Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Você adora Python? Reúna-se com outros programadores no PyCaxias 2018!

Nenhum comentário

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Alguns amigos programadores afirmam que um dos melhores lugares para criar network e conhecer outras pessoas que trabalham com as mesmas ferramentas,  compartilhar ideias e soluções, são em eventos focados em um tema. Conheça hoje o Pycaxias 2018!







O PyCaxias é um ambiente convidativo, rodeado de palestras e tutoriais incríveis, onde o público pode participar de momentos descontraídos, além de fazer um network fantástico com muitas pessoas e algumas empresas que atuam em setores similares.

Caxias do Sul tem tradição com a comunidade Python, já sediou uma Python Brasil em 2009 e a primeira Python Sul em 2017, tendo o objetivo de aumentar a cada ano o seu envolvimento com esse evento, que já é esperado por muitos da comunidade.

Este ano o PyCaxias acontece no dia 10 de Novembro na Uniftec. A quarta edição do PyCaxias contará com diversas palestras e workshops.

"Esse ano o evento aumentou de tamanho e terá um Sábado todo de interações e muito conhecimento. Estamos diversificando, não serão palestras somente sobre python, vamos ter palestras sobre empreendedorismo, comunidade, carreira, serão diversos temas abordados", afirma Perceu Bertoletti um dos organizadores do evento.

A participação no evento é gratuita, porém os participantes são incentivados a levar 2Kg de alimentos não perecíveis (exceto sal), que serão doados a uma instituição beneficente. As inscrições podem ser feitas pelo meetup do Rede Neural

Você pode conferir a programação do evento aqui.

Aproveite a oportunidade para fazer novos amigos e aprender coisas novas! :)
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linus Torvalds está de volta ao comando do Linux

Nenhum comentário

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Na Open Source Summit Europe, que aconteceu na Escócia, Linus Torvalds está se reunindo com os 40 principais desenvolvedores do Linux para finalizar os últimos detalhes da versão 4.19 do Kernel.


 Linus Torvalds está volta ao comando do Linux #EUVOLTEI






Como noticiamos no mês passado, Linus Torvalds estaria “tirando umas férias” do projeto Kernel Linux para “se olhar no espelho e ver o que estava errado”. Maiores detalhes no artigo que fizemos.

Com a saída do Torvalds, quem estava “tocando” o projeto do Linux era o Greg Kroah-Hartman, até o presente momento.

Em um post ao LKML.org, Greg coloca as melhorias, correções de bugs e novidades que virão no Kernel Linux 4.19 e também coloca a seguinte frase “Linus, I'm handing the kernel tree back to you.  You can have the joy of dealing with the merge window :)” em uma tradução ficaria como “ Linus, estou entregando o Kernel novamente para você. Você pode ter a alegria de lidar com a ‘janela’ de transição novamente :) “.

Com a volta de Linus Torvalds para o mainline do Kernel Linux, pode haver alguma demora para sair algumas melhorias, correções de bugs e novidades, pois ainda dependem da aprovação do “Chefe”.

Para conferir o post do Greg no LKML, basta acessar o site deles nesse link, lá tem todas as novidades previstas para o novo Kernel 4.19.

A volta do Linus ao projeto é muito positiva e vejo com bons olhos, pois pra mim essa parada pode trazer “novos ares” ao projeto e um futuro melhor, como comentei em um Diolinux Friday Show.

Também tem vídeo no canal falando sobre a saída do Linus, que você pode conferir abaixo.

         

Espero você até uma próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical libera as estatísticas sobre o Ubuntu 18.04 LTS

Nenhum comentário

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quando o Ubuntu 18.04 LTS foi lançado em Abril deste ano, o qual você pode ver a nossa cobertura neste artigo, a Canonical implementou uma ferramenta ”nova” no Ubuntu (que já existia em outras distros, como o Debian) que coletava alguns dados do computador do usuário, como o tipo do processador, quantidade de memória ram, HD, resolução da tela e etc. 


O que os dados mostram - Ubuntu Data Colletion






Muita gente ficou desconfiada, mas a grande maioria colaborou, e agora a Canonical mostra esses números.

Uma dúvida que não foi sanada por eles, é “ Quantos computadores participaram dessa pesquisa”, entretanto, segundo os dados liberados, 66% das pessoas que instalaram o Ubuntu 18.04 LTS aceitaram em enviar os dados referentes a instalação para a empresa.

Não foi possível mensurar a porcentagem de pessoas que estavam instalando o Ubuntu em uma VM ou em um computador “real”, por isso esses dados não ficaram claros no relatório.

Um dado apresentado também foi o tempo médio de instalação do Ubuntu nos computadores, que ficou na média de 18 minutos,  tendo algumas instalações chegando aos incríveis 8 minutos, muito provavelmente usando SSD e com uma internet muito rápida ou sem a opções de “download enquanto instala” ativadas.

Nós comentamos no último "Diolinux Friday Show" do canal a repercussão destes números, enquanto você confere os gráficos, confira o vídeo também:


Outra coisa que eles mostraram, foram números relacionados a CPU, GPU, quantidade de memória RAM, partição e tamanho da HD. Mostraremos abaixo. No gráfico abaixo, o “número de CPUs” representa a quantidade de núcleos do processador do usuário:

-  63% usam de 1 a 3 CPU e 27% usam de 4 a 6; além disso, 8% usam processadores com mais de 7 núcleos. .


-  51% usa de 1 a 4 GB de memória RAM, 31% de 5 a 8 e 13% de 12 a 24 GB;


- 79% dos usuários tem HD de até 500GB, 13% de 501 a 2TB e 7% com mais de 2TB;


-  54% das pessoas apagam o HD e fazem uma instalação limpa, 21% preferem a instalação manual, enquanto 8% preferem apagar e reinstalar o Ubuntu.


-  50% dos usuários tem uma única partição, 32% usam 2, 12% usam 3 e apenas 3% usam 4 ou mais partições.


Outro ponto que podemos destacar, são quais tipos de resolução de monitor o usuário está usando e 3 se destacaram, foram:

-  1920x1080 com 28% ; 

- 1366x768 com 25% ;

-  800x600 com 11% ;


Por último e não menos importante, foi mostrado quais países o Ubuntu vem sendo instalado e temos alguns dados bem interessantes. O EUA ainda concentra a maioria dos usuários, mesmo que haja distorções pela utilização da instalação padrão mas não muda muita coisa. Agora vem a surpresa, Brasil, Índia, China e a Rússia se destacam por usarem o Ubuntu em relação a Europa, Ásia e Oceania.

Ainda no blog do Ubuntu, Will Coke deixou a seguinte mensagem no final do seu post:

“Obrigado a todos que compartilharam seus dados. Compartilharei mais informações sobre o dados  assim que puder e adoraríamos saber a sua opinião sobre esses insights sobre os nossos usuários do Ubuntu.”

Se você quiser ver os posts originais, tanto do Will Coke, quanto das estatísticas, basta clicar aqui e aqui.

Muito legal saber desses números e que a comunidade está interessada mesmo em ajudar, pena que eles não divulgaram a quantidade de computadores que participaram, mas já é um começo.

Agora comente aí o que você achou desses números, você ajudou a criar esses dados?

Espero você até uma próxima e um forte abraço!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o Nemo no lugar do Nautilus no Ubuntu?

Nenhum comentário
O Nemo é o gestor de arquivos do ambiente gráfico Cinnamon, mas ele pode ser utilizado em outros ambientes também com alguns poucos ajustes. Hoje você irá aprender a substituir o Nautilus pelo Nemo no Ubuntu (GNOME).

Nemo no lugar no Nautilus







Apesar do Nautilus ser um excelente gestor de arquivos, o Nemo pode ser uma boa alternativa para quem quer um gestor de arquivos com mais opções de configuração e suporte para a área de trabalho.

Como instalar o Nemo no Ubuntu?


O Nemo está no repositório oficial do Ubuntu, basta procurar na loja de aplicativos e fazer a instalação normalmente, se preferir fazer pelo terminal, rode o comando:
sudo apt install nemo

Como tornar o Nemo o gestor de arquivos padrão do GNOME? 


Depois de instalado, você já vai poder usar o Nemo, basta buscá-lo no menu de aplicativos, porém, como ele não é gestor de arquivos padrão, ao inserir um pen drive, abrir uma pasta, ou qualquer coisa do tipo, não será ele a aplicação utilizada.

Para tornar o Nemo o gestor de arquivos padrão do Ubuntu no lugar do Nautilus basta rodar este comando no terminal:
xdg-mime default nemo.desktop inode/directory application/x-gnome-saved-search

Quer usar o Nemo para gerir o seu desktop? 


O Nautilus não é nada bom para gerir ícones na área de trabalho e por isso muita gente deixou de utilizar o recurso, ao menos de forma mais intensa, entretanto, se você gosta de criar atalhos e gerir ícones na área de trabalho, o Nemo será uma das melhores opções.

Em versões mais recentes do GNOME, o Desktop já não é ativo por padrão, ainda assim, vamos garantir que ele esteja desativado. Basta rodar o seguinte comando no terminal:
gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons false
O próximo passo é rodar o processo "nemo-desktop", para isso, pressione "Alt+F2" e digite:
nemo-desktop 

Como fazer o Nemo gerir o seu desktop na inicialização do sistema? 


Rodar o "nemo-desktop" faz com que o desktop fique ativo somente na sua sessão atual, para que o Nemo gerencie o seu Desktop sempre, você precisa adicionar esse processo à inicialização do sistema. Para isso, abra o menu do Ubuntu e pesquise por "Aplicativos de inicialização" e adicione o Nemo, conforme a imagem abaixo:

Como ativar o suporte ao Nemo no Desktop GNOME

Com isso você terá o Nemo como gestor de arquivos padrão no seu Ubuntu.

💡 Dica: Apesar de você não estar mais usando o Nautilus, evite remover a aplicação do sistema, ela geralmente está atrelada a diversos outros componentes do desktop GNOME e isso poderia lhe causar problemas.

Como desfazer as modificações?


Não gostou das modificações ou enjoou do Nemo? Então vamos deixar tudo de volta ao "normal", padrão do Ubuntu.

O primeiro passo é voltar o Nautilus como gestor padrão através deste comando:
xdg-mime default nautilus.desktop inode/directory application/x-gnome-saved-search
Depois disso, coloque o Nautilus novamente em condição para gerir a sua Área de Trabalho:
gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons true
Por último, você pode remover o Nemo:
sudo apt remove nemo 
É possível remover a aplicação pela loja de aplicativos também, e só para deixar as coisas em ordem, vá até o "Aplicativos de inicialização" e remova a entrada que você tinha adicionado para o Nemo. 

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical libera a versão final do Ubuntu 18.10 (Cosmic Cuttlefish)

Nenhum comentário
Foi lançado nesta Quinta-feira (18), a versão final do Ubuntu 18.10 depois de longos 6 meses em desenvolvimento pela Canonical e assim sendo liberado o download para todos. O anúncio foi feito no blog oficial da Canonical.

Canonical libera a versão final do Ubuntu 18.10 (Cosmic Cuttlefish)






Como mencionamos em outros artigos aqui do blog, o novo Ubuntu viria com várias novidades e melhorias em relação ao Ubuntu 18.04 LTS.

Essa nova versão também está disponível na versão para servidores, Ubuntu Server 18.10 e que também trouxe algumas atualizações e melhorias de alguns programas e ferramentas.

Vale lembrar que essa versão do Ubuntu só terá suporte por 9 meses, acabando em Julho de 2019.

As principais novidades no Ubuntu 18.10 são:






- Driver NVIDIA mais recente da geração 390.XX

- Mesa Driver com a versão mais recente da geração 18.X.X

- Correção do problema do Leak de memória com o Gnome.

Além dessas novidades, manteve algumas coisas do Ubuntu 18.04 que comentamos nesse artigo.

As outras melhorias e upgrades de programas implementados nessa versão foram:

● OpenSSL 1.1.1 (biblioteca de comunicação segura que utiliza o protocolo TLS);

● Kernel 4.18 incluindo suporte para às GPUs  AMD Radeon RX Vega M, suporte completo ao Raspberry Pi 3B e 3B+, Qualcomm Snapdragon 845, muitos melhoramentos para às saídas USB 3.2 e Type-C, Intel Cannonlake graphics.

● Atualizações das ferramentas glibc 2.28, OpenJDK 11, boost 1.67, rustc 1.28, and updated GCC 8.2, python 3.6.7 as default, python 3.7.1 as supported, ruby 2.5.1, php 7.2.10, perl 5.26.2, golang 1.10.4.

Para a versão de Desktop tivemos algumas novidades, como o suporte do VeraCypt no Gnome Discos, melhorias no shell para melhorar o cache da memória RAM das GPUs e assim aumentar os FPS, bibliotecas para leitores digitais agora como principais.

Já na versão Server houve o upgrade de programas importantes, como o qemu para a versão 2.12, libvirt para a versão 4.6, Open vSwitch para a versão 2.10, cloud-init versão 18.4 e o curtin para a versão 18.1.59.

Também foram atualizados o Firefox que agora vai com a versão 63, o LibreOffice está indo com a versão 6.1.2 entre outros aplicativos.

Para conferir a nota completa, acesse a Wiki do Ubuntu.

Flavours também foram lançadas

As flavours (ou sabores) do Ubuntu, também receberam a versão 18.10 e somente o Lubuntu e o Xubuntu mantiveram versões para 32 bits, ao que tudo indica, pela primeira vez.

Para baixar as imagens ISOs das flavours, basta clicar nos respectivos nomes.

Para baixar o Ubuntu 18.10 basta acessar o site oficial dele. E se você quiser saber o que achamos dele, basta ver a nossa review abaixo, ficou bem bacana.

       

Nos testes que eu fiz (Ricardo) em um notebook antigo da Lenovo com um Core i5-3230M (2,60 GHz; 3 MB Cache) de terceira geração, com Intel Graphics HD 3000 e 12GB de memória RAM (DDR3 1600Mhz e não tão novas assim rs) o novo Ubuntu se saiu muito bem e não apresentou travamentos e nem nada do tipo. E detalhe, esse notebook tem tela sensível ao toque e o Ubuntu se comporta muito bem obrigado. Me surpreendeu essa nova versão do Ubuntu.

Agora nós diga aí nos comentários se você já está usando o novo Ubuntu e o que está achando dele.

Espero você até uma próxima e um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

Nenhum comentário

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Drivers Nvidia Ubuntu - Como instalar a última versão passo a passo!

Nenhum comentário

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Você acabou de instalar o Ubuntu no seu computador e está procurando uma forma simples de instalar os drivers de vídeo no seu sistema para aproveitar os milhares de jogos disponíveis para Linux na Steam ou simplesmente quer mais desempenho para realizar as suas tarefas? Esse artigo é tudo o que você precisava.

Como instalar os drivers Nvidia no Ubuntu






Para fins de esclarecimento, já existe uma versão muito completa deste mesmo tutorial aqui no blog, feito ainda na época do Ubuntu 16.04 LTS, quando o Unity era a interface padrão, as coisas não mudaram tanto desde então, mas é bom rever o material para deixá-lo atualizado, sendo assim, este tutorial passa a ser a sua referência para instalação de drivers Nvidia no Ubuntu.

Instalar drivers de vídeo no Ubuntu não requer, obrigatoriamente, nenhum comando no terminal, mas claro, é possível fazer dessa forma também. Esse tutorial se dividirá em 2 partes. A primeira (A), onde você aprenderá a fazer a instalação via terminal; a segunda (B), onde você aprenderá a fazer a instalação em modo gráfico.

Um pequeno glossário de drivers Nvidia no Ubuntu


Antes de te ensinar a fazer a instalação, a nossa preocupação é que você entenda o que está fazendo, e não que você apenas copie e cole todos os passos sem absorver conhecimento, por isso vamos esclarecer alguns termos que talvez você encontre pelo caminho ao tentar instalar um driver de vídeo Nvidia no Ubuntu:

Binary Driver: Refere-se ao tipo do driver (binário);

Proprietário: Refere-se ao tipo de código do driver, neste caso ele é fechado;

Open Source: Mesmo que o de cima, porém, neste caso o driver tem código aberto;

Legacy Binary Driver: São drivers que tecnicamente não são mais suportados pelos lançamentos oficiais da Nvidia, são utilizados em placas mais antigas, normalmente não recebem atualizações para desempenho, apenas bugfixes;

Nouveau (Xorg/Wayland): Este é o driver open source feito pelo projeto Nouveau, é um driver de vídeo básico que atualmente consegue apenas fazer com que a sua placa de vídeo funcione até que você possa instalar um driver mais adequado, possuindo um desempenho moderado. Ele vem normalmente junto com o Kernel do sistema, versões mais recentes do Kernel podem trazer versões mais recentes do driver Nouveau, ele vem melhorando bastante nas última versões com a ajuda da Nvidia e o árduo trabalho da comunidade, porém, ainda não é a melhor opção para quem quiser jogar;

Testado:
Alguns drivers do Ubuntu possuem o atributo "testado", isso significa que este driver foi analisado pela Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, e é o driver recomendado para a maioria dos dispositivos se a sua intenção for estabilidade do sistema e não necessariamente recursos e desempenho, ele lhe entregará um driver que não irá desestabilizar o Ubuntu, entretanto, provavelmente também não entregará todo o desempenho possível da placa. O Interessante deste driver é que ele pode, em tese, ser usado com qualquer placa da Nvidia que o sistema funcionará sem maiores problemas. Caso a sua intenção não seja jogar, o driver "testado" se mostra uma boa opção.

Updates: Alguns drivers tem ao final de sua nomenclatura a palavra "updates", isso significa que este driver poderá receber atualizações dentro de sua linha de lançamento, por exemplo, o driver 340.93 poderá atualizar para o 340.94 se atualizações saírem para ele, porém, ele nunca mudará sua série, por exemplo, de 340.93 para 341. Alguns drivers não possuem o atributo "updates", desta forma, este driver não receberá atualizações.

A) Instalando drivers da Nvidia no Ubuntu via terminal


Muita gente gosta de usar o terminal no Linux para fazer as coisas; tudo bem, eu entendo o seu sentimento "hacker", ainda que você esteja apenas instalando um programa ou atualizando um repositório, é divertido sempre. 😊

Existem duas formas para você instalar os drivers pelo terminal, envolvendo passos diferentes. É possível fazer utilizando um utilitário via linha de comando chamado "ubuntu-drivers" ou então instalar manualmente via "apt", indicando o pacote que você deseja.

Caso você queira usar o driver "testado" abra o terminal e digite:
sudo ubuntu-drivers autoinstall

No entanto, se você está buscando pelas versões mais recentes dos drivers, antes deste procedimento é necessário adicionar o PPA: ppa:graphics-drivers/ppa 

* Questão: O que é um PPA?
Para adicionar este PPA, vamos precisar rodar os seguintes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:graphics-drivers/ppa && sudo apt update
Depois disso o comando...
 sudo ubuntu-drivers autoinstall
... instalará a versão mais recente dos drivers Nvidia, mas também é possível dizer exatamente qual pacote você quer instalar, por exemplo:
sudo apt install nvidia-390
ou
sudo apt install nvidia-410 
Cada comando instalará uma versão diferente do driver. Para ter certeza de quais versões estão disponíveis no repositório, use o comando:
apt search nvidia-* 
O comando acima vai te mostrar todas as possibilidades.

Uma vez que você tenha adicionado o PPA, os novos drivers também aparecem na interface gráfica.

Lembre-se que depois do driver ser instalado é necessário reiniciar o computador, isso também pode ser feito com um comando no terminal:

sudo reboot
Depois da reinicialização, já que estamos falando de terminal, use o comando...
nvidia-smi
...para ver as informações sobre a sua placa.

B) Instalando os drivers Nvidia no Ubuntu como uma pessoal normal pela interface


O Ubuntu possui um software chamado "Programas e atualizações", nele você encontra várias opções para configurar o sistema de updates do sistema, seus repositórios e seus drivers.

Programas e atualizações

Você encontra este software procurando no menu do Ubuntu de forma muita simples, porém, outra forma de você acessar ele rapidamente é abrindo a sua loja de aplicativos (Software Ubuntu/GNOME Software), clicando em seu menu e então em "Software e Updates".

Programas e atualizações no Ubuntu

De toda forma, você chegará ao mesmo painel de configurações. Neste painel, encontre a aba "Outros Programas", nesta sessão você pode adicionar novos repositórios de softwares (PPA), exatamente como o de drivers Nvidia.

Adicione o PPA clicando no botão "Adicionar" na parte inferior, assim como é mostrado na imagem abaixo:

ppa:graphics-drivers/ppa

Adicionando PPA no Ubuntu

Depois de colocar o ppa:graphics-drivers/ppa na caixa, clique em "Adicionar Fonte", depois de adicionado, clique no botão "Fechar", então será sugerida a atualização do cache do repositório de softwares do Ubuntu, confirme para que o PPA seja lido, assim como os drivers.


Atualizando repositório de Software

Depois que o procedimento acabar, a janela do "Programas e atualizações" vai se fechar, abra-o novamente, mas desta vez navegue até a aba "Drivers adicionais", agora você encontrará as versões mais recentes dos drivers Nvidia disponíveis para o Ubuntu, basta escolher a que você quiser e clicar em "Aplicar alterações".

Instalando Drivers Nvidia no Ubuntu

Depois que a instalação terminar, reinicie o computador e tudo estará pronto!

Vale a pena fazer duas observações:

1 - Caso você não vá usar o Ubuntu para games e queira usar o Driver "testado", como explicado no início do artigo, você pode pular a etapa de adição do PPA, indo direto para a aba de "Drivers adicionais" e instalando da mesma forma. Isso torna o processo extremamente simples.

2 - Independente do modo que você escolheu instalar, terminal ou interface, ao final do processo você terá um novo aplicativo adicionado ao seu sistema, abra o menu e procure por "Nvidia X Server Settings", através dele você poderá fazer ajustes no comportamento da sua placa de vídeo e monitorar a temperatura, frequência, entre outras coisas.

É mais fácil do que parece!


Um tutorial como este é ligeiramente técnico, mas ele não é nada difícil. Ele parece "longo" ou "complicado" por conta do passo a passo detalhado, mas de verdade, é um procedimento que você não leva (literalmente) nem um minuto para fazer, é realmente simples e funcional.

Para os gamers de Linux especialmente, versões mais recentes de drivers de vídeo representam melhor desempenho com Vulkan e com o DXVK para jogar os games através do Proton/Steam Play. 

Adicionado o PPA, você receberá também atualizações dos drivers e sempre que houver um novo lançamento, basta ir até o mesmo painel e fazer a alteração.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo