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Canonical confirma: Ubuntu 17.10 virá COM Wayland como servidor gráfico padrão

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Por um momento eu pensei estar lendo o anúncio errado... pois há 20 dias atrás, mais ou menos, os desenvolvedores publicaram um artigo dizendo que estavam em dúvida sobre isso porque o Wayland não estava "funcional o suficiente" ainda, dizendo que iriam optar por deixá-lo como uma sessão alternativa que o usuário pudesse escolher testar no Ubuntu. Bom, eles mudaram de ideia.

Ubuntu 17.10 Wayland




Os desenvolvedores do Ubuntu anunciaram a decisão final sobre o Wayland fazer parte ou não do Ubuntu 17.10 como padrão. E o que foi decidido é que sim, o Wayland será o padrão e o X será a sessão alternativa.

O motivo da mudança


O objetivo da Canonical é usar o Wayland na futura LTS de 2018, as versões LTS do Ubuntu são largamento utilizadas pelos clientes da empresa, além é claro, dos usuários comuns, e isso significa que por ser esta uma versão de longo prazo de suporte, ela deve estar o mais debugada possível.

Por conta disso, os desenvolvedores surpreenderam o público dizendo que vão utilizar o Wayland como padrão justamente para ter um maior feedback para o Ubuntu 18.04 LTS.

Deixa eu ver se entendi...

Certo, deixa eu ver se entendi...

As versões intermediárias do Ubuntu nunca foram sinônimo de estabilidade, afinal, são as ISOs onde a Canonical costuma testar as novas tecnologias que vão vir nas LTS do sistema, então é natural esperar este tipo de medida, onde "coisas experimentais aparecem", porém, o Wayland é algo que as pessoas sabem que ainda não está plenamente funcional, ele não se dá bem com placas Nvidia e vários programas apresentam problemas ao serem executados junto a ele.

A medida, de fato, é interessante para colher dados para a versão LTS, e entender onde o Wayland ainda não funciona direito, fazendo com que o desenvolvimento e evolução dele também seja mais rápido, o que é uma coisa boa.

Podemos chamar o Ubuntu 17.10 de (quase que literalmente) uma versão "beta" do 18.04 que sai em Abril do próximo ano. Bugs acontecem em todos os sistemas, isso nós sabemos, mas essa é a primeira vez que eu vejo o que seria uma "release final" do Ubuntu ser lançada "bugada" de propósito para os desenvolvedores medirem o tamanho no problema.

É engraçado, mas faz sentido. É claro que quem tiver placas Nvidia ou enfrentar problemas com o Wayland poderá mudar para o tradicional (senhor idoso) X.org diretamente da tela de login, fazendo do sistema algo mais estável em alguns aspectos.

Teremos muitas novidades na versão de Outubro do Ubuntu e será uma versão para testadores, claramente. Ao menos, com todas as mudanças que ocorreram neste ano, os desenvolvedores estão preocupados em fazer uma LTS mais aprimorada. Pessoas que dependem do sistema para trabalho e precisam de algo funcional, estável e testado, devem manter-se no Ubuntu 16.04 LTS.

Apesar de controverso, não há como negar que é uma forma eficiente de conseguir novos testadores, só fico preocupado com os usuários que vão testar o Ubuntu pela primeira vez e vão encontrar um sistema com vários problemas a serem corrigidos. A primeira impressão é a que fica, como dizem.

Ainda não formei por completo a minha opinião sobre o assunto, mas eu gostaria de ouvir a sua, então por favor comente o que você acha da decisão através da sessão de comentários logo mais abaixo.

Até a próxima!

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"Code Together" - SUSE cria paródia do clássico dos Beatles

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Se tem uma coisa que eu realmente gosto no SUSE é o marketing! Eles sabem fazer isso muito bem, ou pelo menos de uma forma que me agrada. Criar paródias musicais para promover o Linux e os seus serviços não é uma novidade, mas a gigante do mundo Open Source agora está parodiando clássicos da música!

Paródias da SUSE





Como eu comentei, esta não é a primeira paródia da SUSE com músicas famosas, quem lembra das paródias com as músicas "Sugar"  e "Uptown Funk", ou ainda aquela paródia mais absurda ainda do "What does the Fox say?"?


Os caras estão ficando experientes nisso hein!?

A nova paródia vai direto em um dos clássicos compostos por John Lennon e Paul McCartney, "Come Together", que você pode ouvir aqui, além da paródia da letra, a versão da SUSE ganhou um arranjo diferente, com algumas algumas guitarras mais pesadas em relação a versão dos Beatles, confira o vídeo agora, a letra está logo abaixo também:



Here come Chameleon
He see stereoscopic
He got open source code
He one holy coder
He got a tail down below his knees
Administers his systems
Man, it feels like a breeze

He got no lock-in
He got open stack cloud
He got mainframe linux
He use YaST and Kiwi
He say I know Perl, you know Ruby
One thing I can tell you is
You got to be Free
Code together, right now
We’re all free

He’s in production
He got massive up time
He use open standards
He one elite hacker
He got software defined storage
According to top, yeah,
You got so much RAM free
Code together, right now
We’re all free

He on the mainframe
He got desktop powers
He rules Top 500
He one real bad mother
He say one and one is seventeen
Got to be good looking
Cause he’s so good with C
Code together, right now
We’re all free

Code together, yeah
Code together, yeah


Ah! Essa "zueira" misturada com marketing cai como uma luva, não é, não? 😄

Até a próxima!
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Conheça o UbuntuQt (Ubuntu+LXQt)

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O Ubuntu, além de ter várias opções de interface oficiais, possui também projetos que são derivados e criados pelas pessoas que estão exercendo a sua liberdade com o software livre, criando soluções próprias, por isso, alguns projetos de testes interessantes acabam surgindo, hoje você conhecerá o projeto UbuntuQt.

UbuntuQt




Recentemente eu publiquei no canal do Diolinux no YouTube um vídeo mostrando o Lubuntu com a interface LXQt, o que deve ser a próxima interface oficial do sistema. Alguns usuários que gostam do LXQt e do Ubuntu mas acham que ele precisa de um "trato" extra, criaram um projeto não oficial chamado UbuntuQt, que é o Ubuntu com esta interface gráfica e com temas e aplicações customizados para melhorar o design do sistema.

UbuntuQt

O projeto visa oferecer agora o ambiente LXQt para os usuários do Ubuntu, visto que o Lubuntu ainda está testando a interface, a ISO possui apenas versão de 64 bits e quem precisar de suporte para o sistema pode acessar esta página.

Se você achou a ideia interessante e gostaria de baixar, testar ou se envolver com o projeto, os links para download direto e torrent estão disponíveis aqui, juntamente com informações extras.

Até a próxima!
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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Silício nos processadores? Pesquisadores conseguem criar os primeiros cristais de Grafeno perfeitos

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Há muito tempo que se ouve falar do tal "limite do silício", limite este que impediria o crescimento vertical da capacidade computacional que temos hoje em dia, obrigando as empresas a buscar tecnologias auxiliares que ajudem na melhoria do desempenho nos processadores, melhorando-os geração após geração, como a adição de múltiplos núcleos, entre outras coisas.

Grafeno deve substituir o Silício no futuro




Dois cientistas da Coreia do Sul conseguiriam realizar uma façanha para o mundo tecnológico e científico nunca antes vista. Eles conseguiram sintetizar um cristal de grafeno perfeito (ou quase) com 50 cm te comprimento e 5 cm de largura.

Antes de você entender o que isso significa...

O que é o Grafeno e porque ele é importante para a tecnologia


Atualmente o Silício é um dos principais componentes para a fabricação de componentes eletrônicos, incluindo os processadores, que são o coração da nossa capacidade computacional, contudo, este material tem algumas limitações, sendo assim, existem várias iniciativas de encontrar algo que possa substitui-lo e o Grafeno é um dos principais candidatos.

O Silício suporta atualmente frequências que variam de 4 a 5 Ghz em condições "normais", enquanto o Grafeno consegue passar facilmente dos 500 Ghz, algo que nenhum overclock chegou perto, os recordes atuais mal conseguem chegar a 9 Ghz.

Mas além disso, o grafeno tem outras potencialidades que o fazem um ótimo candidato para substituir o silício. O grafeno é constituído basicamente de uma camada muito fina de grafite, o mesmo material que encontramos nos lápis escolares comuns, porém, o que torna ele realmente especial é a estrutura dos átomos individuais e como eles se distribuem de forma hexagonal, se uma folha de grafeno plana for enrolada, os átomos criam nanotubos de carbono. Como o grafeno é um material extremamente fino, ele permite que cargas elétricas fluam facilmente por ele, o que permite criar transistores mais eficientes.

A utilização deste material para a fabricação de processadores seria uma forma muito eficiente de aumentar a potência computacional e reduzir o tamanho, diminuindo também o consumo de energia e por consequência, aumentando a eficiência.

A realização dos sul coreanos


Placas de Grafeno

Os dois professores do Instituto de Ciências Básicas da Coreia do Sul, Feng Ding e Rodney Ruoff, juntamente com seus colegas de projeto, conseguiram criar cristais de grafeno de um tamanho nunca visto até então: Meio metro de comprimento e 5 cm de largura, estes são os maiores já criados na história, os cristais de grafeno criados antes disso não passavam de alguns milímetros. Além de grandes, eles são praticamente perfeitos, são 99,9% planos e alinhados, algo essencial para a utilização em processadores.

O método utilizado para a criação deles é relativamente "simples e artesanal", os estudiosos criaram uma placa de cobre extremamente alinhada e moldaram o grafeno sobre ela, desta forma, os átomos da substância simplesmente mantiveram o alinhamento da placa de cobre no qual estavam em cima, proporcionando este alinhamento quase perfeito.

Segundo os cientistas, o tamanho das placas de grafeno depende basicamente do tamanho do molde, não há um limite para isso, porém, não existem placas de cobre dessa forma na indústria atualmente, sendo assim, cada laboratório que for tentar criar placas de grafeno precisará "dar um jeito" para criar as suas próprias placas de cobre para usar de molde, pelo menos até que a indústria passe a produzi-las.

Para fabricar as placas foi necessário aquecer a substância a 1030 graus Celsius por cerca de 20 minutos. Uma fabricação relativamente rápida para os padrões atuais.

O que isso significa para futuro?


Uma das maiores dificuldades sempre foi criar estes cristais de grafeno de forma utilizável, agora com esta "receita", é questão de tempo até que automatizemos e otimizemos a produção deste tipo de material condutor que poderá revolucionar drasticamente a forma com que nos relacionamos com a tecnologia.

Não existem datas para um processador com grafeno entrar no mercado ainda, muito menos um prazo para nós termos um destes em nossas casas, mas tudo indica que em pelo menos uma década a computação poderá dar grandes saltos.

Até a próxima!

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Realidade ou Ficção? Unreal Engine reproduz elementos do mundo real com detalhamento incrível!

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Um dos motivos que eu ter criado o blog Diolinux foi o meu fascínio por tecnologia, talvez até o nome "Diolinux" transmita uma ideia diferente da que eu gostaria, mas isso é outro assunto. Comentei isso porque eu adoro poder chegar aqui e te mostrar o que eu vou mostrar agora, uma recriação foto realista digital feita através de computador. 

Unreal Engine Real World




Um artista gráfico chamado Rense de Boer realizou um trabalho incrível utilizando a Unreal Engine, o motor gráfico da Epic Games, para criar uma trabalho minucioso que usou de fotometria para criar rochas, sedimentos, algumas pequenas plantas em um cenário cheio de detalhes.

Antes de você assistir ao vídeo, para deixar as coisas interessantes, veja as imagens tentando ignorar o fato de você saber que se trata de uma simulação, depois conte pra gente se você perceberia ou não que se trata de um cenário gerado por computador nos comentários.

👉 Lembrando que se for possível, você pode ver em 4K para melhorar ainda mais a experiência.


Particularmente eu não seria capaz de distinguir um cenário verdadeiro de um falso, a qualidade das luzes, sombras e texturas é assombrosa!

Isso é certamente algo que nos espera no futuro dos games e ate mesmo no cinema. Claro que (sem desmerecer o trabalho do rapaz) renderizar "apenas uma rochas" é diferente de fazer esse cenário interagir com figuras humanas ou animais, ou ainda qualquer avatar móvel, mas mesmo assim, esse tipo de trabalho me faz pensar em diversas coisas que podemos esperar da indústria.

Sabe o que é interessante? Não foi preciso um "computador da NASA" para criar uma simulação dessas, claro, não foi um computador qualquer também, mas Rense de Boer utilizou "apenas" um computador com Core i7 5960X, duas GTX 1080 Ti em SLI e 64 GB de RAM DDR4 com 2400 MHz, o que está longe de ser uma máquina fraca, ou até mesmo mediana, mas só pelo fato de ser algo que hoje muitas pessoas podem ter em suas casas, nos faz pensar no potencial desse tipo de coisa em computadores realmente poderosos.

Para quem gosta dos devaneios do Stephen Hawking, será que o universo é uma simulação? Baseando-se pela qualidade gráfica, não podemos descartar.

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Projeto Krita em apuros com o governo da Holanda

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Os desenvolvedores do projeto Krita publicaram hoje uma nota em seu site explicando sobre problemas legais que a fundação vem passando e em como isso pode impactar o desenvolvimento da ferramenta.

Krita Foundation está com problemas




A Fundação Krita é o órgão responsável pela manutenção do software de mesmo nome, o Krita, que está ficando a cada dia mais popular do ramo de design artístico digital e até mesmo em animações. O Krita é um software livre e depende basicamente de doações para sobreviver.

Parte da "arrancada" do Krita, deve-se ao fato de que os desenvolvedores conseguiram empregar algumas pessoas de forma integral para desenvolver o projeto, e isso foi conseguido primariamente através de uma campanha no Kickstarter, com o passar do tempo, depender de doações apenas acabou se tornando uma dificuldade e por isso o Krita foi parar na Steam e mais recentemente na Windows Store, onde ele é um software pago, ainda que as pessoas possam baixá-lo gratuitamente como sempre foi no site oficial.

Além destss destas tentativas de capitalização, o Krita também oferecia alguns materiais de estudo, como vídeos de treinamentos e livros, para assim poder manter os funcionários e os projetos funcionando, contando com o patrocínio de algumas entidades também.

Problemas com o Governo Holandês


No artigo onde o problema é detalhadoBoudewijn Rempt, um dos mantenedores do projeto, explica o drama vivido pela Fundação Krita.

"Em Fevereiro deste ano nós recebemos uma auditoria fiscal. Estávamos bastante confiantes de que não haveria nenhum problema porque quando criamos a fundação em 2013, nós contratamos uma consultoria especializada (um contador) local para nos ajudar e ajustar a Fundação Krita legalmente, assim como a sua administração. Mantemos todos os nossos impostos e livros fiscais adequados de acordo com o que fora instruído pelo consultor.

Apesar de termos feito tudo dentro do que havia sido instruído, o inspetor fiscal que fez a auditoria acabou levando em consideração do fato de vendermos vídeos de treinamentos e livros como um fator determinante para nos julgar como uma empresa, e não uma fundação financiada por doações. 

Isso teoricamente significa para eles que somos uma fundação parte empresa ou uma empresa parte fundação...

... ao mesmo tempo que tentamos recorrer a essa medida, não pudemos fazer isso porque não somos 100% uma empresa, por outro lado, estamos sofrendo com esta taxa por sermos considerados uma empresa...

... o resultado disso é uma dívida de 24 mil Euros. Consultamos o contador e juntos conseguimos deduzir os impostos para 15 mil Euros aproximadamente, incluindo multas e juros, somando a isso ao pagamento para o contador, que chega a 4 mil Euros.

As discussões com o fiscal e com o contador tem se arrastado por meses. O que estresse que isso causou acabou diminuindo a nossa produtividade de codificação e também acabou fazendo com que gastássemos muito dos nossos fundos nisso, estávamos quase certos de que a fundação Krita iria à falência."

Os desenvolvedores informaram que terminaram 2016 com cerca de 30 mil Euros na conta da fundação, o que seria o suficiente para manter o projeto sem adições até Junho deste ano, por conta do ocorrido a renda caiu para algo em torno de 5,5 mil Euros apenas, o que deixou o projeto em um estado crítico, mas graças a três patrocinadores, o projeto pode sobreviver por mais algum tempo.

"Se não fosse por eles, não teríamos sido capazes de ser tão produtivos quanto queríamos e algumas coisas legais que estávamos trabalhando não teriam sido feitas ainda e pior, talvez não conseguíssemos lançar o Krita 4.0", comenta Rempt.

A ideia é fazer um novo projeto de crowdfunding para o Krita em Setembro para tentar garantir a sobrevivência do projeto por pelo menos mais um ano completo.

Os desenvolvedores enfatizam que é possível fazer doações a qualquer momento durante o ano, não sendo necessário esperar a campanha começar para isso. Você pode ver a página de doações para o Krita clicando aqui.

Boas notícias!


Junto com as notícias ruins também vieram as boas. Os desenvolvedores comentaram que medidas já foram tomadas para evitar um problema semelhante no futuro, fazendo com que a renda obtida através da venda de livros e vídeos seja gerenciada por outra empresa em separado, fazendo da Krita Foundation, uma instituição 100% dependente de doações, recolhendo qualquer faturamento de outra forma.

Uma novidade bacana que foi compartilhada é que teremos uma versão "LTS" do Krita em 2018, seria uma versão focada em estabilidade, provavelmente a versão 4 ou 4.1 e nas palavras dos próprios desenvolvedores, a ideia é que o software tenha "zero bugs".

Até a próxima!
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