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Por que o Vim é tão difícil e tão amado por programadores?

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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Muitos irão dizer que ele é amado, justamente pelo motivo de ser difícil. Mas isso soa um tanto quanto arrogante e contraditório. 

Editor de Texto VIM







*Esse artigo foi escrito por: Marcos, do canal Terminal Root.

O fato de ser "difícil" pra mim é relativo. Difícil nada mais é, do que aquilo que não sabemos utilizar e exige que saiamos da zona de conforto para compreender, por exemplo, algumas linguagens de programação que usam bastante nome de classes e métodos com letras maiúsculas e minúsculas misturadas, eu tenho uma dificuldade enorme de me adaptar, mas tem muita gente que prefere e acha mais fácil de memorizá-los.

Eu prefiro linguagens C-like, ou seja, tudo minúsculo.

Tá, mas o que isso tem a ver com o Vim!?!


O VIM é altamente customizável, e você pode deixar ele exatamente como você quiser. Adaptando o meu gosto para o Vim, posso dizer que pelo fato de ser altamente customizável, um ponto que pra mim é notório, iniciando pelo sistema que escolhi também (Gentoo), alto poder de customização: é possível transformar o Vim em qualquer editor que você conhece, sim isso é possível! Em contrapartida, o inverso não é verdadeiro.

E isso é o legal do Vim! Uma vez alguém pediu meu ".vimrc" , mas digamos que não serviria pra ele, pois esse arquivo é meio pessoal, as pessoas que disponibilizam os seus certamente retiram muita coisa. 

Por exemplo, no meu Vim:

- Salvo também com **Ctrl+s**;

- Saiu do editor sem precisar rodar o comando **:q**, mas simplesmente pressionando a tecla **q**;

- Meus tutoriais são escritos em Markdown para Jekyll com sintaxe YAML, ou seja, emojis, blocos, ... tudo específico eu insiro pressinando combinações de teclas.

- Substituições também são automáticas;

E um monte de outras coisas, como: abreviações, comandos, mapeamentos, meus plugins (falo dos que eu criei)... e por aí vai.

Resumindo, concluindo e respondendo a pergunta do título:

Se você o escolheu, é porque você gosta de customizações e maleabilidade. Com o tempo, utilizando no cotidiano, você vai evoluir e ficar mais avançado, isso em qualquer sistema, linguagem de programação e qualquer outra coisa, mesmo não relacionada à tecnologia, ou seja, a mesma regra se aplica ao editor de texto que você escolher, não somente o Vim, mas também a ele.

Uma forma de entender na prática o que foi dito, é através do "Curso de Vim Moderno e Vimscript", do canal Terminal Root, do Marcos, autor deste artigo.

O curso foi planejado para usuários Iniciantes e Avançados


Para você que deseja adquirir, há duas formas:

- Pela Udemy, lá você poderá baixar todas as Apostilas PDF e assistir aos vídeos, podendo interagir com perguntas e comentários, com 70% de desconto neste momento para leitores do Diolinux.

- Diretamente pelo site do Terminal Root.

A diferença da Udemy para o site é que pelo site, além de você poder baixar os PDFs, você poderá baixar também os arquivos e os vídeos.

O que você vai aprender ?

- Técnicas de utilização, com abordagem completa;
- VimScript, a linguagem de programação do Vim para que você possa criar seus próprios plugins e/ou comandos e mapeamentos customizados;
- Personalização total do editor à sua maneira;
- NeoVim;
- Games; – Dicas extras de utilitários;

E muito mais!

Disponibilizamos 30 CUPONS de DESCONTO pra seguidores do Blog Diolinux: Clique aqui e garanta seu CUPOM .

Não deixe de aproveitar essa oportunidade de aprender um dos softwares mais amados do mundo UNIX!

Até a próxima!
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Conheça o Kakoune, um Vim fácil de usar

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O Vim é um clássico do mundo Linux, um editor de texto muito poderoso e usado por diversas pessoas ao redor do mundo, mas ele, apesar de muito bom, não é a única opção. Desconsiderando o Emacs, Nano, e alguns outros, também bem populares, hoje você vai conhecer o interessantíssimo, Kakoune.

Kakoune
















Kakoune é um editor de texto inspirado no Vim que possui comandos similares e de uso mais intuitivo. Ele possui um sistema de ajuda interativa, o xclip que é baseado no famoso Clippy do Microsoft Office e de outros aplicativos.

O Kakoune está no repositório de todas as distribuições Linux e em outros sistemas: FreeBSD, OpenBSD, macOS, Windows e entre outros. Então para instalá-lo não há segredo, basta rodar o comando de instalação do gerenciador de pacotes do seu sistema. Exemplo para Debian, Ubuntu e Mint:
sudo apt install kakoune

Utilização


Como foi dito acima, os comandos do Kakoune são similares ao do Vim. Para você abrir ou criar um arquivo, basta rodar o comando kak arquivo. Ele terá o modo de inserção (pressione a tecla i para começar a digitar) e para sair e salvar (pressione ESC e em seguinda tecle :wq) . Se quiser só salvar [ESC] :w e se quiser sair sem salvar [ESC] :q!

Configuração


Para o obter ajuda do Kakoune, basta teclar a letra 'q' ou 'Q' em maiúsculo . Abrirá o ajudante (Clippy) para lhe dar algumas dicas, veja a imagem abaixo:

Obtendo ajuda do Clippy


Kakoune

Teclando i para digitar o texto:

Teclando i para digitar o texto


Pressionei ESC e depois digitei :wq

Perceba que além do Clippy , agora também tem uma barra branca que me orienta quais comandos utilizar . Eu poderia ainda pressionar a tecla TAB que o Kakoune iria navegar nessas opções e escrever o comandos para mim, como há na imagem logo abaixo.

Pressionei ESC e depois digitei :wq

Pressionando TAB e navegando nas opções:

Pressionando TAB e navegando nas opções:


Customizando seu Kakoune


Você pode numerar as linhas , alterar o tema de cores e entre várias outras formas . Se você pressionar ESC ':' (dois pontos) perceba que ele já lhe orienta sobre os comandos.

Kakoune

Se você quiser numerar as linhas o comando é (comece a digitar o comando e use o TAB para facilitar):
add-highlighter global/ number_lines
Kakoune

Para mudar o tema de cores:
colorscheme [tema_que_você_deseja]
Kakoune

E muitos outros comandos que você mesmo pode notar no menu suspenso. Mas quando você fechar o Kakoune, essas configurações serão perdidas , mas você pode tornar essas alterações definitivas criando um diretório de nome kak dentro do diretório .config na raíz do seu usuário, veja o comando:
mkdir -p ~/.config/kak
E depois crie o um arquivo de nome kakrc e coleque os mesmos comandos que você utilizou dentro do arquivo, assim:
kak .config/kak/kakrc
Tecle i para entrar no modo de inserção ( insert ) e cole esse conteúdo nele, supondo que você deseja esse tema:
add-highlighter global/ number_lines
colorscheme [tema_que_você_escolheu]
Não esqueça de salvar antes de sair [ESC]:wq ou [ESC]:write-quit como o próprio Kakoune sugere .
Pronto, agora é só abrir o Kakoune e as configurações não serão perdidas. O diretório raíz de configurações do Kakoune é em /usr/share/kak/ , dentro dele tem arquivos .kak que são sintaxes para diversas linguagens de programação e entre outros arquivos e diretórios, que é uma boa ideia analizar.

E por falar em boa ideia, não deixe de consultar a wiki oficial do Kakoune no endereço: https://github.com/mawww/kakoune/wiki que tem diversas dicas bem bacanas e se quiser utilizar um kakrc com diversas configurações já inclusas , copie desse endereço:

Você notou a semelhança com o Vim, caso deseje obter dicas do Vim que servirão pro seu Kakoune, clique nesse link: 7 dicas para você usar o VIM como um PRO.

Página oficial do Kakoune: http://kakoune.org/

Este artigo foi escrito em conjunto com Marcos, do Terminal Root.

Abraços!
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7 dicas para você usar o VIM como um PRO

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A primeira vez que eu usei o vi, eu achei a coisa mais ridícula do mundo 😱 , pensei comigo, como um editor tão contra-intuitivo faz tanto sucesso ? Mas tive que aprendê-lo, pois diversas vezes os testes de software eram no terminal "seco", sem nada, e alterações, só eram possíveis via o vi, pois em ambiente de testes não se incrementa nada que venha alterar o comportamento de um software no seu ambiente padrão.

Percebi que essa era a realidade de várias pessoas, cada uma em uma situação diferente, mas todas com a mesma missão: usar o vi. Com o tempo busquei aprendê-lo, principalmente o Vim que é sua versão melhorada, e com passar do tempo, até hoje, me pego dando um :wq para sair e salvar as abas do Firefox!😕

Como usar o VIM







Vim (uma contração de Vi IMproved, em português "Vi Melhorado") é um clone do programa editor de textos vi para Unix de Bill Joy. Já o vi, foi escrito por Bram Moolenaar. O Vim é destinado para uso a partir tanto de uma interface de linha de comando como uma aplicação isolada em uma interface gráfica de usuário.

É um software livre e de código aberto e é lançado sob uma licença que inclui algumas cláusulas de caridade, encorajando os usuários que se juntarem ao software a considerar a doação para crianças de Uganda.
Dentre as muitas características do Vim, podemos mencionar alguns destaques.m
  • Suporte a expressões regulares em buscas, com várias extensões à sintaxe padrão de expressões regulares;
  • Destaque de sintaxe (com suporte a mais de 500 linguagens);
  • Corretor ortográfico ( versão 7.0+ );
  • Vários temas de cores (colorschemes);
  • E centenas de características bem peculiares.

Entre facilidades e características, vamos ver 7 dicas para você usar o VIM como um PRO.

1 - Abertura de múltiplos arquivos


Se deseja trabalhar num arquivo e ao mesmo tempo visualizar o conteúdo de outros arquivos, então há a possibilidade de abri-los simultaneamente com visualização única.
Você pode abrir tanto na vertical usando o parâmetro -o (minúsculo) usando o comando:

vim -o arquivo1.c arquivo2.sh arquivoN.nnn

A saída será similar a conteúdo da imagem abaixo:

VIM na Vertical

Ou caso deseje, você também pode abrir os múltiplos arquivos na horizontal usando -O (MAIÚSCULO)

VIM na Horizontal

Isso sem dizer que você pode abri-los posteriormente utilizando o comando:

split nome-do-arquivo

2 - Pegando a manha com o Gvim


Se você deseja se adaptar rapidamente ao Vim, é interessante você começar utilizando o Gvim, por exemplo. O Gvim é o Vim com interface gráfica, ou seja, funciona todos comandos igualmente, inclusive as configurações, no entanto ele possui algumas características próprias, similares a dos editores convencionais. Entre elas:
  • Conversão de documentos;
  • Variados temas e cores;
  • Configuração facilitada de família de fontes, tamanho de fonte e entre outros;

Além de que cada menu possui a possibilidade de executá-lo via comando, lhe informando o comando. Ou seja, você aprende utilizando. 

Veja abaixo algumas telas que mostram conteúdo de menus do Gvim.

GVIM

3 - Substituição de palavras com cadeia de caracteres


Muitos editores de textos e IDEs possuem suporte a Expressões Regulares, no entanto, cada qual possui uma limitação. Mas o Vim tem um suporte customizado, é amigo, tudo  pode ser customizado. Há até a customização das "mãos na roda", para encontrá-las e substituí-las existem diversos caminhos, no entanto, vou lhe dar a dica mais simples. Suponhamos que queiramos trocar todas as palavras 'vi' por 'Vim', é mais fácil e rápido do que você imagina, basta pressionar ESC e escrever o comando abaixo, o g no final é para todas as ocorrências, caso desejasse uma única troca, basta não inserí-lo:

O espaço depois do vi foi proposital para não trocar também o vim
:% s/vi /Vim/g

4 - Mapeamento de teclas


É necessário saber que todas as teclas são mapeáveis no Vim, mas como dica básica, vamos supor que você está cansado de ficar digitando :ggVG para selecionar tudo, então basta você mapear a tecla F12 , basta dar ESC e inserir o comando abaixo:
:map <F12> ggVG?
A partir de agora toda vez que você estiver no modo NORMAL, basta pressionar F12 que você irá selecionar tudo ! 😉

5 - Navegação rápida


Essa é especial para quem trabalha com Desenvolvimento de Software. Muitas vezes o compilador/interpretador nos informa o número da linha do erro da execução ou compilação do software e geralmente ficar rolando o cursor do mouse pra ficar procurando a linha, é uma verdadeira perda de tempo, no Vim você pode navegar facilmente pelo arquivo. Por exemplo, o compilador lhe disse que foram encontrados erros nas linhas: 1370846 e na linha 3 , logo, basta você digitar: ESC :1370 você vai diretamente para essa linha e novamente para as outras linhas, resolvendo de forma mais rápida e menos estressante os bugs, ops, desculpa, a palavra agora é Feature 😎.

Ah! Quase ia me esquecendo!! Para ir para primeira linha basta digitar: gg e para a última linha G 😃.

6 - PacVim


Tem muita gente que demora de se adaptar ao Vim e extrair dele o melhor para acelerar seus projetos, para isso eu recomendo o Pacvim um game bem legal que lhe ensina, jogando, como você se adaptar melhor ao vim, e utilizar as teclas: []bw{} ... para navegar mais facilmente nos documentos, pulando palavras, textos, parágrafos e assim por diante.

Para saber como instalar e usar, consulte o GitHub deles: https://github.com/jmoon018/PacVim , só tome cuidado pra não se viciar! 😊

Pacvim

7 - Customização Total do Editor


Você pode transformar o Vim no Editor que você deseja, mas do seu modo: árvores de diretóriosauto-complete de palavrascoresmarcastags e até aprender a Linguagem de Programação Vim!!! Isso mesmo, você pensou que o Vim é o mais utilizado do mundo só porque você o considera difícil ? Nada disso, você pode aprender o Vimscript, é uma "linguagem de programação do vim" , onde você pode pode criar funções, comentários, arquivos customizados no arquivo de configuração do Vim. No Curso de Vim Para Iniciantes você vai aprender diversos truques e dicas bem bacanas de Vim e Vimscript, que em pouco tempo você vai estar dando :wq para desligar seu computador!  .

Veja abaixo a imagem exemplo da minha customização escrevendo esse artigo em Markdown para o Diolinux, com plugins e auto complete de palavras.

Escrevendo o artigo no VIM

Caso deseje adquirir o Curso, aproveite e leve mais dois cursos na Promoção Diolinux e aprenda Vim e Shell Script Extremamente Avançado: Criação de Instaladores para Distros Linux, Criação de Games, Animações e muito mais!

Valeu!

Artigo produzido em conjunto com Marcos Oliveira, do Terminal Root.
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