Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador steam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador steam. Mostrar todas as postagens

Steam Beta traz novidades para a interface e transmissão pelo app

Nenhum comentário

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

A Valve, dona da Steam, vem trabalhando no seu app visando em trazer uma melhor experiência para os usuários. Essas novidades e afins chegam primeiro na versão Beta do app. Vamos mostrar algumas que achamos interessantes.


Steam Beta traz novidades para a interface e transmissão pelo app





Podemos começar com o Modo como vemos o aplicativo Steam. Antes tínhamos o modo “Small Mode” (Modo Compacto), que não estava mais disponível e que agora voltou, respeitando as suas “separações” dos jogos por categoria e afins. Veja como ficou na minha Steam.



Para ativar o Modo Compacto, você vai no aplicativo da Steam, clique em Exibir e depois em “Modo Compacto”. Foram implementadas outras melhorias e correções de bugs para esse modo.

Outra melhoria, foi um update para a decodificação via vaapi, com melhor compatibilidade com a libva2. Também melhoram a checagem de espaço livre em disco, principalmente com unidades “montadas” em NFS.

Agora uma novidade, que me surpreendeu de verdade, foi a “liberação” do Steam Broadcasting (Transmissão Steam) através do aplicativo. Antes, quando você acessava a aba do Steam Broadcasting, vinha uma mensagem “Steam Broadcasting não está disponível atualmente para o seu sistema operacional”. Mas agora está disponível e você pode transmitir a sua jogatina dentro da Steam e mostrar que dá sim para jogar no Linux 😁😅.



O anúncio dessas novidades foram feitas no blog oficial da Steam, que você pode conferir aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos

Nenhum comentário

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tem coisas no mundo dos games, que realmente não conseguimos entender plenamente 😅😅. Uma delas é a existência da Origin como loja 😁😂. Brincadeiras à parte, a desenvolvedora de grandes franquias está de volta na Steam.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos





Lá em meados de 2011, a Steam e a Eletronic Arts, meio que “brigaram” por causa das porcentagens nas vendas, fazendo com que a EA Games lançasse a sua própria loja e também launcher .


O anúncio da volta, foi feita no setor de Notícias (News) do site da EA Games, começando com o seguinte parágrafo:

“Electronic Arts e Valve fizeram uma parceria para colocar os jogos da EA nas mãos dos jogadores na Steam. A partir do começo do ano que vem, o EA Access, nosso serviço de assinatura com grandes jogos e vantagens para os assinantes, chegará a Steam. O EA Access é o primeiro e único serviço de assinatura disponível na Steam, e a quarta plataforma a ter uma assinatura da EA.”

Para “re”começar a parceria, o primeiro jogo a ser lançado é o Star Wars™ Jedi: Fallen Order, com lançamento no dia 15 de novembro. Jogos multiplayers, como Apex Legends, FIFA 20 e Battlefield™ V, ficarão disponíveis no ano que vem, e jogadores na Origin™ e na Steam poderão competir um contra o outro.



O vice-presidente sênior para player networks da Ea, Mike Blank, deu  a seguinte declaração ao site Engadget:

“Estamos trabalhando com a Valve e a Steam para conectar as nossas listas de amigos de maneira mais eficaz, para que você possa jogar juntos em jogos multiplayer, independentemente da plataforma em que está escolhendo jogar”.

Blank ainda disse na entrevista, que precisará ter uma conta na EA, para comprar ou acessar os jogos da EA na Steam. Em um primeiro momento, você precisará usar o launcher para configurar a vinculação das contas. Depois poderá inicializar os jogos diretamente pela Steam. Ainda não será possível “importar” os jogos comprados na Origin para a Steam, mas isso pode mudar, conforme a parceria entre Steam/Valve e Origin/EA Games for evoluindo.

Com essa chegada, podemos pensar que muito em breve esses títulos possam funcionar com o Proton na Steam, visto que alguns títulos da EA Games, como Mass Effect e Dead Space já funcionam dentro da Steam Store. Talvez alguns títulos como Battlefield, Fifa, The Sims e afins também possam funcionar, hoje todos os três já rodam através do Lutris. Creio que com essa mudança, a EA Games deixe de se preocupar com a sua Store, assim deixando “para quem entende” e só focando no desenvolvimento dos jogos. Pode ser que ela também faça o mesmo tipo de parceria com a Epic Games, não podemos duvidar. Aposto, que se essa parceria dê certo, a Ubisoft faça o mesmo caminho e a Uplay vire um “validador” também.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Remote Play Together: jogue partidas multiplayers locais com seus amigos através da internet

Nenhum comentário

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O Remote Play Together é uma nova funcionalidade do Steam, que permitirá aos usuários jogar partidas multiplayer locais, mesmo estando em lugares diferentes.

remote-play-together

Hoje em dia é extremamente comum que você possa jogar os seus games com seus amigos através da internet. Jogos multiplayer, ou que possuem este modo, são cada vez mais comuns, são os preferidos nas milhões de bibliotecas dos jogadores no mundo. Contudo, ainda são muitos os jogos que oferecem apenas o bom e velho multiplayer local. Onde, geralmente dois ou três/quatro jogadores precisam estar no mesmo lugar, assim dividindo a tela ou compartilhando a mesma.

O problema óbvio de jogos que possuem apenas multiplayer local, é que para tirar proveito desta funcionalidade é necessário que ambas as pessoas estejam no mesmo lugar, muitas vezes isso acaba não sendo possível por uma série de motivos. Talvez a pessoa com quem você queira jogar more longe demais, ou ambos não possam estar no mesmo lugar, na mesma hora.

O objetivo do Remote Play Together é justamente resolver este tipo de situação, e dar aos jogadores e possibilidade de jogarem um multiplayer local através da internet.

A Valve ainda não divulgou essa nova funcionalidade oficialmente ao público, porém, a informação foi publicada no Steamworks. Um site ao qual apenas os desenvolvedores da empresa tem acesso. Com isso, a informação acabou sendo “vazada” por alguns dos devs da própria Valve, como você pode ver no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Hoje a nossa equipe anunciou mais uma nova funcionalidade que será incluída no Steam: Remote Play Together. Isso permitirá que amigos possam jogar partidas multiplayers locais através da internet, como se estivessem juntos no mesmo quarto.

Resumidamente, o que o Remote Play Together fará é transmitir a sua tela para o computador da pessoa com quem você quer jogar, e transmitir os comandos de controles do computador dessa pessoa para o seu. Outro ponto positivo, é que mesmo que apenas uma das pessoas possua o jogo, ambos poderão jogar sem problemas. Visto que o jogo estará instalado apenas na máquina do “host”, e o convidado estará jogando via streaming.

O Remote Play Together será gratuito, e funcionará única e exclusivamente com jogos que possuam multiplayer local com tela compartilhada, ou split-screen. Como pode ser visto no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Para fins de esclarecimento: Funcionará apenas com jogos de tela compartilhada ou dividida. A sua tela será compartilhada com o seu amigo, enquanto as entradas dos controles dele serão enviadas de volta para o jogo rodando na sua máquina. Assim, ambos estarão jogando o mesmo jogo, e olhando para a mesma tela.

É claro que, para ter uma boa experiência com a funcionalidade será necessário que ambos os envolvidos possuam boas conexões com a internet, e uma baixa latência, à fim de evitar problemas como atraso na resposta ao jogador convidado dar comandos no seu controle. O Remote Play Together deverá estar disponível na versão Beta da Steam à partir da semana do dia 21 de Outubro.

Fico pensando se isso poderia ser algum tipo de resposta da Steam à concorrência de outros launchers como o Epic Games Store, e o mais novo Rockstar launcher. Afinal, se tem algo que todos estamos “carecas” de saber, é que a concorrência sempre tende a melhorar o serviço ou produto oferecido pelos concorrentes.

O quê você achou do novo serviço? Será realmente útil? Você tem algum jogo no qual poderá utilizar essa nova funcionalidade? Eu não possuo nenhum, no momento. Mas pretendo comprar Cuphead no futuro (só para passar raiva), e aparentemente através desta funcionalidade será possível passar raiva jogá-lo com um amigo. 

Agora o que nos resta é esperar o lançamento oficial, e testar.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

______________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


X-Plane 11.40 terá suporte a Vulkan, e muito mais

Nenhum comentário

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


O X-Plane é um dos melhores e mais populares simuladores de vôo para computadores pessoais disponíveis atualmente. Estando disponível para Linux de forma nativa, agora os desenvolvedores do simulador estão implementando a API Vulkan. O que deve melhorar bastante a performance do software.

xplane11.40-tera-suporte-a-vulkan-e-mais

A versão 11.40 do X-Plane trará muitas implementações para o software, o que é uma ótima notícia para aqueles usuários Linux apaixonados por aviação (como eu). Dentre todos os aprimoramentos, um dos mais significativos e trabalhosos, será a implementação da API gráfica Vulkan.

Tal implementação deve melhorar tanto a qualidade gráfica, quanto o desempenho do simulador, principalmente nas distribuições Linux, onde o software atualmente utiliza OpenGL.

Todavia, o processo para implementar uma nova API gráfica em um software tão complexo quanto um simulador de vôo (que diga-se de passagem, é muito mais complexo do que um “simples” jogo), não é algo que possa ser feito às pressas e em pouco tempo. Uma grande, se não a maior, parte do trabalho já foi feita e atualmente já existe uma versão beta disponível para um número limitado de usuários.

Geralmente quando um software está em fase Beta, significa que falta pouco para o lançamento da versão final. No caso do X-Plane 11.40, a versão beta durará um período relativamente longo, para que a versão final possa ser bastante polida e entregue com o mínimo possível de bugs.

A seguir você confere uma lista com alguns dos principais aprimoramentos que chegarão na versão 11.40.

A situação de “stall” foi corrigida, e agora você realmente terá que baixar o nariz para ganhar velocidade e sustentação, assim como na vida real;
Aprimoramentos nos controles de ailerons, estabilizador horizontal e leme;
Aviões com estabilizadores horizontais em “T” terão diferença relacionada à eficiência, quando comparados a aviões com estabilizadores horizontais presos na fuselagem;
Aprimorado o comportamento da água e do vento no pouso e decolagem de hidro aviões;
Adicionadas novas situações de simulação de falhas nas superfícies de comando.

Aos interessados, aqui você encontra todas as informações (em inglês) relacionadas aos aprimoramentos que virão na versão 11.40 do X-Plane. O software pode ser encontrado na Steam e no site oficial, e uma versão demo pode ser baixada gratuitamente para que o usuário possa conhecer o software antes de comprar, e também ver se a sua máquina “dá conta do recado”.

Eu sou apaixonado por aviação, e costumo “brincar” com bastante frequência no FlightGear. Um simulador de vôo open source e gratuito sobre o qual trarei um artigo nos próximos dias. Você também curte simuladores de vôo? Já utilizou o X-Plane, e curtiu as novidades? Conte mais nos comentários. 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

______________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Mais um Triplo A chegando nos sistemas que “não rodam jogos”

Nenhum comentário
Ontem, dia 15 de outubro, a Feral Interactive anunciou o lançamento do porte para Linux e MacOS do jogo Shadow of the Tomb Raider. Que estará disponível aos jogadores à partir do dia 5 de novembro.

mais-um-triplo-a-chegando-no-linux

Nos últimos tempos, temos visto que cada vez mais títulos Triplo A são lançados para o sistema do Pinguim, e a Feral Interactive é uma das protagonistas quando se trata de portar grandes jogos para Linux. Tendo em seu histórico de portes títulos, como Dirt 4, Life is Strange, Hitman, Deus Ex: Mankind Divided, Rise of the Tomb Raider, Mad Max, Alien Isolation, entre outros. Agora chegou a vez do Shadow of the Tomb Raider entrar para a biblioteca de jogos no Linux.

A versão do jogo que será portada para Linux e MacOS será a Definitive Edition, que contará com 7 DLCs, e mais todas as armas, trajes e habilidades opcionais. O valor ainda não foi divulgado, mas considerando o valor atual da versão padrão do jogo, chega a me dar um aperto no peito (e no bolso) 😂😂😂. Então vamos torcer para que haja uma boa promoção de lançamento, ou então esperar até as promoções de inverno.

O game já é funcional via SteamPlay, mas uma versão nativa geralmente traz várias melhorias, e é sempre bem vinda. A Definitive Edition funcionará no Linux com a API Vulkan. Os requisitos mínimos e recomendados ainda não foram divulgados.

Além do Shadow of the Tomb Raider, a Feral prometeu para esse ano o lançamento de mais dois títulos. Sendo eles Life is Strange 2, e Total War Saga: TROY (sobre o qual já falamos recentemente aqui no blog). À nós gamers, resta esperar que a Feral consiga entregar os portes no prazo, para assim fecharmos o ano com chave de ouro.

Abaixo você pode conferir o trailer oficial do lançamento de Shadow of the Tomb Raider para Linux e MacOS.


Você, assim como eu, está super ansioso para jogar esse e os outros títulos que devem chegar ainda esse ano? O quê você pensa sobre a situação atual das distribuições Linux como plataforma de jogos? Diga nos comentários. 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

______________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Card Crawl um game de cartas que você tem que jogar

Nenhum comentário

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Se tem um estilo de jogo que eu mais gosto, sem sombra de dúvidas são os card games. Um que jogo desde criança é o Yu-Gi-Oh!, seja com cards físicos, videogames, ou simuladores. Sou tão apaixonado por esse estilo de jogo, que já criei vários cards games e boardgames quando adolescente, e atualmente desenvolvo um.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Antes de falar sobre o jogo, quero deixar claro que essa postagem não possui nenhum patrocínio ou algo do gênero. Apenas gosto deste app, e depois que passei a utilizá-lo como passa-tempo, indiquei para alguns familiares e agora estou escrevendo tal postagem. Fiquei encantado com a proposta simples, mas, ao mesmo tempo sofisticada. O clássico “simples e complexo”, com mecânicas intuitivas para o jogador e desafiante conforme ganha mais experiência em jogo.

Card Crawl


O jogo constitui-se em você ir contra seu próprio deck (baralho). Seu objetivo é acabar com as cartas do deck e manter ao menos 1 ponto de vida. Por padrão são 54 cards, num misto de monstros, itens e efeitos. Combinando suas ações de forma lógica, sendo necessário em algum momento sacrificar sua própria ganância ou vida. Pois, no final de cada partida, um ranking demonstra sua pontuação e quantidade de moedas coletadas.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Ao coletar essas moedas de ouro, você poderá desbloquear mais 35 cards de habilidades, permitindo aprimorar suas táticas e melhorar seus recordes.

São vários modos de jogo e com uma duração média de 2 - 3 minutos, algumas partidas mais desafiadoras podem perdurar por até 5 minutos. Um ótimo jogo casual, enquanto você espera em uma fila de banco, em um consultório e coisas do tipo. Alguns modos exigem conexão com a internet, outros não.


Baixe e experimente o Card Crawl


O jogo está disponível para Android, iOS e até possui uma versão para PC na Steam. Contudo, só foi portado para Windows e macOS. Para usuários Linux, que não queiram jogar via Android, o SteamPlay pode ser uma solução, entretanto, não existem reports de outros usuários no site protondb.

Vale mencionar que as versões para iOS e Steam são pagas. No Android o game é oferecido gratuitamente, porém com compras dentro do jogo. Até hoje não precisei gastar um centavo jogando, mas sei que algumas pessoas não gostam dessas microtransações (sou um desses, mas não me senti obrigado a fazer isso durante minhas jogatinas).


Acima estão todos os links para download, caso queira instalar via QR Code, utilize um leitor QR e instale mirando a câmera do seu aparelho Android na imagem a seguir.

card-crawl-game-jogo-android-ios-mac-windows-steam-amazon-store-google-play-cartas-card

Recomendo o teste! Card Crawl é muito divertido e desafiador, um verdadeiro “agora é só relaxar” no fim do dia.

Saiba mais sobre o game por este link, o blog de seu desenvolvedor possui informações interessantes e eventualmente ele aborda sua relação com o Card Crawl e desenvolvimento.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades, pode sugerir e conhecer jogos com nossa comunidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Monitoramento de hardware em jogos no Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Softwares para monitoramento de hardware em jogos são ferramentas muito utilizadas entre os gamers de PC. Muitos recém chegados ao mundo dos games no Linux, estavam acostumados a utilizar aplicações como o Fraps ou Afterburner no Windows, e no Linux não fazem idéia de como monitorar o desempenho do seu hardware enquanto jogam.

monitoramento-de-hardware-em-jogos-no-linux

Existem vários softwares para monitoramento de hardware disponíveis nas distribuições Linux. Alguns deles possuem a funcionalidade de exibir as informações em forma de HUD, assim como as suas alternativas de Windows. Atualmente não existe nenhum software para Linux que funcione exatamente da mesma maneira que o Afterburner, ou que seja tão completo quanto ele. Todavia, existem algumas opções que podem ajudar muito nesse aspecto.

Todos os jogos que podemos rodar nas distros Linux utilizam as APIs gráficas OpenGL ou Vulkan. Para monitorar o sistema em jogos que utilizem o OpenGL utilizaremos o Gallium Hud. Em jogos que utilizem Vulkan, temos duas opções: o dxvk_hud, e o Vulkan Overlay Layer.

Gallium Hud


O Gallium Hud é o mais completo de todos os três softwares que falaremos neste artigo. Com ele você pode visualizar informações sobre: FPS, frametimes, uso de CPU, uso de CPU por núcleo, uso de GPU, uso de memória de vídeo, temperatura da CPU, e muito mais.

modos-do-gallium-hud

O Gallium Hud está incluso no Mesa Driver, e já vem instalado por padrão em todas as principais distros. Por estar incluso no Mesa, funcionará apenas com os drivers que fazem uso do mesmo, que são as GPUs da AMD e Intel, bem como as Nvidia que utilizem o driver open source "Noveau". O modo de usar dependerá de como você instalou o jogo. Nos exemplos abaixo, ensinarei a ativar o Gallium Hud para exibir as seguintes informações: fps, frametime, uso de GPU, uso de CPU, e uso de VRAM.

Na Steam:


Clique com o botão direito do mouse sobre o jogo no qual você deseja ativar o HUD, clique em “Propriedades”, clique em “Definir opções de inicialização”, na janela que abrir cole a linha abaixo, e clique em “OK”.

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage %command%

Obs.: Se você quiser que o Gallium Hud exiba também os gráficos, como na imagem acima, apenas apague a palavra “simple” do parâmetro.

No Lutris:


Clique no ícone do Lutris, no canto superior esquerdo da janela. Clique em “Preferences”, no canto inferior direito da aba “System Options” clique em “Add”. No campo “Key”, digite “GALLIUM_HUD”, então pressione “Enter”. No campo “Value” cole “simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage”, depois pressione “Enter”.

acessar-configuracoes-no-lutris

utilizar-galliumhud-no-lutris

Agora é só clicar em “Save”, e pronto! Todos os seus jogos no Lutris que utilizam OpenGL exibirão o HUD.

Outros Jogos:


Para jogos que não estão no Lutris ou na Steam, existem duas opções.

Via terminal, utilize o comando abaixo:

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage ComandoParaOJogo

Ou edite atalho do jogo utilizando um editor de menus.

Se você não sabe o que é, ou como utilizar um editor de menus. Assista ao vídeo abaixo:


DXVK_HUD


O dxvk_hud funciona apenas com jogos de Windows rodando no Linux através do DXVK ou D9VK. Por exemplo, todos os jogos de Windows que rodam através da SteamPlay e utilizam DirectX 10 e 11. Ou jogos feitos sob DirectX 9, que rodam via SteamPlay, com o proton na versão 4.11+, utilizando o D9VK através do parâmetro “PROTON_USE_D9VK=1 %command%”. O dxvk_hud não funciona com jogos nativos de Linux. O dxvk_hud está incluso no DXVK, portanto, não é necessário instalá-lo separadamente.

DXVK_HUD

O dxvk_hud não é tão completo como o gallium_hud. Dentre as informações mais utilizadas pelos gamers, é capaz de exibir apenas FPS, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU. Sem opções para uso de CPU, temperaturas, RAM, etc…

Como usar?


O modo de uso do dxvk_hud é exatamente igual ao do gallium_hud. Tanto na Steam, quanto no Lutris. A única diferença é que você utilizará o parâmetro abaixo para ativá-lo com os seguintes ítens: fps, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU.

DXVK_HUD=fps,frametimes,memory,gpuload

Obs.: Na Steam adicione “%command%” ao final do parâmetro.

Para mais informações sobre o dxvk_hud: Github

Vulkan Overlay Layer


O Vulkan Overlay Layer é um projeto recente, criado pela Intel e mantido em conjunto com a comunidade. O projeto ainda está em fase experimental. O VOL (Vulkan Overlay Layer) funciona com qualquer jogo que utilize Vulkan. Nativo ou não.

vulkan-overlay-layer

Dentre as informações de hardware mais utilizadas pelos gamers, o VOL exibe apenas FPS e frametimes. Porém, como mencionado anteriormente, está em fase experimental. É bem provável que com o tempo sejam lançadas novas funcionalidades e aprimoramentos ao software.

Como instalar?


O VOL já está incluso no Mesa3D desde a versão 19.1. Porém, por estar em fase experimental, ainda não vem instalado na maioria das distribuições. Porém, você poderá utilizá-lo em qualquer distro através da Steam via Flatpak.

Instalar a Steam em qualquer distro, via Flatpak:

flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam

Confira o nosso tutorial sobre como instalar pacotes Flatpak. Lembrando que será necessário adicionar o repositório Flathub, caso tenha adicionado o suporte apenas ao Flatpak em seu sistema.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do VOL no Manjaro, Arch e derivados:

sudo pacman -S vulkan-mesa-layer

A última versão do Debian já conta com o software instalado por padrão.

Baixar e instalar o VOL manualmente em qualquer distro:


O Claudio, do canal Sr Rob Linux Brasil fez um vídeo ensinando a instalar o VOL em todas as principais distros. Confira:


Obs.: A forma de instalação demonstrada no vídeo acima é indicada apenas para testes. Quando instalado dessa forma, o software não receberá updates, e poderá ou não parar de funcionar após alguma atualização. Ao realizar o procedimento do vídeo, você estará acessando arquivos do sistema operacional, então tenha cuidado para não remover ou modificar o que não deve. Faça por sua conta e risco.

Como usar?


O modo de usar o VOL é exatamente o mesmo dos anteriores. Apenas substituindo o parâmetro por:

VK_INSTANCE_LAYERS=VK_LAYER_MESA_overlay

Para mais informações sobre o Mesa Overlay Layer: Gitlab

Você costuma monitorar o desempenho do seu hardware enquanto joga? Já conhecia alguma dessas aplicações, ou conhece alguma outra? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Lançadas novas versões do Wine, DXVK e D9VK

Nenhum comentário

terça-feira, 1 de outubro de 2019


Na última sexta-feira, dia 27, foi lançada a versão 4.17 do Wine com 14 correções de bugs. Em simultâneo, tivemos o lançamento da versão 1.4.1 do DXVK, e da versão 0.22 do D9VK. Vamos conferir agora quais são os aprimoramentos trazidos pelas novas versões destes softwares.
 
lancadas-novas-versoes-do-wine-dxvk-d9vk

Wine 4.17


Normalmente, duas vezes ao mês, a equipe do Wine faz um apanhado geral de todo o progresso dos últimos dias e lança uma nova build. Desta vez, na versão 4.17, além das 14 correções de bugs, também temos algumas novidades, das quais podemos destacar:

Nova versão da engine “Mono”, com várias correções de bugs.

A engine “Mono” é uma implementação do .NET Framework utilizada pelo Wine para rodar aplicações que dependem do “.NET” para funcionar.

Suporte para texturas comprimidas no formato DXTn.
Versão inicial da biblioteca Windows Script Runtime.
Suporte para notificações sobre a mudança de dispositivos XrandR. (Por exemplo: monitores)
Várias correções de bugs.

Veja aqui a nota de lançamento oficial com todas as novidades e correções de bugs.

DXVK 1.4.1


Apenas oito dias após o lançamento da versão 1.4 do DXVK, é lançada a versão 1.4.1. A quantidade de correções e novidades desta versão pode até parecer pequena. Porém, se considerarmos o espaço de tempo desde a versão anterior, fica muito claro como a equipe vem trabalhando duro e rapidamente para aprimorar o software.

Nesta versão mais recente do DXVK podemos destacar o seguinte:

Corrigidos alguns “crashes” em potencial no código do D3D10.
Corrigido bug que fazia o jogo Batman Arkham City “crashar”.
Reportando todas as GPUs como hardware Nvidia para contornar problema com a biblioteca AMDAGS, que passou a ocorrer após a última atualização no jogo Hitman 2.
Implementadas instruções de shader faltantes, a fim de corrigir “crashes” e falhas de renderização no jogo Ni No Kuni Remastered.

A lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

D9VK 0.22


Menos de uma semana após o lançamento da versão 0.21, é lançado o D9VK 0.22. Assim como no caso do DXVK, considerando o espaço de tempo desde a versão anterior, não era de se esperar um grande número de correções e novidades.

Dentre as melhorias desta versão, podemos destacar:

Resolvido o problema que fazia com que alguns jogos enviassem notificações de erro, notificando ao usuário estar rodando drivers de vídeo muito antigos.
Corrigido bug de renderização de sombras em The Sims 2.

Uma lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

No ritmo em que estamos vendo as coisas progredirem nos últimos tempos, no mundo dos jogos no Linux, não dá pra sentir outra coisa além de alegria e orgulho a respeito de como está a situação. Comparado, por exemplo, a como estava há dois anos. As novidades isoladas destas últimas versões, relatadas neste artigo, podem parecer poucas. Mas se formos olhar tudo o que foi feito nos últimos meses, ou no último ano, é realmente muita coisa.

O quê você acha sobre a forma, e a rapidez com que as distribuições Linux vêm evoluindo como uma plataforma para jogos?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

ACO: Implementação para o Mesa Driver desenvolvida pela Valve

Nenhum comentário

sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Em Julho deste ano, a Valve anunciou estar trabalhando no projeto ACO (AMD Compiler). Um novo compilador de shaders projetado para melhorar o desempenho de jogos em GPUs AMD no Linux. 

aco-implementacao-para-mesa-driver-desenvolvida-pela-valve

Falando em termos muito leigos e de forma extremamente resumida: o compilador de shaders é o software utilizado pela sua GPU para produzir efeitos, pós processamento, e os níveis de cor apropriados para uma imagem a ser exibida na sua tela.

O compilador de shaders incluso no Mesa Driver atualmente, e que todos nós utilizamos, é apenas uma pequena parte de um grande projeto chamado LLVM (Low Level Virtual Machine). Justamente por ser apenas uma parte em um projeto maior, os mantenedores do LLVM tem foco em manter o software funcional e estável, mas não em otimização para jogos.

O motivo para isso é que o projeto LLVM é massivo, e um compilador de shaders veloz não faz muita diferença na maioria dos casos. Em jogos, por outro lado, a velocidade com que o compilador de shaders consegue trabalhar pode ser a diferença entre você conseguir ou não jogar um jogo.

Com isso em mente, a Valve começa a criar do zero, o seu próprio compilador de shaders. Tendo como principal objetivo criar um software desde o início pensado e projetado para aprimorar o desempenho de jogos no Linux. Eis que o dia chegou, e no dia 19 de Setembro deste ano (2019) todas as mais de 25.000 linhas de código do ACO foram incluídas no Mesa Driver 19.3.

À princípio o compilador da Valve funcionará apenas com o driver RADV (Driver Vulkan incluso no AMDGPU) em jogos e aplicações que utilizam a API Vulkan. Ao que tudo indica, o ACO também será compatibilizado com OpenGL, mas não por agora.

Apesar de já estar incluso no Mesa 19.3, por ainda estar em fase experimental, o ACO não vem ativado por padrão. Para ativá-lo é necessário utilizar a variável “RADV_PERFTEST=aco” em cada aplicação que você deseja executar utilizando o compilador.

Confira abaixo resultados de testes da própria Valve comparando o desempenho do ACO com o LLVM, no final de Março, quando o desenvolvimento ainda estava muito menos avançado do que agora:

teste-comparativo-entre-o-mesa-driver-com-aco-llvm

O teste retratado na imagem abaixo foi feito pelo Renato do blog FastOS, no dia 5 de Setembro, no jogo Rise of the Tomb Raider.

teste-comparativo-aco-vs-llvm-fastos

Confira o artigo completo no blog FastOS.

Embora a versão atual do ACO tenha sido incluída no Mesa Driver, o desenvolvimento de novas funcionalidades continuará acontecendo em paralelo com esta versão, por fora do Mesa Driver, até estarem estáveis o suficiente para serem incluídas no Mesa.

Por ainda estar em fase de testes, o ACO pode apresentar bugs e ainda não é recomendado ao usuário comum. Porém, se você quer ajudar no desenvolvimento do software, testando e reportando bugs, com certeza será de grande ajuda para os desenvolvedores. Quanto mais testes forem feitos em jogos e hardwares diferentes, mais informações os desenvolvedores terão para aprimorar o software.

Para reportar bugs ou fazer sugestões acesse este link.

O quê você acha sobre o ACO? Eu não penso que uma empresa como a Valve desenvolveria um software dessa proporção sem a certeza de um bom resultado. Quanto a se o ACO realmente será melhor que o LLVM, só o tempo e os testes dirão.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

Fontes: Phoronix, Steam.

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema

Nenhum comentário

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Quem acompanha o blog, sabe que há uns 3 meses, o Ubuntu “se meteu em uma enrascada”, em relação ao fim do suporte aos pacotes e para a arquitetura de 32 bits e foi obrigado a voltar na decisão. Você pode conferir a cobertura do blog aqui e aqui.

Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema





Pensando nisso, a Canonical, fez uma análise e mapeou quais pacotes, bibliotecas (libs) e dependências mais populares eles precisam manter e quais poderiam dar o “devido descanso do Arquivo Morto”. 

Em comunicado feito no Discourse do Ubuntu, Steve Langasek fez o seguinte comentário:

“Com base no nosso compromisso de continuar a oferecer suporte ao i386 no Ubuntu, montamos uma lista de pacotes para os quais conseguimos determinar se há demanda do usuário com base no feedback até o momento. Os pacotes listados abaixo são os que estamos comprometidos em levar adiante para o 20.04 em paridade com amd64. (Também, necessariamente, levaremos adiante vários outros pacotes dos quais os incluídos nesta lista dependem ou dependerão da compilação.)”

Ainda explicou como chegou na lista, em que eles reuniram binários que apenas existiam em i386 (32 bits) e não tivesse uma versão amd64 (64 bits), filtro usado na lista para excluir pacotes que duplicam a funcionalidades disponíveis sob um nome de pacote diferente nos sistemas amd64 ou que são específicos para o hardware que não é compatível com 64 bits. O comando usado foi:

join -j1 -v1 <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-i386_Packages | sort -u) <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-amd64_Packages | sort -u) | grep -vE ‘^lib64|amd64$|linux-gnu|ia32$|signed-template$|mkl|sse|^strace64$|^xserver-xorg’


Feito isso, foi gerada uma lista de 52 pacotes, que inclui o Wine e a Steam. Com uma análise mais detalhada, eles chegaram a alguns programas que dependem do 32 bits ainda, como por exemplo Unity3d; godot; SDL-based games; drivers de impressoras. Com isso chegaram a 43 libs runtimes. Algumas são:

● steam
● steamcmd
● wine32
● wine32-development
● wine32-development-preloader
● wine32-development-tools
● wine32-preloader
● wine32-tools
● znes

Ao todo, quase 200 pacotes de código-fonte que serão mantidos nas próximas versões do Ubuntu (19.10 e 20.04 LTS). Para conferir a lista completa e o anúncio, basta clicar aqui.

Por hora, nada vai mudar nas ferramentas mais populares (lutris/wine/steam) e drivers (impressoras, vídeo e afins), isso vai ajudar a “limpar” o sistema e ao mesmo tempo deixar ele compatível. Em casos mais extremos, o que se pode adotar é o empacotamento snap ou flatpak. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Instale uma versão customizada do Proton na Steam

Nenhum comentário

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ao contrário do que muitos pensam, já faz bastante tempo desde que jogar no Linux deixou de ser algo apenas para amantes de games obscuros que ninguém conhece. Com o lançamento da Steam para Linux em fevereiro de 2013, e o lançamento do Proton em meados de 2018, literalmente milhares de jogos passaram a rodar perfeitamente no Linux.

instale-uma-versão-customizada-do-proton-na-steam
O Proton é uma ferramenta criada pela Valve com o intuito de viabilizar o funcionamento de jogos que são nativos de Windows em sistemas operacionais baseados em Linux. O Proton funciona como uma camada de compatibilidade entre os jogos e o sistema operacional, portanto, não é um emulador. O que ele faz, em termos leigos, é agir como um tradutor fazendo a comunicação entre o jogo nativo de Windows e a distribuição Linux.

O Proton é feito com o objetivo de funcionar com milhares de jogos diferentes, de épocas diferentes, que utilizam APIs gráficas diferentes, e assim por diante. Por isso, enquanto um jogo roda melhor com uma versão do Proton, o outro talvez rode melhor com outra. É pensando nisso que a Valve nos dá a opção de alternar entre as versões do Proton nas configurações do próprio cliente Steam.

Nas configurações do cliente Steam para Linux, na seção “Steam Play”, podemos tanto ativar e desativar o uso do Proton, como escolher qual versão da ferramenta queremos utilizar.

configurações-do-proton-na-steam

Se você quiser saber mais sobre o Proton, já temos um vídeo completíssimo sobre esse assunto.

Conheçam o Proton-GE!


Agora que você já sabe o que é o Proton, como ativá-lo, e como alternar entre versões. Chegou a hora de falarmos sobre uma das suas versões alternativas, mantidas pela comunidade.

Todas aquelas versões do Proton que você encontra por padrão na Steam, são versões oficiais, desenvolvidas pela Valve. Porém, por tratar-se de um software Open Source, qualquer pessoa pode pegar o código fonte do projeto, modificar e redistribuir da maneira que bem entender.

O ‘Proton-GE’ é uma versão customizada do Proton com algumas correções de bugs, versões mais atualizadas do Wine e ‘DXVK’, com o ‘D9VK’ ativado por padrão para rodar jogos com DirectX 9, e a adição do ‘Vkd3d’ para rodar jogos com Direct3d 12 através da API Vulkan.

A ferramenta foi criada e é mantida por Thomas Crider. Dono do blog GloriousEggroll, engenheiro da Red Hat, membro da equipe de desenvolvimento do Lutris e mantenedor do Wine-Staging.

Na página do ‘Proton-GE’ no Github você encontra informações mais técnicas sobre a ferramenta, bem como uma tabela com todos os parâmetros utilizáveis.

Ok, mas vale a pena?


O Proton-GE foi testado “oficialmente” apenas em alguns poucos jogos, incluindo Warframe, Assetto Corsa e Sword Art Online. Porém, isso não significa que a ferramenta funcione apenas com estes jogos. Eu testei o Proton-GE em um total de sete jogos, mas apenas em dois deles pude perceber alguma diferença. Veja:

• Fallout New Vegas: Este foi sem dúvidas um ponto favorável ao Proton-GE em comparação ao Proton 4.11-4. Com a ferramenta padrão da Steam, rodando em OpenGL, o jogo sofria constantes quedas de frames, caindo dos 60 para a casa dos 40 FPS. Rodando com Vulkan através do D9VK, a taxa de FPS ficava estável, porém ocorrendo frequentes stutterings.

Já com o Proton-GE, que por padrão utiliza o D9VK, o jogo rodou estável nos 60 FPS e com praticamente nenhum stuttering.

• GTA San Andreas: Neste caso o Proton-GE ficou muito atrás. Na versão 4.11-4 do Proton o jogo roda a 60 FPS, sem lags ou stuttering. Já na versão customizada, além de ter muito stuttering, também ocorreu um bug de cores nas texturas do jogo.

Após os testes pude dizer que, conforme já era esperado, o Proton-GE não faz milagres. Se ele vai fazer diferença ou não para você, depende muito de quais jogos você pretende testar nele. No meu caso, obtive um desempenho consideravelmente superior em apenas um dos sete jogos nos quais testei, o que, mesmo parecendo pouco, já fez valer muito a pena ter baixado e instalado o Proton-GE.

Como instalar e utilizar o Proton-GE?


A instalação é extremamente simples! Nada de terminal, edição de arquivos de configurações, ou coisas do gênero.

Primeiro, abra o seu gerenciador de arquivos e pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos.

À partir da sua pasta “home”, acesse o diretório “.steam/root”, e verifique se dentro desse diretório existe uma pasta chamada “compatibilitytools.d”. Se não existir, crie-a.

pasta-proton-personalizado-steam

Acesse a página de downloads do projeto e baixe a versão mais recente.

download-protonge

Extraia o conteúdo do arquivo compactado que você baixou para dentro da pasta “.steam/root/compatibilitytools.d”, que você criou anteriormente.

protonge

• Reinicie a sua Steam. Agora na janela de configurações, na seção “Steam Play” estará aparecendo a opção para utilizar o ‘Proton-GE’.

versão-proton-steam

Pronto! O Proton-GE já está instalado na sua Steam.

O ‘Proton-GE’ não possui nenhum sistema de auto-update. Ou seja, toda vez que você quiser testar uma nova versão, terá que acessar a página no Github, fazer o download e repetir o procedimento de instalação.

Apesar de ser feito à partir do Proton da Steam, o ‘Proton-GE’ não é desenvolvido pela Valve. Portanto, não possui suporte da mesma. O quê significa que não há garantias quanto a se ele realmente irá funcionar, ou por quanto tempo será mantido. Use por sua conta e risco.

O quê você acha sobre essas versões alternativas de softwares, criados pela comunidade? Você já conhecia o ‘Proton-GE’? Você conhece alguma outra versão do Proton ou de alguma outra ferramenta que deveríamos testar? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus!

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novo layout da biblioteca da Steam chega em breve

Nenhum comentário

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Muitos usam a Steam como o seu gerenciador principal de games, assim tendo o acesso há mais de 30 mil títulos dos mais variados possíveis. Por que não mudar a “lataria”, né não? 😄

Novo layout da biblioteca da Steam chega em breve





Se formos pensar e observar bem, o layout da Steam estava meio que “parada no tempo”, carecendo assim de uma reformulação por completo, mas não perdendo as suas características essenciais.

Primeiro começou com a página principal e agora vai chegar na Biblioteca (Store) da plataforma. Confirmando assim alguns rumores que circularam há alguns meses. Inclusive temos uma postagem que mostrava os testes iniciais.


Agora é de forma oficial, e com o seguinte comentário da Valve:

“A nova biblioteca Steam foi criada seguindo a ideia de que as nossas bibliotecas são valiosas — para alguns usuários, elas contêm mais de 15 anos de jogos. Seja aquele jogo AAA que todos os seus amigos jogam ou aquele projeto artístico independente que só você parece gostar, a sua biblioteca Steam representa o seu histórico no mundo dos jogos. Uma boa biblioteca, no entanto, deve ser mais do que apenas prateleiras empoeiradas, mas também um lugar divertido para explorar e encontrar o que está buscando. A sua biblioteca deve auxiliar você a ficar antenado sobre novidades nos seus jogos, encontrar um jogo para jogar com amigos ou explorar as criações e discussões na comunidade de cada jogo.”

Também anunciaram um novo sistema de eventos, assim ajudando os devs a atrair mais jogadores para o seus games, além de facilitar a notificação de updates dos jogos, podendo combinar com a ferramenta Eventos, e assim facilitar a vida do gamer. Além é claro dos eventos relacionados ao jogo, que não precisa ser um update em si.


Para conferir o post completo do anúncio oficial no blog da Steam, segue o link. A previsão é que chegue no dia 17 de Setembro e vai estar disponível para as três plataformas: Linux, macOS e Windows.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Como instalar o Game Mode da Feral Interactive no Ubuntu e no Linux Mint

Nenhum comentário

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Gamers são muitas vezes detalhistas e estão sempre tentando extrair "um frame a mais" dos seus jogos favoritos, e uma das coisas interessantes para se fazer num momento como este, é tentar dedicar o seu hardware a executar uma determinada tarefa, como rodar o seu game. Por isso a Feral Interactive, a principal empresa de portes de jogos para Linux e macOS, criou uma ferramenta chamada "Game Mode".

Game Mode Ubuntu Linux





Essa não é a primeira vez que falamos sobre o Game Mode, ele já foi assunto aqui no blog em Abril de 2018, e de lá para cá, o projeto recebeu interessantes melhorias e integrações.

O "Game Mode" é um utilitário, sem interface gráfica, que deve rodar em background, focado em jogos, mas que, supostamente você pode usar com qualquer ferramenta. Os games podem usar o "Game Mode" para requisitar no sistema certos perfis de "atenção" por parte do processador e outros componentes de hardware do seu PC.

Essa aplicação, de forma grosseira, pode ser comparada com o "Windows 10 Game Mode", que tende a focar recursos do sistema para os jogos, porém, tecnicamente funciona de forma diferente. Assim como o próprio "Game Mode" do Windows, nem todos os usuários tirarão real proveito da ferramenta, pois isso depende da forma com que cada game é desenvolvido, e o quanto esses elementos são os que efetivamente estão segurando a performance do jogo.

Como funciona?


Game Mode no Linux - Feral Interactive

A ferramenta da Feral ajusta a performance do Linux sob demanda, priorizando um processo específico, é um pouco diferente do que ferramentas como o CPUFreq, ou o Slimbook Battery Manager, que ajustam essa performance "system wide" fazem, mas ainda assim comparável.

O Game mode ajusta o "nice" de um processo no Linux, configurando ele para "-4" por padrão, dando maior prioridade para IO e CPU, em comparação com os demais processos em background, no entanto, é importante perceber que o recurso só funciona o seu usuário estiver listado no arquivo limits.conf, que fica em /etc/security/limits.conf.

A intenção é que, com essa modificação, os games rodem de forma mais suave, com mais quadros por segundo e com menos "slowdows" ou "stuttering". A grande questão é que isso fará apenas diferença, quando o "gargalo" do game em questão for de fato algum elemento desses, como a prioridade de execução, e  de forma geral, o Linux já faz muito bem o seu trabalho sem modificações específicas e manuais.

Como instalar no Ubuntu e no Linux Mint


A instalação pode ser feita através do PPA oficial do projeto, você pode adicionar este repositório através do aplicativo "Programas e Atualizações" no Ubuntu, ou através das "Fonte de Aplicativos" no Linux Mint: ppa:samoilov-lex/gamemode

Se preferir fazer pelo terminal, basta usar este comando:
sudo add-apt-repository ppa:samoilov-lex/gamemode
sudo apt update 
Para fazer a instalação, basta procurar pelo pacote "gamemode" no Synaptic, ou na loja de aplicativos do Linux Mint, ou ainda, usar o terminal mais uma vez se for mais conveniente:
sudo apt install gamemode
 Depois disso, é recomendado reiniciar o computador para que as mudanças tenham efeito.

Como usar o Game Mode?


Na verdade, é muito simples. Games que tiverem esse suporte nativo, poderão fazer uso do "Game Mode" sem que você faça nenhuma alteração extra, basta simplesmente rodar o jogo. Atualmente os títulos para Linux com este suporte são poucos:
- DiRT 4
- Rise of the Tomb Raider
- Total War: Three Kingdoms
- Total War: WARHAMMER II
- Total War Saga: Thrones of Britannia

No entanto, é possível rodar qualquer game ou software que você queira com o comando:
gamemoderun nome_do_executável
Outra forma de fazer com que qualquer game da Steam use o "Game Mode" é utilizar o parâmetro:
gamemoderun %command%
...nos parâmetros de inicialização do jogo na Steam, alterando a opção nas propriedades.

Não espere maiores milagres, mas se você está sofrendo com desenho e quer fazer uma tentativa de melhora, esta pode ser uma solução.

Compartilhe seus resultados no nosso fórum, e eu te vejo no próximo artigo! :)

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo