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Desenvolvedores do Ubuntu estão em dúvida sobre o Wayland

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Até pouco tempo os desenvolvedores do Ubuntu estavam dando a entender que o Wayland seria o servidor gráfico padrão da distro, que agora carregará o GNOME Shell como interface padrão, da mesma forma que o Fedora, mas agora eles não estão mais tão seguros disso.

Wayland no Ubuntu




A pretensão inicial era trazer o Wayland como padrão já no Ubuntu 17.10 que sai em Outubro deste ano, esta seria a única forma de poder ir trabalhando em cima dele para poder colocá-lo no lugar no X na próxima LTS de 2018, o Ubuntu 18.04.

É possível que o Ubuntu 17.10 ainda venha com o Wayland como uma sessão alternativa que poderá ser escolhida na tela de login, entretanto, o padrão deverá ser mesmo o tradicional X.org.

Os desenvolvedores Will Cooke e Didier Roche comentaram sobre o caso, dizendo que acreditam que de fato o Wayland ainda não está pronto e que eles não poderiam simplesmente colocar a tecnologia como padrão e "cruzar os braços". O Ubuntu tem uma margem de usuários que varia de 25 a 40 milhões de pessoas somente no Desktop, o que traz uma preocupação extra, sem sombra de dúvidas. São muitas pessoas para deixar na mão e isso certamente tem um peso na escolha.

O Wayland ainda não funciona plenamente em todas as placas de vídeo, especialmente as que precisam de drivers proprietários e ainda pode gerar problemas para o Ubiquity (que é o instalador do sistema) e o Apport, o aplicativo para reportar erros.

Pensando na estabilidade do Ubuntu 18.04 LTS do ano que vem a utilização do X.org me parece mais do que óbvia, mas ao mesmo tempo é bom as pessoas irem testando o Wayland para que ele fique maduro com maior velocidade.

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Como habilitar a edição no Shutter no Linux Mint

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domingo, 16 de julho de 2017

O Shutter é uma aplicação fantástica para fazer captura de tela nas distribuições Linux. O programa está disponível nos repositórios de todas as distros e é uma das melhores aplicações para quem faz tutoriais para blogs e sites. Um dos motivos para isso é que o Shutter tem um editor de imagens embutido nele mesmo, que permite fazer pequenas modificações nos seus prints, como colocar sites, números, escrever coisas, esconder coisas, é realmente muito útil; menos no Linux Mint, onde essa função vem desabilitada por padrão.

Linux Mint Shutter Editor




Você consegue instalar o Shutter no Linux Mint tanto via comando de texto (sudo apt install shutter), quando pelo MintInstall, como você pode ver na imagem abaixo:

Linux Mint Shutter

Mas tanto instalando de uma forma, quanto de outra, você terá um ótimo programa funcional, entretanto, sem a função de editar, como você pode ver na imagem abaixo, essa função aparece no programa mas não é clicável, simplesmente.

Shutter função editar no Linux Mint

Isso acontece devido a falta de algumas dependências para o programa que habilitam essa função. Para resolver o problema você precisa instalar os seguintes pacotes:

- libgoo-canvas-perl

- gnome-web-photo 

Você pode instalá-los facilmente usando o gerenciador de aplicativos do Mint (Mint Install), ou simplesmente rodar o seguinte comando:
sudo apt install libgoo-canvas-perl gnome-web-photo
Assim o Shutter vai passar a funcionar com a função de edição, como você pode ver:

Shutter Linux Mint com suporte para edição

Agora você já pode usar o Shutter em sua plenitude!

Até a próxima!
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Fedora 26 - Conheça as principais novidades da versão e veja como baixar

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Os desenvolvedores do Fedora anunciaram nesta semana a disponibilidade da mais nova versão do sistema operacional que continua mantendo seu foco em Workstation e trazendo um conjunto de softwares muito atualizado, ainda que a distro não seja Rolling Release, é uma das melhores opções para quem gosta do GNOME Shell, sem dúvida, mas existem outras versões do Fedora interessantes também que você deve conhecer.

Fedora 26




O novo Fedora 26 foi lançado com atualizações de pacotes e correções de bugs, visualmente, como era de se esperar, você não deve encontrar mudanças drásticas, já que a distro não costuma personalizar muito as interfaces que a acompanham. Sim, interfaceS no plural, pois apesar do GNOME Shell ser a principal delas, o Fedora também possui diversas Spins com interfaces diferentes.

Você pode ler as notas de lançamento para conhecer todos os detalhes da versão 26 do Fedora neste endereço.

Confira também o nosso vídeo de apresentação da versão 26:



Um pouco sobre o Fedora


Red Hat Linux

O Fedora é uma distro comunitária, porém, de forma parecida com o que acontece com o openSUSE, temos uma empresa que patrocina o desenvolvimento, neste caso a poderosa Red Hat. Na verdade, o Fedora serve como um "campo de testes" para o desenvolvimento do Red Hat Enterprise Linux, uma das principais distribuições Linux do mundo corporativo.

É curioso pensar no Fedora como um derivado do Red Hat, pois atualmente é quase o caminho contrário, o Red Hat vem dos pacotes primeiramente testados no Fedora, claro, com suas devidas particularidades e exceções, mas sem dúvida é uma relação saudável.

No seu Desktop


O foco principal do Fedora nos últimos anos tem sido o chamado "Worsktation", ou seja, é voltado para desenvolvimento de todos os tipos. Isso não quer dizer que você não possa usar o sistema no Desktop, claro, mas digamos que este não seja o foco.

Por conta disso você não vai encontrar certos "facilitadores" diretamente no sistema, como gestores de drivers e coisas do tipo, mas é claro que essa não é a única forma de você instalar componentes no Fedora.

Entre as principais ferramentas com elas funcionalidade, podemos destacar 3:

- Fedy



Com estes utilitários vai ficar fácil habilitar o repositório RPMFusion, o que permite que você instale vários componentes que não são necessariamente software livre, como drivers, codecs e muitos outros programas que não estão no repositório padrão do Fedora.

Fedora 26

Não esqueça de observar a Central de Aplicativos que acompanha a distro, especialmente na versão GNOME e KDE Plasma, por elas você poderá instalar vários outros aplicativos famosos sem precisar ter noções avançadas sobre o sistema, tudo clicando e instalando.

Ao buscar por softwares na internet para o seu Fedora, observe os que estão disponíveis no formato .rpm, eles não são tecnicamente exatamente como os .debs para Ubuntu/Mint/Debian, mas funcionam de forma muito parecida, bastando instalar dando dois cliques. Esta nova versão do Fedora também inclui suporte nativo aos pacotes Flatpak e você ainda pode habilitar os Snaps.

Outro detalhe importante é que o Fedora (com GNOME pelo menos), utiliza o servidor gráfico Wayland por padrão ao invés do X.org. Isso pode, infelizmente, causar alguns problemas para placas de vídeos que necessitem de drivers proprietários e até mesmo alguns games da Steam, felizmente você pode alterar isso diretamente da tela de login.

O projeto Fedora é mais amplo do que parece


O projeto Fedora possui páginas especiais que te oferecem versões com interfaces diferentes do GNOME, como comentei no início do texto, o Fedora possui as chamadas "Spins".

O Fedora Spins mostra justamente versões do Fedora com outras interfaces por padrão, então se você gosta do KDE Plasma, do XFCE, do Cinnamon ou qualquer outro, você não vai ficar na mão. Outra página interessante é o Fedora Labs, que são ISOs diferentes do sistema destinadas a finalidades específicas, como astronomia, design e até mesmo jogos, cada uma com uma seleção de softwares específicas para cada finalidade.

Além destas versões, ainda temos o Fedora Cloud e o Fedora para arquitetura ARM, com imagens completas ou mínimas, onde você pode instalar cada pacote manualmente, assim como faz com um Debian Netinstall, por exemplo.

Baixe a versão nova ou atualize do Fedora 25


Você pode fazer a atualização de duas (na verdade três) formas. Baixando os sistema do site oficial e formatando o seu computador é uma delas, a mais simples e direta, é o mais recomendado para atualizar de uma versão para outras para evitar qualquer problema no processo. Vale a pena mencionar que você deve ter backup das suas coisas, independente do método.

Se você já tem a versão 25 do Fedora, é possível fazer o Upgrade em modo gráfico ou através de linha de comando. Utilizando a interface GNOME você pode acessar o GNOME Software e buscar por atualizações, você deverá ver uma imagem como esta abaixo, bastando confirmar a atualização:

Atualizando a versão 25 para 26 do Fedora
Imagem: Fedora Magazine

Se você usar outra interface ou preferir fazer pela linha de comando, basta rodar estes comandos de forma sequencial:

sudo dnf upgrade --refresh
sudo dnf install dnf-plugin-system-upgrade
sudo dnf system-upgrade download --releasever=26
sudo dnf system-upgrade reboot
Tome cuidado com possíveis pacotes quebrados e dependências insatisfeitas, caso o terceiro comando mostre algo neste sentido, veja o que você pode fazer para corrigir antes de continuar, ou opte pela instalação limpa.

Até a próxima!
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Tirando todas as suas dúvidas sobre Hospedagem de sites

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quando o assunto é hospedagem de sites nós temos muitas variáveis para se considerar. Era de se esperar que um assunto tão vasto também gerasse muitas dúvidas, recentemente eu pedi para vocês através da Fan Page do canal/blog para que vocês deixassem as suas dúvidas sobre o assunto e chegou a hora de você ter as suas respostas!

Dúvidas sobre hospedagem




Quem vai responder as perguntas deixadas pelos nossos leitores no Facebook é o Nilton Oliveira, nosso professor do curso de Hospedagem com ISPConfig no Diolinux EAD, ele selecionou as principais questões que vocês deixaram e fez uma apanhado tirando todas as dúvidas.

Se você está prestes a contratar um serviço de hospedagem ou está procurando a melhor forma de hospedar os seus projetos, este material será de grande ajuda, confira:


Se quiser conhecer o canal do Nilton, o LinuxPRO, clique aqui. Caso você ainda tenha dúvidas, deixe aqui nos comentários que o Nilton pode respondê-los por aqui, ou mesmo fazer outro vídeo sobre o assunto.

Até a próxima!
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Conheça os vencedores dos ingressos para a QtCon 2017

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Chegou a hora de revelarmos quem tirou a sorte grande e vai receber ingressos para o grande evento de Qt que vai acontecer em São Paulo, a QtCon 2017.

Sorteio de ingressos para QtCon 2017




Na Quarta-feira eu postei aqui no blog uma campanha em parceria com os organizadores da QtCon 2017 que vai entregar 3 ingressos grátis para os leitores que se inscreveram para participar.

Sem mais delongas, os 3 vencedores são:

1 - Rafael Fernando de Oliveira
    
2 - Luis Oliveira
    
3 - Atila Amaral Trindade 

Parabéns aos vencedores e nós agradecemos em nome do evento também aos mais de 100 participantes da promoção. Ainda existem ingressos disponíveis para compra e até amanhã o preço continua o mesmo do primeiro lote, depois deve subir um pouco, então, mesmo que você não tenha ganhado mas ainda tenha a intenção de ir ao evento é bom aproveitar a promoção.

Os vencedores serão contactados pelos orgnizadores do evento, fiquem ligados nos e-mails que vocês cadastraram no sorteio.

Mais informações no site oficial da QtCon 2017.

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Lançamento do curso de ISPConfig! Compre com 70% de desconto e certificado!

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Estamos lançando hoje o nosso curso de ISPConfig no Diolinux EAD, um curso completo que abrange a utilização do software para gerenciar ambientes de hospedagem de sites e muitas outras coisas, confira os detalhes e aproveite a promoção de lançamento!

ISPConfig




É com muito prazer que anunciamos o lançamento deste curso que vai fazer você se tornar um profissional mais completo na administração de servidores. O ISPConfig é uma excelente ferramenta que pode facilitar muito o seu dia a dia. 

Ideal para quem tem quer administrar servidores Linux com serviços como DNS, Bind, E-mail com Postfix, Base de Dados MariaDB/Mysql, Serviços Web Apache2 ou Nginx, Serviços de FTP, entres outros.

Lançamento do Curso

Nós fizemos a apresentação do curso e do ISPConfig no nosso canal no YouTube, confira aqui para conhecer melhor a ferramenta.

Confira também este artigo onde nós explicamos como o ISPConfig mudou a forma com que hospedamos os sites atualmente.

Promoção de lançamento!


Estamos com uma ótima promoção de lançamento, nas próximas 6 horas você poderá comprar o curso com 70% de desconto, até a 1:20 do dia 13 de Julho, saindo por R$ 89,90. Após isso, o preço continua em caráter promocional, mas sobe para R$ 199,90.

Temos apenas 90 vagas, então garanta logo a sua antes de que acabe, depois as matrículas serão encerradas!

Você pode encontrar uma aula demonstrativa, mais detalhes sobre o curso e a opção de comprá-lo com desconto através do link abaixo:

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Como o ISPConfig e o Linux mudaram a forma como hospedamos sites

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Hospedar um site é algo relativamente simples de se fazer hoje em dia, com poucos trocados você consegue alugar o seu próprio servidor e montar o serviço que quiser, ou você pode criar um ambiente de testes na sua própria máquina. Existem vários serviços prontos que podem ser úteis também e atender a muitos casos, mas é claro que o quando o "bicho pega" em grandes projetos, é preciso um certo profissionalismo extra e o gerenciamento destes servidores é um ponto central, por isso os profissionais dessa área, os especialistas, são pessoas de tanto valor para o mercado.

Hospedagem






A 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios 2015, que mede a posse, o uso, o acesso e os hábitos da população brasileira em relação às tecnologias de informação e de comunicação, mostra que 58% da população brasileira usam a internet – o que representa 102 milhões de internautas. A proporção é 5% superior à registrada no levantamento de 2014.

De acordo com a pesquisa, o smartphone é o dispositivo mais utilizado para o acesso individual da internet pela maioria das pessoas: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador portátil ou notebook (39%), tablet (19%), televisão (13%) e videogame (8%).

O resultado do estudo é fruto de entrevistas pessoais realizadas em 23.465 domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016.

Mas aí você pergunta, o que isso tem a ver com Hospedagem de Sites? Para uma resposta curta e direta, tudo. Vou explicar alguns detalhes nos quais o impacto desses dados na criação de um ambiente de hospedagem de sites, rápido, seguro e organizado é notável.

Nilton OS


Desculpe não me apresentar inicialmente, meu nome é Nilton e você vai me achar na internet como jniltinho ou Nilton OS, uso Linux há quase 19 anos, trabalhei na operação de um Provedor de Hospedagem por quase 10 anos, dos quais, a maior parte do tempo administrava um ambiente critico de e-mail com mais de 600 domínios e mais de 6.000 contas de e-mails e uma infraestrutura de hospedagem de sites com quase 100% do ambiente rodando Linux e sua pilha LAMP, (Linux, Apache, Mysql e PHP).

Voltando ao tópico, as informações afirmam que 89% dos acessos a internet é feito pelo smartphone, então é certo dizer que hoje no Brasil existem mais smartphones do que computadores de mesa conectados na internet.

As pessoas acessam os aplicativos instalados no smartphone, que por sua vez acessam serviços que estão rodando em algum Servidor, que na maioria das vezes rodam em cima de algum sistema operacional com kernel Linux.

A maioria desses serviços são serviços que rodam sobre a camada Web, protocolo HTTP na porta 80 ou em HTTPS na porta 443 ou mesmo alguma API rodando também sobre HTTP.

Em virtude disso você precisa usar uma aplicação servidor para o protocolo HTTP, hoje o mais conhecido é o Apache2, seguido do IIS da Microsoft, mas ao longo do tempo foram surgindo outros carinhas para aguentar toda essa demanda e um dos mais conhecidos é o Nginx que é outro servidor HTTP, mais rápido e mais performático que o Apache2. O projeto Nginx nasceu para tampar essa lacuna que o projeto Apache tem, pois o Apache não nasceu em um cenário como o nosso atual, onde você tem milhares de dispositivos acessando um serviço web de forma simultânea.

Então o que você precisa para hospedar um site ou uma api web? 

Basicamente você vai precisar de 4 coisas, um sistema operacional Linux preferencialmente, um Servidor Web, um Servidor de Banco de Dados e uma linguagem de programação, mas não é só isso, para cada site ou api ou serviço, você precisa criar um ambiente isolado para cada um deles e é aí que moram três problemas muito comuns em empresas de pequeno, médio, e até mesmo, grande porte, que são esses: rapidez, segurança e organização.

Foi nesta situação que há 10 anos ey conheci um projeto Open Source chamado ISPConfig, que me ajudou a organizar, deixar o ambiente mais seguro e fazer tudo com uma velocidade tremenda. Isso para todos os ambientes de hospedagem de sites em Linux, não precisei pagar nada para usá-lo e o provedor onde trabalhava não tinha recursos para gastar com algum outro software de gestão de hospedagem. O software não tem custos, mas você precisa aprender a usá-lo!

Hoje o ISPConfig administra os seguintes serviços no Linux: DNS, Bind, E-mail com Postfix, Base de Dados MariaDB/Mysql, Serviços Web Apache2 ou Nginx, Serviços de FTP, entres outros. 

O ISPConfig é o software grátis mais completo para colocar em um provedor de Hospedagem de Sites ou E-mail e eu recomendo ele para qualquer profissional ou empresa que desenvolve software para Web, tanto para quem desenvolve para computador de mesa quanto para quem desenvolve software para smartphones.

A Hospedagem antes do ISPConfig


Creio que esse tipo de cenário seja parecido com a maioria das empresas que não tem um software de gestão de hospedagem, mas vamos ao que interessa, essa é uma pequena historia que ilustra bem o caos que era antes do ISPConfig.



Na época que entrei na empresa, tínhamos 4 servidores de hospedagem, 3 servidores Linux e um servidor Windows com IIS, os servidores Linux rodavam com Apache e hospedavam sites escritos em PHP e HTML. Para criar um novo site, você tinha que acessar o servidor remotamente por ssh e criar tudo pelo terminal do Linux, muitas vezes perdíamos uma grande quantidade de tempo efetuando esse procedimento, fora que cada analista Linux criava de forma diferente esse tipo de ambiente.

Para minha felicidade, no Provedor onde eu trabalhava só haviam duas pessoas para trabalhar com este ambiente, o que diminuía a quantidade de erros, porém, eventualmente os diretores faziam esse processo, fazendo com o que o ambiente ficasse mais bagunçado.

Muitas vezes eu esquecia uma ou outra coisa para habilitar no site e tinha outro erro ainda mais grave, como não tinha quota para os sites, alguns clientes que contratavam um espaço de 500MB e quando íamos verificar, ele tinha hospedado mais de 3GB de dados na sua pasta de site, nem vou comentar sobre a parte de segurança nas permissões de arquivos e pastas, não sei como o ambiente sobreviveu tanto tempo com esse caos que era aquela infra de hospedagem.

Por causa dessa desorganização ao longo do tempo perdemos alguns clientes. O ambiente era tão ruim que quando um site precisava de uma versão mais recente do PHP, precisávamos compilar e habilitar para todos os clientes e sites com PHP ativo, muitas vezes vários sites paravam de funcionar por causa dessa alteração.

Como eu tinha dito no inicio do post, no ambiente faltavam esses três pilares, ser rápido, seguro e organizado, creio que se continuassemos assim, perderíamos todos os clientes dessas hospedagens ou pior.

- Vamos usar o ISPConfig

Essa foi a frase de um diretor da empresa, confesso que fiquei muito surpreso no inicio, fiquei pensando na minha cabeça - o que será isso ? .... - Mas aí começou o grande desafio: entender esse software, instalar e colocar em produção. 

No inicio, em 2007, o ISPConfig estava na versão 2.2.x, mas naquela época apenas o Debian dava suporte a a ele, tudo bem, eu adorava o Debian mesmo. Depois de algumas semanas de testes, tínhamos um ambiente rodando em produção, vou dizer pra você com sinceridade, quase desisti de trabalhar com hospedagem. O ISPConfig era muito limitado e eu era mais limitado ainda em entender o ISPConfig. Só não desisti porque meu diretor na época pediu para eu insistir mais um pouco antes de jogar a toalha, o tempo foi passando e eu dominando ainda mais o software e aos poucos o projeto foi ganhado versões para outras distros Linux, em uma delas eu ajudei a reportar vários bugs, o openSUSE. Aos poucos migrei quase todos os servidores de hospedagem para o ISPConfig em cima do openSUSE, não foi algo fácil, mas era preciso.

Na versão 2.2 do ISPConfig, o suporte para servidores web ainda era muito limitado, só funcionava em cima do Apache e só podia ter apenas uma versão do PHP.

O tempo foi passando, eu conhecendo mais o ISPConfig, até que deu-se o inicio a versão 3.X do ISPConfig, com inúmeras melhorias, uma interface totalmente remodelada, feita com Ajax, suporte para outro servidor web e opção de compilar versões diferentes do PHP e usar essa versão em um site sem afetar outro site que esteja usando a versão padrão da distro.

Hoje o ISPConfig está na versão 3.1.5 que foi lançada dia 29 de Junho de 2017.


Quase 10 anos usando o ISPConfig, hoje ele consegue abrigar qualquer tipo de projeto web feito para ambiente Linux ou feito em Java, tudo no ISPConfig fica muito elegante e organizado, toda gestão é feita via interface web, se você precisar de um ambiente rápido você pode instalar o servidor web Nginx, além de um ambiente de hospedagem de sites, você ainda tem um ambiente de gestão de E-mails, serviços de DNS, Webmail, servidor de mensagens jabber, entre outras coisas, e o melhor,não tem custo nenhum para quem deseja instalar o sistema em um Servidor Linux.

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