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Kdenlive 19.04.01 lançado com diversas correções!

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Kdenlive 19.04 foi lançado no dia 18 de Abril, com essa nova versão vieram muitas novidades e mudanças no programa, entretanto um bug bem chato estava atrapalhando a edição de vídeos no software. No dia 11 de Maio, uma nova versão foi lançada, corrigindo este problema.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição

Edição de vídeo no Linux é repleto de ótimas opções, temos o Davince Resolve, Ligthtworks, ShotCut, Openshot, entre outras ferramentas. Porém um dos queridinhos sempre foi o Kdenlive. Muitos canais no Youtube sobre Linux, são editados ou foram por muitos anos com essa ferramenta, que é o caso do Diolinux. Em meu canal OSistemático, venho produzindo conteúdo desde o início (2016) com essa ferramenta, e mesmo tendo pontos fortes e fracos considero um bom editor de vídeos.

Kdenlive um editor em constante amadurecimento


Durante o início do canal OSistemático, sofria bastante com a versão do Kdenlive contida nos repositórios do Deepin. E durante um bom tempo, foram meses de situações que envolviam o travamento do programa e em alguns casos até a perda do projeto. Então um belo dia resolvi experimentar a versão que é recomendada pelo projeto, o Kdenlive em AppImage, e posso lhe garantir parecia outro programa.

A versão 19.04 veio recheada de mudanças, uma timeline refatorada (feita totalmente do zero), a possibilidade de gravar o áudio diretamente do editor, adição da renderização de vídeos com fundo transparente, melhora no render (ainda não é um ShotCut ou Davince Resolve durante a renderização, mas está bem melhor que as versões antigas). São inúmeras mudanças. E como novas mudanças podem ocasionar novos bugs, assim foi.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição-timeline

Mais de 40 bugs corrigidos no Kdenlive


  • Foram várias correções, eis alguns bugs solucionados:
  • Falha ao abrir projetos antigos;
  • Erro ao desfazer efeito de ganho/gama;
  • Correção na gravação do áudio;
  • Efeito fade-out quebrado;
  • Miniaturas em alguns clips com falhas;
  • Seleção de clipe bin mais rápido;
  • Efeito de todas as guias com falhas;
  • “Agulha” da timeline se perdia;
  • Imprecisão nos atalhos de corte na timeline;
  • Correções na compilação para Windows; 
  • E muito mais correções…

Veja a lista completa de bugs corrigidos no site oficial do Kdenlive.

Durante esse tempo que editei com a versão 19.04, notei apenas 3 bugs que eram: A agulha que sempre se perdia na timeline, acarretando na imprecisão do corte utilizando atalhos. Por algum motivo o Nvenc não foi reconhecido, impossibilitando a utilização de minha placa de vídeo para render, proxys e previews. E em alguns projetos o vídeo não era exportado com o fundo transparente.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição-osistematico-canal-youtube-diolinux

Utilizei mesmo assim na produção de meus vídeos e o único bug que atrapalhava minha produtividade era “a agulha se perdendo”. Durante nenhum momento o aplicativo fechou ou algo assim.

Kdenlive 19.04.01 em AppImage e Flatpak


Caso utilize o Kdenlive para suas produções, recomendo a dar uma chance para essa nova versão, 19.04.01. Dou preferência pelos AppImages do Kdenlive, por conta de sua estabilidade e praticidade. Entretanto outra solução que venho usando e gostando bastante é o oferecido no Flathub em Flatpak. Esse formato terá a vantagem da atualização, enquanto no AppImage você deverá baixar o editor a cada update.

Para executar o Kdenlive em AppImagem é muito simples, acesse a matéria e proceda como no passo-a-passo. No caso do Kdenlive Flatpak, será necessário configurar algumas coisas, então segue o post completo

O link para download de ambas versões encontram-se no site oficial do Kdenlive, baixe e experimente.

E você edita vídeos com o Kdenlive? Já editei alguns projetos com essa nova versão 19.04.01 e estou gostando muito, migrei totalmente para ela (😁😁😁).

Que tal continuar todo esse bate-papo sobre edição de vídeo em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, te espero SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux App Store, encontre AppImages, Snaps e Flatpaks num só lugar!

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

AppImage, Snap ou Flatpak? Eis uma dúvida de muitos usuários Linux, sejam novatos ou não. E caso queira saber um pouco mais sobre cada um e suas diferenças, temos um artigo super especial comparando os 3 formatos. No entanto caso já tenha “passado dessa fase”, e já utiliza aplicativos nesses formatos, o post é especialmente para você.

linux-app-store-flatpak-appimage-snap-deb-rpm-loja-programas-aplicativo-ubuntu-deepin-fedora-manjaro-mint

Em meu cotidiano faço uso de diversos softwares, sejam para produção do meu canal OSistemático ou até mesmo para escrever os artigos aqui no blog Diolinux (afinal é necessário criar as capas e tudo mais). E aplicações nos formatos AppImage, Snap e Flatpak são recorrentes em minha rotina, e creio que na de muitos usuários também. Entretanto para descobrirmos novos AppImages teremos que acessar o AppImageHub (ou site da aplicação), e pesquisar pelo mesmo. Já para encontrar os Snaps, podemos ir até a Snap Store e os Flatpaks no Flathub. Obviamente que algumas distribuições permitem adição de repositórios destes formatos em suas lojas, tornando o processo mais cômodo. Porém, e nos outros casos? E se existisse um lugar que agregasse a pesquisa dos programas em AppImage, Snap e Flatpak? Eis que lhes apresento à “Linux App Store”.

Encontre 3 formatos de pacotes em um só lugar!


A ideia é simples, aguardada por muitos, e desconhecida pela maioria. O site “linuxappstore.io” tem como proposta principal agregar e centralizar a pesquisa dos pacotes universais para Linux. Denominado de “Linux App Store”, o projeto é recente está ainda na versão 1.0.0, mas muito promissor. Software livre, o código da Linux App Store, está disponível no Github e é desenvolvido sobre as tecnologias JavaScript, Python e C#. 

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“Mal conheço, mas já considero pacas!”


Além de agregar os 3 formatos universais, em um futuro próximo, possivelmente a intenção é oferecer pacotes RPM e DEB, no entanto esse não é o foco principal do projeto. Sua construção é pautada em tecnologias web, para melhor integração indiferente da interface gráfica ou sistema e tem como pretensão centralizar as pesquisas e instalações dos formatos AppImage, Snap e Flatpak. Atuando de forma intermediária ao acesso de tais pacotes, em uma única interface.

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No momento a Linux App Store, não traz recursos essenciais como categorias e modos de filtragem mais elaborados. Todavia já foram reportadas em seu Github, o desejo por essas funções. Sejamos pacientes, com o tempo novas características serão incorporadas ao projeto tornando-o mais eficiente.

Outro aspecto da Linux App Store, é fazer uso de outros sites (AppImageHub, Flatpak e SnapCraft), mesmo que seja possível pesquisar pelos 3 formatos ao mesmo tempo, filtrar escolhendo um ou outro, ainda ao selecionar o programa você será redirecionado ao site referente ao tipo de pacote, algo que não chega a incomodar, entretanto poderia ser feito na própria loja.

Tenha em mente que o projeto não é algo oficial e relacionado aos pacotes, AppImage, Flatpak e Snap, sendo algo comunitário e sem o suporte dos encabeçadores destes formatos.

Se gosta de estar por dentro sobre AppImage, Snap e Flatpak, recomendo o grupo “Flatpak, Snap e AppImage” no Telegram, ele tem como foco esse tipo de assunto. Estou sempre por lá também. 

E você gostou da Linux App Store? Eu curti bastante, e estava contando as horas até alguém por essa ideia em prática.

Continue em nosso fórum Diolinux Plus esse assunto. Até o próximo post, te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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SuperTuxKart 1.0 lançado com modo online e novidades!

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

A versão estável “1.0” do SuperTuxKart é lançada! E repleto de novidades, como o tão aguardado modo multiplayer online. Para quem já é jogador assíduo do game, e está se “remoendo” e dizendo: “Eu já jogava online!”, porém esse modo na época estava em beta, e não vinha em nenhuma versão stable do jogo, agora vem…

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Conhecido por muitos como “O Mario Kart do Pinguim”, o SuperTuxKart é fortemente inspirado no game de kart do encanador bigodudo, com diferenciais e personagens marcantes do mundo Open Source/Livre. Como o Tux, mascote do Linux, Wilber, mascote do GIMP, Daemon, o famoso “diabinho” do BSD entre outras figuras icônicas.


Corridas no multiplayer online


Além do multiplayer local, já conhecido do game, o modo online proporciona uma jogatina tanto em salas públicas quanto em privadas, caso você ou algum amigo seja o host da partida.

A quantidade de jogadores num mesmo servidor são de 10 players. Uma conexão estável e ping baixo é requerido para o host, caso contrário não será incomum ver karts sumindo e aparecendo do nada (👻👻👻).

Novas pistas e aprimoramento dos karts


Particularmente sou um jogador (quase que compulsivo) de Mario Kart, indiferente da versão (😁💓🚘), e para quem curte o jogo da Nintendo, perceberá que mesmo sendo “inspirado” no game mais famoso de corrida de kart, o SuperTuxKart não é uma cópia genérica, possuindo vários diferenciais.

Começando por seus modos de jogo. Você poderá se divertir com o modo clássico de corrida, praticar correndo contra o tempo, batalhar com seus amigos capturando bandeiras ou até mesmo jogando um “Rocket League” com mascotes do mundo Livre.

Os itens durante a corrida também possuem mecânicas únicas, por exemplo um que sempre me atrapalha é o “chiclete”. Oh! Itenzinho chato viu (😠😠😡).

Algo que me incomoda em SuperTuxKart, é o balanceamento dos karts no jogo e controle da gameplay, entretanto a equipe de desenvolvimento atentou-se a esses detalhes e aprimorou os mesmos, tornando-os mais equilibrados. Novas pistas também foram adicionadas e outras pequenas mudanças foram feitas.

SuperTuxKart ou Mario Kart?


A comparação não é a melhor possível, visto que a proposta é diferente. Por ser software livre o SuperTuxKart é acessível a todos que possuem um computador e que queiram se divertir sem gastar um tostão com seus amigos. Lembrando que existe uma versão Android, então a jogatina pode ser portátil. Outro ponto são os modos diferentes de jogos, como o de futebol e caça bandeiras, isso tudo sem levar em consideração os personagens como o próprio Tux.

Não me entenda mal , de forma alguma quero falar que o Mario Kart é inferior, longe de mim tal besteira, no entanto mesmo sendo um jogador mais hardcore de Mario Kart, indico o SuperTuxKart para jogadores casuais (não espere o mesmo nível de gráficos e tudo mais, comparado ao Mario Kart, o game visa outro público). Seja para jogar com seu filho, irmão, amigos ou cônjuge. Vários momentos engraçados irão surgir, experimente. 

Baixando o SuperTuxKart


Você pode adquirir o game de algumas maneiras, para quem usa Arch ou Manjaro, basta pesquisar por “supertuxkart” no AUR.

No caso de Ubuntu, Mint e derivados. Existe um PPA, com versões estáveis e candidates do jogo.

Para instalar via PPA, abra o terminal e digite os seguinte comandos:

sudo add-apt-repository ppa:stk/dev

sudo apt update

sudo apt install supertuxkart

Para adicionar o PPA via interface gráfica, eis um artigo com um bom exemplo.

Outros meios é via Snap ou Flatpak, entretanto até o momento, em que escrevo este artigo, a versão do game não foi atualizada.



Aprenda como configurar o Snap neste post, e Flatpak neste outro.

No entanto a forma que mais indico é a distribuída pela própria equipe de desenvolvimento do SuperTuxKart. Basta efetuar o download diretamente do SourceForge.

 Download SuperTuxKart 1.0

Depois de baixar o game, extraia o conteúdo do arquivo, no diretório que desejar, e execute o script “run_game.sh” para iniciar o jogo.

Se desejar executar o SuperTuxKart sem a necessidade do terminal, clique com o botão direito do mouse em cima do “run_game.sh”, vá em “Propriedades, depois na aba “Permissões” e marque a opção “Permitir execução do arquivo como um programa”. 

supertuxkart-tux-mario-kart-jogo-corrida-linux-gratuiro-opensource-software-livre-marcar-execução-programa

A seguir instale o programa “Menu Editor”.

Você pode fazer via terminal com o comando:

sudo apt install menulibre

Ou pesquisar na loja por “Menu Editor

menulibre-editor-menu-linux

Abra o Menu Editor, selecione alguma categoria (a de jogos é a indicada). Clique no primeiro símbolo/botão, no meu caso é um “+”, em seguida na opção “Adicionar Lançador”.

Preencha como na imagem abaixo, e na opção “Comando”, clique no ícone de pasta e vá até o arquivo “run_game.script”, selecione o mesmo. Escolha um ícone ao seu gosto.

menulibre-editor-menu-linux

Se existir alguma dúvida com o procedimento, veja o vídeo sobre o “Menu Editor”. O procedimento foi realizado no Deepin, entretanto é indiferente a distribuição.



A versão Android pode ser baixada diretamente da Google Play Store.

E você, já testou o modo online do SuperTuxKart? Se ainda não baixou, não perca tempo…

Acesse nosso fórum Diolinux Plus e encontre outros jogadores, para quem sabe marcar uma jogatina (😁😁😁).

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Webcamoid um app multiplataforma para a sua webcam

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terça-feira, 12 de março de 2019

A utilização de webcams tornou-se algo relativamente comum nos tempos atuais, seja acoplada em um notebook ou adquirida a parte, esse tipo de device atende diferentes públicos: usuários comuns, youtubers, conferencistas, entre outros.

Porém nem sempre os softwares oferecidos pelos fabricantes tem sua versão Linux, e alguns usuários desconhecem de soluções equivalentes ao “programa padrão da fabricante da webcam”.

software-app-webcam-webcamoid-kde-appimage-linux-mac-windows

Mesmo sendo relativamente simples configurar uma webcam no Linux, algumas features extras podem potencializar nossa experiência durante a utilização de tais equipamentos, e ajustes finos como: codec, bitrate, configurações na imagem, áudio e vídeo, são interessantes se você deseja um maior controle.

O Webcamoid é uma aplicação de código aberto escrito em C++/Qt5 multiplataforma, dotado de algumas características como: a possibilidade de gerenciar mais de uma webcam, mais de 60 filtros (efeitos nos vídeos), captura de tela, ajustes na qualidade do áudio e vídeo, assim como configurações mais avançadas de codec, bitrate, formatos de saída do vídeo etc.

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Em sua versão Linux, além do v4l2loopback, tem incluso o suporte ao akvcam, driver de câmera virtual para Linux, na qual é o responsável por oferecer os mesmos recursos disponíveis nos drivers do Mac e Windows, possibilitando configurações persistentes, emulação dos controles da câmera (contraste, brilho, saturação, exposição, etc).

Instalando o Webcamoid


Em sua página oficial do Github, existem diversas opções do aplicativo destinado a cada sistema operacional, para o Linux recomendo a versão em AppImage, por ser mais prática e não exigir instalação.

Então efetue o download da aplicação neste formato.

 Baixar o Webcamoid

Após baixar o programa, clique com o botão direito do mouse, vá em propriedades e marque a opção “Permitir execução do arquivo como um programa”, não esqueça de verificar se a opção “Acesso”, está como “Leitura e escrita”.

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Funcionalidades do Webcamoid


O app é organizado da seguinte maneira: uma espécie de dock, que faz o papel de atalhos das configurações, um painel lateral que conforme a opção exibe os dispositivos ou efeitos, e na direita um painel com ajustes destas opções.

A dock é composta de 8 atalhos, sendo o primeiro uma forma de ativar e desativar a webcam.

O segundo atalho permite escolher e configurar os dispositivos, alterando formato de vídeo, resolução, taxa de FPS, etc.

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Também existe a possibilidade de setar a tela do seu desktop, para aplicar as demais opções de outros atalhos como efeitos, ou até mesmo efetuar uma captura de tela.

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Sempre após mudar alguma opção e antes de gravar, seja a tela ou a webcam, clique no primeiro atalho, ele é o responsável por desligar e ligar, efetivando as modificações.

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No terceiro atalho existem as opções de áudio, nele você pode alterar o formato, canais e muito mais.

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O quarto atalho permite capturar uma imagem, inclusive com um contador de tempo.

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No quinto atalho opções de codec, bitrate, formatos de áudio e vídeo, entre outros, além do botão para efetuar a gravação.

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Em seguida na próxima opção, estão disponíveis mais de 50 efeitos com ajustes, gastei um bom tempo testando e brincando com cada filtro.

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Em preferências configurações avançadas estarão disponíveis, dando maior liberdade para quem é mais “hardcore”.

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Particularmente gostei muito do Webcamoid, inclusive tive algumas ideias para OSistemático após fuçar em seus vários efeitos, outra coisa que me “encantou”, foi a riqueza de ajustes, caso seja dono de uma webcam, recomendo muito esse programa.

E você, já conhecia do Webcamoid? Deixe nos comentários suas experiências com o software, e se conhece outras aplicações interessantes.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Em 2019 uma Comissão Europeia relacionada a segurança cibernética está procurando a ajuda de quem puder para descobrir falhas de seguranças e bugs em 15 projetos Open Source,  o montante pode chegar até €1 Milhão.

 UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source






Anúncio foi feito por Julia Reda, membro do European Pirate Party e co-fundadora do projeto Free Software Open Source Audit (FOSSA), que foi iniciado em 2014 para ajudar a melhorar a segurança geral da Internet.

Em seu blog, ela fez o anúncio em 30 de Dezembro de 2018 e a na última atualização neste ano (10/01/2019) fez o seguinte complemento.

“Em janeiro, a Comissão Europeia está lançando 14 de um total de 15 recompensas para a caça de bugs em projetos de Software Livre que as instituições da UE confiam. Um bug bounty é um prêmio para pessoas que procuram ativamente por problemas de segurança. O montante da recompensa depende da gravidade do problema descoberto e da importância relativa do software. Os projetos de software escolhidos foram previamente identificados como candidatos nos inventários e uma pesquisa pública .”

Alguns programas bem conhecido estão na lista dos “contratos”, como:

- Filezilla, com recompensa €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- VLC Media Player, com recompensa de €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- KeePass, com recompensa de €71.000,00, começando em 15/01/2019 e terminando em 31/07/2019;

- PuTTY, com recompensa de €90.000,00 começando em 07/01/2019 e terminando em 15/12/2019;

Outro ponto pertinente levantado pela Julia foi o seguinte:

"A questão fez muitas pessoas perceberem o quão importante é o Software Livre e de Código Aberto para a integridade e confiabilidade da Internet e outras infraestruturas. Como muitas outras organizações, instituições como o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão baseiam-se no Software Livre, tanto em seus sites, quanto muitas outras coisas ".

Bem que nossos legisladores poderiam ter a mesma postura em nossas prefeituras, governos estaduais e federais.

Para saber a lista completa de aplicativos que participam da campanha, além de saber como você pode participar, acesse o link do blog da Julia Reda.

Iniciativas assim são muito bem-vindas, pois trazem benefícios para os usuários dos aplicativos e assim eleva a qualidade dos mesmos, não só para quem promove a caça aos bugs, como para aqueles que ainda irão usar os aplicativos no futuro que já contarão com correções de bugs, vulnerabilidades e implementações de novas tecnologias também. 

Isso é um dos “poderes” que a comunidade open source tem, poder diagnosticar um problema, pensar e desenvolver a solução e aplicar a mesma em tempo “recorde” em relação aos softwares e sistemas operacionais proprietários.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Você sabe o que é um repositório? (Linux)

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Uma das missões que temos aqui no blog é simplificar o seu entendimento da tecnologia, especial a tecnologia Open Source e por consequência, o mundo Linux também. Existem muitos termos diferentes quando começamos a estudar sobre Linux, o próprio termo "Kernel" é incomum para a maior parte dos usuários comuns de computador, mas existem muitos mais, hoje vamos reservar alguns minutos para que você entenda o que é um "repositório".

O que é um repositório Linux






Segundo o dicionário, um repositório é: "um lugar onde se guarda, arquiva, coleciona alguma coisa." Podemos transportar esta explicação para o mundo dos softwares e teremos os chamados "repositórios de software". 

Os repositórios são muito comuns nas grandes distros Linux, você já deve ter ouvido falar que sistema como Ubuntu, Debian, SUSE, Red Hat, CentOS e muitos outros possuem seus próprios repositórios, sejam distros usadas em desktops, internet das coisas ou servidores de hospedagem ou qualquer outra atividade, todas possuem a sua "fonte de pacotes".

Como existem muitas distribuições, vamos pegar uma, o Ubuntu, para fazer um estudo de caso. No vídeo abaixo nos explicamos para você direitinho como funciona um repositório e quais são os tipos:


De forma simples de entender, os repositórios são servidores que hospedam os os pacotes de software de cada distribuição Linux, todo o conteúdo que você consegue baixar no seu computador através do terminal ou de uma loja de aplicativos vem de um destes servidores.

Quando a Canonical, a empresa que desenvolve o Ubuntu, deseja atualizar algum componente do sistema, basta subir uma nova versão do pacote para o repositório, e ele vai aparecer como uma atualização para você.

Para facilitar a organização, geralmente a distros dividem os tipos de pacotes em repositórios diferentes, como por exemplo (no caso do Ubuntu), o repositório "Multiverse", onde você encontrará apenas softwares de código fechado, como drivers de vídeo.

Mas apesar da existência de um servidor como repositório, geralmente é preciso de uma ferramenta que acesse os dados do servidor e baixe e instale os pacotes no seu sistema, para isso existem utilitários como o "apt" (sigla para advanced packaging Tool), que consegue buscar os pacotes no repositório e trazer para o seu sistema, para que, geralmente outro utilitário o instale, o dpkg.

Mirrors


O Canonical é uma empresa britânica, e seus servidores principais são hospedados geograficamente muito longe de nós, brasileiros. É aí que entram outros servidores que nos chamamos de mirrors.

Os mirros, ou espelhos, são servidores que basicamente copiam todo o conteúdo do repositório principal do sistema e estando mais próximos de nós, eles tendem a ter uma velocidade maior, permitindo que o download das aplicações seja mais rápido.

No mundo Ubuntu temos também os chamados repositórios PPA


PPA quer dizer “Personal Package Archives” e são originários do serviço de hospedagem e versionamento de software da Canonical, o Launchpad. Lá desenvolvedores podem colocar softwares para o Ubuntu e seus derivados, criando repositórios especiais para as aplicações que não fazem parte dos repositórios padrões do sistema.

Repositórios offline


Até agora eu falei de repositórios online, que são estes que são hospedados em servidores mundo à fora, mas um repositório de software não precisa ser online. Um exemplo legal disso é o Debian.  Se você já tentou baixar alguma vez o sistema, deve ter reparado que existem várias mídias de instalação.

A primeira mídia geralmente inclui o próprio sistema com alguns softwares básicos, porém, nas mídias seguintes você tem a versão offline dos softwares que compõem a distro, sendo um repositório offline de softwares.

O interessante das distros Linux, de forma geral, possuírem repositórios online, é que geralmente são as próprias empresas e sistemas que te oferecem, não somente os softwares que estão instalados na distro em si, mas também os disponíveis para instalar neste repositório de software.

Essa prática aumenta fortemente a segurança do sistema. O GIMP, o LibreOffice e o Firefox que você pode instalar no Ubuntu, para citar alguns exemplos, por mais que sejam feitos por comunidades e empresas terceiras, por serem software livre, são empacotados pela equipe da Canonical e distribuídos dentro do Ubuntu de forma semi-independente.

Por isso o LibreOffice que você pode baixar em formato .deb no site do software não é exatamente igual ao que você encontra no repositório do Ubuntu.

Espero que você tenha aprendido o que é um repositório, ajude a espalhar o conhecimento compartilhando este vídeo e não esqueça de verificar os links na descrição para maiores referência sobre o assunto.

Este conteúdo só foi possível graças aos nossos amigos e parceiros da HostGator, acesse este endereço para ter um oferta especial nos serviços de hospedagem da empresa.

Até a próxima!

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9base - Mais uma alternativa ao coreutils do GNU

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Já demos uma olhada no toybox e no embutils. Desta vez vamos dar uma olhada no 9base que é mais uma alternativa ao coreutils do GNU9base surgiu como um port de vária ferramentas originadas do sistema operacional Plan 9 para Unix, baseada no plan9port.

9base-para-linux-e-freebsd






Tudo no Linux é uma questão de escolha, você escolhe o que quer utilizar. Escolhe a distribuição, o ambiente gráfico, players e navegadores (até aí tudo certo até mesmo para o Windows), ferramentas de desenvolvimento como compiladores e engines, ferramentas para a administração de sistema, ferramentas para servidores e muito mais. Tem a liberdade até mesmo de utilizar software open source ou proprietário. Isso é liberdade: O direito a escolha.

A escolha reflete melhor o conceito de liberdade do que tudo e não unicamente uma licença. Isso porque Linux é um sistema operacional bem modular e essa flexibilidade é que reflete esta beleza de termos várias alternativas para tudo o que quisermos.

Já tratei do toybox e embutils e desta vez vamos mostrar o 9base, que é mais uma alternativa ao GNU coreutils (apesar que o toybox é um terminal, mas seus comandos são agrupados internamente). 9base é um conjunto de comandos para administração de tarefas que já fazemos frequentemente no sistema operacional. Este pacote foi herdado de outro sistema operacional chamado Plan9 (já mencionei sobre o Plan9 em outro artigo e no vídeo Muito além do GNU - newlib. Por traz do seu desenvolvimento estava dentre eles, Ken Topmpson o criador do Unix). Tanto que essa não é a única opção a respeito de ferramenta do plan9 para o Linux; existe por exemplo o Glendix que é uma distribuição Linux que utiliza ferramentas do Plan9 em seu user space (vai pensando que o Android é a única distribuição sem user space que não roda ferramentas do GNU).



Não fique preso a uma única alternativa, seja livre para utilizar outras, experimenta-as, analisá-las e tirar suas próprias conclusões ainda que não sejam agradáveis (essa mesmo eu detestei); mas ao menos fazendo isso, poderá opinar sobre o assunto. Reclamamos muito do Windows ser engessado mas acabamos cometendo o mesmo erro se não nos proporcionarmos a liberdade de conhecer. Livre é você, a licença serve para garantir a sua liberdade de escolha, é por isso que elas existem ;)

Confiram também sobre o bug que encontrei no Bash mais ou menos dois anos atrás e ali ainda permanece:



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Que tal um software Open Source para contabilidade?

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terça-feira, 10 de abril de 2018

Trabalhar com contabilidade pode ser complicado, as altas burocracias costumam afastar os meros entusiastas, por isso da necessidade de desenvolvimento de ferramentas que auxiliem as pessoas nessas tarefas. Hoje você vai conhecer um projeto Open Source focado em dar suporte a sistemas Linux neste segmento.

contabilidade-com-linux




















Em uma entrevista com Clodoaldo Bragato Lopes, que pretende trabalhar em um projeto de desenvolvimento de um software focado em contabilidade para Linux.

Softwares para escritórios de contabilidade é mais um campo que carece no Linux atualmente e pensando nisso que o desenvolvedor do projeto decidiu tomar uma iniciativa para solucionar este problema.

Tudo começa em uma conversa sobre a possibilidade da existência de algum software específico do ramo para Linux; pois os custos com licenças, não somente do Windows e de Office, mas outros programas que são utilizados na área de contabilidade, acabam sufocando a todos e aperto o orçamento. A ideia é manter exatamente tal software disponível gratuitamente, conforme você pode conferir no vídeo da entrevista logo abaixo:


No vídeo acima são informados os detalhes técnicos do projeto e as dúvidas mais comuns, além de apresentar planos futuros caso o projeto atinja sua meta, visto que uma versão alfa já está disponível.

Para que o projeto ganhe vida, o Clodoaldo necessita de apoio financeiro, para tal, ele criou uma campanha no site "Kickante" em busca de patrocinadores para criar esta solução para o mercado contábil.

O valor arrecadado servirá para arcar com as despesas de desenvolvimento envolvendo até mesmo uma eventual equipe. Vamos torcer para que o Linux venha ocupar mais uma área que até o momento para nós era desconhecida.
Para ficar por dentro de mais novidades, continue ligado no blog e no canal Toca do Tux.

Até a próxima!
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Aprenda os segredos de construir um negócio com software Open Source com John Mark Walker

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Se você estiver construindo um novo produto ou serviço, certamente os softwares Open Source desempenharão uma papel na sua empresa em algum momento, seja com menor ou maior envolvimento. Muitos empresários e gerentes de produto ainda lutam e debatem sobre a forma de se construir um negócio bem sucedido usando software Open Source.

Open Source Business





Segundo John Mark Walker (Open Source Ecosystems Manager on the Open Source and Standards team at Red Hat), o grande segredo de um negócio Open Source bem-sucedido é "ir muito além do código". "Para conseguir um produto certificado, previsível e gerenciável que 'apenas funciona' é preciso de muito mais esforço do que apenas escrever um bom código", comenta.

Criar um negócio Open Source exige uma sólida compreensão dos modelos de negócios de código aberto e das habilidades de gerenciamento, aliada a expertise para aproveitar o desenvolvimento dos produtos de forma aberta.

Em um e-book chamado "Building a Business on Open Souce", lançado pela Linux Foundation em associação com Walker, você poderá aprender o que é necessário para aprender a criar e gerenciar um produto ou serviço baseado em Linux ou softwares de código aberto.

O valor do modelo Open Source


À medida que o modelo Open Source se tornou mais prevalente, ele mudou a forma com que os produtos são desenvolvidos. Walker descreve os desafios únicos que existem ao desenvolver um produto assim, levantando questões importantes a serem consideradas na adoção de software Open Source, incluindo questões de sustentabilidade, responsabilidade e monetização.

Walker comenta que a Red Hat continua a ser a única empresa que tem sido bem-sucedida com um modelo comercial baseado puramente em software Open Source. Muitas empresas atualmente trabalham e perseguem um modelo similar onde o software Open Source se torna o meio comercial, mas existem outros modelos em torno "do Open Source", incluindo um modelo onde o núcleo do serviço é de código aberto, mas as ferramentas satélites não são. Esse é o chamado modelo de serviço  híbrido (e obviamente sustentável) que mistura o código fonte aberto com componentes proprietários, incluindo o suporte.

Mesmo com várias iniciativas potencialmente "dando certo", ainda pode-se discutir a diferença entre os modelos de negócios  abertos e híbridos, no entanto, segundo Walker, ambos ainda  possui um problema em comum: Muitas vezes (em ambos os casos) as empresas assumem que não há valor intrínseco na própria plataforma, quando há.

"Se você começar com a premissa de que as plataformas de código aberto têm um ótimo valor e você vende esse valor sob a forma de um produto de software certificado, isso é apenas um ponto de partida. A chave é que você está vendendo uma versão certificada de uma plataforma de código aberto e, a partir daí, depende de você como estruturar sua abordagem de produto ", comenta Walker.

O que está emergindo agora é um "novo modelo de plataforma aberta", no qual a própria plataforma de código aberto é vendida sob a forma de um produto certificado. Pode-se incluir complementos proprietários, mas deriva a maior parte do seu valor a partir da plataforma original.

É preciso pensar o processo de venda de forma diferente


Criar um negócio puramente em torno de uma plataforma Open Source requer um novo pensando e um novo processo de venda. É difícil transformar o código que está disponível para todos (geralmente gratuitamente) em um produto que funciona e pode ser usado em escala de negócio.

Sistema baseados em Linux e softwares Open Source são distribuídos gratuitamente normalmente, o que faz com as empresas melhorem seus serviços e ofereçam ecossistemas mais completos e complexos para conseguir clientes, melhorando os produtos por consequência. "Pelo mesmo preço da maçã, você pode ganhar uma maçã e uma faca para descascar a maçã".



Pode parecer fácil pegar algum código fonte gratuito, empacotá-lo e criar um produto à partir dele. Mas, na realidade, é um trabalho muito desafiador, no entanto, se você fizer isso direito, uma abordagem de código aberto oferece imensos benefícios incomparáveis.

Recomendo baixar o e-book da Linux Foundation e do Walker. as metodologias e processos detalhados ajudarão empresas, gerentes de negócio e desenvolvedores a adotar melhores práticas para criar valiosos produtos de código aberto.

Até a próxima!

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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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