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O mundo sem Linux - Segundo episódio legendado

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sábado, 17 de outubro de 2015

A Linux Foundation está fazendo uma série de vídeos sobre como seria "O mundo sem Linux", chegamos agora ao segundo episódio, no primeiro episódio de "O mundo sem Linux" nós vimos o que aconteceria com os mecanismos de busca e a internet como um todo, vamos descobrir o que acontece sem o Linux para "nos guiar"?

O mundo sem Linux - segundo episódio

O segundo episódio foi legendado pelo nosso colega do canal Toca do Tux, Gabriel da Costa, vamos conferir?


O Linux está por traz de vários serviços de mapas e de GPS, então, da próxima vez que você chegar a algum lugar graças ao seu GPS ou Google Maps, pense que o Linux está por trás destes serviços.

Até a próxima!

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The Linux Foundation explica: Como seria o mundo sem o Linux?

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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A "The Linux Foundation" está promovendo uma série de vídeos que procurarão mostrar como seria o mundo sem a presença do Linux, o primeiro vídeo da série já está pronto, e fala sobre as pesquisas na internet, vamos dar uma olhada?

Como seria o mundo sem o Linux?

Sem o Linux o mundo seria muito diferente...


Eu dou muito valor para campanhas publicitárias envolvendo Linux, infelizmente ainda são poucas as iniciativas a este respeito. 

Este é um vídeo de uma série que a Linux Foundation e Amelia Lorenz, animadora da Disney, pretendem lançar.

Leia também: Veja o novo comercial do Ubuntu Phone

Um mundo sem Linux é difícil de imaginar. Graças a centenas de milhares de indivíduos e empresas que prestam suporte a Linux, não temos que imaginar.

E é até interessante, por que em uma conversa com um amigo, mencionei que o que torna Linux interessante para as empresas é o fato de ele ser aberto e poderem trabalhar nele da forma que quiserem. Isso torna o Linux viável para todos. é o que tornou Linux viável para Holywood, para a NASA, para as forças armadas, para a Cisco e etc...

Ative as legendas para ler em português.


Quando os próximos vídeos forem lançados nos publicaremos eles aqui também, até a próxima!

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O Mundo sem Linux - Episódio 4 - Legendado

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A "The Linux Foudation" lançou mais um episódio da série "O Mundo sem Linux", uma série animada com o intuito de mostrar o quanto o Linux é presente no mundo mesmo que as pessoas as vezes não percebam.

O mundo sem Linux

A maior parte dos filmes que você gosta tem Linux envolvido atualmente


O Linux ganhou Hollywood, a partir dos anos 2000, quando podemos dizer que o Linux ganhou uma maturidade em seu projeto, o uso do Linux na produção de filmes aumentou muito. No vídeo a "The Linux Foudantion" comenta especialmente o filme Avatar, confira, a nossa equipe legendo para você, então lembre de ligar as legendas caso você não entenda inglês.


Confira os episódios anteriores também:


Até a próxima!
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O mundo sem Linux - Parte 3 - Legendado

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Chegamos ao terceiro episódio da série da "The Linux Foundation" chamada de "O mundo sem Linux", o como de praxe a nossa equipe legendou, créditos especiais ao Gabriel da Costa do canal Toca do Tux e também redator do Diolinux.

o mundo sem Linux

Confira o 3º episódio de "O mundo sem Linux" legendado em PTBR




Neste episódio o tema abordado são todas as maneiras com que as pessoas tem para se conectar hoje em dia, sobretudo as redes sociais, praticamente todas as potências da internet rodam sobre servidores Linux.

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Confira o episódio final de "O mundo sem Linux" legendado

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A divertida série promovida pela "The Linux Foundation" chega ao seu final, no último episódio vemos os nossos queridos personagens no meio de uma imensa analogia com o mundo do software livre e o open source, o nosso editor Gabriel da Costa legendou o vídeo para você.

O mundo sem Linux - episódio Final legendado

Apesar de ser uma iniciativa simples, os vídeos da "The Linux Foudation" melhoraram muito de uns tempos para cá, e essa série trouxe até nós um vislumbre na importância do Linux para as pessoas, sendo usado até mesmo em lugares que nós nem imaginamos.
- Veja todos os episódios da série "O mundo sem Linux" legendados
Confira agora o último vídeo desta série:

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Tudo sobre hospedagem: Linux potencializando os serviços

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Vamos dar continuidade a nossa série de artigos sobre hospedagem web e o seu relacionamento com os servidores Linux, as matérias estão sendo escritas pelo Nilton do canal LinuxPRO, passe por lá para conhecer o trabalho dele.

Hospedagem de Sites com Linux

Este é o terceiro artigo da série, você pode ver os dois primeiros clicando nos links abaixo:

3 – O Linux ajudou a Hospedagem crescer
4 – E depois veio o Apache
5 – Em pouco tempo o Modulo CGI
6 – Então nasceu o PHP e o modulo PHP para o Apache
7 – VPS, Cloud e outras linguagens como Python, Perl, Ruby e Go

3 – O Linux ajudou a Hospedagem crescer


Olá pessoal tudo bem, vamos para o terceiro tópico do artigo Tudo sobre Hospedagem, hoje vou falar um pouco sobre como o Linux ajudou a Hospedagem crescer e espalhar milhares de conteúdos com um custo bem reduzido ou quase zero.

Mas antes de você prosseguir com a leitura desse artigo, por favor veja o video postado no Canal do Diolinux no Youtube, veja com carinho até o final.


Revolution OS é um documentário de 2001 que conta a historia do Linux e do movimento Open Source, esse ano Linux completou 24 anos e nesses 24 anos ele ajudou a internet a crescer de um jeito incrível, já imaginou um mundo sem Linux ?

Sabemos hoje que o Linux está em todos os lugares, desde super computadores, televisores, geladeiras, maquinas fotográficas e até mesmo no seu celular.

Tudo isso porque o Linux é desenvolvido por varias empresas e pessoas e é distribuído livremente por causa da licença GPL, não há nenhum custo para você baixar o Kernel do Linux e adapta-lo para ser usado em algum aparelho eletrônico que você esteja desenvolvendo.

Se você realmente deseja saber da verdadeira historia porque o Linux ficou tão popular, sugiro que leia o livro "Sistemas operacionais modernos" do autor Andrew S. Tanenbaum.


Por que será que o Linux teve tanta sorte no inicio da década de 90 ? 

Leia o livro no capítulo que conta a historia sobre BSD, nesse capítulo você vai entender que um o quão grande foi o processo envolvendo grandes empresas e Universidades que deu um baita empurrão no Linux para ele se espalhar para mundo e claro tudo isso com ajuda da licença GPL. 

Mas Nilton, você já falou tanta coisa, mas não disse porque o Linux ajudou a Hospedagem a crescer… calma gente, tive que falar tudo isso porque o que vem a seguir depende em parte das informações obtidas com a leitura das fontes mencionadas acima, mas se você não tiver tempo continue lendo esse artigo, depois você acessa os links com mais tempo, afinal são 24 anos de historia e eu que “brinco” com Linux desde 1999 não me canso de aprender coisas novas a cada dia sobre Linux.

São 16 anos admirando esse sistema operacional que me ensinou tantas coisas e tive que aprender tantas outras para entender melhor esse mundo maravilhoso do Software Livre.

Hoje trabalho com Linux, ele me presenteou com muitas coisas bacanas, como: mais conhecimento, oportunidade de conhecer varias pessoas do mundo Open Source, compartilhar o pouco do meu conhecimento de Linux com o mundo, maior qualidade de vida e amar o que eu faço, amo fazer parte dessa comunidade mundial chamada GNU/Linux.

Comunidade Linux


Como o Linux é grátis, vários provedores do Brasil a partir do inicio da Internet Comercial, que no Brasil começou em meados de 1995, viu que isso poderia diminuir e muito o custo total da sua infraestrutura, pois não pagariam licença de software no Servidor, mas isso naquela época não era tão fácil quanto hoje, o hardware era muito caro, seu poder de processamento era muito limitado e para piorar o Kernel do Linux não rodava perfeito no Servidores produzidos por grandes empresas como Dell, HP e IBM, fora o preconceito dos administradores de sistemas e ainda o pensamento retrógrado das pessoas, dizendo que não existia uma empresa por traz do Linux, era só um bando de garotos universitários de vinte e poucos anos brincando de desenvolver um Sistema Operacional parecido com UNIX, pensavam que tudo isso seria fogo de palha e logo logo iria acabar #sqn.

Não foi um caminho fácil para o Linux, mas eu acho que isso ajudou a fortalecer ainda mais o envolvimento das empresas em prol das melhorias em torno do Kernel, ajudando assim para que hoje ele rode em qualquer eletrônico que precise de um sistema operacional.


Vale destacar essas, Samsung, Microsoft, Google, Facebook, Amazon, Citrix, Intel, RedHat, SuSe e tantas outras maiores ou menores.

Nos dias atuais, 98% das empresas que tem um ambiente de TI tem Linux rodando em algum Servidor ou maquina virtual.

O Linux ajudou a internet a crescer porque ele fez com que o custo de montar um ambiente de TI para prover conteúdo ou acesso diminuísse muito e a falta de conhecimento no Sistema Operacional Linux gerou inúmeras comunidades espalhadas pelo mundo, milhares de pessoas postando sua experiência, problemas e dúvidas em determinada área em que trabalhava.

Isso fez com que pessoas que se diziam comuns estivessem participando ativamente para o crescimento de um ecossistema em torno de um sistema operacional onde a maior vitória é o compartilhamento e o aumento do conhecimento de todos.

Isso não existe em nenhum outro projeto no mundo, mas mesmo hoje em dia, muita gente por falta de conhecimento ou ate mesmo falta de tempo para ler ou estudar um pouco mais sobre Linux, critica esse modelo de desenvolvimento.

Eu poderia escrever inúmeros parágrafos sobre Linux nesse tópico, mas sugiro antes de você criticar o que o Linux não tem, pense o que você não teria ou pagaria mais caro se o Linux não tivesse existido.

Deixa a sua opinião sobre esse terceiro tópico da série, isso sempre ajuda a melhorar. Uma coisa que vou lhe pedir, compartilhe esse artigo com quem não gosta de Linux, vai que essa pessoa não saiba o quanto o Linux é importante para quase tudo que fazemos nos dias atuais.
Se gostou desse artigo, não esqueça de dar sua opinião e compartilhar nas suas redes sociais, até o próximo artigo que vai ser sobre "E depois veio o Apache".
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O futuro do Linux sem Linus Torvalds

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Em entrevista ao site bloomberg, Linus Torvalds, o criador do Kernel Linux, comentou sobre o futuro do software sem a sua presença.

O Linux sem Linus

O Linux sem Linus


Linus Torvalds é uma das figuras mais importantes do mundo da tecnologia sem sombra de dúvida, mesmo assim não posso evitar de me sentir um pouco insatisfeito pela falta de reconhecimento de seu trabalho perante a grande massa... pois bem, talvez ele mesmo quisesse assim não é verdade? 

Por mais que algumas pessoas ainda torçam o nariz quando ouvem a palavra "Linux" e inegável que o Linux é a base forte de boa parte da tecnologia humana atual, "Linux de ponta a ponta" é o que dizem, qualquer aparelho eletrônico inteligente tem uma chance enorme de estar rodando alguma variação do Linux.

Mas e... quando Linus, o criador do Linux, não estiver mais aqui?

Foi justamente essa conversa, com um tom meio mórbido até, que Linus teve com o site Bloomberg, quando questionado sobre o que ele achava que o Linux seria sem ele no futuro, numa possível aposentadoria ou mesmo em caso da ausência de Torvalds por motivos "não tão relaxantes" quanto férias, a resposta foi dada com calma para deixar as pessoas sem maiores preocupações.

O Linux saiu de um projeto particular para ganhar o mundo!


Sua resposta foi enfática, "as coisas devem seguir sem maiores problemas, existem muitas pessoas que podem liderar o projeto atualmente", conta Torvalds. Greg Kroah-Hartman é o braço direito de Linus, e ele seria o primeiro no comando em caso da ausência do criador.

Torvalds ainda comentou que a sua ausência há uns 10 ou 15 anos atrás teria causado um certo pânico, mas hoje em dia ele acredita que o problema seria contornado em pouco tempo, talvez alguns meses.

Leia também:
Quanto custaria o Linux se ele fosse pago?

Linus Torvalds ainda é jovem, tem apenas 45 anos, ele é ainda o cara que estuda e aprova cada modificação que entra ou sai do Kernel Linux, Linus comentou na entrevista que logo quando criou o Kernel nos anos 90, todo o software tinha cerca de 10 mil linhas de código e hoje em dia o Linux tem 19 milhões de linhas, muitas delas enviadas por empresas como Red Hat, Canonical, Intel, Google, Microsoft, IBM, HP, AMD entre muitas outras grandes companhias do mundo tecnológico que dependem da robustez do Linux para seus trabalhos.

Linus pode um dia ir mas o Linux continuará, pois seu desenvolvimento colaborativo é o que lhe faz forte e praticamente imortal.

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Como o mundo Linux está mudando por conta dos games

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O setor de jogos é um mercado descomunalmente grande e tem muito mais importância do que aqueles que não curtem tanto jogar acreditam, influenciando direta e indiretamente grandes porções diferentes do mercado. Hoje vamos entender como o Linux está fazendo parte desse universo e como você pode ajudar a impulsionar esse movimento.

Linux Gaming






Há alguns anos o nosso canal no YouTube foi iniciado tendo em mente a proposta de mostrar games disponíveis para Linux. É claro que naquela época, quando a Valve havia recém  lançado o seu cliente Steam, portando apenas alguns de seus games populares para o sistema do pinguim, como o saudoso Left 4 Dead 2, o mundo de jogos no Linux era muito mais restrito do que hoje.

Qualquer dia eu faço uma live dele para matar a saudade. 😊

De lá para cá muita coisa mudou, além da quantidade e variedade de jogos, por isso eu convido você, especialmente se você não curte jogos, a mergulhar comigo em uma análise de como o suporte para mais jogos mudou o modo das distros Linux funcionarem e também o panorama social em relação a adoção do Linux como plataforma nos Desktops.

Games e aprimoramento de drivers


Independentemente de você gostar de jogar ou não, uma coisa que pode fazer uma boa diferença na sua produtividade é o desempenho dos seus drivers, especialmente os drivers de vídeo. O mercado tem uma maneira muito lógica de trabalho, mesmo que eventualmente manipulado, ele continua respeitando ofertas e demandas, e a demanda de drivers para Linux há alguns anos era muito baixa sem os jogos

Linux e Nvidia

Drivers para Linux "sempre" existiram, mas antes da Valve forçar o Linux no mercado de jogos em 2012/2013, a atenção dada para os drivers Linux era concentrada em versões corporativas das placas, usadas em processamento de dados, renderização e até mesmo supercomputação, enquanto o desktop ficava de lado, ao menos parcialmente.

Se temos drivers melhores hoje para usarmos nos nossos computadores que são equivalentes aos do Windows, a plataforma mais tradicional no segmento de desktop, muito devemos aos jogos. Algumas empresas se tornaram open source nesse processo, como a AMD por exemplo, que agora distribui seus drivers diretamente através do Kernel Linux.

Para além dos drivers de vídeo


O interesse de empresas por tecnologias que envolvem jogos é notório hoje em dia, a gamificação de trabalho está muito na moda atualmente, e não é à toa, ela simplesmente aumenta a produtividade e, segundo alguns estudos, até mesmo a felicidade de quem trabalha dessa forma.

O interesse de pessoas por jogos e por Linux (e por jogos no Linux) aumentou incrivelmente nos últimos anos, ainda que alguns possam dizer que no final os números brutos não são gigantescos.

Nesse caso eu lhe digo "tudo bem", eles não chegam a ser relevantes para o ponto atual da história, o número poderia ser até menos ou maior que não faria muita diferença atualmente, afinal, é apenas o começo.

Mas essas buscas mostram que as pessoas não estão atreladas ao Windows necessariamente porque gostam do Windows em si, elas gostam do que a plataforma é capaz de rodar, obviamente, nem todo mundo se encaixa nessa métrica, mas é algo para se pensar: 

As pessoas usam Windows porque gostam do Windows ou porque são obrigadas a usá-lo por conta de algum software ou game? É uma ótima pergunta, sem dúvida.

Quando o mercado começa o olhar para o Linux como uma alternativa viável para jogos, outras pessoas começam a se aproximar, e estes são profissionais de diversas áreas diferentes que também trazem seus conhecimentos para o sistema. 

O ano de 2018 trouxe um dos momentos mais impressionantes no quesito de liberação e produção de aplicativos para Linux, graças a iniciativas como Flatpak, Snap, AppImage e maior acessibilidade de distribuições famosas, como Ubuntu, Fedora, Manjaro, Linux Mint, elementary OS e até mesmo o Deepin, que mostram que para usar Linux você não precisa ser "graduando em física quântica", basta ter um mínimo de curiosidade e vontade de aprender algo novo.

Desenvolvedores sempre irão atrás de usuários e estarão onde eles estão, não basta ser bom, tem de ser conhecido, tem de se ter uma quantidade considerável de usuários, por isso que o crescimento do mercado para "caminhos abertos", no sentido "open source da palavra" trazem-nos bons presságios.

A divisão do mercado


A maior parte das pessoas que compara o Market Share do Linux com o Windows nos Desktops percebe uma grande diferença, mas, desconsiderando o fato de que é impossível ter certeza dos números do Linux no Desktop, afinal não existe geralmente um registro ou algo assim, como há no Windows e no macOS, é notável o quanto mais e mais pessoas vem utilizando a plataforma em seus computadores nos últimos anos.

Pense à curto prazo: Apenas cinco anos atrás muito menos pessoas usavam Linux, o que será que pode acontecer daqui cinco anos? Cinco anos atrás nós tínhamos poucos jogos para Linux, hoje é seguro apostar em 70% da Steam, graças ao Steam Play (Proton), o que será que virá daqui a cinco anos?

Pensando de forma mais pragmática, dificilmente o Linux chegará no Market Share do Windows algum dia, não é impossível, claro, mas talvez eu não esteja mais com todo o pique que eu tenho hoje para escrever esse blog quando (e se) esse dia chegar, a menos que a Microsoft resolva que vai transformar o Windows em um serviço com base Linux, algo que há alguns anos seria inimaginável, e hoje nem tanto, algumas pessoas até torcem por isso.

Ainda assim, acho que não precisamos comparar o Linux (como plataforma Desktop) com o Windows nesse caso, podemos ir diretamente para o segundo colocado, o macOS. O macOS é um sistema operacional fantástico, prático, mas que também tem, como todo sistema, suas próprias limitações.


O preço proibitivo, especialmente no Brasil, dos produtos da Apple acaba dificultando a adoção do macOS por massas da população, ou você realmente acha que se as pessoas pudessem baixar o macOS e instalar facilmente como fazem com o Windows o sistema "da maçã" teria tão poucos usuários? Além disso, por mais que não faça sentido, para muitas pessoas, aparentemente, parte da "graça" está em justamente pagar caro pelos produtos.

Fun Fact: Dizem por aí que um Rim vale cerca de 250 mil Reais no mercado negro, se você vender um rim dá para comprar dois iMac PRO, um para você e outro para sua esposa ou marido e ainda sobra um troco para gastar nos dongles. 🍘



A palavra "poucos", é claro, está no sentido figurado, afinal, alguns milhões de usuários não são poucas pessoas, assim como os milhões de usuários Linux não são, ainda assim, o macOS, ocupando a segunda posição em popularidade de mercado desktop, e aparentemente confortável com isso, tem cerca de 8 a 10% de Market Share, dependendo da fonte que você pesquisar.

Com essa quantidade de usuários o macOS é considerado por muitos uma plataforma importante, é claro que ter a multimilionária, Apple, por trás ajuda muito.

Se o Linux no Desktop está longe do Windows em quantidade, do macOS não é tudo isso...

Para falar a verdade, é pouca a diferença e o Linux tem uma possibilidade de crescimento exponencial da forma com que está se desenvolvendo agora, ainda mais com o Chrome OS, Steam e possivelmente a Epic Games no próximo ano.

Jogos são uma porta de entrada


Junto com os games, muitas tecnologias diferentes podem se aproximar do Linux, o modo Open Source de se trabalhar vem se tornando cada vez mais interessante por ser menos custoso para as empresas e trazer maior qualidade para o software base, esse é certamente um dos motivos da Microsoft ter anunciando que seu navegador agora se baseará no projeto Chromium.

É provavelmente incontável o número de pessoas ainda desinformadas em relação a jogos no Linux ou que estão completamente alheias às facilidades e qualidade de se usar uma distro como o Linux Mint, para citar apenas um exemplo.

Como nosso canal da Twitch.tv vem ajudando a mudar isso


Há algum tempo nós decidimos dar um passo além do YouTube, onde temos, graças a vocês, leitores do blog, o maior canal do mundo em visualizações/inscritos a usar Linux e Open Source como pauta majoritária, o que não é pouco, especialmente considerando o nosso idioma. Os brasileiros são apaixonados por Linux e tecnologias abertas.

Como eu disse no início do artigo, o canal Diolinux no YouTube iniciou com a ideia de mostrar jogos, porém, ao desenvolver o canal foi notório o quanto a comunidade brasileira estava, na época,  carente de informação referente ao uso cotidiano do Linux no desktop e eventualmente de outras tecnologias, por este motivo, o canal acabou recebendo um viés diferente e o conteúdo de jogos ficou em segundo plano ao longo do tempo, apenas aparecendo em vídeos especiais, como este, que inclusive, pretendemos repetir em breve:


O nosso público no YouTube acabou ficando mais segmentado em relação ao Linux, são pessoas mais sérias, profissionais e apaixonados pelas possibilidades que o Linux e a tecnologia podem trazer e claro, muitas dessas são apaixonadas por games também.

Há alguns anos eu fiz um vídeo dizendo que "o Linux me fez ser um gamer novamente", aquele foi o momento em que eu percebi que eu, que tinha me desligado do mundo dos jogos durante um curso técnico especialmente e estava há quase 3 anos sem jogar nada, tinha me aproximado dos jogos novamente graças ao porte da Steam para Linux.


A Twitch.tv é um lugar especial para os gamers. Para você que não conhece, a Twitch é o recanto dos gamers na internet, é onde as pessoas fazem livestreams diárias de vários jogos diferentes e milhões de pessoas às acompanham, é onde as grandes empresas do mundo dos eSports fazem suas transmissões oficiais, é um lugar especial, como eu disse. E é nesse lugar que nós pretendemos divulgar o Linux como plataforma de jogos! :)

Dezembro de 2018 representa o quarto mês em que nós fazemos lives diárias na Twitch jogando SEMPRE jogos de Linux, que rodem no Linux, nativamente, via Wine, emuladores, ou o que for, buscando quebrar o preconceito das pessoas que acham que Linux não pode ser utilizados para jogos e diversão, além de criar uma comunidade de amigos e pessoas especiais que entendem o quanto essa mudança de paradigma ajudará a todos, inclusive quem não joga, e estão sempre nos apoiando e caminhando ao nosso lado nessa jornada que promove uma verdadeira mudança cultural.

A prova de que o nosso projeto da Twitch, que ainda está só começando, está trazendo resultados, é que diversas pessoas que nunca tinham ouvido falar do "Diolinux" chegaram por lá, conheceram o canal e estão tendo contato com Linux pela primeira vez.

Frases como:

"- Nossa, eu não sabia que Linux rodava jogo!" ou "- Nossa, não sabia que tinha esse jogo para Linux" ou ainda "- Nossa! Você joga mal pra caramba!", são muito comuns! 😁

Um caso muito interessante aconteceu nesta última semana, ao fazer a nossa live tradicional no Sábado à tarde, estávamos jogando o novo modo de Battle Royale do CS:GO, Danger Zone, no Linux no nosso canal na Twitch, quando uma pessoa entrou no chat ao vivo e começou a interagir com a galera. Depois de alguns momentos descobrimos que era um menino de apenas 10 anos, que provavelmente estava interessado em apenas jogar o jogo, ou aprender a jogar com a gente, mas que agora está em contato com um novo mundo de tecnologia que, a maioria de nós, ou pelo menos eu, só tive contado depois de adulto.

Tudo isso graças a um jogo!

Quando mais cedo as pessoas entrara em contato de forma adequada com essa tecnologia, mais provável que crescem e se tornem melhores profissionais, que entendam a tecnologia como um todo  e que não fiquem limitado ao que é o "senso comum". E ainda temos um efeito colateral simples, que é o acesso a um sistema operacional mais seguro e gratuito para rodar os games, sem pirataria, sem toolbar, sem ter que pagar.

A sua ação faz diferença, você pode mudar o mundo com o seu clique


A maior parte da comunidade Linux que consome o nosso conteúdo é extremamente engajada, mas ainda assim, talvez não tenha entendido o poder do seu clique.

Recentemente eu vi um vídeo que falava sobre "liberdade e mudar o mundo", o autor sugeria algo que faz muito sentido na minha cabeça, ele dizia: 

- Você quer mudar o mundo?
    
Faça algo.   

- Você não "pode" ou não tem "habilidade" para ajudar diretamente a sua causa?

Ajude que está lutando por você e com você.

- Como assim?

Taca a carteira, divulgue.

Eu não poderia concordar mais, quantas vezes você já colaborou com algum projeto open source financeiramente? Quantas vezes você já divulgou um material relacionado?

Inclusive, quero agradecer imensamente a todos aqueles que acreditam que o nosso trabalho está ajudando a fazer a diferença e nos ajudam através do Padrim, do Clube dos canais e nos mandam Bits e Super Chats nas lives do YouTube e da Twitch!

Aproveito também para anunciar que de hoje em diante, um percentual do lucro da nossa loja, a DioStore, será convertido em doações para projetos Open Source que os nossos clientes poderão escolher.

Porém, dinheiro realmente não é tudo, a sua ação, o seu clique faz a diferença! Você já leu algum artigo útil para você por aqui e não compartilhou? Esse artigo poderia ter ajudado mais pessoas e mais pessoas, se você tivesse "apenas clicado", tendo colocado ainda mais gente em contato com esse tipo de conteúdo.

Ajude-nos a atingir mais pessoas, o seu gesto pode parecer simples mas ele faz total diferença, compartilhe os nossos artigos, compartilhe os nossos vídeos, clique no gostei, compartilhe o nosso canal na Twitch, assista as nossas lives, ajude-nos! Somos muito mais fortes com você, você nos ajuda a ter voz!

Você pode fazer tudo isso com simples cliques do seu mouse e toques na tela do seu celular, fazendo isso você estará ajudando o mundo a conhecer e entender novas possibilidades, em muitos casos, você estará inclusive libertando pessoas que estão insatisfeitas mas que acham que a única forma de fazer as coisas é aquela tradicional, a qual lhes foi ensinada, para ter liberdade de escolha é preciso conhecer todas as opções.

Vai nos ajudar a espalhar esse artigo? :)

Um grande abraço! Nos vemos por aí nas nossas lives e no YouTube também.

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Por que a Microsoft foi acolhida de braços abertos pelo Linux?

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Hoje eu li um texto muito bem redigido que abordava este assunto curioso, depois de tantos anos em que a Microsoft via o Linux como concorrente, nos últimos tempos a forma com que a empresa trabalha com o sistema é completamente diferente, mas talvez o que chame mais a nossa atenção é como as empresas e até mesmo a "The Linux Foundation" encaram o assunto.

Microsoft  e Linux de mãos dadas




O texto e as reflexões foram feitos pelo site Datamation e levantam alguns pontos interessantes, assim como alguns números também. Além de mostrar um pouco do que eles escreveram, eu quero colocar a minha opinião pessoal (não necessariamente de todas as pessoas que trabalham no Diolinux) sobre o assunto.

A Microsoft vem ajudando o desenvolvimento da comunidade Open Source de forma mais ativa desde 2005; enviando funcionários à eventos de tecnologia aberta, patrocinando muitos eventos também, ajudando no desenvolvimento do Kernel Linux, abrindo o código de algumas aplicações que outrora eram fechadas como o .NET e o Chakra Javascript, trabalhando com a Canonical para levar o Ubuntu e o Bash para dentro do Windows 10, lançando o Power Shell, o Visual Studio Code e SQL Server para Linux  e trabalhando com Red Hat, SUSE e novamente com a Canonical para oferecer as distribuições no Microsoft Azure, e claro, declarando amor ao Linux.

Tudo isso e muito mais na verdade, incluindo estudar a possibilidade de transformar o Windows em uma plataforma open source e até mesmo lançar uma certificação Linux para o Microsoft Azure.


Porém, para algumas pessoas, não importa o que a empresa faça, nunca será o suficiente, nunca será "sem uma segunda intenção", a Microsoft continua a ser o inimigo e aparentemente isso não faz tanto sentido para a Linux Foundation e outras empresas que trabalham com Linux atualmente.

O texto do Datamation faz uma análise justamente sob este aspecto. Os usuários de Linux não precisam  mais ver a Microsoft como uma "vilã", segundo eles, simplesmente porque ela é uma empresa como qualquer outra que usa o Linux para desenvolver os seus projetos, com a diferença que ela é uma das maiores e mais ricas empresas, não só do mundo da tecnologia, mas do mundo em geral.

Eu vou até um pouco mais afundo neste assunto. Acho perfeitamente natural quem veste a camiseta do software livre e open source de uma forma mais rigorosa, até mesmo ríspida em alguns casos, não ir muito com a cara da Microsoft, justamente pela história com softwares proprietários e as manobras de mercado para fazer as pessoas fidelizarem-se, especialmente ao Windows e ao Office, mas eu me coloco fora desse grupo.

Você não vai me ver gritando "GNU! GNU! GNU!" ou qualquer coisa do tipo. Sabe por quê?

Simplesmente porque eu não consigo odiar a Microsoft. Eu não consigo odiar ninguém, pra falar a verdade. Não considero a empresa inovadora, mas ela certamente é uma das grandes popularizadoras da tecnologia, se dependesse da Apple por exemplo, nem todo mundo teria um computador em casa com tanta facilidade, ao menos pelo que a história nos mostra.

Eu quero convidar você a fazer uma reflexão e é mais do que óbvio que você não precisa concordar comigo, você não precisa pensar igual a mim, você apenas precisa pensar sobre...

O comportamento das pessoas segue certos moldes


Psicologicamente falando, toda a vez que nos inserimos em um grupo no qual nos identificamos, é natural buscarmos afirmações ou "fatos" que reforcem a nossa posição, indicando que estamos corretos em estamos ali.



Imagine alguém que se descobriu gostando muito de uma banda punk e passa a frequentar locais e andar com pessoas que tenham o mesmo gosto (nada mais natural, não é verdade?) e que tenham coisas em comum (de preferência muitas). Isso é um exemplo genérico, mas talvez (quem sabe?) exista uma possibilidade de você se sentir assim a respeito do Linux.

Depois que você passou a utilizar o sistema e se envolver com "assuntos da comunidade", a probabilidade de você buscar textos, vídeos e conteúdo de forma geral que reafirmem que você está no "lugar certo", e que os demais estão errados (isso vale também para a briga entre distros), ou que no mínimo não estão tão certos quanto você, é bem grande. Não se sinta mal por isso, este é um efeito de comportamento comum que nós nos prostramos todos os dias sem nos darmos conta com praticamente todas as nossas opiniões sobre tudo. Mas depois de você ter ciência deste tipo de coisa, cabe a você fazer algo para combater, pois fazer isso sob qualquer aspecto do conhecimento é fechar os olhos para todos os outros. Se você não olhar as outras opções da mesma forma com que olha para o gosta, de uma forma aberta, dando-se direito a mudar de ideia caso seja necessário, você corre o risco de ter um conhecimento seletivo.

Dificilmente você que agora é alguém que adora punk vai gastar tempo da sua vida ouvindo um ritmo diferente que você "sabe" que é ruim, como Jazz por exemplo. E como você sabe que é ruim? Ora, não é punk! É óbvio que é ruim, ou no mínimo, não é tão bom. Muita gente pensa assim.

Conhece alguém que faz isso?

Esse tipo de coisa acontece de forma praticamente inconsciente, é natural do ser humano. Quando você menos percebe a maior parte das coisas que aparecem no seu Facebook são coisas relacionadas ao Linux e a quanto ele é legal, os seus sites favoritos são sites que falam sobre o assunto e endossam a "causa" e você acaba se fechando numa "bolha" onde você acaba tendo a impressão de que todos ao seu redor (ou a maior parte ao menos) usam/conhecem/gostam de Linux, fazendo com que ele ganhe uma proporção que não existe exatamente se pudermos olhar do "Big Picture."

Se quiser ver como o efeito da informação seletiva acaba regrando as nossas vidas, troque "Linux" por qualquer outro assunto que você goste muito, pode ser opinião política, time de futebol, religião, economia, música. Meu amigo... a lista é longa. Faça o teste.

O ideal para você construir uma opinião é usar uma das mazelas do método científico. Se você gosta muito de algo e acredita que aquela é a forma certa de ver as coisas, procure algo totalmente oposto e com argumentos convincentes contrários. Depois disso você vai passar a reforçar ainda mais o seu ideal ou vai descobrir o que normalmente é a realidade, duas pessoas podem ter opiniões completamente diferentes e ainda assim não estarem completamente erradas. É a chamada falácia da falsa dicotomia, acontece muito no Brasil em vários campos diferentes.

Muito bem, onde eu quero chegar com tudo isso?


Bom, existem duas coisas que eu conheço que são capazes de unir as pessoas rapidamente:

1 -  Gostos e objetivos em comum.
2 - Inimigos em comum (ou alguém ou algo para lutar contra).

E olha que eu acho que ter inimigos em comum é um fator de ligação muitas vezes até mais forte do que gostos e objetivos em comum. É só você parar para pensar no ditado "inimigo do meu inimigo é meu amigo". 

No mundo Linux seria assim com várias aspas!!!

"Vamos todos lutar contra a Microsoft e depois que ela acabar a gente se mata para definir qual a melhor distribuição, mas como está demorando para acabar com a Microsoft vamos nos matar um pouco aqui para ver qual a melhor distribuição porque do contrário a vida fica muito monótona."


Acontece que o inimigo para muitas pessoas do mundo Linux sempre foi a Microsoft e agora que a Microsoft parece muito mais uma Google da vida, mesclando tecnologias próprias fechadas com abertas em seus negócios, essas pessoas estão confusas, porque o sentimento de repulsa quanto à empresa não faz tanto sentido mais, porém, tirar isso delas é quase que tirar um dos sentidos da vida que foram colocados e estão sendo utilizados há anos!

Eu já falei diversas vezes: eu não gosto da ideia de ter inimigos. Tenho certeza que muita gente não vai com a minha casa nesse mundo Linux, talvez justamente por eu não defender as suas causas como muitos gostariam que eu defendesse, mas alguém ser meu inimigo não significa que a minha recíproca seja verdadeira e de mesma intensidade, muito pelo contrário. Até que ponto ter um inimigo a combater dessa forma faz algum sentido?

Certamente, ter um objetivo, um lugar para chegar, por assim dizer, é um fator motivacional e tanto, mas cá entre nós, eu não curto muito essa ideia, não. Ao menos não desta forma.

No Datamation eles fazem uma constatação interessante relacionando a forma com que as empresas Open Source; Red Hat, Canonical e SUSE abraçaram a Microsoft com ar de festa. Fazer uma associação com a Microsoft é um quase um selo de qualidade.

Uma parceria com a Google teria o mesmo efeito, mas talvez por não ser a Microsoft, alguns usuários Linux e defensores do SL não ficariam tão indignados, não é verdade? Pare para pensar. Se ao invés de Ubuntu on Windows fosse Ubuntu on Mac o barulho seria menor, pode ter certeza.

Como o Datamation observa, a Microsoft tem um faturamento anual muito perto dos 100 bilhões de dólares e mais de 100 mil funcionários ao redor do mundo, a maior empresa open source do mundo com capital aberto é a Red Hat, que tem faturamento de 2 Bilhões em média (e crescendo) e cerca de 8 mil funcionários, uma empresa grande sem  sobra de dúvidas, mas nada perto da Microsoft.

Canonical e SUSE não tem capital aberto ainda, apesar de isso ser cogitado pela desenvolvedora do Ubuntu, mas a quantidade de funcionário mal chega a mil pessoas para cada.

Às vezes é bom dar uma olhada nesses número para ter uma real proporção das coisas. Mas eu não vejo isso como "pequenez" para as distros como o Ubuntu, Red Hat e SUSE, eu olho estes números e vejo o quanto esses sistemas conseguiram avançar sem ter todo esse capital que a "Gigante de Redmond" tem, esses 3 sistemas e seus derivados dominam praticamente toda a nossa tecnologia, exceto os desktops. É tipo aquele mosquito no olho que faz alguém bater o carro.

Estar associado com a Microsoft abre uma brecha para essas empresas à longo prazo, onde as marcas se fortalecem. A verdade é que fora do mundo Linux e dos profissionais de T.I., são raras as pessoas que já ouviram falar de Canonical, SUSE e Red Hat e qualquer tipo de publicidade que faça com que essas marcas cheguem até o público consumidor é valido.

O curioso é quando nós fazemos parte deste mundo de pessoas que estão mais envolvidas com tecnologia, especialmente com Linux, a gente esquece essa proporção. Mas deixa eu te lembrar que a MAIOR E ESMAGADORA parte das pessoas que usam o computador no mundo não se importam com nada disso, elas só querem atingir seus objetivos através do computador, o computador é a ferramenta, e não o objetivo. Pense nisso toda vez que você achar que compilar alguma coisa é uma solução boa para usuários comuns.

Na minha opinião, tomar a Microsoft  como inimiga do Linux ou do Software Livre é algo inútil, não resolve o "problema" e nem sequer dá uma direção para onde os seguidores do Stallman precisam ir, isso simplesmente é uma forma de concentrar a consternação acumulada em uma empresa que nunca será atingida simplesmente por filosofia. Isso não quer dizer que a filosofia não deve existir, mas quer dizer que para haver mudança de verdade é necessário ser estratégico, é necessário agir, é necessário abrir mão de ter liberdade (em termos de software) em tudo para ganhar terreno e avançar até um ponto onde isso não fará mais tanta diferença pois será natural.

Meu objetivo com o blog Diolinux e o canal é falar sobre tecnologia de todos os tipos, eu já fui muito mais "radical" nessa questão de ser contra a Microsoft, mas com o passar do tempo eu realmente encontrei o meu objetivo na vida, e não, ele não é odiar ninguém ou alguma coisa.

Eu olho ao meu redor e vejo pessoas que precisam da tecnologia para facilitar as suas vidas e o modus operandi do movimento open source pode trazer algumas vantagens claras para quem for utilizar, mas longe de mim dizer que é a melhor solução para todo mundo. Eu não sou todo mundo, eu não conheço todo mundo e muito menos a forma de pensar de todo mundo, como posso dizer para alguém que existe uma forma certa de ver determinado assunto? Acho que isso não vale só para Linux.

Mostrar coisas que facilitem o seu dia a dia, independente da licença, sistema ou condição de uso é algo que me importa mais. Eu quero que você seja feliz em utilizar o seu computador e as coisas ao seu redor.

Ah! E quero aproveitar para citar Belchior, se me perguntarem:



Curtiu a música? Veja a letra aqui.  Ilusão de Ótica também uma boa forma de explicar (musicalmente) a coisa toda.

"Meu delírio é a experiência com coisas reais."

"Encare a ilusão da sua ótica... ...Na visão da macrostória toda guerra é igual
A visão do microscópio é o ópio do trivial... ...Será que você me entende?"

Pra mim a Microsoft é só uma empresa como todas as outras que visam lucro e utilizam o que tem de melhor a sua disposição em um determinado momento da história para encontrar um equilíbrio que naturalmente muda ao longo do tempo para um lado ou para outro, com a finalidade de continuar crescendo economicamente e ainda assim ajudar as pessoas, você pode discordar dos métodos, mas lembre que do lado do seu "inimigo" sempre existem pessoas que também são bem intencionadas e acham que estão fazendo o seu melhor para mudar o mundo, no meio de mais de 100 mil funcionários, certamente haverão vários assim, e quer saber, eles podem discordar de você, mas talvez eles não estejam errados, e nem você! Cada um fazendo sua parte para tornar o mundo melhor sob algum aspecto.

Um final musical para um post hein! Isso fazia tempo que não acontecia, música muitas vezes explica algo que nós levamos muitas palavras para explicar. Quer mudar o mundo? Comece por você.

Até a próxima!
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O mundo sem Linux - Exploração espacial - Episódio 5 (Legendado)

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A "The Linux Foundation" lançou um novo vídeo da série "O mundo sem Linux" que visa retratar o quão importante o sistema operacional tornou-se para o nosso dia a dia. Neste episódio o assunto abordado é a exploração espacial, uma das coisas que mais despertam o meu fascínio. 

o mundo sem linux

O quinta episódio da série está disponível, você pode ver os anteriores (também legendados) clicando aqui. Todos os vídeos foram legendados pelo Gabriel da Costa, nosso redator, e postados no canal Toca do Tux, você pode conferir o mais recente logo abaixo:


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