alguns programas sejam afetados por falta de libs mais recentes que não estão no repositório Stable, mas que o pessoal do Deepin “garantiu” que vão arrumar isso, só o tempo dirá se vão conseguir. Eles podem contornar isso utilizando os Snaps e Flatpaks na Deepin Store, sendo uma possibilidade. Outra coisa é os drivers para NVIDIA, visto que a última versão lançada é a 418.43 (na data desta publicação) e no Debian Stable está na versão 390.xx, que por exemplo não traz as implementações completas do Vulkan, aí o pessoal do Deepin teria que abrir backports para habilitar a instalação dos drivers novos. Creio que mudar para os repositórios do Debian Stable é uma aposta de 50/50, onde tudo pode certo ou tudo dar errado, mas ao meu ver, eles deveriam voltar para a base Ubuntu e assim garantir uma melhor compatibilidade com programas e drivers. Esperar para ver.”


HenriqueAD: “Como mencionado por meus colegas acima, essa mudança pode ocasionar alguns transtornos referente ao versionamento dos drivers, vejo muitas reclamações de usuários na base atual do Deepin, e fico com um certo receio se tais mudanças de fato vão tornar o sistema mais estável, ou apenas incompatível com diversas libs. No cenário atual alguns apps (disponíveis na loja) contam com tais problemas de dependências, o Discord é um exemplo, e não sei se a equipe do Deepin terá infraestrutura para uma tarefa desse porte, outro contra seria para instalação de pacotes de fora da loja, que seguem em sua maioria os lançamentos do Ubuntu LTS, e não são compatíveis com o Debian Stable, dificultando a experiência do usuário. Apostar em tecnologias como Flatpak, Snap e AppImage é uma ótima forma de contornar possíveis dores de cabeça.”

Você pode contribuir com a sua opinião, lá no nosso fórum, onde comentaram sobre o tema, acesse o tópico aqui

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Mailspring um cliente de e-mail bonito e moderno

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terça-feira, 12 de março de 2019

Seja para trabalhos acadêmicos, profissionais ou até mesmo uso pessoal, ter um e-mail faz parte da nossa rotina, e a cada novo serviço ou aplicação que vamos utilizar, nos é solicitado uma conta de e-mail, e organizar todas as nossas “cartas eletrônicas”, nem sempre é uma tarefa fácil.

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Mailspring é um software multiplataforma “misto”, possuindo sua interface gráfica escrita em TypeScript com Electron e React, e seu mecanismo de sincronização em C++, atualmente apenas sua GUI é de código aberto, entretanto em seu Github é declarado que num futuro, seu mecanismo de sincronização também será open source, portanto trata-se de um software até o momento proprietário. 

Caso note a interface familiar, isso ocorre pois o app é um fork do Nylas N1, outro gerenciador de emails, mantido por um de seus antigos desenvolvedores, na qual garante que o Mailspring é mais rápido, consome metade da RAM e CPU, pois sua base é em C++, ao contrário do Nylas N1, que compunha de um mecanismo de sincronização em JavaScritpt, também dispõe de um compositor totalmente renovado e diversos novos recursos.

Formatos de distribuição do Mailspring


Acesse o site oficial do Mailspring e efetue o download da versão referente ao seu sistema, no caso do Linux existem 3 formatos de pacotes disponíveis, em DEB, RPM e Snap.

mailspring-cliente-email-snap-deb-linux-ubuntu-windows-macos

Para distros baseadas no Fedora e OpenSuse você pode utilizar a opção em RPM, se for Debian, Ubuntu e Linux Mint, em DEB, entretanto recomendo fortemente a opção em Snap, por possuir como diferencial o auto-update, nos outros casos você terá que baixar e instalar novamente a cada nova versão do programa.

Outro aspecto interessante é poder selecionar os canais de software do Snap, e testar a aplicação em diferentes estados de desenvolvimento, experimentando possíveis novas funcionalidades.

Caso não tenha configurado o Snap em seu sistema, veja como proceder como o seguinte post, lembrando que no Ubuntu o Snap já vem habilitado por padrão, porém no Mint não.

Instalando o Mailspring Snap via terminal


Para amantes do terminal, depois de ter configurado o Snap em sua distro, utilize o seguinte comando:

sudo snap install mailspring

Como informei anteriormente, com o Snap você pode testar as outras versões do Mailspring, basta adicionar uma das seguintes flags: “--candidate”, “--beta”, “--edge”, por exemplo suponhamos que você queira testar a versão beta do app, no entanto esteja ciente que versões em desenvolvimento podem conter bugs.

sudo snap install mailspring --beta 

Para desinstalar via terminal é muito fácil.

sudo snap install mailspring

Instalando o Mailspring Snap via loja no Ubuntu

Na loja do Ubuntu você pode encontrar o Mailspring pesquisando por seu nome e instalando facilmente com apenas uns cliques.

mailspring-cliente-email-loja-snap-deb-linux-ubuntu

Mailspring um belíssimo cliente de email


Logo após instalar o programa, você verá uma janela de login, para utilização do Mailspring é necessário cadastrar-se no serviço, mas calma que não será preciso pagar, ao menos que você queira os benefícios da conta “PRO”.

Crie sua conta normalmente, logue-se no cliente e uma janela solicitando a conexão de uma conta de email aparecerá.

mailspring-cliente-email-snap-deb-configuração-linux-ubuntu-windows-macos

Para contas do Gmail, o programa disponibiliza uma URL, para integração com os serviços do Google, siga todo o passo-a-passo proposto pelo app, caso tenha eventuais dúvidas, confira o vídeo demonstrando um pouco das funcionalidades do Mailspring e sua instalação em DEB.


É bem simples e fácil configurar o Mailspring, antigamente sua interface era toda em inglês, em seu estado atual além da interface inteiramente traduzida em nosso língua, conta com corretor ortográfico, assinaturas personalizadas de email, temas para sua GUI, modos de visualização, integração com a tray do sistema e muito mais.

interface-cliente-email-mailspring-tema

E você utiliza algum cliente email? Confesso que em tempos e tempos mudo de aplicação, alternando entre o Thunderbird, Mailspring e o “Gmail Web”, e já me aventurei com o Geary, Evolution entre outros.

Comente logo abaixo sua forma favorita de gerenciar seus emails, ou se atualmente utiliza via navegador. 

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Veja as letras de suas músicas favoritas com o Musixmatch

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quarta-feira, 6 de março de 2019

Música é uma arte que requer sensibilidade sonora e muitas vezes desperta um sentimento único e que se molda conforme o ritmo, harmonia, letra e seu estado emocional, e sempre temos um estilo ou artista que afloram tais sentimentos, e que tal tirar proveito desse momento ao acompanhar as letras conforme a música é tocada? O programa de hoje proporciona tais possibilidades.

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O Musixmatch é um dos maiores e mais populares apps Android, com ele você poderá acompanhar em tempo real seu artista interpretando alguma canção, e as letras serão visíveis nesse momento. Além de possuir uma versão mobile, o app conta com um cliente desktop.

Em sua versão mobile, o Musixmatch pode obter as letras de várias canções no Youtube, Spotify, Apple Music, SoundClound, Google Play Music, Pandora e mais.

musicxmatch-letras-musicas-spotify-google-music-apple-android

E qual a utilidade de ver letras das músicas?


Podemos aproveitar deste recurso para alguns fins como: Fazer um karaokê particular com as músicas favoritas, aprender algum idioma enquanto ouve música (sempre vejo os professores falarem que uma das melhores maneiras de praticar ou aprender outro idioma são através de filmes, seriados, livros e músicas), utilizar para aulas de canto e técnica vocal, ou simplesmente tirar uma duvida sobre um “trecho nebuloso” de alguma canção predileta (😂😂😂).

O legal desta aplicação que, ao menos no desktop que testei, não precisa ter a versão de um serviço pago para utilizá-lo em conjunto, falo especificamente do Spotify que é a plataforma de Streaming de áudio que consumo diariamente.

Instalando o Musixmatch


Como informado logo acima, o Musixmatch possui tanto versão mobile, como desktop, porém, irei focar na aplicação para PCs, se deseja instalar a versão para Android, basta acessar esse link que te levará direto à Google Play Store

Um ponto a salientar, é que sua versão desktop age em conjunto com o Spotify, então você precisa deste programa previamente instalado, e se utiliza a versão free, não tem problema algum.

Pesquise normalmente na loja do Ubuntu, Linux Mint, e instale o Spotify.

spotify-snap-flatpak-linux-mint-ubuntu

O Musixmatch é distribuído no formato Snap, sua instalação pode ser feita tanto via terminal, como na loja de aplicativos, caso esteja utilizando o Linux Mint ou derivados, você pode aprender como habilitar o Snap através deste post.

sudo snap install musixmatch

musicxmatch-letras-musicas-spotify-ubuntu-snap-loja

Para desinstalar o programa, você pode fazer da mesma maneira que instalou via interface gráfica ou com o comando:

sudo snap remove musixmatch

Configurando e utilizando o programa


Logo após instalar o Musixmatch, execute-o. Uma pequena janela abrirá, tenha em mente que o app funciona em conjunto ao Spotify, como já foi comentado, então ele deve estar funcionando e reproduzindo alguma canção.

musicxmatch-letras-musicas-spotify-janela-inicial

Antes de usarmos o programa, é necessário alguns passos, como criar uma conta no Musixmatch e logar com sua conta Spotify.

Clique na opção “Musixmatch login required”, ele abrirá uma nova janela, crie seu cadastro na plataforma.

cadastro-musicxmatch-letras-musicas

Depois conecte-se com sua conta Spotify, clicando em ”Connect to Spotify”.

login-cadastro-spotify

Após ter criado seu cadastro do Musixmatch e ter logado com sua conta Spotify, reproduza alguma música no Spotify, abra o app do Musixmatch através de seu ícone de bandeja e clique em “Show Musixmatch”.

bandeja-tray-musicxmatch-letras-musicas-spotify

E pronto! “Num passe de mágica” uma janela flutuante com a letra em tempo real será visível, caso o aplicativo não identifique ou perca seu login ao fechá-lo, efetue-o novamente, assim o app volta a sua normalidade.

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Gostei bastante desta aplicação, sua versão desktop ainda tem menos funcionalidades que a mobile, entretanto creio que seja questão de tempo para a chegada de novos recursos.

E você, é apaixonado por música? Deixe nos comentários sua opinião, e se você assim como eu às vezes “dá uma de cantor” (😂😂😂), não perca tempo e experimente esse programa.

Te espero no próximos post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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