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APT com problemas? Saiba como resolver

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A dica de hoje é algo bem simples, mas que pode auxiliar quem eventualmente esteja passando por essa situação. Confesso que é algo bem raro de acontecer, ao menos em meu cotidiano. Todavia, caso não esteja conseguindo atualizar seu sistema ou instalar apps, por conta do APT “travado/bloqueado”, eis a possível solução. 

apt-erro-bloqueado-instalar-update-remover-atualizar-ubuntu-deepin-linux-mint-elementary-pop

Lembrando que o APT é um conjunto de ferramentas, usadas no Debian, Ubuntu e derivados para administrar os pacotes DEB de forma rápida e prática. Se está tendo dificuldades com outro sistema, o Fedora por exemplo, não terá nenhuma relação com o APT.

Resolvendo a “mutreta” 


Existem diversas maneiras de contornar este problema, às vezes um simples reiniciar resolve. Um equívoco comum é manter outro programa que gerencia os pacotes, como o Synaptic, aberto e tentar atualizar via terminal. Certifique-se que nenhum destes apps estejam rodando, durante as mensagens de “APT travado”. No caso do Ubuntu, especificamente, pode ser comum o APT ficar nesse estado durante os momentos iniciais em que adentra no sistema, pois o gerenciador de atualização pode estar “ao fundo” procurando atualizações. Espere uns minutinhos, se o erro persistir (ou se não tem paciência 😁️😁️😁️), tente os comandos a seguir.

apt-erro-bloqueado-instalar-update-remover-atualizar-ubuntu-deepin-linux-mint-elementary-pop

Sei de diversas maneiras para contornar esse problema. No entanto, essa resolve a maioria dos casos. Não é a mais prática, mas resolve o problema. Se quiser tentar algo antes, em um único comando, tente esse:

sudo cp -v /var/lib/dpkg/status-old /var/lib/dpkg/status 

Agora se mesmo assim não conseguiu atualizar o sistema, vamos à maneira que nunca falhou comigo.

Remova os arquivos que estão bloqueando o APT, são 3 comandinhos na seguinte ordem:

sudo rm /var/lib/apt/lists/lock

sudo rm /var/cache/apt/archives/lock

sudo rm /var/lib/dpkg/lock*

Reconfigure os pacotes:

sudo dpkg --configure -a

Por fim, atualize a lista de pacote:

sudo apt update

Logo abaixo é a versão com todos os comandos em um único:

sudo rm /var/lib/apt/lists/lock && sudo rm /var/cache/apt/archives/lock && sudo rm /var/lib/dpkg/lock* && sudo dpkg --configure -a && sudo apt update

Com isso o problema possivelmente foi solucionado e você poderá instalar, remover apps e atualizar o sistema via APT normalmente.

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Aprenda Linux em pequenas doses diárias

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A famigerada tela preta, é o medo de muitos usuários ao adentrar no mundo Linux. Em primeiro momento pode parecer coisa de outro mundo, os inúmeros comandos no terminal acabam assustando que prefere simplesmente “empurrar um mouse”.

linux-comandos-terminal-documentação-wiki-biblioteca-android-app-google-play

Atualmente a utilização do terminal em distribuições, como o Ubuntu e Linux Mint são opcionais. Muitos tutoriais fazem uso deste artifício, pois, sabem que em muitos casos, digitar um comando é mais rápido do que navegar por inúmeras categorias e sair clicando nas opções. Não que exista mal em usar a interface gráfica, pelo contrário, incentivo o uso e apresento o terminal de forma opcional. No entanto, se você compreende que o “terminal é legal” e queira aprender um pouco mais, essa dica é valiosíssima. 

App Android para lhe auxiliar com o terminal


Manuais, blogs, fóruns, vídeos e tudo mais é o que não falta internet afora. Neles diversos comandos são apresentados e documentações explicam nos mínimos detalhes. Todavia, nem sempre você saberá onde encontrá-los, como pesquisar os comandos, etc. Possuir essas informações nas palmas de sua mão, pode ser um tremendo aliado. Então, irei indicar um app Android que categoriza esses comandos, e aborda seu funcionamento.

O Linux Command Library, é um app que me acompanha por bastante tempo. Sua nota na Google Play é bem alta (4,8) e possui mais de 500.000 downloads. Com 2378 páginas de manual, a aplicação é bem completa e repleta de comandos por categorias, sendo elas:


  • Usuários / Grupos;
  • Arquivos / Pastas;
  • Pesquisa;
  • Rede;
  • Informação do sistema;
  • Sistema de controle;
  • Áudio / Vídeo;
  • Gerenciador de pacotes;
  • Jogos no terminal;
  • Ferramentas Hacking;
  • E muito mais.

Veja um vídeo especial que preparamos sobre o app, e aprenda a utilizá-lo.


Você pode efetuar o download do app, apenas mirando a câmera do seu smartphone com um leitor QR Code.

linux-comandos-terminal-documentação-wiki-biblioteca-android-app-google-play


Usuários de iOS, acesse o link da App Store.

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Antivírus no Linux? Conheça o ClamAV

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Usuários de Windows estão habituados a utilizarem softwares antivírus, como técnico em informática sempre comunico com as pessoas a importância de manter seu sistema atualizado, seguro e pronto para o trabalho. Existe um grande debate na real importância da utilização destes tipos de programas, deixarei esse assunto para uma próxima ocasião, no momento vamos manter o foco no uso de antivírus no Linux.

clamav-antivirus-virus-malware-trojan-linux-mac-windows-bsd-ubuntu-mint

O ClamAV é um antivírus de código aberto desenvolvido pela Cisco Systems, uma das maiores empresas em soluções de TI e rede. Quem já teve a oportunidade de manusear um de seus equipamento, sabe a qualidade e eficiência dos produtos desta empresa. Isso sem mencionar suas certificações, e importância no cenário tecnológico.

A solução oferecida pela Cisco é multiplataforma, possuindo versões para diversos sistemas, como: Windows, Linux, BSD e macOS. Conforme você pode observar em seu site oficial.

O ClamAV pode tanto ser utilizado inteiramente via linha de comando, como por interface gráfica.

Preciso de antivírus no Linux?


Antivírus é um assunto delicado, existem técnicos e usuários que são a favor e outros contra. Principalmente por sua forma de funcionamento, não será difícil ver alguém mencionando que nunca utilizou antivírus, seja no Windows ou qual seja o sistema. Que basta ter consciência e cautela por onde navega e quais arquivos abrem que o assunto está encerrado. Todavia nem sempre esse controle depende apenas do utilizador da máquina em si, e em casos específicos pode ser interessante usar um antivírus no Linux.

Assista o vídeo logo abaixo e entenda um pouco mais sobre o tema: vírus para Linux, Windows e Android.


Um dos cenários em que você poderá considerar o uso de antivírus em sua distro é se possuir dualboot com Windows. Outra caso é se constantemente trabalha com arquivos vindouros de outros usuários ou da própria internet e vá disponibilizar para outros usuários do Windows, ou costuma fazer manutenções e varreduras em máquinas de clientes. Afinal, a infecção de pragas virtuais pode ser mais difícil no Linux, entretanto, por vezes seu sistema não pode ser infectado, mas você pode estar abrindo as portas para pessoas más intencionadas no computador de algum conhecido. “Segurança nunca é demais”, e mesmo não sendo algo rotineiro na vida de usuários Linux, o uso de algum programa como o ClamAV tem seu valor.

Como instalar o ClamAV no Ubuntu, Mint e derivados


O interessante do ClamAV é sua versatilidade, proporcionando tanto seu uso via terminal ou com um frontend chamado ClamTk. Você pode adquirir o ClamAV diretamente pela loja do Ubuntu, Mint e derivados. Basta pesquisar por: “ClamTk” e instalar o antivírus.

clamav-antivirus-virus-malware-trojan-linux-mac-windows-bsd-ubuntu-mint-interface-gráfica-gui-clamtk

Outra maneira é instalar o programa via terminal, com o comando:

sudo apt install clamav clamav-daemon clamtk

clamav-antivirus-virus-malware-trojan-linux-mac-windows-bsd-ubuntu-mint-interface-gráfica-gui-clamtk

Com isso poderá manusear a aplicação com uma interface não tão difícil de entender. Mas, se o seu intuito for utilizar via linha de comando, instale apenas o ClamAV mais o pacote “clamav-daemon”.

sudo apt install clamav clamav-daemon

Outro pacote interessante, caso utilize arquivos compactados no formato RAR, é a biblioteca “libclamunrar”. Atualmente no Ubuntu, o mesmo encontra-se na versão 7. Caso queira este “plus” em seu sistema, você poderá instalar tanto pela linha de comando ou com o auxílio de um software, como o Synaptic, a GNOME Software atualmente não instalar alguns pacotes (no Mint, é só pesquisar diretamente na loja).

sudo apt install libclamunrar7

Aos utilizadores do ClamAV com interface gráfica, existe a opção de sempre obter as últimas atualizações de segurança, seja de forma automática ou manual. Se por algum motivo não conseguir pela interface, poderá proceder da mesma maneira de quem utiliza via terminal (por esse motivo instalamos o pacote “clamav-daemon” junto a interface gráfica).

Primeiro iremos interromper o processo do clamav-freshclam (só por precaução):

sudo systemctl stop clamav-freshclam.service

Em seguida atualizar o arquivo de definições, de seu banco de dados:

sudo freshclam

Utilização do antivírus ClamAV


O uso do ClamAV é bem simples, para escanear algum diretório a procura de vírus, malwares, trojans e demais ameaças. Utilize o comando “sudo clamscan -r” com o caminho logo a frente. Por exemplo:

clamscan -r /home/henriquead/minha_pasta/

clamav-comandos-terminal-antivirus-virus-malware-trojan-linux-mac-windows-bsd-ubuntu-mint

No caso acima nem o root utilizei, raramente algum arquivo na home necessitará de privilégios elevados, entretanto, aconselho o uso do “sudo” para evitar maiores problemas. Para os mais atentos perceberão que utilizei o parâmetro “-r”, proporcionando uma busca recursiva em meus diretórios. Existem muito mais opções, utilize “clamscan --help” e leia todas as possibilidades. Citando uma bem curiosa é o parâmetro “-i”, que emite um som a cada ameaça identificada.

Usuários que tenham instalado o ClamTk, maiores explicações são dispensáveis. Com alguns minutinhos navegando e lendo cada seção (Configurações, Lista Branca, Rede, Programador, Histórico, Quarentena, Atualização, Assistente de atualização, Escanear um arquivo, Escanear um diretório e Análise), logo se identifica e aprende o funcionamento da ferramenta. 

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Entendendo permissões de arquivos - Linux avançado!

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Oi pessoal, o artigo de hoje será uma daqueles densos, vamos tocar em um assunto que até alguns administradores de sistema com vários anos experiência ainda tem dificuldades eventualmente, o sistema de permissões do Linux.

Sistema de permissões de arquivos Linux





Grande parte da questão, é que você pode ter o controle absoluto de o que, como e em que cirscustância um arquivo ou diretório no Linux pode ser acessado, escrito, modificado ou executado. 

Provavelmente você conhece a "versão fácil" de ajustar essas configurações, observando as propriedades de qualquer arquivo pela interface:

Permissões Linux

Mas claro, se você estiver em um servidor, sem interface gráfica, trabalhando apenas via linha de comando, a coisa muda de figura. Não só fica um pouco mais complexa, porque afinal, como tudo o que é feito no terminal, você precisa saber o que escrever, como acaba ficando mais poderosa também, pois você pode espeficar detalhadamente o que você deseja.

Contextualizando permissões


Algo importante pra gente "brincar" juntos (vai ser divertido, você vai ver!) é você não ter receio e testar as coisas junto comigo, isso vai facilitar o seu aprendizado. Para isso, vamos criar uma pasta para você entender as persmissões, mas vamos fazer tudo pelo terminal, assim você já vai se familiarizando com o dia a dia de um sysAdmin.

Crie uma pasta no terminal com o nome "estudos':

mkdir estudos
Mude para dentro da pasta:
cd estudos 
Vamos criar alguns outros arquivos e pastas, por exemplo:
touch diolinux
touch "eu uso linux" 
mkdir "pasta secreta"
mkdir pasta-comum

Exercícios sobre permissões

Agora que já temos alguns arquivos na nossa pasta, vamos o rodar o comando:
ls -l
Ele nos mostrará várias informações sobre os arquivos dentro desse diretório, incluindo as permissões de cada um deles:

Permissões Linux - entendendo como funciona

Observe que existem várias informações em cada linha, mas vamos nos focar na primeira, e nos primeiros caracteres. Observe que na imagem acima eu adicionei alguns "risquinhos" vermelhos, contando de 3 em 3 caracteres, exceto o primeiro, isso tem um motivo. 

Vamos transpor a informação para cá, para fins de comparação, entre o primeiro arquivo comum "diolinux" e o último arquivo, que na verdade é um diretório, chamado "pasta secreta":

-rw-r--r-- 1 dio dio    0 jul 26 14:23  diolinux
drwxr-xr-x 2 dio dio 4096 jul 26 14:23 'pasta secreta'

Observe e compare a diferença entre as duas linhas, certamente você encontrará muitas semelhanças e também diferenças, vamos analisar em blocos coloridos:

-rw-r--r-- 1 dio dio    0 jul 26 14:23  diolinux

O primeiro caractér em preto, indica o tipo do arquivo, seguindo essa tabela:

d = diretório
b = arquivo de bloco
c = arquivo especial de caractere
p = canal
l =  link simbólico
s = socket
- = arquivo "normal" ou um arquivo em branco (é esse o caso do exemplo)

A parte em vermelho nos diz quais as permissões do arquivo para "dono, grupo e outros", mas voltaremos nele mais tarde.

O número em laranja nos diz a quantidade de links inode que existe neste arquivo ou diretório. Um sistema Linux identifica os arquivos por seus números de inode, que é uma forma única do sistema de arquivos identificar cada um dos arquivo. Um diretório, é na verdade uma lista de números inode com seus nomes correspondentes. Cada nome de arquivo em um diretório é um link para um inode em particular. Não é algo especialmente útil para o nosso estudo de permissões, mas fica aqui como curiosidade. :)

O nome "dio" em verde, nos informa o usuário que é dono do arquivo, e o segundo "dio", em azul claro, nos informa quem é o grupo de usuários que é dono dele, da mesma forma.

Cada arquivo no Linux é "propriedade" de alguém, ou de um usuário em particular. Normalmente o dono do arquivo (owner) é o criador do arquivo, mas graças ao sistema de permissões, você pode criar situações onde o usuário que criou o arquivo não é dono dele, dando a propriedade para outra pessoa ou usuário.

O dono do arquivo ou diretório também pode pertencer a um determinado grupo, nesse caso o arquivo é associado a todos os usuários que fazem parte de um determinado grupo. No nosso exemplo, o nome do criador e proprietário do arquivo e nome do grupo são o mesmo, "dio".

Em azul escuro temos o valor em "bytes" do espaço em disco ocupado pelo arquivo ou diretório. Nesse caso, não chega nem a um, por isso do número zero.

A próxima informação nos diz a data de criação do arquivo ou diretório em questão.

Por último, temos o nome do arquivo.

Dando uma olhada profunda nas permissões

Vamos "dar um zoom" na parte vermelha da saída do nosso terminal, que nos informa os seguintes dados:

rw-r--r--

Podemos contrastar com a informação do arquivo da última linha, que ao contrário do primeiro da lista, que é um arquivo simples, é uma pasta, ou diretório, como você preferir chamar:

rwxr-xr-x

Até mesmo essa informação deve ser fragmenta em grupos de 3, pegando o segundo exemplo, pois há maior diversidade de opções, temos: rwx    r-x    r-x

Cada terceto informa respecitivamente as permissões para:

dono  grupo e outros
Onde:

r = read (ler)
w = write (escrever)
x = execute (executar)
- = não tem permissão

Sabendo disso, observando o nosso exemplo, podemos dizer que:

- O dono do arquivo tem permissões de ler, escrever e executar este arquivo (rwx);
- O grupo de usuários ao qual o arquivo pertence tem permissões de leitura, não tem permissões de escrita, mas pode executar o arquivo (r-x);
- Outros usuários poderão ler o arquivo, não poderão escrever nele, e podem executá-lo(r-x).

Se voltarmos ao primeiro exemplo: rw-r--r--

Temos:

- O dono pode ler, escrever, mas não pode executar;
- O grupo pode ler, não pode escrever e nem executar;
- Outros usuários podem ler, mas não podem escrever e nem executar;

Como alterar permissões de acesso de um arquivo e suas muitas opções


Agora que você já entendeu como ler as permissões dos arquivos, você pode querer mudá-las, para permitir ou bloquear o uso de certas pessoas ou usuários. Para isso, temos dois comandos no Linux:

chmod: Chamado de "change mode", serve para mudar as permissões de um arquivo ou diretório.

chown: Chamado de "change owner", serve para mudar o dono de um arquivo ou diretório.

Por exemplo, se eu quiser modificar o nosso arquivo de exemplo "diolinux" para que o usuário, dono do arquivo,  tenha a permissão de execução nele, posso usar o comando:
chmod 754 diolinux
Mudando permissões

Observe a leitura do arquivo original na imagem acima com o "ls -l", mudando as permissões com o comando acima, e fazendo a leitura novamente. Veja como o X foi adicionado ao arquivo na coluna do usuário, mas foi também adicionado à coluna de grupos, já que nesse caso, uma coisa afeta a outra.

Por acaso, eu tenho a intuição de que você deu uma coçada na cabeça agora, não foi? Acertei? :D

De onde saiu esse "754" do inferno?

Eu vou te explicar como isso funciona, fique tranquilo.

Entendendo a numeração das permissões


Você já deve ter ouvido falar que a computação moderna se trata, lá no fundo, de número binários, certo? Uns e zeros, aquela coisa toda, não é?

Pois então, imagine que as colunas de read, write e exec são "interruptores", com valor um(1), elas fazem algo, com valor zero(0), elas deixam de fazer, por exemplo:

rwx    r-x     r--
111    101   100

Agora a brincadeira fica interessante, converta os números binários para decimais e veja que "111", no exemplo, é igual a 7, "101" é 5, "100" é "4" e assim por diante. Você pode brincar numa dessas calculadoras online se quiser. 

No fim, temos um número finito de combinações que gera-nos essa tabela:

Tabela de permissões CHMOD Linux

Logo, o número que você vai digitar logo após o "chmod" é referente ao tipo de de permissão que você quer dar, se você quer que todos tenham permissão pra tudo, por exemplo, o comando seria:
chmod 777 nome_do_arquivo
Esse comando só pode ser executado dessa forma, se você for o dono do arquivo obviamente. Quando se trata de mudar permissões de pastas, é necessário acrescentar um parâmetro para que as permissõe sejam acrescentadas recursivamente a todos os elementos dentro dela, a menos que você realmente queira mudar a permissão do diretório, mas não dos arquivos dentro dele:
chmod -R 777 nome_da_pasta 
Aqui mais uma tabela que pode ser útil:

Esquema de permissões Linux

Claramente, 666 não é o número da besta, é simplesmente o universo te dizendo que você pode ler e escrever, mas não executar nada. 😮

Você também pode usar o "chmod" para acrescentar um remover alguma permissão ao arquivo, ao invés de mudar todas as configurações. Como por exemplo aplicar permissões para todos os usuários assim:
chmod +x 'eu uso linux'
Configurando permissões

Esse parâmetro "+x" acrescenta o "x" de "executable" em "dono", "grupo" e "outros" ao mesmo tempo, conforme você pode ver na imagem acima, onde fizemos o processo no arquivo 'eu uso linux', que por identificação visual, mudou de cor no Bash do Ubuntu, indicando que agora ele é um executável também, ficando em verde.

Assim como usamos o "+x" para torná-lo executável, podemos usar "+w" para escrita e "+r" minúsculo, para leitura em todos ao mesmo tempo.

Por via das dúvidas, roda um:
chmod man
Para ver o manual do comando.

Esse é o jeito "old scholl" de fazer as coisas, talvez porque lembrar de números seja mais fácil(?), mas na verdade, o "chmod" suporta letras também, de forma ainda mais direta do que quando usamo o "+x" ou "+w" ou o que for.

Por exemplo:

Quem é: u, g, o, a (para user, group, other, all)
O que será feito: +, -, = (para adicionar, remover, setar exatamente)
Onde estará:  r, w, x (para read, write, execute)

Numa linha de comando, o "chmod 777 diolinux" que fizemos seria:
chmod ugo+rwx diolinux
configurando permissões de arquivos

Eu sei, eu sei, "chamando o ugo", também não consigo evitar o pensamento. A minha quinta série interna saúda a sua. 😀

Mudando o dono do arquivo ou diretório 


Para mudar o dono do arquivo você precisa ser o Root, que é dono da porra toda de tudo. E você faz isso usando o comando chown.

Existe um padrão de sintaxe para esse comando, que é:
chown dono:grupo arquivo/pasta
Para ver os grupos disponíveis, manda um:
cat /etc/group
Se quiser ver odernadinho, pode ser:
cut -d: -f1 /etc/group | sort
Dessa forma fica óbvio como proceder para fazer uma mudança de propriedade ou de grupo:
sudo chown root:root diolinux  
configuração de mudança de usuário

Como curiosidade, olhe as propriedades desse arquivo pela interface e você verá algo assim:

Configuração de permissões de pasta

Como temos uma persmissão 777 nesse arquivo, mesmo ele pertecendo agora ao Root, nosso usuário normal pode, pode exemplo,  editar ele. Mas e se fizermos isso?
sudo chmod 750 diolinux
Precisamos do sudo agora porque o arquivo não é mais nosso e sim do Root, então precisamos executar o comando como super usuário. Tente abrir o arquivo com o seu usuário normal e você verá que agora você não consegui mais editar e salvar ele, mesmo tendo sido você o original criador! Muito legal! :)

Por fim, espero que o artigo seja digno de um favorito no seu navegador, agora você pode apagar a sua pasta de estudos. Se tiver alguma dúvida, consulte o nosso fórum, ele é um lugar muito legal para compartilhar conhecimentos.

Até a próxima!
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Curso EXTREMAMENTE AVANÇADO de Shell Script!

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Agora que você já perdeu o medo do terminal Linux chegou a hora de dar um passo a mais e usar todo o potencial que ele te oferece como uma ferramenta para controle, automação e até diversão, por que não?

Cursos avançado de Shell Script







O meu amigo Marcos, do canal Terminal Root, vem desenvolvendo há muito tempo um material extenso e completo sobre o uso de aplicações em modo texto, terminal e shell script e hoje eu tenho o prazer de anunciar a disponibilidade deste material!

O que você vai aprender se fizer o curso?


Absolutamente tudo sobre manuais, processos, animações em ASCII e Unicode. Vai aprender inúmeros comandos de manipulação de dados do Terminfo e Termcap. Também vai descobrir todo raciocínio e lógica utilizada para criação de games, utilizando a raíz da criação. 

Aprenderá a criar um instalador pra o Arch Linux, bem como manipulação de Sistema de Arquivos via linha de comando. Entre diversos outros tópicos para criar programas profissionais e com recursos UX e UI deixando-os mais intuitivos.

No vídeo à seguir o Marcos te mostra a aplicação prática do Script de instalação do Arch.



São 22 vídeos, mais de 2GB de conteúdo que você pode baixar e guardar com você para sempre, 18 apostilas em PDF, 18 Scripts didáticos e ainda vários arquivos, imagens e outros, tudo isso para te ajudar a estudar e virar um ninja especialista no terminal.

Quanto custa?


O curso possui o valor de investimento de R$ 174,90, porém, um requisito importantíssimo é já ter conhecimento básico ao menos em Shell Script, para que assim você possa desenvolver as habilidades propostas no curso de forma mais rápida.

Caso você não satisfaça esse pré-requisito, o Marcos também preparou alguns cursos que vão te dar toda a base necessária para ir para o curso extremamente avançado.

1 - Curso do Iniciante ao Avançado de Shell Script - Onde você aprenderá o essencial, além de manipular banco de dados e usar Shell Script para Web.

Valor: R$ 39,90.
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/bash

2 - Curso do Editor Vim - Você aprenderá a customizar o Vim, podendo por exemplo mapear qualquer tecla para responder como deseja.

Valor: R$ 29,90
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/vim

3 - Curso Extremamente Avançado em Shell Script Bash - Para criação de animações, instaladores de distros, games e muito mais, como já comentado neste artigo:

Valor: R$ 174,90
Mais informações em: terminalroot.com.br/shell

PORÉM, como aqui não brinca quando o assunto é promoção, agora, em uma parceria entre o Diolinux e o Terminal Root, você pode levar todos os 3 cursos por apenas R$ 179,90!

Um bônus: Além destes cursos mencionados, você também receberá o curso de SED - Editor de fluxo completo.

Como você pode comprar?


Na verdade, de forma muito simples. Todo o material dos cursos será enviado para você por e-mail, então basta fazer a compra aqui.

Depois disso é só aguardar o recebimento do material, se tiver alguma dúvida, entre em contato diretamente com o Marcos em terminalroot.com.br.

Fique ligado no blog e o no canal Diolinux, pois provavelmente sortearemos alguns cursos completos para nossos leitores e inscritos em breve!

Até a próxima!
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Teste a velocidade da sua internet via terminal

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

O terminal Linux é uma ferramenta muito poderosa e prática, pena que alguns usuários não compreenderam essa praticidade e outros chegam a temer a “telinha preta”. Uma das muitas possibilidades é com apenas 1 comando, poder efetuar testes em nossa conexão de internet, isso é o que demonstrarei neste post. Caso queira uma solução gráfica e que abarque outros sistemas operacionais, veja a dica contida neste post.

speedtest-cli-internet-terminal-linux-conexão-download-upload-ubuntu-mint-elementary-kde-neon

Existem diversas maneiras de verificar essa informação, porém, irei demonstrar utilizando o bom e velho terminal. Afinal, terminal é legal (✌).

SpeedTest CLI


O site SpeedTest é famoso entre os usuários brasileiros, não obstante, existe uma forma de efetuar testes de conexão sem ao menos abrir seu navegador. Podemos instalar o utilitário “speedtest-cli”, uma ferramenta de fácil manuseio e muito prática (Github oficial do software). Para instalar o programa em sua distribuição utilize o seguinte comando (Para Ubuntu, Linux Mint, Elementary OS, KDE Neon e derivados):

sudo apt install speedtest-cli

Para executar basta utilizar o comando de mesmo nome do app:

speedtest-cli

Em seguida é aguardar o processo e comparar os valores do Download e Upload com a velocidade contratada.

speedtest-cli-internet-terminal-linux-conexão-download-upload-ubuntu-mint-elementary-kde-neon

Caso queira desinstalar o speedtest-cli, utilize o comando:

sudo apt remove speedtest-cli

Para mais detalhes de uso da ferramenta, veja o vídeo a seguir:


Uso diariamente este e mais alguns comandos do terminal, uma forma rápida e cômoda de obter certas informações ou determinadas ações.

Acesse nosso fórum Diolinux Plus e participe desta comunidade. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Microsoft lança o novo Terminal do Windows, com integrações com Command Prompt, PowerShell, e WSL

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Em mais um anúncio feito na sua conferência para desenvolvedores, a Build 2019,  a Microsoft anunciou a reformulação total do seu terminal. A principal novidade é poder utilizar em um só lugar o Command Prompt, PowerShell e o WSL. O anúncio também consta no blog oficial da Microsoft.


 Microsoft lança o novo Terminal do Windows, com integrações com Command Prompt, PowerShell, e WSL






O novo terminal do Windows se chamará, Windows Terminal (nada muito criativo 😁) e terá agora a possibilidade de abrir múltiplas abas, como já víamos nos terminais das distros Linux, mas no caso do Windows, podendo ser utilizado em cada aba uma função diferente, como em uma o Command Prompt (Prompt de Comando), em outra o PowerShell e em uma terceira aba podendo abrir o terminal do Ubuntu via WSL. Assim trabalhando com as três ferramentas em um só lugar.



O mais curioso, foi que a Microsoft fez um vídeo promocional de 50 segundos para divulgar essa nova versão do Terminal. Tanto que chamou a atenção do Alan Pope, um dos devs da Canonical que trabalha na parte dos Snaps, que fez o seguinte comentário:

“Eu nunca tinha visto um vídeo de marketing para um terminal antes. E não esperava que a Microsoft iria fazer um e tão bem feito…”

O comentário foi feito tanto no vídeo da Microsoft quanto no seu Twitter.

       

Algo que sempre estamos pontuando aqui no Diolinux é a carência de marketing no Linux, claro que na parte de servidores sistemas como o Suse Linux possuem uma ótima pegada com suas paródias, mas marketing vai além. Curiosamente o terminal que é sempre taxado como algo “intocável e retrógrado” ganha uma atenção por parte da MS com esse vídeo promocional. Será que enfim estaremos vendo o fim de um tabu, usar o terminal? Visivelmente o anúncio tinha como foco os desenvolvedores (e também esse era o objetivo da conferência). Entretanto alguns anos atrás não era de se esperar um vídeo desses encabeçado pela Microsoft, não foi atoa que o Alan Pope e muitos ficaram surpresos.

Claro, um terminal é só um terminal, mas isso não quer dizer que ele precise ser “feio” ou desagradável de usar, essa versão do terminal da Microsoft me lembra um pouco o terminal do Deepin, misturando conceitos também do terminal do KDE e do GNOME, o resultado final acabou sendo “de encher os olhos”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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5 Dicas PRO para Shell Script

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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dizem que depois que você aprende o Terminal é que você realmente começa a entender Linux profundamente. Seja isso uma verdade ou não, de fato, é verdade que dominar o terminal te dá algumas vantagens em relação ao que você pode fazer com o seu sistema. Hoje você vai conferir 5 dias para quem quer ser um PRO no Shell Script.







1 - Portabilidade dos seus Shell Script



Muitas vezes indicamos automaticamente o caminho da Shebang como #!/bin/bash, no entanto, se o Bash estiver instalado num diretório diferente (como em sistemas como FreeBSD, OpenBSD e algumas distros Linux) provavelmente ela não conseguirá encontrar o interpretador e seu programa/script não funcionará.

Logo, a melhor maneira de você evitar esse tipo de problema é indicar o caminho da env que é padrão em todos os sistemas e a mesma se encarrega de redirecionar pro caminho onde o interpretador está localizado. Então, procure sempre iniciar seus programas/scripts com o seguinte caminho após a Shebang:

#!/usr/bin/env bash

O mesmo vale para outros Shells: ZSH, FISH, etc.

2 - Procure sempre pôr cabeçalho nos seus scripts


Os cabeçalhos são importantes para que a pessoa saiba pra que serve seu programa/script, como lhe contactar em caso de algum problema, qual a forma de utilização e entre diversos outros pontos positivos.

Geralmente num cabeçalho deve haver o "help", "changelog", "TODO", "FIXME",... ou seja, diversas informações necessárias. No entanto, em resumo, algumas informações são fundamentais, tais como: Descrição do script; Autor; Versão e Licença. Veja abaixo um exemplo mínimo e básico de um cabeçalho:

# autor: Nome Sobrenome <site.dominio>
# descrição: O que seu Script/Programa faz 
# version: 1.0
# licença: MIT License

O exemplo acima está em Português, mas é interessante deixá-lo em Inglês, para ficar ainda mais global.

3 - Separe por função


O motivo inicial da Linguagem Orientada à Objetos é a organização. No entanto, linguagens procedurais ou estruturais podem manter a organização separando cada "transformação" em funções . Em Shell Script, você pode declarar uma função em duas formas de sintax, veja abaixo ambas as formas:

USANDO a palavra function
function minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Ou SEM USAR a palavra function
minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Para chamar a função, basta invocar o nome da função no script, ex.: minha_funcao

4 - Deixe seu código com indentação


No Shell Script, como na maioria das linguagens de programação, a indentação não é obrigatória, no entanto, ela é interessante para deixar seu código mais organizado, então procure sempre manter seu código indentado.

Uma dica legal é se você usar o editor Vim , basta você selecionar tudo pressionando a tecla ESC e em seguinda combinando as teclas ggVG , após tudo selecionado, basta agora teclar duas vezes o sinal de igual == e seu código será automáticamente indentado. Mágica! :)

5 - Declare nomes descritivos


Quando criar nomes de variáveis e de funções, procure descrever (não tanto, lógico) e separando com underline **_** , pois ficará mais profissional e menos provável de haver conflito de nomes e situações desagradáveis, alguns exemplos de como descrever: set_name, get_name, display_info_start, etc.
  
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Esse artigo foi escrito em parceria com a galera do Terminal Root, os quais são os autores dos cursos mencionados acima, até a próxima!
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5 Cursos do Terminal Linux para você!

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quinta-feira, 28 de março de 2019

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Como configurar discos e partições no Linux usando FSTAB

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terça-feira, 5 de março de 2019

Quando eu estava aprendendo Linux, lembro de ter lido em algum lugar algo que dizia: "No Linux tudo são arquivos". E querendo ou não, de fato, toda a configuração do sistema, de forma geral, é feita através de "simples" arquivos de textos, configurados de forma a fazer tudo o que você vê na sua tela funciona como se deve. Um desses arquivos é o FSTAB (File Systems Table).

Como configurar o FSTAB






Mesmo que você nunca sequer tenha pensando nisso, a sua distribuição Linux faz, toda a vez que você liga o seu computador e dá boot no sistema operacional, a montagem das partições do seu disco, do seu SWAP e de onde fica cada coisa. Esse é um processo automático que ocorre baseado nas informações contidas em um arquivo que fica no diretório /etc/fstab.

Configurando FSTAB


O que faz com que muitas pessoas tenham receio do FSTAB é que ele é um arquivo realmente não muito claro, especialmente se comparado com outros que existem por aí, que possuem várias linhas comentários informando como trabalhar com as informações contidas neles mesmos.

Meu conselho mais básico é: Encare o FSTAB como o que ele é: uma tabela. O nome TAB (de Table) não está ali à toa. Ao abri-lo, para facilitar, tente visualizar as colunas e linhas, isso vai ajudar bastante.

Você pode abrir ele com qualquer editor de textos que quiser, como o gedit, xed, pluma, entre outros, mas que tal brincarmos no terminal um pouco? 😄

Vocẽ pode fazer uma leitura rápida do que está contido no seu FSTAB com esse comando:
cat /etc/fstab
Isso deve te trazer informações semelhantes a essa:

FSTAB Linux

O FSTAB é responsável pela montagem do seu próprio sistema, por isso, ele é um arquivo bem "sensível", caso você esteja apenas estudando, é recomendo fazê-lo em uma máquina virtual

Outra possibilidade é fazer backup do arquivo antes de começar a editá-lo, por exemplo:
sudo cp /etc/fstab /etc/fstab-bkp
Se precisar usar esse arquivo de backup, coloque ele de volta no lugar assim:
sudo cp /etc/fstab-bkp /etc/fstab
 Vamos usar um editor de textos simples e disponível para todas as distros Linux para editar o FSTAB, o Nano. Para abrir o arquivo com propriedades adequadas para modificação, use:
sudo nano /etc/fstab
Ou rode o comando como Root, caso a sua distro não possua o seu usuário dentro do sudoers

Entendendo o FSTAB


Esse é o ponto primordial. Como já informado, o FSTAB nada mais é do que uma tabela (mesmo que não tenha muito essa cara inicialmente), cada coluna suporta algumas informações diferentes. São elas:

Configuração FSTAB

Coloquei efetivamente em uma tabela esse exemplo para ficar um pouco mais claro, mas vale uma observação, muitas vezes no lugar de "/dev/sda1" do exemplo, pode haver a UUID do dispositivo, de uma forma semelhante a essa: UUID=04b60adc-ccc2-406e-9cbb-fb80f9c4e5fb. No fim, é isso que bagunça um pouco as coisas, mas você pode montar os seus discos e partições apenas sabendo o nome deles, usando o comando:
lsblk

Repare os nomes abaixo da columa "NAME" e ao lado você consegue ver o tamanho e o tipo, se é "apenas leitura" (RO) e se já está montado em algum lugar em "MOUNTPOINT".

Antes de processeguirmos, é importante que você conheça alguma das opções envolvendo as colunas do FSTAB:

File System: Pode conter a UUID do dispositivo ou o endereço dele. Dispositivos como partições e discos ficam sempre em /dev no mundo Linux, então uma partição (como esta de 1,4T na imagem acima) poderia ser encontrada em /dev/sdc1.

Para verificar o UUID de uma partição para usar no lugar do endereço, use o comando:
blkid
Mount Point: É simplesmente o local onde a partição ou disco está montado. Ela pode apontar para qualquer lugar do sistema à partir da raiz (/). Geralmente os dispositivos montados automaticamente pelo sistema, como pen drives, HDs Externos, etc. são montados em /media, porém, quando isso é feito manualmente é comum usar o diretório /mnt, mas realmente, você pode montar em qualquer lugar que quiser.

Type: Nessa columa você deve colocar o tipo do sistema de arquivos de cada disco, você pode ver qual o sistema de arquivos a sua partição usa com o comando:
sudo file -s /dev/sdc1
Observe que a parte sublinhada deve ser trocada pelo caminho da unidade que você quer observar, para saber qual o nome das unidades é possível usar o comando que mostramos antes, o lsblk. Esse comando "file -s" ainda pode ser útil para você descobrir a UUID do disco, além de permitir que você veja em qual sistema de arquivos o seu disco está formatado.

Alguns comuns seriam:

- ext4
- swap

- ntfs-3g- vfat
- btrfs

- ntfs
- auto

Se por algum motivo você não sabe ou não conseguiu descobrir qual o  filesystem do disco, você pode tentar usar a opção "auto", que tenta adivinhar o formato na hora da montagem.

Options: Nessa coluna do FSTAB você vai adicionar as opções de montagem que existem. Existem diversas opções diferentes, eu vou listar algumas das mais comuns aqui. Várias opções podem ser usadas em uma mesma linha, bastando adicionar uma virgula apenas entre cada uma, sem a necessidade de espaço.

- auto/noauto: Essa opção permite que o dispositivo seja montado automaticamente durante o boot do sistema, sendo que "auto" é a opção padrão, se você não quer que o disco seja montado durante o boot, é necessário dizer explicitamente que você não quer isso colocando a opção "noauto".

- dev/nodev: Indica se o disco ou partição deve ou não ser considerado um dispositivo que contém um sistema de arquivos "especial". Geralmente a opção "nodev" é usada em sistemas que tem acesso público e tal opção impede que qualquer usuário possa fazer certas alterações, como criar um "device file".

- exec/noexec: Como você pode ver, as opções até que são simples de ententer, uma permite algo, a outra nega. Nesse caso você pode permitir ou negar que os binários nessa partição ou disco sejam executados.

- rw/ro: Se você associar aos seus significados fica fácil de ententer, rw (read and write/leitura e escrita) e ro (read only/apenas leitura).

- user/users/nouser: Nessa sessão podemos ter três opções. A opção "user" permite que qualquer usuário monte esse sistema de arquivos, o que automaticamente ativa outras funções como noexec, nosuid e nodev, a menos que você informe o contrário. Se a opção "nouser" for especificada, apenas o root poderá montar esse sistema de arquivos, já se a opção "users" for a selecionada, qualquer usuário dentro do grupo users será capaz de montar o dispositivo.

- defaults: Como o nome sugere, essa opção usa os padrões do Linux/da distro. A configuração padrão é definida conforme o sistema de arquivo. Geralmente isso quer dizer que as opções serão equivalentes a rw,suid,dev,exec,auto,nouser,async.

- owner: Permite que apenas o dono do dispositivo o monte, ou seja, quem criou o sistema de arquivos.

Existem muitas outras opções disponíveis, e uma leitura bacana para se fazer sobre isso pode ser nas páginas:

- Ubuntu Community Help
- ArchWiki
- Debian Wiki

Dump: Nessa coluna você pode indicar através de um (1) ou zero (0) se a unidade que está sendo montada deve receber um backup do programa dump. Colocar Zero indica que esse sistema de arquivos nunca será "backupeado" automaticamente dessa forma, em alguns casos, é preciso ver se o dump está instalado na distro.

Pass: O número que for adicionado nessa linha indicada a ordem em que o fsck vai fazer a checagem do disco por erros na hora do boot.

1 - Verifique essa partição primeiro.
2 - Verifique depois de verificar o primeiro.
0 - Não verifique.

Com isso finalizamos a explicação de cada uma das opções mais populares para a montagem de uma partição. Para você entender um pouco melhor, vamos para um caso prático.

Montando um disco e adicionando no FSTAB


Voltemos para a parte  onde eu mostrei  o comando "lsblk". Digamos que eu queira montar a minha partição "sdc1" de 1,4TB através do FSTAB na inicialização do meu sistema.

Primeiro vamos criar o ambiente ideal para fazer montagem. Eu vou fazer a minha montagem dentro de /mnt, então vou criar uma pasta dentro desse direitório para montar o meu disco, assim fica tudo organizado. Esse disco de 1,4TB é um HD de backup, então vou chamar a pasta de "dados".
sudo mkdir /mnt/dados
O comando acima cria uma pasta, ou diretório, dentro da minha pasta /mnt com o nome "dados",  então agora vamos indicar esse ponto de montagem no fstab, vamos editá-lo usando o editor nano.
sudo nano /etc/fstab
FSTAB configurada
Será que você consegue ver a ideia da tabela em ação agora? :)

No nano você deve navegar usando as setas do seu teclado até a última linha e digitar os dados da partição que você quer montar, no meu caso:

/dev/sdc1 /mnt/dados ext4 defauts 0 0

Indicando, em ordem, o disco que eu quero montar (/dev/sdc1), onde eu quero que seja montado (/mnt/dados), qual o sistema de arquivos do disco (ext4), configurações padrões (defaults) e configuranção de dump e pass setadas para zero (0).

Você pode também fazer comentários (como eu fiz na imagem acima) adicionar um # e depois escrever o que quiser. Tudo o que ficar nessa linha será ignorado na leitura do fstab pelo sistema, esses comentários servem apenas para interação humana e melhor compreenção.

No nano você geralmente usa  a tecla Ctrl (Control) combinada com alguma outra tecla para executar uma função, porém, você pode, aqui, para sair e salvar, pressionar "Ctrl+X", o editor vai te perguntar se você quer salvar o arquivo, pressione o "S" (de SIM) e sobrescreva o seu fstab dando "enter".

Dica: Tome cuidado para não alterar o nome do arquivo, ele deve continuar se chamando fstab!

Muito bem, de fato, agora se você reiniciasse o seu computador a sua partição ou disco seria montada no diretório indicado, porém, você pode fazer isso manualmente para montar o dispositivo agora mesmo usando esse comando:
sudo mount -O /dev/sdc1 /mnt/dados 
Lembrando que "/dev/sdc1" deve ser alterado para a nomenclatura que corresponde ao seu disco e "/mnt/dados" deve ser alterado pelo caminho e nome da pasta onde você quer fazer a montagem. 

Com isso você já tem todas as informações excenciais para fazer a montagem das partições do seu servidor, ou até mesmo na sua distro de desktop, se você for "mais raiz". 😀

Fazendo montagens para interface gráfica


Tem uma galera que fica um pouco presa ao "old way" de fazer as coisas, e esse nem sempre é jeito é o mais fácil. Claro, se é um servidor, se você é um profissional ou um estudante de Linux é outra história, mas se você tem uma interface na sua frente e só quer montar o seu disco e nada mais, nada impede que você use uma interface.

Existe um utilitário do GNOME que vem com a maior parte das distros chamado "GNOME Disks", o nome do pacote geralmente é "gnome-disk-utility" ou "gnome-disks" e você o encontra no repositório de qualquer distro. Quando o sistema está traduzido para Português, geralmente você o o encontra no menu do sistema procurando por "Discos".

GNOME Disks

Ele é um software muito legal, tem vários recursos para você se informar sobre os os seus discos. Você pode ver os desenhos das partições, tamanhos, formatos, sistemas de arquivos, tipos, fazer benchmarks, fazer testes de saúde dos discos, entre muitas outras coisas. Realmente fantástico.

Umas das funcionalidades dele é controlar a montagem de discos, fazendo com que tudo que fizemos "na unha" antes possa ser feito através de uma simples, mas poderosa, interface.

Para seguir o mesmo exemplo, digamos que eu queira montar o meu HD de 1,4 (1,5) TB aumaticamente com o sistema, basta eu clicar no disco na esquerda, depois você pode clicar no ícone da engrenagem e ir até "opções de montagem", onde você vai encontrar várias opções de configurações, muitas delas relacionadas ao que aprendemos ao longo do post.

GNOME Disks

É interessante ver a evolução do Linux nesse sentido, o nível personalização para fazer o que você bem entender com o sistema configurando apenas arquivos é sensacional, também é curioso pensar que há algumas décadas a única forma de fazer certas coisas era via terminal e esses arquivos de configuração. Atualmente tudo pode ser mais simples e bonito, mas o poder da linha de comando continua lá para quem quiser tomá-lo.

Até a próxima!
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