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Por que a Microsoft foi acolhida de braços abertos pelo Linux?

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Hoje eu li um texto muito bem redigido que abordava este assunto curioso, depois de tantos anos em que a Microsoft via o Linux como concorrente, nos últimos tempos a forma com que a empresa trabalha com o sistema é completamente diferente, mas talvez o que chame mais a nossa atenção é como as empresas e até mesmo a "The Linux Foundation" encaram o assunto.

Microsoft  e Linux de mãos dadas




O texto e as reflexões foram feitos pelo site Datamation e levantam alguns pontos interessantes, assim como alguns números também. Além de mostrar um pouco do que eles escreveram, eu quero colocar a minha opinião pessoal (não necessariamente de todas as pessoas que trabalham no Diolinux) sobre o assunto.

A Microsoft vem ajudando o desenvolvimento da comunidade Open Source de forma mais ativa desde 2005; enviando funcionários à eventos de tecnologia aberta, patrocinando muitos eventos também, ajudando no desenvolvimento do Kernel Linux, abrindo o código de algumas aplicações que outrora eram fechadas como o .NET e o Chakra Javascript, trabalhando com a Canonical para levar o Ubuntu e o Bash para dentro do Windows 10, lançando o Power Shell, o Visual Studio Code e SQL Server para Linux  e trabalhando com Red Hat, SUSE e novamente com a Canonical para oferecer as distribuições no Microsoft Azure, e claro, declarando amor ao Linux.

Tudo isso e muito mais na verdade, incluindo estudar a possibilidade de transformar o Windows em uma plataforma open source e até mesmo lançar uma certificação Linux para o Microsoft Azure.


Porém, para algumas pessoas, não importa o que a empresa faça, nunca será o suficiente, nunca será "sem uma segunda intenção", a Microsoft continua a ser o inimigo e aparentemente isso não faz tanto sentido para a Linux Foundation e outras empresas que trabalham com Linux atualmente.

O texto do Datamation faz uma análise justamente sob este aspecto. Os usuários de Linux não precisam  mais ver a Microsoft como uma "vilã", segundo eles, simplesmente porque ela é uma empresa como qualquer outra que usa o Linux para desenvolver os seus projetos, com a diferença que ela é uma das maiores e mais ricas empresas, não só do mundo da tecnologia, mas do mundo em geral.

Eu vou até um pouco mais afundo neste assunto. Acho perfeitamente natural quem veste a camiseta do software livre e open source de uma forma mais rigorosa, até mesmo ríspida em alguns casos, não ir muito com a cara da Microsoft, justamente pela história com softwares proprietários e as manobras de mercado para fazer as pessoas fidelizarem-se, especialmente ao Windows e ao Office, mas eu me coloco fora desse grupo.

Você não vai me ver gritando "GNU! GNU! GNU!" ou qualquer coisa do tipo. Sabe por quê?

Simplesmente porque eu não consigo odiar a Microsoft. Eu não consigo odiar ninguém, pra falar a verdade. Não considero a empresa inovadora, mas ela certamente é uma das grandes popularizadoras da tecnologia, se dependesse da Apple por exemplo, nem todo mundo teria um computador em casa com tanta facilidade, ao menos pelo que a história nos mostra.

Eu quero convidar você a fazer uma reflexão e é mais do que óbvio que você não precisa concordar comigo, você não precisa pensar igual a mim, você apenas precisa pensar sobre...

O comportamento das pessoas segue certos moldes


Psicologicamente falando, toda a vez que nos inserimos em um grupo no qual nos identificamos, é natural buscarmos afirmações ou "fatos" que reforcem a nossa posição, indicando que estamos corretos em estamos ali.



Imagine alguém que se descobriu gostando muito de uma banda punk e passa a frequentar locais e andar com pessoas que tenham o mesmo gosto (nada mais natural, não é verdade?) e que tenham coisas em comum (de preferência muitas). Isso é um exemplo genérico, mas talvez (quem sabe?) exista uma possibilidade de você se sentir assim a respeito do Linux.

Depois que você passou a utilizar o sistema e se envolver com "assuntos da comunidade", a probabilidade de você buscar textos, vídeos e conteúdo de forma geral que reafirmem que você está no "lugar certo", e que os demais estão errados (isso vale também para a briga entre distros), ou que no mínimo não estão tão certos quanto você, é bem grande. Não se sinta mal por isso, este é um efeito de comportamento comum que nós nos prostramos todos os dias sem nos darmos conta com praticamente todas as nossas opiniões sobre tudo. Mas depois de você ter ciência deste tipo de coisa, cabe a você fazer algo para combater, pois fazer isso sob qualquer aspecto do conhecimento é fechar os olhos para todos os outros. Se você não olhar as outras opções da mesma forma com que olha para o gosta, de uma forma aberta, dando-se direito a mudar de ideia caso seja necessário, você corre o risco de ter um conhecimento seletivo.

Dificilmente você que agora é alguém que adora punk vai gastar tempo da sua vida ouvindo um ritmo diferente que você "sabe" que é ruim, como Jazz por exemplo. E como você sabe que é ruim? Ora, não é punk! É óbvio que é ruim, ou no mínimo, não é tão bom. Muita gente pensa assim.

Conhece alguém que faz isso?

Esse tipo de coisa acontece de forma praticamente inconsciente, é natural do ser humano. Quando você menos percebe a maior parte das coisas que aparecem no seu Facebook são coisas relacionadas ao Linux e a quanto ele é legal, os seus sites favoritos são sites que falam sobre o assunto e endossam a "causa" e você acaba se fechando numa "bolha" onde você acaba tendo a impressão de que todos ao seu redor (ou a maior parte ao menos) usam/conhecem/gostam de Linux, fazendo com que ele ganhe uma proporção que não existe exatamente se pudermos olhar do "Big Picture."

Se quiser ver como o efeito da informação seletiva acaba regrando as nossas vidas, troque "Linux" por qualquer outro assunto que você goste muito, pode ser opinião política, time de futebol, religião, economia, música. Meu amigo... a lista é longa. Faça o teste.

O ideal para você construir uma opinião é usar uma das mazelas do método científico. Se você gosta muito de algo e acredita que aquela é a forma certa de ver as coisas, procure algo totalmente oposto e com argumentos convincentes contrários. Depois disso você vai passar a reforçar ainda mais o seu ideal ou vai descobrir o que normalmente é a realidade, duas pessoas podem ter opiniões completamente diferentes e ainda assim não estarem completamente erradas. É a chamada falácia da falsa dicotomia, acontece muito no Brasil em vários campos diferentes.

Muito bem, onde eu quero chegar com tudo isso?


Bom, existem duas coisas que eu conheço que são capazes de unir as pessoas rapidamente:

1 -  Gostos e objetivos em comum.
2 - Inimigos em comum (ou alguém ou algo para lutar contra).

E olha que eu acho que ter inimigos em comum é um fator de ligação muitas vezes até mais forte do que gostos e objetivos em comum. É só você parar para pensar no ditado "inimigo do meu inimigo é meu amigo". 

No mundo Linux seria assim com várias aspas!!!

"Vamos todos lutar contra a Microsoft e depois que ela acabar a gente se mata para definir qual a melhor distribuição, mas como está demorando para acabar com a Microsoft vamos nos matar um pouco aqui para ver qual a melhor distribuição porque do contrário a vida fica muito monótona."


Acontece que o inimigo para muitas pessoas do mundo Linux sempre foi a Microsoft e agora que a Microsoft parece muito mais uma Google da vida, mesclando tecnologias próprias fechadas com abertas em seus negócios, essas pessoas estão confusas, porque o sentimento de repulsa quanto à empresa não faz tanto sentido mais, porém, tirar isso delas é quase que tirar um dos sentidos da vida que foram colocados e estão sendo utilizados há anos!

Eu já falei diversas vezes: eu não gosto da ideia de ter inimigos. Tenho certeza que muita gente não vai com a minha casa nesse mundo Linux, talvez justamente por eu não defender as suas causas como muitos gostariam que eu defendesse, mas alguém ser meu inimigo não significa que a minha recíproca seja verdadeira e de mesma intensidade, muito pelo contrário. Até que ponto ter um inimigo a combater dessa forma faz algum sentido?

Certamente, ter um objetivo, um lugar para chegar, por assim dizer, é um fator motivacional e tanto, mas cá entre nós, eu não curto muito essa ideia, não. Ao menos não desta forma.

No Datamation eles fazem uma constatação interessante relacionando a forma com que as empresas Open Source; Red Hat, Canonical e SUSE abraçaram a Microsoft com ar de festa. Fazer uma associação com a Microsoft é um quase um selo de qualidade.

Uma parceria com a Google teria o mesmo efeito, mas talvez por não ser a Microsoft, alguns usuários Linux e defensores do SL não ficariam tão indignados, não é verdade? Pare para pensar. Se ao invés de Ubuntu on Windows fosse Ubuntu on Mac o barulho seria menor, pode ter certeza.

Como o Datamation observa, a Microsoft tem um faturamento anual muito perto dos 100 bilhões de dólares e mais de 100 mil funcionários ao redor do mundo, a maior empresa open source do mundo com capital aberto é a Red Hat, que tem faturamento de 2 Bilhões em média (e crescendo) e cerca de 8 mil funcionários, uma empresa grande sem  sobra de dúvidas, mas nada perto da Microsoft.

Canonical e SUSE não tem capital aberto ainda, apesar de isso ser cogitado pela desenvolvedora do Ubuntu, mas a quantidade de funcionário mal chega a mil pessoas para cada.

Às vezes é bom dar uma olhada nesses número para ter uma real proporção das coisas. Mas eu não vejo isso como "pequenez" para as distros como o Ubuntu, Red Hat e SUSE, eu olho estes números e vejo o quanto esses sistemas conseguiram avançar sem ter todo esse capital que a "Gigante de Redmond" tem, esses 3 sistemas e seus derivados dominam praticamente toda a nossa tecnologia, exceto os desktops. É tipo aquele mosquito no olho que faz alguém bater o carro.

Estar associado com a Microsoft abre uma brecha para essas empresas à longo prazo, onde as marcas se fortalecem. A verdade é que fora do mundo Linux e dos profissionais de T.I., são raras as pessoas que já ouviram falar de Canonical, SUSE e Red Hat e qualquer tipo de publicidade que faça com que essas marcas cheguem até o público consumidor é valido.

O curioso é quando nós fazemos parte deste mundo de pessoas que estão mais envolvidas com tecnologia, especialmente com Linux, a gente esquece essa proporção. Mas deixa eu te lembrar que a MAIOR E ESMAGADORA parte das pessoas que usam o computador no mundo não se importam com nada disso, elas só querem atingir seus objetivos através do computador, o computador é a ferramenta, e não o objetivo. Pense nisso toda vez que você achar que compilar alguma coisa é uma solução boa para usuários comuns.

Na minha opinião, tomar a Microsoft  como inimiga do Linux ou do Software Livre é algo inútil, não resolve o "problema" e nem sequer dá uma direção para onde os seguidores do Stallman precisam ir, isso simplesmente é uma forma de concentrar a consternação acumulada em uma empresa que nunca será atingida simplesmente por filosofia. Isso não quer dizer que a filosofia não deve existir, mas quer dizer que para haver mudança de verdade é necessário ser estratégico, é necessário agir, é necessário abrir mão de ter liberdade (em termos de software) em tudo para ganhar terreno e avançar até um ponto onde isso não fará mais tanta diferença pois será natural.

Meu objetivo com o blog Diolinux e o canal é falar sobre tecnologia de todos os tipos, eu já fui muito mais "radical" nessa questão de ser contra a Microsoft, mas com o passar do tempo eu realmente encontrei o meu objetivo na vida, e não, ele não é odiar ninguém ou alguma coisa.

Eu olho ao meu redor e vejo pessoas que precisam da tecnologia para facilitar as suas vidas e o modus operandi do movimento open source pode trazer algumas vantagens claras para quem for utilizar, mas longe de mim dizer que é a melhor solução para todo mundo. Eu não sou todo mundo, eu não conheço todo mundo e muito menos a forma de pensar de todo mundo, como posso dizer para alguém que existe uma forma certa de ver determinado assunto? Acho que isso não vale só para Linux.

Mostrar coisas que facilitem o seu dia a dia, independente da licença, sistema ou condição de uso é algo que me importa mais. Eu quero que você seja feliz em utilizar o seu computador e as coisas ao seu redor.

Ah! E quero aproveitar para citar Belchior, se me perguntarem:



Curtiu a música? Veja a letra aqui.  Ilusão de Ótica também uma boa forma de explicar (musicalmente) a coisa toda.

"Meu delírio é a experiência com coisas reais."

"Encare a ilusão da sua ótica... ...Na visão da macrostória toda guerra é igual
A visão do microscópio é o ópio do trivial... ...Será que você me entende?"

Pra mim a Microsoft é só uma empresa como todas as outras que visam lucro e utilizam o que tem de melhor a sua disposição em um determinado momento da história para encontrar um equilíbrio que naturalmente muda ao longo do tempo para um lado ou para outro, com a finalidade de continuar crescendo economicamente e ainda assim ajudar as pessoas, você pode discordar dos métodos, mas lembre que do lado do seu "inimigo" sempre existem pessoas que também são bem intencionadas e acham que estão fazendo o seu melhor para mudar o mundo, no meio de mais de 100 mil funcionários, certamente haverão vários assim, e quer saber, eles podem discordar de você, mas talvez eles não estejam errados, e nem você! Cada um fazendo sua parte para tornar o mundo melhor sob algum aspecto.

Um final musical para um post hein! Isso fazia tempo que não acontecia, música muitas vezes explica algo que nós levamos muitas palavras para explicar. Quer mudar o mundo? Comece por você.

Até a próxima!
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Canonical e Microsoft anunciam o "Ubuntu on Windows", entenda como vai funcionar

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Canonical e Microsoft revelaram hoje um projeto "secreto" que trará a funcionalidade do shell Linux contida no Ubuntu para o ambiente de desenvolvimento do Windows 10. Entenda como vai funcionar.

Ubuntu on Windows




A Microsoft vem se integrando ao Linux nos últimos anos, especialmente no Microsoft Azure, já vimos vários exemplos disso quando a empresa resolveu integrar o Ubuntu e o Red Hat entre as opções de sistemas operacionais disponíveis na plataforma.

Já vimos várias tentativas da empresa de "Linuxar" o Windows, e não estou falando nem da aparência do Windows 10 que é muitíssimo semelhante ao KDE Plasma 5, mas ferramentas como o Powershell que aceitava comandos comuns de Linux em um terminal Windows também fizeram parte do sistema.

Leia também: Entrevistamos a Canonical sobre o Ubuntu on Windows, veja aqui.

A questão agora é que o Azure é multiplataforma, ou seja, roda Linux e Windows, e muitos clientes preferem Linux nos servidores, com a ajuda da Canonical a Microsoft anunciou hoje o projeto "Ubuntu on Windows" que permitirá que os desenvolvedores que desejarem desenvolver aplicações multiplataforma ou apenas para Linux o façam usando o Windows 10 como sistema operacional sem precisar virtualizar o Ubuntu (ou outra distro), ou mesmo fazer um dualboot.

O ambiente de desenvolvimento do Ubuntu rodará nativamente dentro do Windows 10 sem ser uma emulação. Os usuários do Windows 10 poderão abrir o menu iniciar e digitar "bash" e ele abrirá um console cmd.exe rodando o "/bin/bash" do Ubuntu dando acesso ao "user space" do sistema da Canonical, isso quer dizer que os usuários também poderão usar vários recursos que fazem parte dos arquivos do Ubuntu como apt, ssh, rsync, find, grep, awk, sed, sort, xargs,md5sum, gpg, curl, wget, apache, mysql, python, perl, ruby, php,gcc, tar, vim, emacs, diff, entre outros.

Algumas pessoas se perguntam o porque disto e no que isso impacta o usuário. Na verdade se você for um usuário comum de Windows ou de Ubuntu você não sentirá diferença alguma, você apenas tirará proveito deste recurso se você for um desenvolvedor que prefere usar o Windows 10 como plataforma para desenvolvimento e que quer criar uma aplicação multiplataforma sem ter que fazer dualboot ou virtualizar outro sistema operacional.

Como Dustin Kirkland comentou no anúncio oficial da Canonical, muitas pessoas torcem o nariz para esse tipo de coisa, por que uma empresa que tem o Linux como sua base estaria ajudando a Microsoft a melhorar o seu produto? A resposta é que essa é uma via de mão dupla que favorece financeiramente as duas empresas e tecnologicamente também, que dá mais opções de escolha aos usuários e leva um pouco mais do Linux para uma ambiente que outrora fora muito mais fechado do que é hoje em dia, o Windows.

Esse tipo de parceria me faz pensar as vezes que tanto usuários, especialmente os ditos "fanboys", de Linux e de Windows estão torcendo o nariz agora, uns dizendo que é uma "traição do movimento" por parte da Canonical e o pessoal do Windows dizendo que é uma vergonha a Microsoft fazer isso pois seria admitir que o Windows não é superior ao Linux, blá, blá, blá...

No fim das contas, enquanto uns ficam raivosos por motivos um tanto quanto inúteis, as duas empresas seguem firmes e fortes, sólidas e com os bolsos mais cheios, enquanto a Microsoft deu aos seus usuários uma nova e boa ferramenta a Canonical ganhou uma série de novos clientes. 

Quando eu digo que o modelo ideal será o dia em que poderemos escolher o nosso sistema operacional por gosto e não por presença ou não de ferramentas é bom lembrar que isso vale para todos os sistemas e não somente para o Linux. Vamos acompanhar o desenrolar desta história e qualquer outra novidade você ficará sabendo por aqui.

Até a próxima!
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A revolução do SUSE Manager 4

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sábado, 31 de agosto de 2019

À medida que mais empresas buscam a transformação para uma infraestrutura mais ágil, aproveitando a tecnologia híbrida de várias nuvens, a necessidade de um gerenciamento de infraestrutura aplicado e centralizado continua a crescer, e as grandes empresas do mundo Linux precisam estar preparadas.

SUSE Linux





 A SUSE lançou uma grande atualização, anunciou nesta semana a disponibilidade do SUSE Manager 4 e do SUSE Manager 4 para varejo, com soluções de gerenciamento de infraestrutura de código aberto. 

Isso ajuda as operações de TI das empresas e as equipes de DevOps a reduzir a complexidade e a recuperar o controle dos ativos de TI, independentemente de onde estejam, aumentar a eficiência e, ao mesmo tempo, cumprir as políticas de segurança e otimizar as operações por meio da automação para reduzir custos.

Rumo à transformação, as empresas buscam uma infraestrutura mais ágil. Por isso, a SUSE ajuda seus clientes a adotarem a infraestrutura definida por software, para que possam continuar inovando, competindo e crescendo no mercado atual. Também fornecemos as ferramentas necessárias para operar ambientes mistos eficientemente”, afirma Daniel Nelson, vice-presidente de Produtos e Soluções da SUSE. O SUSE Manager gerencia sistemas físicos, virtuais e containerizados a partir de uma única central”. 

Como um componente-chave de uma infraestrutura definida por software, o SUSE Manager 4 permite que os clientes que:

• Reduzam os custos e simplifiquem o gerenciamento aprimorado do ciclo de vida do conteúdo, que facilita a movimentação e o gerenciamento de pacotes em todo o ciclo de DevOps. O gerenciamento de máquinas virtuais, com automação nativa do Salt, permite o gerenciamento quase em tempo real de centenas de servidores;

• Aumentem a disponibilidade e a visibilidade com recursos ampliados de monitoramento e alertas baseados na ferramenta Prometheus. Isso permite que os clientes identifiquem e resolvam problemas em menor tempo;

• Utilizem uma infraestrutura definida por código nativo, por meio do Salt, tornam mais fácil do que nunca instalar, configurar e manter em conformidade o landscape de SAP HANA.

• Reduzam a complexidade com uma única ferramenta para gerenciar qualquer servidor Linux na sua infraestrutura, em qualquer plataforma de hardware Enterprise, de dispositivos de IoT, até para ambiente Kubernetes, não importa onde esteja localizado, em um datacenter próprio, um terceiro datacenter ou na nuvem.


As empresas valorizam o acesso à inovação fornecido por tecnologias open source, como o Linux. Organizações que dependem de várias distribuições Linux enfrentam, muitas vezes, inúmeros desafios de gerenciamento, à medida que aumentam a complexidade e a escala de seus ambientes corporativos. A conformidade e o controle consistentes e automatizados são particularmente importantes para manter os níveis de desempenho e segurança exigidos pelos aplicativos de missão crítica que atendem a um grande número de usuários finais”, diz Mary Johnston Turner, vice-presidente de pesquisa de Gerenciamento de Nuvem da IDC.

SUSE Manager for Retail 4


O "SUSE Manager for Retail" oferece gerenciamento de infraestrutura open source otimizado e adaptado especificamente para o setor de varejo, com todas as funcionalidades apresentadas pelo SUSE Manager 4 e mais funcionalidades para as demandas de infraestrutura do mercado de varejo, permitindo a padronização de centena de pontos de atendimento, quiosques e pontos de venda.

Isso permite que os clientes da SUSE reduzam os custos, otimizem operações e garantam a conformidade em toda a infraestrutura de TI no varejo.

De mainframes e clusters de HPC, servidores bare metal e máquinas virtuais, terminais de ponto de serviço, quiosques, até sistemas de autosserviço em distribuição Linux, o SUSE Manager for Retail 4 tenta se colocar no mercado como a solução ideal.

Dentre os recursos do SUSE Manager estão:

• Criar, implantar e manter imagens de forma central para os pontos de serviços;
• Implantar atualizações de software nos pontos de serviços;
• Gerenciar todas as configurações por infraestrutura por código nativo, Salt;
• Automatizar o monitoramento, rastreamento e relatórios de sistemas;
• Utilizar uma segurança mais forte para evitar a perda de dados;
• Manter a conformidade no seu ambiente de ponto de serviço;
• Pesquisar o status de conformidade dos sistemas em relatórios vulnerabilidades;
• Manter uma loja totalmente gerenciada, atualizada e um ambiente compatível, com carga limitada na largura de banda disponível entre a loja e um local de gerenciamento central.

O SUSE Manager 4 já está disponível e as imagens também estão disponíveis no Amazon Web Services (AWS), no Google Cloud Platform e no Microsoft Azure. Para obter mais informações sobre o SUSE Manager 4  basta clicar aqui.

Participe da discussão sobre produções de gerenciamento no nosso fórum, até a próxima!

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Microsoft investe US $1 bilhão na OpenAI, em busca da mais poderosa inteligência artificial

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terça-feira, 30 de julho de 2019

A OpenAI é uma organização sem fins lucrativos, sediada na Califórnia, que visa criar uma inteligência artificial geral. O centro de pesquisa vem desenvolvendo projetos que terão resultados à longo prazo, daí a importância de parcerias e investidores, como a Microsoft que possibilitam a manutenção e sobrevivência desses projetos.

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No atual cenário da tecnologia as inteligências artificiais sempre têm como alvo uma situação em específico. No entanto, a OpenAI planeja um passo além, sendo considerado por muitos o próximo nível da computação, o “Santo Graal da inteligência artificial”. Uma inteligência artificial geral, AGI (sigla em inglês) não se limita a nichos, atuando de maneira abrangente e aprendendo diversos casos de uso. Esse conceito é tão sofisticado que “brilha os olhos” de gigantes e a Microsoft, que não é boba, investiu US $1 bilhão na OpenAI.

AI’s atuais têm grandes dificuldades em transmitir suas experiências e atuar em diferentes cenários, com outros sistemas focados em outros campos de atuação. AGI vem justamente para quebrar esse paradigma, englobando mais de um cenário. Obviamente, que uma inteligência artificial tão poderosa deve ter conceitos pautados em princípios sólidos, como a privacidade do usuário e transparência. Esses são temas centrais no desenvolvimento da tecnologia encabeçada pela OpenAI, sendo de código aberto, diversos setores da computação podem ser beneficiados. Lembrando que essa AI é algo para o futuro, estando em pleno desenvolvimento. Além da Microsoft, outros nomes de peso fazem parte do projeto, como o Elon Musk e Reid Hoffman (co-criador do LinkedIn).

Curiosamente existe um debate se tal empreitada é realmente possível e em quanto tempo uma inteligência artificial geral poderia ser desenvolvida, o site The Verge teve acesso a pesquisas dos principais especialistas do campo, e a estimativa era de que existem 50% de chances para a criação da AGI até o ano de 2099. Uma tarefa, “nada simples”, que necessita de um empenho grandioso, como o próprio objetivo. A parceria pode beneficiar a plataforma Azure, da Microsoft, criando tecnologias de supercomputação baseadas nessa inteligência artificial.

Você pode acessar o GitHub oficial da OpenAI, caso seja da área ou queira estudar sobre o tema.

Ainda existem pessoas que dizem que o modelo open source é um fracasso, que empresas não investem no código aberto, parece que Satya Nadella, atual CEO da MS, não concorda com esse tipo de visão.

Participe de nosso fórum no Diolinux Plus, novidades a todo momento em nossa comunidade.

Até o próximo post, “pois a Skynet está se aproximando”, SISTEMATICAMENTE! 😁😂😎

Fonte: The Verge.
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Streaming é o futuro de "tudo" o que consumimos na internet?

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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Desde que nos acostumamos com a facilidade do streaming, o mercado tem se mostrado maleável para se adaptar às novas formas de consumo de conteúdo em vídeo. A transmissão de dados em áudio e vídeo não é, contudo, uma tecnologia recente, mas foi popularizada com o desenvolvimento da velocidade da internet e, hoje, é o meio mais acessado para vídeos.

Portais como Amazon Prime e Netflix tiveram seu papel crucial na popularização deste tipo de serviço, que dispensa o download para acesso ao conteúdo. No entanto, devemos lembrar que, se o processo de popularização começou com o streaming para entretenimento, o cenário atual é bem mais expansivo.

Streaming de conteúdo







O conteúdo audiovisual é mais atrativo que o conteúdo escrito, ao menos o que as tendências indicam, basta observar as redes sociais mais famosas e os conteúdos mais acessados dentro delas. A exploração dos benefícios trazidos pelo streaming colhe bons frutos também em ações institucionais, webinars e treinamentos. Nesse contexto, o recurso de streaming é facilmente adaptado para objetivos de entretenimento, educação e negócios.

Não é que os eventos presenciais tenham perdido seu encanto, mas fato é que o alcance por streaming traz volumes consideráveis quando se fala em resultados. De acordo com a plataforma de soluções em educação DTCom, marcas gigantes estão investindo em suas próprias webTvs, ou mesmo realizando grandes espetáculos com transmissão ao vivo. Exemplo disso foi o anúncio de retirada dos títulos da Disney da Netflix, em razão da estratégia de uma plataforma própria do ratinho mais famoso do mundo.

Acesso a Streaming

Interatividade posta à prova


A transmissão audiovisual já é, por si só, uma ferramenta valiosa e uma estratégia assertiva na disseminação de conteúdo. Porém, há uma forma de fazê-la ainda mais eficiente.

A valorização da interação nestas relações é a nova máxima da comunicação de massa. A participação da audiência em tempo real enriquece o conteúdo e fomenta ainda mais uma relação de maior proximidade entre o comunicador e seu público.

Empresas especializadas em educação estão trabalhando no lançamento de plataformas de streaming com o viés de ministrar aulas em vídeo.

Mercado promissor para o iGaming


Além de impactos positivos nos setores de entretenimento e educação, um segmento específico tem observado que o caminho do streaming é uma grande aposta para obter melhores resultados.

É engraçado pensar nisso, mas geralmente o mercado de streaming de games vai muito além do que imaginar que os games tiple A de consoles passarão a rodar para nos nossos browser. Existem muitos serviços de games mais simples, de cartas, estratégia em turnos, que já geram muito valor na indústria e basicamente dependem de streaming de conteúdo. Além de streamings em plataformas como o Twitch e o YouTube, onde somos apenas espectadores, existe os famosos "jogos de browser", como onde você pode participar de um ambiente interativo, como o Betway cassino online. 

A rentabilidade é alta o suficiente para motivar, inclusive, que gigantes do mundo da tecnologia adotassem essa tendência que revolucionou a forma como as pessoas jogam atualmente. A própia Google anunciou que essa possibilidade existiria com serviços como o Stadia, integrado ao YouTube, ou outros games no estilo como, que já são clássicos, como Adventure Quest World, Dragon Awaken e muitos outros.

Streaming de conteúdo


Em razão disso, a Microsoft e a Sony anunciaram recentemente uma parceria em prol do desenvolvimento de novos serviços de games, sendo que o streaming será suportado pela plataforma na nuvem da Microsoft, o Azure. A Google já conta com um serviço similar à disposição. Também voltado exclusivamente para jogos, o Stadia distribui e dissemina conteúdo denso sobre jogos em formato streaming que chegará por completo em Novembro e que custará cerca de 180 a 240 Dólares por ano.

O futuro do streaming nesse setor é promissor, embora seja difícil fazer previsões mais concretas em razão dos constantes lançamentos relacionados à tecnologia. Mas uma coisa é certa: os investimentos estão criando um universo cada vez mais completo e rentável.

O streaming vai dominar a forma como nos entretemos e aprendemos?


O crescimento do streaming em diversos setores está acelerado e o público tem à disposição conteúdos on demand ou na modalidade live streaming nos mais diversos setores. Seja em plataformas de conteúdo com viés educativo, como a Edx Courses, ou em nichos de divertimento, como Spotify ou Hulu, Netflix ou Amazon Prime, é certo que não há previsão de contingência deste mercado tão cedo.

Em linhas gerais, é possível esperar da transmissão via streaming a liderança no que diz respeito ao acesso e interatividade com determinado tipo de conteúdo, dando maior independência entre público alvo e interlocutores em conectar-se de forma imediata e dispensando compatibilidade de agendas em alguns casos.

Por ser uma alternativa descomplicada e mais barata, a grande vantagem trazida com a tecnologia do streaming é a forma inovadora como lapidou o consumo de conteúdos pela internet, driblando o fator da disponibilidade dos seus consumidores face ao local em que se encontram, seja na hora da transmissão do conteúdo ou posteriormente.

O que você acha, será que o streaming vai tomar conta de praticamente todos os serviços? Continue a discussão no nosso fórum.

Até a próxima!
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Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A conferência voltada para devs da Microsoft, a Build 2019, foi recheada de novidades, como a possível chegada do Edge para Linux, do novo WSL e do Kernel Linux completo no Windows 10.

 Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10






Parecia que esse dia nunca chegaria, mas sim meus amigos e amigas, ele chegou. Estamos vendo Linux e Windows na mesma frase e o contexto não é  alguma “Guerra Infinita”. 😁😂

Quando anunciaram o WSL 2, também falaram que iam mandar junto um Kernel Linux completo, assim facilitando a VM que é criada via Hyper-V, consumindo menos recursos do computador, pois não vai precisar mais emular as APIs do kernel Linux no kernel NT, com isso o WSL 2 vai rodar um kernel Linux completo em uma VM muito leve.



Como o Kernel Linux é sobre a licença GNU GPL (General Public License), toda modificação feita pela Gigante de Redmond, terá que ser publicada, e assim ela se comprometeu a fazer, disponibilizando via GitHub.

Ainda teve as seguintes declarações:

“Esta não é a primeira vez que a Microsoft envia um kernel Linux, já que já lançamos um em 2018 quando anunciamos o Azure Sphere. No entanto, esta será a primeira vez que um kernel Linux é lançado com o Windows, o que é um verdadeiro testemunho do quanto a Microsoft adora o Linux!”, e complementou como vai funcionar na parte de segurança:

“Para manter o Kernel sempre atualizado com os mais novos recursos e correções na última versão estável do Linux. Para garantir a procedência de nossas fontes, espelhamos repositórios localmente. Estamos monitorando continuamente as listas de e-mail de segurança do Linux e fazendo parcerias com várias empresas de banco de dados CVE para ajudar a garantir que nosso kernel tenha as correções e mitigações mais recentes.”

Como dito no artigo sobre o WSL 2, é muito cedo dizer que a Microsoft vai migrar 100% do Kernel NT para o Kernel Linux. É impossível??? Não, só creio que se for acontecer não vai ser algo tão pra agora e sim daqui alguns anos, pois envolve muita grana e afeta quem constrói o seu app ou jogo, que em grande parte é voltado pensando como o “Windows pensa”, mas tudo pode acontecer e daqui 2 anos termos uma versão do Windows 10 com Kernel Linux, porque não?? 

Para conferir os anúncios oficiais no blog da MS, basta acessar aqui e aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Red Hat leva software open source para outro nível

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Red Hat, Inc. lançou nesta Terça-feira (7), o Red Hat Enterprise Linux 8 (RHEL 8) durante o Red Hat Summit 2019, principal convenção mundial da companhia que acontece em Boston, nos Estados Unidos. A novidade amplia o uso do Linux empresarial na cloud híbrida com maior ecossistema de software open source comercial da indústria.

Imagem: Reprodução






Construído para suportar qualquer aplicação, em qualquer ambiente, em qualquer lugar, o Red Hat Enterprise Linux 8 mantém o compromisso da Red Hat em gerar valor por meio de todo o stack de tecnologia empresarial, com o apoio de muitos líderes de TI. Desde o lançamento do Red Hat Enterprise Linux 7, em 2014, o ecossistema do Red Hat Enterprise Linux cresceu.

Centenas de fornecedores de software independentes (ISVs) agora entregam mais de 5 mil aplicações certificadas para o RHEL. 

“O Red Hat Enterprise Linux 8 fornece uma plataforma poderosa para ajudar empresas a abranger todas as estruturas de TI, desde servidores bare-metal até clouds públicas, mas para aproveitar completamente todas as estratégias de cloud híbrida, as organizações precisam de um stack de software abrangente. O amplo ecossistema de parceiros da Red Hat está cheio de soluções e conhecimentos necessários para que as empresas construam totalmente suas estratégias de cloud híbrida com toda aplicação e configuração de hardware testados e certificados para trabalhar efetivamente com a plataforma líder em Linux empresarial no mundo”, afirma Craig Muzilla, vice-presidente sênior de Principais Produtos e Serviços de Cloud da Red Hat.


Por meio do programa Red Hat Certified Cloud and Service Provider (CCSP), o Red Hat Enterprise Linux está disponível em uma ampla série de provedores de serviços de infraestrutura -- desde as maiores provedoras de cloud pública globais, como Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform e Microsoft Azure, até provedores de serviços gerenciados e de cloud, regionais e especializados. Mais de mil Red Hat CCSPs oferecem o Red Hat Enterprise Linux em suas infraestruturas de cloud pública, servindo como base para organizações adotarem estratégias nativas em cloud.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux

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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Aos longínquos anos 90 e começo dos anos 2000, a Microsoft via o Open Source e o Linux como inimigos a serem “abatidos e eliminados”, de fato, em certa época Steve Ballmer, então CEO, chegou a falar que o Linux era um “câncer” para a MS. Anos depois a empresa mudou bastante neste sentido, especialmente à partir de 2016.


 Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux





Feito esse parênteses, hoje a Microsoft é mais próxima ao Open Source e do Linux, tanto que tem o Azure, o WSL e alguns apps portados para a plataforma, como o Skype e o Visual Studio Code. E quem sabe o navegador Edge e talvez o Microsoft Office 365, falaremos mais adiante.

Em referência ao #WorldPenguinDay (ao bicho mesmo), a conta de oficial da Microsoft que “cuida” da divulgação Open Source da empresa, fez um Tweet aproveitando a a oportunidade e “chamando” a comunidade a compartilhar quais projetos Open Source as pessoas mais gostavam:



Vários projetos foram mencionados, como o GNOME, KDE, Manjaro, Ubuntu, Pop!_OS, entre outros, como você pode ver na tread do Tweet acima.

Mas um comentário me chamou a atenção e a resposta a ele. O usuário Raywon Teja Kari, perguntou quando veríamos um porte do Microsoft Office 365 para Linux. E a conta da Microsoft respondeu, informando que ele deveria entrar no UserVoice do Office 365 e votar para isso, mais ou menos como aconteceu no caso da Adobe.



Se você quiser votar e ajudar a trazer o Microsoft Office 365 para o Linux, basta acessar aqui.

Um “ponto negativo”, pelo menos para mim, foi a ausência de empresas grandes do setor, como Canonical, IBM/Red Hat e a Suse (até o fechamento desta edição, elas não interagiram com o tweet, somente foram mencionadas)

Mas, tirando isso, acho muito importante essa guinada da Microsoft nesses últimos anos em apoiar o Linux e o OpenSource, isso mostra que o mesmo pode ser mais um aliado do que “um câncer a ser combatido”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum, aproveite e conte pra gente qual o seu projeto Open Source favorito e viva o pinguim!

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Microsoft torna Open Source seu app calculadora

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Há quem diga que a Microsoft apenas está preparando o terreno para num futuro próximo “se apropriar” do Linux e do mundo Open Source, ainda existe quem afirma que com o Satya Nadella a postura da empresa mudou e que a MS adaptou-se ao mercado, porém sempre existirá a dúvida pairando na mente, de quem viveu aquela época obscura da empresa.

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Inegavelmente com o passar dos anos, a Microsoft veio disponibilizando cada vez mais o código de seus softwares, em 2014 o Microsoft .NET Framework teve parte do seu código disponibilizado, também teve o motor do JavaScript em seu “finado” browser Edge (em breve a atual versão do Edge, será baseado no Chromium), o Chakra, parece que a empresa está “cedendo” ao padrão de mercado, o “jeito Open de Ser”, e desta vez mais uma aplicação entra na lista, o app de calculadora do Windows 10.

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Distribuído sobre a licença de código aberto MIT, o app de calculadora do Windows 10, que é desenvolvido com o XAML, Azure Pipeline e Universal Windows Platform (UWP). Disponível no Github, todo o cronograma de desenvolvimento da aplicação, assim como a possibilidade de sugerir funcionalidades ou implementações, estará ao alcance dos desenvolvedores, e por ser Open Source, seu código pode ser utilizado em outros projetos.

Algo interessante para os novos desenvolvedores que pretendem utilizar de tais tecnologias, é ver como a MS utiliza seus padrões de desenvolvimento, uma forma eficaz de ver todo o processo e familiarizar-se com tais ferramentas.

E você acha que a MS está a cada dia indo em rumo ao Open Source? Será que no futuro o Windows será de código aberto? Algo interessante e que também pode entrar em discussão, ao se pensar numa Microsoft mais aberta, é seu pacote universal de programas, pauta de um Diocast, intitulado “Esse Windows ainda vai virar Linux?”, caso não tenha acompanhado basta ouvir todo esse bate-papo. 

Te espero no próximo post, e lembre-se, seja educado e respeite a opinião alheia, não esqueça de compartilhar o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Já não é novidade que a Microsoft vem se aproximando do Linux e do Open Source, pode ser com a liberação de mais 60k de patentes ou na criação de sistemas operacionais como o Azure ou com o WSL (Windows Subsystem for Linux). E mais uma novidade vem por aí.

 Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer






Windows Explorer com mais capacidades


Em uma postagem feita em seu blog oficial, no dia 15 Fevereiro (2019), feita por Craig Loewn, Gerente de Projeto para WSL, a Microsoft fez os anúncios das novidades. Nesta postagem, Craig fala também em melhorias no gerenciamento e configuração na utilização da linha de comando.

Acessar arquivos do Linux pelo Windows, antigamente poderia acarretar na perda dearquivos e corrupção de dados, ou menos na inacessibilidade completa, o que será possível agora  sem esses contratempos, pontua Craig.

A implementação é feita atualmente pelo WSL


Para acessar os arquivos do Linux, basta abrir a sua distro favorita e conferir se você está  no diretório /home. Com isso basta digitar o seguinte comando:

explorer.exe.



Com isso, você pode acessar os seus arquivos normalmente e fazer as tarefas normais, como copiar, colar, arrastar arquivos para outros locais. Além de poder usar o menu do VSCode no diretório do WSL.



Na parte da linha de comando, você pode encontrar os arquivos com o seguinte comando:

\\wsl$\<running_distro_name>\

No exemplo abaixo, foi usado o Debian.



Para conferir o post completo e com mais informações, você pode acessar o seguinte link.

Ainda fica a questão das capacidades do Explorer de conseguir acessar partições reais de uma distro Linux em dual boot com o Windows, mas em tese, se há essa capacidade no gerenciador de arquivos do sistema da Microsoft dentro do WSL, fazer isso funcionar fora dele, para leitura de pelo menos o sistema de arquivos EXT4, parece um passo plausível.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Microsoft vai usar o projeto do Chromium como base para fazer o Edge

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Em 2015 a Microsoft lançava o seu mais novo navegador para a internet, o Edge, que viria substituir ou aposentar o já “velho de guerra e combalido” Internet Explorer. Mas desde a sua estreia o novo navegador da Microsoft não vingou e nem agradou a todos. O lançamento dele foi junto com o Windows 10.

Microsoft vai usar o projeto do Chromium como base para fazer o Edge





O novo navegador da MS veio com uma nova tecnologia como engine, o EdgeHTML, que prometia renderizar as páginas da internet de forma mais rápida, além de tornar o navegador mais seguro, rápido e leve. Mas não foi isso que aconteceu, em um curto espaço de tempo ele se mostrou com muitos bugs, falhas e problemas que fizeram os usuários largarem o Edge de lado. Hoje somente 4% das pessoas usam o Edge para acessar a internet, mesmo com todo o esforço de marketing da Microsoft.




No comunicado postado nesta quarta-feira (6), em seu blog a Microsoft comenta o seu aumento na participação na comunidade de software livre (OSS) e assim se tornando um dos maiores apoiadores de projetos (OSS). E teve algumas partes que são interessantes em destacar:

“Os desenvolvedores da Web terão uma plataforma web menos fragmentada para testar seus sites, garantindo que haja menos problemas e maior satisfação para os usuários de seus sites; e como continuaremos a oferecer o entendimento orientado a serviços do Microsoft Edge de sites herdados somente do IE, Corporate IT terão compatibilidade aprimorada para aplicativos da Web antigos e novos no navegador que acompanha o Windows.”

Outro ponto interessante foi:

“Vamos passar para uma plataforma Web compativel com o Chromium para o Microsoft Edge no desktop. Nossa intenção é alinhar o Microsoft Edge com outros navegadores baseados no Chromium e tecnologias suportadas por eles. Isso fornecerá compatibilidade aprimorada para todos e criará uma forma mais simples dos desenvolvedores testarem suas aplicações para a maior parte dos browsers.  O Microsoft Edge agora será entregue e atualizado para todas as versões suportadas do Windows e com maior frequência. Também esperamos que esse trabalho nos permita levar o Microsoft Edge para outras plataformas, como o macOS.”

Para ver o comunicado completo veja o blog oficial deles.

Com isso a Microsoft dá mais um passo em adotar o open source em seu portfólio de produtos, contando com o WLinux, GitHub, Azure, abertura das 60 mil licenças entre outros. 

E com isso podemos pensar quem sabe em um dia poder usar um navegador oficial da Microsoft de forma nativa nas distros Linux, por que não né?? (lol). Visto que eles querem levar o Edge para outras plataformas.

Curioso é o fato de que praticamente todos os navegadores atualmente dividem uma base semelhante, uns mais outros menos, Chrome, Chromium, Vivaldi e Opera, Yandex e muitos outros, incluindo agora o novo projeto da Microsoft, todos tem uma base semelhante em comum, deixando o Safari e o Firefox como os “diferentões” do mercado.

O que você achou da novidade da Microsoft?

Até uma próxima e um forte abraço.
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SUSE atravessa momento positivo, com crescimento da receita e ofertas inovadoras em open source

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

A SUSE, empresa que oferece soluções em software em open source, prepara-se para embarcar em sua próxima fase de desenvolvimento corporativo como uma empresa autônoma. Dá seguimento ao seu crescimento, enquanto impulsiona seus produtos, soluções emergentes, comunidades e parceiros, e expande sua presença em novos segmentos do mercado.

SUSE atravessa momento positivo, com crescimento da receita e ofertas inovadoras em open source






A SUSE, empresa que oferece soluções em software em open source, prepara-se para embarcar em sua próxima fase de desenvolvimento corporativo como uma empresa autônoma. Dá seguimento ao seu crescimento, enquanto impulsiona seus produtos, soluções emergentes, comunidades e parceiros, e expande sua presença em novos segmentos do mercado. 

A SUSE está melhor posicionada para orientar as empresas por meio das demandas de transformação digital, com inovação em open source e expertise em infraestrutura definida por software, entrega de aplicativos e tecnologias de computação em nuvem.

“A SUSE vem prosperando há décadas, com base em princípios simples: ouvir o cliente, aceitar a inovação e mudar para melhor”, afirma Nils Brauckmann, CEO da SUSE. “Além disso, estamos em uma trajetória crescente, com expansão tanto orgânica quanto por meio de aquisição tecnológica. Esse modelo de expansão, de ‘construir e comprar’, gera valor contínuo aos clientes e impulsiona o crescimento sustentável para as demandas do negócio. À medida que o negócio cresce, a SUSE continua comprometida em ser ‘open, open source’, oferecendo liberdade de escolha aos clientes”

Além de contrariar o conceito de “vendor lock-in”, a SUSE tem investido em flexibilidade e buscado evoluir de um mero “fornecedor Linux” para uma empresa de tecnologias para nuvem, infraestrutura definida por software e soluções de entrega de aplicativos. Isso gerou um crescimento dinâmico e lucrativo, à medida que a organização se adapta continuamente aos requisitos de parceiros e clientes. Como as empresas precisam ser cada vez mais ágeis e economicamente eficientes, precisam alavancar ativos digitais, informações e inovações de software, que possibilitem a transformação digital.

A SUSE é construída a partir de sua expertise com o Linux e trabalha com um ecossistema de parceiros e comunidades, para adaptar e proteger soluções open source apoiadas por serviço e suporte superiores. Essas tecnologias emergentes da infraestrutura são construídas no open source e Linux, e criam novos níveis de liberdade e flexibilidade para clientes.

“Nos últimos anos a SUSE expandiu seu portfólio para novas áreas, como armazenamento, nuvem e containers. Por conta da maior independência e aquisição pelo grupo sueco EQT Partners, a SUSE está respondendo à demanda de mercado com uma plataforma neutra, porém abrangente, que suporta múltiplas nuvens públicas e privadas, assim como integração de infraestruturas on-premises com softwares como o SUSE Linux Enterprise (SLE) 15” , diz Jay Lyman, analista principal da 451 Research.

A liderança da SUSE em mercados consolidados e emergentes é evidente em todo o mundo. Seus clientes estão entre as nove das 10 maiores empresas aeroespaciais, as 10 maiores fabricantes de automóveis, quatro dos cinco maiores bancos, metade dos maiores supercomputadores e 80% das organizações presentes na Fortune Global Top 50. Além disso, 70% de todos os aplicativos SAP em execução no Linux são executados em SUSE Linux Enterprise, incluindo mais de 90% das implementações SAP HANA. A SUSE desenvolveu o mercado de mainframe Linux há mais de 17 anos, permanecendo até hoje como líder.

“Como membros fundadores da Linux Foundation, a IBM continua trabalhando com a SUSE nas principais iniciativas open source, inclusive com o SLES como uma empresa com todo o suporte, sistema operacional otimizado para as plataformas da IBM – IBM Z, LinuxOne e Power Systems”, relata Kathy Bennett, vice-presidente de desenvolvimento e suporte técnico do IBM Systems ISV Ecosystem. “Nosso trabalho conjunto para dar suporte ao SAP HANA no IBM Power Systems, KVM na arquitetura Z, IBM z/VM integrada com tecnologias baseadas em nuvem e containers está acelerando a adoção pelos clientes de plataformas open source”.

“Na HPE, estamos comprometidos em fortalecer as iniciativas open source e padrões abertos em todo o setor, e lideramos os esforços no setor, com foco especial no Linux, há mais de 15 anos. Temos uma colaboração contínua com a SUSE em Linux, OpenStack e outros projetos. Eles impulsionam nossos esforços conjuntos para fornecer soluções valiosas, baseadas em open source, ao mercado”, declara Scott Farrand, vice-presidente de Hybrid IT-Platform Software da HPE.

Outros marcos para o momento positivo de negócios da SUSE incluem:

● De 1º de outubro de 2017 à 30 de abril deste ano, a SUSE registrou receita de US$ 182,9 milhões, o que representa um crescimento de aproximadamente 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado para esse período foi de US$ 56 milhões, ou seja, cerca de 23% de crescimento ano a ano.

● Desde agosto do ano passado, a base de funcionários da SUSE cresceu em quase 20%, chegando a aproximadamente 1.400 profissionais. A empresa investiu muito em suas equipes de engenharia e atendimento ao cliente.

● Novas e inovadoras soluções de infraestrutura definida por software e entrega de aplicativos apresentadas pela SUSE neste ano incluem: 

a) SUSE CaaS Platform 3 uma plataforma de Container-as-a-Service (CaaS) com Kubernetes;

b) SUSE Cloud Application Platform, para gerenciar aplicações, Platform-as-a-Service (PaaS) de nuvem nativa, por meio de Cloud Foundry e Kubernetes;

c) SUSE OpenStack Cloud 8, para nuvens privadas prontas para a produção;

d) SUSE Enterprise Storage 5, para armazenamento corporativo definido por software,

e) SUSE Manager 3.2, para gerenciamento de infraestrutura,

f) E o SUSE Linux Enterprise 15, reconhecido mundialmente.

● A SUSE expandiu as parcerias com os principais provedores de nuvem pública, incluindo Amazon Web Services, Google Cloud, IBM Cloud e Microsoft Azure.

● Desde 2013, mais de 10,7 mil aplicações de parceiros e de 7,6 mil sistemas de hardware foram certificados para serem executados por meio de softwares SUSE.

● Para garantir um serviço de qualidade e o envolvimento do cliente, mais da metade dos profissionais da SUSE estão concentrados em desenvolvimento e suporte ao cliente. Por isso, 90% dos clientes da SUSE estão satisfeitos com a experiência com engenheiros da SUSE e dois terços dos clientes classificam os engenheiros com uma pontuação perfeita.

● O compromisso da SUSE com o software e as comunidades open source continua a crescer, com a empresa atualmente engajada em mais de 100 projetos open source. Membro fundador de mais de 10 organizações open source, a SUSE tem representação em muitas associações e fundações, incluindo a OpenStack Foundation, Linux Foundation, Cloud Foundry Foundation, CNCF (Cloud Native Computing Foundation), OPNFV (Linux Foundation Networking), Open Mainframe e OpenHPC.

“A SUSE tem sido um membro ativo, produtivo e ‘open’ da The Linux Foundation desde antes mesmo que me envolvesse, em 2006”, relata Dan Kohn, diretor executivo da CNCF. “Com a CNCF, estou particularmente agradecido pelo compromisso inicial da SUSE, com solução Certified Kubernetes, e sua busca incessante por inovação e soluções de alta qualidade, confiáveis e utilizáveis”.

Saiba mais no site da SUSE.

Até uma próxima e um forte abraço.
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