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Conheça grandes novidades do Cinnamon 3.8

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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram a disponibilidade do Cinnamon Desktop para a comunidade. Saiba agora mais são as principais novidades.

Cinnamon Desktop 3.8






O ambiente gráfico Cinnamon na versão 3.8 fará parte do Linux Mint 19 que sairá nas próximas semanas, ele também fará parte de outras distros que decidirem usar a interface como opção.

Usuários do Linux Mint 18.3 não poderão atualizar o Cinnamon para esta versão por conta de uma mudança brusca nas bibliotecas que compõem a interface, a única forma é realmente atualizando para a versão nova do Linux Mint quando ela sair.

Dentre as novidades da nova versão do Cinnamon, temos o suporte para o GTK 3.22, o que garantirá compatibilidade com mais temas GNOME e garantirá um visual mais modernos às aplicações.

Com exceção de algumas extensões do Nemo, todos os componentes do sistema que usam Python utilizarão a versão 3. As configurações de rede foram portadas do GNOME 3.24 com bugfixes inclusos do GNOME 3.26.

As funções de suspender, hibernar e rotacionar agora funcionam também com a tela bloqueada.

Uma das coisas que pode causar um efeito negativo, visualmente falando, é que agora o Cinnamon não configura automaticamente as variáveis QT para aplicações que usem a biblioteca para construir suas interfaces. Os desenvolvedores afirmam que será trabalho das distros fazerem as aplicações em QT5 ficaram visualmente atrativas "out of the box". O que indica que o Mint deverá fazer algo do tipo por si só.

As thumbnails de arquivos no gerenciador de arquivos Nemo agora conseguem mostrar o preview de arquivos únicos de 32GB. 😮

Melhorias de desempenho


Houve  melhorias consideráveis também no desempenho do ambiente gráfico. As melhorias do compositor de janelas "Muffin" fazem com que as janelas abram e se redimensionem mais rápido e de maneira mais suave. Houve melhorias na biblioteca no Nemo (libnemo-extension) que fazem com que leitura de arquivos dentro de um diretório seja muito mais rápida, assim como a pesquisa.

As melhorias no compositor também fazem com que os softwares iniciem mais rápido depois que acorre o clique no ícone.

Outras melhorias interessantes


A pequisa no Nemo foi simplificada, e como já mencionado, ficou muito mais rápida que anteriormente.

Gerenciador de arquivos Nemo
Gerenciador de arquivos "Nemo" do Cinnamon Desktop


O sistema de notificações também foi melhorado e está mais inteligente. Agora as notificações possuem o botão de "fechar" e não ficam mais opacas ao usuário levar o mouse sobre elas. Para evitar excessos na tela, a quantidade de notificações exibidas de forma empilhada se limita a uma quantidade definível por fonte, como notificações vindas no Chrome por exemplo, notificações vindas no Skype, etc.

Nas configurações de volume agora você pode controlar até 150% do volume à partir do próprio applet no Painel, antes era possível fazer isso somente através do menu de configurações.

E estas modificações, segundo os desenvolvedores, são apenas um "overview" do trabalho que vem sendo realizado nos últimos seis meses de desenvolvimento para tornar o Cinnamon ainda mais amigável e prático para o dia a dia dos usuários.

Em breve poderemos desfrutar no ambiente no Linux Mint 19 e também em outras distros.

Até a próxima!

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Ubuntu MATE acabará com suporte para processadores 32 Bits

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domingo, 6 de maio de 2018

Depois do lançamento do Ubuntu MATE 18.04 LTS a comunidade da distro decidiu parar com o suporte para arquitetura i386 à partir da versão 18.10, que sai em Outubro deste ano.







Já não é de hoje que vemos notícias como essa aqui no blog Diolinux. Já vimos a algo semelhante quando a Canonical pretendia eliminar suporte para arquitetura 32 bits no Ubuntu 18.04 LTS, ou quando a empresa avisou que pretendia deixar o suporte a 32 bits na versão servidor, a SUSE também notificou a mesma coisa, o Debian também informou que deixaria de prestar suporte a algumas arquiteturas 32 bits e agora é a vez da comunidade Ubuntu MATE.

Os motivos para essa decisão incluem o fato de comerciantes de aplicações e drivers estarem abandonando (ou já terem abandonado) o suporte ao i386 (a Nvidia, Mozilla e a Google com Chrome são exemplo), os últimos dispositivos i386 foram fabricados 10 anos atrás e menos de 10% dos usuários de Ubuntu MATE estão utilizando a versão i386.

Com isso a comunidade Ubuntu MATE prefere descontinuar a versão de 32 bits e concentrar essa energia no melhor suporte a dispositivos ARM, como o Raspberry Pi.

Mesmo descontinuando a i386 no próximo lançamento, a comunidade Ubuntu MATE mantém o suporte à arquitetura na versão 18.04 até o ano de 2021.

Fonte
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Compilação de código fonte torna programas realmente mais rápidos?

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Durante a live de comemoração dos sete anos do blog Diolinux, debatemos a questão do ganho de desempenho do Gentoo através da compilação de programas. Será que isso é real mesmo?






Gentoo Linux é conhecido pelo seu desempenho baseado na estratégia de compilação de código fonte diretamente na máquia que será utilizada. A lógica é o seguinte:
Como os programas dos repositórios das distribuições são compilados em máquinas que possuem processadores diferentes da sua (algo que é incerto de se saber), isso pode acarretar em certa perda de desempenho. Portanto compilando os programas na mesma máquina que irá utilizá-lo acaba acarretando no melhor aproveitamento do desempenho.
Mas esse conceito em certo aspecto é teórico, em outro não; as próprias ferramentas de desenvolvimento do Android são disponibilizadas em forma de código fonte para poder extrair o melhor proveito do hardware após compila-la.

Somente o fato de compilar programas diretamente na máquina não é garantia melhor aproveitamento de desempenho do hardware, especialmente se o usuário não souber como fazer isso. Pode ser, na verdade, que a situação piore ao invés de melhorar. Existem mais fatores a serem considerado antes de concluirmos e julgarmos que a compilação do código fonte é o fator chave desse conceito.

Eu já havia até mesmo feito um vídeo no meu canal debatendo o assunto quando me disseram que o FreeBSD utilizando o UFS ou ZFS possuía melhor desempenho do que do Linux e expliquei em detalhes. Confiram o vídeo:


Da mesma forma que um filesystem não é a única característica que influencia no ganho de desempenho de um sistema operacional,  compilar código fonte diretamente na máquina também não. Alguns fatores que influenciam para isso são:
  • Configuração especifica para o hardware (exemplo disso é o kernel que deve ser configurado para a família correta do seu processador e não a versão genérica. Utilizar microcódigos do processador também ajuda;
  • Makefile personalizado (as comunidades Gentoo e Funtoo fazem isso muito bem);
  • Patches de correções desenvolvidos pelas próprias comunidades Gentoo e Funtoo (esse é um ponto importantíssimo que as comunidades Gentoo/Funtoo fazem adicionando seus patches para melhorar o desempenho);
  • Fazer uso de compiladores e bibliotecas corretas;
  • Filesystem
  • init system (inclusive a comunidade Gentoo criou o Openrc exatamente com esse propósito. O systemd vem apresentando melhor desempenho até mesmo que o Openrc).
Querem prova que até mesmo pacotes binários podem proporcionar bom desempenho? A própria distribuição Clear Linux é prova de fogo disso, que vem aprimorando o desempenho do Linux mesmo tendo pacotes binários, inclusive trabalhando para tornar o Steam em um programa 64 bits nativo.

 Alguns dos seus resultados podem ser conferidos no próprio Phoronix:

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux


Outros dois grandes exemplos disso são as distribuições Alpine Linux por adotar o musl ao invés da Glibc e o LLVM no lugar do GCC.

A distribuição Debian que vem ganhando melhoria de desempenho de uma versão para a outra, um dos fatores para esse sucesso também foi por estar adotando o LLVM no lugar do GCC e há planos de migrar da Glibc para a musl.

Muitas vezes distribuições source based não serão a melhor solução para o ganho de desempenho; na verdade ela pode até mesmo se tornar uma dor de cabeça ao invés de uma solução e você se frustrar. O que deve ser analisado para adoção de uma distribuição source based é a sua necessidade (quando adotar ou não) assim como o Google fez no caso do ChromeOS e a Apple vem fazendo com o iOS.

Um debate legal. É isso aí, um abraço e falou :)
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Como transformar o seu celular em um controle remoto do VLC Player!!

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Muitas vezes nos pegamos vendo um filme ou série através do notebook ou PC bem confortável e relaxado, e ai precisamos aumentar o volume, parar o filme ou qualquer coisa do tipo mas o bendito do notebook ou PC está longe e assim tirando a gente do conforto das almofadas, travesseiros e cobertas depois de uma "batalha homérica" para chegar naquele conforto que queríamos. Bom, nesse artigo vamos mostrar como transformar o seu celular, através do navegador, em um controle remoto do VLC Player.







O procedimento para transformar o celular em um controle do VLC é bem simples de fazer. Primeiramente precisamos descobrir qual o IP da nossa maquina, que podemos obter de duas formas.

A primeira forma de obter é através da ferramenta gráfica aonde se configura as conexões do sistema, geralmente chamada de Redes e na aba detalhes ali está o seu IP, que pode ser por exemplo 192.168.1.50.

Já o segundo método é através do terminal, e vamos usar dois comandos bem simples, o primeiro é net-tools, que com ele você vai poder usar o ifconfig.  E para instalar é usado o seguinte comando:
sudo apt install net-tools -y
E depois vamos rodar o comando ifconfig no terminal, e assim obtermos o IP.

Agora vamos configurar o VLC Player, o processo é bastante simples também.

Abrindo o VLC vamos em "Ferramentas/Tools" e depois clicamos em "Preferencias/Preference" para acessar o menu de configurações. 

Feito isso, vamos até o rodapé do programa e colocamos a seguinte opção "Mostrar Configurações/Show Settings" e logo embaixo também marcamos a opção "Todas/All".



Depois de ativar e ver todas as opções, agora vamos entrar na "aba" Interface" e procurar por "Main Interfaces/Interface Principal" e ativar a opção "Web".

E logo abaixo vamos na opção "Lua", e ali no campo password/senha, vamos colocar uma senha simples de se decorar, pode ser 1234 por exemplo.


Depois de termos feito isso, agora vamos para o nosso navegador no celular, e no caso pode ser tanto o Google Chrome como o Mozilla Firefox, e no campo aonde digitamos o endereço de algum site, vamos digitar o IP que "pegamos" nas etapas anteriores seguido da porta 8080, então ficaria assim: http://192.168.1.240:8080 . E assim que aparecer a tela de login, podemos pular a parte do usuário e só colocar a senha que colocamos lá no VLC.


Existem sim outras formas de transformar o celular em controle do VLC, mas ai ia precisar apps de terceiros, mas nesse post gostaria de mostrar como fazer esse processo sem precisar de nenhum app extra.

Conte para nós se deu certo ai para você essa dica e se tem alguma alternativa bem bacana.

Deixe a sua opinião nos comentários pra gente. =)
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Rodando pacotes .deb sem instalar

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Quando conhecemos Linux, uma das coisas que nos surpreende é a variedade de opções para tudo; dentre estas estão os diferentes empacotamentos oferecidos pelas distribuições. Bora conferir como os pacotes Debian funcionam?

olhando-os-pacotes-da-familia-debian






Bom, a maioria de nós veio do mundo Windows e lá conhecemos o famoso ".exe" que é um executável de instalação dos programa (isso oscila também a cada programa). Os usuários de Mac OS X conhecem o ".dmg". já quando chegamos no mundo Linux nos deparamos com uma variedade de diferentes de pacotes como ".deb", ".rpm", ".tgz", ".apk" e vai saber lá o que mais.

Apesar de nos gerar certa confusão, pois a principio não sabemos o que é um pacote (e muito mais por que existe mais de um formato), esse é um dos fatores proporcionados pela liberdade no Linux e muitos deles surgiram em uma época onde houve a necessidade (seja ela pela ausência de um empacotamento ou por necessidades empresariais).

Existem até mesmo distribuições que utilizam empacotamentos de outras distribuições sendo que não é uma derivação (o SuSE por exemplo que não deriva do Red Hat) e existe até mesmo distribuições que derivam de uma e utilizam gerenciadores de pacotes  de outra, como é o caso do antigo Dam Small Linux, que derivava do Debian e usava o comando rpm, além do antigo Conectiva, que era um Red Hat e usava o APT.

Neste vídeo resolvi explicar como o empacotamento ".deb" funciona internamente e rodamos o programa sem até mesmo a necessidade da instalação.



Essa tarefa que realizei neste vídeo pode ser realizada em qualquer distribuição (lembrando que pode variar a cada pacote, tendo a ausência de dependências).

Podemos até mesmo fazer isso com pacotes ".rpm" ou ".tgz".

Antigamente (nunca achei que iria usar esse termo: "antigamente") tínhamos pacotes ".deb" do Debian e ".deb" do Ubuntu e um não instalava no outro e hoje temos um ".deb" misto (vamos dizer assim). Na verdade até hoje temos pacotes assim e quando a Microsoft lançou sua primeira versão do Skype para Linux, assim que adquiriu a empresa, a solução para mim foi exatamente fazer o processo do vídeo pois só havia versão para Ubuntu. Agora temos também o ".udeb".

Isso acontece até mesmo nas distribuições Red Hat; basta tentar instalar pacote do Fedora no CentOS ou vice e versa que verá o problema acontecer.

Até mesmo os ".rpm" do SuSE são diferentes e se tornam incompatíveis com os do Fedora, Red Hat, CentOS e assim por diante. Esse é na verdade uma característica ruim do Linux e por isso hoje trabalham para termos um pacote unificado onde o mesmo programa é instalado em qualquer distribuição e qualquer versão; na verdade (como é comum acontecer no propósito da liberdade) começam a surgir vários assim ;)

Por hora é isso, um abraço e valeu!
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Novo Gala do elementary OS vai suportar Blur

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terça-feira, 1 de maio de 2018

Não tenho a menor dúvida de que um pouco de blur para os padrões de design atual de interfaces não faz mal. Você vai encontrá-lo em várias aplicações e em interfaces gráficas também. O elementary OS, uma das mais belas distros Linux, está investindo em um recurso que permitirá a construção de aplicativos e temas para o sistema que utilizem este recurso.

elementary OS Gala adicionando suporte para Blur






Um projeto disponível no GitHub promete entregar ao elementary OS um recurso que provavelmente será apreciado por muitos usuários da distro. O efeito de Blur que poderá ser utilizado na interface e nos aplicativos feitos sob medida para o elementary OS e distribuídos através da excelente AppCenter do projeto.

Confira um demonstrativo dos recursos:


Até o momento não existem indicações de que o recurso será implementado para o lançamento do elementary OS 5.0, Juno, mas é algo para se esperar para atualizações futuras.

O que achou do resultado?

Até a próxima!
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Como usar o GNOME Shell Vanilla no Ubuntu 18.04 LTS

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O GNOME Shell do Ubuntu 18.04 LTS funciona de forma diferente do GNOME "puro", por assim dizer. O que fez muitas pessoas que gostavam de usar o Ubuntu GNOME, versão que foi descontinuada, torcessem um pouco o nariz para as modificações da Canonical. Mas para você que não gosta do visual e funcionalidade padrão do GNOME no Ubuntu, este tutorial vai ensinar você a instalar uma sessão com o GNOME Vanilla para a sua utilização.

Ubuntu GNOME Vanilla 18.04 LTS






Ao habilitar a sessão padrão do GNOME Shell no Ubuntu 18.04 LTS você deixará de lado o tema padrão do Ubuntu (Ambiance, Radiance, Ubuntu mono Dark e Ubuntu mono Light), deixará de lado também a extensão Ubuntu Dock e a Ubuntu Appindicators, a Área de trabalho também deixará de ser ativa por padrão e outra coisa que você perceberá é que o GNOME padrão possui apenas o botão de "Fechar" nas janelas.

Para habilitar a sessão GNOME Vanilla no Ubuntu você deve rodar este comando no terminal:
sudo apt install gnome-session
Ao fazer a instalação você deve reiniciar o computador (encerrar a sessão não funcionou para mim), ao voltar da reinicialização, na tela de login clique no ícone da engrenagem e selecione a opção GNOME (que vai rodar com Wayland) ou "GNOME on Xorg", conforme você desejar, depois basta digitar a sua senha e se logar no sistema. 

GNOME Shell Vanilla no Ubuntu 18.04 LTS


Caso você tenha algum problema com o tema de ícones Adwaita do GNOME pode ser que tenha um pacote esteja faltando, neste caso:
 sudo apt install adwaita-icon-theme-full
Caso você queira voltar ao Ubuntu "normal" basta voltar até a tela de login e selecionar "Ubuntu" novamente.

Se você quiser ir um pouco além de simplesmente mudar a sessão e instalar mais pacotes de software padrão do GNOME, este comando vai instalar o GNOME Maps, Gnome Metereologia, Polari, GNOME Documents, Gnome Fotos e o Gnome Música:


sudo apt install gnome-maps gnome-weather polari gnome-documents gnome-photos gnome-music
Aproveite a nova experiência!

Até a próxima!
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