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Webcamoid um app multiplataforma para a sua webcam

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terça-feira, 12 de março de 2019

A utilização de webcams tornou-se algo relativamente comum nos tempos atuais, seja acoplada em um notebook ou adquirida a parte, esse tipo de device atende diferentes públicos: usuários comuns, youtubers, conferencistas, entre outros.

Porém nem sempre os softwares oferecidos pelos fabricantes tem sua versão Linux, e alguns usuários desconhecem de soluções equivalentes ao “programa padrão da fabricante da webcam”.

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Mesmo sendo relativamente simples configurar uma webcam no Linux, algumas features extras podem potencializar nossa experiência durante a utilização de tais equipamentos, e ajustes finos como: codec, bitrate, configurações na imagem, áudio e vídeo, são interessantes se você deseja um maior controle.

O Webcamoid é uma aplicação de código aberto escrito em C++/Qt5 multiplataforma, dotado de algumas características como: a possibilidade de gerenciar mais de uma webcam, mais de 60 filtros (efeitos nos vídeos), captura de tela, ajustes na qualidade do áudio e vídeo, assim como configurações mais avançadas de codec, bitrate, formatos de saída do vídeo etc.

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Em sua versão Linux, além do v4l2loopback, tem incluso o suporte ao akvcam, driver de câmera virtual para Linux, na qual é o responsável por oferecer os mesmos recursos disponíveis nos drivers do Mac e Windows, possibilitando configurações persistentes, emulação dos controles da câmera (contraste, brilho, saturação, exposição, etc).

Instalando o Webcamoid


Em sua página oficial do Github, existem diversas opções do aplicativo destinado a cada sistema operacional, para o Linux recomendo a versão em AppImage, por ser mais prática e não exigir instalação.

Então efetue o download da aplicação neste formato.

 Baixar o Webcamoid

Após baixar o programa, clique com o botão direito do mouse, vá em propriedades e marque a opção “Permitir execução do arquivo como um programa”, não esqueça de verificar se a opção “Acesso”, está como “Leitura e escrita”.

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Funcionalidades do Webcamoid


O app é organizado da seguinte maneira: uma espécie de dock, que faz o papel de atalhos das configurações, um painel lateral que conforme a opção exibe os dispositivos ou efeitos, e na direita um painel com ajustes destas opções.

A dock é composta de 8 atalhos, sendo o primeiro uma forma de ativar e desativar a webcam.

O segundo atalho permite escolher e configurar os dispositivos, alterando formato de vídeo, resolução, taxa de FPS, etc.

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Também existe a possibilidade de setar a tela do seu desktop, para aplicar as demais opções de outros atalhos como efeitos, ou até mesmo efetuar uma captura de tela.

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Sempre após mudar alguma opção e antes de gravar, seja a tela ou a webcam, clique no primeiro atalho, ele é o responsável por desligar e ligar, efetivando as modificações.

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No terceiro atalho existem as opções de áudio, nele você pode alterar o formato, canais e muito mais.

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O quarto atalho permite capturar uma imagem, inclusive com um contador de tempo.

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No quinto atalho opções de codec, bitrate, formatos de áudio e vídeo, entre outros, além do botão para efetuar a gravação.

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Em seguida na próxima opção, estão disponíveis mais de 50 efeitos com ajustes, gastei um bom tempo testando e brincando com cada filtro.

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Em preferências configurações avançadas estarão disponíveis, dando maior liberdade para quem é mais “hardcore”.

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Particularmente gostei muito do Webcamoid, inclusive tive algumas ideias para OSistemático após fuçar em seus vários efeitos, outra coisa que me “encantou”, foi a riqueza de ajustes, caso seja dono de uma webcam, recomendo muito esse programa.

E você, já conhecia do Webcamoid? Deixe nos comentários suas experiências com o software, e se conhece outras aplicações interessantes.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Em 2019 uma Comissão Europeia relacionada a segurança cibernética está procurando a ajuda de quem puder para descobrir falhas de seguranças e bugs em 15 projetos Open Source,  o montante pode chegar até €1 Milhão.

 UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source






Anúncio foi feito por Julia Reda, membro do European Pirate Party e co-fundadora do projeto Free Software Open Source Audit (FOSSA), que foi iniciado em 2014 para ajudar a melhorar a segurança geral da Internet.

Em seu blog, ela fez o anúncio em 30 de Dezembro de 2018 e a na última atualização neste ano (10/01/2019) fez o seguinte complemento.

“Em janeiro, a Comissão Europeia está lançando 14 de um total de 15 recompensas para a caça de bugs em projetos de Software Livre que as instituições da UE confiam. Um bug bounty é um prêmio para pessoas que procuram ativamente por problemas de segurança. O montante da recompensa depende da gravidade do problema descoberto e da importância relativa do software. Os projetos de software escolhidos foram previamente identificados como candidatos nos inventários e uma pesquisa pública .”

Alguns programas bem conhecido estão na lista dos “contratos”, como:

- Filezilla, com recompensa €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- VLC Media Player, com recompensa de €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- KeePass, com recompensa de €71.000,00, começando em 15/01/2019 e terminando em 31/07/2019;

- PuTTY, com recompensa de €90.000,00 começando em 07/01/2019 e terminando em 15/12/2019;

Outro ponto pertinente levantado pela Julia foi o seguinte:

"A questão fez muitas pessoas perceberem o quão importante é o Software Livre e de Código Aberto para a integridade e confiabilidade da Internet e outras infraestruturas. Como muitas outras organizações, instituições como o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão baseiam-se no Software Livre, tanto em seus sites, quanto muitas outras coisas ".

Bem que nossos legisladores poderiam ter a mesma postura em nossas prefeituras, governos estaduais e federais.

Para saber a lista completa de aplicativos que participam da campanha, além de saber como você pode participar, acesse o link do blog da Julia Reda.

Iniciativas assim são muito bem-vindas, pois trazem benefícios para os usuários dos aplicativos e assim eleva a qualidade dos mesmos, não só para quem promove a caça aos bugs, como para aqueles que ainda irão usar os aplicativos no futuro que já contarão com correções de bugs, vulnerabilidades e implementações de novas tecnologias também. 

Isso é um dos “poderes” que a comunidade open source tem, poder diagnosticar um problema, pensar e desenvolver a solução e aplicar a mesma em tempo “recorde” em relação aos softwares e sistemas operacionais proprietários.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Você sabe o que é um repositório? (Linux)

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Uma das missões que temos aqui no blog é simplificar o seu entendimento da tecnologia, especial a tecnologia Open Source e por consequência, o mundo Linux também. Existem muitos termos diferentes quando começamos a estudar sobre Linux, o próprio termo "Kernel" é incomum para a maior parte dos usuários comuns de computador, mas existem muitos mais, hoje vamos reservar alguns minutos para que você entenda o que é um "repositório".

O que é um repositório Linux






Segundo o dicionário, um repositório é: "um lugar onde se guarda, arquiva, coleciona alguma coisa." Podemos transportar esta explicação para o mundo dos softwares e teremos os chamados "repositórios de software". 

Os repositórios são muito comuns nas grandes distros Linux, você já deve ter ouvido falar que sistema como Ubuntu, Debian, SUSE, Red Hat, CentOS e muitos outros possuem seus próprios repositórios, sejam distros usadas em desktops, internet das coisas ou servidores de hospedagem ou qualquer outra atividade, todas possuem a sua "fonte de pacotes".

Como existem muitas distribuições, vamos pegar uma, o Ubuntu, para fazer um estudo de caso. No vídeo abaixo nos explicamos para você direitinho como funciona um repositório e quais são os tipos:


De forma simples de entender, os repositórios são servidores que hospedam os os pacotes de software de cada distribuição Linux, todo o conteúdo que você consegue baixar no seu computador através do terminal ou de uma loja de aplicativos vem de um destes servidores.

Quando a Canonical, a empresa que desenvolve o Ubuntu, deseja atualizar algum componente do sistema, basta subir uma nova versão do pacote para o repositório, e ele vai aparecer como uma atualização para você.

Para facilitar a organização, geralmente a distros dividem os tipos de pacotes em repositórios diferentes, como por exemplo (no caso do Ubuntu), o repositório "Multiverse", onde você encontrará apenas softwares de código fechado, como drivers de vídeo.

Mas apesar da existência de um servidor como repositório, geralmente é preciso de uma ferramenta que acesse os dados do servidor e baixe e instale os pacotes no seu sistema, para isso existem utilitários como o "apt" (sigla para advanced packaging Tool), que consegue buscar os pacotes no repositório e trazer para o seu sistema, para que, geralmente outro utilitário o instale, o dpkg.

Mirrors


O Canonical é uma empresa britânica, e seus servidores principais são hospedados geograficamente muito longe de nós, brasileiros. É aí que entram outros servidores que nos chamamos de mirrors.

Os mirros, ou espelhos, são servidores que basicamente copiam todo o conteúdo do repositório principal do sistema e estando mais próximos de nós, eles tendem a ter uma velocidade maior, permitindo que o download das aplicações seja mais rápido.

No mundo Ubuntu temos também os chamados repositórios PPA


PPA quer dizer “Personal Package Archives” e são originários do serviço de hospedagem e versionamento de software da Canonical, o Launchpad. Lá desenvolvedores podem colocar softwares para o Ubuntu e seus derivados, criando repositórios especiais para as aplicações que não fazem parte dos repositórios padrões do sistema.

Repositórios offline


Até agora eu falei de repositórios online, que são estes que são hospedados em servidores mundo à fora, mas um repositório de software não precisa ser online. Um exemplo legal disso é o Debian.  Se você já tentou baixar alguma vez o sistema, deve ter reparado que existem várias mídias de instalação.

A primeira mídia geralmente inclui o próprio sistema com alguns softwares básicos, porém, nas mídias seguintes você tem a versão offline dos softwares que compõem a distro, sendo um repositório offline de softwares.

O interessante das distros Linux, de forma geral, possuírem repositórios online, é que geralmente são as próprias empresas e sistemas que te oferecem, não somente os softwares que estão instalados na distro em si, mas também os disponíveis para instalar neste repositório de software.

Essa prática aumenta fortemente a segurança do sistema. O GIMP, o LibreOffice e o Firefox que você pode instalar no Ubuntu, para citar alguns exemplos, por mais que sejam feitos por comunidades e empresas terceiras, por serem software livre, são empacotados pela equipe da Canonical e distribuídos dentro do Ubuntu de forma semi-independente.

Por isso o LibreOffice que você pode baixar em formato .deb no site do software não é exatamente igual ao que você encontra no repositório do Ubuntu.

Espero que você tenha aprendido o que é um repositório, ajude a espalhar o conhecimento compartilhando este vídeo e não esqueça de verificar os links na descrição para maiores referência sobre o assunto.

Este conteúdo só foi possível graças aos nossos amigos e parceiros da HostGator, acesse este endereço para ter um oferta especial nos serviços de hospedagem da empresa.

Até a próxima!

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9base - Mais uma alternativa ao coreutils do GNU

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Já demos uma olhada no toybox e no embutils. Desta vez vamos dar uma olhada no 9base que é mais uma alternativa ao coreutils do GNU9base surgiu como um port de vária ferramentas originadas do sistema operacional Plan 9 para Unix, baseada no plan9port.

9base-para-linux-e-freebsd






Tudo no Linux é uma questão de escolha, você escolhe o que quer utilizar. Escolhe a distribuição, o ambiente gráfico, players e navegadores (até aí tudo certo até mesmo para o Windows), ferramentas de desenvolvimento como compiladores e engines, ferramentas para a administração de sistema, ferramentas para servidores e muito mais. Tem a liberdade até mesmo de utilizar software open source ou proprietário. Isso é liberdade: O direito a escolha.

A escolha reflete melhor o conceito de liberdade do que tudo e não unicamente uma licença. Isso porque Linux é um sistema operacional bem modular e essa flexibilidade é que reflete esta beleza de termos várias alternativas para tudo o que quisermos.

Já tratei do toybox e embutils e desta vez vamos mostrar o 9base, que é mais uma alternativa ao GNU coreutils (apesar que o toybox é um terminal, mas seus comandos são agrupados internamente). 9base é um conjunto de comandos para administração de tarefas que já fazemos frequentemente no sistema operacional. Este pacote foi herdado de outro sistema operacional chamado Plan9 (já mencionei sobre o Plan9 em outro artigo e no vídeo Muito além do GNU - newlib. Por traz do seu desenvolvimento estava dentre eles, Ken Topmpson o criador do Unix). Tanto que essa não é a única opção a respeito de ferramenta do plan9 para o Linux; existe por exemplo o Glendix que é uma distribuição Linux que utiliza ferramentas do Plan9 em seu user space (vai pensando que o Android é a única distribuição sem user space que não roda ferramentas do GNU).



Não fique preso a uma única alternativa, seja livre para utilizar outras, experimenta-as, analisá-las e tirar suas próprias conclusões ainda que não sejam agradáveis (essa mesmo eu detestei); mas ao menos fazendo isso, poderá opinar sobre o assunto. Reclamamos muito do Windows ser engessado mas acabamos cometendo o mesmo erro se não nos proporcionarmos a liberdade de conhecer. Livre é você, a licença serve para garantir a sua liberdade de escolha, é por isso que elas existem ;)

Confiram também sobre o bug que encontrei no Bash mais ou menos dois anos atrás e ali ainda permanece:



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Que tal um software Open Source para contabilidade?

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terça-feira, 10 de abril de 2018

Trabalhar com contabilidade pode ser complicado, as altas burocracias costumam afastar os meros entusiastas, por isso da necessidade de desenvolvimento de ferramentas que auxiliem as pessoas nessas tarefas. Hoje você vai conhecer um projeto Open Source focado em dar suporte a sistemas Linux neste segmento.

contabilidade-com-linux




















Em uma entrevista com Clodoaldo Bragato Lopes, que pretende trabalhar em um projeto de desenvolvimento de um software focado em contabilidade para Linux.

Softwares para escritórios de contabilidade é mais um campo que carece no Linux atualmente e pensando nisso que o desenvolvedor do projeto decidiu tomar uma iniciativa para solucionar este problema.

Tudo começa em uma conversa sobre a possibilidade da existência de algum software específico do ramo para Linux; pois os custos com licenças, não somente do Windows e de Office, mas outros programas que são utilizados na área de contabilidade, acabam sufocando a todos e aperto o orçamento. A ideia é manter exatamente tal software disponível gratuitamente, conforme você pode conferir no vídeo da entrevista logo abaixo:


No vídeo acima são informados os detalhes técnicos do projeto e as dúvidas mais comuns, além de apresentar planos futuros caso o projeto atinja sua meta, visto que uma versão alfa já está disponível.

Para que o projeto ganhe vida, o Clodoaldo necessita de apoio financeiro, para tal, ele criou uma campanha no site "Kickante" em busca de patrocinadores para criar esta solução para o mercado contábil.

O valor arrecadado servirá para arcar com as despesas de desenvolvimento envolvendo até mesmo uma eventual equipe. Vamos torcer para que o Linux venha ocupar mais uma área que até o momento para nós era desconhecida.
Para ficar por dentro de mais novidades, continue ligado no blog e no canal Toca do Tux.

Até a próxima!
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Aprenda os segredos de construir um negócio com software Open Source com John Mark Walker

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Se você estiver construindo um novo produto ou serviço, certamente os softwares Open Source desempenharão uma papel na sua empresa em algum momento, seja com menor ou maior envolvimento. Muitos empresários e gerentes de produto ainda lutam e debatem sobre a forma de se construir um negócio bem sucedido usando software Open Source.

Open Source Business





Segundo John Mark Walker (Open Source Ecosystems Manager on the Open Source and Standards team at Red Hat), o grande segredo de um negócio Open Source bem-sucedido é "ir muito além do código". "Para conseguir um produto certificado, previsível e gerenciável que 'apenas funciona' é preciso de muito mais esforço do que apenas escrever um bom código", comenta.

Criar um negócio Open Source exige uma sólida compreensão dos modelos de negócios de código aberto e das habilidades de gerenciamento, aliada a expertise para aproveitar o desenvolvimento dos produtos de forma aberta.

Em um e-book chamado "Building a Business on Open Souce", lançado pela Linux Foundation em associação com Walker, você poderá aprender o que é necessário para aprender a criar e gerenciar um produto ou serviço baseado em Linux ou softwares de código aberto.

O valor do modelo Open Source


À medida que o modelo Open Source se tornou mais prevalente, ele mudou a forma com que os produtos são desenvolvidos. Walker descreve os desafios únicos que existem ao desenvolver um produto assim, levantando questões importantes a serem consideradas na adoção de software Open Source, incluindo questões de sustentabilidade, responsabilidade e monetização.

Walker comenta que a Red Hat continua a ser a única empresa que tem sido bem-sucedida com um modelo comercial baseado puramente em software Open Source. Muitas empresas atualmente trabalham e perseguem um modelo similar onde o software Open Source se torna o meio comercial, mas existem outros modelos em torno "do Open Source", incluindo um modelo onde o núcleo do serviço é de código aberto, mas as ferramentas satélites não são. Esse é o chamado modelo de serviço  híbrido (e obviamente sustentável) que mistura o código fonte aberto com componentes proprietários, incluindo o suporte.

Mesmo com várias iniciativas potencialmente "dando certo", ainda pode-se discutir a diferença entre os modelos de negócios  abertos e híbridos, no entanto, segundo Walker, ambos ainda  possui um problema em comum: Muitas vezes (em ambos os casos) as empresas assumem que não há valor intrínseco na própria plataforma, quando há.

"Se você começar com a premissa de que as plataformas de código aberto têm um ótimo valor e você vende esse valor sob a forma de um produto de software certificado, isso é apenas um ponto de partida. A chave é que você está vendendo uma versão certificada de uma plataforma de código aberto e, a partir daí, depende de você como estruturar sua abordagem de produto ", comenta Walker.

O que está emergindo agora é um "novo modelo de plataforma aberta", no qual a própria plataforma de código aberto é vendida sob a forma de um produto certificado. Pode-se incluir complementos proprietários, mas deriva a maior parte do seu valor a partir da plataforma original.

É preciso pensar o processo de venda de forma diferente


Criar um negócio puramente em torno de uma plataforma Open Source requer um novo pensando e um novo processo de venda. É difícil transformar o código que está disponível para todos (geralmente gratuitamente) em um produto que funciona e pode ser usado em escala de negócio.

Sistema baseados em Linux e softwares Open Source são distribuídos gratuitamente normalmente, o que faz com as empresas melhorem seus serviços e ofereçam ecossistemas mais completos e complexos para conseguir clientes, melhorando os produtos por consequência. "Pelo mesmo preço da maçã, você pode ganhar uma maçã e uma faca para descascar a maçã".



Pode parecer fácil pegar algum código fonte gratuito, empacotá-lo e criar um produto à partir dele. Mas, na realidade, é um trabalho muito desafiador, no entanto, se você fizer isso direito, uma abordagem de código aberto oferece imensos benefícios incomparáveis.

Recomendo baixar o e-book da Linux Foundation e do Walker. as metodologias e processos detalhados ajudarão empresas, gerentes de negócio e desenvolvedores a adotar melhores práticas para criar valiosos produtos de código aberto.

Até a próxima!

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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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Barcelona vai passar a usar Linux e softwares Open Source

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A cidade de Barcelona vai adotar o Ubuntu e vários softwares livres como padrão em toda a sua infraestrutura governamental. De acordo com a reportagem do El País a migração será feita em partes e com calma para que não ocorram erros.

Barcelona Open Source






Segundo as informações, a mudança completa deverá ocorrer na Primavera de 2019 em Barcelona, até lá, todas as aplicações serão substituídas aos poucos por aplicativos que são compatíveis com Linux, como o LibreOffice em detrimento ao Microsoft Office, até que reste finalmente só o Windows como software proprietário nas estações, tornando uma migração para o Linux muito mais simples, já que todos os funcionários já saberão utilizar as ferramentas.

Os objetivos da cidade com o Linux e os softwares abertos


Segundo a comissária de Tecnologia e Inovação da Câmara Municipal de Barcelona, Francesca Bria, a cidade tem planos de usar 70% do seu orçamento para T.I. com a estrutura de softwares Open Source. Dentre os objetivos com essa migração estão o apoio a talentos locais no setor de T.I, o suporte poderá ser feito por várias empresas pequenas e médias que existem nos arredores da cidade, aliado a isso, a cidade quer incentivar a criação de empregos para novos desenvolvedores, serão 65 cargos para desenvolvedores locais que ajudaram a criar, adaptar e dar suporte a softwares que precisem atender necessidades específicas.

Para conseguir isso, um dos objetivos do projeto de migração inclui uma espécie de plataforma online, através do qual as pequenas empresas vão poder participar de concursos públicos para atender a cidade com Linux, ampliando e diversificado o mercado de trabalho, incentivando o desenvolvimento de softwares abertos.

Como base para o projeto, a distro escolhida por Barcelona é o Ubuntu. No momento já existem mil máquinas em execução como parte de um projeto piloto, a reportagem também revela que o cliente de E-mail Outlook e o Exchange Server serão substituídos por Open-Xchange e Thunderbird; Firefox e LibreOffice serão usados no lugar do Internet Explorer e do Microsoft Office.

"Dinheiro público, software público"


Este é o lema que está sendo colocando junto com a proposta. A linha de raciocínio é simples: já que a estrutura de softwares que controla e move a cidade é custeada através de dinheiro público, nada mais justo do que fazer com que essa tecnologia seja acessível e volte para os próprios catalães. Essa iniciativa faz parte de um projeto que pretende levar esse lema para a maior parte da Europa.

Outro fator considerado, é claro, é o dinheiro. A mudança do Windows para softwares abertos endossa a ideia de que os programas desenvolvidos podem ser utilizados em outros lugares da Espanha, quanto mais cidades adaptarem o Linux e softwares de código aberto, mais barato se torna o desenvolvimento e manutenção de qualquer coisa, além disso, apesar do número não ser revelado, Bria comenta que essa troca ajudará a economizar muito dinheiro em licenças em softwares que pertencem a uma empresa terceira  que não podem ser modificado de acordo com a necessidade da cidade por conta das limitações de Copyright.

No início do ano tivemos a notícia da cidade de Munique, na Alemanha, voltando para o Windows depois de praticamente 10 anos usando Linux. Houve muita crítica quanto a isso, inclusive dos Alemães, que também gostavam mais da ideia do "dinheiro público, software público" e existem muitas controvérsias quanto ao assunto, fique com o vídeo que eu fiz sobre o tema na ocasião:


O que você acha sobre o assunto? Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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Participe do Tchelinux de Erechim! Chamada de participação aberta!

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Tchelinux é um evento de software livre que acontece no Rio Grande do Sul anualmente em várias cidades do estado. A pedidos do meu grande amigo Ivan Brasil Fuzzer, do site Tecnologia Aberta, estou aqui pra lhe informar e convidar para o evento que acontecerá na cidade de Erechim-RS.

Tchê Linux





Como eu disse, o evento acontece em várias cidades do Rio Grande do Sul, verifique o site e veja qual a cidade mais próxima de você que terá o evento. Neste post eu quero anunciar a chamada para os colaboradores do evento que ocorrerá em Erechim no dia 30 de Outubro na Faculdade Anglicana de Erechim (FAE).  Os interessados em palestrar poderão submeter suas palestras e sugestões até o dia 8 de Setembro de 2017.
Para se cadastrar como palestrante basta acessar este endereço.

A ideia do evento é a agrupar os interessados por tecnologias abertas para a troca de conhecimento e criação de network, além de promover a cultura do software livre e do desenvolvimento open source.

Até a próxima!
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