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Jogos e os anti-cheats no Linux

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Há 6 anos a Valve lançou seu cliente Steam para Linux, desde então a plataforma veio ganhando notoriedade no quesito games, e aos poucos várias distribuidoras começaram a portar ou lançar jogos nativos para o sistema do pinguim, porém é visível a diferença de títulos disponíveis no Linux, comparado ao Windows, que tem anos e anos no mercado de jogos. E a ausência de outras plataformas de games como a Origin da EA Games, alvo de críticas de diversos players, quando o assunto é “Linux + Games”.

linux-games-jogos-steam-origin-anticheat-eac

Em 2018 a Valve surpreendeu os gamers Linux, com seu projeto Steam Play, utilizando uma solução conhecida pela comunidade Linux, o Wine. A Valve criou um fork do Wine criando o Proton, que não faz o papel de um emulador (muitos acreditam que o Wine emula jogos do Windows, e isso não é verdade), o Proton é uma ferramenta implementada no cliente Steam Linux, que dá a oportunidade de executar games nativos do Windows em sistemas operacionais baseados em Linux, ele age como uma camada que traduz para o sistema a instrução que foi projetada para o Windows, adaptando a realidade e comportamento do Linux. 

O Proton faz uso do Vulkan para rodar os games Windows, que valem-se do DirectX 11 e 12 para funcionar, possuindo diversos parâmetros para forçar a utilização inclusive do OpenGL, caso o jogo utilize o DirectX 9. Saiba mais sobre  neste post que fizemos, detalhando o uso de tais opções. É interessante ressaltar que já existem projetos para fazer com que games que usam nativamente o DX9 também possam usar o Vulkan no Linux.

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“O maior vilão do Proton”


Com a facilidade de instalar jogos voltados ao Windows no Linux, o Steam Play rapidamente caiu nas graças dos usuários, e a lista de jogos em sistemas baseados em Linux, teve um crescimento exponencial do dia para a noite, literalmente, porém um vilão já conhecido por utilizadores de programas como: PlayOnLinux, Lutris etc; vem atrapalhando o funcionamento de diversos títulos famosos como: Fortnite e PUBG, são os softwares conhecidos como: “anti-trapaças”, os famosos anti-cheats, que normalmente reconhecem o Wine e agora o Proton, como programas maliciosos, com a intenção de obter vantagens, e trapacear nas partidas. 

Sempre especulei (HenriqueAD) que a Valve não lançaria um projeto tão importante e audacioso como o Steam Play, sem uma pesquisa de mercado ou um método para os anti-cheats reconhecessem o Proton não como um trapaceador, e sim como um recurso.

E como isso seria possível? Firmando parcerias com empresas especializadas em anti-trapaças, e parece que isso está se tornando realidade, pois um usuário do Reddit conseguiu entrar em contato com a equipe de desenvolvimento de um dos maiores e mais utilizados anti-cheats da atualidades, o Easy Anti-Cheat, e segundo ele, a Valve e a EAC estariam trabalhando para o suporte do Proton, possibilitando o funcionamento em jogos que usam essa solução.

Um fato curioso é que a Valve está contratando novos engenheiros de software para trabalhar com o SteamOS, será que tais desenvolvedores serão aplicados nos esforços desta parceria entre EAC e Valve?

OK, tem Steam para Linux, mas e a Origin?


Nem só de Steam viverá o gamer Linux”, e isso é uma realidade, mesmo não possuindo no momento um cliente nativo Origin, alternativas como o já citado Lutris, possibilitam em alguns casos a execução de títulos da EA, porém o anti-cheat persegue até nestes momentos e pode “acabar com a festa”.

Uma das vantagens de um software ser Open Source, é a possibilidade de sua utilização em outros projetos, e isso não é diferente com o Proton, que além de funcionar no Steam Play, pode ser utilizado no Lutris, recebendo todas as vantagens, e caso a parceria em desenvolvimento mútuo da Valve e EAC vá adiante, até mesmos títulos da EA Games poderão se beneficiar de tal implementação.

origin-ea-games-linux

E se a EA Games estivesse trabalhando em uma versão nativa de seu cliente Origin para Linux? Essa é outra possibilidade, recentemente uma discussão no Reddit entre usuários do site, levantou indícios que algo assim possa se concretizar em um futuro não tão distante.

Alguns usuários postaram suas experiências ao entrar em contato com o suporte da EA, questionando se existiria a possibilidade de uma versão Linux da Origin, e em meio a tantas respostas algumas foram positivas e outras negativas, houve um compartilhamento de um print, dessas supostas afirmações por parte dos atendentes.

Quando questionado sobre uma possível versão Origin para Linux, o suposto atendente da EA diz que tal projeto é uma prioridade e está em fase final de testes, podendo em qualquer momento ser liberado ao público. 

“So as i have checked the work in progress list that we are currently working on. This is on the priority, so you can expect it anytime very soon, As of now the work is being done on it to enhance the experience and its is almost completing stage.”

O usuário questiona se existiria uma data prevista para o lançamento, porém a única resposta foi que por não participar da equipe de desenvolvimento uma data não poderia ser repassada, mas que existia a garantia de estar nos estágios finais do desenvolvimento.

“As I am not in the developer team, I won’t be giving a estimate time but I can tell you that its almost in completing stage.”


Se tais informações forem reais, a comunidade de gamers Linux, receberá mais títulos e facilidades ao desfrutar de games na plataforma, e possivelmente novos players poderão jogar com maior comodidade e com a segurança de um suporte oficial pelas empresas.

E você, também joga no Linux? Deixe nos comentários suas experiências durante suas jogatinas no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Lutris lança nova versão do aplicativo e novo site também

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

E 2019 começa “on fire” para os Linux Gamers. A equipe do Lutris lançou nesta Sexta-feira duas novidades muito boas para o seu portfólio. Reformulação do site e uma versão novinha em folha do aplicativo, chegando na versão 0.5.0.

 Lutris lança nova versão do aplicativo e novo site também







A primeira grande novidade trazida pelo pessoal do Lutris é a reformulação do seu site, o lutris.net. A nova versão conta com um carrossel dos jogos populares que já rodam, como LOL, OverWatch, The Witcher 3 , Warframe e WoW como exemplos. Agora o site está ainda mais intuitivo para quem está chegando ao mundo de jogos no Linux, ficando “na cara” os jogos mais populares que funcionam na plataforma. Isso vai ajudar e muito na propagação da ferramenta e na quebra do mito de que “Linux não tem jogos”.



A segunda mudança é a repaginação visual e mudança completa do aplicativo, facilitando para quem precisa instalar o seu jogo preferido.

Nessa nova versão, você tem mais opções de configurações com a maioria das opções sendo no sistemas de chaves (on/off), além da integração ao Game Mode da Feral (se assim ele estiver instalado) e também quando estiver ativado o modo Optimus para notebooks híbridos que tem placas Nvidia.



Outra coisa que agora ficou fácil para configurar, é qual versão do Wine usar, se vai usar ESYNC ou não, versão do DXVK e por aí vai. Agora a configuração fica ao alcance de um clique.



E por último e não menos importante, a “home” do Lutris também teve uma reformulação e agora está muito mais organizada. Agora você pode configurar separadamente cada game ou loja de jogos, podendo abrir um “terminal” para ver como “ a mágica funciona”. Isso é muito bom e ajuda na hora de reportar o bugs (debugar) para os devs e assim melhorar mais ainda o aplicativo.



Para instalar o Lutris você de várias formas:

1ª Forma: Instalando via terminal, você pode ver o método indicado por eles neste link;

2ª Forma: Baixando do repositório hospedado no site do openSUSE, você pode baixar através deste link;

3ª Forma: Baixando diretamente do GitHub, onde tem o .deb (base Debian) e o código fonte para as outras distros. Basta acessar este link.

Nós diga aí nos comentários o que você achou dessas novidades do projeto Lutris e o que você espera dele.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A espera finalmente acabou e o WINE 4.0 Stable está no meio de nós, podendo ser utilizado nas mais diversas aplicações, desde a instalação de programas, até os jogos via Lutris e muito em breve também chegará ao projeto Proton da Valve, que se baseia no WINE.

 Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades






Depois de um ano após o lançamento da versão Stable 3.0, eis que a nova Stable é lançada, e chegando na versão 4.0 traz várias melhorias e ajustes que podem ser utilizados nos mais diversos projetos, como já citamos.

Em comunicado oficial no site, a equipe do Wine faz o seguinte pronunciamento:

“A equipe do Wine tem o orgulho de anunciar que o lançamento do Wine 4.0 Stable
está disponível.

Este lançamento representa um ano de esforços no desenvolvimento e mais de 6.000
mudanças individuais. “

As melhorias e novidades apresentadas foram:

  -  Suporte Vulkan;
  - Suporte inicial para o Direct3D 12, precisando da lib vkd3d e uma GPU com suporte ao Vulkan;
  -  Suporte para joysticks e controles melhorado;.
  -  Suporte a High-DPI no Android;
  -  Multi-Threaded Command Stream habilitado por padrão;
  -  Suporte para texturas 2D e 3D usando o S3TC-compressed;
  -  Mais recursos implementados para o Direct3D 10 e 11.

A lista de implementações é enorme e você pode conferir ela completinha no site oficial do WineHQ. Aqui só listamos algumas das mais importantes.

Com a chegada da versão 4.0, muitos jogos poderão ter a performance melhorada e assim rodarem muito mais fluidos no Linux, assim como fazer com que muitos outros que não rodavam passem a funcionar. A cada versão lançada do WINE o “gargalo” de desempenho vai caindo cada vez mais, além disso, a tão aguardada chegada do Kernel 5.0 pode dar mais um “up” nesse cenário também.

Outro ponto muito positivo é que com a chegada dessas melhorias, não é somente os jogos que  vão se beneficiar, mas também os programas que as pessoas precisam e que não tenham uma versão nativa para Linux (ou para macOS, afinal o Wine roda nele também) ou não tem uma alternativa que substitua para aquela tarefa.

A nova versão do WINE estável deve chegar em breve nas distribuições, mas se você quiser tentar instalar por conta própria, pode seguir o tutorial do pessoal do WineHQ. Só preste muito atenção nos comandos que estiver executando, pois qualquer falta de atenção pode bagunçar o seu sistema. 

Particularmente, prefiro esperar que os projetos adicionem a tecnologia do Wine aos seus projetos, especialmente o Lutris e o Proton ao invés de fazer por conta própria, mas isso é algo pessoal.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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Como instalar o MetaTrader no Linux

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

O MetaTrader é um dos softwares mais populares no mercado de análise financeira, especulação e trading em bolsas de valores. Hoje você vai aprender a instalar ele na sua distro Linux.

MetaTrader Instalar Linux






Ao longo do tempo nós recebemos vários pedidos para ensinar a instalar o MetaTrader no Linux, recebemos um novo recentemente, que foi o que nos motivou a resolver este problema de uma vez. O próprio site do MetaTrader aponta o suporte para Linux, porém, ele é feito através do Wine. Isso não é necessariamente um problema, porém, o tutorial contido no site do MetaTrader é suscetível a problemas de atualização do Wine, por usar apenas o Wine instalado diretamente no sistema.

A solução para isso é usar o PlayOnLinux, ele vai fazer com que você mantenha o seu software estável.

Existe um vídeo no canal que te ensina usar todos os recursos do PlayOnLinux, apesar de ser um vídeo antigo, ele ainda é válido e será útil para você.

Como fazer a instalação do MetaTrader no Linux


O MetaTrader tem duas versões, a 4 e a 5, neste tutorial vamos usar a 5, mas você pode aplicar o mesmo método para a outra versão também.

1 - O primeiro passo é baixar o MetaTrader, faça o download e salve em alguma pasta de sua preferência, vamos puder usar ele mais tarde.

2 - Instale o PlayOnLinux, você o encontra na loja de aplicativos do seu sistema:

PlayOnLinux

3 - Abra o PlayOnLinux, vá na opção de instalar e procure por "MetaTrader", você encontrará as duas opções, instale qualquer uma das duas. Provavelmente você terá um erro nesse processo, mas esse passo é importante para criar o prefixo do Wine onde o nosso MetaTrader vai rodar. Se ao final da instalação der erro, não se preocupe, é isso mesmo. Se não der, bom... você acabou de instalar o MetaTrader...

Seguindo...

Instalando o MetaTrader no Linux

4 - Depois do processo anterior, vamos gerenciar as versões do Wine e instalar a versão de 32 bits mais recente que você encontra (no momento deste artigo é a 3.20). Para isso clique no menu Ferramentas>>Gerenciar versões do Wine.

Configurando Wine MetaTrader

5 - O próximo passo é usar a versão do Wine que você baixou no prefixo do MetaTrader. Clique no botão "Configurar", selecione o prefixo desejado na esquerda e clique na aba "Geral", mude a versão do Wine para a mais recente que você encontrar, depois vá até a aba "Wine" e clique em "Configurar o Wine", na janela que se abrir, mude a versão do Windows para "Windows 10". Confirme as modificações.

Configuração do Wine

6 -  Clique na aba "Diversos" e vá na opção "Rodar um arquivo .exe em um driver virtual", na janela que se abrir, selecione o arquivo .exe do MetaTrader que você baixou no primeiro passo do tutorial. O instalar deve se abrir e agora você pode instalar o software normalmente, como faria no Windows.

MetaTrader no Linux

7 - Depois disso, para facilitar o seu acesso, você pode criar alguns atalhos para o programa.  Na aba "Geral' você encontrará a opção "Faça um novo atalho a partir deste drive virtual", selecione as aplicações das quais você deseja criar atalhos.

Criando atalhos

Se tudo deu certo, você poderá usar o MetaTrader normalmente.

MetaTrader no Linux

Até a próxima!
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Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Desde o anúncio da Valve com a implementação do Proton, uma parceria feita com a CodeWeavers, várias melhorias vem acontecendo em outros projetos como o DXVK, WINE e o próprio VULKAN.

Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve






No começo do ano de 2018 fomos apresentados ao projeto DXVK, que a princípio faria uma camada de conversão entre a API DirectX 11 para o VULKAN, assim possibilitando que alguns jogos pudessem rodar no Linux, como por exemplo o  GTA V. E até meados de Julho o seu progresso era muito bom e vinha trazendo várias melhorias e correções de bugs que essa implementação acarreta.

Na mesma linha víamos o projeto VULKAN, API gráfica que concorre com a API da Microsoft, ganhando mais linhas de código, melhorias e correções de bugs que vinham melhorando a performance dos jogos que utilizam a API de forma nativa ou através do DXVK.

A outra ferramenta que veio ganhando melhorias aceleradas foi o projeto WINE (Wine is not an emulator), que até 2018, tinha implementações sendo “soltas” de forma pragmática e conservadora, sempre apostando no “jogo seguro” para não cometer erros.

Mas tudo isso mudou de forma rápida e positiva em meados de Julho, quando a Valve fez o anúncio bombástico do projeto Proton, que resumidamente, faria com que jogos feitos somente para Windows rodarem no Linux.

Com o anúncio do projeto Proton todos estes projetos cresceram de forma acelerada surpreendendo a cada lançamento. 

Primeiro foi o projeto VULKAN, que dá uma base sólida para todo o projeto Proton, que vem ganhando a cada lançamento mais e mais melhorias e implementações em seu código, chegando na versão 1.1 e marcando presença nas principais Engines do mercado como a CryEngine, idTech, Unity, Source e Unreal Engine. Com isso, as desenvolvedoras de jogos que optarem por usar VULKAN vão poder portar os seus jogos de forma “suave” para Linux e sem maiores transtornos, mesmo usando o projeto Proton.

Já o segundo que veio ganhando um aprimoramento acelerado foi o DXVK. Se no começo do ano ele dependia de uma equipe reduzida, hoje eles contam com o apoio da gigante da indústria dos Games,  Valve. Quando a Valve anunciou a sua ferramenta de compatibilidade, comentou que já vinha dando apoio para o pessoal do DXVK. Por isso que muitos da comunidade Linux viram o rápido crescimento do projeto. A última versão dele já tem suporte para DX10 e DX11, além de terem iniciado os testes para poder incorporar o DX9 ao projeto DXVK.

Por último e não menos importante, temos o WINE, o nosso “velho guerreiro” que sempre nos ajudou a rodar vários jogos e programas no passado e hoje tem um papel fundamental nessa nova era dos games no Linux. Ele tem papel fundamental pois a CodeWeavers (empresa por trás da versão comercial do Wine, o CrossOver) fechou parceria com a Valve e acelerou a versão do WINE para a Steam , e o projeto original que podemos usar gratuitamente vem se beneficiando diretamente por isso, visto que ultimamente tem saído várias versões do WINE e com um monte de melhorias vindo dos reports da Steam, fora os que a comunidade já reporta no site e fóruns do próprio WINE.

Para usar o VULKAN você vai precisar dos drivers mais recentes para a sua GPU, sendo Intel, AMD e NVIDIA.

Para AMD e Intel você precisa usar o Mesa Driver 18.1 ou posterior. Já para NVIDIA você vai precisar usar o Driver Proprietário nas versões mais recentes, as versões Beta. Até o momento está na versão 396.54.09 ou o 410.57.

Para saber mais sobre o projeto VULKAN, basta acessar o site deles. Para acompanhar o projeto DXVK, é só acompanhar eles no GitHub.

É muito legal ver essa evolução das ferramentas que venham a possibilitar os jogos para Linux e trazendo mais opções para os consumidores. Como falei em um Diolinux Friday Show, creio que a próxima a aderir ao projeto Proton é a Battlenet, dona do Overwatch, World of Warcraft e Diablo pois o catálogo dela é pequeno e mais fácil de administrar.

Mas agora conte aí nos comentários, o que você espera dessa evolução do projeto Proton e tudo aquilo que ele “Puxa” junto.

Um forte abraço e até a próxima.
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Valve lança ferramenta com objetivo de rodar TODOS os jogos de Windows no Linux

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Os usuários de Linux receberam uma ótima notícia ontem, do nada, toda a sua biblioteca de jogos Windows passou a ser instalável no Linux "como mágica", tudo isso graças a um projeto da Valve, dona do Steam, chamado "Proton". Saiba mais sobre a ferramenta e aprenda a habilitar o recurso na sua distribuição.

SteamPlay - Linux Windows Games






Antes de você aprender a habilitar a funcionalidade e sair utilizando, vamos compreender primeiro do que se trata o projeto e como ele funciona. O que a Valve lançou recentemente foi uma nova versão do "Steam Play". O "Steam Play" é um recurso presente na Steam há alguns anos que promove algo excelente, jogar todos os games que você comprar em qualquer plataforma que ele for suportado, como exemplo, se você comprar o CS:GO, com a mesma compra, na mesma conta Steam, se você instalar o jogo no Windows, no Linux ou no macOS, não será necessário comprar uma nova versão para cada plataforma, entretanto, o Steam Play recebeu um grande upgrade!

Uma notícia tão importante quanto o próprio lançamento da Steam para Linux


Há praticamente 6 anos a Valve lançava a Steam para Linux com algumas dezenas de títulos compatíveis apenas, conforme os anos foram passando, mais e mais jogos foram sendo lançados, chegando a milhares, no entanto, os desenvolvedores vem lançando jogos para Windows há décadas e muito material não receberia porte para o Linux, por isso, a empresa por trás do Steam vem trabalhando em uma camada de compatibilidade nova para o Steam Play.

A nova versão do Steam Play traz uma nova ferramenta chamada "Proton", que nada mais é do que uma implementação, ainda em Beta, do Wine (modificado pela Valve) e que utiliza Vulkan para rodar games de Windows no Linux que utilizem DirectX 11 e 12, com o objetivo de rodar absolutamente TODOS os jogos da Steam do Linux. Você pode ser mais sobre o lançamento aqui.

O Proton ainda é um Beta e apesar de possuir uma lista grande de jogos compatíveis já em seu lançamento, vários ainda podem não funcionar, como o anúncio oficial mencionou, mas pelo visto, algumas dezenas de novos jogos, além dos que já rodavam do Linux, passaram a rodar "do dia para a noite". Então se você ainda não tinha migrado para Linux por conta de algum game, vale a pena fazer o teste.

Como habilitar o suporte ao Steam Play com Proton no seu Steam Linux


Vamos fazer uma demonstração para você entender melhor. Abaixo você vê a minha conta Steam, em Library você pode ver a quantidade de jogos disponíveis, em "STEAMOS + LINUX" temos 144 títulos, sendo que o total, 176, são os jogos e softwares ao todo, incluindo os que rodam no Windows também, ou seja, nesta conta eu tenho 32 títulos que não rodaria nativamente no Linux.

Games da Steam Windows Linux

Se eu navegar em algum game com suporte nativo apenas para Windows (até o momento), você verá que não existe a opção de instalar o jogo, o Steam apenas me mostra as horas jogadas.


Para instalar o game de Windows no Linux na Steam você deve fazer o seguinte: Vá até o seu menu Steam>>Settings


Na janela de configurações, em "Account", ou "Conta", observe a opção de "Beta participation:", clicando no botão "Change", altere para o modo Beta da Steam.


Linux Steam Play

Depois de ativar essa opção, clique em "OK" e então será necessário reiniciar a Steam e baixar novamente a atualização do cliente em modo Beta, tudo isso é automático. 

Steam Play Windows Linux

Depois da versão Beta instalada, vá novamente nas configurações da Steam e no painel esquerdo da janela, selecione "Steam Play", nessa opção haverá agora um modo avançado de configuração com duas opções:

- "Enable Steam Play for all titles";
- "Use this tool istead of game-specific selections from Steam".

A diferença entre as duas opções é que a primeira habilita o Proton para todos os seus games de Windows na Steam, a segunda opção habilita apenas alguns títulos que o pessoal da Valve já testou e sabe que funciona plenamente com este recurso, como a última versão de Doom, por exemplo. 


Agora, indo ao mesmo jogo que eu tinha mostrado antes e não era possível instalar, você verá o botão de instalar, como na imagem abaixo, agora é só instalar o seu jogo normalmente. Os games que possuem essa compatibilidade com o novo Steam Play mostram um texto ao lado do botão de instalar indicando: "Run on this computer via Steam Play".

Jogos de Windows no Linux

Jogos de Windows no Linux

Jogos de Windows no Linux

Os games vão mostrar essa janela antes de iniciar, indicando mais uma vez que você está rodando sobre uma camada de compatibilidade.

Jogos de Windows no Linux

Ao iniciar o jogo, você verá que o Steam começará a baixar componentes do Windows para rodar o seu jogo.

Jogos de Windows no Linux

O que você pode fazer agora é testar os seus jogos de Windows, ou ao menos os jogos grátis para Windows, para reportar aos desenvolvedores, informando se o game roda ou não e se tem algum problema.

Referências da Valve


A nota de lançamento do Steam Play Beta com o Proton da Valve, a qual linkamos no início do artigo, continha também algumas observações interessantes que vale a pena mencionar.

A primeira delas é que a Valve vinha injetando dinheiro no projeto Wine, Vulkan e DXVK nos últimos 2 anos e "ninguém" sabia, ao menos, eu não tinha ouvido falar sobre. O projeto Beta que trouxe vida ao Proton começou há 2 anos, e ninguém sabia que isso estava acontecendo. Outra observação é sobre o Vulkan. A Valve mencionou que neste sistema de Steam Play é natural esperar que quando houver a tradução de API em um game, como por exemplo, um jogo que roda com DX11, ao rodar via Vulkan, pode perder um pouco de desempenho, nada muito grande e que inviabilize a jogatina, no entanto, não há motivos técnicos para acreditar que isso não pode ser melhorado com o tempo e que games que já rodem Vulkan nativamente, como o Doom 2016, rodem perfeitamente no Linux sem precisar de mais nada, além dessa camada de compatibilidade.

Existem muitas coisas a se refletir no entorno dessa notícia, então é bom ver os próximos capítulos, ir digerindo a informação e testando os jogos para saber como as coisas vão se desenrolar, então, certamente espere ver mais conteúdo sobre este assunto aqui na no blog e no canal também.

Gostaria de lembrar que estamos fazendo muitas lives de jogos no Linux na Twitch.tv/Diolinux, então segue a gente por lá, as lives são muito mais frequentes que no YouTube, acontecendo quase todos os dias.

Até a próxima!
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Lançada a versão 3.0 RC1 do Wine com suporte para DirectX 11 no Linux

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Os desenvolvedores do Wine anunciaram a versão RC1 do Wine 3.0, essa versão marca o suporte nativo para a API gráfica da Microsoft, DirectX 11.

Wine 3.0 RC1






Essa nova versão do Wine foi lançada com 28 grandes correções, trazendo melhorias e suporte para vários programas e jogos como: The Witcher 3, Metal Slug 2 (GOG), World Of Tanks, SlingPlayer 1.5, MultiSpec 2.8.2016 32-bit, DigitalMicrograph, Anime Studio Professional 8, Temple+, Unigine: Heaven, Sims 4, Fallout 4, Torchlight, Star Trek Online, Final Fantasy XIV, Upwards, Lonely Robot, NieR: Automata, Oblivion Script Extender, pCon.planner, Dys-Vocal 2, Minecraft Java e Soldiers of Anarchy.

Este lançamento é um do tipo "congelamento", como se diz, ou seja, depois das alterações feitas, mais nenhum código será implementado nesta versão, entrando na fase de correções de bugs até que a versão 3.0 final saia.

Você pode saber mais sobre esta versão através do site oficial do Wine, essa versão já está disponível para os usuários de PlayOnLinux e PlayOnMac, assim como no Lutris e no CrossOver.

Até a próxima!
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Como instalar League of Legends no Linux

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

League of Legends é um dos games mais jogados do mundo e hoje vamos aprender a instalar ele em distribuições Linux de Desktop, confira:

League of Legends no Linux






League of Legends não possui, infelizmente, uma versão nativa para Linux, isso significa que precisaremos utilizar o Wine como camada de abstração para rodar aplicativos do Windows no Linux, diferente do seu principal "concorrente", Dota 2, que possui uma versão nativa para o sistema através da Steam.

Neste caso em específico, vamos usar um software chamado "Lutris" para automatizar a instalação. Antes de eu te dar as dicas para a instalação, é interessante que você entenda como utilizar o Lutris e como ele funciona:


Uma vez que você tenha entendido como funciona o Lutris, basta fazer o download da aplicação diretamente do site oficial e instalar para podermos seguir para próximo passo.

Agora veja como você pode fazer para instalar o League of Legends no Linux:



Eu percebi que o game tem uma clara queda de desempenho, não o suficiente para impedir que você jogue com uma taxa de frames decente, geralmente acima de 60 FPS, no entanto, se para você isso for um grande problema, vale a pena manter o Windows para jogar, pois ele possivelmente lhe atenderá melhor neste quesito.

Até a próxima!

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Adobe Creative Cloud no Linux - Um Script "Mágico" que automatiza a instalação no PlayOnLinux

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Para algumas pessoas a migração para a plataforma Linux ainda é complicada pela falta das ferramentas da Adobe nativas, especialmente para aqueles que trabalham já há muitos anos com elas, qualquer mudança é complicada e isso é compreensível, ainda que em linhas gerais existam ferramentas alternativas e eficientes, você ainda assim pode querer utilizar a suíte da Adobe. Neste caso, ou você utiliza um sistema em Dual Boot (Windows ou macOS) ou apela para virtualização e para o Wine.

Adobe Creative Suite






Caso você opte pelo Wine, existem várias possibilidades, porém, antes de prosseguirmos eu gostaria de deixar clara a minha posição quanto ao Wine: Ele é um paliativo, ou seja, não encare ele como a solução padrão para o seu problema, muitos podem o chamar até de "gambiarra", mas eu vejo o Wine como um projeto de grande valor de engenharia, que quando funciona, pode ser utilizado sem problemas, afinal, no fim das contas é isso que importa, certo?

O ideal, é claro, é sempre usar as ferramentas nativas da plataforma que você for usar, mas em muitos casos o Wine se mostra eficiente o suficiente para você trabalhar. Se você ainda tem uma dependência do Photoshop, por exemplo, mas gostaria de utilizar o GIMP, considere conferir o projeto PhotoGIMP que mantemos aqui no Diolinux, eu utilizo ele diariamente e acaba sendo muito confortável para quem aprendeu a editar imagens com o Adobe Photoshop, ele funciona inclusive no Windows, caso você prefira usar o GIMP no sistema da Microsoft.

Falando nele, se você só tem a intenção de instalar o Photoshop pelo Wine (no caso, pelo PlayOnLinux), temos aqui um vídeo só para isso.




Se você quiser ver um pouco mais sobre o assunto da Adobe e o Linux, este outro vídeo também será interessante.

Um script "milagroso"


Vamos ao tópico do artigo em si. No vídeo anterior eu mostrei como instalar somente o Adobe Photoshop, contudo, a suíte da Adobe é composta de vários outros softwares que podem ser úteis para você. Para realizar este experimento nós vamos utilizar um software chamado PlayOnLinux.

Muita gente pensa que o Wine e o PlayOnLinux (e o CrossOver) são coisas diferentes, mas na verdade os dois últimos são apenas interfaces para o primeiro (para o Wine).

O PlayOnLinux é grátis e é encontrado nos repositórios de todas as distros, possuindo até uma versão para macOS, chamada de PlayOnMac, que permite que os usuários "da maçã" possam rodar jogos e aplicações que só existem no Windows em seus sistemas. A intenção do PlayOnLinux (ou PlayOnMac) tem um propósito único: Fornecer ao usuário uma interface repleta de recursos para trabalhar com o Wine, gerenciar suas versões e, o que vem ao caso agora, utilizar scripts prontos para automatizar a instalação de determinados programas.

Se você quer aprender mais sobre o PlayOnLinux é necessário ter um pouco de paciência, ele é um software com muitas opções de configuração, mas para a sua sorte nós temos um vídeo no canal (bem longo) que detalha praticamente tudo o que é necessário saber sobre essa ferramenta, é grátis, então aproveite:


1 - O primeiro passo para usar este Script que instala a Adobe Creative Suite Manager no Linux é baixar o PlayOnLinux, então faça como preferir, geralmente você o encontra na Central de Aplicativos da sua distribuição.

2 - O segundo passo é baixar o Script que instala a Creative Suite, você pode baixar ele daqui. 

Dica: Acesse a página no GitHub onde o Script está hospedado, pressione Ctrl+S e escolha onde você quer salva-lo.

Depois de baixado o Script, basta rodá-lo através do PlayOnLinux. Com o software aberto, vá até o menu "Ferramentas" e selecione a opção "Executar um Script local".

Rodando o Script

Uma janela vai se abrir para você navegar pelos seus arquivos e escolher o Script que você baixou do GitHub, basta selecionar e avançar. Depois disso teremos uma grande sessão de "Next, Next, Finish", como a maior parte dos programas do Windows.

Rodando o Adobe Script no PlayOnLinux

Adobe Creative Suite Linux

Eventualmente o PlayOnLinux vai pedir a sua permissão para baixar algumas coisas, como o Mono, o Gecko e alguns outros componentes que serão úteis para rodar o Manager da suíte da Adobe. Apenas clique em instalar.

Adobe Creative Suite Linux

Ao finalizar a instalação, uma janela com o gerenciador de softwares da Adobe vai se abrir, você deve se logar com a sua conta da Adobe normalmente, assim como faria no Windows ou no macOS, se você já tem as licenças para usar os softwares compradas para a sua conta, eles vão estar disponíveis automaticamente em suas versões completas.

Adobe Creative Suite Linux

Caso você não tenha os programas comprados, é possível usar a "versão de avaliação" de cada um deles por 30 dias.

Gerenciador da Adobe no Linux

Basta selecionar os softwares que você quer instalar, depois do "Adobe Application Manager" baixar os softwares você poderá iniciá-los.


Ao abrir qualquer um deles, você poderá usar a versão trial ou entrar com os seus dados para usar a versão completa também. As atualizações também funcionam corretamente, eu instalei o Photoshop e atualizei ele para uma versão mais recente pelo próprio aplicativo.


Atualização de programas da Adobe


Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Adobe Photoshop no Linux

Não cheguei a testar todos os programas, mas dentre os que eu testei tive resultados diferentes. O Photoshop funciona perfeitamente, sem tirar e nem pôr. Já o Illustrator abre e funciona também, mas percebo glitches na interface.

Adobe Illustrator

Repare em como as ferramentas ficam distorcidas do lado esquerdo.  Curiosamente, eu já consegui rodar o Adobe Illustrator sem estes problemas usando o mesmo prefixo do Photoshop que eu mostrei no primeiro vídeo deste artigo, então se você precisa dele, usar aquele método pode ser uma alternativa.

Adobe Ilustrator Linux


O Audition, que foi o outro que eu testei, nem abriu, contudo, é muito possível que com ajustes finos no PlayOnLinux você tenha resultados melhores. Depurando o Audition, percebi que ele precisa de uma DLL chamada "AuUI.dll", talvez instalado ela, funcione.

Outro que funciona perfeitamente é o Fireworks. Já vi muitos desenvolvedores Web reclamarem que recebem imagens do feitas no Adobe Fireworks com várias camadas para templates de páginas e terem dificuldade de lidar com isso no Linux eventualmente.

Fireworks no Linux

Outro "queridão" dos fotógrafos que funciona perfeitamente é o Adobe Lightroom:

No Linux, rodando um software de Windows pra editar o wallpaper do macOS xD 

Uma dica legal é criar atalhos para os programas, assim você pode iniciar eles individualmente sem precisar abrir o programa de gerenciar softwares da Adobe.

Você encontra a opção de criar atalhos na guia "Geral" nas configurações do prefixo do PlayOnLinux, em caso de dúvidas, consulte o vídeo manual que eu coloquei anteriormente no artigo.

Criando atalhos

Minha opinião sobre o Script


Como comentei a principio, isto aqui nada mais é do que um paliativo. Caso funcione, ótimo! Use e seja feliz! Mas não ponha todas as suas esperanças aqui, alguns programas como o Photoshop realmente funcionam muito bem, quase como se fossem nativos, não fosse a não integração com o gestor de arquivos original da distro, usando o do Wine, mas isso é um detalhe pouco relevante para o contexto geral.

Falando do Script, ele promete instalar o gerenciador de softwares da Adobe e da fato, isso ele faz, mas os programas que compõem a suíte não utilizam todos os mesmos recursos do seu computador e do sistema, de modo que alguns ou não funcionaram (pra mim pelo menos), ou funcionaram com bugs, caso do Illustrator, entretanto, felizmente alguns dos mais famosos rodaram sem problemas aparentes.

Trabalhando com alternativas mais viáveis


É bom deixar claro que existem ferramentas que são multiplataforma, ou seja, que você pode usar não somente no Linux, mas no Windows e no macOS também, e que são extremamente poderosas. Se você costuma acompanhar os nosso DioCasts, já deve ter visto a quantidade de convidados que nós já trouxemos que usam Linux para trabalhar com artes gráficas e audiovisuais. Vou deixar alguns episódios como sugestão aqui para você conferir, mas se você der uma vasculhada vai encontrar muitos mais:





Estes 4 episódios acima somados dão cerca de 4 horas de conteúdo relacionado ao tema com vários profissionais de cada uma das áreas, vale a pena conferir se você ainda está relutante e tem dúvidas sobre essas profissões utilizando softwares que rodam no Linux. Você pode simplesmente deixar eles rolando no seu navegador enquanto faz outras atividades e curte o conteúdo, tenho certeza que será muito proveitoso.

Eu vou ficando por aqui, espero que o artigo tenha sido útil e que te ajude de alguma forma! :)

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