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Canonical vai ajudar a British Telecom na migração do 5G na UK

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terça-feira, 13 de agosto de 2019

O 5G é uma tecnologia que está vindo para mudar o cenário de conexão móvel, pois ela permite Downlink de 20 Gbps, Uplink de 10 Gbps, latência de menos de 1ms e um número de conexões simultâneas extremamente grande, algo em torno de 1 milhão/km² (100X da 4G).

Canonical vai ajudar a British Telecom na migração do 5G na UK





Uma das maiores operadoras da Europa e do mundo, a British Telecom ou BT, fechou uma parceria muito importante com outra grande empresa do ramo de tecnologia, a Canonical (responsável pelo sistema operacional Ubuntu), que usando tecnologia OpenStack, irá  levar o seu 5G para todo Reino Unido e para os clientes em todo o mundo.

A Canonical vai oferecer um Gerenciamento de Infraestrutura Virtual (Virtual Infrastructure Manager, VIM) open source, que fará parte do programa de Virtualização com Função de Rede (Network Function Virtualisation, NFV) da BT. Com isso, a telecom vai conseguir suprir às demandas necessárias do 5G, além de conseguir acompanhar as constantes mudanças na rede.

Para que o VIM seja implementado de forma completa, está sendo utilizado o Juju da Canonical, junto com o Charms DevOps tools Metal-as-a-Service (MaaS), provendo assim as ferramentas necessárias para a “cloud” da BT. Completando o “time”, o “core” do 5G vai estar sobre o Ubuntu Advantage for Infrastructure, assim dando suporte e gerenciamento contínuo para toda a rede 5G da BT. A rede da telecom conta com 30 milhões de clientes móveis e 10 milhões de banda larga fixa.

“Vou ser honesto, quando começando as observar potenciais parceiros, eu não estava considerando a Canonical, porque, francamente, eu ainda não tinha ouvido falar deles exatamente. Claro, eu conhecia o Ubuntu, mas nada muito além disso, porém, na fase de testes e requisição por propostas, foi claro que eles tinha incríveis capacidades e pessoas inteligentes, e compartilhando dos nossos ideais.  A Canonical está nos provendo com soluções ‘cloud-native”, que são a nossa base, para que possamos criar uma rede inteligente e com grande alcance. Utilizando tecnologias open source vamos assegurar juntos que possamos entregar a nossa promessa de ampla cobertura, e permitir-nos a liderança mundial de experiência de internet 5G para nossos clientes.” comentou Neil McRae, BT Group's chief architect, sobre a escolha da Canonical.

“BT é reconhecida no Reino Unido por eficiência, flexibilidade e inovação através de uma arquitetura aberta, que percebe o valor para cada modo de trabalhar, e permite a entrega de novas tecnologias e serviços 5G.  Estamos felizes em trabalhar com eles na fundação deste projeto que vai levar a internet 5G da BT para seus clientes”, comenta o CEO da Canonical, Mark Shuttleworth sobre a escolha.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

A Canonical tomou uma decisão para a versão 19.10 do Ubuntu, esta não terá mais suporte a pacotes e para a arquitetura de 32 bits, ou x86, se preferir. A confirmação foi feita por Will Cooke no fórum do Ubuntu.

Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10






Na postagem de Cooke, é mencionado que a equipe de desenvolvimento do Ubuntu já vinha discutindo há mais de um ano o abandono da arquitetura i386, pois para manter a mesma qualidade de suporte, estava tomando muito tempo e recursos dos desenvolvedores,  visto também que o Kernel Linux, toolchains e os navegadores de internet estão deixando de suportar a arquitetura i386 (x86). Além disso, as correções e recursos na área de segurança mais recentes, não estão sendo mais desenvolvidas em tempo hábil para a arquitetura de 32 bits, assim chegando apenas em alguns casos só para 64 bits. Isso também foi discutido em uma lista de emails pública do Ubuntu. De forma resumida, o esforço para manter a versão de 32 bits é tão grande quanto o de manter a versão de 64 bits dos pacotes, mas atualmente poucas pessoas realmente utilizam tais pacotes.

Também foi comentado, que o Ubuntu 18.04 LTS será o último “da sua linha” a ter suporte a arquitetura, e que já na próxima LTS (20.04), não teremos mais suporte. Se você precisar de suporte a algum componente da arquitetura i386, a Canonical recomenda você permanecer nas versões 16.04 LTS ou 18.04 LTS, dando ênfase para a migração para a última LTS mencionada. Vale mencionar que o Ubuntu 18.04 LTS tem suporte até 2023, e o seu ESM (Extended Security Maintenance) vai até 2028 (nesse último caso, é pago).

Para quem desenvolve, a recomendação da Canonical é empacotar os seus aplicativos via snap e usar o “core18” (do Ubuntu 18.04) para ter o suporte de 32 bits.

Partes Polêmicas


Sei que muitos vão perguntar sobre a Steam, WINE, flavours e distros que são derivadas do Ubuntu. Bom, vamos por partes.

Sobre as flavours, Will Cooke foi categórico, todas as flavours vão seguir o mesmo caminho da “distro mãe”, sendo assim, a partir da versão 19.10, elas vão deixar de oferecer suporte a arquitetura i386. Isso acontece porque elas são construídas a partir do mesmo repositório ou pacote de softwares, e como eles vão deixar de dar suporte, aí seguem o mesmo “caminho”. 

As distros derivadas, como Mint, Pop!_OS, Zorin e etc; seguem quase a mesma premissa das flavours, se quiserem manter o suporte para a arquitetura i386, basta ficar na base do Ubuntu 18.04 LTS, ou então, passar a manter seus próprios pacotes de 32 bits por mais algum tempo.

Sobre os jogos via Steam e o Wine, Will dedica um boa parte de sua publicação comentando:

Q. A Steam não usa bibliotecas de 32 bits? Como posso jogar meus jogos?

A própria Steam empacota um runtime contendo as bibliotecas de 32 bits necessárias para executar o cliente Steam. Além disso, cada jogo instalado via Steam pode enviar as suas bibliotecas de 32 bits de que necessitam. Estamos discutindo com a Valve sobre a melhor maneira de fornecer suporte a partir das 19.10.

Pode ser possível executar jogos de 32 bits somente dentro de um contêiner LXD executando uma versão de 32 bits do 18.04 LTS. Você pode usar “pass through” da placa gráfica para o contêiner e executar seus jogos desse ambiente de 32 bits.

P. Como posso executar aplicativos Windows de 32 bits se o WINE de 32 bits não estiver disponível no arquivo?

Tente o WINE de 64 bits primeiro. Muitas aplicações “apenas funcionam”. Se não, deve ser usado métodos similares como para jogos de 32 bits. Isso é, usar uma máquina virtual baseada em 18.04 LTS ou um contêiner LXD que tenha acesso total ao WINE multiarch de 32 bits e às bibliotecas relacionadas.

Para ler a postagem completa e inglês do Will Cooke, você pode acessar através deste link.

Esse tipo de mudança pode afetar em diferentes níveis o suporte a determinados jogos no Ubuntu, mas teremos que ver o que sairá deste acordo entre Valve e Canonical. A situação de criar um container de LXD só se torna viável se for automatizada, se depender do usuário fazer isso, é apenas uma piada de mau gosto do senhor Will Cooke.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Lançada a versão 1.0 do servidor gráfico Mir pela Canonical

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

No último dia 21 de Setembro, a equipe de desenvolvimento do servidor gráfico Mir, projeto esse encabeçado pela Canonical, lançou a versão 1.0 do projeto com foco em “Internet das Coisas” (IoT).


Lançada a versão 1.0 do servidor gráfico Mir pela Canonical






Em comunicado no blog oficial a equipe, através do Alan Griffiths,  comemora o lançamento da versão mostrando algumas aplicações viáveis do projeto nas tecnologias presentes nos dias de hoje e também explicando o porquê da adoção do Wayland ao invés do X11. Também mencionam a criação do mir-kiosk, projeto este voltado para quiosques (terminais de consulta por exemplo) que precisem de IoT. Eles vão rodar em cima de uma versão do Ubuntu chamada de Ubuntu Core e com vários aplicativos feitos em QT.


Em comunicado no blog oficial a equipe, através do Alan Griffiths,  comemora o lançamento da versão mostrando algumas aplicações viáveis do projeto nas tecnologias presentes nos dias de hoje e também explicando o porquê da adoção do Wayland ao invés do X11. Também mencionam a criação do mir-kiosk, projeto este voltado para quiosques (terminais de consulta por exemplo) que precisem de IoT. Eles vão rodar em cima de uma versão do Ubuntu chamada de Ubuntu Core e com vários aplicativos feitos em QT.

Sobre a adoção do Wayland ao invés do X11, Alan declarou o seguinte:

“O Wayland pretende ser um substituto mais simples do X, mais fácil de desenvolver e manter… Wayland é um protocolo para um compositor conversar com seus clientes, bem como uma implementação da biblioteca C deste protocolo.”

E ainda segundo o comunicado, eles enaltecem a importância do X11 ao longo dos últimos 30 anos e que foi de suma importância para o desenvolvimento do sistemas e interfaces que assim precisaram dele, mas que para os dias atuais ele não atende mais às necessidades. Um dos pontos que ele comenta é a “falta de segurança”  que o X11 tem em relação a um aplicativo mal - intencionado em obter informações de outros aplicativos rodando nele e assim não protegendo às informações pessoais.

Já o Wayland, na visão do Alan, proporciona esse nível de segurança e que como o Mir foi projetado desde o início com o foco em segurança, seria o “casamento perfeito” e assim tornando o sistema mais robusto contra ataques.

Ele ainda fala que os aplicativos feitos em GTK3 e 4, QT5 e SDL2 usufruirão dessa dobradinha “Wayland+Mir”, já que o Mir, além de ser um servidor gráfico, também pode ser usado como compositor.

Para saber mais da nova versão, veja no blog oficial.

Muito legal ver o projeto retomando com esse foco e quem sabe em um futuro próximo poder ser usado em computadores pessoais e de empresas. Ficamos na torcida para que de certo.

Espero você até a próxima e um forte abraço.
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