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PureOS tem versão estável lançada!

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Responsável pelo Librem 5, smartphone com Linux embarcado e laptops com o pinguim, a Purism anunciou o lançamento de seu sistema operacional. o PureOS é baseado em Debian e você já pode testá-lo.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Com o lançamento próximo de seu smartphone Librem 5, que começa a ser enviado aos clientes a partir de 24 de Setembro, a empresa decidiu disponibilizar seu sistema operacional. Anteriormente apenas a versão rolling release estava disponível, enquanto a versão estável passava por diversos testes, até que a Purism tivesse a certeza que o PureOS tinha ficado maduro o suficiente. Com planos de entregar um sistema contínuo, em que você instala uma vez e vai recebendo atualizações indefinidamente e outro estável, o PureOS quer passar solidez e praticidade. Fica ao critério utilizar o PureOS estável ou rolling release. 

“Estamos fazendo o lançamento da versão estável do PureOS e criando uma nova versão rolling release. Além dessa versão estável, estamos adicionando dois pacotes complementares - amber-security e amber-updates - que trabalham juntos para criar uma versão sólida”, diz Jeremiah Foster, diretor do PureOS.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Já fizemos algumas postagens sobre o PureOS e seu conceito que se assemelha muito a convergência, proposta pela Canonical (isso na versão mobile do SO). Acesse este link e saiba mais, também abordamos sobre o “PureBoot”, para maior proteção de computadores com Linux. Caso queira mais informações, acesse essa postagem.

Por se tratar de um sistema rolling release, a Purism informou que o PureOS continuará recebendo as atualizações, mesmo com a release estável. Todavia, a versão rolling release é recomendada para entusiastas e usuários avançados que desejem as últimas versões dos programas pré-instalados no sistema. Ao que tudo indica a versão estável será o foco para usuários finais.

purism-pureos-librem5-debian-linux-gnome-software-livre-open-source

Além de ser baseado no Debian, o PureOS conta com o ecossistema GNOME em sua concepção.

Faça o download da versão estável por meio deste link, os mais “moderninhos” podem adquirir o contêiner do Docker, por aqui.

Lembrando que o PureOS não funciona em hardwares 32bits, para mais informações acesse seu site oficial.

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Purism, Softpedia.
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Novo GNOME MPV é lançado e tem seu nome alterado para Celluloid. Aprenda como instalar o player

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

O player GNOME MPV é famoso entre os usuários do GNOME, sendo um frontend do GTK para o mpv, o programa recebeu uma nova versão. Em seguida irei destacar as principais mudanças desta nova versão e demonstrar como obter as últimas versões de lançamento do software.

gnome-mpv-celluloid-player-video-musica-linux-ubuntu-mint-gtk-ppa-flathub-flatpak

Player de música e vídeo, são coisas muito pessoais. Mas estar aberto a novas experiências, e quem sabe substituir uma atual solução por uma nova, pode lhe proporcionar bons resultados.

Outrora chamado de GNOME MPV, o player de vídeos, agora foi renomeado para Celluloid (em sua versão 0.17).

O por quê dessa mudança? Segundo um dos membros do GNOME, Tobias Bernard, o nome era “não-descritivo”:

“O nome atual é um pouco deselegante e não se encaixa realmente com outros aplicativos na plataforma GNOME. Bons nomes de aplicativos geralmente são um único substantivo relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, "Fragments" para um aplicativo de torrent ou "Peek" para um gravador de tela).”

gnome-mpv-celluloid-player-video-musica-linux-ubuntu-mint-gtk-ppa-flathub-flatpak

Há pouco tempo Tobias escreveu no blog oficial do GNOME, uma postagem com dicas e demonstrando um passo a passo para dar bons nomes aos seus projetos. Você pode acessar uma postagem que escrevi, aqui no blog Diolinux, complementando com minhas experiências as dicas do Tobias. Recomendo para quem deseja iniciar um novo projeto (seja software, canal no Youtube, site, nome de marca, etc) ou possui um atualmente e gostaria de um nome mais condizente. Você pode acessar essa postagem, por este link (falo um pouco do OSistemático, e algumas curiosidades, aposto que gostará 😉️😉️😉️).

Celluloid, esse nome tem haver com vídeos?


Alguns podem estar se perguntando: Mas porque Celluloid? Celluloid (em português celulóide) é o nome de um plástico transparente feito em folhas de cânfora e nitrocelulose, antigamente utilizado para filme cinematográfico (por ser altamente inflamável, era comum ocorrer acidentes durante a exibição dos filmes). O nome segue algumas das regrinhas descritas na postagem que disponibilizei no link acima. Obviamente que existiria uma mudança em seu ícone, isso ocorreu na versão anterior do app (0.16). Este novo ícone representa muito bem o nome Celluloid, pois sua figura é de um quadro de filme de celulóide, somado a um símbolo de player e uma pequena barra indicando ser um reprodutor.

gnome-mpv-celluloid-player-video-musica-linux-ubuntu-mint-gtk-ppa-flathub-flatpak

Principais alterações na versão 0.17 do Celluloid:

  • Nome renomeado de GNOME MPV para Celluloid;
  • Tradução Turca adiciona por @TeknoMobil;
  • Tradução em Esperanto adicionada por @ F3nd0;
  • Migração do opengl-cb para a nova API de renderização;
  • Melhor compatibilidade com atalhos de teclado numpad;
  • Melhor compatibilidade com atalhos de teclado unicode;
  • Encaminhamento dos eventos do “media-keys” para o mpv;
  • Adicionado a chave dconf para controlar o limite de velocidade do cursor para mostrar os controladores;
  • Adicionado a opção para suprimir erros de reprodução;
  • E muito mais.

Como instalar o Celluloid


Por conta dessa transição do nome GNOME MPV para Celluloid, não será raro encontrar ambas as formas de se adquirir o programa. Alguns pacotes e repositórios o denominam pelo antigo nome e outros pelo novo. Por exemplo, no Ubuntu você encontrará a versão antiga pesquisando em sua loja por “GNOME MPV”, entretanto, para instalar os últimos lançamentos deverá recorrer ao PPA ou o pacote em Flatpak.

Celluloid (GNOME MPV) via PPA


A opção via PPA em meu ponto de vista não é a melhor opção. Justamente por conta da migração, o repositório continua com o pacote da versão .016, a anterior a 0.17 com o novo nome (na data deste post 16/08/2019). No momento não existem informações se o PPA será trocado ou apenas o pacote. Inclusive no próprio site oficial do Celluloid essa opção é disponibilizada. No entanto, recomendo a segunda forma que irei demonstrar adiante. Agora se mesmo assim deseja instalar por essa maneira, eis os comandos.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:xuzhen666/gnome-mpv

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Celluloid (GNOME MPV) do PPA via terminal:

sudo apt install gnome-mpv

Removendo o Celluloid (GNOME MPV) via terminal:

sudo apt remove gnome-mpv

Removendo o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository -r ppa:xuzhen666/gnome-mpv 

Celluloid Flatpak via Flathub


O Celluloid está disponível do repositório Flathub, facilitando a instalação para maioria das distribuições Linux. Caso esteja utilizando Linux Mint, não será necessário nenhuma configuração. Pesquise na loja por: “Celluloid” e instale a aplicação. Usuários do Ubuntu podem adicionar o suporte ao Flatpak e também instalar pela loja. Configure conforme este tutorial.

gnome-mpv-celluloid-player-video-musica-linux-ubuntu-mint-gtk-flathub-flatpak

Para usuários de outras distribuições, veja neste link a forma de habilitar o suporte a Flatpak. Lembrando que o repositório do Flathub deverá ser adicionado. Já se prefere instalar via terminal ou a loja de sua distro Linux não possui integração com o Flatpak, use os comandos logo abaixo para instalar o Celluloid. Obviamente, que você o Flatpak já deve estar configurado em seu sistema, conforme o procedimento que informei anteriormente.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Celluloid Flatpak via terminal:

flatpak install flathub io.github.celluloid_player.Celluloid

Removendo o Celluloid Flatpak via terminal:

flatpak remove io.github.celluloid_player.Celluloid

Se preferir pode compilar o Celluloid, em seu repositório do Github existe todo procedimento. 

E você, costumava usar o GNOME MPV ou utiliza outro player? Gosto muito do VLC. O visual dele não é um dos melhores, mas ele “roda até tampa de garrafa” (😁️😁️😁️). No entanto, o Celluloid se comportou bem e não tive maiores problemas (nem com legendas).

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Até o próximo post, que agora irei ver alguns vídeos no Celluloid, SISTEMATICAMENTE! 😎

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KDE Connect no macOS e Windows! Isso mesmo! Você não leu errado!

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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Praticidade é algo que sempre desejamos, indiferente do sistema operacional. Integrar Android e PC, ao menos que minimamente, é uma tarefa requisitada por muitos. No mundo Linux uma aplicação faz muito bem esse papel, seu nome é KDE Connect.

kde-connect-mac-windows-linux-android-app-smartphone-google

Ao instalar o Ubuntu sempre adiciono o KDE Connect em minha lista de aplicações. No Gnome, especificamente, uma boa pedida é utilizar a extensão GSconnect. Temos um post de instalação do KDE Connect e no caso do Ubuntu com Gnome, o GSconnect. Acesse a postagem e veja como utilizar o programa no Ubuntu e derivados. No entanto, o assunto de hoje é a integração do KDE Connect no Windows e macOS.

Google “contribuindo com KDE Connect”


A gigante das buscas é uma das muitas empresas que impactam o mundo open source. Seja com suas contribuições diretas, com auxílio no desenvolvimento ou dinheiro,como promoção. O curioso que desta vez, é que essa “contribuição” foi de forma indireta, através do Google Summer of Code 2019. Incentivados pela Google, diversos alunos são apresentados ao desenvolvimento de software open source. Esse programa permite que esses estudantes tenham maior contato com projetos abertos e em suas férias auxiliem no desenvolvimento de programas. Desde 2005, ano de sua criação, o Google Summer of Code reuniu mais de 14.000 estudantes e mais de 24.000 mentores ao redor do mundo inteiro. Num total, foram mais de 651 organizações de código aberto auxiliadas, e alguns estudantes estão trabalhando no KDE Connect para Windows e macOS.

KDE Connect no macOS


O Mac, por exemplo, possui o recurso de “continuidade” entre o macOS e o iOS. Essa função é muito interessante, porém, usuários de Android poderão sentir a necessidade de algo parecido. O KDE Connect no sistema da maçã, é uma boa solução.

Basicamente para utilizar o KDE Connect no sistema da Apple, você terá que ter as últimas versões (a partir do macOS 10.14 Mojave). Isso se o intuito for uma simples instalação de um DMG, versões inferiores também poderão fazer uso da ferramenta. No entanto, a construção (compilação do KDE Connect) deverá ser manual. Em breve versões estáveis serão lançadas, até lá os usuários de Mac devem acessar o KDE Binary Factory e obter o arquivo DMG.

kde-connect-mac-dmg-linux-android-app-smartphone-google

Baixe o KDE Connect para macOS, por este link.

Enfatizando que a opção disponibilizada atualmente precisa de permissão para execução de aplicativo de um desenvolvedor não certificado. Todavia é uma questão de tempo para não ser mais necessário esse passo em seu Mac. 

Caso queira mais informações sobre o KDE Connect para macOS, acesse o blog do estudante Weixuan Xiao, responsável por essa façanha.

KDE Connect no Windows


No Windows o KDE Connect pode ser compilado para sua utilização, porém, existem muitos problemas e plugins importantes sem suporte. Por esse motivo a versão para o sistema da Microsoft até hoje não foi considerada estável o suficiente para ser apresentada pelo projeto do KDE Connect. Mais uma vez um estudante, Piyush Aggarwal, participante do programa da Google, entra em ação e pretende resolver as atuais falhas e incompatibilidades.

A versão Windows ainda está em um estado mais “embrionário”, todavia Piyush vem, em seu blog, demonstrando os avanços em seu desenvolvimento. Eis um vídeo demonstrando um pouco do funcionamento do KDE Connect no Windows 10.


Mais informações podem ser obtidas no blog de Piyush, ele descreveu detalhadamente seus testes e resultados.

O app Android do KDE Connect está disponível diretamente na Google Play Store e F-Droid.

É muito interessante ver projetos de código aberto serem auxiliados por estudantes que, ao mesmo tempo que ganham expertise, contribuem com ótimas soluções. Com o Google Summer of Code, a Google proporciona a entrada de jovens profissionais no mundo open source.

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Como instalar o LibreOffice no Linux

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sábado, 10 de agosto de 2019

O LibreOffice é uma suíte office muito popular entre usuários do pinguim, mas também com usuários Windows e Mac. Hoje você verá algumas maneiras de se obter essa poderosa suíte office.

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No momento em que escrevo esse artigo, estou utilizando o Ubuntu 18.04, porém, a dica é válida para todos derivados e com exceção do passo que demonstrarei a instalação de pacotes DEB e PPA, as principais distribuições poderão fazer uso das demais formas apresentadas. Feitas essas ressalvas, vamos pôr as mãos na massa!

Instalando o LibreOffice diretamente do site


Acesse o site oficial do LibreOffice, e efetue o download da última versão, escolhendo a versão conforme sua distro, no exemplo estou usando Ubuntu (DEB).

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Ao efetuar o download o site irá sugerir mais 2 pacotes, a interface do usuário e ajuda em português. Baixe ambos.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Para maior organização, extraia os arquivos em uma pasta. Comece pelo pacote do LibreOffice, no momento que faço essa postagem o “LibreOffice_6.3.0_Linux_x86-64_deb”, verá que dentro dele existe uma pasta denominada “DEBS” com diversos pacotes dentro.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Clique dentro da pasta com o botão direito do mouse, e selecione a opção “Abrir no terminal”.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Dentro do terminal, digite o comando para instalar todos os pacotes.

sudo dpkg -i *.deb

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Espere a conclusão da instalação, e repita o procedimento com os demais arquivos que baixou e extraiu (ajuda e linguagem do usuário em português). Caso tenha alguma dúvida, veja o procedimento neste vídeo.


LibreOffice via PPA


Essa opção é para quem quer ter a instalação via PPA oficial do LibreOffice. Particularmente não vejo a necessidade em instalar por esta maneira, porém, alguns usuários ainda fazem uso deste tipo de instalação.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:libreoffice/ppa

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o LibreOffice do PPA via terminal:

sudo apt install libreoffice

Removendo o PPA:

sudo apt-get install ppa-purge && sudo ppa-purge ppa:libreoffice/ppa

LibreOffice via Snap


Outra possibilidade é instalar o LibreOffice no formato Snap. Usuários do Ubuntu podem simplesmente pesquisar na loja por: “LibreOffice”, atente-se para a origem do pacote e veja se o mesmo é o Snap.

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Se estiver utilizando outra distribuição, que não seja o Ubuntu, por exemplo o Linux Mint. Acesse essa postagem e habilite o Snap em seu sistema. A instalação também poderá ser feita via terminal, caso sua distribuição não possua uma loja com integração com o Snap ou queira utilizar o terminal.

Instalando o LibreOffice via Snap:

sudo snap install libreoffice

Removendo o LibreOffice via Snap:

sudo snap remove libreoffice

LibreOffice via Flatpak


A suíte mais famosa do mundo Linux também está disponível no Flathub, assim caso queira utilizar o LibreOffice no formato Flatpak sua instalação é bem simples. Usuários do Linux Mint, por exemplo, podem pesquisar por: “LibreOffice flatpak” e instalar sem prévias configurações. No Ubuntu será necessário habilitar o suporte ao Flatpak e adicionar o repositório Flathub, uma tarefa tranquila e com um passo a passo para você. Após configurar o seu Ubuntu, instale diretamente da loja conforme mencionei para o Mint.

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Outras distribuições que não tenham o Flatpak por padrão, podem utilizar esse post. A adição do repositório do Flathub é um requisito importante, irei demonstrar a seguir aos usuários que decidirem instalar o LibreOffice via terminal.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o LibreOffice Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.libreoffice.LibreOffice

Removendo o LibreOffice Flatpak via terminal:

flatpak remove org.libreoffice.LibreOffice

LibreOffice via AppImage


Uma forma bem interessante para utilização do LibreOffice é o AppImage, com ele não será necessária nenhuma instalação e você pode até manter o arquivo salvo em um pendrive. Baixe do site oficial e escolha a versão desejada. São 3: Basic (apenas em inglês), Standard (com outras línguas, incluindo o português) e Full (com todas as línguas suportadas). No exemplo logo abaixo efetuei o download da Standard.

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Para executar o arquivo, clique com o botão direito do mouse, vá em “Propriedades” >> “Permissões” e marque “Permitir a execução do arquivo como um programa”. Clique duas vezes sobre o AppImage e “seja feliz”.

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Obviamente que existem outras maneiras de instalar o LibreOffice em seu sistema, como via PPA ou até mesmo o pacote contido diretamente do repositório oficial de sua distribuição. No entanto, é bem provável que a versão baixada do site (seja a DEB, RPM ou AppImage) estarão nos últimos lançamentos. As opções em Snap e Flatpak costumam sempre seguir a mesma lógica, todavia, é normal que haja um pequeno atraso (geralmente no máximo uma semana).

Você pode escolher qual forma utilizará o LibreOffice, e o uso do terminal é opcional. Em distribuições com foco no usuário comum, às lojas auxiliam bastante. Particularmente gosto e acho bem prático utilizar o terminal, enfim, a instalação contempla ambos os gostos (😁😁😁).

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LibreOffice 6.3 lançado com melhorias de performance

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O LibreOffice é uma das suítes offices mais famosas no meu Linux e em outros sistemas. A cada lançamento sua interface vem sendo refinada e a compatibilidade com os formatos de arquivos fechados da Microsoft sendo refinados.

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O LibreOffice 6.3 traz melhorias na exportação e abertura de documentos, além de continuar o refinamento em seu visual, algo iniciado há algum tempo e que passou a estar disponível na versão anterior 6.2.

Outra importante mudança, que anteriormente tinha sido anunciada, é o fim de suas versões binárias de 32 bits para sistemas baseados em Debian ou Red Hat oferecidas pela The Document Foundation. No entanto, o suporte para sistemas desta arquitetura será mantido por mais alguns meses na versão atual 6.2, entretanto, a nova versão só está disponível para arquiteturas 64 bits. Inclusive é aconselhável que usuários em sistemas de produção, mantenham-se na versão 6.2, caso desejem maior estabilidade.

Comparado a versão 6.2, o LibreOffice 6.3 consegue exportar quase duas vezes mais rápido, enquanto ao abrir arquivos ODT no Writer, sua performance pode chegar a mais de 90% mais veloz. Melhorias na exportação de PDFe adicionado suporte para importar gráficos do DOCX (drawingML). Novidades, como uma janela de “dica do dia” ao iniciar o programa (uma vez por dia), um novo infobar (informando as notas de lançamento a cada nova versão), uma versão compacta da interface NotebookBar chamada de “Tabbed Compact” (auxiliando donos de laptops com pouco espaço), outra interface denominada “Contextual Single” (para Writer e Draw), e muito mais. 

Veja algumas novidades no vídeo demonstrativo:


A versão 6.3 receberá suporte por dez meses, com periódicas atualizações até 29 de maio de 2020. Você pode acessar seu site oficial para efetuar o download do LibreOffice.

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Conheça o emulador de Nintendo DS, melonDS

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Não vou negar que sou um apaixonado por portáteis e já tive a oportunidade de possuir a maioria deles. No entanto, nem todos os meus consoles estão em perfeito estado (ou ainda “vivos”). É aí que entra outra paixão que possuo, os emuladores.

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melonDS é um emulador de Nintendo DS, um dos portáteis mais importantes da indústria dos games. Desculpe a minha empolgação, mas falar do DS me remete a minha adolescência, época em que corria atrás para comprar meus consoles e games (servente de pedreiro, várias gambiarras, vendas e até mesmo o meu início em TI).

Muitos leitores irão citar o DeSmuME como uma alternativa aos seus jogos de Nintendo DS. Concordo que o emulador é muito bom, entretanto, desde 2015 não é lançada uma nova versão em seu site. Atualmente gosto de utilizar o DeSmuME modificado (poderei criar uma postagem sobre) e o melonDS.

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Comparado ao DeSmuME, o melonDS é um novato, porém o emulador é promissor e vem recebendo dia após dia novas funcionalidades. Além da performance e recursos gráficos em torno de sua emulação. Atualmente utiliza como renderizador gráfico o OpenGL, mas com o desenvolvimento acelerado do programa, não duvido que o Vulkan se torne uma nova opção. Alguns recursos do emulador, de forma bem resumida, são:

  • Núcleo quase completo (CPU, vídeo, áudio, …);
  • Renderizador OpenGL, upscaling 3D (permitindo escalar a resolução nativa do DS, aumentando em até 8x); 
  • Simula partes do hardware, como o RTC (relógio interno do DS), microfone, tampa fechada / aberta; 
  • Suporte a joystick;
  • Savestates;
  • Vários modos de posicionamento / dimensionamento / rotação de exibição da tela do jogo; 
  • (WIP) Wifi: multiplayer local, conectividade on-line (requer a “libpcap”, para seu funcionamento); 
  • Versão Windows e Linux;
  • Software livre sob licença GPL3 (acesse o github do melonDS);
  • E muito mais está planejado. 

Recursos que serão implementados no futuro:


  • Emulação do Nintendo DSi;
  • Gráficos 3D com pixels perfeitos;
  • Aprimoramento da libui e a interface do emulador;
  • Suporte para renderizar telas separadamente;
  • Emulação de addons;
  • Entre outras funcionalidades (depurador, visualizadores de gráficos, cheat crapo, etc).

Recursos que também estão planejados, mas em segundo plano:


  • Melhorias no wifi;
  • Emular flashcarts ou outro hardware sofisticado;
  • Compatibilidade big-endian (Wii, etc);
  • Tempo de atualização do LCD (usado por alguns jogos para mesclagem de efeitos);
  • Recursos relevantes sugeridos pelos usuários do melonDS.

Novidades, aprimoramentos e mais informações sempre estão disponíveis no site oficial do melonDS. Seu desenvolvimento e lançamentos constantes, são características que me animam neste projeto. Afinal, se algo continua em desenvolvimento, significa que cada vez o emulador se tornará mais maduro e completo, enquanto, algo estagnado não oferece possíveis melhorias.

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Como baixar o melonDS


Para obter as últimas versões do melonDS, basta efetuar o download diretamente de seu site oficial. Tanto a versão Windows, como Linux são executáveis. Não é necessário instalar a aplicação em seu sistema. Todavia, para seu funcionamento alguns arquivos são exigidos.

O melonDS requer cópias da BIOS / firmware de um DS. Arquivos necessários:

  • bios7.bin, 16 KB: BIOS ARM7
  • bios9.bin, 4KB: BIOS ARM9
  • firmware.bin, 128/256 / 512KB: firmware

Para utilizar o emulador será necessário esses 3 arquivos, vindouros de um DS original ou DS Lite. Por motivos óbvios não podemos disponibilizar os arquivos aqui no blog Diolinux. Adicione os arquivos junto ao executável do melonDS e o emulador funcionará normalmente.

Lembrando que no Linux você tem que dar a permissão de execução do melonDS. Clique com o botão direito do seu mouse sobre o executável do melonDS. Vá em “Propriedades” >> “Permissões” e marque o checkbox.

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Mesmo com a interface em inglês o emulador é intuitivo e em poucos minutos você aprende todas as configurações do programa. Caso só tenha utilizado o DeSmuME, recomendo experimentar o melonDS.

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GNOME arrecada mais de 1 milhão de dólares em 2018

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

O projeto GNOME é um dos maiores no mundo Linux, engana-se quem pensa que apenas o Gnome-Shell (interface gráfica) é sua única atuação. São diversos projetos que englobam em um vasto e rico ecossistema. Não obstante, empresas e colaboradores investem na Fundação GNOME. Mesmo sendo uma organização sem fins lucrativos, dinheiro “ainda é o que move o mundo” e iniciativas open source, além da contribuição com código, necessita de recursos financeiros.

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O ano fiscal de 2018 da Fundação GNOME viu um aumento substancial em sua renda. Claro, que parte do mérito foi graças a doação de US$ 400.000 da Handshake.org, uma autoridade de certificação descentralizada e serviço DNS “peer-to-peer”. Através de pequenas doações de empresas e usuários, a arrecadação de 2018 teve um crescimento comparado ao ano fiscal anterior. No total foram mais de US$1 milhão, US$ 270 mil a mais que 2017. Os gastos tiveram um tímido acréscimo, registrando pouco mais de US$365.000 (só porque você recebe o software gratuitamente, não significa que ele foi de graça).

Com resultados fiscais positivos o GNOME demonstra que empresas, organizações e indivíduos estão interessados em seu ecossistema. Que mais contribuições possam ser realizadas para seu crescimento, sejam elas doações em dinheiro, tempo, marketing ou desenvolvimento.

Para obter mais detalhes, acesse este link com o relatório completo em PDF. 

Quais projetos você gostaria de ver recebendo mais apoio? Considere auxiliar algum, o pouco que você doa pode se tornar em muito. Fique por dentro das novidades em nosso fórum Diolinux Plus, acesse e não perca mais nada.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte OMG Ubuntu, GNOME.
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Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

A criação de um bom nome e logo/ícone/mascote é um dos passos mais importantes durante o desenvolvimento de um projeto. Tudo isso não é apenas uma forma de “identificação”, mas um passo que transmita uma mensagem, que “fale mais alto” e quando as pessoas se depararem com ele, criem uma “conexão”. 

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Durante o desenvolvimento de meu canal, demorei algumas semanas (senão meses), em busca de algo que refletisse a intenção de meu projeto. Logo após pensar em “candidatos”, outros passos entraram em vigor como, pesquisar se já existia algo semelhante, alguma marca registrada ou empresa, se existia um domínio disponível para o site, testes com pessoas questionando o que elas entendiam e o que achavam ser o projeto, etc. No fim cheguei a um resultado: OSistemático. Depois um mascote que representasse o conceito e logo depois, por necessidade, uma renovação no mesmo (entretanto, mantendo as características e propostas originais).

“Dei muito soco em ponta de faca”. Mesmo não sendo um app, os procedimentos são bem parecidos. Porém, essa experiência não limitou-se apenas na criação do canal. Durante meu curso técnico em informática, meu parceiro (e amigo) Patrick Braz e eu, desenvolvemos um sistema para uma pequena empresa. Houve todo um processo, para chegarmos a uma identidade visual e nome. Confesso que um post, como esse teria nos ajudado bastante. O nome de nosso software acabou sendo: OneBoxx. Um ERP que gerenciava as vendas, usuários, clientes, notas, etc (graças a essa experiência, e um joguinho que desenvolvi para uma matéria da faculdade de minha esposa, criar o nome “OSistemático” foi mais “fácil”). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-patrick-braz-henrique-ad-senac-oneboxx

Dicas de ouro para a criação de um nome conciso para seu app


As dicas a seguir, estão contidas em uma postagem no blog oficial do Gnome. Escrito por um dos desenvolvedores do projeto, o Tobias Bernard, as informações são bem interessantes e creio que possa auxiliar muitos desenvolvedores (e outras pessoas, também). 

Orientação Geral


“O nome de um aplicativo é vital. É a primeira vez que os usuários serão expostos e os ajudará a decidir se desejam usar o aplicativo ou não. É uma parte importante da face pública do seu aplicativo.”

Encontrar um bom nome não é fácil, demanda esforço, mas vale a pena. Renomear um aplicativo ou projeto depois de estabelecido é complicado e pode gerar muitos transtornos. E quais características devem conter um bom nome?

  • Deve consistir em 1 ou 2 substantivos simples;
  • Estar relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, Celluloid para um aplicativo de vídeo);
  • Seja breve (menos de 15 caracteres);
  • Possua fácil pronúncia;
  • Facilite a criação de um bom ícone (por exemplo, referenciando um objeto físico que possa ser usado como ícone);
  • Use um “título” conforme seu conceito (por exemplo, “visualização de ícone” em vez de iconPreview).

Existem elementos que um bom nome deve evitar, que são:

  • Usar marcas registradas ou nomes de outros projetos (por exemplo, GNOME MPV);
  • Ter um prefixo “G” ou “K” (por exemplo, GParted);
  • Nomes e siglas excessivamente complicados (por exemplo, GIMP);
  • Trocadilhos e piadas internas (por exemplo, D-Feet);
  • Pontuação não padrão ou espaço em branco (por exemplo, UberWriter);
  • Palavras inventadas ou combinações de palavras (por exemplo, Inkscape).

Como obter bons candidatos a nomes?


Percebi que alguns dos procedimentos indicados por Tobias Bernard, em seus anos de experiências, foram alguns passos que aprendi durante os pequenos projetos que desenvolvi. Para chegar em candidatos de nomes interessantes, tais passos são indispensáveis.

  • Anote todas as palavras relacionadas ao conceito do aplicativo, na qual você possa pensar;
  • Crie um dicionário de sinônimos e pesquise algumas dessas palavras para encontrar outras relacionadas;
  • Atente-se a pronúncia dos nomes, observe se ela é fácil, se possui alguma conotação negativa ou não intencional;
  • Selecione os melhores, e depois deixe apenas os favoritos;
  • Entre os que foram descartados, escolha o seu favorito (digamos que uma “repescagem”. O nome “OSistemático” e “Oneboxx” vieram de algo assim 😁😁😁).

Obviamente que em projetos como o Gnome e KDE, os programas recebem nomes mais “genéricos” que representam e descrevem a sua função (por exemplo, visualizador de fontes, música, etc). O intuito deste tutorial é abordar aplicativos de terceiros, com nomes próprios e que remetem aos apps em questão (lembrando que isso serve marcas, projetos, canais no Youtube, etc).

Exemplo prático, o famoso “Brainstorming” 


Nada melhor que um exemplo prático. Feito por um profissional? Melhor ainda. Há alguns meses Tobias esteve envolvido em renomear um aplicativo de rádio para internet. Na época, chamava-se “Gradio”, que segundo Tobias, era um nome ruim por muitas razões mencionadas acima. Quando reescreveram o app, surgiu uma nova oportunidade para mudar tal nome. Afinal o Gradio estava sendo “descontinuado” e dando lugar a uma nova versão.

Qual nome vem imediatamente à mente, quando se pensa em rádio na internet? (Não esqueça o contexto da língua do desenvolvedor. Talvez uma dica bônus seja aliar algo que soe bem tanto para nós brasileiros, como o restante do mundo).

  • Radio (Rádio);
  • Transmission (Transmissão);
  • Stations (Estações).

Os 3 nomes eram bem genéricos, entretanto, como na maioria das tecnologias digitais, é difícil encontrar boas metáforas. Algo interessante é “sair da caixa” e expandir as ideias. Nesse ponto, Tobias foi além e pensou na tecnologia antecessora. O rádio analógio. E quais objetos físicos estariam relacionados a ele?

  • Receiver (Receptor);
  • Headphones (Fones de ouvido);
  • Antenna (Antena).

Quem sabe algo relacionado à tecnologia de rádio analógico?

  • Transistor (Transistor);
  • Frequencies (Frequências).

E os nomes de pessoas que trabalharam na tecnologia?

  • Marconi (Guglielmo Marconi, físico e inventor italiano);
  • Hertz (Heinrich Hertz, físico e inventor alemão).

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Criando um dicionário de sinônimos


Agora que temos algumas palavras para começar, podemos conectá-las a um dicionário de sinônimos e ver possíveis palavras relacionadas. Essa etapa pode ser um tremendo sucesso ou fracasso, pois, algumas palavras não terão sentido algum e nem irão se encaixar com um possível domínio para seu programa (se está pensando em criar uma página no Gitlab ou Github) ou sua proposta. No entanto, depois de algumas buscas, nomes que sequer vieram a mente começarão a aparecer. Você pode fazer uso de algum dicionário ou site, para descobrir esses sinônimos. Eis algumas palavras obtidas através do método:

  • Transmission (Transmissão);
  • Shortwave (“Onda Curta”);
  • Wireless (“Sem Fio”);
  • Decibel.

Neste caso em particular, também houve participação de outras pessoas da comunidade, que sugeriram alguns nomes:

  • Longwave (“Onda Longa”);
  • Shortrange (“Curto Alcance”);
  • Hzzzzz;
  • Spectrum (Espectro);
  • Waves (Ondas).

Escolha as melhores palavras


A quantidade de palavras obtidas e variadas, garantem um início para a busca do nome. “Não muito científico”, este passo exige um pouco de noção e intuição. Além de muita imaginação. Afinal, a sua missão é idealizar essas palavras como sendo o nome do seu programa/projeto. Atente-se ao tamanho, fonema (se é de simples pronúncia e se soa legal). Os favoritos pelo Tobias foram:

  • Transistor (Transistor);
  • Hertz
  • Spectrum (Espectro);
  • Shortwave (“Onda Curta”).

Tente não estender muito a lista, se possível mantenha o mínimo possível de alternativas, isso facilitará o processo.

No contexto e no idioma do Tobias, todas essas palavras são relativamente curtas, de fácil pronúncia e soam como nome de aplicativos. Finalmente acabou? Ainda não!

Verifique se os nomes estão disponíveis 


Pesquise no Github, Gitlab, em outros projetos FOSS. Caso não encontre nada procure em outros lugares como, Google, Duckduckgo (ou seu buscador favorito). Para facilitar a busca termos como, “app” ou “open source”, podem ser aplicados. Falando especificamente sobre outros tipos de projetos, você pode pesquisar conforme o caso e avaliar (por exemplo, se for um canal do Youtube, procure na plataforma). Outra dica é pesquisar se domínios de sites estão em uso, com essa palavra.

Em muitos casos você encontrará algum lugar utilizando esse nome. Isso não é necessariamente um problema se esse aplicativo/projeto possuir um domínio e proposta diferente, mas é bom evitar grandes projetos e empresas. Pois, conflitos podem aparecer no futuro. Por exemplo, o meu canal “OSistemático” tem um nome muito parecido com outro no Youtube. Entretanto, ele não era um grande canal e seu tema e propósito eram totalmente distintos. Não ocasionando problemas vindouros.

Tobias também teve alguns contratempos com projetos que já utilizavam os nomes cotados como favoritos. “Transistor” já era um aplicativo de rádio para Android, e por ser algo muito semelhante ele foi descartado.

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Hertz” é o nome de de um serviço de aluguel de carros. Por ser uma empresa grande, a melhor decisão era descartá-lo também.

Spectrum” já é nome de um programa de fórum, mesmo com propósitos distintos (entre esse programa e o de rádio), o projeto é relativamente grande. Possuindo mais de 6000 “estrelas” no Github, então, mais uma opção descartada.

Shortwave” é usado por um aplicativo de bookmarkting, e existem resultados em buscadores com um software de rádio analógico real, mas nada que pareça grande ou problemático. Parece que “achamos o eleito”. 

Escolha um vencedor ou volte a “prancheta de testes”


“Nesta altura do campeonato”, você provavelmente encontrou a melhor opção. “Faça acontecer”, torne oficial. Em nosso exemplo, “Shortwave” venceu porque era curto, com som distinto, relacionado a proposta/conceito/função do programa. Uma palavra inglesa de fácil pronúncia (mais uma vez, no contexto do Tobias), e não adotada por grandes projetos ou empresas. Gosta de rádio web? Acesse a postagem sobre o ShortWave.

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Não desanime caso não encontre o nome no primeiro momento. Volte aos passos iniciais e faça mais um brainstorming. Se preciso for resgate palavras que foram descartadas. O nome perfeito para o seu projeto ou aplicativo está disponível e você encontrará! OSistemático não foi minha primeira opção. A palavra que mais gostei estava sendo usada por uma grande empresa, e em primeiro momento, fiquei bem frustrado. Hoje percebi que não poderia encontrar melhor nome para o meu projeto, e não imagino algo que não seja OSistemático (Uma curiosidade! OSistemático tem as duas letras iniciais maiúsculas e unidas propositalmente. É um trocadilho com OS, “Operating System”, no bom e velho português sistema operacional. Então, nada de escrever separado, é tudo junto mesmo. Fico “puto”, quando escrevem diferente 😁😁😁 e ainda existem outros easter eggs no nome). 

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Bônus: bons exemplos de nomes para apps 


Existem programas de terceiros bem conhecidos no ecossistema do Gnome, com nomes excelentes, talvez possam servir como inspiração.

Fragments


Um aplicativo torrent que remete a uma das características fundamentais da tecnologia BitTorrent. A fragmentação de um arquivo em diversas partes, que são enviadas em ordem aleatória (post sobre o Fragments).

Peek


Famoso gravador de tela, que gera um GIF. O nome se encaixa perfeitamente na proposta do app, que faz curtas gravações transformando-as em GIFs. Temos uma postagem sobre o Peek, caso esteja interessado, acesse este link.

Teleport


Envia arquivos pela rede local. A ideia do programa é enviar arquivos por rede local de maneira simples e descomplicada. Comparado a outros métodos, o programa “parece teleportar” os arquivos de uma máquina à outra. Teleport é uma metáfora sci-fi muito inteligente e que faz muito sentido.

Escolher um bom nome não é uma tarefa tão simples, entretanto, com esforço e dedicação os resultados podem ser surpreendentes. Com essas dicas as probabilidades de se encontrar um ótimo nome, são enormes. Um bom conceito, design e nome, podem levar uma marca/projeto/programa longe. Ficou interessado pelo programa? Acesse a postagem dedicada a ele.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades. Faça bom proveito dessas dicas e “escolha o nome perfeito”.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Gnome.
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Instale o novo GIMP 2.10.12!

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quinta-feira, 13 de junho de 2019

O GIMP (GNU Image Manipulation Program) é bem famoso e utilizado no mundo open source, fora dele também. Afinal, conheci “esse camaradinha” antes mesmo de saber o que era Linux (😁😁😁). Possuindo versões para Linux, Windows e macOS, o GIMP é uma ótima alternativa gratuita e bem poderosa. No dia 12 de Junho, o programa recebeu uma atualização. Confira as novidades do GIMP 2.10.12.

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Basicamente a versão 2.10.12 veio recheada de correções de bugs. Entretanto, alguns novos recursos foram implementados e outros lapidados.

Melhorias e recursos do GIMP 2.10.12


  • A ferramenta de edição de curvas (Curves) foi aprimorada, proporcionando melhor controle ao manipular os movimentos relativos ao arrastar os pontos, encaixes e foram adicionados tipos de pontos de curva suave ou de canto;


  • TIFF agora possui suporte a camadas, sem a necessidade de mesclá-las ao exportar as imagens;
  • Suporte a fontes instaladas pelos usuários do Windows. Este recurso ainda está em desenvolvimento e não foi totalmente implementado, podendo conter bugs. Com isso outras fontes podem ser adicionadas ao software;
  • Pintura mais rápida, descartando a constante dependência do buffer, resultando em alguns casos em uma pintura mais veloz;
  • Modo incremental na ferramenta “Dodge/Burn”, aplicando efeitos incrementalmente conforme o cursor do mouse;
  • Retorno da seleção preliminar na ferramenta “Free Select”, isso permite a seleção imediata após a região for fechada, contudo, com um controle maior (semelhante à ferramenta “Rectangle Select”);
  • Nova ferramenta de deslocamento, permitindo criar padrões repetitivos ao envolver as bordas e deslocar os pixels;

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  • Capacidade de mover um par de guias em interseção com a ferramenta “Mover”;
  • Melhor suporte a pinturas de simetria;
  • Melhor suporte a exportação de imagens, mantendo as cores do perfil da imagem;
  • Aperfeiçoamento do GEGL e babl, proporcionando uma visível melhora no coeficiente do amostrador cúbico, na interpolação (abrangendo todas as ferramentas de transformação, “Warp Transform”, etc.);
  • Com o aprimoramento do GEGL, o gerenciador de memória obteve resultados superiores. Ainda mais com arquivos grandes que antes tinham uma variante muito alta de memória;
  • Entre outras melhorias.

Diversos bugs solucionados na versão 2.10.12


  • Corrigido bugs relacionados ao gerenciamento de cores;
  • Correção de um bug que ocasionava na alteração indesejada das cores num primeiro e segundo plano, nas predefinições de ferramentas;
  • Correção de bugs no modo pintura de simetria;
  • Solucionado um erro que interrompia a tradução, conforme o idioma do usuário;
  • Corrigido bugs no formato do pincel;
  • E muito mais, cerca de 200 commits em 2 meses.

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Instalando o GIMP 2.10.12


Provavelmente a sua distribuição conta com uma versão do GIMP nos repositórios. Não obstante, é bem provável que a mesma esteja na 2.8 e salve alguns casos o programa estará na 2.10. Pois bem! Existem diversas formas de se obter as últimas releases estáveis do GIMP, porém, irei demonstrar o processo de instalação da versão indicada por eles em seu site oficial, o GIMP em Flatpak.

Para usuários de macOS e Windows, baixe o instalador do GIMP, em seu site oficial.

Antes de tudo configure o Flatpak em seu sistema, saiba mais acessando este post (é muito simples). No caso das últimas versões do Linux Mint, o Flatpak já vem por default.

Você poderá instalar o GIMP 2.10.12, tanto via terminal como interface gráfica (dependendo de seu sistema). Caso queira habilitar a opção para instalação de flatpaks na loja do Ubuntu, acesse esse post (a loja do Mint, já possui tal funcionalidade). Depois de configurar a loja, conforme o post indicado, pesquise por GIMP e instale a versão no formato Flatpak.

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos-loja-ubuntu-gnome-software

Já via terminal você pode proceder da seguinte maneira:

Habilite o repositório do Flathub, caso ainda não o tenha.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Depois instale o GIMP, utilizando o comando:

flatpak install flathub org.gimp.GIMP

Para executar o programa você pode verificar se o mesmo apareceu junto aos programas do seu sistema, ou rodando o comando:

flatpak run org.gimp.GIMP

A desinstalação pode ser efetuada da seguinte forma:

flatpak uninstall org.gimp.GIMP

Se você já possui o GIMP instalado em Flatpak, e não quer atualizar via interface gráfica, pode atualizar todos os Flatpaks do sistema com um simples “flatpak update” ou especificar a aplicação.

flatpak update org.gimp.GIMP

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Planos para o futuro


A equipe de desenvolvimento do GIMP informou que mesmo, na atual situação, a versão 3.0 do programa esteja com pouca visibilidade. Eles darão mais novidades em breve. Incentivam o apoio, com donativos ao projeto. Isso vai acelerar todo o processo de desenvolvimento da próxima versão. Acesse a página oficial de contribuições do projeto e ajude o GIMP, basta clicar neste link. Para mais detalhes do lançamento, acesse o site oficial do projeto.

Utiliza o GIMP? Gosto muito deste programa. Que tal acessar nosso fórum Diolinux Plus e sempre ficar por dentro das novidades?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GIMP.org.
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