Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador wayland. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador wayland. Mostrar todas as postagens

Novidades do Gnome Shell para o mês de novembro

Nenhum comentário

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Gnome Shell recebeu uma grande quantidade de melhorias neste mês de novembro, desde limpeza e polimento de códigos e algumas correções de bugs.

novidades-de-novembro-gnome-shell

O libcroco, uma biblioteca que manipula códigos CSS foi removida, e agora os arquivos serão importados e manipulados pelo St (Shell Toolkit). Segundo os próprios desenvolvedores do Gnome, o libcroco já era uma solução bem datada.

Houve também melhorias na grade de aplicativos. O Gnome 3.34 chegou com uma funcionalidade de agrupar ícones em categorias, porém foi encontrado um bug onde os ícones não estavam sendo destruídos corretamente, fazendo com que os ícones começassem a se multiplicar com o tempo. Este bug foi corrigido e liberado inclusive para a versão 3.34 do Gnome.

Outra novidade na grade de aplicativos é uma melhoria na animação do ícone de paginação, como pode ser visualizado no vídeo abaixo:


Uma novidade (muito aguardada por mim, inclusive) é a de que o Gnome Shell agora respeitará a fonte do sistema, definida no painel de configurações, sem a necessidade de customizar isso através de CSS no tema.

O Mutter, gerenciador de janelas do Gnome também recebeu algumas novidades:

Quando o Gnome Shell e os aplicativos “se desenham”, eles informam exatamente qual parte do aplicativo foi alterada. Até o Gnome 3.34, O Mutter informava toda a área onde a informação foi alterada, como o retângulo azul da imagem abaixo informa.

mutter-redraw-antigo-3.34

A partir de agora, ele informa apenas o conteúdo exato que foi alterado, diminuindo a quantidade de informação repassada, otimizando o desempenho. Na imagem abaixo, podemos ver em vermelho apenas as partes onde o conteúdo foi alterado e repassado para o gerenciador de janelas.

mutter-redraw-atual-novidade

Segundo os testes dos desenvolvedores, esta mudança gera uma melhoria considerável de desempenho, pois os frames enviados ao Mutter podem ser reduzidos em até 44%.

Em algumas situações o shadow buffer será utilizado pelo backend para renderizar o conteúdo antes de enviar para o buffer principal, que enviará as informações para o painel. Segundo os próprios desenvolvedores, apesar de parecer contra-produtivo, esta manobra melhora consideravelmente a performance em alguns casos de uso.

Entre diversas outras melhorias menores, estão:
  • Agora o Gnome Shell impede de redesenhar toda a tela quanto utilizado o dma-buf ou o EGLImage em Wayland. Isso reduz a quantidade de dados transferidos entre CPU, GPU e monitor, melhorando o desempenho e economizando bateria;
  • Limpeza de código no Clutter e Cogl, removendo funções e ferramentas que não são mais utilizadas. Mais de 28.000 linhas de código foram removidas;
  • Jogos no Xwayland que rodam em tela cheia e alteram a resolução de tela devem ter um melhor comportamento agora;
  • Algumas outras correções de bug como vazamentos de memória, entre diversos outros.

O que você achou das novidades? Está ansioso para a nova versão do Gnome? Deixe nos comentários!

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Ubuntu Touch cada vez mais compatível e funcional, confira as novidades

Nenhum comentário

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Segundo o que foi relatado pela equipe do Ubuntu Touch na sua última sessão de perguntas e respostas, o sistema recebeu várias melhorias, entre elas, a compatibilização com mais dois modelos de smartphones, e também foi instalado e rodou com sucesso em um Raspberry Pi 3.

ubuntu-touch

Semanalmente a equipe da UBports, organização responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu Touch, faz uma live stream de perguntas e respostas no Youtube, na qual é feita a divulgação do progresso do desenvolvimento do projeto. Nessa live stream, além de responder questionamentos de pessoas de várias partes do mundo, a equipe também relata quais foram as novidades implementadas nos últimos dias.

Na última vez que o evento foi realizado, a equipe relatou mais dois modelos de smartphones que entraram para a lista dos dispositivos oficialmente compatíveis com o Ubuntu Touch, sendo eles o “Pine Phone” e o “Volla Phone”, da PINE64. Além disso, a equipe fez uma demonstração ao vivo do sistema rodando em um Raspberry Pi 3, utilizando a tela LCD de 7” oficial do projeto Raspberry Pi.

Os dispositivos Raspberry Pi estão amadurecendo de forma bastante rápida como plataformas de desenvolvimento, e tornarão o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu Touch mais acessível, para uma base muito maior. Isso faz uma grande diferença, pois pela primeira vez, poderemos criar uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para o Ubuntu Touch.” disse a UBports.

Os membros da UBports também relataram que as próximas atualizações também trarão uma melhor compatibilidade com headsets bluetooth, e informaram que o servidor gráfico “Mir”, desenvolvido pela Canonical (empresa responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu), poderá agora rodar sobre o Wayland, através do “Wayland protocol”.

Respondendo questionamentos dos inscritos, a equipe disse que por enquanto não existem planos para portar a base do Ubuntu Touch para a próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04, que será lançada em abril de 2020. Considerando a velocidade com que as coisas acontecem no mundo da tecnologia, cinco meses, que é o tempo que falta para o Ubuntu 20.04 ser lançado, é bastante tempo, por enquanto não há necessidade de fazer um upgrade na versão base do Ubuntu Touch. Existem coisas mais urgentes para serem implementadas e corrigidas.

A seguir você confere na íntegra (em inglês) o registro da live stream na qual as novidades foram anunciadas.


A próxima sessão de perguntas e respostas deverá ser realizada pela equipe da UBports no seu canal no YouTube, no próximo sábado (30), às 16:00 horas (horário de Brasília).

Ao ver as novidades semanais anunciadas pela equipe da UBports, fico cada vez mais ansioso para testar o sistema. E com certeza é o que farei, assim que tiver um smartphone sobressalente para instalar o Ubuntu Touch. Além de quê, também temos o Plasma Mobile, que conforme relatamos neste artigo, também está em constante desenvolvimento, e melhor a cada dia.

Ainda não acredito que, tanto o Ubuntu Touch quanto o Plasma Mobile possam se tornar sistemas “mainstream”, e “abocanhar” uma boa fatia do mercado. Mas tenho certeza que poderão ser alternativas viáveis para o Android e iOS, para muitas pessoas, em um prazo curto ou médio. 

O quê você pensa sobre a cena dos sistemas operacionais mobile? Acredita que o Ubuntu Touch, ou até mesmo o Plasma Mobile tem chance de se tornarem boas alternativas? Você pretende testá-los? Conte mais nos comentários! 😁

Confira também o artigo anterior, e bem recente sobre o Ubuntu Touch.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Capturando a tela com o OBS Studio no Wayland

Nenhum comentário

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Um dos desenvolvedores do projeto GNOME, o brasileiro Georges Stavracas, criou um plugin de compartilhamento de tela que torna possível a utilização do OBS Studio em sistemas rodando a interface gráfica através do Wayland.


O Wayland é um servidor gráfico, que é o “cara” responsável por desenhar a imagem que você vê na sua tela. Se a distro que você utiliza faz uso do GNOME como interface gráfica, é o servidor gráfico quem faz com que esta interface gráfica seja exibida na sua tela.

Hoje em dia, a maioria das distribuições Linux utiliza como padrão um outro servidor gráfico, chamado X.org. Este é um projeto bastante antigo, e foi justamente visando criar um software mais moderno e de fácil desenvolvimento que o Wayland foi criado. Dito isso, a ideia é que o Wayland possa ser capaz de substituir o X.org em todos os sistemas, caso esse seja o desejo dos desenvolvedores.

Para que você possa entender melhor o que é um servidor gráfico, bem como o que é Wayland e X.org, fortemente recomendo que assista aos vídeos a seguir. Desta forma você poderá tirar o melhor proveito das informações contidas neste artigo.



Embora a maioria das distribuições Linux ainda utilize o X.org como servidor gráfico padrão, algumas distros, como por exemplo o Fedora e até mesmo o Debian (sobre o qual já falamos neste artigo) já fazem uso do Wayland como o servidor gráfico primário. O Wayland já está em uma fase de desenvolvimento avançada, e é perfeitamente capaz de atender todas as necessidades de uma grande parte dos usuários. Porém, ainda existem alguns detalhes importantes que precisam ser melhorados para que enfim, o Wayland possa substituir o X.org em maior escala.

Um desses detalhes é que, até então, por padrão é impossível utilizar softwares de captura de tela como por exemplo o OBS Studio enquanto estiver utilizando o Wayland. Para resolver, ou ao menos contornar esse problema, o desenvolvedor brasileiro integrante do projeto GNOME, Georges Stavracas, desenvolveu um plugin que torna possível a captura de tela com o OBS Studio ao utilizar o sistema através do Wayland.

Trata-se do “obs-xdg-portal plugin”. O plugin em questão já está incorporado na versão em Flatpak do OBS Studio, sendo que para utilizá-lo, tudo o que você precisa é ter o software instalado nessa versão.

Para instalar o OBS Studio na versão Flatpak você pode acessar a página do mesmo no Flathub, ou simplesmente rodar o comando abaixo.

flatpak install flathub com.obsproject.Studio

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

O vídeo abaixo, produzido pelo nosso amigo Leandro Ramos, mostra o plugin em funcionamento, bem como a forma de utilizá-lo.


Essa é uma solução temporária, mas que tem se mostrado muito eficaz. O caminho natural é que, com o tempo, o desenvolvimento tanto do Wayland, quanto das aplicações em si faça com que essa compatibilidade venha a acontecer de forma nativa.

Todavia, enquanto isso não acontece, felizmente podemos contar com pessoas como o Georges, que estão sempre dispostas a ajudar a comunidade, e a disponibilizar soluções como a que estamos lhes apresentando hoje.

Você já é usuário, ou testou o Wayland? Ou esta é a primeira vez que está ouvindo falar nele? E você, que já possui um nível de conhecimento sobre o assunto um pouco mais avançado, acredita que o Wayland realmente substituirá o X.org por completo algum dia? Conte mais nos comentários! 😁

Para mais informações você pode acessar o post oficial de divulgação do “obs-xdg-portal plugin” (em inglês), redigido pelo próprio desenvolvedor.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus!

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Os trilhos que guiarão o desenvolvimento do KDE nos próximos anos

Nenhum comentário

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

É difícil acontecer de ficarmos muitos dias sem postar algo sobre o projeto KDE. Felizmente para todos nós, este é um projeto muito grande e consolidado, utilizado por muitos, e em constante desenvolvimento. Recentemente a equipe divulgou em seu site oficial quais são os três principais objetivos nos quais se baseará o desenvolvimento do projeto nos próximos anos.


Ter objetivos estabelecidos é algo essencial para se manter um desenvolvimento constante e bem direcionado. O trabalho simplesmente não funciona se não for de forma organizada, e focada. As áreas nas quais a comunidade KDE gostaria de se aprimorar, e as novidades que gostaria de implementar são muitas, mas o pessoal e os recursos são limitados. Sendo assim, a melhor forma de manter o projeto evoluindo é direcionar os esforços para pontos específicos, e concentrar-se em aperfeiçoar apenas algumas coisas de cada vez.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, e ao KDE, talvez você não saiba que o projeto KDE vai muito além da sua interface gráfica, o Plasma Desktop. A comunidade KDE mantém centenas de projetos diferentes, indo desde “simples” plugins e widgets de hora e data para o painel, até programas de conversão de áudio, edição de vídeo, e toda a complexidade do Plasma Desktop.


Manter todo esse trabalho avançando de forma organizada com certeza não é tarefa fácil, e é justamente por isso que durante os próximos dois anos todo o trabalho da equipe será feito tendo em mente os seguintes objetivos:

KDE Apps


Conforme mencionado anteriormente, o projeto KDE mantém uma ampla gama de aplicativos. Um dos principais objetivos para os desenvolvedores nos próximos anos é aprimorar o “look and feel” desses apps. A equipe do KDE destacou no post oficial que o design de muitos desses aplicativos serão retrabalhados à fim de deixá-los com uma interface mais organizada, o quê deve tornar o uso destes aplicativos mais fácil para novos usuários. 

Talvez essas mudanças melhorem um aspecto que tem sido alvo de críticas por parte dos usuários há muito tempo, que é o fato de os aplicativos KDE exibirem uma quantidade “exagerada” de opções e funções, tornando as coisas um pouco, ou bastante confusas para os usuários. Também será trabalhado na aparência e no comportamento de aplicativos que utilizem abas, menus de hambúrguer, e barras laterais.


Outro objetivo é eliminar, ou ao menos diminuir a fragmentação de aplicativos. Ou seja, se atualmente o projeto mantém dois ou mais players multimídia, passará a manter apenas um. Dessa forma os desenvolvedores poderão concentrar seus esforços em apenas um ou dois softwares em cada segmento, dependendo da necessidade, e assim torná-los melhores e mais completos.

Mas é claro que não serão apenas melhorias visuais, certamente também podemos esperar por aprimoramentos “debaixo do capô”. Como melhorias no empacotamento, correções de bugs e ajustes de performance.

Falando em KDE Apps, vocês sabiam que uma das melhores ferramentas existentes para conectar o seu smartphone ao seu computador é mantida pelo projeto KDE? Se você não conhece o KDE Connect, com certeza deveria! 😁

Suporte ao Wayland


Aprimorar o suporte ao Wayland é um dos principais objetivos da comunidade KDE. Segundo a equipe, o Wayland se encaixa perfeitamente na filosofia do projeto de criar um produto funcional, leve e bonito, sempre com as tecnologias mais recentes e que ofereçam a melhor performance possível.

Se você não sabe o que “raios” é Wayland, o vídeo abaixo com certeza irá te dar uma luz.



Embora seja uma prioridade, os desenvolvedores dizem que a total implementação do Wayland não é algo que ocorrerá do dia para a noite. Muitas coisas podem “simplesmente” ser modificadas e compatibilizadas para que funcionem com o substituto do X.org, porém, outras precisam ser reescritas do zero. O que demanda muito trabalho e recursos.

Nesse quesito, os esforços estarão focados primariamente em compatibilizar o Kwin, Plasma, e KDE apps, mas a comunidade KDE também pretende colaborar diretamente com o desenvolvimento do próprio Wayland o máximo possível.

Consistência


Trata-se de criar novos apps com interfaces gráficas semelhantes, que façam parte de um todo. Bem como modificar o layout das interfaces dos aplicativos já existentes para que todos fiquem com um aspecto visual coerente. Algo muito semelhante ao que, por exemplo, o projeto GNOME, e a equipe do Elementary OS já vem fazendo há bastante tempo.

A ideia é tornar os sistemas que utilizam o KDE Plasma e os KDE apps mais fáceis de usar. Ao aprender a utilizar um software, o usuário já saberá, ou ao menos terá uma boa noção sobre o funcionamento dos outros. Já que todos eles compartilharão dos mesmos padrões de design, assim tornando-os mais fáceis de se aprender e dominar.

Além disso, manter um padrão visual entre as aplicações KDE também fortalecerá a marca. Já que os aplicativos poderão ser reconhecidos como provindos do projeto KDE apenas com um olhar.

Todavia, essas mudanças trazem benefícios além do visual ou de UX Design. Aplicativos com aspectos visuais seguindo um mesmo padrão diminuem a quantidade de códigos e desenhos redundantes, assim mantê-los torna-se mais fácil e menos trabalhoso. Por exemplo, se antes era desenhado um botão de salvar para cada aplicativo, agora o desenho de um único botão de salvar poderá ser utilizado em vários aplicativos diferentes.

Com isso, também será reduzida a dificuldade e carga de trabalho ao desenvolver novos softwares. Já que muitas linhas de código e designs de interfaces poderão ser reaproveitados de uma aplicação para a outra.

Já faz algum tempo que tenho utilizado apenas o GNOME Shell como minha interface principal, mas sempre fui, e continuo sendo um admirador do projeto KDE. Aliás, esse é o lado bom desse mundo do software open source, existem tantos produtos excelentes, que geralmente não somos capazes de utilizar todos. 😅

Aliás, se você é usuário do KDE e gosta de deixar o sistema com a “sua cara”. Temos um vídeo realmente completo que vai te deixar muito bem encaminhado, quando o assunto é personalização no KDE Plasma.


Você curte o ecossistema KDE? O que pensa sobre as orientações que o projeto está tomando para seu desenvolvimento futuro? Conte-nos a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉

________________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Mais novidades estão chegando no GNOME 3.34 e Fedora 31

Nenhum comentário

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Apesar de não ser uma das distros que as pessoas costumam indicar para usuários iniciantes, o Fedora é uma das distribuições Linux mais importantes atualmente. Mantido pela “toda poderosa” Red Hat. O Fedora é a versão focada no usuário comum do tradicional sistema operacional para servidores, o Red Hat Enterprise Linux.

novidades-chegando-no-fedora31-e-gnome3.34

No último dia 17 de Setembro, foi disponibilizada a versão Beta do Fedora 31. Além da tão esperada versão 3.34 do GNOME, a mais nova versão do Fedora, que deverá ser lançada no final de Outubro, está chegando com uma lista de melhorias e novidades “de tirar o chapéu”.

• Aprimoramentos no GameMode


Se você não sabe o que é o GameMode, já postamos dois artigos sobre o assunto aqui no blog. Que você pode conferir aqui e aqui.

Uma das principais melhorias feitas no GameMode nesta versão, está relacionada a como o usuário pode saber se a aplicação está rodando ou não. Atualmente a única forma de saber se o GameMode está rodando é através de comandos no terminal. Considerando que o GameMode é algo pensado para todos os usuários, e não apenas aos mais avançados, isso realmente era um problema.

A saída foi desenvolver uma extensão para o GNOME Shell que indicasse, através de um ícone na bandeja do sistema (O quê é bem curioso, considerando que o GNOME removeu essa funcionalidade por padrão.) se o GameMode está rodando, ou não. Além do ícone na bandeja, aparecerá também uma notificação toda vez que o status do GameMode mudar.

O GameMode já vem instalado por padrão no Fedora. Em outras distribuições, você precisa da aplicação na versão 1.4 ou superior para que a extensão funcione.

extensão-gamemode-gnome

• Implementações no Wayland.


Em conjunto com o GNOME, o Fedora também é a principal distro a entregar o Wayland por padrão. O Fedora 31 trará a possibilidade de utilizar o “XWayland on demand”.

O XWayland é um recurso do Wayland que permite o funcionamento de aplicativos compatíveis apenas com o X.org. Atualmente o XWayland é executado automaticamente ao iniciar a sessão, e permanece continuamente rodando em background. Assim permitindo que uma aplicação compatível apenas com X.org possa ser iniciada a qualquer momento.

O “XWayland on demand”, como o próprio nome já sugere, funcionará sob demanda, e rodará apenas quando uma aplicação que precisa do X11 para funcionar for iniciada.

A funcionalidade estará disponível tanto no Fedora 31, quanto em qualquer outra distro com a versão 3.34 do GNOME. Porém, ainda não virá ativada por padrão em nenhuma delas. O “XWayland on demand” ainda está em fase experimental e possui alguns bugs que precisam ser corrigidos. Como, por exemplo, o PulseAudio acidentalmente iniciando o Xwayland. Mesmo assim, para aqueles que gostam de testar coisas novas e estão dispostos a ajudar a comunidade reportando bugs, o “XWayland on demand” poderá ser ativado no Gnome 3.34 através do comando abaixo:

gsettings set org.gnome.mutter experimental-features "[...,'autostart-xwayland']"

No Fedora 31, o Wayland continuará não sendo a opção padrão para usuários com o driver proprietário da Nvidia instalado. A razão para isso é a incompatibilidade do driver em questão, com a aceleração por hardware via XWayland. Como consequência disso, muitas aplicações que dependem de tal funcionalidade, como jogos, poderão utilizar apenas aceleração por software. Tornando o uso de tais aplicações praticamente impossível.

Solucionar esse problema não é algo que possa ser feito pela comunidade sozinha. A Nvidia também precisa fazer a sua parte, já que se trata do seu driver proprietário e de código fechado. A Nvidia já informou que está trabalhando em compatibilizar o seu driver com o XWayland, todavia ainda não divulgou datas ou prazos.

• Aprimoramentos no QtGNOME.


Foram feitos aprimoramentos para assegurar que aplicações Qt se integrem da melhor forma possível ao ambiente GNOME do Fedora Workstation. As versões em Qt dos temas “Adwaita” foram atualizadas de acordo com as versões originais em GTK. Tendo também a versão dark do Adwaita completamente funcional em aplicações Qt.

Abaixo você vê uma imagem da aplicação “Okular” sem (janela de trás), e com (janela da frente) a utilização do QtGNOME.

okular-no-gnome-com-qtgnome

• Implementações de firmware


Implementações muito importantes estão sendo feitas no LVFS (Gerenciador de instalação e atualização de firmwares. Desenvolvido pelo mantenedor do GNOME, Richard Hughes). Além do “GNOME Firmware”, aplicação sobre a qual falamos recentemente aqui no blog. Vários fabricantes de hardware e periféricos estão se juntando à comunidade. Entre eles, podemos destacar a Acer, que está disposta a compatibilizar mais do seu hardware com o LVFS.

• OpenH264 aprimorado


Uma versão bastante aprimorada do OpenH264 (versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264) estará disponível para os usuários no Fedora 31. Esta nova versão inclui suporte aos mais avançados perfis do H.264, que estão presentes na grande maioria dos vídeos disponíveis na internet e até mesmo naqueles gravados pela grande maioria das câmeras e celulares atualmente.

Dessa forma, não será mais necessária a instalação de repositórios de terceiros para poder utilizar o software, o que é necessário agora. 

• Polimentos no GNOME Classic Mode


O GNOME Classic Mode ainda possui muitos fãs e usuários. E um grupo deles foi consultado sobre quais ajustes poderiam ser feitos a fim de melhorar a experiência de uso. A maior parte das modificações consistiu em remover algumas funcionalidades do GNOME 3 que não condizem com o ambiente do GNOME Classic. Como os “hot corners”, e o modo “overview”. Também foi adicionada a possibilidade de gerenciar a sessão pelo canto inferior esquerdo da tela.

gnomeclassic-no-fedora30
GNOME Classic no Fedora 30

• Melhor suporte para usuários não falantes de Inglês


Nas versões anteriores do GNOME, como no Fedora 30, ao selecionar um idioma durante a instalação, todos os pacotes necessários para a aplicação daquele idioma no sistema eram instalados. Porém, ao selecionar um novo idioma nas configurações do sistema, alguns pacotes precisavam ser instalados via linha de comando. No Fedora 31, se você selecionar um novo idioma no GNOME Control Center, todos os pacotes necessários deverão ser instalados automaticamente.

• Performance aprimorada


Muito trabalho foi feito para que a performance geral do GNOME fosse aprimorada. Equipes do GNOME Shell e da Red Hat têm trabalhado juntos com o mesmo objetivo, porém, em áreas separadas. Enquanto as equipes do GNOME Shell tem trabalhado em resolver os problemas de performance mais urgentes e com menores proporções, os engenheiros da Red Hat tem trabalhado nas mudanças a longo prazo e de maiores proporções.

Veja aqui o post original (em inglês) com a lista completa de melhorias e implementações chegando ao GNOME 3.34 e Fedora 31.

O quê você acha das melhorias que estão chegando no GNOME e Fedora? Você acha que eles realmente estão dando atenção para as coisas mais importantes, ou pensa que algo importante foi deixado de lado? Deixe a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


GNOME 3.34 e o refinamento do XWayland

Nenhum comentário

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O GNOME 3.34, ao que tudo indica, será uma das melhores versões do GNOME desde muito tempo. Com diversas melhorias em sua performance e possíveis novidades em seu Shell. Mas, não acaba por aí…

xorg-x11-wayland-sudo-xwayland-gnome-shell-linux-red-hat

Além do refinamento na performance do GNOME Shell, a equipe responsável pelo GNOME vem implementando aprimoramentos a cada lançamento. Desta vez os usuários do Wayland receberão uma adição interessante.

Neste ano o suporte ao Mutter do GNOME para gerenciar um arquivo Xauth e delegar a requisição ao XWayland foi adicionado. Essa contribuição da gigante Red Hat, tinha como objetivo permitir que aplicações X.org/X11 fossem executados no XWayland com privilégios de super usuário. Até o momento, executar programas como “sudo” não era uma tarefa tão simples, porém, com essa adição de código para o GNOME 3.34 esse comportamento foi corrigido.

Assim o gerenciador de janelas do GNOME, o Mutter, recebe uma mudança significativa em seu código ao trabalhar com XWayland. Permitindo que um mesmo usuário local seja adicionado ao xhost e rode aplicações do Xclient como sudo no XWayland. As mudanças foram de autoria de Olivier Fourdan, atual Engenheiro de Software Sênior da Red Hat e criador do ambiente desktop XFCE.

A API gráfica Clutter, recebeu uma otimização em seu desempenho no Mutter. O Clutter é o responsável por acelerar as interfaces do usuário criadas com ela, por hardware, aproveitando de tecnologias como o OpenGL entre outros. A título de curiosidade o próprio GNOME Shell faz uso da API e outras aplicações. Essa foi uma contribuição de Niels De Graef, um dos desenvolvedores do GNOME.

O GNOME 3.34 está sendo desenvolvido com muito empenho e promete ser uma ótima versão, seja para usuários do Wayland, como de sessões Xorg. Seu lançamento está previsto para 11 de Setembro.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Phoronix, GNOME.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation

Nenhum comentário

domingo, 30 de junho de 2019

Quem chega ao mundo do Linux, sempre é apresentado a algumas opções para usar em seu PC, dentro dessas opções está o Fedora. Em resumo, o Fedora é uma versão comunitária do RHEL (Red Hat Enterprise Linux) e apoiada pela própria Red Hat. Geralmente é no Fedora que recursos serão testados e usados no RHEL.

Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation





Feito essa breve apresentação, vamos comentar das novidades que virão na versão 31 do Fedora Workstation, prevista para chegar no final de outubro deste ano (2019). Algumas novidades que estão chegando, envolve o Wayland, nova versão do Gnome, melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, recursos e suporte expandidos do Flatpak e muito mais.

Primeiro vamos comentar sobre o Wayland, sucessor do Xorg, que segundo o dev do projeto, Christian Schaller, é que seja concluída a transição para o Wayland muito em breve e também removendo a dependência do X Windowing System, significando que o Gnome Shell não precisará rodar o tempo todo o  XWayland. Ele ainda comenta porque demorou tanto:

“Para aqueles que se perguntam por que isso levou tanto tempo, é bem simples; por 20 anos, os desenvolvedores poderiam assumir com segurança onde estamos rodando no atop do X. Então refatorar tudo o que é necessário para remover qualquer código que faça a suposição de que ele está rodando sobre o X.org tem sido um grande esforço. O trabalho é feito principalmente para o shell em si, mas existem alguns itens em relação ao daemon de Configuração do GNOME, onde precisamos expulsar a dependência do X.”

Ele acredita que nas versões 3.34 ou 3.36 do GNOME, a transição já estará concluída. Ainda complementou sobre o XWayland:

“Uma vez que o trabalho esteja concluído, server X (XWayland) só será iniciado se você realmente executar um aplicativo X e quando você fechar o aplicativo no servidor X será encerrado também. Outra mudança em que Hans de Goede está trabalhando no momento é permitir que os aplicativos X sejam executados como root no XWayland. Em geral, executar aplicativos de desktop como root não é considerado aconselhável do ponto de vista da segurança, mas como sempre funcionou com o X, achamos que ele também deveria continuar presente no XWayland. Isso deve corrigir alguns aplicativos “de fora”, que só funciona quando executado como root atualmente.”

Sobre o driver da NVIDIA trabalhar com o Wayland, vou deixar o comentário do dev, que já deve ser o bastante para a situação:

“Finalmente, há a pergunta de suporte ao driver binário da NVIDIA. Então você pode rodar uma sessão Wayland nativa em cima do driver binário e você teve esteve habilitado por muito tempo. Infelizmente, não houve suporte para o driver binário no XWayland e, portanto, os aplicativos X (que são muitos) não receberiam nenhum suporte para aceleração gráfica 3D via hardware. Adam Jackson trabalhou em deixar o XWaylands carregar o driver binário NVidia x.org e agora estamos aguardando que a NVIDIA revise esse trabalho e esperemos que seja capaz de atualizar seu driver para suportá-lo.”, resumindo, só depende da NVIDIA aprovar o trabalho feito pelos devs. Vamos torcer que aprovem o mais rápido possível.

O próximo a ser relatado, é o PipeWire, que para quem não conhece, é um projeto que “visa melhorar muito o manuseio de áudio e vídeo no Linux. O objetivo é oferecer suporte aos casos de uso atualmente controlados pelo PulseAudio e pelo Jack e, ao mesmo tempo, fornecer o mesmo nível de manipulação eficiente de entrada e saída de vídeo. Ele também introduz um modelo de segurança que facilita a interação com dispositivos de áudio e vídeo a partir de aplicativos em contêiner.’, segundo o site do projeto. Os devs do Fedora estão trabalhando para melhorar os principais recursos dele para que assim esteja pronto para substituir o Jack e o PulseAudio para essa finalidade.

Também foi falado sobre o Flatpak, que além das habituais correções de bugs e melhorias, agora estão focando em melhorar a infraestrutura para que se possa construir Flatpaks a partir dos pacotes RPM e assim automatizar o processo o máximo possível. Isso na visão do dev da Red Hat, é um pré-requisito para que eles comecem a enviar alguns aplicativos padrões via Flatpak e futuramente, enviar todos por padrão. 

Sobre o GNOME em si, muito provavelmente o Fedora 31 Workstation virá com a versão 3.34.

Para ler o post detalhado do dev da Red Hat, você pode acessar este link.

Nós diga aí nos comentários, o que você espera desta nova versão do Fedora.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Debian 10 poderá vir com Wayland por padrão

Nenhum comentário

terça-feira, 14 de maio de 2019

O Debian é sem dúvidas uma das distribuições Linux mais famosas e adoradas pela comunidade. Seja por sua estabilidade monstruosa ou por ser a "mãe" de uma infinidade de distribuições. Conhecido por "ir com calma", o Debian é cauteloso na incorporação de novas tecnologias ao projeto. Entretanto parece que com o Wayland será diferente.

debian-10-buster-wayland-xorg-gnome-shell

Wayland é um compositor de janelas, digamos que graças a ele você consegue ver a interface gráfica. Seu antecessor, Xorg, é amplamente utilizado na maioria das distribuições Linux (Android e Chrome OS estão fora dessa lista), mas parece que o Wayland vem ganhando seu espaço.

Wayland no Debian 10


Ao contrário do sistema de inicialização systemd, o Wayland será adotado "quase que imediatamente" se levarmos em consideração o quão conservador o Debian é. O anúncio foi dado pelo engenheiro de software da Red Hat, Jonathan Michael Thomas, reportado no site JMTD.

A decisão final não foi arbitrária, e sim pautadas em duas questões.

O Debian Buster optou por trazer o Gnome-Shell como ambiente de desktop padrão (estão até reavaliando essa questão na versão Jessie do Debian);

A equipe do Gnome optou oferecer por default o Wayland, assim sendo, a equipe do Debian decidiu ir ao encontro com o posicionamento do Gnome. 

Outro motivo é devido a recursos da tecnologia e código de maior compreensão (e facilidade de manutenção).

Wayland maduro o suficiente?


Muitos afirmam que o Wayland não é estável o suficiente, e lotado de bugs. É evidente que o mesmo possui alguns problemas com softwares como o Synaptic e OBS Studio. Temos que considerar que com o Wayland muita coisa mudou, comparado ao Xorg, e é esperado algumas incompatibilidades. No entanto parece que estão trabalhando para compatibilizar o Wayland, ao invés de impossibilitaram o uso ou até mesmo retirarem dos repositórios (as aplicações incompatíveis que lá estão).

Como toda e qualquer nova tecnologia é necessário um "empurrãozinho" para sua adoção, quem sabe agora que mais sistemas Linux estão trazendo a sessão Wayland como padrão (o Fedora quem o diga 😜), a tecnologia evolua. Ou empresas como a Nvidia, comecem a dar atenção e compatibilizar seus drivers (No momento apenas o Nouveau funciona com Wayland, significando resumidamente: “Nadica de gameplays hardcores”).

E você o que achou sobre o Wayland vindo como padrão do Debian 10?

Que tal continuar esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


SPURV quer rodar os Apps do Android nas distros Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A Collabora, grande contribuidora do Kernel Linux e projetos Open Source, como o LibreOffice, anunciou o projeto SPURV que vai fazer Apps Android rodarem em distros Linux para Desktops, usando o Wayland como “display server”.

 SPURV quer rodar os Apps do Android nas distros Linux






Em seu site o anúncio foi feito pelo Robert Foss, Engenheiro de Software da Collabora. Ele comenta que agora vai ser possível executar os apps do Android ao lado dos aplicativos nativos do desktop Linux, que estiverem usando o Wayland e com a aceleração 3D completa.

No anúncio ele deu a seguinte declaração:

“Rodar apps Android traz algumas vantagens comparadas com as tradicionais aplicações de Linux, por exemplo, um sistema com essa capacidade tem um acesso muito mais a aplicativos e uma maior quantidade de desenvolvedores. Para sistemas Linux que não sejam o Android, este projeto significa a possibilidade de rodar tais aplicações com o mesmo conjunto gráfico que as tradicionais distros executam seus aplicativos igualmente tradicionais."


Mas, o que é o SPURV?


De uma forma resumida, o projeto SPURV utiliza a tecnologia de containers para oferecer o Android com acesso direto ao seu hardware e assim aproveitando ao máximo o poder do seu processador (CPU) e da sua placa de vídeo (GPU). O SPURV vai ser executado em um container systemd-nspawn.

Na parte do áudio o SPURV Áudio, utilizará o Android Audio Hardware Abstraction Layer (HAL) que fará a “ponte” com o PulseAudio da distro Host (hospedeira).

Já na parte gráfica, o SPURV HWComposer, vai utilizar a API do Android para implementar o gerenciamento de exibição e buffer, o HWC, que vai interpretar todos os diferentes tipos de buffers de exibição em que os apps de Android trabalham.

Na imagem abaixo, você vê um esquema de como o SPURV vai funcionar.

Se você preferir, o pessoal da Collabora disponibilizou um vídeo de aproximadamente 3 minutinhos, mostrando como está o status do projeto.

            


Caso tenha se interessado, é possível conferir o código fonte em seu GitLab oficial.

Para ver o anúncio completo e com mais detalhes de como vai funcionar e tudo mais, você pode acessar este link.

Projetos como esse visam a possibilidade de rodar apps do Android em distros Linux de desktop, disponibilizando mais opções de aplicativos e jogos, além das versões já nativas, esperamos que o projeto evolua bem para além do que o Anbox conseguiu. Vamos torcer para que o dia de usarmos ferramentas assim seja tão simples quanto instalar qualquer aplicação no Linux chegar logo, né? 😄✌

Comente o que achou desta novidade e qual App/Jogo que você gostaria de rodar se fosse possível.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

FONTE
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Gnome Shell recebe melhoria de performance

Nenhum comentário

sábado, 2 de fevereiro de 2019

O Gnome Shell constantemente é criticado por exigir um hardware moderno para seu funcionamento sendo tachado como “pesado”. É notório seu uso de RAM no arranque do sistema e às vezes pequenos engasgos em suas animações. Com vários elementos visuais inspirados em outros sistemas, a DE do Gnome é um caso de ódio ou paixão, parece que não existe um meio termo e se existe, esse é um trabalho para as extensões, que usadas indiscriminadamente podem ocasionar no sobrecarregamento do sistema e mais lentidão.

performance-gnome-shell-de-linux

A equipe de desenvolvimento do Gnome está a cada versão rompendo barreiras e sanando problemas, como o de excesso de consumo de RAM, uso excessivo da CPU entre outras questões, um belo exemplo é a diferença do Ubuntu 18.04 para o 18.10, temos vídeo no canal Diolinux com as opiniões sobre a versão acompanhada no Ubuntu.

Ditar o préstimo do Gnome com o Ubuntu em meu ver não é a coisa mais “certa” a se fazer, julgo que para notar a real diferença de cada versão do Gnome Shell o Fedora é uma ótima opção.

Por manter o Shell mais “puro” como o pessoal do Gnome propõe, o Fedora é um bom sistema para ver a evolução e melhora de performance do Gnome, claro que nada lhe impede de usar um Arch Linux da vida 😂😂😂.

gnome-fedora-desempenho

“Performance performática”


É evidente que a perfeição não é algo possível quando falamos de software e seria redundante afirmar que em “um passe de mágica” o Shell do Gnome começaria a obter resultados de performance incríveis, mas percebendo pequenos indícios ao se testar as novas versões e experimentar as pequenas melhorias, a fama de “pesadão” não parece ser algo que ficará no presente por muito tempo.

Envolvido nas melhorias do Gnome Shell e seu compositor de janela o Mutter, Georges Stavracas Neto, desenvolvedor brasileiro do GNOME, vem trabalhando nesses dois componentes e concentrando-se em desempenho e limpeza de código.

Temos uma entrevista com o Georges sobre performance, consumo de RAM, novas funcionalidades e muito mais envolvendo o projeto Gnome. E um Diocast sobre Wayland, Flatpak etc, confira.

Removendo o que “não serve” e melhorando o código existente 


Com o apoio de programadores da Canonical, por exemplo o desenvolvedor Daniel Van Vugt, Georges vem melhorando o desempenho do Shell e seu compositor, trabalhando no Wayland, substituindo código velho por novo com tecnologias mais recentes e implementando melhorias pequenas que num todo melhoram a experiência do sistema.

Códigos que deixavam as animações mais lentas, aumentavam o tempo de latência entre ação do usuário e sistema, uso ineficiente de cache entre outras coisas, foram só “a ponta do iceberg” das melhorias que estão sendo empregadas.

Bugs também estão sendo resolvidos e com a escrita de código mais eficiente, melhoras, como no carregamento da animação dos ícones e arranque do sistema, são melhorias que poderão ser notadas na versão 3.32 do Gnome, que sai provavelmente no mês de Março.

E você já testou as versões mais recentes do Gnome Shell? Confesso que fico orgulhoso vendo um brasileiro no desenvolvimento de um projeto tão importante. Fica como nota pessoal, os meus parabéns ao Georges e demais colaboradores de projetos que fazem a diferença no cotidiano de muitos e do meu.

Se deseja ver detalhadamente cada melhoria e mais informações, acesse a publicação do Georges.

Nos vemos no próximo post e você já sabe, compartilhe o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Lubuntu vai adotar o Wayland como padrão

Nenhum comentário

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O Lubuntu é versão do Ubuntu focada em computadores com hardware de baixo desempenho. Depois de muitos anos "sendo o mesmo", mudanças grandes podem ser esperadas nas versões futuras, confira:

Lubuntu Next






Juntamente com o "abraço" ao LXQt, os desenvolvedores do Lubuntu pretende abandonar o X.org e passar a usar o Wayland, em um projeto que pode levar ainda alguns anos na transição.

O próprio Ubuntu mesmo já tentou utilizar o Wayland por padrão mas acabou sendo necessário voltar atrás para o lançamento da última versão LTS, por conta de bugs e algumas incompatibilidades.

Segundo informações contidas no blog do Lubuntu, teremos também a adição, muito provavelmente, do instalador "Calamares" no lugar do Ubiquity, tradicional no Ubuntu.

Os desenvolvedores esperam que a transição completa para o Wayland ocorra no Lubuntu 20.10, ou seja, a versão que sai em Outubro de 2020, o objetivo é converter o Openbox para usar o Mir, nem todos sabem, mas Mir e Wayland podem ser utilizados em conjunto.


A mudança para o Wayland, segundo os desenvolvedores do Lubuntu, se deve ao simples fato da evolução da tecnologia, o X.org, apesar de muito estável, é antigo e possui certas limitações que o Wayland pretende eliminar, até aí nenhuma surpresa, de forma geral, essa é a postura de praticamente todas as interfaces do mundo Linux.

Será que a combinação LXQt + Wayland vai dar certo no Lubuntu?

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical anuncia que o Ubuntu 18.04 LTS usará o X.org por padrão

Nenhum comentário

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Muitas pessoas pediram pra que eu comentasse esse assunto nos últimos dias. Por conta da minha participação na Campus Party 11, em São Paulo, eu acabei ficando sem tanto tempo pra escrever aqui no blog e os vídeos da semana do canal já tinham sido agendados. Agora que eu consegui um tempinho, vamos dissertar sobre essa questão do Ubuntu 18.04 LTS voltar ao X.org.

Ubuntu 18.04 LTS X.org






O próximo lançamento do Ubuntu será feito em Abril, esta será uma versão especial pois será a primeira LTS a voltar ao GNOME Shell como interface e, como toda a LTS, terá um suporte estendido de 5 anos.

Só para confirmar a minha qualidade de "palpiteiro", eu comentei exatamente sobre essa questão do Ubuntu 18.04 LTS utilizar o X.org ao invés do Wayland em uma das lives do canal no início deste ano, de modo que essa mudança me pareceu normal. Surpresa para mim seria eles manterem o Wayland.

No dia 7 de Janeiro, juntamente com outros youtubers e canais, estávamos comentando sobre o que era esperado para 2018 no mundo Linux e falamos justamente sobre esse assunto X.org vs Wayland. A minha projeção sobre o assunto acontece aos 11 minutos e 20 segundos e vai até 12 minutos e 41 segundos.


A live em si durou mais de duas horas, se você quiser assistir a um compacto de 20 minutos clique aqui.

Pra não ficar só no "eu disse..."


Acho que vale a pena comentar os motivos disso acontecer. Versões LTS do Ubuntu são voltadas para os clientes da Canonical. Essas versões com longo tempo de suporte são as que as empresas e instituições geralmente implementam em seus parques, justamente por não precisar reinstalar o sistema por completo durante um longo período e ainda receber as atualizações de segurança e correções de bugs normalmente.

Essa versão costuma ser a mais estável dos lançamentos do Ubuntu, com pacotes mais testados. Para ser ter uma ideia, as versões LTS do Ubuntu são baseadas em Snapshots dos pacotes do Debian Testing, enquanto a versões intermediárias, como a 17.10 e a futura 18.10, usam pacotes da vertente Unstable do Debian.

Só com essas informações você já deve estar deduzindo o que aconteceu. 

Apesar do Wayland já ser funcional para muitas coisas, ele ainda não consegue ser plenamente funcional em todas as circunstâncias, seja isso um ônus sobre o projeto ou não, visto que por exemplo, o suporte para drivers de vídeo proprietários ainda é precário.

Já imaginou instalar o novo (e brilhante) Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver na sua (mais brilhante ainda) GTX 1080 Ti e ela não funcionar por conta do Wayland?

É exatamente este tipo de situação que a Canonical quer evitar. O X.org, apesar de precisar de um sucessor, ainda é "um senhor" muito eficaz no que se propõe a fazer e muito estável, logo, é de se esperar que ele seja o padrão na versão que quer entregar estabilidade e funcionalidade, onde a GTX 1080 Ti vai funcionar com toda a sua potência.

Versões intermediárias são de testes!


Bote isso na sua cabeça para não confundir. As versões intermediárias do Ubuntu são aquelas onde as novas tecnologias são testadas, como o Wayland padrão no 17.10.

Versões intermediárias são onde novas formas de fazer as coisas e novos pacotes são colocados em contato com o público. Desse "bolo" todo, o que realmente funcionar vai incorporar as próximas LTS. 

No 17.10 com o Wayland como padrão do Ubuntu, chegaram a conclusão de que é melhor, por questão de estabilidade e principalmente compatibilidade, ficar com X.org.

Mas eu não culpo você por se confundir, a Canonical costuma anunciar as versões intermediárias como "versões estáveis" para o público. O que eu humildemente discordo.

Muitas vezes elas são estáveis, mas ainda assim são muito menos do que as versões LTS. Na minha opinião a Canonical deveria fazer o que outras distros famosas que baseiam no Ubuntu já fazem. 

O sistema "atual" é o LTS, como fazem Linux Mint e elementary OS que mantém todo seu ciclo de desenvolvimento sobre essa vertente.

As ISOs intermediárias poderiam ser lançadas da mesma forma que são hoje (na verdade existem até construções diárias dessas ISOs) para que as pessoas interessadas em ajudar a reportar bugs possam testar os alphas e betas do Ubuntu.

Seria algo como:

྾ 17.04 -. 18.04 Alpha
྾ 17.10 -> 18.04 Beta
྾ 18.04 LTS - Versão final

Talvez isso colocasse a ideia geral para o público. Conta aí nos comentários o que você acha sobre isso.

Wayland não morreu


O Wayland não "morreu" só porque a LTS do Ubuntu não vai usá-lo como padrão, aliás, muito provavelmente ele estará lá na tela de login como opção para quem quiser usar. 

Notícias como estas fazem que a "galera da conspiração" comece a fazer o seu trabalho. Vi alguns comentando algo como: "O Wayland não deu certo", "Wayland foi abandonado", etc, etc.

Você pode acompanhar o desenvolvimento do Wayland e ter informações sobre o seu estágio atual e desenvolvimento pelo próprio site oficial do projeto, de modo que você pode deixar de se basear em "achismos" alheios e ver o que realmente está acontecendo pelos seus próprios olhos.

Além disso, o Ubuntu não é a única distro que está testando o Wayland, e pra falar a verdade, a galera da "Ilha de Man" chegou até atrasada. O projeto Fedora vem testando Wayland como padrão há muito tempo já, mesmo que a Canonical deixasse de usar ele, muita gente ainda está lidando com essa ferramenta. As coisas vão bem além do Ubuntu, apesar de ele ser um dos "players" mais importantes para o mercado.

Assim como eu chutei corretamente a volta do 18.04 LTS para o X.org, vou me dar a oportunidade de dizer que é muito provável que no 18.10 o Wayland volte como padrão e o X.org vire a alternativa novamente. Sabe por quê? Porque as versões intermediárias são de testes e nada melhor do que testar o Wayland exaustivamente antes de colocá-lo como padrão em uma LTS. Esse jogo de "vai e vem" com Wayland e X.org entre LTS e versões "normais" do Ubuntu deve continuar até que o Wayland consiga ser o padrão definitivo.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical confirma: Ubuntu 17.10 virá COM Wayland como servidor gráfico padrão

Nenhum comentário

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Por um momento eu pensei estar lendo o anúncio errado... pois há 20 dias atrás, mais ou menos, os desenvolvedores publicaram um artigo dizendo que estavam em dúvida sobre isso porque o Wayland não estava "funcional o suficiente" ainda, dizendo que iriam optar por deixá-lo como uma sessão alternativa que o usuário pudesse escolher testar no Ubuntu. Bom, eles mudaram de ideia.

Ubuntu 17.10 Wayland




Os desenvolvedores do Ubuntu anunciaram a decisão final sobre o Wayland fazer parte ou não do Ubuntu 17.10 como padrão. E o que foi decidido é que sim, o Wayland será o padrão e o X será a sessão alternativa.

O motivo da mudança


O objetivo da Canonical é usar o Wayland na futura LTS de 2018, as versões LTS do Ubuntu são largamento utilizadas pelos clientes da empresa, além é claro, dos usuários comuns, e isso significa que por ser esta uma versão de longo prazo de suporte, ela deve estar o mais debugada possível.

Por conta disso, os desenvolvedores surpreenderam o público dizendo que vão utilizar o Wayland como padrão justamente para ter um maior feedback para o Ubuntu 18.04 LTS.

Deixa eu ver se entendi...

Certo, deixa eu ver se entendi...

As versões intermediárias do Ubuntu nunca foram sinônimo de estabilidade, afinal, são as ISOs onde a Canonical costuma testar as novas tecnologias que vão vir nas LTS do sistema, então é natural esperar este tipo de medida, onde "coisas experimentais aparecem", porém, o Wayland é algo que as pessoas sabem que ainda não está plenamente funcional, ele não se dá bem com placas Nvidia e vários programas apresentam problemas ao serem executados junto a ele.

A medida, de fato, é interessante para colher dados para a versão LTS, e entender onde o Wayland ainda não funciona direito, fazendo com que o desenvolvimento e evolução dele também seja mais rápido, o que é uma coisa boa.

Podemos chamar o Ubuntu 17.10 de (quase que literalmente) uma versão "beta" do 18.04 que sai em Abril do próximo ano. Bugs acontecem em todos os sistemas, isso nós sabemos, mas essa é a primeira vez que eu vejo o que seria uma "release final" do Ubuntu ser lançada "bugada" de propósito para os desenvolvedores medirem o tamanho no problema.

É engraçado, mas faz sentido. É claro que quem tiver placas Nvidia ou enfrentar problemas com o Wayland poderá mudar para o tradicional (senhor idoso) X.org diretamente da tela de login, fazendo do sistema algo mais estável em alguns aspectos.

Teremos muitas novidades na versão de Outubro do Ubuntu e será uma versão para testadores, claramente. Ao menos, com todas as mudanças que ocorreram neste ano, os desenvolvedores estão preocupados em fazer uma LTS mais aprimorada. Pessoas que dependem do sistema para trabalho e precisam de algo funcional, estável e testado, devem manter-se no Ubuntu 16.04 LTS.

Apesar de controverso, não há como negar que é uma forma eficiente de conseguir novos testadores, só fico preocupado com os usuários que vão testar o Ubuntu pela primeira vez e vão encontrar um sistema com vários problemas a serem corrigidos. A primeira impressão é a que fica, como dizem.

Ainda não formei por completo a minha opinião sobre o assunto, mas eu gostaria de ouvir a sua, então por favor comente o que você acha da decisão através da sessão de comentários logo mais abaixo.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo