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Sistematicamente, até mais…

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Infelizmente estou me afastando da equipe de redatores do Diolinux, agradeço a todos os leitores que acompanharam e leram minhas postagens no decorrer do ano de 2019. Todo ciclo tem seu início, meio e fim, talvez para um novo processo, aquela reviravolta na história ou uma mudança temporária.

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É curioso pensar no Diolinux, sem todas as situações e problemas resolvidos por este blog em minha vida, além do conhecimento e amadurecimento de ideias e pontos de vista, claro. Tudo isso antes mesmo de compor a equipe de redatores e escrever sobre uma das coisas que mais amo na vida, tecnologia.

Para quem não acompanha meu trabalho no canal OSistemático, saiba que durante muito tempo venho lutando contra alguns problemas de saúde que vêm tirando minha paz e sono. Aliás, não era incomum me encontrar altas horas da madrugada estudando ou bolando algo para um próximo post, ou vídeo. Às vezes a forma que ludibriei as intensas dores, foram justamente incontáveis horas de buscas por assuntos voltados à tecnologia. Digamos que por um tempo, ocupando a mente, o corpo “dava uma folga”. Contudo, o ano de 2019 vem sendo um misto de dor e prazer. O engraçado que muitos afirmam que ambos andam lado a lado, digamos que existe um fundo de verdade nisso (😁️😉️😈️).

Retrospectiva 2019 (faz de conta)


Você recorda qual foi a minha primeira postagem aqui no blog Diolinux? Uma de minhas paixões, games! Especificamente uma matéria sobre o emulador de Nintendo 3DS, o Citra. Falando um pouco dos bastidores, a imagem da capa “fugia um pouco do padrão do site”, mas a imagem final foi se encaixando à proposta do Diolinux. Aquele tipo de ideia que só surge dentro de uma mente sistemática (😁️😁️😁️).

Abaixo você pode conferir a capa que foi reprovada, ainda bem o resultado ficou muito superior, e para ver a capa final acesse a postagem sobre o Citra.

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E não parou por aí, a capa utilizada em minha quarta postagem acabou tendo um de seus elementos utilizados em um projeto bem conhecido. Estou falando da matéria que escrevi sobre o AppImageHub, um site que concentra aplicações Linux neste formato de empacotamento. O ícone que criei, inspirado na logo do software da Snap Store, está sendo utilizado no site appimagehub.com, como bem pode ser visto na print logo abaixo (pena não terem atribuído a imagem a minha pessoa 😂️😂️😂️).

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Também houve diversas postagens capciosas, assim digamos, que tive o prazer de escrever e a participação de vocês nos comentários foi excepcional. Abordei variados temas, obviamente a maioria com foco em tecnologias Open Source, mas o Windows e postagens relacionadas tiveram boa recepção. Matérias, como: “Microsoft revela o futuro do Windows”, “Windows 7 com data para morrer, e agora, o que fazer?” e “Você realmente precisa do Windows?”, são exemplos que posso destacar. Inclusive uma das minhas capas preferidas, estava inspirado no dia, foi sobre o Windows Phone/Mobile e seu fim oficial.

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Matérias sobre jogos é o que não falta, tive a oportunidade de transmitir parte dos conhecimentos que tenho com emuladores e opinar, em temas e notícias sobre games. Lá vai uma listinha rápida de tutoriais e verdadeiros guias-rápidos de alguns emuladores disponíveis para Linux.


Games são uma paixão, e mesmo não jogando a quantidade que gostaria, me empolgo sempre que abordo o tema. Quem se recorda do “Projeto de lei que quer proibir jogos violentos no Brasil”, algo que em meu ponto de vista é uma tremenda bizarrice. Um assunto que rendeu bastante, foi “Linux e a pirataria nos jogos”. Sabemos que uma das maiores barreiras na inserção de Linux no mundo dos jogos, são os anti-cheats. Outro tema amplamente discutido ao decorrer do ano de 2019 aqui no blog Diolinux.

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Entre notícias, tutoriais, dicas de apps (sejam eles para Android ou alguma distro Linux desktop) minha jornada no Diolinux foi repleta de opiniões, erros e muitos acertos. Sempre tive a liberdade de expor meu pensamento e escrever sobre temas que julgava ser interessantes. Falei sobre o Ubuntu Touch, se tinha morrido ou não. Testei inúmeros aplicativos e pequenas séries, além das de emuladores, se concretizaram. Posso citar a relacionada aos vários players de música que testei e passei a gostar. Se ainda vale a pena usar o Ubuntu 18.04 LTS ou até mesmo o Deepin. Falando em Deepin, apostei alto especulando uma possível parceria com a gigante chinesa Huawei. O palpite foi certeiro, pouco tempo depois a empresa começou a oferecer equipamentos com a distro Linux, e quem sabe mais o que poderá ocorrer com a nova versão do sistema.

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Escrever é algo que surpreende, quantas vezes fiz postagens que fizeram grande sucesso, enquanto outras que me empolgaram não tiveram a mesma quantidade de views. Uma que me lembro até hoje é esta: “Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?”. É uma de minhas favoritas, na qual mesclei a original com minha pitada pessoal. No entanto, ela não caiu no gosto das massas (😁️😁️😁️). E olha que tem até easter eggs sobre OSistemático. “10 Dicas para novos usuários de Linux/Ubuntu” é outra postagem que indico a leitura, como “O que leva um novo usuário desistir do Linux?”.

A criatividade foi uma das características que mais desenvolvi, aprender a controlar os processos criativos e burlar os bloqueios, acabou somando em minhas perícias.

Me diz se você algum dia imaginou o Dio chinês? Ou quem sabe sem sua barba e criança?

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Toda equipe Diolinux sempre foi muito solicita e compreensiva em momentos de dificuldade, uma verdadeira família. E como toda família, passamos por altos e baixos. Discussões, alegrias, reuniões, treinamentos, brincadeiras, trabalho e muito mais.

Contribuir com um dos maiores sites de tecnologia, Open Source e Linux, no Brasil foi e é uma realização profissional. Ter a oportunidade de somar com projetos, como o PhotoGIMP, criando a logo é algo que sempre ficará marcado em meu coração. 

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OSistemático me trouxe até aqui!


Focar no trabalho e fazer o que gosta sem esperar nada das pessoas, pode lhe levar a lugares nunca imaginados. O Diolinux sempre foi o “pontapé inicial” para o surgimento do meu projeto OSistemático. Não faz muitos anos em que passei a utilizar Linux conscientemente, por ironia do destino me deparei algumas vezes com este blog durante seu nascimento. Confesso que nunca fui de acompanhar sites e blogs, apenas consumia quando necessário ou me convinha. Contudo, um canal no Youtube de mesmo nome me chamou a atenção. Não tinha muitos vídeos, uns dois ou três. Neste período nem conta no Youtube tinha, mas passei a acompanhá-lo mesmo assim. Linux e jogos, algo que gostava e já no primeiro dia me fez sentir uma vontade de criar um canal parecido.

Anos se passaram, aprendi a gostar do blog e canal Diolinux e também me inspirar, concordar e discordar de suas opiniões. O projeto OSistemático foi criado e quando menos esperava, estava participando de lives (ou conversando) no Diolinux e canais no cenário Linux que admiro muito, como: Madrugueds, Fast OS, Tuxter Games, Livre Software, Toca do Tux, Araras Studio (outrora Fosloks), entre outros. Sempre sendo verdadeiro e expondo minhas opiniões, ideias e jeito de ser. 

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Se hoje estou me despedindo, talvez mesmo que temporariamente, do Diolinux é graças ao OSistemático que me trouxe até aqui. Como, também, as pessoas que conheci através dele e passei a mais que admirar, poder chamar de amigos.

Obrigado a todos os leitores, estou me afastando para dar foco em meu tratamento no ano de 2020, porém, continuarei a participar de lives no Diolinux e postar vídeos em meu canal (devagar, devagarinho vídeos serão produzidos, o foco é minha saúde). Então, convido a se inscreverem nos canais que mencionei anteriormente e também no OSistemático. Se não conhecia meu trabalho lá, aposto que vai gostar. 

Muito obrigado à família Diolinux, e a você Dionatan Simioni por permitir compor essa equipe incrível e por ser um líder notório, cativante, compreensivo, forte, profissional e amigo. Nunca trabalhei em um lugar que, mesmo com as diversidades e atritos, poderia chamar de família.

Participem da comunidade Diolinux Plus, e fiquem ligados no blog Diolinux.

Só ao nível de curiosidade, comecei com uma postagem sobre emulador e terminei com outra. Inconscientemente sendo sistematicamente sistemático (🤔️😉️😋️).

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux e em meu canal, SISTEMATICAMENTE! 😎️


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Emuladores que utilizam OpenGL ganham aumento de performance graças ao multithreading

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Emuladores que utilizam OpenGL agora poderão ter desempenho melhorado, graças a utilização de mais núcleos do processador. A mudança beneficiará jogadores que possuam processadores com vários núcleos e threads.

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Emulação de jogos é uma paixão que nutro por muitos anos, e não é atoa que minha primeira postagem no Diolinux foi justamente sobre um emulador. Além de ter possuído diversos títulos e consoles, vejo na emulação uma forma de manter vivo, clássicos que se assim não fosse, jamais poderiam ser apreciados no momento. Por vezes é mais prático jogar diretamente em meu computador, ao invés de ligar meu console. No entanto, em alguns casos a emulação não entrega uma performance digna ou semelhante ao hardware real na qual o jogo foi pensado.

OpenGL é uma API gráfica livre utilizada por diversos softwares mundo afora, e justamente vários emuladores o utilizam para encarregar-se da parte gráfica do jogo. Obviamente, que soluções alternativas existem no mercado, e por muitas vezes mais de uma API gráfica é utilizada. Posso citar o Vulkan, como uma das que vêm sendo implementadas em diversos programas deste segmento, e proporcionando um ótimo desempenho.

Não é incomum encontrar usuários com computadores poderosos tendo alguma dificuldade no ato da emulação, pois, mesmo possuindo um processador com diversos núcleos e uma GPU dedicada, o emulador não consegue fazer todo proveito deste hardware. O OpenGL era um destes elementos que impossibilitava a extração de máximo poder do processamento durante uma emulação. Há dois anos o suporte a distribuição de múltiplos processos de forma simultânea através de diversos núcleos de CPUs, foi implementado graças ao engenheiro de software Marek Olsák da AMD. Contudo, apenas jogos (nativos e via Wine/Proton e afins) estavam recebendo essa implementação, sendo que emuladores que usavam OpenGL não vinham se beneficiando deste método. Na época da implementação, jogos foram tiveram um ganho considerável em seu desempenho. Alguns, como Alien Isolation, Border Lands 2 e BioShock Infinite tiveram um acréscimo de mais de 50% em performance durante a jogatina.

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Agora os emuladores começam a receber o tão cobiçado recurso multithreading do OpenGL e aumentarem a eficiência durante a emulação utilizando a API livre.

Testes foram realizados com um processador Intel Core i7-8550U de quatro núcleos e quatro threads (núcleos virtuais), com gráficos UHD 620 integrados. Utilizando o driver i965 Mesa que a pouco tempo recebeu suporte ao multiprocessamento.

O Dolphin (emulador de Nintendo GameCube e Wii) obteve um aumento de 17%, passando de 75 para 88 fps no jogo Super Mario Galaxy, já o Citra (emulador de Nintendo 3DS) recebeu um ganho de 12%, passando de 81 para 91 fps no game The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Até emuladores mais novos, como o Yuzu (emulador de Nintendo Switch) teve um maior desempenho, atingindo um aumento de 29%. É claro que o desempenho não é apenas uma responsabilidade do OpenGL ou processador. Existe todo um conjunto para um bom funcionamento, sendo que uma GPU inferior ao processador pode muitas vezes impedir uma jogatina mais satisfatória (o famoso gargalo). 

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Para acessar os dados dos testes, basta clicar neste link.

Você curte jogos? Tem algum título de paixão que jogava no console e também joga via emulador? Deixe nos comentários a sua opinião sobre a melhora no desempenho em emuladores que fazem uso do OpenGL.

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Vale a pena usar o Deepin?

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Pensou em design e Linux, o Deepin é uma das primeiras alternativas no mundo do pinguim. Mas, será que ele é apenas um rostinho bonito? Ou vale a pena utilizar o sistema?

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A versão 20 do Deepin se aproxima cada vez mais, inclusive algumas prévias foram apresentadas em seu canal oficial do Youtube. Recentemente um possível Deepin 20 foi vazado, com diversos vídeos no Youtube, contudo essas imagens do sistema ainda não foram anunciadas como oficiais. O que pode ser observado em inúmeros vídeos disponíveis no Youtube, é seu design voltado à dispositivos com telas sensíveis ao toque, e a mudança de nome para UOS. Então, é provável que essa versão não seja o Deepin “convencional” que conhecemos, mas sim uma variante para tais hardwares, ou quem sabe este tenha sido o caminho escolhido por seus idealizadores. A Wuhan Deepin Technology Co. Ltd não ofereceu o download da versão beta até o momento. Caso esteja curioso e baixe a ISO de alguma fonte da internet, que não seja a do próprio site do Deepin, tenha cuidado e não use em um ambiente de trabalho. Não sabemos a procedência dessa imagem, justamente por tal motivo não disponibilizamos para download. Nosso compromisso é pela segurança e integridade de nossos leitores. 

Outro ponto que podemos averiguar, é a substituição do painel lateral de configurações ou centro de controle. Todavia, o foco dessa postagem será na versão atual do sistema e toda a experiência que venho adquirindo no mesmo ao decorrer dos anos.


Atualmente na versão 15.11, a distribuição chinesa sofreu uma metamorfose em sua interface gráfica ao decorrer dos anos. Temos um vídeo review da versão 15.10, que você poderá ver logo abaixo, esteticamente falando não houve mudanças drásticas da 15.10 para a 15.11, assim sendo, é super válido assistir o vídeo caso não tenha o feito (ou queira relembrar).


“Nada é feito da noite para o dia”


Antes de dar o “”veredito””, este com muitas aspas, pois cada pessoa discerne e toma sua decisão final, devemos mencionar um pouco da caminhada do sistema ao longo destes anos. O Deepin inegavelmente é uma distribuição Linux com foco em usuários comuns e iniciantes, que apela para o visual. Por muito tempo o posto de “distribuição mais bela” foi do elementary OS, e com a repaginada da distro chinesa, logo perdeu esse lugar. Ao menos sendo bem genérico e considerando o grande volume de comentários que leio internet a fora.

A construção visual do Deepin é inspirada em diversos ambientes gráficos, e a cada versão os refinamentos na interface e a disponibilidade de novos apps compunham o Deepin. A base do sistema também mudou durante os anos, indo do Ubuntu para o Debian Unstable e agora Debian Stable. Veja o Deepin quando ainda utilizava o GNOME shell como base de sua interface customizada (Isso até a chegada da versão 12.12 com o Deepin Desktop Environment 1.0).

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Já o Deepin 2014 era totalmente diferente, continha elementos que foram mantidos até os dias de hoje.


O Deepin 2015 foi lapidado, em comparativo ao anterior, e com ele tive bons momentos em meus estudos sobre Java, web e outros elementos de programação, além de algumas jogatinas. Já testava o sistema na época do GNOME, mas digamos que a partir da sua mudança a distro tomou lugar em meu computador. Entre idas e vindas, a versão 2015 foi a padrão até o Ubuntu 16.04.


Muita coisa aconteceu no cenário Linux, como nas principais distribuições, o “chinesinho” evoluiu e passou a ser reconhecido por muitos usuários. O Diolinux entrevistou o líder de desenvolvimento do Deepin, numa época que considero o auge da popularidade da distro, tirando dúvidas e esclarecendo muita coisa. Justamente em 2017 o projeto OSistemático contribuiu para essa divulgação do sistema, sendo que grande parte das pessoas que já utilizaram Deepin ou pesquisaram sobre o sistema, já tiveram algum contato com meu canal pessoal. Contudo, nem só de maravilhas vive o projeto, e em 2018 uma polêmica envolvendo o Deepin ocorreu. Deepin espiona? Confira a resposta oficial dos desenvolvedores, e algumas observações do Diolinux sobre o tema.


Prós e contras do Deepin


Todo sistema operacional contém suas vantagens e desvantagens, se no seu caso o visual for algo em primeiro lugar o Deepin é uma das melhores opções. A quantidade de softwares em sua loja também é um bônus da distribuição. Essa variedade pode auxiliar na hora de se obter algum programa, sem sair procurando em páginas da internet. A flexibilidade de transitar entre o modo “clássico e moderno”, moldando a interface para um funcionamento semelhante ao Windows ou macOS é algo que vai agradar aos fãs de ambos os lados. Aplicativos do próprio sistema, também, dão um show à parte. Destaques para o terminal, monitor do sistema, software de captura de telas, entre outros. A instalação de drivers NVidia é algo fácil de se fazer, ao menos em uma versão não tão atualizada, bastando abrir o gerenciador de drivers.

Pontos negativos estão relacionados ao modo que o usuário observa o sistema, digo isso, pois ter pacotes em versões antigas nem sempre é um problema para muitos. Agora a ausência de uma integração com pacotes Snap e Flatpak é algo a se lamentar. Tais formatos de empacotamento vem ganhando mais espaço e não oferecer uma opção gráfica, com uma loja tão bonita e organizada, é um verdadeiro pecado. Eventuais bugs ocorrem na distro, quanto a isso reforço que pode ser diferente com cada experiência de uso, então considero como relativo e só você pode afirmar se é um incômodo ou não. Nem preciso mencionar a origem do sistema, né? Creio que muitos já sabem que o Deepin é uma distro Linux chinesa, caso tenha algum problema com isso o sistema não é para você.

Seria o Deepin seguro, por ser chinês? O vídeo a seguir é um dos meus favoritos e representa minha opinião sobre o tema.


Algumas observações


Olhar para o passado do Deepin, em minha perspectiva, é um dos passos primordiais para chegar em uma resposta satisfatória. Com todos esses anos de experiência com o sistema, aliás o mesmo encontra-se aqui em meu computador em dualboot, me fez perceber toda mudança que o sistema teve e quais públicos ainda são ou não atendidos pelo sistema.

A base de uma distribuição é muito importante e pode ditar algumas características da mesma. Seja pela disponibilidade de softwares, versionamento, facilidade de material sobre na internet, etc. O foco da distribuição também é um ponto a ser observado, entretanto, não significa que um sistema que não seja declarado a um determinado tipo de usuário não o satisfaça. A postagem do meu colega de trabalho, Jedi Fonseca, respondendo o questionamento se o Fedora é uma boa escolha para iniciantes, resume muito bem tal situação.

Para responder se é válido a utilização do Deepin, como sistema principal, deve ser observado qual tipo de usuário e seus propósitos. No passado, por ser baseado no Ubuntu, a adição de drivers mais recentes da NVidia era bem simples no Deepin. No entanto, após a mudança para base Debian tal característica se perdeu. Isso não quer dizer que usuários de NVidia não poderão usar o sistema, contudo para gamers mais hardcores talvez o sistema não seja a melhor escolha. Obviamente que algumas características devem ser analisadas, pois, se não possui uma GPU muito nova esse detalhe pode nem ser tão importante.

Donos de notebooks com placa de vídeo NVidia podem passar por maus bocados no sistema, nesse quesito não posso afirmar categoricamente por não possuir nenhum hardware deste tipo, porém, em meu canal recebi diversas reclamações informando esses problemas.

Também tenha em mente que nem sempre as versões dos pacotes estarão nas últimas possíveis, ou todo programa de terceiro (fora dos repositórios) vá funcionar. Um caso que ocorreu por bastante tempo no Deepin, foi a impossibilidade de utilizar alguns apps por conta das versões das bibliotecas serem incompatíveis. Algo que me recordo é o Citra, emulador de Nintendo 3DS, esse sendo um exemplo de aplicativos que por algum motivo possa não funcionar. Obviamente, que no presente basta utilizar a versão em Flatpak ou Snap do software. Mas isso pode ocorrer com outro programa, justamente por distribuições mais famosas, como o Ubuntu, ser o foco dos desenvolvedores.

Sem sombra de dúvidas que o design chama muito a atenção, e o DDE é o que mais gosto no Deepin. Também existem apps interessantíssimos e que uso, indiferente da distro Linux, somando ao conjunto da obra e dando pontos a seu favor.

Sinceramente sempre demonstrei minha usabilidade real com o sistema, e não é atoa que um dos vídeos mais acessados de meu canal é expondo alguns motivos que me fizeram deixar o Deepin como secundário.


Essa transparência, faz com que pessoas interpretem erroneamente minhas palavras e levem a um ou outro extremo, sendo eles: hater e em alguns casos fanboy.

Mas, vale ou não a pena usar o Deepin? 


O Deepin é um sistema bonito e que facilita em muita coisa ao oferecer softwares, como o Google Chrome diretamente na loja, com uma seleção satisfatória de programas por padrão atendendo a maioria dos usuários comuns, mas que acaba pecando em outros aspectos. Vejo muitos relatos, experimento alguns, de instabilidades e bugs aleatórios que não ocorrem em outros sistemas. Inúmeras vezes me deparei com depoimentos que insinuavam que o Deepin apenas foca no design e deixa a desejar na estabilidade (de usuários comuns e até alguns desenvolvedores de outros projetos que tentam manter o DDE em suas distros). Não posso averiguar e nem afirmar, apenas orientar as pessoas a terem suas experiências com o sistema. 

Após a mudança da base Ubuntu para Debian, confesso que fiquei bem frustrado. Seja pelas limitações ou instabilidades que passaram a fazer parte de meu cotidiano. Ao decorrer do tempo me pareceu que o Deepin estava tornando-se pior, e com mais mudanças (por exemplo, o DDE-Kwin) o sistema passou a se comportar de forma que já não era suportável para minha utilização. O cenário passou a mudar com as recentes atualizações e erros não são tão evidentes.

No overview que fiz do Deepin 15.10, você poderá perceber alguns destes bugs. Felizmente muita coisa mudou, e para melhor, que a equipe de desenvolvimento do Deepin esteja empenhada em resoluções de problemas.


Finalizando, vale muito a pena utilizar o Deepin. Seja para experimentação ou usos corriqueiros. Caso o sistema não lhe atenda, você poderá testar outro. Alguns podem ter todas as suas necessidades supridas com o sistema, outros nem tanto. Estou entre muitos que não conseguem mais ter a distro, em seu estado atual, como sistema principal. Não ter de forma facilitada as versões mais recentes do driver NVidia é um contra para mim. A falta de integração da loja com formatos Flatpak e Snap, limitam a belíssima loja do Deepin. Porém, nem todo mundo gosta ou usa os novos formatos de empacotamento. Enquanto muitos estão ansiosos com a nova versão 20 e seu visual, estou preocupado com as melhorias de baixo do capô.

Vejo que para um iniciante no Linux o Deepin pode valer a pena, entretanto, um usuário que goste de muitas opções o mesmo pode não ser o ideal. Nestes casos, talvez outra distro com o ambiente gráfico do Deepin possa ser uma alternativa.

Creio que o Deepin ainda vai desempenhar um papel importantíssimo no meio Linux com sua parceria com a Huawei, e sua versão 20 será um divisor de águas entre seus usuários.

Você usa o Deepin ou já testou o sistema? Deixe nos comentários sua experiência com essa distro.

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Até o próximo post, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎


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HandBrake lança versão 1.3.0 com muitas melhorias

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Recentemente o poderoso conversor de vídeos HandBrake lançou a sua versão 1.3.0, tendo incluído presets para o Discord e várias outras melhorias que você confere a seguir.

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O HandBrake, sobre o qual já escrevemos aqui no blog, é um conversor de vídeo já tradicional no mundo Linux. Ao lado de softwares semelhantes, como o Curlew e o Selene, este é um dos mais poderosos e completos softwares da categoria, disponíveis para o sistema do Pinguim. Tendo compatibilidade com um amplo número de formatos e ferramentas como: .mp4, .mkv, FFmpeg, x264, x265, entre outros.

Os desenvolvedores recentemente divulgaram o excelente número de melhorias que estão presentes nesta versão do software, das quais podemos destacar:

Versão Linux:


• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Português, Turco, Croata, Holandês, Basco, Polonês, Línguas Africanas, Romeno, Eslovaco, Sueco e Ucraniano;
• Suporte aprimorado para os idiomas: Tcheco, Chinês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano, Norueguês, Russo, Espanhol e Tailandês;
• Suporte adicionado ao Intel Quick Sync Video na versão Flatpak;
• Adicionada a possibilidade de editar as configurações das trilhas de áudio através de um duplo clique;
• Adicionadas opções para abrir os registros de codificação e diretórios aos menus de ação, na janela de fila;
• Diversas correções de bugs e aprimoramentos.

Versão Windows:


• Melhorado o layout da janela de preferências;
• Aprimorado o código da caixa de busca de arquivos recentes;
• Adicionado um tema escuro para o software no Windows 10
• Aprimorado o comportamento de nomear automaticamente arquivos exportados, e sobrescrição de arquivos;
• Adicionada a função de testar sons de notificação ao escolhê-los;
• Adicionada a opção para executar uma ação, sem uma contagem regressiva, após o término das conversões;
• Adicionada a opção para desabilitar a imagem de preview na aba “Resumo”;
• Incluída a opção de importar/exportar a fila, que havia sido removida em uma versão anterior;
• Adicionada a opção “hardware-enabled” ao arquivo “portable.ini”;
• Implementadas novas medidas de segurança relacionadas a bateria baixa e pouco espaço em disco, sendo elas: Os trabalhos de conversão são pausados automaticamente ao detectar um nível baixo de carga na bateria, então o modo de suspensão do sistema é permitido, e a conversão resume automaticamente quando o cabo de energia for conectado. A conversão de arquivos também é pausada automaticamente quando for detectado que o espaço disponível em disco está muito baixo;
• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Francês, Alemão, Chinês, Coreano, Russo, Espanhol e Turco.

Versão MacOS


• O HandBrake agora exige como requisito mínimo para a instalação o MacOS na versão “El Capitan” ou superior;
• O software agora funciona em “sandbox”, e faz uso da runtime “hardened” do MacOS;
• A prioridade de processo do HandBrake foi atualizada para “baixa prioridade”, à fim de evitar travamentos em potencial enquanto os trabalhos de conversão estão em execução;
• Aprimoramentos na tradução para Alemão;
• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Francês, Italiano e Russo.

Além do que foi mencionado acima, também foram adicionados presets para o Discord e Discord Nitro nas versões de todas as três plataformas.


Destacamos várias das melhorias mais notáveis, mas muitas mais além dessas foram implementadas nesta nova versão do software. Você pode conferir a lista de aprimoramentos, na íntegra, no post de lançamento oficial da versão 1.3.0 no Github.

Instalação


O HandBrake está disponível nos repositórios das principais distros, e também pode ser instalado via Flatpak, acessando a página do software no Flathub, ou através do comando abaixo:

flatpak install flathub fr.handbrake.ghb

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo 

Você já conhece ou utiliza o HandBrake? Ou talvez conheça algum outro conversor de vídeo que esteja disponível para Linux e seja tão bom quanto, ou melhor que o HandBrake? Conte-nos nos comentários!😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus!

Isso é tudo pessoal!😉


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LibreOffice 6.4 tem primeiro beta disponível para download

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

A próxima versão do LibreOffice, a 6.4, que deve chegar no fim de janeiro de 2020, já está disponível para download e pode ser testada pelos usuários. O anúncio foi feito no blog oficial do projeto.

LibreOffice 6.4 tem primeiro beta disponível para download






Essa versão 6.4, já está em desenvolvimento à alguns meses e agora ela vem com algumas novidades bem interessantes, que podem agradar os seus usuários.

Podemos começar com as novas janelas de diálogos que serão em GTK, como detalhamos neste post, onde visa melhorar a integração com a suíte office.

No editor de texto, Writer, foi adicionado a opção para marcar comentários como resolvidos, assim como ocorre no Google Docs.


Como também foi corrigido a perda de layout quando um item em lista era alterado.

Antes
Depois

   

Foi melhorado também, a movimentação, exclusão de tabelas e suas linhas. Com isso, se tornou mais rápido fazer essas funções no Writer.

Já no Calc, tivemos melhorias e correções que tendem a dar um “up” no editor de planilhas.

A primeira é o aprimoramento da seleção em células que contém hiperlinks, agora a célula que tiver o hiperlink, será selecionada quando for clicada com o botão direito do mouse. Outra novidade, é que agora você vai poder exportar para PDF, todas as páginas em uma única folha. Com isso economizando “alguns trocados” em papel e algumas árvores também 😁😅.

Para ver todas as novidades, você pode acessar aqui e para baixar o Beta 1, tanto para Linux (nos formatos DEB e RPM), quanto para Windows e macOS, será através deste link aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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FlightGear: um simulador de vôo open source

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Simuladores de vôo são softwares incríveis, extremamente complexos, muito divertidos e educativos, especialmente para entusiastas da aviação. Hoje lhes apresentarei o FlightGear. Um simulador de vôo open source, multiplataforma, e extremamente completo.


Usuários do FlightGear podem usufruir de quase 7500 aeroportos ao redor de todo o planeta, mais de 1200 liveries (pinturas de aeronaves) diferentes, e quase 500 diferentes modelos de aeronaves, incluindo aviões civis de pequeno e grande porte, helicópteros, e jatos militares. Tudo isso completamente de graça.

No launcher próprio do software, antes mesmo de iniciar o simulador em si, você já começa a perceber o nível de completude do FlightGear. A primeira tela exibida mostra qual é a aeronave e aeroporto selecionados no momento, bem como alguns detalhes das configurações.


Explorando um pouco mais, na aba “Aircraft”, você já tem uma lista com centenas de aeronaves disponíveis para download e instalação, o que pode ser feito com apenas um clique.


Dentre todas as aeronaves que já testei, indicarei à vocês três, que são as minhas preferidas. Para aqueles que querem um desafio menor, com um avião menor, uma ótima pedida é o Cessna 172P Skyhawk. Para aqueles que querem voar com grandes aviões, mas ainda estão começando, minha sugestão é o Boeing 777. Já para aqueles que querem um desafio muito maior, e o mais próximo possível da realidade, minha sugestão é o mais realista de todos, Boeing 707.

Lembrando que para que essas aeronaves apareçam na lista, primeiro você deve ativar o repositório oficial do FlightGear na aba “Addons” (assunto que abordaremos mais adiante).


Na aba “Location” pode-se escolher em qual aeroporto, pista ou estacionamento você quer que o simulador inicie, o quê significa praticamente qualquer aeroporto do mundo. Para escolher o aeroporto você pode pesquisar pelo código ICAO, ou nome do mesmo no campo de busca. No exemplo acima, estou pesquisando pelo aeroporto de Guarulhos, que pode ser encontrado pelo código ICAO, que é “SBGR”. Ou simplesmente pesquisando por “Guarulhos”.


Na aba “Envinroment” temos algumas funcionalidades muito interessantes. Aqui podemos escolher a hora do dia em que queremos fazer o nosso vôo, o quê pode ser manhã, tarde, noite, entardecer, amanhecer, ou a hora real do local escolhido. 

Também podemos escolher e estação do ano, verão ou inverno, o que influenciará nas texturas do jogo. Por exemplo, adicionando neve em locais nos quais neva durante o inverno.

A opção “Advanced Weather Modeling” nos dá uma simulação climática mais detalhada baseada no terreno e local. Alterando coisas como direção e velocidade do vento, pressão atmosférica, entre outras.

Selecionando “Real-World Weather” o FlightGear utilizará informações em tempo real de como está o clima no local em que você está.

Além das opções acima, você também pode escolher uma condição climática específica, como: ensolarado, neve, tempestade, chuva pesada, tempestade de raios, e muito mais.


A aba “Settings” nos dá muitas opções de configurações, então falarei apenas daquelas que considero mais importantes.

É possível conectar-se a servidores multiplayer, onde você poderá encontrar e conversar com pessoas do mundo todo voando no FlightGear. Bem como ver qual o tipo de aeronave, velocidade, altitude e plano de vôo da pessoa em questão.

A opção “Download scenery automatically” ativa uma funcionalidade chamada “TerraSync”. Com a TerraSync ativada, o FlightGear faz download automático e em tempo real do local onde você está, para onde está indo e por onde está passando. Desta forma o usuário não precisa se preocupar em baixar todos os cenários e instalá-los manualmente. E é claro que, para a maioria das pessoas também não seria muito bom se todos os mais de 100GB de cenários já estivessem incluídos durante a instalação do software.

Se tratando de configurações gráficas, não temos tantas opções como em jogos normais. Aliás, simuladores de vôo definitivamente não são jogos. No FlightGear podemos selecionar um nível de AntiAliasing em até 4x, e escolher entre três renderizadores diferentes.

O renderizador padrão não possui grandes efeitos visuais, mas é mais leve e garante a compatibilidade com um maior número de hardwares e modelos de aeronaves. O ALS (Atmospheric Light Scaling) possui mais efeitos, é visualmente muito mais bonito, e também aumenta consideravelmente a distância de renderização. Por fim temos o Rembrandt. Este é o mais avançado de todos os três renderizadores, porém, também é o mais pesado.

É muito importante esclarecer que a forma com que simuladores de vôo pesam no seu sistema é bastante diferente da forma com que jogos funcionam. Simuladores de vôo precisam simular uma quantidade enorme de sistemas de vôo, que normalmente funcionam em equipamentos milionários e super poderosos nos aviões reais. É um trabalho realmente pesado, que faz com que simuladores de vôo normalmente exijam muito mais da sua máquina do que jogos. Por isso, ter um PC que rode, por exemplo, GTA V no máximo, não necessariamente significa que você conseguirá rodar um simulador de vôo nas configurações máximas a 60 FPS. Em geral, 30 FPS sem quedas é um valor muito bom para se conseguir em um simulador de vôo em PCs domésticos.


Por fim, temos a aba “Addons”. É aqui que você deve vir para ativar o repositório oficial de aeronaves do FlightGear, para ter disponível as centenas de modelos diferentes que aparecerão na aba “Aircraft”. É também através desta aba que você poderá instalar manualmente cenários, módulos e aeronaves que você baixou.

Além das quase 500 aeronaves disponíveis no repositório oficial do FlightGear, também existem repositórios de terceiros. Chamados de Hangares. Estes hangares, como o próprio nome já diz, são mantidos por terceiros e não pelos desenvolvedores do FlightGear. Por isso não existem garantias quanto ao seu funcionamento.

Cabine do 777-300 no FlihtGear
Uma vez que você já tenha escolhido a sua aeronave, aeroporto, e configurado tudo ao seu gosto, basta clicar em “Fly!” e passar horas e horas como comandante, co-piloto e passageiro dos seus aviões. 😁

Por mais óbvio que possa parecer, é sempre bom esclarecer que voar em um simulador não é a mesma coisa que voar em um jogo como GTA, por exemplo. Para tirar o melhor proveito do que o software tem a oferecer, é necessário que você tenha conhecimentos mínimos sobre aviação, e sobre como um avião funciona. Ou então, que tenha interesse em aprender sobre isso.

Como instalar?


O FlightGear está disponível nos repositórios oficiais de todas as principais distros. Então basta você procurar por ele na loja de apps da sua distro, e clicar em instalar.

Para usuários Windows e MacOS, o FlightGear está disponível para download no site oficial.

Formas de instalar é o que não faltam, e também é possível instalá-lo via Flatpak. Para isso, você pode visitar a página do software no Flathub, ou simplesmente executar o comando abaixo:

flatpak install flathub org.flightgear.FlightGear

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Se você tem interesse em mais informações sobre como voar no FlightGear, diga nos comentários. E talvez futuramente eu produza mais algum artigo, ou vídeo mostrando um pouco mais sobre o software, e como utilizá-lo.

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Isso é tudo pessoal! 😉

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Segundo o presidente da Juventus, eSport vem tomando o lugar do futebol

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Não é segredo para ninguém que o Brasil é considerado o país do futebol, ou já foi, pois os últimos anos estão sendo complicados para seleção brasileira. Mas este esporte também é muito popular ao redor do mundo, e diversos países praticam essa modalidade. No entanto, em pleno século XXI, a conhecida geração Z vem perdendo o interesse no futebol (ao menos em sua “forma tradicional”).

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Durante um evento realizado na Inglaterra o presidente do clube de futebol italiano, Juventus Football Club, fez diversas declarações quanto ao cenário atual do esporte em comparação com a modernidade dos últimos tempos. Segundo Andrea Agnelli, as agremiações precisam “mudar em relação ao comportamento do consumidor, olhando para a Geração Z e notar que os concorrentes do jogo são os eSports e Fortnite”.

Diante de várias presenças esportivas do futebol europeu, Agnelli deixou sua opinião e enfatizou que o mercado deve desempenhar ainda mais maneiras de atrair os jovens ao esporte tradicional. O esporte eletrônico tem crescido cada vez mais e o público mais novo não demonstra o mesmo interesse como no passado, configurando os eSports em uma ameaça ao futebol. 

“Precisamos mudar nosso olhar em relação ao consumidor. Estamos olhando para a Geração Z, os novos nativos digitais e que estão se tornando adultos. Precisamos ver como que esta geração se comporta e pensa, seriamente, que nossos concorrentes não serão clubes vizinhos, mas sim os esportes eletrônicos, League of Legends e Fortnite. O futebol ainda está crescendo em alguns países, mas em outros está perdendo relevância”.


O interessante em toda essa história, é que durante anos a mídia considerou os eSports apenas como “joguinhos de computador/videogames”, porém parece que alguns estão tomando conhecimento do tamanho do público e força dos esportes eletrônicos. 

Essa não foi a primeira declaração de um personagem importante do futebol, em janeiro o diretor-executivo do Liverpool, Peter Moore, em entrevista para revista Arabian Business disse:

“Noventa minutos é tempo demais para um Millennial ficar sentado no sofá. Quando observo a audiência e a quantidade de ingressos vendidos a esse público, me preocupo como CEO de um time de futebol que depende que a próxima geração de fãs nos assista”.

Moore ainda afirma que os clubes precisam evoluir tecnologicamente, e oferecer transmissões de uma forma que atraia os jovens, caso contrário essa parcela de espectadores será perdida.

O mundo vem mudando de forma que adaptações são necessárias, quem assim não proceder, perderá o lugar perante as novas tendências das próximas gerações. Com isso em mente, diversos clubes de futebol estão começando a investir nos eSports. Recentemente a equipe de Counter-Strike: Global Offensive FaZe, tornou-se parceira do Manchester City. Além de muitos outros clubes, inclusive no cenário brasileiro, como o Corinthians e Vasco.


Falando especificamente de alguns clubes de nosso país, o Corinthians ingressou no Free Fire, contratando uma equipe que está na Pro League. Esse não foi o começo do time no mundo dos eSports, mas caracteriza o interesse atual do clube. Já o Vasco, estuda a possibilidade de adentrar no mundo dos eSports via mobile e PES.


Você gosta de games? Jogamos diariamente vários títulos, até mesmo alguns famosos nas competições de eSports. Acesse nosso canal na Twitch.tv e venha participar de nossa comunidade de games no Linux.

Até o próximo post, e vida longa aos eSports, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: ESPN.


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Mais de 800 servidores são removidos da rede Tor

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Tor é um software livre que proporciona navegação e comunicação anônima na internet, redirecionando o tráfego através de vários servidores distribuídos ao redor do planeta, em uma rede de túneis http (com o protocolo de segurança tls) sobrejacente à internet.

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Recentemente o projeto Tor removeu uma quantia considerável de seus servidores, sendo mais de 800 que estavam executando versões desatualizadas e sem suporte do software Tor. Atualmente os servidores da rede ultrapassam mais de 6.000, totalizando aproximadamente 13,5% de servidores desativados.

Cerca de 750 desses servidores removidos, eram responsáveis por intermediar o tráfico na rede enquanto 62 eram de ponto de saída, que ligava a rede Tor na rede mundial de computadores, obviamente depois de ter sua localização verdadeira, redirecionada inúmeras vezes dentro da rede Tor.

Os administradores do projeto Tor planejam não aceitar mais os servidores que não estiverem atualizados, principalmente aqueles que estiverem rodando uma versão EOL (End Of life). Uma atualização do software, lançada em Novembro de 2018, impedirá conexões obsoletas, tudo isso sem intervenção manual.

“Até lá, recusaremos cerca de 800 servidores obsoletos usando suas impressões digitais”, informa a equipe do projeto.

Essa desativação não era uma novidade, afinal, a equipe do Tor informou em setembro que planejavam remover todo e qualquer servidor que não estivesse com as últimas versões do seu software. O número inicial eram de 1.276 servidores, entretanto após o anúncio o número caiu para 800.

Utilizar o software atualizado garante maior segurança e impede o uso de brechas causadas por vulnerabilidades já corrigidas, então prezando pela manutenção e integridade de sua rede os servidores foram removidos.

Manter a consistência e segurança é uma prioridade ao projeto, de modo que os servidores não adequados no padrão de qualidade são desligados.

Você faz uso do Tor? Deixe nos comentários suas experiências ao navegar pela “interwebs”.

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Até o próximo post, segurança sempre é bem-vinda, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Card Crawl um game de cartas que você tem que jogar

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Se tem um estilo de jogo que eu mais gosto, sem sombra de dúvidas são os card games. Um que jogo desde criança é o Yu-Gi-Oh!, seja com cards físicos, videogames, ou simuladores. Sou tão apaixonado por esse estilo de jogo, que já criei vários cards games e boardgames quando adolescente, e atualmente desenvolvo um.

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Antes de falar sobre o jogo, quero deixar claro que essa postagem não possui nenhum patrocínio ou algo do gênero. Apenas gosto deste app, e depois que passei a utilizá-lo como passa-tempo, indiquei para alguns familiares e agora estou escrevendo tal postagem. Fiquei encantado com a proposta simples, mas, ao mesmo tempo sofisticada. O clássico “simples e complexo”, com mecânicas intuitivas para o jogador e desafiante conforme ganha mais experiência em jogo.

Card Crawl


O jogo constitui-se em você ir contra seu próprio deck (baralho). Seu objetivo é acabar com as cartas do deck e manter ao menos 1 ponto de vida. Por padrão são 54 cards, num misto de monstros, itens e efeitos. Combinando suas ações de forma lógica, sendo necessário em algum momento sacrificar sua própria ganância ou vida. Pois, no final de cada partida, um ranking demonstra sua pontuação e quantidade de moedas coletadas.

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Ao coletar essas moedas de ouro, você poderá desbloquear mais 35 cards de habilidades, permitindo aprimorar suas táticas e melhorar seus recordes.

São vários modos de jogo e com uma duração média de 2 - 3 minutos, algumas partidas mais desafiadoras podem perdurar por até 5 minutos. Um ótimo jogo casual, enquanto você espera em uma fila de banco, em um consultório e coisas do tipo. Alguns modos exigem conexão com a internet, outros não.


Baixe e experimente o Card Crawl


O jogo está disponível para Android, iOS e até possui uma versão para PC na Steam. Contudo, só foi portado para Windows e macOS. Para usuários Linux, que não queiram jogar via Android, o SteamPlay pode ser uma solução, entretanto, não existem reports de outros usuários no site protondb.

Vale mencionar que as versões para iOS e Steam são pagas. No Android o game é oferecido gratuitamente, porém com compras dentro do jogo. Até hoje não precisei gastar um centavo jogando, mas sei que algumas pessoas não gostam dessas microtransações (sou um desses, mas não me senti obrigado a fazer isso durante minhas jogatinas).


Acima estão todos os links para download, caso queira instalar via QR Code, utilize um leitor QR e instale mirando a câmera do seu aparelho Android na imagem a seguir.

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Recomendo o teste! Card Crawl é muito divertido e desafiador, um verdadeiro “agora é só relaxar” no fim do dia.

Saiba mais sobre o game por este link, o blog de seu desenvolvedor possui informações interessantes e eventualmente ele aborda sua relação com o Card Crawl e desenvolvimento.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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