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Card Crawl um game de cartas que você tem que jogar

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Se tem um estilo de jogo que eu mais gosto, sem sombra de dúvidas são os card games. Um que jogo desde criança é o Yu-Gi-Oh!, seja com cards físicos, videogames, ou simuladores. Sou tão apaixonado por esse estilo de jogo, que já criei vários cards games e boardgames quando adolescente, e atualmente desenvolvo um.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Antes de falar sobre o jogo, quero deixar claro que essa postagem não possui nenhum patrocínio ou algo do gênero. Apenas gosto deste app, e depois que passei a utilizá-lo como passa-tempo, indiquei para alguns familiares e agora estou escrevendo tal postagem. Fiquei encantado com a proposta simples, mas, ao mesmo tempo sofisticada. O clássico “simples e complexo”, com mecânicas intuitivas para o jogador e desafiante conforme ganha mais experiência em jogo.

Card Crawl


O jogo constitui-se em você ir contra seu próprio deck (baralho). Seu objetivo é acabar com as cartas do deck e manter ao menos 1 ponto de vida. Por padrão são 54 cards, num misto de monstros, itens e efeitos. Combinando suas ações de forma lógica, sendo necessário em algum momento sacrificar sua própria ganância ou vida. Pois, no final de cada partida, um ranking demonstra sua pontuação e quantidade de moedas coletadas.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Ao coletar essas moedas de ouro, você poderá desbloquear mais 35 cards de habilidades, permitindo aprimorar suas táticas e melhorar seus recordes.

São vários modos de jogo e com uma duração média de 2 - 3 minutos, algumas partidas mais desafiadoras podem perdurar por até 5 minutos. Um ótimo jogo casual, enquanto você espera em uma fila de banco, em um consultório e coisas do tipo. Alguns modos exigem conexão com a internet, outros não.


Baixe e experimente o Card Crawl


O jogo está disponível para Android, iOS e até possui uma versão para PC na Steam. Contudo, só foi portado para Windows e macOS. Para usuários Linux, que não queiram jogar via Android, o SteamPlay pode ser uma solução, entretanto, não existem reports de outros usuários no site protondb.

Vale mencionar que as versões para iOS e Steam são pagas. No Android o game é oferecido gratuitamente, porém com compras dentro do jogo. Até hoje não precisei gastar um centavo jogando, mas sei que algumas pessoas não gostam dessas microtransações (sou um desses, mas não me senti obrigado a fazer isso durante minhas jogatinas).


Acima estão todos os links para download, caso queira instalar via QR Code, utilize um leitor QR e instale mirando a câmera do seu aparelho Android na imagem a seguir.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Recomendo o teste! Card Crawl é muito divertido e desafiador, um verdadeiro “agora é só relaxar” no fim do dia.

Saiba mais sobre o game por este link, o blog de seu desenvolvedor possui informações interessantes e eventualmente ele aborda sua relação com o Card Crawl e desenvolvimento.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades, pode sugerir e conhecer jogos com nossa comunidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Monitoramento de hardware em jogos no Linux

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Softwares para monitoramento de hardware em jogos são ferramentas muito utilizadas entre os gamers de PC. Muitos recém chegados ao mundo dos games no Linux, estavam acostumados a utilizar aplicações como o Fraps ou Afterburner no Windows, e no Linux não fazem idéia de como monitorar o desempenho do seu hardware enquanto jogam.

monitoramento-de-hardware-em-jogos-no-linux

Existem vários softwares para monitoramento de hardware disponíveis nas distribuições Linux. Alguns deles possuem a funcionalidade de exibir as informações em forma de HUD, assim como as suas alternativas de Windows. Atualmente não existe nenhum software para Linux que funcione exatamente da mesma maneira que o Afterburner, ou que seja tão completo quanto ele. Todavia, existem algumas opções que podem ajudar muito nesse aspecto.

Todos os jogos que podemos rodar nas distros Linux utilizam as APIs gráficas OpenGL ou Vulkan. Para monitorar o sistema em jogos que utilizem o OpenGL utilizaremos o Gallium Hud. Em jogos que utilizem Vulkan, temos duas opções: o dxvk_hud, e o Vulkan Overlay Layer.

Gallium Hud


O Gallium Hud é o mais completo de todos os três softwares que falaremos neste artigo. Com ele você pode visualizar informações sobre: FPS, frametimes, uso de CPU, uso de CPU por núcleo, uso de GPU, uso de memória de vídeo, temperatura da CPU, e muito mais.

modos-do-gallium-hud

O Gallium Hud está incluso no Mesa Driver, e já vem instalado por padrão em todas as principais distros. Por estar incluso no Mesa, funcionará apenas com os drivers que fazem uso do mesmo, que são as GPUs da AMD e Intel, bem como as Nvidia que utilizem o driver open source "Noveau". O modo de usar dependerá de como você instalou o jogo. Nos exemplos abaixo, ensinarei a ativar o Gallium Hud para exibir as seguintes informações: fps, frametime, uso de GPU, uso de CPU, e uso de VRAM.

Na Steam:


Clique com o botão direito do mouse sobre o jogo no qual você deseja ativar o HUD, clique em “Propriedades”, clique em “Definir opções de inicialização”, na janela que abrir cole a linha abaixo, e clique em “OK”.

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage %command%

Obs.: Se você quiser que o Gallium Hud exiba também os gráficos, como na imagem acima, apenas apague a palavra “simple” do parâmetro.

No Lutris:


Clique no ícone do Lutris, no canto superior esquerdo da janela. Clique em “Preferences”, no canto inferior direito da aba “System Options” clique em “Add”. No campo “Key”, digite “GALLIUM_HUD”, então pressione “Enter”. No campo “Value” cole “simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage”, depois pressione “Enter”.

acessar-configuracoes-no-lutris

utilizar-galliumhud-no-lutris

Agora é só clicar em “Save”, e pronto! Todos os seus jogos no Lutris que utilizam OpenGL exibirão o HUD.

Outros Jogos:


Para jogos que não estão no Lutris ou na Steam, existem duas opções.

Via terminal, utilize o comando abaixo:

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage ComandoParaOJogo

Ou edite atalho do jogo utilizando um editor de menus.

Se você não sabe o que é, ou como utilizar um editor de menus. Assista ao vídeo abaixo:


DXVK_HUD


O dxvk_hud funciona apenas com jogos de Windows rodando no Linux através do DXVK ou D9VK. Por exemplo, todos os jogos de Windows que rodam através da SteamPlay e utilizam DirectX 10 e 11. Ou jogos feitos sob DirectX 9, que rodam via SteamPlay, com o proton na versão 4.11+, utilizando o D9VK através do parâmetro “PROTON_USE_D9VK=1 %command%”. O dxvk_hud não funciona com jogos nativos de Linux. O dxvk_hud está incluso no DXVK, portanto, não é necessário instalá-lo separadamente.

DXVK_HUD

O dxvk_hud não é tão completo como o gallium_hud. Dentre as informações mais utilizadas pelos gamers, é capaz de exibir apenas FPS, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU. Sem opções para uso de CPU, temperaturas, RAM, etc…

Como usar?


O modo de uso do dxvk_hud é exatamente igual ao do gallium_hud. Tanto na Steam, quanto no Lutris. A única diferença é que você utilizará o parâmetro abaixo para ativá-lo com os seguintes ítens: fps, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU.

DXVK_HUD=fps,frametimes,memory,gpuload

Obs.: Na Steam adicione “%command%” ao final do parâmetro.

Para mais informações sobre o dxvk_hud: Github

Vulkan Overlay Layer


O Vulkan Overlay Layer é um projeto recente, criado pela Intel e mantido em conjunto com a comunidade. O projeto ainda está em fase experimental. O VOL (Vulkan Overlay Layer) funciona com qualquer jogo que utilize Vulkan. Nativo ou não.

vulkan-overlay-layer

Dentre as informações de hardware mais utilizadas pelos gamers, o VOL exibe apenas FPS e frametimes. Porém, como mencionado anteriormente, está em fase experimental. É bem provável que com o tempo sejam lançadas novas funcionalidades e aprimoramentos ao software.

Como instalar?


O VOL já está incluso no Mesa3D desde a versão 19.1. Porém, por estar em fase experimental, ainda não vem instalado na maioria das distribuições. Porém, você poderá utilizá-lo em qualquer distro através da Steam via Flatpak.

Instalar a Steam em qualquer distro, via Flatpak:

flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam

Confira o nosso tutorial sobre como instalar pacotes Flatpak. Lembrando que será necessário adicionar o repositório Flathub, caso tenha adicionado o suporte apenas ao Flatpak em seu sistema.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do VOL no Manjaro, Arch e derivados:

sudo pacman -S vulkan-mesa-layer

A última versão do Debian já conta com o software instalado por padrão.

Baixar e instalar o VOL manualmente em qualquer distro:


O Claudio, do canal Sr Rob Linux Brasil fez um vídeo ensinando a instalar o VOL em todas as principais distros. Confira:


Obs.: A forma de instalação demonstrada no vídeo acima é indicada apenas para testes. Quando instalado dessa forma, o software não receberá updates, e poderá ou não parar de funcionar após alguma atualização. Ao realizar o procedimento do vídeo, você estará acessando arquivos do sistema operacional, então tenha cuidado para não remover ou modificar o que não deve. Faça por sua conta e risco.

Como usar?


O modo de usar o VOL é exatamente o mesmo dos anteriores. Apenas substituindo o parâmetro por:

VK_INSTANCE_LAYERS=VK_LAYER_MESA_overlay

Para mais informações sobre o Mesa Overlay Layer: Gitlab

Você costuma monitorar o desempenho do seu hardware enquanto joga? Já conhecia alguma dessas aplicações, ou conhece alguma outra? Conte-nos nos comentários.

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Lançadas novas versões do Wine, DXVK e D9VK

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terça-feira, 1 de outubro de 2019


Na última sexta-feira, dia 27, foi lançada a versão 4.17 do Wine com 14 correções de bugs. Em simultâneo, tivemos o lançamento da versão 1.4.1 do DXVK, e da versão 0.22 do D9VK. Vamos conferir agora quais são os aprimoramentos trazidos pelas novas versões destes softwares.
 
lancadas-novas-versoes-do-wine-dxvk-d9vk

Wine 4.17


Normalmente, duas vezes ao mês, a equipe do Wine faz um apanhado geral de todo o progresso dos últimos dias e lança uma nova build. Desta vez, na versão 4.17, além das 14 correções de bugs, também temos algumas novidades, das quais podemos destacar:

Nova versão da engine “Mono”, com várias correções de bugs.

A engine “Mono” é uma implementação do .NET Framework utilizada pelo Wine para rodar aplicações que dependem do “.NET” para funcionar.

Suporte para texturas comprimidas no formato DXTn.
Versão inicial da biblioteca Windows Script Runtime.
Suporte para notificações sobre a mudança de dispositivos XrandR. (Por exemplo: monitores)
Várias correções de bugs.

Veja aqui a nota de lançamento oficial com todas as novidades e correções de bugs.

DXVK 1.4.1


Apenas oito dias após o lançamento da versão 1.4 do DXVK, é lançada a versão 1.4.1. A quantidade de correções e novidades desta versão pode até parecer pequena. Porém, se considerarmos o espaço de tempo desde a versão anterior, fica muito claro como a equipe vem trabalhando duro e rapidamente para aprimorar o software.

Nesta versão mais recente do DXVK podemos destacar o seguinte:

Corrigidos alguns “crashes” em potencial no código do D3D10.
Corrigido bug que fazia o jogo Batman Arkham City “crashar”.
Reportando todas as GPUs como hardware Nvidia para contornar problema com a biblioteca AMDAGS, que passou a ocorrer após a última atualização no jogo Hitman 2.
Implementadas instruções de shader faltantes, a fim de corrigir “crashes” e falhas de renderização no jogo Ni No Kuni Remastered.

A lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

D9VK 0.22


Menos de uma semana após o lançamento da versão 0.21, é lançado o D9VK 0.22. Assim como no caso do DXVK, considerando o espaço de tempo desde a versão anterior, não era de se esperar um grande número de correções e novidades.

Dentre as melhorias desta versão, podemos destacar:

Resolvido o problema que fazia com que alguns jogos enviassem notificações de erro, notificando ao usuário estar rodando drivers de vídeo muito antigos.
Corrigido bug de renderização de sombras em The Sims 2.

Uma lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

No ritmo em que estamos vendo as coisas progredirem nos últimos tempos, no mundo dos jogos no Linux, não dá pra sentir outra coisa além de alegria e orgulho a respeito de como está a situação. Comparado, por exemplo, a como estava há dois anos. As novidades isoladas destas últimas versões, relatadas neste artigo, podem parecer poucas. Mas se formos olhar tudo o que foi feito nos últimos meses, ou no último ano, é realmente muita coisa.

O quê você acha sobre a forma, e a rapidez com que as distribuições Linux vêm evoluindo como uma plataforma para jogos?

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ACO: Implementação para o Mesa Driver desenvolvida pela Valve

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Em Julho deste ano, a Valve anunciou estar trabalhando no projeto ACO (AMD Compiler). Um novo compilador de shaders projetado para melhorar o desempenho de jogos em GPUs AMD no Linux. 

aco-implementacao-para-mesa-driver-desenvolvida-pela-valve

Falando em termos muito leigos e de forma extremamente resumida: o compilador de shaders é o software utilizado pela sua GPU para produzir efeitos, pós processamento, e os níveis de cor apropriados para uma imagem a ser exibida na sua tela.

O compilador de shaders incluso no Mesa Driver atualmente, e que todos nós utilizamos, é apenas uma pequena parte de um grande projeto chamado LLVM (Low Level Virtual Machine). Justamente por ser apenas uma parte em um projeto maior, os mantenedores do LLVM tem foco em manter o software funcional e estável, mas não em otimização para jogos.

O motivo para isso é que o projeto LLVM é massivo, e um compilador de shaders veloz não faz muita diferença na maioria dos casos. Em jogos, por outro lado, a velocidade com que o compilador de shaders consegue trabalhar pode ser a diferença entre você conseguir ou não jogar um jogo.

Com isso em mente, a Valve começa a criar do zero, o seu próprio compilador de shaders. Tendo como principal objetivo criar um software desde o início pensado e projetado para aprimorar o desempenho de jogos no Linux. Eis que o dia chegou, e no dia 19 de Setembro deste ano (2019) todas as mais de 25.000 linhas de código do ACO foram incluídas no Mesa Driver 19.3.

À princípio o compilador da Valve funcionará apenas com o driver RADV (Driver Vulkan incluso no AMDGPU) em jogos e aplicações que utilizam a API Vulkan. Ao que tudo indica, o ACO também será compatibilizado com OpenGL, mas não por agora.

Apesar de já estar incluso no Mesa 19.3, por ainda estar em fase experimental, o ACO não vem ativado por padrão. Para ativá-lo é necessário utilizar a variável “RADV_PERFTEST=aco” em cada aplicação que você deseja executar utilizando o compilador.

Confira abaixo resultados de testes da própria Valve comparando o desempenho do ACO com o LLVM, no final de Março, quando o desenvolvimento ainda estava muito menos avançado do que agora:

teste-comparativo-entre-o-mesa-driver-com-aco-llvm

O teste retratado na imagem abaixo foi feito pelo Renato do blog FastOS, no dia 5 de Setembro, no jogo Rise of the Tomb Raider.

teste-comparativo-aco-vs-llvm-fastos

Confira o artigo completo no blog FastOS.

Embora a versão atual do ACO tenha sido incluída no Mesa Driver, o desenvolvimento de novas funcionalidades continuará acontecendo em paralelo com esta versão, por fora do Mesa Driver, até estarem estáveis o suficiente para serem incluídas no Mesa.

Por ainda estar em fase de testes, o ACO pode apresentar bugs e ainda não é recomendado ao usuário comum. Porém, se você quer ajudar no desenvolvimento do software, testando e reportando bugs, com certeza será de grande ajuda para os desenvolvedores. Quanto mais testes forem feitos em jogos e hardwares diferentes, mais informações os desenvolvedores terão para aprimorar o software.

Para reportar bugs ou fazer sugestões acesse este link.

O quê você acha sobre o ACO? Eu não penso que uma empresa como a Valve desenvolveria um software dessa proporção sem a certeza de um bom resultado. Quanto a se o ACO realmente será melhor que o LLVM, só o tempo e os testes dirão.

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Fontes: Phoronix, Steam.

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Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Quem acompanha o blog, sabe que há uns 3 meses, o Ubuntu “se meteu em uma enrascada”, em relação ao fim do suporte aos pacotes e para a arquitetura de 32 bits e foi obrigado a voltar na decisão. Você pode conferir a cobertura do blog aqui e aqui.

Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema





Pensando nisso, a Canonical, fez uma análise e mapeou quais pacotes, bibliotecas (libs) e dependências mais populares eles precisam manter e quais poderiam dar o “devido descanso do Arquivo Morto”. 

Em comunicado feito no Discourse do Ubuntu, Steve Langasek fez o seguinte comentário:

“Com base no nosso compromisso de continuar a oferecer suporte ao i386 no Ubuntu, montamos uma lista de pacotes para os quais conseguimos determinar se há demanda do usuário com base no feedback até o momento. Os pacotes listados abaixo são os que estamos comprometidos em levar adiante para o 20.04 em paridade com amd64. (Também, necessariamente, levaremos adiante vários outros pacotes dos quais os incluídos nesta lista dependem ou dependerão da compilação.)”

Ainda explicou como chegou na lista, em que eles reuniram binários que apenas existiam em i386 (32 bits) e não tivesse uma versão amd64 (64 bits), filtro usado na lista para excluir pacotes que duplicam a funcionalidades disponíveis sob um nome de pacote diferente nos sistemas amd64 ou que são específicos para o hardware que não é compatível com 64 bits. O comando usado foi:

join -j1 -v1 <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-i386_Packages | sort -u) <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-amd64_Packages | sort -u) | grep -vE ‘^lib64|amd64$|linux-gnu|ia32$|signed-template$|mkl|sse|^strace64$|^xserver-xorg’


Feito isso, foi gerada uma lista de 52 pacotes, que inclui o Wine e a Steam. Com uma análise mais detalhada, eles chegaram a alguns programas que dependem do 32 bits ainda, como por exemplo Unity3d; godot; SDL-based games; drivers de impressoras. Com isso chegaram a 43 libs runtimes. Algumas são:

● steam
● steamcmd
● wine32
● wine32-development
● wine32-development-preloader
● wine32-development-tools
● wine32-preloader
● wine32-tools
● znes

Ao todo, quase 200 pacotes de código-fonte que serão mantidos nas próximas versões do Ubuntu (19.10 e 20.04 LTS). Para conferir a lista completa e o anúncio, basta clicar aqui.

Por hora, nada vai mudar nas ferramentas mais populares (lutris/wine/steam) e drivers (impressoras, vídeo e afins), isso vai ajudar a “limpar” o sistema e ao mesmo tempo deixar ele compatível. Em casos mais extremos, o que se pode adotar é o empacotamento snap ou flatpak. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Instale uma versão customizada do Proton na Steam

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ao contrário do que muitos pensam, já faz bastante tempo desde que jogar no Linux deixou de ser algo apenas para amantes de games obscuros que ninguém conhece. Com o lançamento da Steam para Linux em fevereiro de 2013, e o lançamento do Proton em meados de 2018, literalmente milhares de jogos passaram a rodar perfeitamente no Linux.

instale-uma-versão-customizada-do-proton-na-steam
O Proton é uma ferramenta criada pela Valve com o intuito de viabilizar o funcionamento de jogos que são nativos de Windows em sistemas operacionais baseados em Linux. O Proton funciona como uma camada de compatibilidade entre os jogos e o sistema operacional, portanto, não é um emulador. O que ele faz, em termos leigos, é agir como um tradutor fazendo a comunicação entre o jogo nativo de Windows e a distribuição Linux.

O Proton é feito com o objetivo de funcionar com milhares de jogos diferentes, de épocas diferentes, que utilizam APIs gráficas diferentes, e assim por diante. Por isso, enquanto um jogo roda melhor com uma versão do Proton, o outro talvez rode melhor com outra. É pensando nisso que a Valve nos dá a opção de alternar entre as versões do Proton nas configurações do próprio cliente Steam.

Nas configurações do cliente Steam para Linux, na seção “Steam Play”, podemos tanto ativar e desativar o uso do Proton, como escolher qual versão da ferramenta queremos utilizar.

configurações-do-proton-na-steam

Se você quiser saber mais sobre o Proton, já temos um vídeo completíssimo sobre esse assunto.

Conheçam o Proton-GE!


Agora que você já sabe o que é o Proton, como ativá-lo, e como alternar entre versões. Chegou a hora de falarmos sobre uma das suas versões alternativas, mantidas pela comunidade.

Todas aquelas versões do Proton que você encontra por padrão na Steam, são versões oficiais, desenvolvidas pela Valve. Porém, por tratar-se de um software Open Source, qualquer pessoa pode pegar o código fonte do projeto, modificar e redistribuir da maneira que bem entender.

O ‘Proton-GE’ é uma versão customizada do Proton com algumas correções de bugs, versões mais atualizadas do Wine e ‘DXVK’, com o ‘D9VK’ ativado por padrão para rodar jogos com DirectX 9, e a adição do ‘Vkd3d’ para rodar jogos com Direct3d 12 através da API Vulkan.

A ferramenta foi criada e é mantida por Thomas Crider. Dono do blog GloriousEggroll, engenheiro da Red Hat, membro da equipe de desenvolvimento do Lutris e mantenedor do Wine-Staging.

Na página do ‘Proton-GE’ no Github você encontra informações mais técnicas sobre a ferramenta, bem como uma tabela com todos os parâmetros utilizáveis.

Ok, mas vale a pena?


O Proton-GE foi testado “oficialmente” apenas em alguns poucos jogos, incluindo Warframe, Assetto Corsa e Sword Art Online. Porém, isso não significa que a ferramenta funcione apenas com estes jogos. Eu testei o Proton-GE em um total de sete jogos, mas apenas em dois deles pude perceber alguma diferença. Veja:

• Fallout New Vegas: Este foi sem dúvidas um ponto favorável ao Proton-GE em comparação ao Proton 4.11-4. Com a ferramenta padrão da Steam, rodando em OpenGL, o jogo sofria constantes quedas de frames, caindo dos 60 para a casa dos 40 FPS. Rodando com Vulkan através do D9VK, a taxa de FPS ficava estável, porém ocorrendo frequentes stutterings.

Já com o Proton-GE, que por padrão utiliza o D9VK, o jogo rodou estável nos 60 FPS e com praticamente nenhum stuttering.

• GTA San Andreas: Neste caso o Proton-GE ficou muito atrás. Na versão 4.11-4 do Proton o jogo roda a 60 FPS, sem lags ou stuttering. Já na versão customizada, além de ter muito stuttering, também ocorreu um bug de cores nas texturas do jogo.

Após os testes pude dizer que, conforme já era esperado, o Proton-GE não faz milagres. Se ele vai fazer diferença ou não para você, depende muito de quais jogos você pretende testar nele. No meu caso, obtive um desempenho consideravelmente superior em apenas um dos sete jogos nos quais testei, o que, mesmo parecendo pouco, já fez valer muito a pena ter baixado e instalado o Proton-GE.

Como instalar e utilizar o Proton-GE?


A instalação é extremamente simples! Nada de terminal, edição de arquivos de configurações, ou coisas do gênero.

Primeiro, abra o seu gerenciador de arquivos e pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos.

À partir da sua pasta “home”, acesse o diretório “.steam/root”, e verifique se dentro desse diretório existe uma pasta chamada “compatibilitytools.d”. Se não existir, crie-a.

pasta-proton-personalizado-steam

Acesse a página de downloads do projeto e baixe a versão mais recente.

download-protonge

Extraia o conteúdo do arquivo compactado que você baixou para dentro da pasta “.steam/root/compatibilitytools.d”, que você criou anteriormente.

protonge

• Reinicie a sua Steam. Agora na janela de configurações, na seção “Steam Play” estará aparecendo a opção para utilizar o ‘Proton-GE’.

versão-proton-steam

Pronto! O Proton-GE já está instalado na sua Steam.

O ‘Proton-GE’ não possui nenhum sistema de auto-update. Ou seja, toda vez que você quiser testar uma nova versão, terá que acessar a página no Github, fazer o download e repetir o procedimento de instalação.

Apesar de ser feito à partir do Proton da Steam, o ‘Proton-GE’ não é desenvolvido pela Valve. Portanto, não possui suporte da mesma. O quê significa que não há garantias quanto a se ele realmente irá funcionar, ou por quanto tempo será mantido. Use por sua conta e risco.

O quê você acha sobre essas versões alternativas de softwares, criados pela comunidade? Você já conhecia o ‘Proton-GE’? Você conhece alguma outra versão do Proton ou de alguma outra ferramenta que deveríamos testar? Conte-nos nos comentários.

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Novo layout da biblioteca da Steam chega em breve

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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Muitos usam a Steam como o seu gerenciador principal de games, assim tendo o acesso há mais de 30 mil títulos dos mais variados possíveis. Por que não mudar a “lataria”, né não? 😄

Novo layout da biblioteca da Steam chega em breve





Se formos pensar e observar bem, o layout da Steam estava meio que “parada no tempo”, carecendo assim de uma reformulação por completo, mas não perdendo as suas características essenciais.

Primeiro começou com a página principal e agora vai chegar na Biblioteca (Store) da plataforma. Confirmando assim alguns rumores que circularam há alguns meses. Inclusive temos uma postagem que mostrava os testes iniciais.


Agora é de forma oficial, e com o seguinte comentário da Valve:

“A nova biblioteca Steam foi criada seguindo a ideia de que as nossas bibliotecas são valiosas — para alguns usuários, elas contêm mais de 15 anos de jogos. Seja aquele jogo AAA que todos os seus amigos jogam ou aquele projeto artístico independente que só você parece gostar, a sua biblioteca Steam representa o seu histórico no mundo dos jogos. Uma boa biblioteca, no entanto, deve ser mais do que apenas prateleiras empoeiradas, mas também um lugar divertido para explorar e encontrar o que está buscando. A sua biblioteca deve auxiliar você a ficar antenado sobre novidades nos seus jogos, encontrar um jogo para jogar com amigos ou explorar as criações e discussões na comunidade de cada jogo.”

Também anunciaram um novo sistema de eventos, assim ajudando os devs a atrair mais jogadores para o seus games, além de facilitar a notificação de updates dos jogos, podendo combinar com a ferramenta Eventos, e assim facilitar a vida do gamer. Além é claro dos eventos relacionados ao jogo, que não precisa ser um update em si.


Para conferir o post completo do anúncio oficial no blog da Steam, segue o link. A previsão é que chegue no dia 17 de Setembro e vai estar disponível para as três plataformas: Linux, macOS e Windows.

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Como instalar o Game Mode da Feral Interactive no Ubuntu e no Linux Mint

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Gamers são muitas vezes detalhistas e estão sempre tentando extrair "um frame a mais" dos seus jogos favoritos, e uma das coisas interessantes para se fazer num momento como este, é tentar dedicar o seu hardware a executar uma determinada tarefa, como rodar o seu game. Por isso a Feral Interactive, a principal empresa de portes de jogos para Linux e macOS, criou uma ferramenta chamada "Game Mode".

Game Mode Ubuntu Linux





Essa não é a primeira vez que falamos sobre o Game Mode, ele já foi assunto aqui no blog em Abril de 2018, e de lá para cá, o projeto recebeu interessantes melhorias e integrações.

O "Game Mode" é um utilitário, sem interface gráfica, que deve rodar em background, focado em jogos, mas que, supostamente você pode usar com qualquer ferramenta. Os games podem usar o "Game Mode" para requisitar no sistema certos perfis de "atenção" por parte do processador e outros componentes de hardware do seu PC.

Essa aplicação, de forma grosseira, pode ser comparada com o "Windows 10 Game Mode", que tende a focar recursos do sistema para os jogos, porém, tecnicamente funciona de forma diferente. Assim como o próprio "Game Mode" do Windows, nem todos os usuários tirarão real proveito da ferramenta, pois isso depende da forma com que cada game é desenvolvido, e o quanto esses elementos são os que efetivamente estão segurando a performance do jogo.

Como funciona?


Game Mode no Linux - Feral Interactive

A ferramenta da Feral ajusta a performance do Linux sob demanda, priorizando um processo específico, é um pouco diferente do que ferramentas como o CPUFreq, ou o Slimbook Battery Manager, que ajustam essa performance "system wide" fazem, mas ainda assim comparável.

O Game mode ajusta o "nice" de um processo no Linux, configurando ele para "-4" por padrão, dando maior prioridade para IO e CPU, em comparação com os demais processos em background, no entanto, é importante perceber que o recurso só funciona o seu usuário estiver listado no arquivo limits.conf, que fica em /etc/security/limits.conf.

A intenção é que, com essa modificação, os games rodem de forma mais suave, com mais quadros por segundo e com menos "slowdows" ou "stuttering". A grande questão é que isso fará apenas diferença, quando o "gargalo" do game em questão for de fato algum elemento desses, como a prioridade de execução, e  de forma geral, o Linux já faz muito bem o seu trabalho sem modificações específicas e manuais.

Como instalar no Ubuntu e no Linux Mint


A instalação pode ser feita através do PPA oficial do projeto, você pode adicionar este repositório através do aplicativo "Programas e Atualizações" no Ubuntu, ou através das "Fonte de Aplicativos" no Linux Mint: ppa:samoilov-lex/gamemode

Se preferir fazer pelo terminal, basta usar este comando:
sudo add-apt-repository ppa:samoilov-lex/gamemode
sudo apt update 
Para fazer a instalação, basta procurar pelo pacote "gamemode" no Synaptic, ou na loja de aplicativos do Linux Mint, ou ainda, usar o terminal mais uma vez se for mais conveniente:
sudo apt install gamemode
 Depois disso, é recomendado reiniciar o computador para que as mudanças tenham efeito.

Como usar o Game Mode?


Na verdade, é muito simples. Games que tiverem esse suporte nativo, poderão fazer uso do "Game Mode" sem que você faça nenhuma alteração extra, basta simplesmente rodar o jogo. Atualmente os títulos para Linux com este suporte são poucos:
- DiRT 4
- Rise of the Tomb Raider
- Total War: Three Kingdoms
- Total War: WARHAMMER II
- Total War Saga: Thrones of Britannia

No entanto, é possível rodar qualquer game ou software que você queira com o comando:
gamemoderun nome_do_executável
Outra forma de fazer com que qualquer game da Steam use o "Game Mode" é utilizar o parâmetro:
gamemoderun %command%
...nos parâmetros de inicialização do jogo na Steam, alterando a opção nas propriedades.

Não espere maiores milagres, mas se você está sofrendo com desenho e quer fazer uma tentativa de melhora, esta pode ser uma solução.

Compartilhe seus resultados no nosso fórum, e eu te vejo no próximo artigo! :)

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Game brasileiro vai virar desenho animado no Cartoon Network

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Não sei se você já ouviu a frase: “brasileiro só não domina o mundo porque não quer”, em meu cotidiano já ouvi diversas vezes, e lá no fundinho acredito nesse dito popular (😁️😁️😁️). Capacidade o brasileiro tem de sobra, às vezes faltam condições ou oportunidades, mas com trabalho e dedicação podemos chegar lá.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin

A Cartoon Network em coprodução com o Birdo Studio, estúdio de animação brasileiro, irá lançar o desenho animado Ninjin, inspirado no jogo brasileiro de mesmo nome. A série animada será baseada na obra do estúdio Pocket Trap, responsável pelo jogo Ninjin.

Ninjin começou como um game de ação mobile, para plataforma iOS em 2013, ganhando mais tarde em 2018 uma continuação para consoles e PC. Você pode acessar a versão Steam, por este link. Infelizmente para PC, só existe a versão Windows e no ProtonDB (no momento em que escrevo este artigo) não existem relatos de usuários que adquiriram e testaram o jogo no Linux via SteamPlay.


O jogo é bem frenético com inimigos te bombardeando a todo tempo e tem como protagonistas o coelho Ninjin e a raposa Akai, ambos ninjas. Tudo isso sem perder aquele típico humor brasileiro.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin-akai

Mencionei anteriormente que no ProtonDb não tinham relatos de outros jogadores, porém, o Ninjin possui uma versão Demo, e ao menos em meu Ubuntu 18.04, consegui executar normalmente via SteamPlay (bastou instalar e jogar). Caso tenha se interessado pelo jogo, vale o teste.

desenho-animação-birdo-studio-cartoon-network-pocket-trap-game-jogo-ninjin-steamplay-steam-proton-linux-ubuntu

O Birdo Studio fica localizado em São Paulo e é responsável por diversos projetos. No entanto, a série “Star Wars: Forces of Destiny” da Disney XD e “Vinicius & Tom: Funny by Nature” podem ser as mais conhecidas entre os brasileiros. Os personagens que protagonizam a série Vinicius & Tom, são as mascotes das Olimpíadas Rio 2016.


Você pode assistir toda série diretamente no canal Rio 2016 no Youtube.

Podemos esperar um nível de qualidade com essa parceria entre a Cartoon Network e a Birdo Studio, que a animação Ninjin faça muito sucesso. Sua data de estreia está marcada para 4 de Setembro no canal pago Cartoon Network.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Falha grave de segurança na Steam, afeta usuários do Windows 10

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Na última semana, usuários do Windows 10 estão com algumas falhas graves de seguranças, que afetam desde a parte dos drivers, até quem utiliza a Steam para jogar.

Falha grave de segurança no Windows 10, afeta usuários da Steam






A primeira falha encontrada foi na DefCon 2019 (conferência sobre segurança digital), referente ao design da arquitetura dos drivers, fazendo com que hardwares de 20 fabricantes diferentes estivessem sujeito a invasões.

A empresa responsável por descobrir essa brecha, foi a Eclypsium, que através do seu chefe da divisão de pesquisa em segurança, Mickey Shkatov, comentou que o motivo da ocorrência dessas falhas, são algumas más práticas na hora de desenvolver para esses sistemas - sendo mais específico,  o seu kernel - que, ao invés de criar rotinas de execuções específicas, criam códigos flexíveis, podendo assim ser utilizado para diversas aplicações, o que acaba colocando em risco a segurança do programa e do sistema.

A Eclypsium já notificou as principais fornecedoras de hardware, como: ASRock, ASUSTeK Computer, ATI Technologies (AMD), Biostar, EVGA, Getac, GIGABYTE, Huawei, Insyde, Intel, Micro-Star International (MSI), NVIDIA, Phoenix Technologies, Realtek Semiconductor, SuperMicro e
Toshiba. Até o momento, somente Intel e Huawei já lançaram uma correção para a BIOS. E as empresas Phoenix e a Insyde devem lançar nos próximos dias um update também.

Mas e a Steam? ...


Já a falha referente da Steam, foi descoberta pelo pesquisador russo Vasily Kravets, que encontrou uma brecha na hora da instalação do Steam Client Service para o Windows 10. Na hora que vai ser instalado no sistema, o programa se instala com totais privilégios de sistema no Windows, e segundo o pesquisador, um usuário com acesso mínimo poderia ter acesso aos registros e assim “elevar” os seus privilégios no sistema (se tornando o “root”), podendo criar meios para que o PC fosse controlado.

A falha é referente a manipulação de links simbólicos (“atalhos” que apontam para um arquivo ou diretório do sistema) que faz com que o cliente da Steam abra um programa com permissões de administrador, chamado comumente como “escalada de privilégios”.

A falha foi comprovada por Kravets, ao executar o cliente Steam com o Windows Installer (o “Instalador” de programas no Windows) com as  permissões de administrador e instalando um app sem que seu usuário tivesse permissões para isso. Isso poderia ser usado, por exemplo, para instalar malware ou outra ameaça no PC do usuário.

O pesquisador ainda reportou o bug para a Valve no dia 15 de junho deste ano (2019) e no dia seguinte foi rejeitado, com a alegação que “ os ataques exigem a capacidade de baixar os arquivos em locais aleatórios no sistema de arquivos do usuário.”. Ele contestou e reabriu o relatório e foi fechado novamente no dia 20 de julho, pelo mesmo motivo do anterior e ainda com uma mensagem de observação “Ataques que exigem acesso físico ao dispositivo do usuário.”

A falha foi divulgada somente 45 dias depois de reportada via HackerOne, que em média se espera 90 dias para isso, se dando o tempo devido para as empresas poderem corrigir o problema.

Mediante a isso, a Valve lançou dois updates para o cliente Steam, um no dia 9 e outro no dia 13 de agosto, corrigindo essas falhas.


steam_update.png



Para ver o relatório completo do pesquisador, basta acessá-lo aqui.

Muitos dos nossos amigos e leitores utilizam Windows, então fica a dica, mantenham o sistema sempre atualizado para evitar problemas e fiquem de olho nas sugestões de correções dos fabricantes para evitar dores de cabeça.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Proton 4.11 é lançado com muitas novidades para gamers Linux

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A semana começou agitada para quem gosta de games e é usuário de Linux. Primeiro foi a NVIDIA lançando versões novas de drivers, agora a Valve trazendo uma nova versão do Proton e uma nova ferramenta de sincronização de objetos nos jogos. 

Proton 4.11 é lançado com muitas novidades  para gamers Linux





A primeira novidade é em relação ao Proton, que chegou com várias melhorias, correções de bugs e um salto na sua versão. Começando com a versão, que antes era a 4.2-9 e agora foi para 4.11, assim seguindo a mesma versão do Wine. Com isso trouxe:

● 3300 melhorias do Wine para o Proton e 154 patches do Proton 4.2 não são mais necessários ou foram para o upstreamed.

DXVK atualizado para a versão 1.3;

FAudio atualizado para a versão 19.07;

● Corrigido o input lag e adicionado suporte a rumble em alguns jogos que utilizam a Engine Unity;

Dentro deste update do Proton, dois se destacam, como a adição do D9VK e a mudança de alguns “módulos’ para Windows PE.

Sobre o D9VK, ele está vindo embutido em modo experimental, tendo que ser ativado manualmente no momento. O D9VK vinha sendo testado desde Junho, de acordo com o dev Joshua Ashton. Agora a Valve vai estar financiando de forma mais direta. Para ativar o D9VK nos jogos e assim experimentá-lo, você vai precisar colocar o seguinte parâmetro no jogo dentro da Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%

A outra novidade é a mudança de alguns módulos do Wine, que antes eram em libs feitas no Linux e agora estão sendo construídas sobre as libs do Windows PE. Isso pode ajudar na compatibilidade de alguns sistemas de DRM e anti-cheat, conforme vai avançando o trabalho, a compatibilidade vai ficando mais madura e eficiente.

Para mais detalhes sobre essa versão do Proton, pode ser consultada aqui.

Agora a outra grande novidade é o começo dos testes do fsync, para melhorar a sincronização em processos a ser baseado no futex. Quando a Valve começou o desenvolvimento do Proton, encontrou problemas com jogos multi-threaded, assim trabalhou em conjunto com a CodeWeavers e desenvolveu um patchset, o “esync”, para resolver esses problemas. A princípio funcionou, mas precisava de várias configurações e poderiam causar problemas de exaustão nos aplicativos.

Por isso a Valve preferiu trabalhar em uma nova solução, o fsync. Com essa nova funcionalidade, o ganho nos games é esperado, visto que vai ser trabalhado junto ao kernel, tanto que a Valve mandou uma sugestão de mudança, para que ela seja “acomodada” no Kernel Linux.

Se você quiser testar esse kernel modificado pela Valve e testar às melhorias do fsync, eles publicaram um tutorial de como fazer isso.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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RetroArch está chegando de forma oficial na Steam

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terça-feira, 16 de julho de 2019

Se você é fã dos games “retros” e sempre está procurando uma forma de emular os seus games favoritos de uma forma fácil, o RetroArch na Steam pode facilitar a sua vida.

RetroArch está chegando de forma oficial na Steam






Para quem não está muito acostumado com o termo “RetroArch”, ele é uma GUI para que os usuários possam manipular a API Libretro e assim poderem emular os seus games “Retro”.

Em anúncio feito no blog oficial, por Daniel De Matteis (uns dos principais devs do projeto), comunicou que o RetroArch estaria chegando na Steam e será a princípio no dia 30. Segundo ele, a entrada do RetroArch na Steam, vai ajudar muitos usuários e projetos que executam os jogos, ou via mídias físicas ou emuladores, e que usam os “núcleos Libretro” de alguma forma.



De início, será lançada a versão para Windows em uma primeira fase e as versões de Linux e MacOS posteriormente. Eles escolheram oferecer para Windows primeiramente, para testar se a infraestrutura do projeto está preparada para uma demanda grande e assim garantir que vão conseguir suportar as outras mais tarde. Nada mais lógico “né não”.

Também comentaram que não terá diferença entre as versões do site deles com a disponibilizada na Steam, e que nesse primeiro momento, não terá implementações do Steamworks SDK, mas que não descartam em um futuro próximo.

Vale mencionar que você pode instalar o RetroArch na sua distro sem precisar esperar pela versão da Steam, tem versões oficiais em Flatpak e Snap também. Para conferir o método para a sua distro, basta acessar este link.

Para conferir o post no blog do projeto, basta acessá-lo aqui. E para acessar a página do RetroArch na Steam, você pode conferir clicando aqui.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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