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Editando Apps no menu da sua distro Linux manualmente

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Como já diz o velho ditado: "Tudo no Linux são arquivos", e por esse motivo, tudo pode ser mudado, tudo pode ser configurado, e com o menu do seu sistema não seria diferente.

Configuração de menus do Linux






Hoje vamos tratar de um tipo de arquivo de configuração responsável por mudar a forma com que os aplicativos aparecem no menu da sua distro Linux. Apesar de usarmos GNOME como referência, as dicas realmente servem para, virtualmente, qualquer interface.

Arquivos .desktop


Temos um vídeo preparado para te ajudar a entender como esse processo todo funciona, você pode conferir no nosso canal, ou logo abaixo:


Os arquivos .desktop são responsáveis por "iconificar" os programas que você encontra no menu, mas mais do que isso, eles são responsáveis pela categorização do programa na sua distribuição e por quais palavras chaves o aplicativo será encontrado quando o usuário fizer uma busca.

Existem, de forma geral, dois locais onde você encontra estes arquivos:

/usr/share/applications

/home/user/.local/share/applications

Este tipo de arquivo possui uma série de informações e pode ser aberto com qualquer editor de texto. 

Os arquivos que estão dentro da sua home acabam sobrescrevendo as preferências contidas na pasta "applications" em "/usr/share" para o seu usuário. Pensando dessa forma, se você quiser que alguma alteração seja válida para todos os usuários do sistema, altere direto na raiz, caso queira apenas para seu usuário, você pode alterar somente na home. É o típico caso preferencial.

* Para editar arquivos dentro da raiz e salvar as alterações, é necessário rodar o editor de textos em modo root.

Configurações de arquivos .desktop

Existem muitos tipos de parâmetros que pode ser aplicados aqui, como por exemplo:

Name: Altera o nome da aplicação
Comment: Altera a descrição da aplicação
Exec: Onde está o executável
Terminal: Se a aplicação pode rodar pelo terminal
Categories: Em qual categoria do menu ele vai se encaixar
Keywords: Palavras chave que podem ser digitadas para encontrar a aplicação
Icon: Diz o nome do ícone que deve ser exibido

Entre muitos outras, um parâmetro interessante permite que você oculte um ícone do menu e da pesquisa em caso de necessidade é o "NoDiplay":

NoDisplay=true

NoDisplay=false

A primeira opção oculta a aplicação, a segunda exibe. A ausência  do parâmetro exibe automaticamente a aplicação.

Configurando estes arquivos você pode alterar o comportamento de qualquer aplicação que aparece no menu do seu sistema, confira o vídeo acima para vários exemplos.

Você pode ver a documentação de como o arquivo .desktop deve ser escrito aqui.

Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades e encontra um lugar amistoso para tirar as suas dúvidas.

Até a próxima!
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Coloque emblemas em pastas do Nautilus!

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Um recurso muito comum nos "idos do GNOME 2" eram os emblemas em pastas do Nautilus, curiosamente, tal recurso ainda existe nativamente em gerenciadores de arquivos como o Caja, do ambiente MATE (que deu continuidade ao GNOME 2) e no Nemo, do ambiente Cinnamon. Apesar de ter passado por diversas mudanças, o Nautilus ainda tem suporte a essa ferramenta.

Emblemas do Nautilus






Esses "emblemas" servem para você identificar visualmente as pastas no seu gerenciador de arquivos, de acordo com o que você queira.

Emblemas disponíveis

Para adicionar esse recurso ao seu Nautilus, é preciso usar o pacote:
nautilus-emblems
Verifique o gerenciador de pacotes da sua distro Linux por ele e instale, se você usa Debian, Ubuntu ou algum derivado, use este comando:
sudo apt install nautilus-emblems
 Feche o Nautilus e abra novamente, ou encerre a sessão e logue-se novamente.

Como usar a ferramenta?


Usar o "Emblems" é muito simples, basta clicar com o botão direito sobre uma pasta qualquer, ir até o menu "Propriedades" e na janela que se abrir, você encontra a aba "Emblems", basta selecionar o emblema desejado, fechar e abrir o Nautilus e a pasta conterá ele.

GNOME Nautilus Emblems

Aproveite o novo recurso para otimizar a sua organização e participe do nosso fórum.

Até a próxima!
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Como eu faço a minha instalação do Ubuntu? - Dicas e Otimizações

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Muitas pessoas me perguntam sobre customizações e configurações que eu faço no meu Ubuntu nas nossas lives na Twitch, por isso, resolvi produzir um vídeo e um artigo contando um pouco mais sobre o assunto. Material deste tipo pode ser útil, tanto para você pegar algumas dicas novas, quanto para ter algumas ideias de como fazer as suas próximas instalações. Vamos lá? 😄

Configurações do Ubuntu






Precisamos deixar algo claro antes de continuarmos: Este artigo não se trata de um "must have" ou um "must do", ou seja, não se sinta obrigado a fazer nada do que for descrito aqui, porque são simplesmente hábitos que eu tenho. Pode ser o que as minhas configurações não se encaixem no seu workflow, assim como você pode tirar algumas boas ideias daqui e acrescentar à sua forma de trabalhar, combinado? Não se trata de um "jeito certo" de fazer as coisas, se trata do meu jeito de fazer as coisas.

Eu produzi um vídeo que acompanha este artigo, onde é explicado de forma mais detalhada cada uma das configurações:



Por que Ubuntu? (No momento, 19.04 especificamente)


Eu tenho um longo histórico com o Ubuntu, ele sempre foi eficiente e estável para mim, tem todos os recursos de que preciso, além de ter uma ótima representação comercial, documentação e ser o nome para porta de entrada de muitos usuários ao mundo Linux, o que é perfeito para quem trabalha com o que trabalhamos aqui no Diolinux. 


Apesar de geralmente recomendarmos para trabalhos mais sérios a versão LTS do Ubuntu, eu estou usando a versão 19.04 (uma versão regular e não LTS) desde seu lançamento, em Abril deste ano (2019), ela trouxe algumas otimizações em relação ao GNOME Shell, e é muito mais rápida e otimiza que do que a 18.04 LTS (infelizmente até...), o que me fez escolhe-la por enquanto, além de já ter um visual que me agrada por padrão.

Eu estou ciente, e é bom que você também esteja, que essa versão terá seu suporte de atualizações de segurança encerrado em Janeiro de 2020 mais ou menos, o que implica em usar a versão 19.10, que sai em Outubro, ou voltar para a 18.04 LTS (o que não pretendo), visto que a próxima versão, 20.04 LTS, sairá apenas em Abril do próximo ano.

Como eu instalo o Ubuntu?


A minha instalação do Ubuntu não é exatamente a padrão, eu utilizo a instalação "Minimal Desktop", que traz menos aplicações e deixa o ambiente de trabalho um pouco mais compacto. Confira no vídeo abaixo a diferença entre os dois modos:


O motivo da escolha em relação a isso é simples: Eu quero  finalizar a instalação o mais rápido possível e quero que o sistema já esteja o mais pronto possível para a minha utilização (afinal tempo é dinheiro), mas não quero vários aplicativos de que não necessito.

Esse modo permite que eu instale o Ubuntu completo, com tradução, codecs, drivers, sem muitos aplicativos que eu não uso, como o Thunderbird ou o LibreOffice.

Para isso, durante a instalação, eu sempre marco a opção de atualizar o sistema enquanto instalo, e também a opção de instalar softwares de terceiros, que incluem codecs básicos e drivers essenciais.

E depois de instalar?


Apesar de já conseguir drivers atualizados fazendo a instalação do Ubuntu da forma com que foi descrita, por eu fazer lives e jogar muito, eu tento manter os drivers super atualizados para a minha placa de vídeo.

Atualmente utilizo uma RTX 2060 de 6GB e utilizo o repositório de drivers da Nvidia para o Ubuntu, conforme você pode conferir aqui neste artigo.

Depois disso, reinicio o computador.

Removendo Snaps

Eu gosto do conceito dos pacotes Snap, mas eles também tem seus prós e contras, como quase tudo. Acho desnecessário utilizar Snaps para algumas aplicações padrão do Ubuntu que acabam não ficando bem integradas com o tema que eu gosto de usar, então, por questão puramente estética, eu removo estes pacotes:

- gnome-system-monitor 
- gnome-calculator 
- gnome-characters 
- gnome-logs

Para removê-los, você pode usar a loja de aplicativos, procurar e remover cada um. Mas apesar disso, eles são úteis, então eu instalo as suas contrapartes em .deb. Se quiser fazer tudo de uma vez, use este comando no terminal:

snap remove gnome-system-monitor gnome-calculator gnome-characters gnome-logs && sudo apt install gnome-system-monitor gnome-calculator gnome-characters gnome-logs -y

Codecs

Outra coisa importante de garantir é a compatibilidade com arquivos de mídia, especialmente para quem trabalha com produção de conteúdo, por isso, o pacote ubuntu-restricted-extras acaba funcionando muito bem. 

Você pode instalar todos os codecs que precisar pela loja de aplicativos, em  modo gráfico, sem terminal, mas se preferir fazer pelo terminal:
sudo apt install ubuntu-restricted-extras

Google Chrome

Minha próxima parada é o Google Chrome, eu adoro o navegador e utilizo ele para tudo na internet há muitos anos, no caso do Ubuntu é só baixar o .deb direto do site da Google e instalar dando dois cliques. 

Flatpak

Eu utilizo vários pacotes Flatpak também, por isso habilito eles, como mostramos neste post, e instalo alguns softwares.

No caso do Ubuntu 19.04, é possível instalar e habilitar o repositório flathub para instalar pacotes da loja de aplicativos assim:
sudo apt install flatpak
sudo apt install gnome-software-plugin-flatpak
flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
E instalo o OBS Studio (que funciona com o NVENC e Linux Browser) e o GIMP dessa forma:

flatpak install flathub com.obsproject.Studio
flatpak install flathub org.gimp.GIMP 
No caso do GIMP, também instalo o nosso patch, PhotoGIMP.

Gnome Tweaks

Eu não costumo fazer muitas mudanças no Ubuntu (GNOME) padrão, a única coisa que eu mudo é o tema padrão para seu "modo dark". Para isso uso o GNOME Tweaks:
sudo apt install gnome-tweaks
Dentro da sessão "Aparência" do programa, eu mudo o tema para "Yaru Dark".

Instalando Snaps

Como eu disse, eu gosto de Snaps, mas acho que eles fazem mais sentido em alguns momentos, como agora, onde os Apps de terceiros são oferecidos de forma oficial e com suporte assim, caso do Spotify e Skype, então, você pode procurá-los na loja de apps ou:
sudo snap install spotify
sudo snap install skype 

Extensões para o GNOME 


Eu perdi muito do hábito de customizar o meu desktop visualmente falando, mas uso duas extensões que agilizam a minha produtividade, ambas você encontra na loja de aplicativos:

- Multi Monitors Add-On: Muito interessante para quem trabalha com duas ou mais telas.

- Sound Input & Output Device Chooser: Tem um nome autoexplicativo, se atrela ao menu de som do GNOME e permite a troca rápida entre dispositivos de entrada e saída de áudio, o que é útil para pessoas como eu, que tem vários dispositivos conectados ao computador.

Programas extras

Alguns outros programas fazem parte do meu "set" de aplicações, como o DaVinci Resolve para edição de vídeo.


Para acompanhar o DaVinci Resolve e converter vídeos para um formato que o editor, em seu modo grátis, aceite, eu utilizo um software chamado WinFF.

Outros programas que fazem parte do meu uso diário são:

 - Virtualbox


- GUVCVIEW



- Telegram

- Gnome-Sushi

- Steam

- Proton

- Lutris e Wine

- Dropbox

- Insync

- Simplenote

- Flameshot

- Piper

Configurações adicionais


Para finalizar, algumas configurações adicionais que faço no meu Ubuntu:

- Desativo balões de notificação no painel de controle.

Configurações de notificações

- Habito o envio automático de erros no menu de privacidade.

Configuração de envio de erros

Essas são as configurações básicas que faço no Ubuntu para minha produvidade.

Mas é claro que...


Nada disso é um "pacote fechado", naturalmente, instalarei mais programas conforme uma necessidade eventual, assim como farei outros ajustes quando necessário.

Sinta-se à vontade para compartilhar as suas dicas aqui e no nosso fórum, participe e ajude a comunidade a crescer.

Até a próxima!
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Arch Linux para iniciantes - Como instalar o sistema passo a passo!

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domingo, 7 de julho de 2019

Chegou o grande dia, hoje vamos produzir um tutorial passo a passo para você instalar o "temido" Arch Linux no seu computador. Ao final, além de uma sensação de satisfação e um sorriso "hacker" na sua cara, espero que você diverta-se com o seu novo sistema. 😀

Arch Linux instalação passo a passo






Eu acho o Arch um sistema muito interessante, mas assim como eu vejo gente se frustrar quando testa o Kali Linux pela primeira vez e não consegue fazer a coisas, eu vejo algumas pessoas se decepcionando com o Arch de forma errônea, simplesmente por não entender a proposta do sistema.

Citando a própria Wiki do Arch Linux:

"Eu sou um completo iniciante no Linux. Eu deveria usar o Arch?

Se você é um iniciante e deseja usar o Arch, você deve estar disposto a investir tempo para aprender um novo sistema, e aceitar que o Arch é projetado como uma distribuição de 'faça você mesmo'; é o usuário que monta o sistema.

O Arch é projetado para ser usado como um servidor? Um desktop? Uma estação de trabalho?

O Arch não foi projetado para nenhum tipo de uso específico. Em vez disso, ele é projetado para um determinado tipo de usuário. O Arch visa usuários competentes que gostam de sua natureza 'faça você mesmo' e que a exploram ainda mais para moldar o sistema para atender às suas necessidades exclusivas. Portanto, nas mãos de sua base de usuários alvo, o Arch pode ser usado praticamente qualquer propósito. Muitos usam o Arch em seus desktops e estações de trabalho. E, claro, o archlinux.org é executado no Arch."

Falando em Wiki, à partir de agora ela é a sua "bíblia". É nela que você vai encontrar praticamente todas as informações necessárias para configurar ou ajustar o Arch Linux. Este tutorial foi baseado nela completamente, mas foi modificado, pensando no meu perfil de usuário e de forma a tornar esse processo mais simples de entender.

OBS: Você vai ter que "gostar" de ler manuais, não tem jeito. Ter um conhecimento prévio de Linux e seus comandos, independente da distro (falo de comandos de manipulação mesmo, não gerenciamento de pacotes), vai te ajudar muito.

Este também não é um dos tutoriais que você simplesmente vai copiar e colar tudo o que aparecer, é importante que você entenda o processo e adapte a sua realidade.

No fim das contas, o processo mais "complicado" para se instalar o Arch é a instalação, que é feita manualmente, na forma original do sistema, entretanto, existem diversos scripts na internet que te ajudam nessa tarefa. Obviamente você é livre para escolher o caminho que quiser, mas supõem-se que para obter "aquele nível alto de personalização", você deve fazer a instalação de forma manual, o que é discutível, mas é exatamente o que vamos fazer.

Fazendo o download do Arch Linux


Você encontra a ISOs para download do Arch Linux aqui. Depois é só usar um programa como o Etcher para criar um pen drive bootável da distro, como você faria com qualquer outra.

O Arch Linux é uma distribuição Rolling Release, então, não realmente importa tanto a "idade" da ISO que você tiver ou for baixar, ela poderá ser atualizada tranquilamente para a versão mais atual. Eventualmente ISOs mais recentes vão fornecer certos recursos novos, como um Kernel Linux mais recente, o que pode te ajudar a rodar em certos hardwares. De forma geral, meu conselho é sempre baixar a versão mais recente antes de uma instalação.

Conferindo o seu computador para rodar o Arch Linux


O Arch Linux pode rodar em modo BIOS-Legacy ou EUFI, então eu recomendo que você consulte o setup da sua BIOS para verificar como o modo de Boot está configurado, além desativar o Secure Boot, caso ele esteja ativado. Saber isso é importante para quando formos instalar o bootloader no sistema.

A instalação do Arch Linux


Eu fiz todo o processo de instalação em vídeo, assim fica mais simples e você ver claramente cada etapa, logo abaixo, coloquei todos os comandos utilizados e observações, com dicas para facilitar a sua vida. Praticamente "tudo" neste tutorial pode ser feito de forma diferente, se você quiser, mas eu tentei organizar e fazer as coisas de uma forma que dê menos dor de cabeça.

Confira o vídeo com o passo a passo completo:


* Abaixo você encontra os comandos usados no vídeo acima.

O primeiro passo é ajustar o seu teclado, eu utilizo teclados com padrão em Inglês, se você este o seu caso, você não necessariamente precisa alterar o layout dele, porém, caso você use um teclado Brasileiro, ABTN2 (padrão no Brasil), você pode carregar as teclas assim:
loadkeys br-abnt2
Esse carregamento de layout é válido somente para o movo live.

Toda a instalação do Arch precisa de acesso à internet, por isso é importante que você esteja conectado. Por padrão, temos o DHCP ativado no sistema, então, a menos que você tenha um tipo de internet onde seja necessário configurar o IP diretamente na máquina, essa parte não será problema, você pode verificar se você tem conexão "pingando" para algum site, como:
ping google.com 
Caso não exista conexão, vamos precisar configurá-la. Existem várias formas de fazer isso, mas as mais simples são:

Caso você tenha Wi-Fi:
wifi-menu
Abre um diálogo simples de escaneamento de rede, permitindo que você selecione com o teclado a rede desejada, digite a senha e pronto.

Caso você precise configurar a sua rede cabeada, confira estas informações.

Conectou? Bom também! Vamos continuar!

O próximo passo é conferir as suas partições, isso é definitivamente algo particular, por isso vou usar o meu exemplo, e você pode fazer como desejar. Em meu notebook, tenho um SSD de 240GB que será completamente tomado pelo Arch Linux, sem dual boot, caso você deseje fazer dualboot, tome cuidado para não apagar as partições do seu sistema.


Existem vários utilitários para se trabalhar com particionamento, um dos mais populartes é o fdisk. O comando:
fdisk -l
Vai te mostrar todos os seus dispositivos, no meu caso, o primeiro disco é o que vou usar para fazer a instalação, desse modo, ele é o /dev/sda.




Rodando o comando:
fdisk -l /dev/sda
Conseguimos ver todas as partições existentes no disco. Apesar do fdisk ser uma competente ferramenta para tal, eu prefiro usar o cfdisk para fazer o particionamento, ele é "mais gráfico" e vai ser mais fácil para quem não está acostumado. 

Basta rodar:
cfdisk /dev/sda
Vamos ter que criar 3 ou 4 partições (4 no caso e você querer usar uma partição como SWAP ao invés de um swapfile). Caso seja necessário, você deve criar uma nova tabela a partição, escolha GPT se você usar UEFI, se for usar BIOS-legacy, pode ser MBR.

No meu caso ficou:

/dev/sda1 (500MB para o /boot/efi)
/dev/sda2 (50GB para /)
/dev/sda3 (todo o resto para o /home)
/dev/sda4 (2GB para swap)

Lembre de fazer o cfdisk escrever as partições e de marcar a partição que receberá o GRUB (no meu caso a /dev/sda1/ como BIOS bootavel em "type") . O próximo passo é formatá-las:

mkfs.fat -F32 /dev/sda1
mkfs.ext4 /dev/sda2 
mkfs.ext4 /dev/sda3
mkswap /dev/sda4 
Obviamente, você pode preferir outros sistemas de arquivos, além do Ext4, se for o caso, consulte a Wiki do Arch para entender melhor cada comando, ou vefique o manual do mkfs.

Pontos de montagem


O próximo passo é fazer a montagem das partições do sistema, atente-se que será necessário criar algumas pastas para poder fazer a montagem.
mount /dev/sda2 /mnt
mkdir /mnt/home
mkdir /mnt/boot
mkdir /mnt/boot/efi (se for usar EUFI) 
mount /dev/sda3 /mnt/home
mount /dev/sda1 /mnt/boot/efi
swapon /dev/sda4
Feitos os pontos de montagem, você pode querer alterar os mirros do Arch para, quem sabe, fazer o download mais rápido, esse passo é opcional, mas pode ser feito editando o arquivo (estou usando o editor 'nano' nesse caso):
nano /etc/pacman.d/mirrorlist 
Você pode mover o mirror desejado para cima, ou simplesmente comentar com um # os que você não quiser que sejam usados.

Particularmente eu não altero os mirrors, é algo pessoal. O próximo passo é a instalação dos pacotes base do Arch nas partições que você criou:
pacstrap /mnt base 
Algumas pessoas sugerem o "base-devel" também, que são arquivos para desenvolvedores, particularmente não vejo a necessidade de instalá-los, mas se você quiser, apenas acrescente-os ao comando, ficando assim:
pacstrap /mnt base base-devel
Essa parte costuma demorar um pouco, então tome um café ou um chá.  🍵

Feita essa parte, vamos gerar a nossa tabela FSTAB, que vai dizer para o sistema onde estão montadas cada uma das partições, faremos isso usando este comando:
genfstab -U -p /mnt >> /mnt/etc/fstab
Esse "-U" ali "no meio da turma" é para que seja usados os IDs dos discos no FSTAB, ao invés dos rótulos, se tiver dúvidas de como o FSTAB funciona, confira aqui:


Você pode verificar se o arquivo foi gerado com sucesso e o seu conteúdo com:
cat /mnt/etc/fstab
No meu caso, tenho de ter 4 partições, cada qual com suas descrições. Caso algo esteja errado, use um editor de textos para configurar corretamente.

Agora é hora de mudar para dentro do sistema


Até o momento, o que estávamos fazendo eram configurações que eram jogadas para dentro de /mnt, onde o sistema estava montado, agora, vamos mudar para dentro do nosso sistema em processo de instalação com:
arch-chroot /mnt
Uma vez logado no seu sistema (repare que o terminal mudou de aparência), tudo o que você fizer agora, ficará em definitivo no seu Arch Linux. 

Você pode alterar data e hora depois, quando instalarmos uma interface, assim como o fuso horário, mas se você quiser fazer isso agora, manualmente (como manda a 'bíblia'), você pode fazer também, precisamos criar um link simbólico mais ou menos assim:
ln -sf /usr/share/zoneinfo/Região/Cidade /etc/localtime
No meu caso, usando horário de Brasília:
 ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime
Podemos também sincronizar o relógio com as informações da BIOS, se ela estiver correta, o seu relógio também estará, ainda que todo mundo use o horário da internet praticamente hoje em dia:
 hwclock --systohc
O nosso próximo passo é configurar o idioma do sistema, alterando o arquivo locale.gen, faça isso descomentando a linha "pt_BR.UTF-8 UTF-8" com o comando:
nano /etc/locale.gen
Salve e saia e gere o arquivo assim:
locale-gen
Agora, podemos configurar a variável de linguagem em locale.conf, usando este comando:
 echo LANG=pt_BR.UTF-8 >> /etc/locale.conf
Caso você queira usar o teclado com o layout abnt2 (não é o mseu caso), use este comando:
echo KEYMAP=br-abnt2 >> /etc/vconsole.conf
Temos agora uma série de configurações que pode ser feita, tanto agora, quanto depois da instalação em si, mas, para fins de deixar o seu sistema "mais pronto", vamos editar o nome do host para rede:
nano /etc/hostname
Geralmente eu coloco o nome "arch" aqui, mas pode ser qualquer nome que você queira, apenas tenha ele em mente para editar o /etc/hosts:
nano /etc/hosts
Dentro desse arquivo adicione:

127.0.0.1      localhost.localdomain            localhost
::1               localhost.localdomain            localhost
127.0.1.1     meuhostname.localdomain    meuhostname 

Em "meuhostname", nesse caso, seria "arch", sem aspas.

Vamos configurar agora a senha nova para o seu usuário root:
passwd
Digite duas vezes a sua nova senha e não a esqueça! (Anote-a se for necessário)

Você pode criar outros usuários se você quiser agora, mas isso também pode ser feito depois, pela interface, o que acaba sendo mais simples. De toda forma, como exemplo, você pode criar um ususário com o seu nome:
useradd -m -g users -G wheel nome_desejado_para_o_usuario
Vamos aproveitar a ocasião para instalar alguns pacotes que serão úteis na pós instalação do sistema:
pacman -S dosfstools os-prober mtools network-manager-applet networkmanager wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo
Caso você já tenha criado outro usuário, e tenha instalado o "sudo" como eu fiz, é preciso adicionar o seu usuário dentro do arquivo "sudoers":
 nano /etc/sudoers
Ao final do arquivo adicione "USER_NAME   ALL=(ALL) ALL", por exemplo:
dionatan ALL=(ALL) ALL
Salve e saia.

Você pode criar um usuário usando o "useradd" normal, sem usar parâmetros, como você faria em outras distros, porém, esse comando "cru" no Arch Linux, não cria a sua pasta de usuário na home, então você pode criar ela manualmente, por exemplo:
mkdir /home/dionatan
E então mude a home para lá com:
usermod -d /meu/novo/home -m dionatan

Instalando o GRUB 


Essa é uma parte onde muita gente "se perde", pois existem dois caminhos para se seguir, se você usar:

##BIOS##

pacman -S grub
grub-install --target=i386-pc --recheck /dev/sda
cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo

##EUFI##

pacman -S grub-efi-x86_64 efibootmgr
grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot/efi --bootloader-id=arch_grub --recheck
cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo
E por fim, vamos gerar o arquivo de configurações do Boot:

grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg
Chegamos ao final da instalação padrão, digite "exit" ou pressione "Ctrl+D" e use o comando "reboot" para reiniciar o computador, remova o pen drive da máquina.

Depois da instalação


Depois de reiniciar o seu computador, já com o Arch Linux instalado no seu HD/SSD, logue-se com o usuário root para fazer mais algumas modificações, o nome do usuário é "root", sem aspas, e a senha, é a que você definiu com o passwd.

Precisamos conectar o nosso sistema à internet novamente, mais uma vez, você pode usar o wifi-menu para conectar a uma rede wireless, ou então, usar o networkmanager que instalamos antes:
wifi-menu
systemctl status NetworkManager
systemctl start NetworkManager
Com a sua internet funcionando, vamos instalar alguns pacotes básicos para o funcionamento de qualquer interface, vamos atualizar o sistema e instalar o Xorg inicialmente:
pacman -Sy
pacman -S xorg-server 
Vamos instalar agora os drivers de vídeo:

##Intel##
pacman -S xf86-video-intel libgl mesa
##Nvidia##
pacman -S nvidia nvidia-libgl mesa
##AMD##
pacman -S mesa xf86-video-amdgpu
Caso você esteja usando o Arch em uma máquina virtual, como o Virtualbox, instale estes pacotes:
pacman -S virtualbox-guest-utils virtualbox-guest-modules-arch mesa mesa-libgl
Daqui por diante, depende um pouco do que você vai querer instalr como interface, se vai ser GNOME, KDE Plasma, XFCE, etc.

##GNOME##
pacman -S gdm
systemctl enable gdm
Observe que neste caso, grupos de pacotes (meta-pacotes) como o "gnome", instalam um conjunto amplo de aplicações (semelhante ao que o Fedora Linux entrega por padrão), se você quiser uma instalação mais enxuta, selecione os pacotes manualmente, como "gnome-shell", "gedit", etc. 
pacman -S gnome gnome-terminal nautilus gnome-tweaks gnome-control-center gnome-backgrounds adwaita-icon-theme
Você também pode querer instalar um outro navegador ou qualquer outro pacote, como o Firefox:
pacman -S firefox 
#KDE Plasma##
pacman -S sddm
systemctl enable sddm
pacman -S plasma konsole dolphin
##XFCE (instalado com GDM ou SDDM)##
 pacman -S xfce4 xfce4-goodies xfce4-terminal
Para outros ambientes, mais uma vez, consule a Arch Wiki. Independente de qual ambiente você escolha, ative agora o Network Manager no boot do sistema para que a sua internet volte funcionando 100%.
systemctl enable NetworkManager
Agora é só reiniciar o sistema.

Se tudo deu certo, você tem um novo Arch Linux, logue-se via interface com o seu usuário Root e aproveite para criar um novo usuário tradicional para que você use o sistema confortavelmente sem problemas de segurança, lembre-se de adicioná-lo ao arquivo sudoers, se quiser usar o sudo para rodar os comandos.

Por fim, quero deixar aqui alguns links de referência para utilização deste material, eles pode ajudar a tirar algumas eventuais dúvidas que surjam no processo de instalação.

- Wiki: Install Guide em Português
- Instalação do GRUB

Isso é tudo pessoal, eu tentei produzir o conteúdo mais denso que eu pude, até o momento, sobre a instalação do Arch Linux, espero sinceramente que o material de ajude na sua jornada.

Se puder, ajudede-nos a compartilhar o conhecimento, espalhando este artigo e o nosso vídeo.

Até a próxima!
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Polo - Um gerenciador de arquivos surpreendente para Linux

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Apesar de existirem muitas opções dentro do mundo Linux para gerenciadores de arquivos, como o Nautilus do GNOME e o Dolphin do KDE, além outros usados em ambientes específicos, como o Nemo do Cinnamon e o Thunar do XFCE, pode ser que você queira algo diferente, por isso, hoje você vai conhecer um projeto chamado "Polo".

Polo File Manager





O Polo é um gerenciador de arquivos bem versátil, com vários recursos diferentes. Seu desenvolvedor é "Teejee2008", um produtor de software para Ubuntu de longa data. Apesar do desenvolvedor ter focado muito da sua vida a desenvolver softwares para o Ubuntu, o Polo File Manager não necessariamente precisa ser usado com ele, ou mesmo com a interface GNOME Shell, podendo ser usado em outras distros e interfaces também.

Polo File Manager

Apesar do visual aparentemente simplista, não se engane, os menus e organização do Polo oferecem recursos avançados e variados. Ainda em Beta, você pode encontrar uma descrição completa dos recursos do Polo no site oficial, entrentanto, podemos destacar:

• Múltiplos painéis, podendo-se dividir os espaços verticalmente e horizontalmente, criando assim até 4 espaços separados. Esse modo pode ser ativado pela tecla de atalho F4;

• Existem várias formas diferentes de visualizar os arquivos também, além da navegação em abas, já tradicional. Listas, ícones e até mesmo o modo Media View completam a gama de opções;

• O Polo também incorpora um gerenciador de dispositivos, favoritos e muito mais!

Polo File Manager e seus recursos


Além destes recursos bacanas, mas até certo ponto "comuns", o Polo também tem alguns recursos mais avançados como:

• Ações para manipulação de PDF, como unir e separar arquivos e páginas, adicionar senhas, rotacionar o PDF, etc;

• Opções avançadas para montagens de ISOs, desde a opção de bootar diretamente em um máquina virtual KVM, caso esteja instalada obvivamente, até criar um pen drive bootável com a ISO;

• Existem opções para manipular imagens, como rotacionar, redimencionar, reduzir a qualidade, otimizar imagens em PNG, converter para outros formatos, reduzir cores, etc;

• Checagem de  SHA2-256 e SHA2-512 diretamente do gestor de arquivos, para que você possa verificar a integridade de arquivos que baixe, como ISOs de distros Linux;

• Ferramenta para download automático de vídeos do YouTube, integrando o popular youtube-dl a uma interface mais amigável;

• E integração com serviços de Cloud Storage, como Dropbox e Google Drive via RClone.

Como fazer o download do Polo File Manager?


Talvez você já tenha se empolgado para testar essa nova ferramenta, mas é importante alertar novamente que se trata se um software em estágio Beta de desenvolvimento, ou seja, bugs são esperados. Mais do que isso, o software está todo em Inglês, apesar de isso não ser um grande problema, é o tipo de coisa que pode afastar algumas pessoas.

Na página de download você encontra pacotes .deb em 32 e 64 bits para download, compatível com Ubuntu e derivados, além disso, também estão disponíveis arquivos contendo o código fonte da aplicação e um instalador com a extensão .run, que deve funcionar em outras distribuições também, e que foi testado no Fedora, Arch e Debian.

Dica 1: No caso de baixar o arquivo .deb, basta dar dois cliques e fazer a instalação. Depois de instalado você encontra a aplicação no menu do seu sistema.

Dica 2: Caso você opte pela opção em .run, basta rodar usando este comando:

# 64-bit 
sudo sh ./polo*amd64.run 
# 32-bit
sudo sh ./polo*i386.run

Em seu GitHub, o desenvolvedor do Polo nos mostra também a possibilidade de fazer uma instalação via PPA, usando o terminal:

sudo apt-add-repository -y ppa:teejee2008/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install polo-file-manager
Ao utilizar o PPA, você recebe atualizaçães automaticamente quando houverem novos lançamentos, juntamente com as atualizações tradicionais do seu sistema. Caso você não goste, ou prefira usa a interface ao invés do Terminal para adicionar o PPA, confira este artigo.

Limitações 


Como todo software Beta, são esperados bugs, e como todo software Open Source, você é incentivado a reportar ao desenvolvedor para que eles sejam corrigidos.

Mesmo conseguindo utilizar o meu tema de ícones (Yaru Dark), o Polo foi desenvolvido com o tema Arc-Dark em mente, de forma que ele não vai respeitar o seu tema GTK completamente. Alguns trechos de texto também podem ficar com problemas, especialmente os que contém caracteres especiais comuns na língua portuguesa, mas incomuns na inglesa, como o "ç" e palavras que possuem acentuação.

Para ajudar o projeto a melhorar, você pode fazer doações para o dev via Paypal, Patreon ou Bitcoin.

Faça parte de nossa comunidade e não perca nenhuma assunto do mundo da tecnologia, acesse o fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Lembre de nos contar o que você achou do Polo e até a próxima!

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Jogue títulos do Playstation 3 no Linux com o RPCS3

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terça-feira, 18 de junho de 2019

O Playstation 3 é um dos consoles mais aclamados da Sony, claro que o Playstation 2 está em posições mais altas na lista dos “sonystas” (que lista é essa? 😁😁😁). Lançado em 11 de Novembro de 2006, no Japão, o “Play 3” (para os mais íntimos), só chegou em terras tupiniquins em 2007. Com continuações de títulos aclamados como, God of War e novos jogos sensacionais (The Last of Us é um deles), o Playstation 3 conquistou uma legião de gamers.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Particularmente sempre fui mais do lado dos “consoles de mesa e portáteis”, jogando esporadicamente no PC. Há alguns anos que venho me aprofundando mais por essas bandas de “games no desktop”. Para quem tem jogos favoritos no Playstation 3 e por algum motivo não tem mais acesso ao hardware da Sony. Não consigo parar de pensar em meu PSP que recentemente “morreu” (😭😭😭), jogar no computador pode ser uma alternativa. Claro, que nem todos os jogos funcionarão na solução que irei demonstrar. Porém, quem sabe não “mate a saudade”.

RPCS3 o emulador de Playstation 3 


O RPCS3 é um emulador de Playstation 3, open source, que está em constante desenvolvimento. Com uma compatibilidade de games interessante, cerca de mais de 40% dos games classificados como jogáveis, o emulador pode ser uma ótima alternativa. Com versões para Linux e Windows, existe a possibilidade de se divertir com clássicos do PS3.


Requisitos mínimos (o funcionamento pode não ser como o esperado)


  • CPU: Qualquer processador compatível com 64 bits;
  • GPU: OpenGL 4.3 ou superior;
  • RAM: Mínimo 2 GB;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Requisitos recomendado (para funcionamento satisfatório dos games)


  • CPU: Intel Quad-core ou superior com TSX-NI (Haswell ou superior);
  • CPU: AMD Hexa-core ou superior (Ryzen);
  • GPU: Placa AMD ou NVIDIA compatível com Vulkan;
  • RAM: 8 GB ou mais;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Para usuários do Windows, é necessário a última versão do Microsoft DirectX instalado no sistema e o Microsoft Visual C ++ 2017. Outro requisito para o funcionamento do emulador é a firmware do Playstation 3. Por razões legais o mesmo não pode acompanhar tal arquivo. Entretanto, você pode efetuar o download do arquivo de atualização de sistema do PS3 (PS3UPDATA.PUP) no site oficial da Sony por este link. Com o “PS3UPDATA.PUP” não será obrigatório o “dump” da firmware de seu console.

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A versão do RPCS3 para Linux encontra-se no formato AppImage. Acesse este link e efetue o download do emulador

Configurando o RPCS3 em sua distribuição


Após baixar o programa, em um local de sua escolha, dê as devidas permissões para a execução do AppImage (não sabe como proceder? Acesse este post e veja como é simples).

Execute o RPCS3, no menu acesse “File >> Install Firmware”. Selecione o arquivo “PS3UPDATA.PUP”, que você fez o download previamente, e clique no botão “Open”.

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Em seguida, se tudo deu certo, está mensagem aparecerá. Aperte em “ok”.

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Os módulos PPU começarão a serem compilados. Dependendo da velocidade do seu processador, este processo poderá ser mais rápido ou lento.

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Performance e ajustes no RPCS3


Algumas configurações estão disponíveis no RPCS3, com elas podemos tornar as gameplays mais fluidas. Recomendo sempre pesquisar previamente sobre o jogo específico que está tentando emular. Existem dicas muito valiosas no Youtube, demonstrando todo procedimento. Para um aspecto geral, podemos efetuar da seguinte maneira:

No menu do emulador, contido no painel superior, acesse “Configuration” ou “Config”. Iremos começar com a categoria “CPU”.

  • Na seção “PPU Decoder”, deixe marcado “LLVM Recompiler (fastest)”; 
  • Na seção “SPU Decoder”, deixe marcado “ASMJIT Recompiler (faster)”, entretanto, recomendo testar a função em desenvolvimento “LLVM Recompiler (experimental)”;
  • Em “Firmware Settings” deixe “Automatically load required libraries”. Em jogos específicos poderá ser necessário mudar para opção “Manually load selected libraries”;
  • Firmware Libraries” é quando você selecionou para marcar manualmente as bibliotecas, em alguns jogos esse processo é muito importante para seu funcionamento;
  • Additional Settings” possui configurações com foco em processadores com, Ryzen e i5, i7 e alguns i3. Caso possua um Ryzen, marque todas as opções, menos “Accurate xfloat”. No caso dos Intel, não marque nem a “Enable thread scheduler” ou “Accurate xfloat”;
  • Preferred SPU Threads”, selecione o máximo de Threads conforme seu processador (o máximo até o momento são 6 threads); 
  • SPU Block Size”, deixe como “Safe”.

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Na segunda aba, “GPU”, configurações como, resolução nos jogos, framelimit (a quantos FPS eles irão rodar), filtro anisotrópico, anti-aliasing, etc. Poderão ser configurados. Neste quesito é bem subjetivo, pois, você não poderá selecionar 60 na opção “Framelimit” em algum jogo que funcione em 30 fps. Na realidade até poderá, entretanto, seu funcionamento não será como o esperado. Sempre pesquise se o jogo em questão suporta 60 fps ou teste, e caso ocorra algum problema, mude para 30 fps novamente. Uma opção importante e que deve ser mencionada é na seção “Render”. Alguns games funcionarão melhor sobre OpenGL (utilizando apenas seu processador) e outros via Vulkan (com uso da sua GPU). Como sempre, eis a importância do teste. 

  • Em “Additional Settings” deixe marcado “Write Color Buffers”.

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Na aba “Audio” pouquíssimas configurações são necessárias. Então, configure apenas as que demonstrarei.

  • Em “Audio Out” você pode selecionar “PulseAudio”;
  • Na seção “Audio Settigns” , marque a opção “Downmix to Stereo”. Caso perceba algum problema na reprodução do áudio, volte na seção “Audio Out” e selecione “ALSA”.

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A seção “I/O” não exige configurações, na próxima, “System” você pode configurar o tamanho máximo de cache em disco, região do console, língua e homebrew.

  • Console Language” deixe em “Portuguese (BR)”;
  • Em “Enter Button Assignment”, deixe “Enter with cross”;
  • Deixe selecionado “Enable /host_root/” em “Homebrew”.

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Alguns jogos necessitam de conexão com a internet, não foi o caso dos que testei, mas como já reforcei, pesquise caso haja esse requerimento por parte do game. Para habilitar internet acesse a aba “Network” e mude o status da conexão para “Connecting”.

Outra aba que não costumo modificar nada é “Emulator”, apenas troco o tema do RPCS3 na aba “GUI”.

Assim na seção “UI Stylesheets” deixe no tema que mais lhe agrada. Como tenho preferência por uma interface mais escura, utilizo o “Kuroi (Dark by Ani)”.

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Salve todas as modificações que fizemos, clicando em “Save”.

Clicando com o botão direito do mouse sobre os jogos, já instalados, você pode configurar cada um indiferente do outro. Isso é bem útil e resolve configurações especificas de um determinado game. Além de outras informações como, compatibilidade, possibilidade de remover o jogo, ir até a localização de seus arquivos, entre outras coisas.

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Configurando seu joystick no RPCS3


A configuração de joysticks é muito simples no RPCS3. Suportando o DualShock 3 e 4, você poderá ter uma experiência confortável utilizando o controle da Sony. Também existe a possibilidade de utilizar um teclado, e joystick de Xbox 360. Infelizmente não consegui utilizar controles genéricos no emulador (se não me engano um que possuía, genérico do Xbox 360, “compatível com o console”. Não posso confirmar, pois, o mesmo deu defeito). para configurar o joystick vá em “Pads” (um símbolo bem sugestivo de joystick 😁😁😁). Após setar todos os botões, conforme seu joystick, clique em “Add Profile” se quiser criar um customizado ou salve, no botão “save”.

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Gerenciamento de usuários, sistema de arquivos, saves e dados


O RPCS3 pode ser multi-usuário, ao criar novas contas e separar os saves e progressos de cada um. Isso torna o emulador interessante para mais de um utilizador ou quem deseja criar saves distintos para cada momento. Confesso que pouco explorei essa opção e outra chamada “Thropies”. Algo “semelhante as conquistas da Steam”, na qual alguns games possuem. Para não me alongar muito, e caso tenha interesse nas opções de gerenciamento do RPCS3, acesse esta página oficial do projeto. No windows os saves dos games estão contidos em “\dev_hdd0\home\00000001\savedata\”. Já na versão Linux esse diretório com os saves encontra-se em “~/.config/rpcs3/”. Faça sempre backup desses arquivos antes de formatar seu sistema.

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Instalando games de Playstation 3 no RPCS3


A instalação dos jogos no RPCS3 é bem simples, obviamente que será necessário ter efetuado o download do game em questão, e por motivos legais não podemos distribuir jogos do Playstation 3, esse procedimento fica ao seu encargo. O arquivo de instalação dos jogos é no formato “.PKG” e alguns jogos necessitam de extensão “.RAP”.

Para instalar um jogo em “.PKG”, vá no menu, na barra superior. Depois em “File >> Install .pkg”. Certos jogos necessitam de um arquivo extra, o já comentado, “.RAP”. Se o game em questão ter esse arquivo complementar, adicione o mesmo manualmente na pasta localizada em “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/home/00000001/exdata” (ou simplesmente você poderá arrastá-los e soltá-los na janela principal do emulador, vale o teste). 

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Os arquivos de jogos instalados via “.PKG” ficam localizados no diretório “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/game”.

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Depois de finalizar a instalação, execute o jogo. Vários módulos PPU começarão a serem compilados, não se assuste com algumas mensagens de erro no “terminal do emulador”, isso é absolutamente normal. O tempo de espera até o início do game é variável. Seja por conta de seu hardware ou “peso do jogo”, então, “muita hora nessa calma” (acho que troquei as bolas 😁😁😁).

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Executando jogos de PS3 no formato ISO ou mídias físicas 


Outra maneira de executar os jogos do “Play 3” no RPCS3 é utilizando uma mídia física ou arquivo ISO. Como não possuo um leitor Blu-ray, e somente alguns leitores são compatíveis para execução das mídias físicas do Playstation 3 (indo no final da página contida neste link, existe uma breve lista de leitores compatíveis), um arquivo ISO pode ser uma forma de contornar essa limitação. Você pode tanto extrair os arquivos de suas próprias mídias físicas, ou baixá-los da internet. Pelo que percebi é bem comum eles virem “prontos para o uso”. Todavia, caso o jogo esteja em “.ISO”, monte em uma unidade virtual e copie os arquivos para um diretório com seus games.

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Dentro dos arquivos, existirá uma estrutura de pastas semelhante em todos os games. Por exemplo, extraí os arquivos do game “Soulcalibur IV”. O arquivo que você irá selecionar com o emulador RPCS3 é o “EBOOT.BIN”. Localizado em “NOME-DO-SEU JOGO/PS3_GAME/USRDIR/EBOOT.BIN”.

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No RPCS3 vá em “File >> Boot SELF/ELF”.

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Navegue até o arquivo “EBOOT.BIN” do seu jogo e clique em “Open”. Assim como os “.PKG”, o game aparecerá na Game List do emulador (Não apague ou mude a localização destes arquivos).

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E pronto! Execute o seu jogo… Lembre-se de sempre verificar a lista de compatibilidade dos jogos e pesquisar na internet por eventuais configurações do jogo em questão. 

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Gosto bastante de acompanhar a evolução desses emuladores, e o RPCS3 sem dúvidas é um dos que sempre estou de olho (😜😜😜). Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se você curte um game ou tem alguma dúvida, o pessoal sempre se une para auxiliar o próximo. 

Até o próximo post, que esse deu trabalhão (😵😵😵), SISTEMATICAMENTE! 😎
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