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Valve lança ferramenta com objetivo de rodar TODOS os jogos de Windows no Linux

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Os usuários de Linux receberam uma ótima notícia ontem, do nada, toda a sua biblioteca de jogos Windows passou a ser instalável no Linux "como mágica", tudo isso graças a um projeto da Valve, dona do Steam, chamado "Proton". Saiba mais sobre a ferramenta e aprenda a habilitar o recurso na sua distribuição.

SteamPlay - Linux Windows Games






Antes de você aprender a habilitar a funcionalidade e sair utilizando, vamos compreender primeiro do que se trata o projeto e como ele funciona. O que a Valve lançou recentemente foi uma nova versão do "Steam Play". O "Steam Play" é um recurso presente na Steam há alguns anos que promove algo excelente, jogar todos os games que você comprar em qualquer plataforma que ele for suportado, como exemplo, se você comprar o CS:GO, com a mesma compra, na mesma conta Steam, se você instalar o jogo no Windows, no Linux ou no macOS, não será necessário comprar uma nova versão para cada plataforma, entretanto, o Steam Play recebeu um grande upgrade!

Uma notícia tão importante quanto o próprio lançamento da Steam para Linux


Há praticamente 6 anos a Valve lançava a Steam para Linux com algumas dezenas de títulos compatíveis apenas, conforme os anos foram passando, mais e mais jogos foram sendo lançados, chegando a milhares, no entanto, os desenvolvedores vem lançando jogos para Windows há décadas e muito material não receberia porte para o Linux, por isso, a empresa por trás do Steam vem trabalhando em uma camada de compatibilidade nova para o Steam Play.

A nova versão do Steam Play traz uma nova ferramenta chamada "Proton", que nada mais é do que uma implementação, ainda em Beta, do Wine (modificado pela Valve) e que utiliza Vulkan para rodar games de Windows no Linux que utilizem DirectX 11 e 12, com o objetivo de rodar absolutamente TODOS os jogos da Steam do Linux. Você pode ser mais sobre o lançamento aqui.

O Proton ainda é um Beta e apesar de possuir uma lista grande de jogos compatíveis já em seu lançamento, vários ainda podem não funcionar, como o anúncio oficial mencionou, mas pelo visto, algumas dezenas de novos jogos, além dos que já rodavam do Linux, passaram a rodar "do dia para a noite". Então se você ainda não tinha migrado para Linux por conta de algum game, vale a pena fazer o teste.

Como habilitar o suporte ao Steam Play com Proton no seu Steam Linux


Vamos fazer uma demonstração para você entender melhor. Abaixo você vê a minha conta Steam, em Library você pode ver a quantidade de jogos disponíveis, em "STEAMOS + LINUX" temos 144 títulos, sendo que o total, 176, são os jogos e softwares ao todo, incluindo os que rodam no Windows também, ou seja, nesta conta eu tenho 32 títulos que não rodaria nativamente no Linux.

Games da Steam Windows Linux

Se eu navegar em algum game com suporte nativo apenas para Windows (até o momento), você verá que não existe a opção de instalar o jogo, o Steam apenas me mostra as horas jogadas.


Para instalar o game de Windows no Linux na Steam você deve fazer o seguinte: Vá até o seu menu Steam>>Settings


Na janela de configurações, em "Account", ou "Conta", observe a opção de "Beta participation:", clicando no botão "Change", altere para o modo Beta da Steam.


Linux Steam Play

Depois de ativar essa opção, clique em "OK" e então será necessário reiniciar a Steam e baixar novamente a atualização do cliente em modo Beta, tudo isso é automático. 

Steam Play Windows Linux

Depois da versão Beta instalada, vá novamente nas configurações da Steam e no painel esquerdo da janela, selecione "Steam Play", nessa opção haverá agora um modo avançado de configuração com duas opções:

- "Enable Steam Play for all titles";
- "Use this tool istead of game-specific selections from Steam".

A diferença entre as duas opções é que a primeira habilita o Proton para todos os seus games de Windows na Steam, a segunda opção habilita apenas alguns títulos que o pessoal da Valve já testou e sabe que funciona plenamente com este recurso, como a última versão de Doom, por exemplo. 


Agora, indo ao mesmo jogo que eu tinha mostrado antes e não era possível instalar, você verá o botão de instalar, como na imagem abaixo, agora é só instalar o seu jogo normalmente. Os games que possuem essa compatibilidade com o novo Steam Play mostram um texto ao lado do botão de instalar indicando: "Run on this computer via Steam Play".

Jogos de Windows no Linux

Jogos de Windows no Linux

Jogos de Windows no Linux

Os games vão mostrar essa janela antes de iniciar, indicando mais uma vez que você está rodando sobre uma camada de compatibilidade.

Jogos de Windows no Linux

Ao iniciar o jogo, você verá que o Steam começará a baixar componentes do Windows para rodar o seu jogo.

Jogos de Windows no Linux

O que você pode fazer agora é testar os seus jogos de Windows, ou ao menos os jogos grátis para Windows, para reportar aos desenvolvedores, informando se o game roda ou não e se tem algum problema.

Referências da Valve


A nota de lançamento do Steam Play Beta com o Proton da Valve, a qual linkamos no início do artigo, continha também algumas observações interessantes que vale a pena mencionar.

A primeira delas é que a Valve vinha injetando dinheiro no projeto Wine, Vulkan e DXVK nos últimos 2 anos e "ninguém" sabia, ao menos, eu não tinha ouvido falar sobre. O projeto Beta que trouxe vida ao Proton começou há 2 anos, e ninguém sabia que isso estava acontecendo. Outra observação é sobre o Vulkan. A Valve mencionou que neste sistema de Steam Play é natural esperar que quando houver a tradução de API em um game, como por exemplo, um jogo que roda com DX11, ao rodar via Vulkan, pode perder um pouco de desempenho, nada muito grande e que inviabilize a jogatina, no entanto, não há motivos técnicos para acreditar que isso não pode ser melhorado com o tempo e que games que já rodem Vulkan nativamente, como o Doom 2016, rodem perfeitamente no Linux sem precisar de mais nada, além dessa camada de compatibilidade.

Existem muitas coisas a se refletir no entorno dessa notícia, então é bom ver os próximos capítulos, ir digerindo a informação e testando os jogos para saber como as coisas vão se desenrolar, então, certamente espere ver mais conteúdo sobre este assunto aqui na no blog e no canal também.

Gostaria de lembrar que estamos fazendo muitas lives de jogos no Linux na Twitch.tv/Diolinux, então segue a gente por lá, as lives são muito mais frequentes que no YouTube, acontecendo quase todos os dias.

Até a próxima!
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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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A evolução do Steam Play

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Assim como qualquer outro serviço, a Steam com certeza tem seus defeitos. Todavia, não é de agora que a Valve, proprietária da Steam, vem desenvolvendo serviços com o objetivo de melhorar a experiência dos seus usuários. E algumas vezes, até nos permitindo economizar dinheiro.

a-evolucao-do-steam-play

Hoje em dia podemos abrir o nosso cliente Steam no Linux, Windows ou MacOS. Pesquisar entre as promoções, comprar nossos jogos, e então instalá-los em qualquer sistema operacional compatível. Muitos de vocês talvez estejam pensando: “Normal. Se eu paguei pelo jogo, posso jogá-lo no sistema que eu achar melhor.” Não é?

Bem, sim! Mas nem sempre foi assim.

Nos primeiros anos de Steam, se você comprasse um jogo no Windows, poderia jogá-lo apenas no Windows. Caso você quisesse jogá-lo também no MacOS, teria que comprar o mesmo jogo novamente em sua versão para MacOS. E isso era normal. Assim como no mundo dos consoles, se você compra um jogo de PlayStation, não pode jogá-lo em um Xbox.

Até que em 2010, cerca de dois anos antes do lançamento da primeira versão estável do cliente Steam para Linux, a Valve anuncia a primeira versão do Steam Play. O objetivo inicial do Steam Play era garantir que os jogadores pudessem jogar os seus jogos em qualquer plataforma suportada, e não necessariamente apenas na qual o jogo foi comprado.

Oito anos após o seu lançamento, a Steam Play dá um passo gigante, que viria a mudar a realidade sobre jogos no Linux. Em 21 de Agosto de 2018, a Valve anuncia uma parceria com a CodeWeavers no desenvolvimento do Proton. Um fork do Wine, com adição de alguns patches e de alguns outros projetos, como o DXVK.

Já temos artigos no blog falando sobre o Proton, Wine, Steam Play e DXVK.

À partir daquele momento, do dia para a noite, milhares de jogos nativos de Windows passaram a rodar no Linux. E tudo o que você precisava fazer era clicar em “Instalar”, e depois em “Jogar”.

Hoje, mais de um ano após o lançamento do Proton, podemos dizer que as coisas evoluíram e estão evoluindo de maneira bastante rápida. No momento em que o Proton foi lançado, cerca de 2000 jogos passaram a rodar no Linux. Hoje, segundo o ProtonDB, já são mais de seis mil jogos funcionais no Linux.

O site ProtonDB é uma base de dados que reúne informações sobre jogos testados no Linux, a fim de manter os usuários informados sobre quais jogos funcionam, e o quão bem funcionam. Quais não funcionam. E quais carecem de alguns ajustes.

O ProtonDB obtém os seus dados à partir dos próprios usuários. Dezenas de milhares de usuários já reportaram o funcionamento de milhares de jogos. Nesses reports os usuários informam: se o jogo funcionou ou não, como funcionou, por quanto tempo o jogo foi testado, se foi necessário algum ajuste para que o jogo funcionasse, e quais ajustes. Também informam qual o seu hardware e sistema operacional.

Hoje, no dia em que estou escrevendo este artigo, já foram feitos 58.558 reports, de 9.473 jogos diferentes, dos quais 6.307 são funcionais.

O MacOS possui cerca de 2.500 jogos nativos na Steam. O número de jogos nativos para Linux é mais ou menos a metade. Porém se considerarmos todos os jogos de Windows que rodam no Linux sem a necessidade de ajustes através do Steam Play, é seguro dizer que muito mais jogos rodam no Linux do que no MacOS.

As vantagens para nós, Linux gamers, vão muito além de apenas jogos que não funcionavam e passaram a funcionar. Tantos jogos passando a funcionar tão bem em uma plataforma, farão com que muitas pessoas passem a utilizar essa plataforma para jogar. Consequentemente fazendo com que mais desenvolvedoras passem a produzir mais jogos nativos para o sistema.

Não apenas mais jogos, mas também “melhores” jogos. É claro que, algo ser melhor ou pior é subjetivo. Mas se considerarmos os jogos AAA como “os melhores”, já que estes são de fato os melhores para a maioria das pessoas, então a cada dia que passa a plataforma Linux está tendo mais dos melhores jogos de forma nativa. O quê em muito deve-se a Valve, a CodeWeavers e a Steam Play.

É claro que eu não estou dizendo que a Valve e a CodeWeavers iniciaram esse projeto com o objetivo de fazer caridade para os usuários Linux, únicamente pela bondade dos seus corações. Enquanto a Steam depender de sistemas proprietários como Windows e MacOS para vender seus jogos e manter o seu negócio. Logo significa que a Valve, de certa forma, depende da Microsoft e da Apple para sobreviver.

Aumentar o market share de sistemas operacionais de código aberto no mundo dos jogos também aumenta a porcentagem de clientes da Steam que não dependem de um sistema fechado para rodar os seus jogos. E lentamente a Valve vai se libertando da dependência de softwares de propriedade de outras empresas.

É claro que isso não é uma garantia de que a Valve conseguirá se libertar por completo dessas outras empresas. Mas mesmo assim, cada usuário do Windows ou MacOS que passa a utilizar a Steam no Linux faz com que cada vez valha mais a pena para a Valve trabalhar no Proton.

Parafraseando Piratas do Caribe: “É apenas um bom negócio.”

Mas os benefícios não param por aí. Os beneficiados com tudo isso não somos apenas nós, usuários de Linux. Guardadas as devidas proporções, todos os gamers de quaisquer sistemas operacionais tem algum benefício nisso. As distribuições Linux se tornarem cada vez mais viáveis para jogos é sinônimo de concorrência. E como diz o ditado: “Concorrência é sempre bom.”

Eu com certeza penso que, se tratando de jogos no Linux, as coisas estão e continuarão ficando cada vez melhores. Mas e você, o quê acha sobre o mercado dos games no Linux atualmente? Acha que o crescimento é realmente a tendência? Ou tudo não passa de “fogo de palha” e “papo furado”?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! :)

Fontes: Steam, GamingOnLinux.

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Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
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Jogos e os anti-cheats no Linux

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Há 6 anos a Valve lançou seu cliente Steam para Linux, desde então a plataforma veio ganhando notoriedade no quesito games, e aos poucos várias distribuidoras começaram a portar ou lançar jogos nativos para o sistema do pinguim, porém é visível a diferença de títulos disponíveis no Linux, comparado ao Windows, que tem anos e anos no mercado de jogos. E a ausência de outras plataformas de games como a Origin da EA Games, alvo de críticas de diversos players, quando o assunto é “Linux + Games”.

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Em 2018 a Valve surpreendeu os gamers Linux, com seu projeto Steam Play, utilizando uma solução conhecida pela comunidade Linux, o Wine. A Valve criou um fork do Wine criando o Proton, que não faz o papel de um emulador (muitos acreditam que o Wine emula jogos do Windows, e isso não é verdade), o Proton é uma ferramenta implementada no cliente Steam Linux, que dá a oportunidade de executar games nativos do Windows em sistemas operacionais baseados em Linux, ele age como uma camada que traduz para o sistema a instrução que foi projetada para o Windows, adaptando a realidade e comportamento do Linux. 

O Proton faz uso do Vulkan para rodar os games Windows, que valem-se do DirectX 11 e 12 para funcionar, possuindo diversos parâmetros para forçar a utilização inclusive do OpenGL, caso o jogo utilize o DirectX 9. Saiba mais sobre  neste post que fizemos, detalhando o uso de tais opções. É interessante ressaltar que já existem projetos para fazer com que games que usam nativamente o DX9 também possam usar o Vulkan no Linux.

linux-steam-steamplay-proton-wine-games-windows

“O maior vilão do Proton”


Com a facilidade de instalar jogos voltados ao Windows no Linux, o Steam Play rapidamente caiu nas graças dos usuários, e a lista de jogos em sistemas baseados em Linux, teve um crescimento exponencial do dia para a noite, literalmente, porém um vilão já conhecido por utilizadores de programas como: PlayOnLinux, Lutris etc; vem atrapalhando o funcionamento de diversos títulos famosos como: Fortnite e PUBG, são os softwares conhecidos como: “anti-trapaças”, os famosos anti-cheats, que normalmente reconhecem o Wine e agora o Proton, como programas maliciosos, com a intenção de obter vantagens, e trapacear nas partidas. 

Sempre especulei (HenriqueAD) que a Valve não lançaria um projeto tão importante e audacioso como o Steam Play, sem uma pesquisa de mercado ou um método para os anti-cheats reconhecessem o Proton não como um trapaceador, e sim como um recurso.

E como isso seria possível? Firmando parcerias com empresas especializadas em anti-trapaças, e parece que isso está se tornando realidade, pois um usuário do Reddit conseguiu entrar em contato com a equipe de desenvolvimento de um dos maiores e mais utilizados anti-cheats da atualidades, o Easy Anti-Cheat, e segundo ele, a Valve e a EAC estariam trabalhando para o suporte do Proton, possibilitando o funcionamento em jogos que usam essa solução.

Um fato curioso é que a Valve está contratando novos engenheiros de software para trabalhar com o SteamOS, será que tais desenvolvedores serão aplicados nos esforços desta parceria entre EAC e Valve?

OK, tem Steam para Linux, mas e a Origin?


Nem só de Steam viverá o gamer Linux”, e isso é uma realidade, mesmo não possuindo no momento um cliente nativo Origin, alternativas como o já citado Lutris, possibilitam em alguns casos a execução de títulos da EA, porém o anti-cheat persegue até nestes momentos e pode “acabar com a festa”.

Uma das vantagens de um software ser Open Source, é a possibilidade de sua utilização em outros projetos, e isso não é diferente com o Proton, que além de funcionar no Steam Play, pode ser utilizado no Lutris, recebendo todas as vantagens, e caso a parceria em desenvolvimento mútuo da Valve e EAC vá adiante, até mesmos títulos da EA Games poderão se beneficiar de tal implementação.

origin-ea-games-linux

E se a EA Games estivesse trabalhando em uma versão nativa de seu cliente Origin para Linux? Essa é outra possibilidade, recentemente uma discussão no Reddit entre usuários do site, levantou indícios que algo assim possa se concretizar em um futuro não tão distante.

Alguns usuários postaram suas experiências ao entrar em contato com o suporte da EA, questionando se existiria a possibilidade de uma versão Linux da Origin, e em meio a tantas respostas algumas foram positivas e outras negativas, houve um compartilhamento de um print, dessas supostas afirmações por parte dos atendentes.

Quando questionado sobre uma possível versão Origin para Linux, o suposto atendente da EA diz que tal projeto é uma prioridade e está em fase final de testes, podendo em qualquer momento ser liberado ao público. 

“So as i have checked the work in progress list that we are currently working on. This is on the priority, so you can expect it anytime very soon, As of now the work is being done on it to enhance the experience and its is almost completing stage.”

O usuário questiona se existiria uma data prevista para o lançamento, porém a única resposta foi que por não participar da equipe de desenvolvimento uma data não poderia ser repassada, mas que existia a garantia de estar nos estágios finais do desenvolvimento.

“As I am not in the developer team, I won’t be giving a estimate time but I can tell you that its almost in completing stage.”


Se tais informações forem reais, a comunidade de gamers Linux, receberá mais títulos e facilidades ao desfrutar de games na plataforma, e possivelmente novos players poderão jogar com maior comodidade e com a segurança de um suporte oficial pelas empresas.

E você, também joga no Linux? Deixe nos comentários suas experiências durante suas jogatinas no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Remote Play Together: jogue partidas multiplayers locais com seus amigos através da internet

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O Remote Play Together é uma nova funcionalidade do Steam, que permitirá aos usuários jogar partidas multiplayer locais, mesmo estando em lugares diferentes.

remote-play-together

Hoje em dia é extremamente comum que você possa jogar os seus games com seus amigos através da internet. Jogos multiplayer, ou que possuem este modo, são cada vez mais comuns, são os preferidos nas milhões de bibliotecas dos jogadores no mundo. Contudo, ainda são muitos os jogos que oferecem apenas o bom e velho multiplayer local. Onde, geralmente dois ou três/quatro jogadores precisam estar no mesmo lugar, assim dividindo a tela ou compartilhando a mesma.

O problema óbvio de jogos que possuem apenas multiplayer local, é que para tirar proveito desta funcionalidade é necessário que ambas as pessoas estejam no mesmo lugar, muitas vezes isso acaba não sendo possível por uma série de motivos. Talvez a pessoa com quem você queira jogar more longe demais, ou ambos não possam estar no mesmo lugar, na mesma hora.

O objetivo do Remote Play Together é justamente resolver este tipo de situação, e dar aos jogadores e possibilidade de jogarem um multiplayer local através da internet.

A Valve ainda não divulgou essa nova funcionalidade oficialmente ao público, porém, a informação foi publicada no Steamworks. Um site ao qual apenas os desenvolvedores da empresa tem acesso. Com isso, a informação acabou sendo “vazada” por alguns dos devs da própria Valve, como você pode ver no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Hoje a nossa equipe anunciou mais uma nova funcionalidade que será incluída no Steam: Remote Play Together. Isso permitirá que amigos possam jogar partidas multiplayers locais através da internet, como se estivessem juntos no mesmo quarto.

Resumidamente, o que o Remote Play Together fará é transmitir a sua tela para o computador da pessoa com quem você quer jogar, e transmitir os comandos de controles do computador dessa pessoa para o seu. Outro ponto positivo, é que mesmo que apenas uma das pessoas possua o jogo, ambos poderão jogar sem problemas. Visto que o jogo estará instalado apenas na máquina do “host”, e o convidado estará jogando via streaming.

O Remote Play Together será gratuito, e funcionará única e exclusivamente com jogos que possuam multiplayer local com tela compartilhada, ou split-screen. Como pode ser visto no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Para fins de esclarecimento: Funcionará apenas com jogos de tela compartilhada ou dividida. A sua tela será compartilhada com o seu amigo, enquanto as entradas dos controles dele serão enviadas de volta para o jogo rodando na sua máquina. Assim, ambos estarão jogando o mesmo jogo, e olhando para a mesma tela.

É claro que, para ter uma boa experiência com a funcionalidade será necessário que ambos os envolvidos possuam boas conexões com a internet, e uma baixa latência, à fim de evitar problemas como atraso na resposta ao jogador convidado dar comandos no seu controle. O Remote Play Together deverá estar disponível na versão Beta da Steam à partir da semana do dia 21 de Outubro.

Fico pensando se isso poderia ser algum tipo de resposta da Steam à concorrência de outros launchers como o Epic Games Store, e o mais novo Rockstar launcher. Afinal, se tem algo que todos estamos “carecas” de saber, é que a concorrência sempre tende a melhorar o serviço ou produto oferecido pelos concorrentes.

O quê você achou do novo serviço? Será realmente útil? Você tem algum jogo no qual poderá utilizar essa nova funcionalidade? Eu não possuo nenhum, no momento. Mas pretendo comprar Cuphead no futuro (só para passar raiva), e aparentemente através desta funcionalidade será possível passar raiva jogá-lo com um amigo. 

Agora o que nos resta é esperar o lançamento oficial, e testar.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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Como instalar Games no Linux - Tutorial definitivo

Um comentário

terça-feira, 11 de junho de 2013

Aprenda a rodar todos os games no seu Linux

Este tutorial tem tudo para ser muito comprido, mas paciência, ele se faz necessário!
Tenho algumas considerações à fazer antes de continuar qualquer explicação:

how-to-install-games-on-linux

  1. Minha ideia inicial era fazer um tutorial em vídeo, porém estou com pouco tempo para isso no momento, mas quando fizer um vídeo ele será anexado neste artigo.
  2. Fiquei um pouco chateado de algumas pessoas dizerem que não conseguiram rodar nenhum game da nossa série de Games para Linux, muitos por dizerem "não saber instalar", este é o objetivo do artigo.
  3. Pode surgir alguma outra maneira de instalar um game ou outro, mas pretendo abordar todos os tipos no artigo.

Começando no mundo dos Games 


Eu sempre gostei de Video Games, e poder jogar no Linux é um sonho realizado, por isso, à uns dois meses eu resolvi garimpar a internet atrás de novos e bons games para Linux, muitos Linux Gamers, mantíam e ainda mantém o Windows em Dual Boot para jogos, coisa que eu fazia e hoje não faço mais, jogo muito mais no Linux, com todos os novos ( e velhos ) games e os emuladores, sim, o Linux é um paraíso de emuladores, com eles consegui reviver alguns clássicos da minha infância e até mesmo jogar games mais novos como CoD Modern Warfare 3.

Os tipos de jogos

Bom no Linux existe uma certa variedade de maneiras de se rodar games, no Windows basicamente temos um arquivo executável ( exe ou bat ) que gerencia toda a história, no Linux podemos instalar/rodar games da seguinte maneira:


  • Usando arquivos Binários
  • Usando arquivos SH
  • Usando arquivos em Flash
  • Usando o Steam
  • Usando o Desura
  • Usando o DJL
  • Usando o Wine
  • Usando o PlayonLinux
  • Usando Roms e Emuladores
  • Emulando games de Android
  • Usando o Blender
  • Humble Indie Bundle
Acho que essa lista elucida a maioria das opções que temos, e vamos analisá-los um por um, então recosta aí pra fazer a leitura, se arruma de maneira confortável porque você vai jogar muito de desse tutorial!

Antes de mais nada, gostaria de lembrar que tirei essas opções baseados nos games que estamos postando na nossa já grande série de Games para Linux e que só tende a aumentar. Então seguindo esse tutorial você, acredito eu, conseguirá rodar 99% dos games que postamos aqui. ;)

Rodando games com arquivos binários


Mas o que é um binário Diolinux?
"Um arquivo binário é um arquivo de computador que pode conter qualquer tipo de dado, codificado em binário para ser estocado com o propósito de ser processado no computador; por exemplo, um arquivo de documento contendo texto formatado. Muitos arquivo em formato binário contém partes que podem ser interpretadas como texto; arquivo binário que contém somente dados em formato de texto - sem, por exemplo, qualquer formato - são chamados arquivo de somente texto. Em muitos casos, arquivo com apenas texto são considerados serem diferentes dos arquivos binários porque os arquivos binários são feitos com outros caracteres que não pertencem ao alfabeto." by Wikipédia.
Para fins de praticidade, entenda o arquivo binário como se fosse um executável comum, para rodá-lo basta dar dois cliques no mesmo, porém é bom atentar para as permissões:


Definindo permissões de execução no Ubuntu

Como mostrado na imagem acima, você deve clicar com o botão direito em cima do arquivo, ir na opção Propriedades e marcar as opções destacadas como na imagem acima, marque a caixa Executar e defina acesse de Leitura e Escrita para o seu usuário.
Depois disso para rodar o game basta você dar dois cliques com o botão esquerdo do mouse nele, e ele vai abrir normalmente sem precisar instalar nada, basta você ter o dados que o acompanham.

E quais games são assim?

Não existe um parâmetro para dizer quais games serão assim, mas em 90% dos casos são games feitos com a Unity Engine 4 que depois da sua portabilidade para Linux gerou muitos jogos bons, muitos deles já foram postados aqui. Games como Slender The Nine Pages funcionam dessa maneira.
Podem existir outros games que usam binários, mas praticamente todos funcionam assim.

Games que rodam com Scripts SH

Script SH para quem não sabe, são os populares Shell Scripts, que são comandos sequências que se dá ao Shell do Linux - comandos me linhas de texto - shell script também não deixa de ser uma linguagem de programação, um roteiro de comandos que o Linux interpreta.
Alguns desenvolvedores de games escolheram liberar os seus jogos gerenciados por um arquivo SH.

game-linux-terminal

Quando os games são nesse formato você deve atentar para duas coisas, na maioria da vezes eles vem compactados, descompacte-os para uma pasta de sua preferência, você deverá identificar o arquivo SH e dar permissões de execução como você fez com o arquivo binário, porém você deve executá-lo pelo terminal, faça o seguinte, use o comando CD para chegar até o diretório do game.


Como no exemplo acima o comando ficaria:

cd /home/dionatan/Área\ de\ Trabalho/StuntRally-1.9-linux/

e dentro deste diretório bastaria executar o comando:

./Stuntrally
Genericamente seria:

cd /home/seu_usuario/nome_pasta_do_jogo/
./nome_do_arquivo_sh 
Muitas vezes o arquivo Sh vem seguido da extensão .sh, porém, às vezes isso não acontece, quando o arquivo tiver a extensão .sh você deve adicioná-la ao comando usando o nome completo, exemplo:

./nome_do_arquivo_sh.sh
Daí para frente vai depender do que o Desenvolvedor programou, games como o Stunt Rally, usado nesse exemplo, rodam a partir deste comando, ou seja você roda o ./nome-do-arquivo e sai jogando, outros games como o Amnesia abre no mesmo sistema com um arquivo SH, mas o Amnésia abre um instalador simplificado parecido com o modelo NNF ( Next, Next, Finish ) do Windows. Quando um game possui um instalador normalmente ele cria um atalho  no menu, no caso do Ubuntu na Dash para que você possa abri-lo.

Games em Flash

Estes são os mais simples de todos e mais fáceis de jogar, normalmente são disponibilizados arquivos no formato .swf que são facilmente abertos e interpretados por qualquer navegador que tenha o Flash instalado.

Games em Flash podem ser abertos por qualquer navegador

Em games como o Zuma e o Killer Scape que postamos aqui recentemente, é este o caso, basta você baixar o arquivo em flash, clicar nele com o botão direito do mouse, vá na opção selecionar a opção Abrir com e selecionar o navegador de sua preferência. O Google Chrome já vem com o Flash embutido para os demais você deve instalar o Ubuntu restricted extras e "deu pra bola!" 



O Linux Mint, já vem com o Flash instalado por padrão.

Para jogos em flash, basicamente é isso.

Usando o Steam

O Steam chegou para deixar os LinUsers fãs de games com água nos olhos e hoje a plataforma de venda e gerenciamento de games da Valve é uma das principais ferramentas para quem quer jogar títulos consagrados no Linux como Counter Strike e Left 4 Dead 2. 
Para usar o Steam você precisa basicamente de duas coisas, uma conta no Steam e o cliente Steam instalado no seu Linux ( o Ubuntu 12.04 é o mais recomendado ).


Você pode criar uma conta através do site da Steam ou através do próprio Cliente

Em todo caso é necessário que você tenha uma conta de E-mail para efetuar o cadastro, nada a mais.

free-games-on-linux-steam

Depois de instalado no seu computador, o Steam ficará semelhante a este que você está vendo na imagem acima, a Steam normalmente VENDE games, mas isso não quer dizer que você precisar comprar games para jogar, basta procurar games Free to Play no campo de busca, como Team Fortress na imagem acima. Para encontrar todos os games para Linux da Steam basta você clicar na sessão Linux no menu superior.
Para instalar um game com o Steam, se o game for gratuito basta você clicar no game de depois em Play Game, bastando agora aguardar o Download, já se o game for pago você deverá clicar em Add to Cart  depois em Purchase for Myself, então você terá que preencher uma série de informações, podendo escolher se quer pagar o game com um boleto bancário ou usando o seu cartão de crédito, Paypal e diversos outros meios.

Usando o Desura

O Desura é uma plataforma semelhante ao Steam, porém o Desura contém muito mais games Indie que a Steam, alguns jogos ainda estão em fase de testes, assim como games finalizados também é claro.


Desura-gamer-plataform-for-linux

Já postamos alguns games do Desura, como Lure of the Temptress o esquema segue o mesmo do Steam, porém acredito que o Desura não permite gerar boletos para pagamento.


Jogando no Linux com DJL

Este foi um achado recente e uma grata surpresa, o DJL é um Software Livre francês que funciona de maneira semelhante ao Desura e à Steam, com a diferença de que ele só trás games Open Source e totalmente gratuitos.

DJL - Gerenciador de games Open Source


Aprenda a instalar o DJL

Depois de instalado, basta ir até a aba Repositório selecionar um game no menu da esquerda e clicar em Instalar logo abaixo dele. É só esperar o download terminar e jogar o game.

Usando o Wine para jogar

O Wine infelizmente ou não, ainda é um programa muito utilizado no mundo Linux, com ele é possível rodar algumas aplicações que são nativas do Windows diretamente no Linux, programas como o Office 2010 rodam muito bem obrigado, como nós já mostramos, e alguns games para Windows podem ser Emulados pelo Wine.

WINE-GTA



Algumas games de Windows necessitam de um arquivo .bat para instalar o games, especialmente os piratas ( não sejamos hipócritas né? ) e para isso nós já temos uma solução também.


O Wine é um pouco inconstante, um game pode funcionar em um computador e pode não funcionar em outro, isso é bem relativo, mas existe uma banco de dados no próprio site do WINE destinando a classificar a compatibilidade de determinados Softwares com o programa.

Visite este endereço e veja se o game ou programa que você deseja rodar tem uma boa compatibilidade.


Para instalar games pelo Wine você precisa obviamente do jogo completo e um pouco de sorte, porque não?

Mas existe uma boa gama de jogos que funcionam perfeitamente no WINE como Need For Speed Underground 2 e GTA San Andreas ( imagem acima ).

A instalação do game se dá como acontece no Windows com um instalador "Wizard" no melhor estilo NNF.

Jogando no Linux usando o PlayonLinux

O PlayonLinux é um complemento para o WINE, sabemos que para os programas funcionarem corretamente no WINE muitas vezes é preciso certos programas complementares, que são como as dependências do Linux, e é para resolver este problema que existe o PlayOnLinux, ele vai baixar todos os programas necessários para rodar o jogo baseado numa lista de programas que ele suporta.

games-play-on-linux

Com o Play on Linux você pode rodar muitos programas do Windows, incluindo o Office e o iTunes, os programas que são suportados pelo software são listados em categorias, e claro, existe a categoria de games, alguns jogos menores e grátis o próprio Play on Linux baixa para você, outros ele irá pedir o instalador. Depois a instalação se dará como qualquer outro programa do Windows.

ROMs e Emuladores, O Paraíso

Jogar, Super Nintendo, MegaDrive, Nintendo Wii, GameCube, PS1, PS2 tudo isso no seu Linux!
Sim, isso é possível graças aos lindos emuladores.

Dolphin - Emulador de nintendo WIi


Mas emular games não é crime? ( Parenteses para explicação ) 

Precisei fazer uma pesquisa internet à fora e legislação a dentro e descobri que pela constituição brasileira, basicamente emular em si não é crime, o que é crime é a procedência da ROM que vai ser emulada, se você a baixou da internet via torrent ou outra coisa é crime leve usá-la para entretenimento próprio, sendo considerado crime grave se você vendê-la ou comprá-la. 
Porém é permitido que você baixe e use uma ROM como backup, ou seja, se você tem o jogo original você pode copiar a mídia e criar uma ISO ou baixar um ROM para usar no lugar da original.


Continuando...

Apesar de não ser visto com "bons olhos" baixar roms é uma coisa tão tradicional na internet quanto baixar músicas, e se fossem prender todos os que fazem isso com certeza ia faltar cadeia. =P
Quando falamos disso sempre entram muitas questões, políticas, legislativas e financeiras mas não vamos tratar disso aqui, vamos tratar da possibilidade de emular jogos.



Emulador de Play Station 1

Emulador de Play Station 2

Emulador de Play Station 3 ( experimental )

Emulador de Nintendo Wii e Game Cube

Procurar ROMs na Internet não é difícil e existem muitos sites especializados, ainda faremos algumas postagens na série de Games para Linux que vão usar emuladores, e vamos disponibilizar o link para download da ROM também! Me prenda se quiser! xD

Jogando Games do Android no Linux

Este é mais uma dica do que um tutorial, primeiro você vai precisar rodar o Android dentro do Ubuntu.


Para instalar o Apps basta usar a Google Play com uma conta Google para baixá-los, ou instalar o programas APKs manualmente.

angry-birds-android-virtualbox-linux


Usando o Blender

Modelador 3D Blender


O Blender, mais do que um modelador 3D gratuito e de muita qualidade é uma engine para jogos, e alguns games precisam dele instalado para rodarem, mas são casos bem específicos, mas já postamos dois que precisam do Blender no background para rodar como o Dead Cyborg Ep. 1  e 2 e o YoFrankie .


Dead Cyborg - Game feito com a Engine Blender

The Humble Indie Bundle

E para finalizar, o Humble Bundle, que é um serviço/plataforma de games ( especialmente os indies ) que trás sempre um pacote de games a preços realmente acessíveis, sendo que uma parte do dinheiro das vendas vai para os desenvolvedores dos jogos, para incentivá-los a continuar e uma outra parte vai para caridade.

Humble Indie Bundle

O pessoal do Humble Indie Bundle costuma lançar packs de jogos multiplataforma com uma certa frequência, conheça o projeto acessando o site.

Encerrando

Agora com toda essa explicação, espero que você consiga jogar qualquer game que você queira sem sair do seu Linux.
Gostaria de dizer que este post deu um certo trabalho para ser feito e tentei deixá-lo o mais completo possível, passei boa parte do dia pesquisando e escrevendo. Compartilhe ele com os seus amigos e não deixe de acompanhar a nossa série. Possivelmente este artigo está ancorado nos games que postarmos de agora em diante. 
Até mais pessoal!

Games para Linux: Porque você pode fazer o que quiser, inclusive ser um gamer!


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