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Mark Shuttleworth: "...A comunidade ficou com raiva de ambos Unity"

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O então CEO da Canonical e criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, através de uma entrevista para o canal “TFiR: Open Source & Emerging Technologies” expôs sua opinião sobre diversos assuntos relacionados ao Ubuntu e consequentemente ao mundo Linux. Então saiba o que pensa Shuttleworth…

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Mark é conhecido por ter opiniões “fortes” e plenas convicções em sua forma de pensar, algo que aprecio, porém pensar “fora da caixinha” ou ser enfático em algo pode gerar situações não tão agradáveis, ainda mais quando lidamos com seres humanos. Logo abaixo você verá as partes que mais me chamaram atenção, da breve entrevista.

Porque o desktop Linux/Ubuntu falhou?


Esse é basicamente um dos questionamentos feitos à Mark e o mesmo fala sobre a dificuldade de enfrentar um público tão exigente, composto em sua maioria por desenvolvedores de software. Mas porque é difícil agradar aos usuários Linux? Parece que isso está relacionado a maleabilidade e poder que o Linux acaba dando aos usuários que é “um público que gosta de mudar as coisas, têm suas próprias opiniões e não quer o mesmo que os outros”, diz ele. Ainda sobre o mesmo assunto, Mark afirma que não adianta argumentar e dizer que por exemplo: “esta é a melhor mesa”, pois a resposta será algo como: “não é a melhor para mim”. Realmente devido a pluralidade de escolhas nós usuários de Linux, acabamos customizando/adaptando o sistema ao nosso uso, entretanto mesmo que sejamos criteriosos não vejo isso como um real impedimento. Afinal, todo usuário consciente tem dentro de si um bom senso do que é bom para um todo. Ao menos eu sou assim e você também pensa assim? (❔❓❔) 

Sobre o Unity, Shuttleworth diz ter aprendido a lição: “Eu achava que estávamos fazendo um trabalho realmente bom, um ótimo trabalho, mas as pessoas não gostavam de ser pressionadas, então agora eu penso em dar suporte ao GNOME, KDE, MATE; e dar aos desenvolvedores a liberdade de escolher o que quiserem”.

Outra descoberta é saber que Shuttleworth gosta bastante do Chrome OS, e acredita que o “não sucesso do Linux nos desktops” foi devido “...não inventamos nada no desktop Linux que foi muito avançado em seu tempo” ao contrário da Google com sua distro Linux. “Eu amo o que os caras do Chrome OS fazem , porque é essencialmente uma visão futurista do desktop como uma extensão da web, e é por isso que eles merecem seu sucesso, porque estavam dispostos a criar algo que não existia em um mundo onde para maioria das pessoas a área de trabalho é algo que se parece com o Windows”. E “Na comunidade de software livre, só nos permitimos falar sobre coisas que se parecem com algo que já existe e estamos nos definindo como uma série de bifurcações e fragmentações ", diz ele. 

O “engraçado” deste último comentário de Mark, é que isso se parece muito com o atual posicionamento da Canonical, dá para perceber que ele ainda sente “um aperto no peito” por ter “abandonado” a ideia de convergência no Ubuntu. Isso evidencia-se num trecho da entrevista, logo após falar que a comunidade não se permite coisas novas: "Foi algo que achei muito difícil com o Unity, porque pensei que articulamos uma visão de convergência ... e creio que acontecerá; E que o iOS e o Mac vão convergir. Estávamos dez anos à frente, mas a comunidade não nos deixou fazer isso, o que é loucura".


Mas o que acho interessante é que a comunidade ficou com raiva de ambos Unity. E não entendo esse comportamento”.

Talvez eu (HenriqueAD) estivesse em uma bolha, porém mesmo ouvindo reclamações sobre o Unity, num aspecto geral sempre o vi como “a cara do Ubuntu”. Sei que fora do mundo Linux, o Unity era algo que chamava a atenção, ele foi justamente um dos motivos de me aproximar do Ubuntu. Outro aspecto é que de fato a comunidade criticava fortemente o projeto do Unity 8, todavia a Canonical “deu alguns motivos”, justamente por adiar várias vezes o seu lançamento, criando uma desconfiança sobre o quão maduro e bom seria a interface. Não esqueçamos que o Unity 8 nos foi “vendido” como algo revolucionário, a tão “endeusada” convergência. 

Entendo que deve ser difícil trabalhar em algo e pessoas criticarem o tempo todo, só que damos tanto peso as críticas que abafamos os elogios. E no meu ponto de vista esse foi o erro de Mark, claro que seus esforços no desenvolvimento do Unity 8 e Ubuntu Phone estavam criando um rombo nos cofres da empresa. Me parece que ele esperava maior engajamento da comunidade e no desenvolvimento, que abraçassem a ideia, talvez isso teria evitado “o rio de dinheiro desperdiçado no projeto”. Alegar que “a comunidade não nos deixou fazer isso” é algo muito forte. Nem sempre ideias boas são abraçadas pelas massas, mas afirmar que a “culpa” foi da comunidade, me soa muito estranho.

Linux e sua fragmentação


Ao ser questionado sobre a fragmentação no desktop Linux, de projetos que são “teoricamente” redundantes, que apenas um seria necessário (Snap, Flatpak e AppImage são exemplos citados), Shuttleworth respondeu: “Creio que uma das grandes coisas no Linux e software livre é que ela atrai pessoas que querem ser diferentes , que querem mudar as coisas. Isso é genial, é um grupo incrivelmente engenhoso, mas torna um pouco difícil conseguir o que você está pedindo, para criar algo que funcione para todos”.

Outra pergunta feita a Mark, foi sobre a imensidão de distribuições Linux, e se apenas uma não seria melhor. O criador do Ubuntu logo respondeu que isso só seria possível se o Linux tivesse sido de código fechado, e não seria de fato Linux. 

Muitas pessoas “não param para refletir” o quanto é caro desenvolver o Linux, que ele só foi possível como é hoje, graças aos milhões de dólares de diversas empresas envolvidas, desenvolvedores e a comunidade. Sem isso até poderia existir algo semelhante, mas não tão gigantesco e dominando diversos setores e mercados como o pinguim. Seu “aparente fracasso” apenas foi no desktop, e como tudo, tendemos a olhar apenas o “lado mais fraco” de determinada coisa ou situação.

Logo abaixo está a entrevista em inglês, com Mark Shuttleworth.


E você o que achou sobre a entrevista? Continue esse assunto em nosso fórum

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

purism-pureos-convergente-linux-apps-mobile-desktop

Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Comunidade de usuários cria o Yunit, um fork do Unity 8

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Agora que a "poeira" causada pela notícia bombástica de encerramento de grandes projetos como o Ubuntu para Smartphones e interface Unity pela Canonical está baixando, como todo bom projeto de código aberto, os projetos iniciados pela Canonical ganham continuidade pela comunidade de usuários.

Yunit Ubuntu




O projeto parece não ter avançado em absolutamente nada ainda, além de forkear o projeto da Canonical e disponibilizar em um repositório próprio no GitHub, mas também não era de se esperar muito mais que isso, dado o fato do abandono por parte da Canonical ser recente.

Ainda assim, além de informar que que o Unity8 continua, ou melhor, o "Yunit", continua, vale ressaltar o poder que um projeto de código aberto tempo. Desde que hajam pessoas capacitadas e com vontade de continuar, projetos de código aberto são praticamente "imortais".

Não posso julgar um trabalho que nem começou ainda, mas espero para ver o que vai acontecer, se esse pessoal vai se focar na convergência também ou vai se focar em criar uma experiência para Smartphones e Tablets apenas ou ainda focar no Desktop.

Querendo ou não, eu fiquei curioso para testar um Unity 8 com desenvolvimento completo no Desktop.

Até a próxima!
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Como será o futuro do Ubuntu SEM o Unity?

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pois é pessoal, essa foi sem sombra de dúvidas as notícias mais "bombástica", por assim dizer, do ano no mundo Linux. Nós falamos e noticiamos o fim do Unity 8 e do Ubuntu Phone nesta semana e muitas pessoas se interessaram pelo assunto, foram mais de 60 mil acessos apenas neste artigo, mas algo que eu percebi na maior parte dos comentários foi uma dualidade entre pessoas que já não gostavam muito do Unity e/ou preferiam o Gnome e pessoas que gostavam do Unity e ficaram chateadas com a notícia.

O futuro do Ubuntu sem o Unity




Eu vou tentar brincar de "olho de Tandera" com você e te dar a "visão além do alcance", pois o fim do Unity (ou quase) pode mudar os rumos do Ubuntu como conhecemos, então, eu quero falar sobre as possíveis consequências desta decisão.



Uma grande surpresa!


Apesar dos mais pessimistas acharem que o Ubuntu Phone nunca teve realmente chance, para mim, a "causa mortis" do projeto foi ver o que a Samsung fez com o novo Galaxy S8 (não que tenha sido isso mesmo, mas o conceito que o envolve), além da necessidade de focar onde dá lucro. Sei que nem todos se encaixam aqui, mas se você já tentou empreender algum negócio sabe que esse tipo decisão difícil é sumariamente fundamental.

Convergência do Galaxy S8
Samsung Galaxy S8 no modo "convergente"

A Samsung trouxe para o Android a dita "interface convergente", uma marca forte, com Android, o sistema operacional mais utilizado do mundo, trouxe para o mercado exatamente o conceito que o Ubuntu Phone estava brigando para trazer, claro, com algumas diferenças, pois o Ubuntu com Unity 8 tinha a intenção de rodar aplicativos convencionais de Desktop nos Smartphones também, mas quando se olha em sentido prático, realmente o Android sai na frente, não há nem sequer competição.

Ainda assim, o anúncio de Mark Shuttleworth, criador da Canonical, pegou todos de surpresa, até então não havia sequer um indício de que o projeto fosse efetivamente acabar, ao menos, não de forma tão drástica.

Particularmente, como eu já tinha falado neste vídeo, a versão 18.04 LTS, que deve ser lançada daqui a um ano aproximadamente, faria o sucesso ou o fracasso do Ubuntu e do Unity 8, parece que Mark resolveu não apostar.

Desde que foi anunciado, o Unity 8 chamou a nossa atenção, o conceito de convergência, a nova aparência, novas funcionalidades, tudo isso despertou um interesse extremo no sistema.

Com o tempo e promessas adiadas, depois de pouco mais de 3 anos de espera, tivemos os primeiros aparelhos com Ubuntu, mas a versão destkop nunca ficou realmente pronta. Ao mesmo tempo que ansiedade pela nova interface aumentava no Desktop e os esforços eram concentrados nela, o Unity 7, versão utilizada no Destkop até então, acabou deixando de receber grandes upgrades como o Ubuntu teve outrora, deixou de incrementar funcionalidades, algo que é quase fatal para um sistema que busca mais e mais usuários, especialmente domésticos.

Paradoxalmente, o Ubuntu neste meio tempo ganhou mais popularidade do que nunca, tornou-se a distro Linux mais utilizada do mundo depois do Android, virou sinônimo de Linux na internet  e para a indústria, abarcou cerca de 40 milhões de usuários ao redor do mundo apenas na versão Desktop, ainda assim, as versões para servidor, cloud e IoT do Ubuntu fizeram ainda mais sucesso, Dustin Kirkland, gerente de produto da Canonical, chegou a afirmar que juntando todas as plataformas em que o Ubuntu estava presente, mas de 1 bilhão de pessoas eram usuários do sistema, de forma direta ou indireta e o Unity era facilmente reconhecido em fotos mundo à fora.

Realmente, fomos pegos de surpresa.

O Unity realmente acabou?


Neste momento eu gostaria de me atentar para um detalhe que pode ser divisivo e acabar com o Ubuntu da forma que o conhecemos, a distro simples e para usuários comuns no Desktop, então você precisa prestar atenção.

Tirando a Canonical, as outras duas principais empresas que mantém distros Linux de forma direta são a SUSE e a Red Hat, e o que ambas tem em comum? O foco empresarial em servidores e suporte. E o que mais elas tem em comum? Não tem um foco no usuário doméstico. Sacou?

Mark comentou em seu anúncio que o Ubuntu 18.04 LTS voltaria a usar Gnome e que o Unity 8 e o Ubuntu para Smartphones, assim como a convergência e o servidor gráfico Mir, tinham acabado, ainda que ele continuasse acreditando que esse é o futuro, a Canonical provavelmente não estaria nele. Aqui é que entram os detalhes das lacunas deixadas por ele.

Voltar a "usar o Gnome" não significa que o Ubuntu 18.04 LTS vá usar o Gnome Shell necessariamente, tecnicamente isso são coisas diferentes, ou ainda, não quer dizer que o Ubuntu vá ter o mesmo Gnome que o Fedora tem, por exemplo.  

Seria possível a Canonical criar uma interface em cima do Gnome Shell que tenha a mesma funcionalidade do Unity? Até porque ele disse que o Unity 8 tinha acabado, mas não falou nada sobre o 7 ou o que iria acontecer com ele.

Ontem eu estava brincando com o Ubuntu Gnome 17.04 Beta, que ainda receberá um vídeo para o canal, e com algumas extensões e temas eu fiz um "Unity" do Gnome, a usabilidade fica bem parecida até, dá uma olhada na aparência:

Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?
Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?

Não estou dizendo que é isso que vai acontecer, mas seria coerente pensar desta forma para não impactar os usuários de Unity demais e manter a usabilidade do sistema.

Por outro lado, se a Canonical estiver se tornando uma nova Red Hat ou SUSE eu tenho más notícias pros usuários comuns, me incluindo aqui.

Isso significaria que o Ubuntu para Desktops receberia um Gnome Shell "puro", assim como é o Ubuntu Gnome hoje em dia, e a preocupação com os usuários de Desktop diminuiria, de certa forma, desperdiçando o bom nome no mercado consumidor comum que o Ubuntu tem atualmente, coisa que até agora nenhuma outra distro conseguiu.

O Ubuntu para Desktop será o mesmo Ubuntu para Desktop que nós conhecemos? Ou será algo mais parecido com o Fedora que é um "campo de testes" comunitário do Red Hat Enterprise Linux?

Isso realmente só o tempo nos dirá, confesso que torço para que seja a primeira opção, caso contrário, não vejo mais motivos para usar o Ubuntu como sistema de Desktop indicando-o para qualquer tipo de usuário. Ele vai continuar sendo simples, fácil e tudo mais, como é agora, mas ferramentas facilitadoras e a preocupação com a experiência do usuário de Desktop mais básico não seriam mais preocupação, fazendo do Linux Mint, elementary OS, Deepin e do Manjaro (dependendo da evolução) opções mais interessantes para "arrastadores de mouse".

O que sobrará depois do Unity?


Existem muitas coisas importantes que irão se acabar com o final do Unity, isto é, do Unity 7 especialmente. Podemos lamentar pelo Unity 8, Mir e pelos Ubuntu Phones, mas ainda assim é algo que nós nunca realmente tivemos, então a sensação de perda é muito menor, não se pode dizer o mesmo da versão 7.

Como tanto o Unity 7, como o Unity 8, são projetos abertos, não seria de desacreditar uma continuação por uma comunidade interessada, como aparentemente já está acontecendo com o Unity 8, mas sinceramente, certos recursos do Unity 7 não estão presentes em nenhuma outra distro de forma nativa atualmente.

O HUD por exemplo, a ferramenta que permite que você pesquise dentro dos menus das aplicações apenas pressionando a tecla "Alt" é algo que eu não vi em nenhum lugar, o aproveitamento de espaço que o Unity tem é incomparável, afinal, não é somente "esconder as barras" e pronto, com o Unity além de ter todo o campo de visão você ainda tem todas as ferramentas do sistema a sua disposição, as barras das janelas que se integram com a barra superior e os menus globais são coisas muito boas também. Concentrar as ações no lado esquerdo da tela faz com que você precise mexer menos o mouse também.

Tirando isso, que são recursos que podem se implementados em outras interfaces, talvez no próprio Ubuntu mesmo com Gnome, o que se perde mesmo caso do Unity 7 e seu conceito de usabilidade e aparência deixem de existir completamente, é a grande marca que ele criou.

Veja bem, a maior parte das distros utiliza um ambiente gráfico que outras distros também utilizam, o Gnome do Fedora não é muito diferente do Ubuntu Gnome, do Gnome do SUSE ou do Manjaro, visualmente falando, e isso vale para qualquer outra interface, mas o Unity, além de ter um visual peculiar, remetia diretamente ao Ubuntu, do mesmo jeito que quando você vê uma barra em cima com uma dock embaixo você lembra do Mac, ou um painel inferior com um "menu iniciar" você lembra do Windows (ou do KDE), quando você via um sistema com barra na esquerda você associava ao Ubuntu, abandonar isso é ruim pra marca, ruim pro marketing, ruim pro Ubuntu. 

Para você ter uma ideia, tem gente que acha que qualquer Gnome é o Kali Linux, isso é um problema de falta de identidade mercadológica que fará muita falta pra qualquer sistema que queira atingir o usuário comum... a menos que essa não seja mais a intenção.

O meu receio e o meu anseio


Independente do que aconteça, o meu respeito pelo Ubuntu e pela Canonical continuam. Graças a eles (e talvez ao Google) é que eu posso trabalhar com tudo o que trabalho hoje em dia, eu tenho uma relação enorme de gratidão com o Ubuntu pelo que o Diolinux se tornou, foi falando do Ubuntu que as coisas começaram a acontecer na minha vida, foi quase uma retro-alimentação.

Meu receio é que com o abandono deste projeto (Unity) o Ubuntu deixe de receber incrementos de ferramentas para facilitar a vida do usuário comum. Antigamente, quando a Canonical lançou uma Central de Aplicativos no Ubuntu isso foi revolucionário, quando adicionaram uma opção para instalar drivers facilmente, isso foi igualmente revolucionário, criar o HUD e novas formas de interação foram diferenciais, mas nos últimos anos, desde 2014 aproximadamente, isso deixou de acontecer (muito em parte pelos esforços da equipe de engenheiros sobre o Unity 8), será que isso voltará a acontecer?

Meu anseio é para que sim! Além de torcer para que o sistema volte a ser revolucionário como sempre foi no Desktop, é bom ver que algumas coisas tomaram definição. Com o Mir fora da jogada finalmente o Wayland tem apoio de todas as distros mais famosas e quem sabe ele se desenvolva mais rápido, será mais fácil até mesmo para as empresas que desenvolvem drivers, além disso, os Snaps vieram pra ficar, de todos os projetos que iniciaram por conta da convergência, este foi o que deu mais certo.

Os pacotes Snaps são uma forma simples de distribuir softwares para Linux (isso mesmo, qualquer distro) e podem permitir que mais desenvolvedores tenham interesse em liberar programas para o sistema graças a existência deste padrão. Sei que existe o formato FlatPak também, mas particularmente acho que os Snaps, além de um nome melhor (marketing é tudo), possuem maior facilidade de operação e manuseio, além de já possuir um grande repositório se comparado com a iniciativa concorrente.

O fim do Unity pode significar um recomeço ainda mais forte para o Ubuntu nos Desktops ou a sua despedida de vez, deixando o trono para outras distros derivadas provavelmente.

Vale lembrar que o Unity 7 permanecerá ativo com o Ubuntu 16.04 LTS até 2021 pelo menos, que é quando o seu suporte deve terminar, então, caso você queira continuar usando a interface, você ainda tem bastante tempo desde que mantenha esta versão do sistema sempre atualizada.

Eu continuarei a usar o Ubuntu, talvez com menos intensidade no futuro dependendo do que aconteça, mas o Ubuntu sempre será a distro que consegue sacudir o mundo Linux e o Mark Shuttleworth sempre será o cara que não tem medo de sonhar, tentar, arriscar, errar, voltar atrás e fazer tudo de novo. Talvez falte um pouco dessa gana na gente mesmo, não é?

É como se diz, se você nunca falhou em nada, talvez nunca tenha tentado fazer algo realmente grandioso.

O que você acha de tudo isso? Até a próxima!
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A evolução do Unity 8 para Desktops e onde o Ubuntu vai parar

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A chegada do Ubuntu 17.04 em Abril nós teremos uma versão muito mais lapidada do Unity 8 para desktops, entretanto, o caminho ainda parece ser longo para compatibilizar, ajustar e polir tudo que é preciso.

Ubuntu Unity 8




A Canonical, quando decidiu trazer o projeto do Unity 8 à vida, assumiu um grande compromisso, uma missão consideravelmente arriscada de desenvolver uma interface convergente entre aplicativos, e dispositivos, e não só isso, ajudar a desenvolver um ecossistema de aplicações que funcionem desta forma também.

O risco de algo dar errado é grande, e sinceramente, até eu que sou um grande fã do Ubuntu receio que o passo foi um pouco maior do que a perna, com consequências desagradáveis, espero estar errado.

O projeto é sim, muito audacioso, e com toda a certeza, só erra quem tenta fazer algo diferente e revolucionário. Se tudo funcionar como o planejado, ótimo! Se não... bom, teremos uma interface não completamente adaptada de um lado e do outro lado, o Unity 7, com alguns anos de falta de inovação. Situação complicada.

Atualmente no Ubuntu as coisas são plenamente funcionais, mas para um sistema que sempre almejou usuários de qualquer nível de conhecimento, trazendo ferramentas tanto para quem é profissional da tecnologia de forma fácil, quanto ferramentas de configuração básica para quem nunca usou um computador, acabar deixando para trás algumas minuciosidades e facilidades e ser ultrapassado em ferramentas para configurações simples pelo seu primo-irmão, Linux Mint, é algo que chama a atenção.

Felizmente para a Canonical, no passado o Ubuntu havia conseguido abrir uma grande dianteira neste sentido para as outras distros, criando um nome e uma marca forte, especialmente para quem desenvolve software (você encontra citações e recomendações do Ubuntu em vários sites, como o do Google Chrome, Steam, etc), isso faz com que a distância de facilidade entre o Mint e o Ubuntu não seja tão grande assim. Reflexo da popularidade, de seus milhões de usuários... bom, e aí vem o tal do Unity 8.

Como o Unity 8 evoluiu ao longo do tempo


Na época que o Unity 8 foi anunciando para os computadores, como o Ubuntu 14.10, era muito claro o quanto aquela interface parecia "alienígena" para se usar em computadores. Hoje ela está com uma funcionalidade mais semelhante ao Unity 7 tradicional.


Esse vídeo aí de cima é de 2014, uma das primeiras versões do Unity 8 que eu pude testar, muito limitada, como você pode ver no vídeo, ela foi uma decepção tremenda para a maior parte das pessoas, incluindo a mim, mesmo que eu entenda que era só o início do projeto.

Talvez o maior problema seja a Canonical ter feito duas coisas que acabaram deixando os usuários chateados.

1 - Anunciar o Unity 8 muito antes dele estar razoavelmente pronto para o Desktop (como está agora com o Ubuntu 17.04, praticamente depois de 3 anos), gerando assim ansiedade dos usuários que em algum momento, cansaram de esperar e mudaram de interface ou de sistema, ou que ainda vão cansar.

2 - Parar de incrementar funcionalidades úteis no Unity 7, a interface remanescente que ficou segurando a bronca enquanto a maior parte dos esforços da empresa foram colocados no desenvolvimento do Unity 8.

Faltou um certo equilíbrio na minha opinião, mas pelo desta vez, o mesmo erro de 2011 não foi cometido, quando a interface Unity apareceu do nada de uma versão para a outra, ainda muito longe de estar funcional, como é atualmente.

De novo eu digo, só faz algo marcante quem se arrisca, mas ser conservador em alguns aspectos também acho que não faria mal.

Pelo lado bom, os Smartphones com Ubuntu trouxeram novas possibilidades para o universo Linux, neste aspecto a Canonical sempre foi inovadora mesmo. Hoje vemos os pacotes Snap com um ecossistema muito mais completo e com maior facilidade de utilização que o FlatPak, isso pode mudar no futuro? Certamente, é até importante que ambos os projetos cresçam, mas manipular Snaps é muito mais simples hoje em dia.


Além disso, ainda temos o Mir, o servidor gráfico, que ainda não apareceu o suficiente para eu poder dizer o que é bom e o que é ruim, assim como o Wayland. Ambos ainda não parecem se integrar tão bem quando o X para usuários em geral.

Apesar de tudo isso o Ubuntu ainda é a distro que abre o mercado para as demais, é o testa de ferro, é a distro que recebe elogios e críticas de quem é de fora (e as vezes de quem é de dentro também), fazer o que, não é? A fama cobra o seu preço. "O Ubuntu é o Neymar do mundo Linux, o Android é o Messi." O Ubuntu é a distro que as fabricantes que vendem computadores com Linux procuram para embarcar em seus dispositivos, ainda é líder em servidores open stack e abrange diversos segmentos, temos Ubuntu para todos os gostos, literalmente.


Quando falamos dos Smartphones a conversa muda um pouco. O Linux continua dominando o setor com MUITA folga com os Androids, porém, falando de Ubuntu Phone a conversa muda drasticamente.

O setor mobile parece ser muito mais complicado de entrar do que o de desktops, que a essa altura já nem importa tanto quanto já importou para muitas empresas, pois tudo se resume a uma palavra: "Apps".

É engraçado observar esse tipo de coisa acontecendo, pois até mesmo onde o dinheiro não é um grande problema, como na Microsoft, emplacar um sistema mobile que carrega o mesmo nome de peso que o sistema operacional mais utilizado do mundo em desktops não foi o suficiente e não deu lá muito certo. Motivo? Em resumo, falta de alguns Apps famosos e a falta de parcerias para distribuir os aparelhos.

Nesta hora é inevitável pensar: Se a Microsoft não conseguiu nem arranhar a Apple e a Google, a Canonical vai conseguir?

Pois é, difícil ser otimista mas para essa pergunta, o próprio Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e do Ubuntu te uma boa resposta:

"Se você desistir de fazer algo só porque alguém foi e falhou ou porque alguém já fez melhor, você não deveria fazer mais nada."

Não posso deixar de pensar que ele está certo neste aspecto.

O grande trunfo do Unity 8 neste caso dos aplicativos é que ele poderá rodar todos os programas que já rodam no Linux para desktop, o que automaticamente já deixa ele um pouco mais confortável. Mas "poder rodar" e "rodar de uma forma produtiva e integrada" são duas coisas bem diferentes, vamos ter de aguardar pra ver.

Com a chegada do Ubuntu 16.10, eu também mostrei a evolução do Unity 8 até então, ele realmente se mostrou melhor para o uso no Desktop:


Mas mesmo com estas evoluções, o que temos aqui ainda é uma interface inadequada para produtividade com o computador tradicional.

Mais alguns passos foram dados na direção correta (ao meu ver) com o Ubuntu 17.04 que ainda nem saiu, abaixo você pode conferir um vídeo que mostra toda a evolução do Unity 8 até o seu estado mais recente, ainda pretendo trazer uma atualização sobre ele no canal em breve.


O problema de desenvolver uma interface convergente e escrita do zero praticamente, é que você vai ter que pensar em soluções para problemas que não existiam antes, pois serão particulares de uma interface que trabalha desta forma.

O Ubuntu se encontra em duas fases simultâneas, sob o meu ponto de vista:

Consolidação como distro mais popular em geral, abrangendo vários setores de mercado. Desktop, Servidores, Smartphones, Tablets, Internet das Coisas, Cloud, versões com praticamente todas as interfaces gráficas, um formato de pacotes próprio, um servidor gráfico próprio, uma interface gráfica própria também, um local para que os desenvolvedores possam hospedar e gerenciar seus programas gratuitamente (launchpad), ótima compatibilidade de hardware, marca forte no mercado e parcerias com fabricantes de hardware.

A outra fase é a da inovação/insegurança, onde sabemos o futuro ideal, mas não sabemos se isso será possível. Um grande passo em falso e um fracasso nesta área pode fazer com que a Canonical foque-se muito mais nos servidores e soluções para nuvem, fazendo com que ela se pareça muito mais com uma Red Hat do que com a própria Canonical que criou o Ubuntu.

Acho que só o Ubuntu, dentre as distros, consegue essas duas coisas ao mesmo tempo.

Claro, todo este artigo está cheio de opiniões minhas e especulações, não existem confirmações das coisas que foram ditas de forma geral e eu nem sequer sei o que se passa da cabeça do "tio Mark". 

Falo isso com um tom de preocupação de quem se importa com o Ubuntu, um sistema que mudou a minha vida completamente e que me permitiu trabalhar com o que eu trabalho hoje.

Um sistema que carrega em seu próprio nome uma mensagem que no âmbito da tecnologia pode ser traduzida como acessibilidade para tecnologia.

Ubuntu, do Bantu: "Eu sou porque nós somos".




Até a próxima!
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5 grandes novidades que chegarão no Unity 8 para o Ubuntu 17.04 Zesty Zapus

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Em Abril do ano que vem nós teremos o lançamento da versão 17.04 do Ubuntu, este que recebeu o codinome de Zesty Zapusele será responsável por trazer até os usuários uma nova atualização para o Unity 8, mais polida e com mais recursos.

Zesty Zapus Ubuntu com Unity 8




O Ubuntu 17.04 provavelmente seguirá o exemplo do lançamento do Ubuntu 16.10 que saiu em Outubro passado, mantendo a interface Unity 8 como uma alternativa na tela de login do sistema, mantendo o Unity 7  com seus bug fixes, que a essa altura do campeonato já está bem estável, pelo fato de não mudar muito deste o Ubuntu 14.04 LTS, como padrão.

Enquanto o Unity 7 continua lá, firme e forte, as novidades serão concentradas na nova versão do Unity que vai acompanhar o lançamento da distro.



Dentre os objetivos para o Unity 8 no Ubuntu 17.04 estão:

1 - Fazer do Unity 8 um Snap: Os pacotes Snap já foram muito comentados aqui no blog, justamente pelo paradigma que eles são capazes de quebrar dentro do mundo Linux. Então um dos grandes objetivos é fazer com que a interface Unity 8 seja um Snap.

2 - Gerenciamento de janelas completo e usabilidade: Outra coisa importantíssima que está sendo planejada, é espelhar o comportamento do Unity 7 no Unity 8, este inclusive é um dos pontos que eu critiquei no novo Unity no vídeo acima, o fato dele se parecer ainda muito mais com um sistema móvel, do que com um de computador. A ideia por trás deste tópico é trazer a familiaridade que as pessoas estão acostumadas no Ubuntu Desktop atualmente, para a interface nova.

3 - Fazer do Unity 8 melhor com um mouse: Digamos que isto seja um complemento para o tópico anterior.

O Unity 8 foi pensado como um interface baseada em gestos, o que é realmente muito útil se você estiver utilizando ele em um Smartphone ou Tablet, mas à partir do momento que um mouse e teclado são ligados, a forma de operar ainda não é satisfatória, fazendo com que você perca boa parte da produtividade que o tradicional Unity 7 te oferece, então o objetivo aqui é fazer o Unity 8 mais amigável ao mouse, tendo um comportamento mais tradicional, com menus de contexto e muito mais.

4 - "Uma gaveta de Apps": Esta talvez seja a maior mudança visual. O menu do sistema receberá uma aparência, de certa forma, semelhante ao menu que temos agora no Unity 7. No modo Desktop as Scopes não vão mais funcionar da mesma forma, ficando daquela forma somente quando o modo mobile for ativado ou quando você "chamar" aquela interfaccce.  A ideia é que essa "gaveta" armazene todos os aplicativos, tanto os Snaps, os que rodarem sobre o Mir e os que rodarem sobre o X no mesmo local, sem que o usuário perceba qual é qual. 


Você também pode ver um exemplo deste recurso na primeira imagem que ilustra este post.

5 - Suporte para multimonitores: Eu não cheguei a demonstrar isso no vídeo, apenas comentei, mas quando você conecta uma tela extra no computador com Unity 8, via HDMI por exemplo, o sistema pensa que está no celular e transforma a tela primária num grande touchpad inútil, especialmente se a sua tela não for touch também. Este comportamento é completamente justificável e extremamente útil em um Smartphone, como você pode ver nessa demonstração dos Smartphones com Ubuntu que nós temos no canal, mas em computadores a história é outra, logo, uma das proposta é ter o Unity 8 compatível com mais de um monitor sem apresentar este comportamento.

Quando o Unity 8 chega com interface definitiva?


O lançamento atrasou tanto e foi modificado tanto e tantas vezes, que nem tendo bola de cristal para adivinhar, mas a aposta é que a próxima LTS, o Ubuntu 18.04 LTS que sairá em Abril de 2018, já tenha uma interface Unity 8 funcional e suporte completo para os pacotes Snap. Pode parecer muito tempo até lá, mas a verdade é que o nosso conturbado ano de 2016 está no final, o que dá aos desenvolvedores pouco mais de 1 ano para ajustar tudo isso, muito trabalho está por vir.

O que você achou das novidades?

Até a próxima!
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9 Apps para instalar no Unity 8 no Ubuntu 16.10 Yakkety Yak

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O Unity 8 chegou como uma interface para testes no Ubuntu 16.10, ainda que ele seja muito limitado, existem algumas coisas que você pode fazer para deixá-lo "mais utilizável", por assim dizer, instalando alguns aplicativos e habilitando algumas funções.

Unity 8




Eu estou experimentando o Unity 8 deste o seu lançamento e já tenho algumas impressões para compartilhar com vocês, ainda que esteja sem poder fazer um vídeo nesta semana por conta da minha viagem, como comentei neste vídeo do canal, mas mesmo assim, posso dar algumas dicas para quem quiser se aventurar em seu ambiente de testes.

Coisas que você deve saber


Sabidamente o Unity 8 para desktops ainda não está pronto, entretanto, ele já mostra a possibilidade de utilizá-lo para coisas simples do dia a dia, como navegar na internet, ver vídeos e ouvir músicas, para muito além disso as coisas ficam um pouco mais complicadas dependendo do quão exigente você for, então tenha em mente (até para evitar frustrações) que o Unity 8 ainda é um software em desenvolvimento, perfeitamente utilizável em um dispositivo sensível ao toque, mas que na versão desktop ainda possui sérias imitações.

Em que hardware estou rodando o Unity 8?


Uma das minhas dúvidas quanto ao Unity 8 era quanto a leveza, será que ele vai ser mais pesado que o Unity 7 ou mais leve? Nada melhor do que testar, não é verdade?

Acer  Unity 8

Para fazer os testes eu instalei o recém lançado Ubuntu 16.10 em um Netbook Acer que eu tenho aqui, ele é o sinônimo para computador fraco que eu tenho aqui em casa, processador de apenas um núcleo de 1,4 Ghz (Centrino) e 2GB de memória RAM DDR2. Surpreendentemente o Unity 8 funciona muito bem nele, até com uma certa fluidez, coisa o Unity 7 eventualmente engasga, apesar de rodar razoavelmente bem também.

Eu tinha a suspeita de que o Unity 8 seria leve em computadores, afinal, ele roda em Smartphones, mas este Netbook é pior do que muitos Smartphones por aí, em fim, boa surpresa.

Dicas de pós instalação para o Unity 8


Se você resolveu instalar o Ubuntu 16.10 e está procurando um tutorial de pós instalação para ele, você pode usar este que eu fiz ainda para o Ubuntu 16.04 LTS, ele funciona sem problemas. Mas agora vamos falar do Unity 8 e de como você pode fazer para aumentar as funcionalidades da interface.

Para usar o Unity 8 você precisa fazer a seleção da interface na tela de login do Ubuntu, digitar a sua senha e entrar normalmente.

Yakkety Yak Login

Como você vai perceber, o Unity 8 vem praticamente sem nenhuma aplicação, somente o aplicativo de configurações, o browser e o terminal basicamente, felizmente isso é tudo o que você precisa para começar a montar o sistema como você quiser, e aqui vão algumas dicas para você fazer isso.

1 - Ative as "Multimídia Scopes"


As Scopes foram inseridas no Ubuntu há algumas versões atrás, porém, o funcionamento delas no Unity 8 é um pouco diferente, elas são "páginas" do menu de aplicativos que são capazes de funcionar como um programa independente, de modo que você pode ouvir músicas e ver vídeos através delas sem precisar instalar programas adicionais.

Rich Scopes Ubuntu Unity 8

Para instalar, abra o terminal e cole o seguinte comando:

sudo apt install mediaplayer-app mediascanner2.0 unity-scope-mediascanner2 ubuntu-restricted-extras
Para ativar as Scopes desejadas, você pode clicar na parte inferior da tela e selecionar as que você deseja, voltando para a tela de aplicativos você poderá deslizar a página para o lado e lá estarão as Scopes adicionadas. 

Podemos instalar vários pacotes via Snap, veja aqui algumas possibilidades, use o terminal novamente:

2 - Gallery App

sudo snap install --edge --devmode gallery-app

3 - Camera App

sudo snap install --edge --devmode camera-app

4 - Address Book App

sudo snap install --edge --devmode address-book-app

5 - Calendar App

sudo snap install --edge --devmode ubuntu-calendar-app
Ubuntu Unity 8 Apps

Outros aplicativos convergentes podem ser instalados à partir de um repositório PPA especial destinado a testes dos Apps convergentes, estes você pode instalar até na versão 7 do Unity se quiser. O primeiro passo é adicionar o PPA:
sudo add-apt-repository ppa:convergent-apps/testing -y && sudo apt update
Depois disso vamos instalar mais alguns aplicativos.

6 - Music App

sudo apt install music-app

7 - Calculadora

sudo apt install ubuntu-calculator-app

8 -  Gerenciador de arquivos

sudo apt install ubuntu-filemanager-app*
E por último mas não menos importante, vamos habilitar a instalação de aplicativos que rodam sobre o X.org, como você deve saber, o Ubuntu com Unity 8 roda sobre o servidor gráfico Mir, de modo que é necessário, ao menos atualmente, usar uma aplicação chamada "Libertine" para criar um container e rodar a aplicação que você quiser dentro dele.

9 - Instale o Libertine

sudo apt install libertine libertine-scope libertine-tools
O Libertine funciona assim: Depois de instalado, abra a aplicação, e basta clicar em "criar", sem digitar senha ou nome necessariamente, após isso o programa vai baixar cerca de 500 MB para formar um container e através dele você pode instalar outros aplicativos que você instalaria normalmente no Ubuntu tradicional, basta saber o nome do pacote, por exemplo: gimp.

Libertine

Por ele você consegue instalar outros aplicativos baixados em formato .deb também, mas ele é apenas uma "gambiarrinha" no sentido mais literal possível, a versão final do Unity 8 deverá ter essa função nativamente, outra coisa que você vai perceber é que não existem os light themes, por conta disso as aplicações que rodam no XMir ficam com aquela cara nostálgica do Windows 98.

GIMP no Unity 8

Com essas dicas você já pode usar um pouco do Unity 8, lembre de reportar os bugs que encontrar se quiser ajudar o projeto a amadurecer com maior velocidade, assim que eu puder vou fazer um vídeo detalhando melhor tudo o que eu aprendi sobre a nova interface.

Até a próxima!
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