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Embutils - Uma alternativa aos comandos padrões do seu Linux

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Embutils, assim como o "coreutils", do projeto "GNU", é um pacote que possui um conjunto de comandos para a administração do sistema. Como descrito no site oficial do embutils, a maioria do userland tipico do "Unix" vem ou do projeto "GNU", ou da galera do "BSD". Essas fontes são antigas e otimizadas para recursos, mas não para manter seu tamanho reduzido, e agora que os computadores são rápidos o suficiente e possuem muita RAM, implementações se tornam cada vez maiores.

Embutils





Essa é a maior diferença entre o "coreutils" do GNU e o "embutils", pois o "embutils" é pensado em manter o tamanho final do seu binário  bem reduzido mesmo nos tempos atuais, porém mantendo as mesmas características de recursos dos projetos anteriores citados.


Para dispositivos embarcados o "embutils" seria um prato cheio (que é o propósito primário que o "embutils" foi pensado), porém podemos utilizá-lo em desktops e servidores ou sei lá aonde mais.

Eu disse seria? SIM! Dois motivos que o atrapalhariam na adoção para embarcados é que seu desenvolvimento parou já faz quase dez anos e isso poderia gerar desinteresse por parte de desenvolvedores (como também pode ser que não). A "dietlibc" recebeu seu ultimo suporte pelo projeto oficial há cinco anos atrás, porém a biblioteca continua sendo utilizada por outros projetos como as próprias distribuições Debian e Ubuntu. Podemos verificar que a dietlibc ainda consta nos repositórios:

dietlibc-no-repositório-do-ubuntu-mate
É uma biblioteca incrível que mantem o tamanho final do binário muito enxuto e possui suporte a uma boa quantidade de arquiteturas.







O segundo motivo é que com o declínio da GPL (como pode ser lido clicando aqui), isso pode ser um motivo para afastar o interesse de empresas e projetos.

O "embutils" possui também o comando "uname" assim como o "coreutils" do "GNU" e o como o "toybox" (nenhum dos três compartilham códigos iguais, sendo totalmente escritos do zero) e sua saída do comando "uname" do "embutils" também não consta o termo "GNU/Linux" em nenhuma de suas opções (assim como não consta nas saídas do "toybox" como pode ser lido no artigo Como conheci o Alpine Linux). Gostem de saber disso ou não, mas o termo "GNU/Linux" no comando "uname" do "coreutils" foi uma forma que a FSF fez para se promover e querer que as pessoas chamem o sistema operacional.

comando-uname-do-embutils-utilizado-para-verificar-o-sistema-operacional

Bom, por hora é só e em breve falaremos do conjunto de comandos para o mesmo propósito do sistema operacional "Plan9" ;)
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3 comandos Linux para você trabalhar com interfaces de rede

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Eu geralmente não posto dicas envolvendo terminal aqui no Diolinux, mas acho que é muito válido que você aprenda alguns truques "mais avançados" do Linux para poder usar no dia a dia, se quiser, é claro. Tudo o que eu vou mostrar aqui pode ser feito via interface gráfica também, mas como o tema de hoje é "terminal", é por ele que vamos explorar.

Comandos de rede no Linux






Os comandos que eu vou te ensinar agora podem ser utilizados em qualquer distribuição Linux, no entanto, no tutorial em vou utilizar o Linux Mint, que funciona da mesma forma que o Ubuntu. Os comandos fazem parte de um pacote chamado net-tools, de modo que se algum deles não for reconhecido, pode ser que o pacote esteja faltando no seu sistema, cabendo a você instalá-lo.

Em derivados do Debian e Ubuntu (como o Linux Mint por exemplo) basta instalar usando o APT:
$ sudo apt install net-tools
ou como Root:
# apt install net-tools

1 - Vamos começar com algo simples, ver as suas conexões de rede com informações como o seu IP (endereço de brodcast, mac, etc.).


Existem várias formas de fazer isso,  algumas das opções são:
ifconfig
 ip addr show
hostname -I 
As várias formas de ver o seu IP no Linux

2 - Habilitar e desabilitar interfaces de rede


Para fazer isso você precisa primeiro conhecer o nome das suas interfaces de rede, o comando ifconfig mencionado antes funciona muito bem para isso. Inclusive, vamos usar várias vezes o ifconfig aqui, então para desabilitar ou habilitar uma interface de rede, você simplesmente pode fazer isso:
sudo ifconfig nome_da_interface up ou down
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 down
Para desabilitar a interface e:
sudo ifconfig enp35s0 up
Para fazê-la "subir" novamente.

Existe uma variação mais simples deste comando para que você precise digitar menos:
sudo ifdown nome_da_interface
ou:
sudo ifup nome_da_interface

3 - Como definir um IP fixo para uma interface de rede


Se você está aí "brincando" de montar um servidor, é bem provável que você queira ter um IP fixo nele, para fazer isso via linha de comando você pode fazer assim:
sudo ifconfig nome_da_interface 0.0.0.0
No exemplo ficaria:
sudo ifconfig enp35s0 192.168.0.60
Aproveitando o embalo você pode querer também colocar uma máscara de sub-rede, um endereço de broadcast, talvez um valor de MTU personalizado, certo?

Isso é bem fácil de fazer e a lógica é praticamente a mesma.

Para a máscara:
sudo ifconfig nome_da_interface netmask valor_da_máscara
Por exemplo:
sudo ifconfig  enp35s0 netmask 255.255.255.0
Para configurar o endereço de Broadcast:
sudo ifconfig nome_da_interface broadcast 0.0.0.0
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 broadcast 192.168.0.255
Para definir o valor de MTU:
sudo ifconfig nome_da_interface mtu valor
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 mtu 1500
E claro, se você já é ligado em como o terminal funciona deve ter percebido que dá para configurar tudo isso de uma vez só, seguindo o exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 192.168.0.60 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.0.255 mtu 1500

Concluindo


Apesar de eu ter prometido 3 comandos, no fim das contas você aprendeu muito mais do que isso, não é verdade? Acho que isso não é um problema, certo? :D

Saiba que existem muitos outros utilitários além do ifconfig para que você possa trabalhar com as suas interfaces de rede e colher informações também.

Separei para você aqui uma oferta especial dos nossos parceiros da Udemy em um curso bem em conta para você estudar sobre servidores Ubuntu, onde são abordadas configurações de placas de rede e muitas outras coisas, como Firewall, proxy, entre outros, clique aqui e conheça.

Até a próxima!
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Como navegar na internet e pesquisar no Google pelo terminal Linux

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Apesar da interação com o terminal no Linux não ser mais algo obrigatório para usar as distribuições há muito tempo, o terminal é a ferramenta preferida de usuários mais avançados, especialmente profissionais na área e esse interesse acabou gerando inúmeras ferramentas interessantes, hoje você vai conhecer uma delas.

Usando o links2 para navegar na internet






É comum pensarmos em "Google Chrome", "Firefox", "Opera", "Safari", e outros, quando falamos em "navegadores de internet", porém, o que esses softwares mais complexos fazem, podem ser feito de forma simplista (é claro) através do terminal Linux.

Curiosamente existem várias opções para se navegar na internet ou pesquisar no Google usando o terminal, como Lynx e o Googler, o primeiro um navegador, o segundo, uma ferramenta para fazer pesquisas, porém, eu vou te apresentar o links2, uma navegador em modo texto, que dos que eu conheço, é o que eu considero mais fácil de se utilizar.

Pesquisando na internet com o links2


O primeiro passo é instalar a ferramenta. O link2 está nos repositórios padrões das distros, no Ubuntu, Debian, derivados e semelhantes, você pode instalá-lo facilmente usando o comando:
sudo apt install links2
Uma vez instalado, o funcionamento é simples, basta informar ao links2, qual o site que você deseja acessar, como por exemplo o Google. No terminal digite:
links2 www.google.com 
Ao fazer isso você acessará o Google e poderá usar o teclado para navegar entre todas as opções do site de forma relativamente simples e claro, fazer pesquisas:

Pesquisando pelo terminal Linux

Dá até pra ler os posts do blog:

Lendo no modo terminal

O links2 tem também vários menus para facilitar o seu acesso ao recursos do navegador, ao pressionar a tecla "ESC" você terá acesso ao menu do navegador, por ele você pode ir para uma site em específico, basta digitar o endereço desejado:

Links2

É uma ótima ferramenta para quem passa o dia no terminal ou se vê numa situação onde apenas o terminal está disponível.

Faça um teste e brinque um pouco com ele, tenho certeza de que vai achar interessante! :)

Ajude o blog compartilhando este artigo e até a próxima!

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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Como aprender sobre o terminal Linux? Faça uma aula GRÁTIS agora!

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

O terminal Linux pode ser complicado para algumas pessoas, especialmente para iniciantes, mas com dedicação e estudo você consegue "domar a fera" e aprender a "língua do terminal", como o nosso professor, Tiago Salem, gosta de chamar. Pensando em te ajudar a superar um possível medo da "telinha preta", ele preparou uma pequena aula grátis para você aprender mais sobre alguns dos aspectos do Terminal, confira agora:

Comandos Linux




Nesta semana eu coloquei na nossa fan page no Facebook um post onde vocês puderam colocar as suas dúvidas sobre o terminal Linux, algumas dessas dúvidas geraram o vídeo que você vai assistir logo abaixo, as outras perguntas, o Tiago vai responder em um outro vídeo exclusivo que você poderá receber no seu e-mail.

O Tiago Salem é ex-desenvolvedor da Canonical e atual desenvolvedor da SUSE, ele tem muita experiência e vai te mostrar de forma simples como você usa comandos de forma concatenada, usando listas de comandos separadas por operadores lógicos e explicando a diferença entre eles, é muito simples, a aula é grátis, aproveite! ☺


A segunda aula é grátis também e pode ser enviada para o seu e-mail, se você quiser recebê-la basta se cadastrar abaixo, no e-mail nós também vamos enviar uma oferta muito bacana para o nosso novo curso de Shell Script, além do de Bash, assim você vai poder virar um "Ninja do Terminal!" 👊

Nesta segunda aula que você receberá o Tiago também vai responder várias perguntas que vocês deixaram no Facebook. As inscrições para o recebimento desta segunda aula estarão abertas até no Domingo, dia 23 de Julho, às 19 horas da noite, o vídeo extra grátis será enviado na Segunda-feira para todos os que participarem. Não temos limites de vagas para esta modalidade, a sua única preocupação vai ser aprender mais sobre o terminal.

- Não quer esperar? Conheça o curso de Bash aqui.


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Como instalar e gerenciar pacotes Flatpak nas distribuições Linux

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Há algum tempo atrás eu fiz aqui no blog duas matérias relacionados ao Snap, uma delas mostrando como você instala o suporte a eles em qualquer distribuição e outra ensinando a utilizar a ferramenta. Hoje é a vez do Flatpak com um combo! 😊 

Como instalar e utilizar os pacotes Flatpak




Tecnologias revolucionárias como o Flatpak e o Snap são ótimas, mas elas carecem da mesma coisa, justamente por conta de serem novidades, que é documentação coloquial. Por mais que existam manuais oficiais, sempre há algo que foge àquele conteúdo. Hoje eu vou te mostrar como fazer a instalação do Flatpak na maior parte das distribuições Linux e te dar as diretrizes básicas de como se utilizam estes pacotes.

Instalando o Flatpak na sua distribuição Linux


Basicamente o pacote é o mesmo em todas as distros, variando de acordo com o sistema e seu gerenciador de pacote, então vamos para a pequena lista em ordem alfabética:

Alpine Linux

O suporte a Flatpak pode ser instalado desta forma:
sudo apk add flatpak

Arch Linux (Manjaro/Antergos)

O suporte a Flatpak está disponível diretamente dos repositórios oficiais, e também existe a versão do AUR. Você pode instalar desta forma:
sudo pacman -S flatpak
No Arch, para ter as ferramentas de desenvolvimento (Flatpak-Builder) funcionando corretamente é necessário instalar algumas dependências extras, mas isso só serve para você que for desenvolver os pacotes, usuários comuns poderão usar apenas o comando acima.
sudo pacman -S --asdeps --needed elfutils patch
Debian

Com o lançamento da versão 9 do Debian que tivemos na semana passada, o suporte a Flatpak pode ser instalado à partir do repositório oficial também.

su root
(digite sua senha)
apt install flatpak
Para o Debian Jessie será necessário usar o repositório Backports.

Fedora

Do Fedora 23 em diante você habilita o suporte ao Flatpak facilmente com o comando:
sudo dnf install flatpak
Gentoo

Atualmente não existe uma forma oficial de instalar o Flatpak na distribuição, entretanto, existe um método não oficial que pode ser encontrado aqui.

Mageia


Instalar no Mageia é simples também, inclusive existem duas formas de fazer isso, dependendo do gerenciador de pacotes que você preferir utilizar. Lembre-se de executar os comandos como root, como no Debian:
dnf install flatpak
Quase igual do Fedora, não é? Outra opção é caso você prefira utilizar o urpmi como gestor, neste caso seria (também como root):
urpmi flatpak 
openSUSE

No openSUSE também existem duas formas de fazer a instalação, dependendo de qual versão do "Rei lagarto" você use. Se você usa a versão Leap ou Tumbleweed, em ambos os casos você pode usar o método 1-click install através do Yast, ou caso use a versão Tumbleweed em específico, você pode instalar via Zypper também:
sudo zypper install flatpak
Ubuntu (Linux Mint/elementary OS) 


No Ubuntu varia de acordo com a versão, caso você esteja usando a versão 17.10 ou superior, o flatpak já está no repositório e você pode instalar com um simples "sudo apt install flatpak", no entanto, para quem usa o Ubuntu 16.04 LTS ou 17.04 é necessário usar o PPA oficial, o mesmo vale para Linux Mint e elementary OS (ambos baseados na LTS) e as outras derivações oficiais do Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Ubuntu MATE, etc) respeitando o seu versionamento.
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update
sudo apt install flatpak
Isso cobre a maior parte das distribuições, agora vamos aprender a utilizar o Flatpak.

Como usar os pacotes Flatpak 


Vamos fazer agora do gerenciamento de pacotes Flatpak básico para você poder atualizar as aplicações, instalar e remover e fazer consultas sobre informações.
Quer aprender a fazer isso com o apt? Confira este artigo.
Acho que em primeiro lugar é bom que você saiba que pode consultar toda a documentação sobre o Flatpak disponível atualmente aqui,  no site você encontra informações sobre a estrutura dos pacotes, como criá-los, como criar repositórios, etc.

A grande questão que deixa um pouquinho mais complicado o Flatpak em relação ao Snap atualmente é que você precisa adicionar um repositório específico para cada programa em muitos casos, então é importante que o desenvolvedor te informe isso, você pode ver alguns exemplos nesta página na aba "Command Line".

Os pacotes Flatpak possuem os chamados flatpakref, que como o nome sugere, são pacotes quem contém referências para o download das aplicações e servem de intermediário, futuramente esses pacotes serão gerenciados diretamente com as centrais de aplicativos, como o GNOME Software, permitindo que os pacotes sejam instalados com dois cliques como qualquer deb ou rpm (assim como os Snaps), porém, atualmente, ao menos eu meus testes este recurso ainda não está funcional. Quando a integração estiver perfeita, a necessidade da adição manual dos repositórios poderá ser contornada.

O conteúdo de um flatpakref é basicamente este abaixo (LibreOffice), composto do nome do pacote, informações do repositório, como a URL do mesmo, qual é a versão de lançamento dele, chave GPG e link para o Runtime do Flatpak, etc.

[Flatpak Ref] Title=The Document Foundation LibreOffice Name=org.libreoffice.LibreOffice Branch=fresh Url=http://download.documentfoundation.org/libreoffice/flatpak/repository IsRuntime=False GPGKey=mQINBEyzEr0BEADT441wUITsTwDA2nM3kmUhGrzTdxZB5xv/E1ZJCw63qWdmdTdWNZDfNDuLs4r2VjlEoA3xGK6jgnQvyAoNj0yiEbW/JedHHgOiVdXDlkgkY58myafTFXqDLzTXVrsNnay0GS8XrNjptZJPhEPBvNUdkqpA9B7RTkfaXj779Pf/AeFMZVLlUAci5RA0NNF910GHwoXT6SEv2PGoawsphnfmMVdKh9wz7asbtKXEmotCwX3k045xLsIVK5ANOi+BI9C3LkrrFJWw2XHqDW2ulwCJ0L5QNSjOuY/v8REODwIXamvvdZOzXBKSIzDOalJqFCHls3YlGyFw1knr6BAOmVOm32YtNTCLbVA/iK55fZWnUCjD3a4Gxz4qpQYWfpxhOmlHpk5JkraSNHzCc7SB43DwcHF5ecXHttMhO8MoN/bAZBgCuLGFEwNvwFbDwIWo07mlv7wD8i1rtUCvLywJc5YL2PbjCLfB1Q4YzDX1EWnjKdnAsxxKftrx1DFlxzUF+TaHbLTPttUcsWQaL8wITznoWIwdIWlo2woPgWIpUXMOYwYV31OofgmroHa3V4NOvkke09uhaZawg5yZCoRFohhfKPqT1ZrJ9SnRbW/WR3VTVY76ht5kRuV3eb2VWBmPU9zn56Tbe6dvFkBuzHH1JdECAqy1BzFcmQQFBebFzf1XAQARAQABtEhMaWJyZU9mZmljZSBCdWlsZCBUZWFtIChDT0RFIFNJR05JTkcgS0VZKSA8YnVpbGRAZG9jdW1lbnRmb3VuZGF0aW9uLm9yZz6JAjcEEwEKACEFAkyzEr0CGwMFCwkIBwMFFQoJCAsFFgIDAQACHgECF4AACgkQ9DSh76/urqOc4w//X+74QlyRalcuLNw3oJKB1+1z6xxhhpwg1kw5cMMrGu0w0YoPvLDKaiS02DdkIaXDECcQTOoEh7/bYbZq6OtE1WyxqHYYOPK5yul5FRwZ5k5HZ7pDFcKCQ72UgWhz+QznRhgZ0jwEWl5Ln3rwJpSynIvTXHmQogId0xmcrNQPyckzzugGx4qZFinSOmDGwTgG14NU3vat2iek37PhBLh5V8ohlEoccwwPejtKEWQudg0Q8K7uBuqLUhnJoZodEytqpOvtysuPtGxGXnmD7oXtBVEF3X6eFRXDIp81cx2isHK4Krf4z4T9KUimNLHjWRa+ZQtp2pZLHQlblfsnCUf6TYZ0Yi909EhcM/hxAgBZXellOCQ/8U2cJsTUyN5Dp1wbf6X0uK4uaed1/037EGLAO6PP6WQz6jWd1/hhsQ5oAmdjkzlMFEfKNeIIDuKMOjXcTvM8/KRXhufwICvSFBlSIveHfDFWCvOVgq0VjAY7NFMFKRUnRHB58qBamtyhOyscRIvT5QH8HYfUA/YNl9FguczYUIQi3t+H1hoHIywdtmRuhYx5WlIUe8FO9QD5RMPbBjVbkCYgdHdxgnJDKCoRGsoKlLB7UZc4Ak9j6plZbYtFRonm2MjU4zxblCFNuEqVQ0V/y6/OIGpBYF9YaEAtTgEJd9OmmDCM3d8O0zZHYma5Ag0ETLMSvQEQAMDp0HxSDWd+2Od/aJutCMFe8tfw7+nP9gfHOCUqesb88QvRMJgVY6z1aNdMllxTKlsxUiuA6uNcrUAkzDp/qRWR58rWIO642PLifng3urJ1cDbSKC+K4RHpQC+hXllMKLqq8dwNy1LO4fPo9SdtUF4Bev6enKmo4yCiOGv2tvztPh9gMGYoDncaOsS0t2UPr2MMQIVUmmIzfJBkdOxbZiWOdoeNbWsYJHQaO+Ahal6SjPHKzhdjeXhZzHl1vqeDkV4MXHprrOwXNXwPiEpkZe2Odc7yaMkQc0k8WRrfKHApbnwDx6Mi8HYaf+LvRq7P0eMO9osD1q44wQQvVzk199zpMMHS5/kAv7RBNmDOSJQIZ4zT4lzRDODjMf01Ljn02zon12GfJo0WbbpmLulta7ujHgMrUU54by8WPFGW0fljXiDX0EpkHhxUsUsfaNfBsFnE+sRxQjNF/ljvofkyApI21OjtEa9krwvgDqaXsL+a2076OsoFpORlTZ30REb0eRS6rEt8M+7s4xTaA7GFxlY/N+bnaM8m+ItygfFHHW4H0wLbbgajDeooSTgaheVNF5V9HS0EkN4MNVvtJH7J6drdiR1QVhX87n7+JtQzTtCOyfeKjaB+kcbAm/2VOFOeHdig5+BygpXt3IixVq72xmGzh0jhY565MjXrqg5O3pvLABEBAAGJAh8EGAEKAAkFAkyzEr0CGwwACgkQ9DSh76/urqPaeg//avI2/a94XlSYtSZb2hVdW3qa9AEypQurqtVrKJfEKFV+ZQBPXbPRy8Mz5LMEH1sfD6B4SVGIGJ8opSyieJkcKIke+GMekTWvSqDpFOgY2rw7eHNn/33ZJs3OzQOyWz8smE/AIM/5lyiVGuSlU7RjYncf1V9bIBc91q9Edqk4IYUo/7W+yafC0VW/8oHUFYjHNaujiOsEoLiXsh9Y0R/6Jxs6fvE4XbCANV/ecN5UX+9BBrNZNN/9GbNr6CYGZ57M2f1Pgywy/XvOnEPnJ8aWXUyGLqq34KvMPFPSOeAmFbkFEsB4mdDMFaDwrzziiZE/zS8/nKiH4X2JgmLgFsadEihdfYxeDcGbhREK/qA1f3bGnr1j05V07yko2FFZdiOr4OgiT5ymgwVUXQ2Aiz+J/C8URjfpcPxetmuDQT9AYfgmMKPNVXPFWuNQdzN5GZbI+E1/cb5+uLNknvjngw2G4PR/4uPHX1HCSftlNawBqWzyun1k+B7/u3OeFebWXcdqSmZuLQ7l0Pkuz/Nlp6M6cKpceL+9zCgaiR5+v9h94VvtXKd/mw9ZLACcVcOANiwCtsJP3lt7jRSHtkuUe6vUm5tLS582RfXxoI1BlPjNtG9xAQ3JKBHIXbalT18pAFO3t74cxg3h0iI1G51F3oL0DwILP2MBBmardVEp5CMnB/M= RuntimeRepo=https://sdk.gnome.org/gnome.flatpakrepo


Tirando a questão dos repositórios que podem variar de acordo a aplicação, o manuseio é simples de se fazer:

flatpak install nome_do_app - Instala uma aplicação ou um Runtime, por exemplo, flatpak install spotify.

flatpak update - Atualização uma aplicação ou Runtime, pode ser usado para uma aplicação específica também ou para um conjunto, como flatpak update skype.

flatpak uninstall - Como é de se supor, esta opção serve para remover um pacote ou Runtime, por exemplo, flatpak uninstall libreoffice.

Para saber o nome dos pacotes Flatpak que você tem instalado, você vai querer usar o:

flatpak list

Vamos agora para algumas opções um pouco mais avançadas:

flatpak info nome_do_app - Mostra informações sobre a aplicação.

flatpak run nome_do_app - Roda o App com o nome indicado

flatpak override - Este parâmetro serve para sobrescrever os requerimentos da aplicação.

flatpak make-current - Produz uma versão específica do app indicado (develop)

flatpak enter - Entra em uma aplicação

flatpak document-export - Exporta um arquivo para o modo Sandbox

flatpak document-unexport - Para a exportação iniciada com o comando anterior

flatpak docuiment-info - Mostra informações sobre os Apps exportados

flatpak document-list - Lista os arquivos/Apps exportados

flatpak remotes - Lista os repositórios remotos habilitados

flatpak remote-add nome_do_repositório - Adiciona um repositório Flatpak

flatpak remote-modify - Modifica um repositório remoto

flatpak remote-delete - Deleta um repositório remoto

flatpak remote-ls - Mostra as Runtimes e aplicações disponíveis

Estes são os principais, mas existem outros especialmente voltados para desenvolvedores, vale a pena conferir o link que eu passei anteriormente com a documentação, para quem estiver interessado em desenvolver pacotes Flatpak, o site do projeto explica como você pode baixar o SDK e começar a fazer seus primeiros pacotes neste novo formato.

E claro, outra forma de você conhecer mais e entender os parâmetros de manuseio do Flatpak via linha de comando e usar o bom e velho:
flatpak --help
Até a próxima!
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Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

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terça-feira, 13 de junho de 2017

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
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5 motivos para se aprender Shell Script e dominar o Linux

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Não dá para negar que o Bash é um dos interpretadores de comando mais utilizados no mundo.
E não é a toa. Às vezes é impossível ver o potencial escondido atrás da linha de comando do Bash a olho nú.

Shell Script



Basta abrir a man page do Bash para ver o mundo de possibilidades (e até se impressionar/amedrontar um pouco).

Se você já fez o nosso curso de terminal, você já teve uma pequena amostra da quantidade de coisas que dá pra fazer na linha de comando (modo interativo).

Porém, muito se engana quem acha que shell scripts só servem para automatizar backups e afins.

Abaixo vamos listar 5 motivos para se aprender a arte do shell scripting.

1 - Inúmeras partes de uma distribuição linux utilizam shell scripts.

Shell Script


- Sistemas de empacotamento (rpm e deb): scripts são usados na hora de criar pacotes, e até na hora de instalar (scripts pós instalação).

- Init systems (upstart, sysvinit): precisam de shell scripts para controlar serviços que rodam aí por debaixo dos panos.

- Grub: Arquivos que geram configurações do boot são shell scripts: /etc/grub.d/

- startx: famoso comando que inicia modo gráfico é um shell script.

- xdg-open: comando para abrir arquivos automaticamente no programa correto, também é um shell script.

Poderíamos passar horas aqui listando lugares e sub-sistemas de uma distribuição linux que usam shell scripts.

2 - Novos conceitos, mas os Shell Scripts estão lá

Shell Scripts em drones?


É impressionante como o tempo passa, as tecnologias evoluem, os conceitos de computação mudam, porém shell scripts sempre aparecem em algum canto.

Talvez você tenha percebido que o que mais se fala hoje em dia é sobre computação em nuvem.
Demanda por novos profissionais que entendam de diversas tecnologias diferentes surgem, como docker e openstack.

E apesar dos conceitos novos, ainda lá na base o shell script continua firme e forte.

- Docker: Dentro do arquivo que define um container docker você pode utilizar shell scripts.

- Openstack: Você pode executar um script no primeiro boot de uma máquina virtual para personalização.

3 - Entender Shell Scripts melhora seu conhecimento no modo interativo

Aprendendo Shell Script


O Bash pode ser executado em basicamente dois modos: interativo (linha de comando) e não interativo (scripts).

Uma das coisas mais fascinantes do mundo dos interpretadores de comandos é o número de formas diferentes para se executar uma mesma tarefa.

Muitas pessoas passam muitos anos com um canivete suíço nas mãos, porém tentam fazer tudo somente utilizando a faca mais simples do canivete, pois é a única que sabem abrir.

Este canivete é o Bash. Quando nos aprofundamos em scripts e entendemos suas estruturas para controle de fluxo, variáveis, etc, conseguimos otimizar muito nosso tempo. Estruturas como o "for", e até mesmo funções, que geralmente são encontradas somente em scripts, podem facilmente
ser utilizadas direto na linha de comando em modo interativo. E é aí que está o pulo do gato.

Tarefas como renomear vários arquivos de um diretório de uma só vez podem facilmente ser feitas com uma linha como a seguinte:

for i in *.txt; do mv $i ${i%%.txt}-old.txt; done # renomeia todos os arquivos .txt para arquivo-old.txt

4 - Melhorar seu currículo

Currículo Shell Script


Qualquer pessoa que deseje trabalhar profissionalmente com Linux, ou seja, fazer do seu hobby uma profissão de verdade, precisa necessariamente dominar shell scripts. Independente da área que você planeje atuar (programação, administração de redes, administração de sistemas) você precisará escrever e ler scripts de outras pessoas.

Há ofertas de emprego que hoje em dia nem mesmo mencionam a exigência de saber shell scripts pois já assumem que o candidato sabe.

5 - Shell script é divertido

Shell Script é divertido


Somente amantes de tecnologia irão entender este motivo. Mas sim, o prazer de automatizar tarefas e ver aquele script que você criou do zero funcionando sozinho e ficar orgulhoso de ver ele fazendo aquilo que antigamente você precisava fazer "na mão"... este sentimento inexplicável já é motivo suficiente para largar tudo o que você está fazendo e ir correndo aprender shell scripts.

Claro que há muito material da internet para você pesquisar, apostilas e tudo mais, mas como vocês pediram diversas vezes, nós vamos lançar um novo curso no EAD.

Se você não tem ideia por onde começar e precisa de um guia, fique ligado que em breve lá no EAD do Diolinux será lançado um curso completo de Shell Script. Mais de 11 horas de vídeo aulas explicando detalhadamente tudo o que você precisa saber para dominar a arte automatizar tarefas
e otimizar a sua vida na linha de comando.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor Tiago Salem, ele já possui um curso de Bash (Terminal) lá no Diolinux EAD, esse curso é quase que um pré-requisito para o de Shell que está por vir, vale a pena dar uma olhada.

Até a próxima!
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48 horas para você dominar o Terminal Linux!

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Você é o tipo de usuário Linux que vive brigando com o terminal? Então hoje você terá a oportunidade de fazer o nosso curso completo de Bash e aprender a falar a língua do terminal pelo mesmo valor de um mês na Netflix!

Aprenda a língua do terminal Linux- Curso de Bash




Nós elaboramos um curso para você virar craque no terminal e não ter mais medo da "telinha preta", sem enrolação!

São um total de 15 vídeo aulas com duração variada e material complementar onde você vai aprender a "língua" do terminal Linux, os assuntos abordadores serão os seguintes:

 - Os principais comandos do terminal;
- Entradas e saídas
- Redirecionamento para arquivos
- Redirecionamento entre processos
- Variáveis
- Comandos para gerenciar arquivos
- Comandos para administrar o sistema
- Como encontrar ajuda para trabalhar de forma autônoma depois do curso
- Gerenciamento de espaço de rede

E muito, muito mais!

Bônus: Comprando nesta promoção você irá receber gratuitamente um treinamento de 30 minutos extra sobre o editor de textos VIM, muito popular no mundo Linux.

Objetivo: Perder o medo de usar o terminal e passar a enxergá-lo como a ferramenta poderosa que é para te auxiliar a ter controle absoluto sobre o seu computador.

A quem se destina: Pessoas interessadas em aprofundar os seus conhecimentos do Linux e dispostas a terem o controle completo do computador em suas mãos.

Certificado: Você receberá um certificado de finalização do curso assinado com o nome do instrutor e com o nome do diretor do Diolinux EAD.

Carga Horária: O tempo de duração do curso gira em torno de 4,5 horas, entretanto, o valor pode praticamente dobrar se você fizer todos os exercícios propostos durante as aulas.

Conheça o seu professor!


Por quanto?


Claro, não menos importante é o valor para acesso a esse incrível conteúdo. Como eu disse no início, vai ser o valor de uma mensalidade da Netflix para você poder adquirir este conhecimento e virar um Ninja no Terminal.

As aulas serão no nosso EAD e você terá acesso a este curso por apenas R$ 19,90, mas atenção, esta oferta vale por apenas 48 horas e apenas para os primeiros 50 compradores! Caso as 50 vendas sejam feitas nas próximas horas a promoção vai se encerrar e o preço voltará ao seu padrão, R$ 79,90. Encerrando-se dia 12/04/2017 às 14 horas.
Curso de Bash
Clique para pegar o seu!
E aí, está esperando o que pra dominar o terminal de vez?


Até a próxima!
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Do Bash para o ZSH - Como alterar o terminal padrão no Linux

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Por mais que isso seja algo que maior parte dos usuários não dá muita importância, é bom que você saiba que o Bash, apesar de ser o interpretador de comandos padrão e mais popular, não é a única alternativa que você tem, aliás, existem algumas outras muitos interessantes, como o ZSH, que você aprenderá a configurar hoje.

Substituindo o bash pelo ZSH




Eu não sou um árduo usuário de terminal no Linux, dado o meu envolvimento com o público mais leigo, eu muitas vezes evito usar ele para poder sentir na pele quais são as dificuldades, dúvidas e problemas que os usuários podem ter e assim poder construir alguns dos artigos do blog, mas confesso que me interesso pelo assunto e é sempre bom conhecer novas ferramentas.

Mais de um mês atrás eu estava falando com o meu grande amigo Gabriel, do canal Toca do Tux, sobre interpretadores alternativos ao Bash, visto que ele está fazendo uma série em seu canal intitulada "Muito além do GNU", que está muito interessante à propósito, onde ele mostra que apesar do Linux e do GNU serem comumente relacionados, um consegue existem sem o outro, e então ele me fez uma apresentação "formal" do ZSH, um shell com vários recursos interessantes para power users e que ele utiliza profissionalmente há muito tempo.

Há algum tempo atrás eu fiz um vídeo comparando um recurso que me chamou a atenção dentro do ZSH, confira abaixo:



Como não encontrei nenhum tutorial muito bem explicado sobre o assunto, hoje eu vou te mostrar como você pode trocar o shell padrão do seu sistema sem muita complicação, no caso vamos fazer a troca para o ZSH, mas o procedimento serve para qualquer outro que você goste mais, basta saber o caminho do binário dele.

Instalando o ZSH e substituindo o Bash como Shell padrão


O ZSH já está disponível no repositório da maioria das distribuições Linux, então fica fácil de instalar, mas caso você queria fazer de forma manual, há também a página no GitHub dele, lá você encontra informações sobre um projeto chamado "Oh My ZSH!" que vai turbinar o seu ZSH ainda mais, caso você queria extrair ainda mais do potencial da ferramenta.

No Ubuntu o processo de instalação via terminal é assim:
sudo apt install zsh
É só isso mesmo, fácil né?

Bom, uma vez que você abra o terminal, provavelmente ainda estará utilizando o Bash, para passar a usar o ZSH dentro do mesmo terminal basta digitar:
zsh 
Zsh Ubuntu

Repare como o terminal mudou seu visual, ao invés de você ter o popular "$" indicando o seu usuário comum, agora você tem um símbolo percentual. No caso de usar o root, tanto Bash, quanto ZSH vão exibir o tradicional "#".

Ok, então para você usar o ZSH basta digitar "zsh" dentro do Bash, mas e se você quiser que o emulador de terminal já abra com o ZSH como padrão, "como faz"?

Simples também, vamos usar o terminal novamente, precisamos editar o arquivo passwd que fica dentro deste diretório:
/etc/passwd
Para isso você pode usar um editor de textos de sua preferência, gedit, kate, vim, nano, etc, etc, então escolha o que mais gostar e vamos em frente. Por exemplo, usando o gedit:
sudo gedit /etc/passwd
gedit terminal padrão

Procure pela linha do seu usuário, ela deve estar ao final do arquivo, no meu caso na linha 40, mas o seu pode estar em outra, então olhe com calma.

Reparece que existe uma informação logo ao final da linha":/bin/bash", tudo o que temos a fazer aqui é trocar a palavra "bash" por "zsh".

Configurando ZSH

Depois de fazer a alteração, salve o documento. Será necessário encerrar a sessão do seu sistema e logar-se novamente, se preferir, você pode reiniciar também, mas isso provavelmente não será realmente necessário.

Ao logar-se novamente e abrir o terminal você já estará utilizando o ZSH, para reverter a configuração de volta para o Bash basta repetir este tutorial e mudar novamente o arquivo de configuração para "bash" no final ao invés de "zsh". Alternativamente, da mesma forma que você fez antes para testar o ZSH enquanto o Bash era o padrão, basta digitar "bash" dentro do terminal com o ZSH que o Bash volta rapidinho à aparecer.

Até a próxima!

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Criando comandos personalizados do Terminal (Bash) do Linux

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sexta-feira, 10 de março de 2017

O Bash possui um recurso muito interessante que permite que você crie "atalhos" para comandos mais complexos. O recurso recebe o nome de "alias", ou "apelido/pseudônimo" do Inglês, isso permite que você agilize muitas tarefas do seu dia a dia.

Como criar Aliases no Terminal Linux


Entenda o recursos como uma forma de você abreviar comandos mais complexos, por exemplo, para atualizar o seu Ubuntu você poderia usar o seguinte comando:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade
Não seria bacana se ao invés de você digitar tudo isso você simplesmente digitasse:
atualizar
E o resultado fosse exatamente o mesmo do comando anterior? Então, é exatamente isso que o "alias" nas configurações do Bash permite que você faça.

Para entender melhor, confira o vídeo dos nossos parceiros do Oficina do Tux:


O funcionamento é simples, você basicamente precisa editar o arquivo .bashrc dentro da sua home para poder criar esses "atalhos", você pode usar o Gedit ou qualquer outro editor de textos para isso.

Vamos fazer um exemplo.

Abra o .bashrc:
gedit ~/.bashrc
Role a página até encontra uma sessão de "aliases" para fins de organização, assim você criar quantos quiser e deixá-los todos juntos:

Alias Terminal Ubuntu

A métrica de funcionamento é simples:

alias atualizar='sudo apt update && sudo apt dist-upgrade'

A frase sempre deverá começar com a palavra "alias", como indicado, a próxima palavra deverá ser o "alias" que você quer usar, ou seja, o comando que vai ser utilizado no lugar no comando maior, indicado no exemplo em vermelho, logo após teremos um sinal de igual, abrindo aspas simples e como destacado em azul, você deve inserir o comando que será executado quando o "alias" que você definiu for digitado no terminal Bash, lembre de fechar as aspas simples ao final e salvar o arquivo para que o Bash possa interpretá-lo.

Você pode criar quantos quiser, para a finalidade que quiser, tudo isso vai deixar o seu terminal muito intuitivo.

Veja também: Quer dominar o Bash? Conheça o nosso curso de Terminal

Para reverter o processo basta você apagar as linhas que você adicionou ou comentá-las usando "#" no início da frase, sem as aspas.

Outra forma de resetar as configurações é apagar o arquivo .bashrc dentro da sua home, assim que você abrir o terminal novamente, ou encerrar a sessão, logar-se e abrir o terminal novamente ele será recriado.

Esse procedimento afeta somente o seu usuário, caso você queria que essas mudanças no Bash funcionem para qualquer usuário do seu computador, ao invés de editar o arquivo dentro da home você deverá editar o arquivo bash.bashrc dentro de /etc.

Até a próxima!
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