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Novo Beta do Steam Client traz melhorias, principalmente para a versão de Linux

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Valve, empresa por detrás da Steam, lançou uma nova versão Beta do seu app, com algumas novidades e correções pontuais na versão para Linux

Novo Beta do Steam Client traz melhorias, principalmente para a versão de Linux






A primeira novidade, foi a mudança do IN-Home Streaming para o Steam Remote Play ou somente Remote Play. Esse recurso possibilita a transmissão dos seus jogos entre os apps da Steam, desde que haja uma boa conexão de internet para isso. Os dispositivos que estiverem utilizando o Steam Link, como por exemplo os celulares, vão aparecer nessa nova aba reformulada, assim podendo gerenciar eles.

Já a segunda novidade tem haver com o Vulkan. A Valve refez o sistema de shader, agora habilitando o download e a pré-compilação de toda a coleção do Vulkan pipelines para um determinado jogo. Como resultado, os downloads de dados do shader agora serão exibidos no gerenciador de downloads do Steam. 



A pré-compilação será ativada em uma futura versão beta. Isso sendo ativado por completo nos próximos betas, poderemos ter uma fluidez melhor tanto nos jogos nativos quanto nos jogos que rodam via SteamPlay.



Já as correções para Linux foram:

- Corrigida uma falha aleatória no cliente Steam ao lançar jogos;
- Corrigido um erro em que ao copiar/mover arquivos maiores que 2 GB, retornavam um erro de E/S;
- Melhorou a capacidade de resposta do cliente às mudanças de rede;
-Correções "Risk of Rain" e outros títulos de GameMaker;
-Adicionado suporte para remover versões antigas do Proton, assim deixando somente às versões mais recentes;

Para ver o post completo, basta acessar ele aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

A Unity é uma game engine muito famosa e utilizada em grandes games do mercado e em outros projetos também, como animações, aplicações para Arquitetura/Engenharia e Construção, Mobile entre outros. Agora quem quiser abranger essas áreas e utilizar Linux para isso, poderá de forma mais tranquila.


 Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental






Até nesta versão do Unity, o editor para Linux era tratado como Experimental pelo pessoal do Unity Technologies, e tendo algum “delay” de lançamento em relação as versões para Windows e macOS, mas agora não mais. Conforme anúncio feito no blog oficial, agora a versão para Linux está como Preview e assim receberá os updates junto com as outras plataformas.



Para eles chegarem neste resultado para Linux, tiveram que dar algumas prioridades de configurações na plataforma e que são bem interessantes, como:

- Sistemas Operacionais suportados oficialmente inicialmente são o Ubuntu 16.04, 18.04 e CentOS 7 com  arquitetura x86-64;

- Ambiente de desktop GNOME rodando em cima do X11;

- Driver de vídeo proprietário da Nvidia e o Mesa Driver para AMD (por hora nada de Intel para GPUs.);

- High-Definition Render Pipeline com melhorias e com menos ajustes (mas alguns problemas ainda permanecem, porém menores), com melhorias no suporte para Vulkan no Linux;

- Correção da mensagem "o jogo não está respondendo" em desktops com GNOME.

A lista de melhorias, correções de bugs e funções novas é enorme, tornando a leitura muito massiva e cansativa. Mas se você quer conferir todas elas, pode conferir o post lá no blog oficial do Unity.

Muito bom ver que uma ferramenta importante para desenvolvimento de games e outros projetos, está agora disponível de forma não experimental para Linux, assim abrindo o leque de opções para os devs poderem usar qualquer sistema operacional. E também poder ver alguns erros em jogos que utilizam Unity serem corrigidos também.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Dirt Rally 4 vai ser portado para Linux pela Feral Interactive

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quarta-feira, 27 de março de 2019

O game de rally feito pela Codemasters, o Dirty 4, será portado oficialmente pela competente Feral Interactive, que já fez o porte de alguns games de sucesso, como F1 2017, HITMAN -Game of the year , Rise of the Tomb Raider™: 20 Year Celebration, Mad Max e Deus Ex: Mankind Divided™ como exemplos.


 Dirt Rally 4 vai ser portado para Linux pela Feral Interactive










No anúncio, eles deram detalhes de quais requisitos serão necessários para rodar o game. E como já era esperado, vai ser usado a API gráfica Vulkan. Os requisitos mínimos para rodar o game são: 

⏺ SO: Ubuntu 18.04
⏺ Processador: Intel® Core™ i3-3225 3.3ghz
⏺ GPU: Nvidia 680 2GB, AMD R9 285 2GB (GCN 3ª geração e superior) ou superior
⏺ Memória RAM: 4 GB de RAM
⏺ Armazenamento: 39GB

Também foi mencionado que a distro Linux suportada de forma oficial será o Ubuntu, já quem preferir usar outra distro, provavelmente vá funcionar mas que não são apoiadas pela Feral. 

Já em relação aos drivers de vídeo, eles aconselham a usar para NVIDIA a versão 418.43 e para AMD vai precisar utilizar o Mesa Driver 18.3.4 ou superior. Temos artigos explicando como instalar os drivers mais recentes para NVIDIA e AMD (é só clicar nos nomes deles [emoji]). 

O jogo está programado para ser lançado nesta Quinta-Feira (28). Para comprar, você pode ir direto na Loja da Feral, na Humble Store e na Steam.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Jogo lá no nosso fórum

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Google Stadia promete revolucionar o mundo dos jogos com Linux e Vulkan

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terça-feira, 19 de março de 2019

Em Outubro de 2018 nós publicamos aqui no blog uma matéria sobre o "Project Stream" da Google. Na época foi-nos demonstrado o game "Assassin's Creed: Odissey" rodando através do Google Chrome via Streaming, algo que parecia muito promissor, mas que levantava dúvidas. Hoje, dia 19 de Março de 2019, a empresa anuncia o "Stadia", a evolução do "Stream", um projeto que promete trazer esse tipo de tecnologia para os nossos lares.

Google Stadia






Em San Francisco, EUA, no palco da GDC 2019, Sundar Pichai, atual CEO da Google, afirmou:  “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”. Uma proposta altamente audaciosa que foi explicada ao longo da apresentação.

O que é o Stadia?


A melhor forma de descrever o projeto é compará-lo com outros serviços de streaming que as pessoas estão mais habituadas, como a Netflix ou o Spotify, com a diferença de que o Stadia é voltado para jogos. Stadia não só é uma nova plataforma de distribuição de jogos, mas o nome que representa toda uma nova tecnologia de streaming de conteúdo com alta densidade de processamento e desempenho, sobretudo e especialmente, jogos, mas possivelmente não só isso. O que abre portas para rodar outras grandes aplicações no futuro com tecnologia similar.

Stadia Google
Stadia será totalmente multiplataforma

Durante a apresentação, várias pessoas passaram pelo palco para contar um pouco mais sobre o projeto e mostrar aspectos técnicos de seu funcionamento e quais problemas que ele pretende resolver, tanto para os jogadores, quanto para os desenvolvedores, extendendo-se aos criadores de conteúdo do YouTube.

The Data Center is your new Platform


A ideia é trazer o poder computacional dos data centers da Google para o mundo dos jogos, inclusive, a frase, "o data center é a sua nova plataforma", foi repetida algumas vezes durante toda a apresentação.

Qualidade


O Stadia promete oferecer conteúdo com resolução até 4K à 60 FPS de forma fluída em uma conexão de 25Mbps, o que não é tanto, considerando a qualidade apresentada. Até o momento, o game demonstração, em parceria com a Ubisoft, é o mesmo que vimos no "Project Stream", "Assassin's Creed: Odissey", que é capaz de rodar com a mesma qualidade em um super PC Gamer da atualidade, e em um Smartphone ou um Chromebook com praticamente nenhuma aceleração de hardware, chegando até a um Chromecast. Incrível.

Google Stadia
Reprodução: Google
A expectativa é que em um futuro próximo seja possível um streaming de 8K à 120 FPS, o que atualmente não é uma realidada para praticamente ninguém no mundo.

Na apresentação, o Google também compara o perfil atual do Stadia, que segundo eles podem crescer indefinidamente ao longo do tempo, com os atuais melhores consoles da atualidade, mostrando que o potencial de processamento do Stadia é maior que os dois somados:

Comparação com PS4 PRO e XBOX One X
Reprodução: Google

Linux, Vulkan e parcerias


O sistema operacional por tráz do Stadia é o Linux, em conjunto a poderosa API gráfica Open Source, Vulkan. O Stadia já conta com o suporte de diversos parceiros importantes do mercado, além da própria Ubisoft e da id Software, desenvolvedora do Doom, que inclusive anunciou que o novo título da franquia estará no Stadia, rodando Linux, em Vulkan, chamado de "Doom: Eternal".

Linux e Vulkan Stadia
Linux e Vulkan são a base do Stadia

Essa combinação de tecnologias permitira que o nível de jogos multiplayer chegue a "outro nível", segundo a empresa. 

Se hoje existem vários empecílhos técnicos que impedem partidas com muitos players com uma grande qualidade, com o Stadia, você poderá jogar Fortnite no seu Chromecast em 4K, 60 FPS com milhares de pessoas ao mesmo tempo em um cenário super otimista.

* Fortnite é só um exemplo, nada foi confirmado, ainda que a Unreal Engine faça parte do projeto.

Parceiros do Stadia
Parceiros do projeto atualmente
No painel de apoiadores atuais do projeto, podemos ver outros nomes muito importantes, como Unity Engine, CryEngine, Havok, Visual Studio e entro vários outros (vide imagem acima), temos a AMD, que foi responsável por construir um processador  especial para este início de projeto.

Com essas combinações de tecnologia e com os gamers fazendo acessos direto ao servidor, acaba-se (praticamente) com qualquer possibilidade de hacking ou cheating, visto que nada será rodado diretamente na máquina dos jogadores.

Stadia Controller, muito mais que um controle próprio


No anúncio, o pessoal da Google comentou que será possível usar os controles que todas as pessoas possuem em casa para rodar tais games, incluindo teclado e mouse, entretanto, a empresa também apresentou o "Stadia Controller", um controle que funciona, literalmente, sem um console.

Controle do Stadia
Stadia Controller
Com um design que parece uma mescla conceitos de Xbox e PlayStation, o Stadia Controller nem sequer precisa se conectar ao seu computador via rede ou BT, ele simplesmente acessa a internet e se conecta ao servidor da Google, permitindo que vocẽ use o mesmo controle para jogar em um Smartphone, numa TV com Chromecast, num TVBox, em um laptop (independente do sistema operacional), etc.

A ideia é que o controle "entenda" onde você está querendo jogar e simplesmente funcione. Parece mágica, tô sabendo... Isso eliminaria, por exemplo, a necessidade de ficar pareando o seu controle com todos os dispositivos que você quer jogar, além disso, o controle também permite que você compartilhe a sua gameplay automaticamente no YouTube através de uma live ou vídeo pelo simples toque de um botão, todo o processamento da live, gravação, etc; seria processado diretamente nos mesmos servidores do YouTube e da Google com baixíssima latência.

O controle também tem um botão com o Google Assistent, que pode ser usado em conjunto com um microfone contido nele para dar comandos aos jogos (quando algum game for programado para tal), ou para simplesmente dar comandos ao seu Android, Chromebook ou Chromecast.

Stadia Gaming & Enterteinment 


Outro ponto interessante é que a Google anunciou uma divisão do Stadia que será responsável por títulos exclusivos da plataforma, o Stadia Gaming & Enterteinment, fazendo com que a empresa também entre no mercado de produção de jogos. Com essa nova atividade, foi chamada para o cargo de CEO da divisão de criação de games, Jade Raymond, ex-EA Games e Ubisoft.

Jade Raymond, Stadia Google
Jade Raymond, Stadia.

Integração com YouTube e outras mídias


A apresentação possuia claramente três públicos alvo, os desenvolvedores de games, os gamers em si, e as pessoas que gostam de assistir a gameplays. Como se trata de um serviço em nuvem, com o Stadia será possível criar links para compartilhar os jogos facilmente.

A internet é a sua loja

O Stadia promete resolver um problema que estamos tão habituados que nem consideramos mais um problema, a demora entre decidir comprar um jogo e efetivamente jogar.

 Tome como exemplo:

Você está interessado por um título qualquer, vê um gameplay dele para ver se o game se parece com o que você gostaria de jogar no YouTube, ou simplesmente vê o trailer do jogo e decide comprá-lo. Você sai do YouTube e vai até um outro site ou loja, compra o game, aguarda o download. Depois de algumas horas, ou com sorte, alguns minutos, você começa a jogar o game na melhor qualidade que o seu computador ou console suportar.

Com o Stadia você poderá sair de um vídeo já com o link para uma demo do game que irá roda diretamente no seu navegador, o que torna a vida dos anunciantes e desenvolvedores mais fácil também.

Se você gosta de fazer lives, como a gente,  jogando com os amigos, uma das possibilidades do Stadia é poder compartilhar um link instatâneo para partidas multiplayer dos games no chat das suas lives no YouTube, permitindo que o seu público se conecte com você quase que instantaneamente.

Para quem é desenvolvedor, isso significa fazer um único game, com um único código e rodá-lo em qualquer plataforma através do Chrome e similares. A Google comenta que é possível que no futuro o serviço suporte outros navegadores também, o que nos faz pensar que a Microsoft ter mudado a base do Edge acaba tornando a vida deles mais fácil em caso de necessidade de compatibilização. 

Google e Open Source


Como podemos observar, a grande base dessa nova tecnologia reside no Open Source. No blog de desenvolvedores do Stadia, Dov Zimring, diretor da plataforma, comentou o seguinte:

" A Google acredita que o Open Source é bom para todos. Ele permite e encoraja a colaboração e o desenvolvimento de tecnologia, resolvendo problemas do mundo real. Isso é especialmente verdade no Stadia, nós acreditamos que uma comunidade de desenvolvedores de games tem uma longa história com colaboratividade, inovação e compartilhamento. Estamos investindo em tecnologia de código aberto para criar a melhor plataforma para os desenvolvedores, em parceria com as pessoas que a usam. Isso começa com as fundações da nossa plataforma, que são o Linux e o Vulkan, e extendem-se até a nossa seleção de GPUs, que possuem drivers e ferramentas open source. Estamos integrando o LLVM e o DirectX Shader Compiler para garantir que grande performance para os nossos compiladores e debuggers. As maiores novidades no ramo de ferramentas gráficas são itens críticos para desenvolvedores de jogos, e nós estamos felizes em contribuir com o RenderDoc, GAPID e com o Radeon GPU Profiler, parte da melhor qualidade dos produtos de código aberto voltados para o meio de gráficos."

Desafios, quando e como?


A pergunta mais natural e inevitável de um serviço tão promissor como este é: Quando estará disponível ao público? 

A Google informa que este projeto vem sendo trabalhado há alguns anos e ele estará em funcionamento ainda em 2019 na Europa, Canadá e Estados Unidos. Não há previsões para o Brasil, como sempre.

Certamente outra questão a ser considerada é a infraestrutura de conexão com a internet. Toda vez que falamos sobre streaming de qualquer coisa, especialmente de games, esbarramos nessa questão.

Definitivamente isso é um ponto chave, mas a Google informa na apresentação a sua presença em centenas de países com data centers de alta qualidade, potência e velocidade para atender tal demanda, sendo algo que "somente eles podem fazer". 

Realmente a sua conexão com a internet será importante, mas é possível que os requisitos finais sejam muito menores que os atuais, especialmente para games single player.

Por outro lado, pense que você que atualmente usa basicamente o PC para games, poderá deixar de gastar muito dinheiro em placas de vídeo e muita RAM para investir  numa boa internet e quem sabe um upgrade de placa de rede. 😁

Naturalmente um serviço como este não vai ter uma adesão incrível em pouquíssimo tempo, mas parece que este é realmente o futuro dos jogos,  começando a ser uma questão de tempo para que isso se torne viável a todos, sejam com serviços da Google ou não. 

A maior diferença que vemos em relação ao Stadia com outras soluções como Steam Link, Nvidia GeForce Now, Parsec e outros, é que a Google não só lança uma nova tecnologia eficiente, como também um amplo plano de negócios, integrado a diversos outros produtos e plataformas, além de várias parcerias com grandes do mercado.

Para os interessados em desenvolver para o Stadia, a Google criou um site para projeto, onde há maiores explicações.

Não houve explicações sobre como o Stadia vai funcionar em relação aos consumidores, se será um serviço pago mensalmente ou se será algo vendido por títulos, como são os games da Google Play por exemplo, mas algo me diz que em breve descobriremos.

E você, acha que o novo projeto de plataforma de jogos da Google decola?

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Khronos Group quer levar o Vulkan para a segurança das indústrias

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segunda-feira, 4 de março de 2019

O Khronos Group fez um anúncio muito interessante para as empresas que precisam de um nível de segurança mais crítico em sua linha de produção e que precisam da aceleração gráfica das GPUs. 


 Khronos Group quer levar o Vulkan para a segurança das indústrias






Eles estão criando um grupo de trabalho para isso, chamado de  Vulkan® Safety Critical Working Group (Grupo de Trabalho de Segurança Crítica Vulkan®), para criar padrões de APIs para a aceleração de GPUs, de código aberto e com royalty-free, utilizando também como base a API do Vulkan. O Khronos quer dar suporte para as indústrias automobilísticas, aeronáuticas, náutica e entre outras que precisam de uma precisão e segurança em níveis críticos.

O Khronos já desenvolveu alguns padrões de APIs para gráficos em ambientes críticos, e foram através do  OpenGL® SC Working Group, com o OpenGL SC 1.0 em 2005 e com o OpenGL SC 2.0 em 2016.

Houve um pronunciamento do presidente da Khronos, o Neil Trevett sobre o assunto:

“Gráficos avançados e funcionalidades de computação via GPU estão sendo implantados em um número crescente de mercados onde a segurança é primordial, e por isso as APIs projetadas para agilizar o processo de certificação de segurança são agora uma parte fundamental das atividades de padronização do Khronos Group. O OpenGL SC tem sido amplamente utilizado em sistemas da aviação, mas agora a indústria de embarcados está mais ampla e exigindo acesso às mais recente funcionalidades da GPU. O Vulkan é o ponto de partida ideal para termos  uma API de segurança que trabalhe com GPUs de última geração, pois sua arquitetura de driver é significativamente mais simplificada do que o OpenGL, além de oferecer maior controle de agendamento de dispositivos, sincronização e gerenciamento de recursos.”, comenta.

O Grupo que a Khronos está montando está hospedado  em Khronos Safety Critical Advisory Forum (KSCAF).

Para conferir o post completo do Khronos Group sobre o assunto e ter mais detalhes, basta acessar este link.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Lançada versão 1.0 do DxVK

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

É pessoal, nem parece que foi no dia 13 de Janeiro de 2018 que o dev alemão, Philip Rebohle, mais conhecido por “doitsujin” na internet, começou um projeto que está transformando a indústria de games para o Linux. Hoje temos o Proton da Valve que se beneficia dele, além do pessoal do Lutris.


 DxVK chega 1.0 é lançado!






No começo do ano passado, começou a “pipocar” no YouTube vídeos mostrando alguns gamers conseguindo rodar jogos, que a princípio só rodavam no Windows, mostrando os mesmo rodando no Linux com algum desempenho satisfatório, como GTA V e The Witcher 3.

Depois que esses vídeos se popularizaram, começou uma verdadeira “corrida pelo ouro” para saber quais jogos estavam rodando com essa nova implementação via DLLs. E o resultado foi surpreendente, até os jogos que tem os “famosos” anticheats, que já fizemos uma matéria muito completa e legal sobre, rodaram por um tempo até serem “pegos”.

A evolução do projeto nos meses seguintes foi muito grande e rápida, pois a cada versão lançada, mais e mais recursos implementados, bugs corrigidos e melhorias no código eram feitas. Até que a Valve anunciou que estava financiando e dando suporte ao projeto, e como falei em um vídeo, isso foi o “Dia D” dos jogos no Linux. Aqui mesmo no blog nós produzimos um artigo super especial e um vídeo super completinho falando sobre. Vale a pena conferir.

Mas, agora depois de 1 ano de projeto “no ar”, ele chega na tão aguardada versão 1.0, com muito amadurecimento do código e várias implementações do Vulkan para ajudar na renderização dos jogos, algumas novidades da versão 1.0 são:

Melhorias


● Adicionado a opção DXVK_HUD=api para mostrar o nível de recurso do D3D usado pelo aplicativo. Ainda não funciona corretamente para o D3D10 no momento.

●  Pequenas melhorias de desempenho no RADV, gerando melhoria no shader code.

● Se disponível, as extensões VK_EXT_memory_priority e VK_EXT_memory_budget agoraserão usadas para melhorar o comportamento de compressão da memória e reportar a VRAM disponível para aplicativos com mais precisão, respectivamente.

Correções de Bugs


● Corrigidos vários pequenos problemas em que certos recursos eram exigidos dos dispositivos onde o Vulkan não estava atuando.
● Corrigido problemas com shaders inválidos do SPIR-V, que faziam os jogos feitos na Unreal Engine 4 ficassem amarelos com drivers proprietário da AMD.

●  Corrigido problemas de renderização do Fay Cry Primal, que ocorreria em alguns sistemas.

Para visualizar todos as implementações  com mais detalhes técnicos, você pode acessar o GitHub do DXVK.

Podemos deixar uma menção aqui, do trabalho do dev da CodeWeavers, Ethan Lee,  com o FAudio que tem relação com os áudios dos jogos e agora faz com que vários games que tinha “flicks” de áudio rodem sem esses problemas.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A espera finalmente acabou e o WINE 4.0 Stable está no meio de nós, podendo ser utilizado nas mais diversas aplicações, desde a instalação de programas, até os jogos via Lutris e muito em breve também chegará ao projeto Proton da Valve, que se baseia no WINE.

 Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades






Depois de um ano após o lançamento da versão Stable 3.0, eis que a nova Stable é lançada, e chegando na versão 4.0 traz várias melhorias e ajustes que podem ser utilizados nos mais diversos projetos, como já citamos.

Em comunicado oficial no site, a equipe do Wine faz o seguinte pronunciamento:

“A equipe do Wine tem o orgulho de anunciar que o lançamento do Wine 4.0 Stable
está disponível.

Este lançamento representa um ano de esforços no desenvolvimento e mais de 6.000
mudanças individuais. “

As melhorias e novidades apresentadas foram:

  -  Suporte Vulkan;
  - Suporte inicial para o Direct3D 12, precisando da lib vkd3d e uma GPU com suporte ao Vulkan;
  -  Suporte para joysticks e controles melhorado;.
  -  Suporte a High-DPI no Android;
  -  Multi-Threaded Command Stream habilitado por padrão;
  -  Suporte para texturas 2D e 3D usando o S3TC-compressed;
  -  Mais recursos implementados para o Direct3D 10 e 11.

A lista de implementações é enorme e você pode conferir ela completinha no site oficial do WineHQ. Aqui só listamos algumas das mais importantes.

Com a chegada da versão 4.0, muitos jogos poderão ter a performance melhorada e assim rodarem muito mais fluidos no Linux, assim como fazer com que muitos outros que não rodavam passem a funcionar. A cada versão lançada do WINE o “gargalo” de desempenho vai caindo cada vez mais, além disso, a tão aguardada chegada do Kernel 5.0 pode dar mais um “up” nesse cenário também.

Outro ponto muito positivo é que com a chegada dessas melhorias, não é somente os jogos que  vão se beneficiar, mas também os programas que as pessoas precisam e que não tenham uma versão nativa para Linux (ou para macOS, afinal o Wine roda nele também) ou não tem uma alternativa que substitua para aquela tarefa.

A nova versão do WINE estável deve chegar em breve nas distribuições, mas se você quiser tentar instalar por conta própria, pode seguir o tutorial do pessoal do WineHQ. Só preste muito atenção nos comandos que estiver executando, pois qualquer falta de atenção pode bagunçar o seu sistema. 

Particularmente, prefiro esperar que os projetos adicionem a tecnologia do Wine aos seus projetos, especialmente o Lutris e o Proton ao invés de fazer por conta própria, mas isso é algo pessoal.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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GL-Z - Uma ferramenta para monitorar Vulkan e OpenGL no Linux, Windows e macOS

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Com a crescente de games no mundo Linux, especialmente depois de implementações mais frequentes do Vulkan, criou-se uma demanda para testes, benchmarks e formas de análise, para aferir o desempenho nas plataformas. Hoje você vai conhecer uma ferramenta muito útil para fazer o monitorando do seu CPU e GPU em múltiplas plataformas.

Vulkan API monitoring






Existem muitas ferramentas de monitoramento para Linux, porém, é menos comum encontrar alguma que agrupe várias funcionalidades em "uma coisa' só e ainda por cima funcione exatamente da mesma forma em outros sistemas operacionais para facilitar a comparação. É por isso que o GL-Z é tão interessante.

Quando se fala de Vulkan, a própria API inclui algumas opções para visualização da taxa de FPS, entre outras coisas, nesse aspecto, até mesmo a própria Steam possui um contador de FPS, mas a quantidade de quadros na tela é só um dos fatores que você pode querer monitorar, ainda que para o OpenGL exista o projeto GLXOSD, o GL-Z se torna mais interessante pois, além de monitorar o OpenGL,  também consegue monitorar o Vulkan em todas as plataformas.

Capacidades do GL-Z


Configurações do GL-Z Linux

O GL-Z é um pouco esquisito. A forma principal de trabalhar da aplicação consiste em uma janela que permite a criação de várias outras janelas menores, cada qual responsável por monitorar alguma coisa diferente, como o CPU ou a GPU. Ele funciona exatamente da mesma forma em qualquer sistema, porém, existem variações, você pode rodar janelas menores para monitorar coisas específicas, por exemplo:

Monitorando OpenGL com o GL-Z

Entre os recursos do GL-Z estão:

  • Suporte a multiplataforma, sendo Windows e Linux de 64 bits, macOS e Raspberry Pi;
  • Informações de OpenGL, com dados em geral, extensões, utilizaçãod e memória;
  • Informações sobre o Vulkan, como dados em geral e extensões (assim como no OpenGL) para cada dispositivo Vulkan conectado;
  • Monitorando de CPU, mostrando o uso no Linux e no Windows;
  • Monitoramento da GPU, exibindo uso, temperatura no Linux e no Windows, com a possibilidade de exportar os dados para um arquivo de texto simples;
  • Dados de CPU e GPU podem ser capturados e exportados para um arquivo cvs para análise facilitada.

O GL-Z também tem código aberto e tem arquivos de configuração bem simples de entender e modificar, por exemplo, alterar a imagem que aparece ao fundo da janela, adicionando qualquer uma de seu desejo consiste em apenas modificar um arquivo dentro de uma pasta chamada "data".

A aplicação também tem um impacto mínimo no seu hardware, tornando-a ideal para monitoramento, consumindo apenas 16 MB de RAM e praticamente não fazendo-se presente para o uso do processador e da placa de vídeo.

Download e utilização do GL-Z


O download para qualquer plataforma pode ser feito no site oficial, a versão de Linux vem compactada no formato tar.gz, basta extrair, como você faria com qualquer arquivo do tipo. 

Dentro da pasta onde os arquivos foram extraídos você encontrará os seguintes arquivos:

Executáveis Linux

O GL-Z funciona como uma aplicação portátil, não precisando ser instalado, o que é muito bacana. 

O item circulado é o binário executável, basta dar dois cliques para que ele abra a aplicação principal, caso você tenha algum problema em executá-lo dessa forma, verifique nas propriedades do arquivo se ele está com a opção de execução marcada.

Existem alguns arquivos ".sh" (Shell Scripts) que também pode ser rodados dando dois cliques,  estes estão assinalados com setas na imagem acima, apenas verifique se o seu gestor de arquivos está configurado para abrir esse tipo de arquivo, com ele você consegue abrir variações do GL-Z, como a da imagem acima onde mostramos o software monitorando apenas o OpenGL.

Dicas

- Você pode usar o GL-Z rodando enquanto você joga e ativar a captura de logs através do menu "tools";

- Se quiser ver algum monitor enquanto joga, basta clicar com o botão direito na borda da janela e pedir para que ele fique "sempre no topo";

- Todos os logs de captura de dados que você fizer estarão dentro da própria pasta do programa com o nome "log" em alguma parte do arquivo.

Se você quiser exibir os FPS de forma sobreposta ao game, de forma parecida com o que o FRAPS faz no Windows, use um parâmetro simples na inicialização do jogo, como mostramos neste artigo.

Até a próxima!

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Unreal Engine 4.21 é lançada com suporte para VULKAN e performance em Linux melhorada

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A Epic Games, dona da Unreal Engine, fez um post no blog oficial do projeto mostrando as novidades da nova versão da Engine, trazendo o suporte ao VULKAN e , algo que para nós, Linux gamers, é muito bom, sem dúvida.

 Unreal Engine 4.21 é lançada com suporte para VULKAN e performance em Linux melhorada






Em seu comunicado, a empresa salienta as qualidades que o update tem a oferecer nessa nova versão (4.21), uma maior eficiência, desempenho e estabilidade em qualquer plataforma em que a Unreal Engine seja utilizada, podendo ser mobile, PC (Window, Linux e macOS), VR (Realidade Virtual) e afins.

A lista de melhorias, aprimoramentos, correções e implementações é gigante e você pode conferir melhor no post deles. Aqui vamos pontuar alguns detalhes interessantes ao mundo Linux.

Linux como destaque


Primeiro, o que chamou atenção foi a chamada deles no Twitter, como vocês podem ver abaixo, colocando o Linux como destaque, coisa muito rara de acontecer, mas que foi muito grata de se ver.


É  muito gratificante ver que empresas do mundo dos jogos estão voltando os olhos para as plataformas open source, como o Linux  e portando as suas ferramentas de criação para ele, assim facilitando a vida dos desenvolvedores na hora de fazer um porte do seu jogo.

Outro ponto que eles melhoraram e muito, foi o tempo de “cozimento” dos projetos, tempo esse que foi reduzido em 60%, um ganho colossal para quem precisa de rapidez na hora de construir o seu jogo.

Vulkan é a nova estrela da companhia


Agora a parte  que vai ajudar e muito quem quiser portar ou fazer os seus jogos para Linux utilizando o UE 4 (4.21). Já começa que eles vão utilizar o VULKAN como renderizador padrão ao invés do “veinho de guerra” OpenGL. O OpenGL só será “chamado” se o VULKAN falhar na hora de inicializar.

Com a adoção do VULKAN, isso torna a vida dos devs muito mais fácil, pois eles podem utilizar o VULKAN em quase todas as plataformas, como Android e iOS, Windows, Linux e macOS, assim poupando tempo, dinheiro e pessoal na hora de fazer um jogo, pois vai ter tudo ali em uma única plataforma, bastando exportar para a plataforma que quiser.

Agora o player de mídia padrão na versão de Linux vai ser o WebMMedia, suportando assim os formatos .webm VPX8/9 para vídeos, cutscenes, por exemplo.Outra novidade é que os desenvolvedores terão uma GUI (interface gráfica com interação) para reportar bugs e crashs no Linux, uma reivindicação antiga dos devs inclusive.. No comunicado, a Epic Games pede para que sejam reportados até a  “exaustão” os bugs, mesmo os repetidos, pois eles querem corrigi-los e entregar uma ferramenta “redondinha” para a comunidade de desenvolvimento. 

Muitas outras coisas foram adicionadas nessa versão 4.21, uma lista muito grande mesmo e que não caberia em um artigo no blog. Mas se você quer saber quais são, acesse o link do artigo deles.

Um novo grande estúdio no Linux?


Isso é muito empolgante de se ver, uma gigante do mundo dos games, a Epic Games, fazendo esse tipo movimento para trazer a sua ferramenta para mais perto do mundo open source e incentivando a galera a contribuir e desenvolver também. Recentemente ela lançou a sua Store, como noticiamos aqui no blog, e deixou em aberto que os jogos e a Store teriam uma versão para macOS e plataformas de código aberto, o que pode incluir o Linux. Isso seria muito bom para a adoção do Linux por mais pessoas, . Bem que a Canonical poderia fechar uma parceria oficial com as duas gigantes do setor né, com a Valve e a Epic Games, seria de “bugar a matrix”.

O que você achou das mudanças da Unreal Engine 4? Acho que a Epic Games pode desembarcar o Fortnite no Linux no próximo ano?

Até uma próxima e um forte abraço.
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EA lança engine experimental Halcyon com suporte para Linux e VULKAN

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Durante o evento “Meetup Khronos” em Munique (Alemanha) que aconteceu no final de semana passado (dias 26, 27 e 28), a EA mostrou a sua engine experimental para jogos com suporte para VULKAN e surpreendentemente para Linux também. 


 EA lança engine experimental Halcyon com suporte para Linux e VULKAN






Quem apresentou foi o Engenheiro Senior de Renderização II, Graham Wihlidal da SEED ( Search for Extraordinary Experiences Division ou “Divisão de Procura por Experiências Extraordinárias”) divisão da EA que procura por projetos “Extraordinários”.

O que foi surpresa, foi a EA a começar a usar VULKAN em uma engine para jogos, essa já sendo usada em outras engines como a Unreal Engine e a CryEngine, além de trazer o suporte para Linux também.


O projeto vai trabalhar com as APIs mais modernas do momento, como DX12 (Windows), Vulkan 1.1 (Windows, Linux) e Metal 2 (Apple). Uma amostra de como será a Engine com o vídeo abaixo da EA.

          

Como podemos ver, é um projeto promissor e ao que tudo indica, traz uma melhor qualidade aos jogos e um realismo muito maior.

Muitos vem se perguntando se a EA vai trazer os seus jogos para essa nova Engine e assim disponibilizar eles para Linux, uma pergunta difícil, mas esse é o primeiro passo. Se um dia não tínhamos a Steam no Linux e agora temos, quem sabe o futuro com a EA, não é?

Um movimento assim é muito bom para a concorrência no mercado e abre um leque maior de opções, trazendo novas ferramentas multiplataforma,

Se você quiser ver mais afundo o projeto, pode acessar aqui e aqui.

Espero você até uma próxima e um forte abraço.
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Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Desde o anúncio da Valve com a implementação do Proton, uma parceria feita com a CodeWeavers, várias melhorias vem acontecendo em outros projetos como o DXVK, WINE e o próprio VULKAN.

Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve






No começo do ano de 2018 fomos apresentados ao projeto DXVK, que a princípio faria uma camada de conversão entre a API DirectX 11 para o VULKAN, assim possibilitando que alguns jogos pudessem rodar no Linux, como por exemplo o  GTA V. E até meados de Julho o seu progresso era muito bom e vinha trazendo várias melhorias e correções de bugs que essa implementação acarreta.

Na mesma linha víamos o projeto VULKAN, API gráfica que concorre com a API da Microsoft, ganhando mais linhas de código, melhorias e correções de bugs que vinham melhorando a performance dos jogos que utilizam a API de forma nativa ou através do DXVK.

A outra ferramenta que veio ganhando melhorias aceleradas foi o projeto WINE (Wine is not an emulator), que até 2018, tinha implementações sendo “soltas” de forma pragmática e conservadora, sempre apostando no “jogo seguro” para não cometer erros.

Mas tudo isso mudou de forma rápida e positiva em meados de Julho, quando a Valve fez o anúncio bombástico do projeto Proton, que resumidamente, faria com que jogos feitos somente para Windows rodarem no Linux.

Com o anúncio do projeto Proton todos estes projetos cresceram de forma acelerada surpreendendo a cada lançamento. 

Primeiro foi o projeto VULKAN, que dá uma base sólida para todo o projeto Proton, que vem ganhando a cada lançamento mais e mais melhorias e implementações em seu código, chegando na versão 1.1 e marcando presença nas principais Engines do mercado como a CryEngine, idTech, Unity, Source e Unreal Engine. Com isso, as desenvolvedoras de jogos que optarem por usar VULKAN vão poder portar os seus jogos de forma “suave” para Linux e sem maiores transtornos, mesmo usando o projeto Proton.

Já o segundo que veio ganhando um aprimoramento acelerado foi o DXVK. Se no começo do ano ele dependia de uma equipe reduzida, hoje eles contam com o apoio da gigante da indústria dos Games,  Valve. Quando a Valve anunciou a sua ferramenta de compatibilidade, comentou que já vinha dando apoio para o pessoal do DXVK. Por isso que muitos da comunidade Linux viram o rápido crescimento do projeto. A última versão dele já tem suporte para DX10 e DX11, além de terem iniciado os testes para poder incorporar o DX9 ao projeto DXVK.

Por último e não menos importante, temos o WINE, o nosso “velho guerreiro” que sempre nos ajudou a rodar vários jogos e programas no passado e hoje tem um papel fundamental nessa nova era dos games no Linux. Ele tem papel fundamental pois a CodeWeavers (empresa por trás da versão comercial do Wine, o CrossOver) fechou parceria com a Valve e acelerou a versão do WINE para a Steam , e o projeto original que podemos usar gratuitamente vem se beneficiando diretamente por isso, visto que ultimamente tem saído várias versões do WINE e com um monte de melhorias vindo dos reports da Steam, fora os que a comunidade já reporta no site e fóruns do próprio WINE.

Para usar o VULKAN você vai precisar dos drivers mais recentes para a sua GPU, sendo Intel, AMD e NVIDIA.

Para AMD e Intel você precisa usar o Mesa Driver 18.1 ou posterior. Já para NVIDIA você vai precisar usar o Driver Proprietário nas versões mais recentes, as versões Beta. Até o momento está na versão 396.54.09 ou o 410.57.

Para saber mais sobre o projeto VULKAN, basta acessar o site deles. Para acompanhar o projeto DXVK, é só acompanhar eles no GitHub.

É muito legal ver essa evolução das ferramentas que venham a possibilitar os jogos para Linux e trazendo mais opções para os consumidores. Como falei em um Diolinux Friday Show, creio que a próxima a aderir ao projeto Proton é a Battlenet, dona do Overwatch, World of Warcraft e Diablo pois o catálogo dela é pequeno e mais fácil de administrar.

Mas agora conte aí nos comentários, o que você espera dessa evolução do projeto Proton e tudo aquilo que ele “Puxa” junto.

Um forte abraço e até a próxima.
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Nova versão do emulador de PSP ganha mais desempenho

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domingo, 16 de setembro de 2018

Se você gosta de jogar os clássicos do PSP da Sony e gostaria de poder jogar no seu Ubuntu, o PPSSPP pode lhe atender bem e lhe render algumas horas de jogatina.


Nova versão emulador de PSP ganhar mais desempenho






Já fizemos um post aqui no blog explicando como instalar ele no Ubuntu e no Linux Mint, porém, recentemente o emulador recebeu um update de versão e trouxe várias melhorias, incluindo correções, estando disponível para Ubuntu 14.04, 16.04 e 18.04.

A versão disponibilizada atualmente é a  1.6.3 e trouxe melhorias, como:

- OpenGL back-end agora com processamento multi-núcleos melhorado, dando um “boost” na velocidade;

-  Várias melhorias de desempenho com Vulkan; 

-  Correções de alocação de memória;

- Melhoria no desempenho do interpretador de comandos via GPU;GPU com melhorias no desempenho do interpretador de comandos

-  Várias correções para a mudanças de aplicativos e widgets no Android;

- Correções de bugs e algumas melhorias de desempenho no compilador ARM64 JIT e no interpretador IR;

- Shader cache habilitado para Vulkan;

- Várias correções para iOS, incluindo JIT e file browser;

- Melhoria na compatibilidade com macOS;

- Melhoria no recurso de substituição de texturas (obs: algumas texturas usadas na versão 1.5.4 podem se tornar incompatíveis com a nova versão)ID de correção de substituição de textura (nota: algumas texturas de 1.5.4 podem se tornar incompatíveis);

- Melhorias para multiplayer local (ad-hoc);

- Suporte Vulkan para Linux

- Suporte para o Retroarch;

Para maiores informações sobre a instalação e as novidades futuras, basta ficar ligado aqui no blog, ou no site oficial do PPSSPP.

Conte-nos nos comentários sobre a sua experiência emulando games de PSP com o PPSSPP no Linux. Qual game você curte mais jogar?  e quais você mais joga.

Até uma próxima e um forte abraço.

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