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Uma das coisas que eu mais "odiava" nos Snaps, agora é passado!

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eu não sei se alguém da Canonical anda vendo os meus vídeos no YouTube, mas finalmente eles arrumaram o "bug" que impedia que as aplicações Snap usassem o próprio tema do Ubuntu de forma correta. A mudança não é perfeita, mas melhora consideravelmente as condições.

Temas dos Snaps






Os pacotes no formato Snap tem alguns objetivos específicos, como criar uma forma fácil de desenvolvimento e distribuição de softwares através das várias versões do Ubuntu (de desktop à servidor, até IoT), contemplar outras distros Linux, além de oferecer um ambiente Sandbox, mais seguro para o usuário, onde as aplicações rodam.

A premissa é muito boa, mas na prática, para utilização de um usuário desktop do Ubuntu, algumas coisas ainda ficavam "no meio do caminho". 

Quem gosta de personalizar o Ubuntu com temas acabou percebendo que algumas das aplicações em Snap ficavam descaracterizadas ao mudar o tema, permanecessando com tema Adwaita do GNOME, caso do Yaru (tradicional) não foi fosse utilizado, essa mescla de temas acabava criando uma variação visualmente desagradável. 

Isse comportamento em relação aos temas acontece porque os Snaps não buscam por temas nos diretórios tradicionais do sistema, o que acontece por conta da condição de Sandbox que os aplicativos estão submetidos. Enquanto uma aplicação instalada tradicionalmente com o "apt" usa os diretórios:

/usr/share/themes
/home/$USER/.themes

Os Snaps buscam seus temas em um diretório como:
/snap/gtk-common-themes/1313/share/themes
Diretórios Snap
Lista de temas suportados pelos Snap atualmente

Inclusive, repare na lista que aparece na imagem acima. Todos estes temas agora funcionam perfeitamente com pacotes Snap. Você pode instalar eles tranquilamente, da mesma forma que sempre fez, e os pacotes Snap vão reconhecê-los.

Como é possível observar, a lista conta com alguns dos temas mais comuns da atualidade, inclusive em suas variações "Dark". Um, curiosamente especial, dessa lista é o "Matcha", que é o que o Manjaro vem utilizando ultimamente, o que pode indicar que realmente a história do Manjaro adotar os Snaps seja verdade. Vamos aguardar para ter certeza.

A sua cabeça de hacker já está coçando?


Tomara que sim, é por isso que eu gosto de você! 😀 Então, talvez você tenha pensado que seria "só copiar" o seu tema para essa pasta e o tema passaria a funcionar com os Snaps.

Copiando Snaps

O que acontece aqui é que os Snaps são "Read-Only", por questão de estrutura de segurança, ou seja, nada pode escrever dentro de um Snap (é um dos fatores que o torna mais seguro) sem que o Snap seja reconstruído, e esse, infelizmente, é o down side de toda essa questão. Para que os softwaes em Snap suportem um determinado tema é preciso que a Canonical adicione o tema em específico ao snap "gtk-common-themes".

Quase lá!


Minha reclamação em relação aos Snaps era justamente esse fator de blending com o restante do sistema, como comentei no artigo e vídeo "Como configuro meu Ubuntu para produtividade". 

Um dos pontos para remoção de alguns Snaps que vinham como padrão, era justamente essa questão de não combinar com o tema que eu queria usar, e olha que eu nem modifico muito o sistema, eu simplesmente mudo para o "modo dark" do tema padrão do Ubuntu, o "Yaru Dark", e até mesmo o tema da própria Canonical ficava bugado, ao menos até agora.


A tematização, por mais que faça parte da cultura Linux, há muito tempo é menos importante para um produto final, que precisa ter um visual agradável "out of the box", com a adição desses temas, os Snaps ficam mais versáteis e se encaixam melhor com as propostas dos sistemas que forem utilizá-los.

Talvez seja interessante a Canonical criar um tópico no fórum deles para acatar a adição de temas votados pela comunidade, adicionando aos poucos os que as pessoas mais gostam, ou criar uma forma de que os temas sejam lidos sem a ação deles diretamente, o que tornaria as coisas mais práticas para todos.

Apesar de ser um pouco chato não ter suporte a todo e qualquer tipo de tema, na minha opinião, esse é uma troca viável, quando o que se tem como resultado é um ambiente mais seguro e prático.

Me chame de detalhista, mas um coisa que poderia melhorar é o cursor do mouse sobre alguns Snaps, como o Spotify, que não respeitam o tema padrão também. Esse tipo de coisa não interfere em absolutamente em nada na utilização do software, entretanto, uma somatória de detalhes bem cuidados acaba gerando um todo aprimorado.

Continue o debate no nosso fórum.

Até a próxima!
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4 Alternativas de navegadores open source que vale a pena utilizar

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Navegador web é quase como um time de futebol, cada um tem sua torcida organizada (😁😁😁). O intuito dessa postagem não é inflamar os comentários, ou dizer que um é superior ao outro. Apenas irei demonstrar que existem ótimas alternativas de código aberto, ficando ao seu encargo testar e ver qual melhor se adapta ao seu cotidiano. Sem mais delongas vamos para “listinha”:

navegador-web-browser-open-source-linux

Alguns browsers contidos nesta lista são de conhecimento da maioria dos usuários, estou falando de você Firefox! (😋😋😋) No entanto, alguns usuários poderão se surpreender e conhecer novos navegadores. O intuito é justamente esse, estimular sua curiosidade a testar algo desconhecido. Alguns navegadores estarão disponíveis no formato Snap. Assim sendo, caso queira instalar algum app que faça uso dessa tecnologia, existe a necessidade de ter o Snap configurado em seu sistema. Acesse essa postagem, se ainda não o fez. Lembrando que o Snap no Ubuntu já vem por default. 

Mozilla Firefox


Começo a lista com o tão amado Firefox, a raposa de fogo companheira de muitos que estão lendo essa postagem. Não poderia fazer uma seleção com meus 4 navegadores open source favoritos, sem ao menos mencionar ou listar o Firefox. Inclusive, recentemente sua versão 68 veio repleto de novidades. Acesse a postagem escrita pelo Ricardo (O Cara do TI) e saiba mais. O Mozilla Firefox é distribuído sob a licença MPL 2.0, e você pode acessar o Github da Mozilla e ver todas as tecnologias empregadas no navegador.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-firefox

Você pode instalar o Mozilla Firefox facilmente em sua distribuição pesquisando na loja de sua distro, ou instalando via terminal. No Ubuntu, por exemplo:

sudo apt install firefox

Se usa alguma distribuição que não disponha as últimas versões do Firefox, você pode instalar sua versão em Snap.

sudo snap install firefox

Chromium


Outro conhecido é o Chromium, infelizmente, alguns usuários espalham erroneamente que ele é um vírus. O cúmulo dessa “estória” foi ouvir isso da boca de “técnicos” e diversos tutoriais na internet, ensinando como remover o navegador do Windows. Mal eles sabem que o Chromium é a base do Google Chrome, e diversos outros navegadores, inclusive, o novo Microsoft Edge. O Chromium é distribuído sob a licença BSD (3-Clause). Você pode acessar seu mirror oficial no Github por este link

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-chromium

O Chromium está na maioria das distribuições, no Ubuntu você pode instalar pela loja ou via terminal:

sudo apt install chromium-browser

Também existe a possibilidade de instalar o navegador via Snap em sua distribuição.

sudo snap install chromium

Brave


O Brave ganhou popularidade por conta de suas features oferecidas por padrão. Visando uma maior privacidade, o navegador traz embarcado ferramentas que visam bloquear o rastreio indesejado de sites e anúncios. O Brave é distribuído sob a licença MPL 2.0, acesse seu Github por este link. Temos um tutorial demonstrando como instalar o navegador, você pode aprender com essa postagem.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-brave

Você pode instalar o Brave via Snap, no link anterior existem outras maneiras.

sudo snap install brave

Falkon


Incubado pelo Projeto KDE, o Falkon é um navegador desenvolvido em Qt. No passado alguns poderiam conhecer o projeto por outro nome, QupZilla, após apoio da comunidade KDE, o navegador recebeu um novo nome e redesign. Quem sabe num futuro ele se torne o navegador padrão do Plasma, isso só o tempo dirá (😁😁😁). Temos uma postagem falando sobre o Falkon, caso esteja interessado, acesse e saiba mais sobre o navegador. O Falkon é distribuído sob a licença GPL 3.0, caso queira, este é o link para seu Github.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-kde-falkon

O Falkon está na maioria das distribuições, basta pesquisar em sua loja ou instalar via terminal, no Ubuntu basta utilizar esse comando:

sudo apt install falkon

Sua versão em Snap pode ser utilizada em sua distro, e sempre está nas últimas versões.

sudo snap install falkon

Recomendo fortemente o teste das aplicações aqui sugeridas, e caso conheça outras soluções de código aberto que sejam interessantes, não deixe de compartilhar.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e crie uma postagem com o navegador open source que você conhece. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Plugin do Snap será desabilitado no Fedora 31, e agora?

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Hoje (11) Quinta-feira, Richard Hughes, um dos principais engenheiros de software da Red Hat, anunciou na lista de discussão de desenvolvedores do projeto Fedora que o plugin que integra os pacotes Snap com a Gnome Software, será “desativado” no Fedora 31. Atualmente o mesmo vem desabilitado, podendo ser ativado pelo usuário.

fedora-31-gnome-software-loja-plugin-snap-store-canonical-snapcraft-snapd-

A notícia pode aparentar como assustadora, mas calma! O Fedora continuará a manter suporte ao Snap e usuários que utilizam essa solução, não precisam se preocupar. Outro ponto, é que a Canonical vem desenvolvendo uma nova aplicação (loja) voltada aos Snaps. Caso até o lançamento da próxima versão do Fedora, tal solução não esteja disponível. Existe a possibilidade de utilizar a aplicação em Snap, chamada de Snap Store e instalar graficamente apps neste formato no Fedora e demais distribuições. Lembre-se que o snap continuará nos repositórios do Fedora 31, talvez apenas a primeira instalação de um Snap seja necessário utilizar o terminal, no caso a Snap Store.

A decisão não foi arbitrária, o próprio Richard Hughes explica o motivo:

“O plugin snap existente não está muito bem testado e eu não quero ser o responsável quando ele quebrar. No momento, ativar o plugin snap faz com que a UX (experiência do usuário) do gnome-software seja degradada, já que todas as consultas de pesquisa também são roteadas por meio do snapd, em vez de serem manipuladas no mesmo processo”.

Hughes também descreve que o snapd é o responsável por atualizar as aplicações, e não propriamente a Gnome Software. Em seu texto outros motivos técnicos são abordados. Resumidamente, não existe uma real integração entre o snapd e a loja do Gnome.

“Palma, palma, não priemos cânico”


Com uma nova Snap Store em mente, a Canonical vem empregando esforços para entregar uma melhorada experiência de uso com os Snaps. Hughes revela que: “… os desenvolvedores atualmente designados para trabalhar na Gnome Software foram reatribuídos para trabalhar no Snap Store”. Mesmo com um impacto inicial por não permitir a possibilidade de instalar programas em Snap diretamente de sua loja, impactando um pouco a experiência de alguns usuários que fazem uso do formato da Canonical, o Fedora presa em garantir a integridade de seu projeto, não atribuindo sobre si responsabilidades de terceiros. Do ponto de vista do projeto, tal decisão faz muito sentido, no entanto, é inegável que possa haver um pequeno desconforto por parte de uma parcela de seus usuários, mas nada que mude drasticamente a rotina de um usuário Fedora, afinal, o pacote “gnome-software-plugin-snap” não vinha habilitado por padrão.

O que achou dessa situação? Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.
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O que leva um novo usuário desistir do Linux?

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Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Slack, o poderoso gerenciador de equipes e projetos

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Muitos nos perguntam em nossas lives na Twitch, se você ainda não segue o canal “agora é a hora”, qual aplicativo ou site usamos para gerenciar a equipe do Diolinux e assim organizar as pautas das postagens. Bom, agora respondendo: usamos o Slack.

Slack, o poderoso gerenciador de equipes e projetos





Antes de decidirmos usar o Slack, consideramos usar alguns outros serviços, como o Trello, Telegram, Discord e entre outros serviços. Mas o Slack se encaixou quase que uma “luva” pra gente, que passada a fase de adaptação, agora está “tinindo de bão”. 

A interface pode parecer “confusa” à primeira vista, mas nada que alguns minutinhos para se ambientar nela não resolvam. Depois de pegar o jeito, fica muito fácil de usar.

Como ele funciona?




Primeiro, você cria um workspace (espaço de trabalho), que vai abrigar o projeto e suas equipes, que você pode separar por “Canais”.

Na opção “Canais”, você pode dividir os “afazeres” de cada equipe  no projeto, assim não misturando “alhos com bugalhos”, evitando eventuais dores de cabeça.

Você pode também mandar mensagens diretas para cada membro que estiver no Workspace.

Para tornar o Slack mais completo, você pode adicionar Apps dentro dele, como Dropbox, Google Drive, One Drive e assim tornar o compartilhamento de arquivos mais fácil.

Falando em arquivos, você pode fazer upload de arquivos de até 1GB, nos formatos para imagem, é suportado JPEG, PNG e GIF. Já para arquivos os formatos suportados são ODT, ODS, Doc, Docx, Xls, Xlsx e PDF. Opções é que não vão faltar.

Uma outra funcionalidade legal, é a possibilidade de mandar mensagens para você mesmo, podendo “salvar” dessa forma aquele rascunho ou arquivo que você vai precisar depois.

O Slack está disponível no Linux de forma oficial nos formatos .deb, .rpm e snap (se você não tem o snap instalado no seu sistema, veja esse tutorial nosso de como habilitar). Vale lembrar que existe também a versão Web do serviço, que dispensa a necessidade de qualquer instalação, além de Apps para Smartphones.


Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Crie mapas mentais no Linux com o Heimer

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Mapas mentais podem auxiliar em muito a organização de ideais evitando a perda de detalhes, algo que aparenta ser trivial pode ditar o destino de um projeto. Afinal, caso não seja planejado adequadamente, mesmo sendo de extremo valor, as possibilidades do fracasso são altíssimas e quase eminente. Soluções no mercado existem aos montes, e Heimer é uma boa opção.


Heimer é um programa para criação de mapas mentais, organizados e de forma descomplicada. Com versões para Windows e Linux, a aplicação é escrita em Qt e possui o código aberto. Você pode acessar o Github do projeto e verificar mais informações, caso assim o queira.

Ao contrário de alguns aplicativos do gênero, na qual me aventurei a utilizar, o Heimer é intuitivo e direto ao ponto. Quando o foco é mapear suas ideias, a “última coisa que você quer” são inúmeras opções que atrapalhem seu fluxo criativo.


Algumas características do Heimer que não posso deixar de citar:

  • Interface fácil de usar;
  • Muito rápido;
  • Zoom através de atalhos do teclado ou mouse;
  • A possibilidade de salvar e carregar arquivos no formato .AZL (baseado em XML);
  • Exportação do diagrama em PNG;
  • Fluxogramas baseados em node;
  • Adição rápida de rótulos, textos e borda do nó;
  • Animações fluídas;
  • Desfazer e refazer no software;
  • Grade ajustável;
  • Traduções em inglês, finlandês, francês e italiano (acesse o Github do projeto e contribua com o português);
  • Versão para Windows e Linux;
  • Diversos formatos de empacotamento para Linux;
  • Comprometimento em manter o programa 100% livre para sempre.

Veja como é criar seus mapas mentais no Heimer:


Instalação do editor de mapas mentais Heimer


Através deste link você encontrará diversas versões do Heimer para instalação. Aos usuários do Windows, baixe o instalador em “.EXE” e proceda como de costume. No Linux você pode proceder de algumas maneiras, tendo mais liberdade em qual formato de pacote prefere usar. Para as versões LTS do Ubuntu, no momento deste artigo a 16.04 e 18.04, existem dois pacotes em DEB. Se preferir utilizar em outro sistema baseado em Linux, caso ele não esteja nos repositórios de sua distro, o AppImage é uma ótima opção. Se ainda não sabe como executar arquivos deste formato no Linux, essa postagem será “uma mão na roda”. Para usuários do Ubuntu, outra possibilidade é pesquisar diretamente da loja pelo Heimer e instalar o app no formato Snap.


Já usuários de outros sistemas, que não possuem o Snap configurado, proceda conforme essa postagem e habilite esta opção. Instalar via terminal também é uma opção, se esse for seu intuito, segue os comandos:

Instalação do Heimer Snap via terminal:

sudo snap install heimer

Execução via terminal: 

snap run heimer

Caso queira, desinstalar o app:

sudo snap remove heimer

Um software desta natureza é indispensável para mentes criativas ou projetos complexos. A simplicidade do Heimer, sem demasiadas opções, chamaram minha atenção. Particularmente gosto de utilizar ele no formato AppImage, mas isso é um gosto pessoal. Como testo várias distribuições, e nem sempre quero instalar todos os programas que uso, uma rápida conferida em algum projeto por meio do AppImage se torna bem cômodo.

Conhecia do Heimer? Que tal ficar por dentro de todas as novidades? Acompanhe os assuntos em nosso fórum Diolinux Plus e aprenda mais.

Até o próximo post, compartilhe essa postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Tusk, refinado cliente Evernote desktop

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Evernote é um programa destinado à organização de diversas informações pessoais, sejam notas rápidas, listas, ou o que possa ser expresso em texto. Sua utilização é bem comum, tanto em plataformas mobiles, como desktop. Mesmo sendo um serviço pago e que muitas empresas e profissionais utilizam, o Evernote possui uma versão gratuita e caso queira mais opções, vale a pena investir em sua assinatura. Tenha suas notas ao alcance em apps para smartphones, via web ou desktop. 

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

Atualmente o Linux não possui um cliente desktop oficial do Evernote, entretanto, a comunidade desenvolveu uma opção de código aberto com muitas funcionalidades. Caso queira utilizar o Evernote no Linux, em seu desktop, estará bem servido de diversas alternativas. Em especial, irei demonstrar um dos meus favoritos, um aplicativo chamado Tusk.

Evernote no Linux


Para os usuários que tem alguma dúvida quanto a procedência do Tusk, e argumentam que não utilizam nada “extra-oficial”. Saibam que até o Evernote indica o Tusk, como uma alternativa no Linux. Essa questão, somado ao fato de ser open source (acesse o Github do projeto), transparece segurança e comprometimento por parte dos desenvolvedores da aplicação.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

Instalando o Tusk em sua distribuição Linux


Você pode utilizar o Tusk em diferentes formatos, por exemplo: AppImage e Snap. O interessante destes novos formatos de empacotamento, é sua compatibilidade com diversos sistemas. O AppImage traz a vantagem da portabilidade e controle de versão (pois, você simplesmente pode continuar usando uma versão antiga) e o Snap atualizações automáticas. Vale mencionar que tanto a versão em AppImage como a Snap, são mantidas pelo próprio desenvolvedor do software.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

A versão em AppImage pode ser baixada neste link, para executá-lo basta dar as devidas permissões e dois cliques sobre o arquivo. Esse post ensina como executar esse tipo de aplicativo. No Ubuntu o Snap já vem configurado por padrão, caso utilize outra distribuição, acesse o passo-a-passo que fizemos para configurar o Snap em seu sistema, é muito simples.

Comando para instalar o Tusk Snap via terminal:

sudo snap install tusk

Caso deseje remover a aplicação:

sudo snap remove tusk

Você pode instalar diferentes versões do Tusk, seja uma em beta ou release candidate. Para isso adicione o parâmetro conforme a opção desejada (“--beta”, “--edge”, “--candidate”), mas esteja ciente que nestes casos bugs podem aparecer. Logo abaixo, demonstro como instalar a versão beta do programa.

sudo snap install tusk --beta

Lembrando que a loja do Ubuntu (Gnome Software) possui integração com os Snaps (o Discover do KDE também), não sendo obrigatório a instalação via terminal do Tusk.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-loja-open-source-gnome-software

Você utiliza o Evernote? Se a resposta for sim, considere experimentar o cliente desktop Tusk. Acesse o site oficial da aplicação para mais informações.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Assista YouTube, Twitch e mais em um único App

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domingo, 30 de junho de 2019

Hoje em dia, temos vários serviços de streaming de vídeo, como YouTube, Twitch, Hulu e Netflix por exemplo. E uma hora ou outra, podemos nos perder com tantas abas abertas para assistir aquele filme, série ou vídeo que gostamos.

Assista YouTube, Twitch e mais em um único App





O ElectronPlayer vem exatamente para isso, lhe ajudar a “gerenciar o caos” (emoji de risos). Feito sobre a tecnologia Electron, ele puxa os serviços Web desses sites e agrupa em uma única tela, assim facilitando a vida do “afegão médio” (como já dizia Emilio Surita do Pânico).



Para escolher o serviço desejado, basta clicar no ícone dele. Segundo o desenvolvedor, mais serviços serão incluídos futuramente.

Depois de escolher o serviço, você faz o login nele e começa a usar. Para voltar ao menu principal do app, basta usar a combinação de Ctrl+H ou usar seus menus, onde você  também pode alternar entre os serviços.


O dev recomenda a utilização do app via Snap, onde terá updates constantes. Para instalar o Snap no seu sistema, basta seguir o nosso tutorial. Ou se preferir, pode seguir o tutorial que o snapcraft.io disponibiliza no final da página do app. 

Feito isso, você tem duas possibilidades em instalar o ElectronPlayer. Ou através da loja de aplicativo, procurando por “ElectronPlayer” ou via terminal, com o seguinte comando:

sudo snap install electronplayer






Depois é só inserir a sua senha e esperar o processo de instalação acabar. Pronto já pode sair usando.

Ele também tem uma versão de AppImage. Você pode acessar o código do app através do Github.

Muito bom ter aplicativos que ajudam a facilitar e organizar o dia a dia, né?

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Transferência de arquivos no Linux com o Teleport

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sábado, 29 de junho de 2019

Em alguns momentos, é necessário transferir arquivos entre os computadores. Existem diversas formas para isso, entretanto, há momentos que valorizamos pela praticidade, evitando configurações. Resumindo: só queremos transferir um arquivo para outro computador na rede local (😋😋😋).

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O Teleport é uma aplicação voltada para essa situação em específico, ele não conta com diversos ajustes ou configurações de usuário e privacidade. A ideia por trás do software possui uma única premissa, transferir arquivos sem mais complicações (teleportando “literalmente” 😁😁😁).

Entendendo o funcionamento do programa


Como abordado anteriormente, o Teleporte visa ser simples e direto. Ao iniciar o programa, uma tela indicando o nome do seu computador e logo abaixo a possibilidade de escolher entre as máquinas conectadas em sua rede local (que também estejam executando o Teleport).

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Poucas coisas podem ser configuradas no Teleport, como o nome do seu device.

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No menu “hambúrguer” existirá a possibilidade de escolher o local onde os arquivos enviados por outros computadores serão armazenados. Por padrão é o diretório “Downloads”, acabei mudando para outro.

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Para enviar um arquivo é bem fácil. Escolha uma máquina em sua rede local, também executando o app Teleport. Clique em “Send File”, selecione o arquivo e aguarde a transferência. Ao menos quando testei nenhuma mensagem de progresso foi apresentada, esse detalhe é muito importante e não existe.

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Para efetivar a transferência a outra máquina terá que aceitar o envio, clicando em “Save” ou recusando em “Decline”.

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Instalando o Teleport em sua distro Linux


Você pode verificar se a aplicação existe nos repositórios de sua distribuição, no caso do Linux Mint o Teleport pode ser instalado por sua loja de aplicativos. O programa é distribuído via Flatpak, caso não tenha ele configurado acesse essa postagem. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks, habilite esse recurso e instale o Teleport graficamente (assim como o Linux Mint).

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Outra forma de adquirir o Teleport é via Snap, no caso do Ubuntu basta pesquisar normalmente na loja. Linux Mint e outras distribuições precisam ter configurado o Snap. Segue o link do post com o passo-a-passo.

Para os amantes do terminal, irei demonstrar via Flatpak e logo em seguida via Snap.

Instalando o Teleport Flatpak via terminal


Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Teleport:

flatpak install flathub com.frac_tion.teleport

Esse comando lhe permite executar o Teleport via terminal, não vejo muita necessidade, pois ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run com.frac_tion.teleport

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall com.frac_tion.teleport/x86_64/stable

Instalando o Teleport Snap via terminal


Adicione a versão Snap em seu sistema com o comando:

sudo snap install teleport --edge

Sua execução pode ser com tal comando:

snap run teleport

Para remover:

sudo snap remove teleport

Fica claro que a intenção do Teleport é ser simples, no entanto, essa simplicidade peca em alguns casos. Por exemplo, não é possível enviar arquivos em lotes ou diretórios, limitando-se apenas a arquivos únicos. Essa característica pode ser contornada compactando os arquivos em um só, mas isso pode acabar com a praticidade e proposta de ser algo rápido. Outro ponto que me deixou confuso, foi a ausência de uma barra de progresso evidenciando o fim da transferência do arquivo. Notei que arquivos com espaços em seus nomes recebem uma “singela alteração em sua nomenclatura”. O Teleport é software livre e caso queira reportar bugs ou solicitar novos recursos, acesse o Gitlab do projeto.

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Sua intenção é transferir rapidamente um pequeno arquivo de uma máquina para outra na rede loca? Caso tenha respondido sim, o app é perfeito para sua utilização. Agora se pensa em compartilhar lotes em massa via rede, o Teleport não foi feito para você.

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Agora você pode instalar duas versões diferentes do mesmo App no Ubuntu via Snap

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Os pacotes Snap que são desenvolvidos pela Canonical ganharam uma nova funcionalidade para quem é dev e precisa testar várias versões do mesmo snap, ou para quem simplesmente gostaria de ter duas versões do mesmo aplicativo, um recurso relativamente comum dentro do Android.

Agora você pode instalar duas versões diferentes do mesmo App no Ubuntu via Snap





O anúncio desta funcionalidade experimental foi feito no blog oficial do Ubuntu. Nele nos é informado que a partir da versão 2.36 do snapd foi adicionado o suporte a instalação paralela dos snaps, sendo que cada snap é isolada do outras, tendo assim as suas próprias configurações, interfaces, serviços, etc.


Se você ainda não tem o Snap habilitado no seu sistema, temos esse tutorial de como fazer isso, no Ubuntu ele já está habilitado por padrão, mas este novo recurso pode ser virtualmente usado em qualquer distro com o suporte ao empacotamento criado pela Canonical. Feita a instalação, vamos habilitar essa nova função experimental com o seguinte comando:

snap set system experimental.parallel-instances=true

Com isso você vai poder instalar versões diferentes do aplicativo, não é necessário passos adicionais. 

Como instalar duas versões do mesmo aplicativo via Snap?


Para isto, você precisa atribuir um identificador para ele, para que você possa distingui-lo dos outros. Essa identificação é uma sequência alfanumérica de até 10 caracteres. Vamos tomar como o exemplo o VLC Player.
Podemos identificar ele como “vlc_1”, que teoricamente não existe, mas que o snapd agora pode “entender”. Para instalar esse VLC, basta digitar o seguinte comando: 

snap install vlc_1

Como você pode perceber, como o recurso é experimental, ainda é feito via linha de comando, mas quem sabe no futuro não mude, né? 😁

Você pode escolher instalar usando vlc_1 ; vlc_2 ; vlc_3 e assim por diante, tendo a liberdade para escolher como melhor entender e respeitando os 10 caracteres totais.

Quando você escolhe ter instalações paralelas, o snapd baixará o pacote snap uma única vez e depois configura as versões separadamente. Por exemplo, você pode instalar em sequência essas versões diferentes, como, por exemplo:

snap install vlc_1 vlc_2

Para remover, basta digitar qual versão você quer:

snap remove vlc_2

Você também pode “transformar” esses snaps, usando os canais Candidate, Beta e Edge. 

Vamos supor o seguinte cenário: Você instala o VLC via snap normalmente (sudo snap install vlc) para o uso do dia a dia, mas você quer testar as versões Candidate dele, dessa forma, o terminal você deve digitar o seguinte comando: 

snap install --candidate vlc_2

Assim você terá duas versões do VLC Player no sistema






Isso pode ser feito com qualquer snap disponível, basta seguir a seguinte “regrinha” : sudo snap install [nome do snap] _ [identificador para ele], como nos exemplos acima citados, ou nomedosnap_identificadorparaele.

Um alerta para quem se aventurar a duplicar os Snaps

No comunicado da Canonical, existe uma espécie de “disclaimer” sobre esse recurso novo:

“Para todos os efeitos práticos, estes serão aplicativos individuais com seus próprios diretórios e dados. De certa forma, isso é bastante conveniente, mas pode ser problemático se seus snaps exigirem acesso exclusivo aos recursos do sistema, como sockets ou portas. Se você tiver um snap que execute um serviço, apenas uma instância poderá se vincular a uma porta pré-definida, enquanto as outras vão falhar. Por outro lado, isso é bastante útil para testar o modelo servidor-cliente ou como os diferentes aplicativos dentro do snap funcionam uns com os outros. As colisões de ‘namespace’ e os métodos para compartilhar dados usando diretórios comuns são descritos detalhadamente na documentação. As instalações paralelas oferecem uma grande flexibilidade, mas é importante lembrar que a maioria dos aplicativos é projetada para ser executada individualmente em um sistema.”

Se você gosta de testar novas versões, essa novidade vai lhe ajudar, pois, só vai precisar baixar uma única vez o snap do aplicativo e depois criar as instâncias para teste.

Nós conte aí nos comentários o que achou da novidade.

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Minuet, uma ferramenta incrível para educação musical

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Música é uma das maravilhas da existência, e se tem algo que concordo com Nietzsche, é que sem ela a vida seria um erro. No início do ano escrevi uma postagem falando de uma ferramenta muito interessante, para apaixonados por astronomia, o Kstars. Hoje apresento mais um programa com foco educacional oferecido pela Comunidade KDE.

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Com o Minuet o aluno poderá executar diversos exercícios musicais que afloram seu domínio musical. São diversos exercícios para treinar seu ouvido em relação a intervalos, acordes, escalas e muito mais. Veja um breve vídeo demonstrativo:


Minuet visa apoiar estudantes e professores em variados aspectos como, treinamento auditivo, leitura de primeira vista, solfa, escalas, ritmo, harmonia e improvisação.

Como instalar o Minuet em sua distribuição Linux


Disponível na maior parte das distros Linux, o Minuet pode ser facilmente baixado de qualquer central de software. Claro, que em algumas ocasiões sua versão não será a última oferecida pelo projeto. Você pode simplesmente pesquisar na loja de sua distribuição por “Minuet” e instalar o programa.

educação-musical-minuet-kde-linux-musica-software-educacional-loja-ubuntu

Outra opção é instalar via terminal, no caso do Ubuntu e derivados:

sudo apt install minuet

Para remover o Minuet, instalado via terminal:

sudo apt remove minuet

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Para quem utiliza Ubuntu, ou tem o Snap configurado, esse novo formato é uma alternativa. Caso ainda não possua o Snap configurado em seu sistema, essa postagem demonstra como é simples esse passo. Se a loja da sua distribuição possuir integração com o Snap, como é o caso do Ubuntu, basta pesquisar por ela e efetuar a instalação do Snap do Minuet.

Se preferir, utilize o comando e instale o Snap via terminal:

sudo snap install minuet

Para remover o Minuet via Snap:

sudo snap remove minuet

A versão em Snap possui o “selinho de oficial” concedido pelo projeto KDE, se julga tal com importante eis a informação. No Ubuntu 18.04, onde efetuei os testes, a versão contida no repositório era a 17.12.3. Já a do repositório Snap, estava na versão 19.04.0.

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No passado existia um app distribuído direto na Google Play, e no site da aplicação existe a opção. Porém, a mesma não se encontra mais na loja do Android e ao clicar no link do Minuet a página do app não existe. Pesquisei no F-Droid atrás do app e também não encontrei. Se pesquisar na internet você até encontra o APK, não indiquei por desconhecer a procedência deste site (melhor não arriscar 😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, creio que lá também existam amantes da música.

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