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Conheça o Bat, um clone do cat com Asas

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Não estamos falando de morcegos e gatos literalmente, mas sim do famoso comando "cat" que permite que você visualize o conteúdo dos arquivos no Linux. Uma das curiosidades do mundo open source e que até coisas básicas, relativamente simples e consolidadas como o comando "cat" podem possuir alternativas. Conheça hoje o "bat".

Comando bat em substituição ao cat



O Bat é um clone do comando cat que possui Syntax Highlighting (colorização da saída de acordo com o tipo do documento), numeração de linhas e ainda possui integração com o Git, mostrando partes que foram alteradas do arquivo de acordo com o último commit.

Além disso, ele ainda possui temas para realce de sintaxe para linguagens de programação e de marcação, concatenação e paginação de arquivos e entre outras facilidades.

Como instalar?


Para instalar o "bat" no Debian, Ubuntu, Mint e derivados rode os comandos abaixo em ordem:

Para sistemas 64 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat_0.9.0_amd64.deb
sudo dpkg -i bat_0.9.0_amd64.deb
Para sistemas 32 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat_0.9.0_i386.deb
sudo dpkg -i bat_0.9.0_i386.deb
Caso você use Arch, Manjaro, Antergos e derivados:
sudo pacman -S bat
Caso você outra distro (ou qualquer uma), use:

Para sistemas 64 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu.tar.gz
tar zxvf bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu.tar.gz
cd bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu/
sudo mv bat /usr/local/bin/
sudo mv bat.1 $(man -w echo | sed 's/echo.*//')
Para sistemas 32 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu.tar.gz
tar zxvf bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu.tar.gz
cd bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu/
sudo mv bat /usr/local/bin/
sudo mv bat.1 $(man -w echo | sed 's/echo.*//')

E como se usa? 


Brincar com o "morcego" é tão fácil quanto com o "gato" e acho que só no mundo Linux essa frase faz algum sentido, não é, não? 🤣🤣🤣

Para começar usar o Bat, você pode simplesmente rodar o comando bat [seu_arquivo] ou se quiser iniciar aos poucos, rode o comando bat --help para ter uma ajuda, se preferir, leia diretamente pelo manual com o comando man bat.

Alguns exemplos para você entender


Vamos ler um arquivo de Shell Script para ver a saída:

Bat Instagram

Existem muitas outras opções de configuração, leitura e personalização de cores que você pode fazer no Bat, basta usar o help ou o manual para ter uma noção melhor, outro lugar legal para você visitar é o repositório do software no GitHub, lá você também encontra muitas informações.

Caso você não tenha um bom domínio com comandos do terminal ou deseja ampliar ainda mais, recomendo você adquirir os treinamentos oferecidos aqui no blog Diolinux, juntamente com o Terminal Root e aproveitar os pacotes exclusivos. Saiba mais clicando aqui.

Abraços!
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Curso EXTREMAMENTE AVANÇADO de Shell Script!

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domingo, 11 de novembro de 2018

Agora que você já perdeu o medo do terminal Linux chegou a hora de dar um passo a mais e usar todo o potencial que ele te oferece como uma ferramenta para controle, automação e até diversão, por que não?

Cursos avançado de Shell Script







O meu amigo Marcos, do canal Terminal Root, vem desenvolvendo há muito tempo um material extenso e completo sobre o uso de aplicações em modo texto, terminal e shell script e hoje eu tenho o prazer de anunciar a disponibilidade deste material!

O que você vai aprender se fizer o curso?


Absolutamente tudo sobre manuais, processos, animações em ASCII e Unicode. Vai aprender inúmeros comandos de manipulação de dados do Terminfo e Termcap. Também vai descobrir todo raciocínio e lógica utilizada para criação de games, utilizando a raíz da criação. 

Aprenderá a criar um instalador pra o Arch Linux, bem como manipulação de Sistema de Arquivos via linha de comando. Entre diversos outros tópicos para criar programas profissionais e com recursos UX e UI deixando-os mais intuitivos.

No vídeo à seguir o Marcos te mostra a aplicação prática do Script de instalação do Arch.



São 22 vídeos, mais de 2GB de conteúdo que você pode baixar e guardar com você para sempre, 18 apostilas em PDF, 18 Scripts didáticos e ainda vários arquivos, imagens e outros, tudo isso para te ajudar a estudar e virar um ninja especialista no terminal.

Quanto custa?


O curso possui o valor de investimento de R$ 174,90, porém, um requisito importantíssimo é já ter conhecimento básico ao menos em Shell Script, para que assim você possa desenvolver as habilidades propostas no curso de forma mais rápida.

Caso você não satisfaça esse pré-requisito, o Marcos também preparou alguns cursos que vão te dar toda a base necessária para ir para o curso extremamente avançado.

1 - Curso do Iniciante ao Avançado de Shell Script - Onde você aprenderá o essencial, além de manipular banco de dados e usar Shell Script para Web.

Valor: R$ 39,90.
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/bash

2 - Curso do Editor Vim - Você aprenderá a customizar o Vim, podendo por exemplo mapear qualquer tecla para responder como deseja.

Valor: R$ 29,90
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/vim

3 - Curso Extremamente Avançado em Shell Script Bash - Para criação de animações, instaladores de distros, games e muito mais, como já comentado neste artigo:

Valor: R$ 174,90
Mais informações em: terminalroot.com.br/shell

PORÉM, como aqui não brinca quando o assunto é promoção, agora, em uma parceria entre o Diolinux e o Terminal Root, você pode levar todos os 3 cursos por apenas R$ 179,90!

Um bônus: Além destes cursos mencionados, você também receberá o curso de SED - Editor de fluxo completo.

Como você pode comprar?


Na verdade, de forma muito simples. Todo o material dos cursos será enviado para você por e-mail, então basta fazer a compra através do PagSeguro: https://pag.ae/bkBDp7l

Depois disso é só aguardar o recebimento do material, se tiver alguma dúvida, entre em contato diretamente com o Marcos em terminalroot.com.br.

Fique ligado no blog e o no canal Diolinux, pois provavelmente sortearemos alguns cursos completos para nossos leitores e inscritos em breve!

Até a próxima!
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7 atalhos simples para facilitar a sua experiência no GNOME do Ubuntu

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Atalhos sempre são bem vindos, eles nos ajudam a ser mais produtivos com o computador no dia a dia,no artigo de hoje vamos mostrar alguns atalhos para quem está usando o GNOME no Ubuntu  e claro, não vamos mencionar os atalhos universais como Ctrl+C (Copiar), Ctrl+V (Colar) e Ctrl+S (Salvar). Vamos lá:

7 atalhos simples para facilitar a sua experiência no GNOME do Ubuntu






1 - Abrir o Dash 

Para abrirmos o Dash do GNOME e procurar algum aplicativo instalado, ver as áreas de trabalho disponíveis e ainda procurar por aplicativos não instalados (e que estejam nos repositórios ou na GNOME Software) basta pressionar a tecla Super (ou a tecla com o símbolo do Windows)

Se você quiser abrir o Dashboard do GNOME diretamente na grade de aplicativos, basta pressionar a combinação tecla ”Super+A”..

2 -Abrir o terminal

Quando precisamos executar algum comando, como atualizar o sistema, instalar um aplicativo ou qualquer outra ação que precise do terminal, podemos facilitar essa tarefa utilizando o seguinte atalho Ctrl+Alt+T e “voilà” , terminal aberto.

3 - Bloquear a tela 

Se você precisar sair por alguns momentos da frente do seu computador e não quer que ninguém fique bisbilhotando, , você pode bloquear a sua tela com usuário e senha, basta apertar Super+L ou Ctrl+Alt+L

4 - Minimizar todas as janelas abertas

Se você estiver querendo minimizar de uma vez todas as janelas abertas dos programas, basta apertar Super+D ou Ctrl+Alt+D e para maximizar todas novamente basta pressionar novamente.

5 - Alternar entre os aplicativos abertos

Se você tem muitos apps abertos e se perde com tantas janelas, esse atalho vai lhe ajudar.r. Pressione a combinação Super+Tab ou Alt+Tab e assim você vai ver todos os apps abertos e circular entre eles, podendo selecionar a aplicação desejada.

6- Fechar todas janelas de um determinado aplicativo

Se você precisar fechar todas as janelas de um determinado aplicativo, como o Firefox por exemplo, basta selecionar a janela da aplicação com o mouse e pressionar: Ctrl+Q e pode usar tb o Ctrl+W

7 -Fazer logoff/logout (Encerrar a Sessão)

Se você precisar fazer logoff/logout do sistema, existe um atalho que é bem conhecido, o Ctrl+Alt+Del.

Feito isso vai aparecer uma janela pedindo a sua confirmação para prosseguir.

Esses são alguns dos atalhos que podem facilitar o seu dia a dia.

Conte aí nos comentários se você usa algum atalho diferente e em qual ambiente gráfico.

Um forte abraço e até a próxima.
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Como extrair informações de um vídeo do YouTube usando Shell Script

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sábado, 8 de setembro de 2018

O Shell Script pode ser utilizado em lugares muito diferentes e pode servir para automatizar qualquer tarefa que você poderia fazer passo a passo usando a sua distro Linux, hoje vamos aprender a extrair alguns dados do seu canal favorito do YouTube.

Shell Script no YouTube













Para aqueles que são Produtores de Conteúdo com Linux e vivem querendo saber a repercussão do vídeo que acabou de lançar no Youtube , mas está cansado de ficar abrindo toda hora o vídeo pelo navegador, esperando carregar para obter os dados do vídeo como:
  • Inscritos;
  • Gosteis/Likes;
  • Não gosteis/dislikes;
  • Comentários.
Sem dizer também aqueles que acompanham um vídeo que ele gostou e/ou comentou e deseja acompanhar se há novos comentários e etc. Vamos criar um Shell Script que irá nos passar esses dados com um simples comando no terminal linux! Esse exercício faz parte da série Não é magia, é Shell Script! .

Antes de mais nada precisamos criar um cabeçalho, além da Shebang (#!), o cabeçalho precisa de dados do autor, link ou e-mail, licença e a versão do software, logo ficaria assim:

#!/bin/bash
# author:  Marcos Oliveira <diolinux.com.br>
# license: MIT
# version: 1.0

Após isso precisamos criar uma função para pegar os dados do youtube, criamos um arquivo temporário em /tmp com o comando mktemp baixamos a página do youtube relativa a qualquer vídeo e jogamos a saída do wget no nosso arquivo temporário que armazenamos numa variável, leia as linhas que começam com # (comentários):


# Rodamos o comando mktempo numa subshell, logo seu conteúdo 
será armazenado em page_video_youtube 
page_video_youtube=$(mktemp)

# Com a linha abaixo o conteúdo da paǵina HTML será guardado no
arquivo referenciado pela variável
wget "https://www.youtube.com/watch?v=hj-aDdRasGY" -O
$page_video_youtube


Próximo passo agora é filtrar o conteúdo dos dados que baixamos, após abrirmos o arquivo no editor de texto, verificamos que a linha que mostra o ID do canal, possui uma string única na página que pode nos ajudar para pegar dados do canal como: Título e inscritos.

Como o Youtube utiliza um padrão para endereços canais, então podemos filtrar os dados utilizando o Sed e baixando a página principal do canal que há as informações mais precisas e já armezarmos em variáveis o conteúdo que desejamos, para não poluir nosso ambiente, criaremos novamente arquivos temporários e jogaremos os dados nas variáveis referenciadas.

Leia os comentários no código


# Pega o id do canal e armazena na variável, rodando numa 
subshell id_do_canal=$(cat "$page_video_youtube" | grep 
'channelId' | sed 's/.*\=\"//' | sed 's/\".*//')

# Criamos outro arquivo temporário na pasta /tmp que será nosso 
canal page_canal=$(mktemp)

# Sabemos que o Youtube tem esse padrão, então passamos o ID que
 pegamos e adicionamos ao padrão de url do Youtube
# Fizemos o wget rodar "silenciosamente" jogando a saída para o 
vazio, podemos fazer no anterior também
wget "https://www.youtube.com/channel/$id_do_canal" -O 
"$page_canal" 2>/dev/null


Pronto, já possuímos todos os arquivos que precisamos, logo agora só resta filtrar os conteúdos e armazená-los numa variável para exibirmos numa próxima função que levaremos a ela via array, leia os comentários para entender as linhas, verifique que agora estamos passando a url via parâmetro pra função, pois iremos enviá-la pelo prompt:

function get_dados_youtube() {

# Filtramos o número de inscritos, título do víde, visualizações e gosteis ou não com sed e awk
num_inscritos=$(cat "$page_canal" | grep yt-subscription-button-subscriber-count-branded-horizontal | sed 's/<[^>]*>/ /g' | awk '{print $NF}')
titulo_video=$(cat $page_video_youtube | sed '/title/{p; q;}' | grep title | sed 's/<[^>]*>//g' | uniq | sed 's/...YouTube.*//')
views_video=$(cat $page_video_youtube | grep watch-view-count | sed 's/<[^>]*>//g')
likes=$(cat $page_video_youtube | grep like-button-renderer-like-button-unclicked | sed 's/<[^>]*>//g ;s/ //g')
dislikes=$(cat $page_video_youtube | grep like-button-renderer-dislike-button-unclicked | sed 's/<[^>]*>//g ;s/ //g')

echo "Nome do canal: $titulo_do_canal"
echo "Número de inscritos: $num_inscritos"
echo "Título do vídeo: $titulo_video"
echo "Visualizações: $views_video"
echo "Gosteis: $likes"
echo "Não gosteis: $dislikes"
}

Agora é só criar uma condição que obriga o usuário a informar o vídeo e pronto, veja o script pronto abaixo, copie o código, cole num arquivo, dê permissão de execução e rode:


Shell Script YouTube

No próximo artigo da série vamos adicionar nº de comentários, cores e uma condição para quando não houver URL, nosso script pegar os dados do vídeo mais recente! E depois para finalizarmos essa série, teremos uma surpresinha 😎 !

Se você ainda não tem muitos conhecimentos em Shell Script e está procurando uma forma eficaz de aprender do zero? Ou quem sabe você já possui conhecimentos em Shell mas quer evoluir e aprender a criar manuais, processos, games, animações, instaladores e muito mais?

Então não deixe passar a oportunidade de conhecer o "Curso Extremamente Avançado de Shell Script" que oferecemos junto com a galera do Terminal Root, são 3 cursos pelo preço de um, conheça aqui.

Até a próxima e bons estudos! linha de espaço Fim do texto
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Como customizar o "history" do Shell no Linux

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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Vamos dar continuidade na nossa série sobre Shell Script chamada "Não é magia, é shell script!" com uma dica muito legal para quem gosta de usar o comando "history".

comando History





Por padrão o comando "history" exibe somente o número da ordem do comando e o comando utilizado, exemplo:

history

  478  bundle exec jekyll serve
  479  tar Jxvf icons-freebsd.tar.xz
  480  ssh diolinux@192.168.1.207
  481  emerge -s thumbnailer
  482  etc-update --automode -5

Para executar um comando do history, bastar usar um 'sinal de exclamação' ! e o número do comando, exemplo: !480, o shell irá executar o comando de número correspondente.

Ás vezes você executa um comando e esquece a sintaxe para fazê-lo rodar, logo, você terá de procurar no history. Para facilitar essa "procura", você pode customizar seu history adicionando, por exemplo, data e hora na execução dos comandos.

Existe uma variável de ambiente que é a HISTTIMEFORMAT , se você adicionar um formato específico pra ela, nesse caso para data e hora, seu history gravará o histórico dos comandos com data e hora.

Por exemplo, copie e cole esse conteúdo no seu terminal e depois rode o comando history, verifique que a saída dos comandos agora possuem data e hora, no entanto, elas estarão todas iguais, pelo fato de você não tê-la possuído anteriormente e está usando somente no tty que você está, tanto é que se você fechar e abrir de novo o terminal as configurações serão perdidas.

Para que esse formato grave a data e hora da execução dos comandos a partir de então, e sem se perder ao fechar o terminal, adicione ela ao seu .bashrc:

echo 'export HISTTIMEFORMAT="%d/%m/%y %T "' >> ~/.bashrc

A partir de então seu histórico de comandos será gravado a data e hora da execução! Saiba mais rodando os comandos:

help history
man 3 strftime

Se você ainda não tem muitos conhecimentos em Shell Script e está procurando uma forma eficaz de aprender do zero? Ou quem sabe você já possui conhecimentos em Shell mas quer evoluir e aprender a criar manuais, processos, games, animações, instaladores e muito mais?

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Não é magia, é Shell Script! Truques da linha de comando Linux

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Dominar o Shell Script é, em outras palavras, automatizar o Linux da forma mais pura. Hoje vamos começar uma série que vai te ajudar a fazer as pazes com o terminal e ainda lhe dar algumas dicas úteis.

Terminal Linux - Shell Script






O Shell Script foi criado por Ken Thompson (Thompson Shell, mais tarde foi substituído pelo Bourne Shell desenvolvido por Stephen BourneBourne Shell), o criador do Unix e Linguagem C, juntamente com Dennis Ritchie. O objetivo principal foi: criar uma forma rápida, fácil e que fosse possível automatizar a comunicação com o Kernel. A principal característica do Shell Script é a mesma que lhe difere de diversas linguagens de programação, que é poder de jogar a saída de um comando para outro comando, o pipe, que atualmente pode ser "invocado" pelo caracter: | .

O Shell Script está presente em todos os sistemas Unix e Unix-like (Linux, FreeBSD, OpenBSD, HP-UX, Solaris, AIX, NetBSD, Irix, etc.), sem dizer que o Microsoft Windows, na sua última versão, possui Shell Script, além do macOS que é um sistema que possui o kernel FreeBSD customizado. Existem diversos tipos de Shell, essa variedade passou a existir por conta das licenças de software. Nas distribuições Linux, o Shell padrão é o Bash (Bourne Again Shell, tratando-se de uma melhoria do Bourne Shell e com uma licença mais permissiva), que é o que utilizaremos aqui.

Customizando a aparência do seu prompt de comando (Variável PS1)


Da mesma forma que existem diversos tipos de Shell, existem também diversos emuladores de terminal para o Shell e diversas formas de apresentar suas características. A primeira coisa que você vê quando abre o terminal é o prompt de comando, para entender melhor ele, podemos dizer que é uma "barra indicadora" da sua posição no Shell. A aparência dele depende diretamente da variável PS1 , que pode ser configurada nos arquivos: ~/.bashrc, .profile ou qualquer arquivo que faça parte da árvore recursiva . Veja na imagem abaixo o exemplo do meu prompt de comando:

Terminal

Ou seja, isso é o conteúdo da minha variável $PS1 . Se você atribuir outro valor a variável PS1 utilizando o próprio Shell, você verá que o prompt será alterado. Exemplo, copie e cole o conteúdo abaixo e cole no seu terminal e depois tecle enter:

PS1=
"blog@diolinux: "

Você notará que o prompt será modificado, mas não se preocupe, se quiser que retorne ao prompt anterior, basta fechar e abrir de novo seu terminal ou rodar o comando abaixo:

source
/etc/profile

Se quiser modificar permanentemente a configuração do seu prompt basta atribuir o valor que deseja no seu .bashrc . Você pode adicionar: sintaxes específicas, cores, caracteres,... Por exemplo, para que seu prompt apresente: o nome de usuário, o nome de seu computador e o diretório em que você se encontra, use essa configuração para seu prompt:
  • \u  - indica o nome de seu usuário;
  • \h  - indica o host;
  • \w  - indica o diretório;
  • \n  - pula para linha abaixo.
E vamos separá-lo por alguns caracteres definidos por nós como: seta,relâmpago e espaços. Ficando assim:
PS1="\u → \h \w\n ⚡"
Abra o arquivo .bashrc com um editor de texto e crie uma nova linha no final do arquivo e insira o conteúdo acima, ou rode o comando abaixo:
echo 'export PS1="\u → \h \w\n ⚡"' >> ~/.bashrc
O comando export serve para deixá-la global!
Se quiser defina cores para sua PS1, usando a seguinte sintaxe: :
  • NUMERO - Corresponde ao número da cor: (31 é vermelho, 32 verde, 33 amarelo, 34 azul, 35 rosa, 36 ciano, 37 branco e 30 preto)
  • TIPO - Define se aparecerá em negrito, sublinhado ou normal: (1 é negrito, 4 sublinhado e 0 normal)
A letra m, logo após o TIPO tem de existir e pode ficar "colada" com o restante do conteúdo. Veja esse exemplo que eu criei para esse artigo:
  • Verde negrito para o nome de usuário: [32;1m
  • Amarelo negrito para a seta: [33;4m
  • Branco normal para o diretório: [37;0m
  • Rosa negrito para o relâmpago: [35;1m
  • E no final desligamos as cores: [m
sh PS1="\e[32;1m\u \e[33;1m→ \e[36;1m\h \e[37;0m\w\n \e[35;1m⚡\e[m"


Terminal customizado

Colorindo o Manual e tornando a leitura mais amigável


O manual do sistema é uma das partes mais acessados pelo Shell, e muita gente não gosta muito de utilizá-lo, pois acha ele técnico demais dizendo que não consegue entender bem. Um dos motivos dessa dificuldade está relacionada ao visual do mesmo. Assim como vimos a dica anterior que incluia utilização de cores, podemos customizar o manual para que ele separe os trechos com cores que FACILITARÃO MUITO nossa leitura. Exemplo: Copie o comando abaixo e cole no final do seu .bashrc e depois abra o manual e veja a diferença:
export LESS_TERMCAP_mb=$'\e[1;32m'
export LESS_TERMCAP_md=$'\e[1;32m'
export LESS_TERMCAP_me=$'\e[0m'
export LESS_TERMCAP_se=$'\e[0m'
export LESS_TERMCAP_so=$'\e[01;33m'
export LESS_TERMCAP_ue=$'\e[0m'
export LESS_TERMCAP_us=$'\e[1;4;31m'

Depois feche e abra o terminal ou rode o comando source ~/.bashrc abra o manual e veja a diferença, ex.: man bash

Manual customizado Linux

Se você ainda não tem muitos conhecimentos em Shell Script e está procurando uma forma eficaz de aprender do zero? Ou quem sabe você já possui conhecimentos em Shell mas quer evoluir e aprender a criar manuais, processos, games, animações, instaladores e muito mais? Então não deixe passar a oportunidade de conhecer o "Curso Extremamente Avançado de Shell Script" que oferecemos junto com a galera do Terminal Root, são 3 cursos pelo preço de um, conheça aqui.

Até a próxima e bons estudos! 
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7 dicas para você usar o VIM como um PRO

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A primeira vez que eu usei o vi, eu achei a coisa mais ridícula do mundo 😱 , pensei comigo, como um editor tão contra-intuitivo faz tanto sucesso ? Mas tive que aprendê-lo, pois diversas vezes os testes de software eram no terminal "seco", sem nada, e alterações, só eram possíveis via o vi, pois em ambiente de testes não se incrementa nada que venha alterar o comportamento de um software no seu ambiente padrão.

Percebi que essa era a realidade de várias pessoas, cada uma em uma situação diferente, mas todas com a mesma missão: usar o vi. Com o tempo busquei aprendê-lo, principalmente o Vim que é sua versão melhorada, e com passar do tempo, até hoje, me pego dando um :wq para sair e salvar as abas do Firefox!😕

Como usar o VIM







Vim (uma contração de Vi IMproved, em português "Vi Melhorado") é um clone do programa editor de textos vi para Unix de Bill Joy. Já o vi, foi escrito por Bram Moolenaar. O Vim é destinado para uso a partir tanto de uma interface de linha de comando como uma aplicação isolada em uma interface gráfica de usuário.

É um software livre e de código aberto e é lançado sob uma licença que inclui algumas cláusulas de caridade, encorajando os usuários que se juntarem ao software a considerar a doação para crianças de Uganda.
Dentre as muitas características do Vim, podemos mencionar alguns destaques.m
  • Suporte a expressões regulares em buscas, com várias extensões à sintaxe padrão de expressões regulares;
  • Destaque de sintaxe (com suporte a mais de 500 linguagens);
  • Corretor ortográfico ( versão 7.0+ );
  • Vários temas de cores (colorschemes);
  • E centenas de características bem peculiares.

Entre facilidades e características, vamos ver 7 dicas para você usar o VIM como um PRO.

1 - Abertura de múltiplos arquivos


Se deseja trabalhar num arquivo e ao mesmo tempo visualizar o conteúdo de outros arquivos, então há a possibilidade de abri-los simultaneamente com visualização única.
Você pode abrir tanto na vertical usando o parâmetro -o (minúsculo) usando o comando:

vim -o arquivo1.c arquivo2.sh arquivoN.nnn

A saída será similar a conteúdo da imagem abaixo:

VIM na Vertical

Ou caso deseje, você também pode abrir os múltiplos arquivos na horizontal usando -O (MAIÚSCULO)

VIM na Horizontal

Isso sem dizer que você pode abri-los posteriormente utilizando o comando:

split nome-do-arquivo

2 - Pegando a manha com o Gvim


Se você deseja se adaptar rapidamente ao Vim, é interessante você começar utilizando o Gvim, por exemplo. O Gvim é o Vim com interface gráfica, ou seja, funciona todos comandos igualmente, inclusive as configurações, no entanto ele possui algumas características próprias, similares a dos editores convencionais. Entre elas:
  • Conversão de documentos;
  • Variados temas e cores;
  • Configuração facilitada de família de fontes, tamanho de fonte e entre outros;

Além de que cada menu possui a possibilidade de executá-lo via comando, lhe informando o comando. Ou seja, você aprende utilizando. 

Veja abaixo algumas telas que mostram conteúdo de menus do Gvim.

GVIM

3 - Substituição de palavras com cadeia de caracteres


Muitos editores de textos e IDEs possuem suporte a Expressões Regulares, no entanto, cada qual possui uma limitação. Mas o Vim tem um suporte customizado, é amigo, tudo  pode ser customizado. Há até a customização das "mãos na roda", para encontrá-las e substituí-las existem diversos caminhos, no entanto, vou lhe dar a dica mais simples. Suponhamos que queiramos trocar todas as palavras 'vi' por 'Vim', é mais fácil e rápido do que você imagina, basta pressionar ESC e escrever o comando abaixo, o g no final é para todas as ocorrências, caso desejasse uma única troca, basta não inserí-lo:

O espaço depois do vi foi proposital para não trocar também o vim
:% s/vi /Vim/g

4 - Mapeamento de teclas


É necessário saber que todas as teclas são mapeáveis no Vim, mas como dica básica, vamos supor que você está cansado de ficar digitando :ggVG para selecionar tudo, então basta você mapear a tecla F12 , basta dar ESC e inserir o comando abaixo:
:map <F12> ggVG?
A partir de agora toda vez que você estiver no modo NORMAL, basta pressionar F12 que você irá selecionar tudo ! 😉

5 - Navegação rápida


Essa é especial para quem trabalha com Desenvolvimento de Software. Muitas vezes o compilador/interpretador nos informa o número da linha do erro da execução ou compilação do software e geralmente ficar rolando o cursor do mouse pra ficar procurando a linha, é uma verdadeira perda de tempo, no Vim você pode navegar facilmente pelo arquivo. Por exemplo, o compilador lhe disse que foram encontrados erros nas linhas: 1370846 e na linha 3 , logo, basta você digitar: ESC :1370 você vai diretamente para essa linha e novamente para as outras linhas, resolvendo de forma mais rápida e menos estressante os bugs, ops, desculpa, a palavra agora é Feature 😎.

Ah! Quase ia me esquecendo!! Para ir para primeira linha basta digitar: gg e para a última linha G 😃.

6 - PacVim


Tem muita gente que demora de se adaptar ao Vim e extrair dele o melhor para acelerar seus projetos, para isso eu recomendo o Pacvim um game bem legal que lhe ensina, jogando, como você se adaptar melhor ao vim, e utilizar as teclas: []bw{} ... para navegar mais facilmente nos documentos, pulando palavras, textos, parágrafos e assim por diante.

Para saber como instalar e usar, consulte o GitHub deles: https://github.com/jmoon018/PacVim , só tome cuidado pra não se viciar! 😊

Pacvim

7 - Customização Total do Editor


Você pode transformar o Vim no Editor que você deseja, mas do seu modo: árvores de diretóriosauto-complete de palavrascoresmarcastags e até aprender a Linguagem de Programação Vim!!! Isso mesmo, você pensou que o Vim é o mais utilizado do mundo só porque você o considera difícil ? Nada disso, você pode aprender o Vimscript, é uma "linguagem de programação do vim" , onde você pode pode criar funções, comentários, arquivos customizados no arquivo de configuração do Vim. No Curso de Vim Para Iniciantes você vai aprender diversos truques e dicas bem bacanas de Vim e Vimscript, que em pouco tempo você vai estar dando :wq para desligar seu computador!  .

Veja abaixo a imagem exemplo da minha customização escrevendo esse artigo em Markdown para o Diolinux, com plugins e auto complete de palavras.

Escrevendo o artigo no VIM

Caso deseje adquirir o Curso, aproveite e leve mais dois cursos na Promoção Diolinux e aprenda Vim e Shell Script Extremamente Avançado: Criação de Instaladores para Distros Linux, Criação de Games, Animações e muito mais!

Valeu!

Artigo produzido em conjunto com Marcos Oliveira, do Terminal Root.
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Embutils - Uma alternativa aos comandos padrões do seu Linux

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Embutils, assim como o "coreutils", do projeto "GNU", é um pacote que possui um conjunto de comandos para a administração do sistema. Como descrito no site oficial do embutils, a maioria do userland tipico do "Unix" vem ou do projeto "GNU", ou da galera do "BSD". Essas fontes são antigas e otimizadas para recursos, mas não para manter seu tamanho reduzido, e agora que os computadores são rápidos o suficiente e possuem muita RAM, implementações se tornam cada vez maiores.

Embutils





Essa é a maior diferença entre o "coreutils" do GNU e o "embutils", pois o "embutils" é pensado em manter o tamanho final do seu binário  bem reduzido mesmo nos tempos atuais, porém mantendo as mesmas características de recursos dos projetos anteriores citados.


Para dispositivos embarcados o "embutils" seria um prato cheio (que é o propósito primário que o "embutils" foi pensado), porém podemos utilizá-lo em desktops e servidores ou sei lá aonde mais.

Eu disse seria? SIM! Dois motivos que o atrapalhariam na adoção para embarcados é que seu desenvolvimento parou já faz quase dez anos e isso poderia gerar desinteresse por parte de desenvolvedores (como também pode ser que não). A "dietlibc" recebeu seu ultimo suporte pelo projeto oficial há cinco anos atrás, porém a biblioteca continua sendo utilizada por outros projetos como as próprias distribuições Debian e Ubuntu. Podemos verificar que a dietlibc ainda consta nos repositórios:

dietlibc-no-repositório-do-ubuntu-mate
É uma biblioteca incrível que mantem o tamanho final do binário muito enxuto e possui suporte a uma boa quantidade de arquiteturas.







O segundo motivo é que com o declínio da GPL (como pode ser lido clicando aqui), isso pode ser um motivo para afastar o interesse de empresas e projetos.

O "embutils" possui também o comando "uname" assim como o "coreutils" do "GNU" e o como o "toybox" (nenhum dos três compartilham códigos iguais, sendo totalmente escritos do zero) e sua saída do comando "uname" do "embutils" também não consta o termo "GNU/Linux" em nenhuma de suas opções (assim como não consta nas saídas do "toybox" como pode ser lido no artigo Como conheci o Alpine Linux). Gostem de saber disso ou não, mas o termo "GNU/Linux" no comando "uname" do "coreutils" foi uma forma que a FSF fez para se promover e querer que as pessoas chamem o sistema operacional.

comando-uname-do-embutils-utilizado-para-verificar-o-sistema-operacional

Bom, por hora é só e em breve falaremos do conjunto de comandos para o mesmo propósito do sistema operacional "Plan9" ;)
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3 comandos Linux para você trabalhar com interfaces de rede

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Eu geralmente não posto dicas envolvendo terminal aqui no Diolinux, mas acho que é muito válido que você aprenda alguns truques "mais avançados" do Linux para poder usar no dia a dia, se quiser, é claro. Tudo o que eu vou mostrar aqui pode ser feito via interface gráfica também, mas como o tema de hoje é "terminal", é por ele que vamos explorar.

Comandos de rede no Linux






Os comandos que eu vou te ensinar agora podem ser utilizados em qualquer distribuição Linux, no entanto, no tutorial em vou utilizar o Linux Mint, que funciona da mesma forma que o Ubuntu. Os comandos fazem parte de um pacote chamado net-tools, de modo que se algum deles não for reconhecido, pode ser que o pacote esteja faltando no seu sistema, cabendo a você instalá-lo.

Em derivados do Debian e Ubuntu (como o Linux Mint por exemplo) basta instalar usando o APT:
$ sudo apt install net-tools
ou como Root:
# apt install net-tools

1 - Vamos começar com algo simples, ver as suas conexões de rede com informações como o seu IP (endereço de brodcast, mac, etc.).


Existem várias formas de fazer isso,  algumas das opções são:
ifconfig
 ip addr show
hostname -I 
As várias formas de ver o seu IP no Linux

2 - Habilitar e desabilitar interfaces de rede


Para fazer isso você precisa primeiro conhecer o nome das suas interfaces de rede, o comando ifconfig mencionado antes funciona muito bem para isso. Inclusive, vamos usar várias vezes o ifconfig aqui, então para desabilitar ou habilitar uma interface de rede, você simplesmente pode fazer isso:
sudo ifconfig nome_da_interface up ou down
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 down
Para desabilitar a interface e:
sudo ifconfig enp35s0 up
Para fazê-la "subir" novamente.

Existe uma variação mais simples deste comando para que você precise digitar menos:
sudo ifdown nome_da_interface
ou:
sudo ifup nome_da_interface

3 - Como definir um IP fixo para uma interface de rede


Se você está aí "brincando" de montar um servidor, é bem provável que você queira ter um IP fixo nele, para fazer isso via linha de comando você pode fazer assim:
sudo ifconfig nome_da_interface 0.0.0.0
No exemplo ficaria:
sudo ifconfig enp35s0 192.168.0.60
Aproveitando o embalo você pode querer também colocar uma máscara de sub-rede, um endereço de broadcast, talvez um valor de MTU personalizado, certo?

Isso é bem fácil de fazer e a lógica é praticamente a mesma.

Para a máscara:
sudo ifconfig nome_da_interface netmask valor_da_máscara
Por exemplo:
sudo ifconfig  enp35s0 netmask 255.255.255.0
Para configurar o endereço de Broadcast:
sudo ifconfig nome_da_interface broadcast 0.0.0.0
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 broadcast 192.168.0.255
Para definir o valor de MTU:
sudo ifconfig nome_da_interface mtu valor
Por exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 mtu 1500
E claro, se você já é ligado em como o terminal funciona deve ter percebido que dá para configurar tudo isso de uma vez só, seguindo o exemplo:
sudo ifconfig enp35s0 192.168.0.60 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.0.255 mtu 1500

Concluindo


Apesar de eu ter prometido 3 comandos, no fim das contas você aprendeu muito mais do que isso, não é verdade? Acho que isso não é um problema, certo? :D

Saiba que existem muitos outros utilitários além do ifconfig para que você possa trabalhar com as suas interfaces de rede e colher informações também.

Separei para você aqui uma oferta especial dos nossos parceiros da Udemy em um curso bem em conta para você estudar sobre servidores Ubuntu, onde são abordadas configurações de placas de rede e muitas outras coisas, como Firewall, proxy, entre outros, clique aqui e conheça.

Até a próxima!
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Como navegar na internet e pesquisar no Google pelo terminal Linux

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Apesar da interação com o terminal no Linux não ser mais algo obrigatório para usar as distribuições há muito tempo, o terminal é a ferramenta preferida de usuários mais avançados, especialmente profissionais na área e esse interesse acabou gerando inúmeras ferramentas interessantes, hoje você vai conhecer uma delas.

Usando o links2 para navegar na internet






É comum pensarmos em "Google Chrome", "Firefox", "Opera", "Safari", e outros, quando falamos em "navegadores de internet", porém, o que esses softwares mais complexos fazem, podem ser feito de forma simplista (é claro) através do terminal Linux.

Curiosamente existem várias opções para se navegar na internet ou pesquisar no Google usando o terminal, como Lynx e o Googler, o primeiro um navegador, o segundo, uma ferramenta para fazer pesquisas, porém, eu vou te apresentar o links2, uma navegador em modo texto, que dos que eu conheço, é o que eu considero mais fácil de se utilizar.

Pesquisando na internet com o links2


O primeiro passo é instalar a ferramenta. O link2 está nos repositórios padrões das distros, no Ubuntu, Debian, derivados e semelhantes, você pode instalá-lo facilmente usando o comando:
sudo apt install links2
Uma vez instalado, o funcionamento é simples, basta informar ao links2, qual o site que você deseja acessar, como por exemplo o Google. No terminal digite:
links2 www.google.com 
Ao fazer isso você acessará o Google e poderá usar o teclado para navegar entre todas as opções do site de forma relativamente simples e claro, fazer pesquisas:

Pesquisando pelo terminal Linux

Dá até pra ler os posts do blog:

Lendo no modo terminal

O links2 tem também vários menus para facilitar o seu acesso ao recursos do navegador, ao pressionar a tecla "ESC" você terá acesso ao menu do navegador, por ele você pode ir para uma site em específico, basta digitar o endereço desejado:

Links2

É uma ótima ferramenta para quem passa o dia no terminal ou se vê numa situação onde apenas o terminal está disponível.

Faça um teste e brinque um pouco com ele, tenho certeza de que vai achar interessante! :)

Ajude o blog compartilhando este artigo e até a próxima!

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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Como aprender sobre o terminal Linux? Faça uma aula GRÁTIS agora!

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

O terminal Linux pode ser complicado para algumas pessoas, especialmente para iniciantes, mas com dedicação e estudo você consegue "domar a fera" e aprender a "língua do terminal", como o nosso professor, Tiago Salem, gosta de chamar. Pensando em te ajudar a superar um possível medo da "telinha preta", ele preparou uma pequena aula grátis para você aprender mais sobre alguns dos aspectos do Terminal, confira agora:

Comandos Linux




Nesta semana eu coloquei na nossa fan page no Facebook um post onde vocês puderam colocar as suas dúvidas sobre o terminal Linux, algumas dessas dúvidas geraram o vídeo que você vai assistir logo abaixo, as outras perguntas, o Tiago vai responder em um outro vídeo exclusivo que você poderá receber no seu e-mail.

O Tiago Salem é ex-desenvolvedor da Canonical e atual desenvolvedor da SUSE, ele tem muita experiência e vai te mostrar de forma simples como você usa comandos de forma concatenada, usando listas de comandos separadas por operadores lógicos e explicando a diferença entre eles, é muito simples, a aula é grátis, aproveite! ☺


A segunda aula é grátis também e pode ser enviada para o seu e-mail, se você quiser recebê-la basta se cadastrar abaixo, no e-mail nós também vamos enviar uma oferta muito bacana para o nosso novo curso de Shell Script, além do de Bash, assim você vai poder virar um "Ninja do Terminal!" 👊

Nesta segunda aula que você receberá o Tiago também vai responder várias perguntas que vocês deixaram no Facebook. As inscrições para o recebimento desta segunda aula estarão abertas até no Domingo, dia 23 de Julho, às 19 horas da noite, o vídeo extra grátis será enviado na Segunda-feira para todos os que participarem. Não temos limites de vagas para esta modalidade, a sua única preocupação vai ser aprender mais sobre o terminal.

- Não quer esperar? Conheça o curso de Bash aqui.


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