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Fedora 29 está finalmente disponível para download!

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os desenvolvedores do Fedora anunciaram a disponibilidade da versão 29 da distro comentando que em breve o sistema operacional comemorará 15 anos desde o lançamento do Fedora Core 1, fazendo assim o anúncio das novidades não de um Fedora "core", mas de uma versão Workstation, Server, Atomic Host e uma grande coleção de Spins, como são chamadas as versões comunitárias com focos específicos do Fedora.

Fedora 29





Segundo os próprios desenvolvedores, seria um marco esperar mais uma semana para lançar o Fedora novo exatamente na data de aniversário do Fedora Core 1, mas eles decidiram não fazer a comunidade esperar e acreditam que esta é a melhor versão do Fedora de todos os tempos. A versão GNOME, em especial, na minha opinião realmente traz várias features interessantes, conforme mostramos no vídeo a seguir:


Talvez uma das maiores novidades seja o "Fedora Modularity", um recurso que permite distribuir diferentes versões de pacotes na mesma base do Fedora, leia mais sobre aqui.

Na versão principal, Workstation, temos o GNOME 3.30, com melhorias em vários aspectos, na versão para arquitetura ARM temos agora a função ZRAM ativada, e uma versão Vagrant para o Fedora Scientific.

Meu grande destaque na versão GNOME é a integração com softwares de terceiros, que agora podem ser ativados com um simples clique do mouse, o que disponibiliza a instalação das últimas versões de drivers Nvidia, Google Chrome e Steam no Fedora, eliminando qualquer complicação, além de permitir o gerenciamento de softwares de forma automatizada para aqueles que desejarem, como mencionamos no vídeo acima.

👁 Leia as notas de lançamento do Fedora 29
Faça o download do Fedora 29
Faça o download de uma das Spins do Fedora 29

Se você já usa o Fedora 28, é possível fazer a atualização para a última versão, consulte o tutorial disponibilizado pela equipe do Fedora aqui.

Você já está usando a nova versão do Fedora? Conte pra gente a sua experiência!

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Confiram as novidades do Linux Mint 19.1 que chegam em Dezembro

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No blog oficial do Linux Mint, Clement Lefebvre (idealizador do projeto), anunciou algumas mudanças no visual do Cinnamon e também agradeceu aos apoiadores do projeto

 Confiram as novidades do Linux Mint 19.1 que chegam em Dezembro






Ao todo foram anunciadas três novidades em relação a interface gráfica e uma em relação ao XApps (aplicativos esses que são padrões nas 3 versões do Mint).

A primeira novidade em relação a interface é com o tema Mint-Y, que recebeu melhorias e mudanças sutis feitas por Joseph McCullar, adicionando maior contraste às fontes e apps ícones, o que deixará o desktop mais vívido, você pode ver um exemplo na imagem abaixo:


A diferença também é perceptível  quando o tema é aplicado na área de trabalho, com isso os ícones estão mais escuros e às bordas das janelas estão com uma facilidade de identificação melhor também.


Nos dois exemplos mostrados ficam evidentes as melhorias feitas por Joseph, na primeira ficando à direita e na segunda ficando abaixo da linha vermelha.

A segunda melhoria foi a correção de ícones monocromáticos em fundos brancos ou quando o usuário alterar a cor do fundo e assim não ficando funcional, como por exemplo em submenus e afins.  Para resolver esse problema, o Linux Mint 19.1 será fornecido com suporte para ícones simbólicos para o  Redshift, para o Applet de controle de volume d ambiente MATE, da ferramenta de teclado na tela (onboard) e para o applet de gerenciamento de rede.

A terceira mudança vem no Cinnamon e sua versão 4.0,  que vai trazer um novo layout do painel. Haverão mudanças na cor, tamanho e ícones para que eles se comportem melhor em telas com diferentes resoluções.

Colocando um visual mais moderno no Cinnamon

A grande mudança no Cinnamon é adesão de um novo sistema de gerenciamento de janelas inspirados em dois  applets famosos, o Icing Task Manager e CobiWindowsList, applets esses que deixam as janelas com aspectos parecidos já adotados por outros sistemas, como Windows, macOS e Ubuntu. Esses applets fazem com que às janelas abertas fiquem “juntas” e que a exibição dessas janelas seja sobreposta. Segundo Clement, ele veio trabalhando nessa solução junto com Niko Krause, Joseph e Jason para implementar essa funcionalidade no sistema, como reflexo da popularidade dos Applets, embutindo essa função diretamente no Cinnamon.

É uma postura que nos agrada especialmente, pois, como comentados no Diolinux Friday Show sobre “O que há de errado com o GNOME”, a noção de você observar quais são os complementos mais baixados e adicioná-los como funcionalidades ao sistema é uma forma muito elegante de entregar o sistema que os usuários desejam.

Outra melhoria feita no Cinnamon foi a adequação dos ícones aos diferentes tipos de ícones no painel, podendo ir dos 24x ao 64x sem perder a qualidade e nitidez dos mesmos. Esse recurso é especialmente bom para quem usa o Mint em telas de altíssima resolução.

Já na parte do sistema serão lançadas duas melhorias bem sutis mas muito bem-vindas. A primeira foi em relação aos XApps, onde Stephen Collins adicionou uma nova forma de selecionar os ícones que estão presentes na biblioteca do sistema, assim mostrando os ícones e o caminho deles.  A nova ferramenta permite que você troque o ícone de qualquer aplicação de uma forma muito simples e intuitiva conforme a sua vontade.


No Update Manager haverão novidades também, foi adicionado o suporte para kernels mainline e assim podendo ser escolhidos pelo usuário versões diferentes da que vem por padrão instalada, semelhante ao Manjaro.

Por último e não menos importante, o ‘Welcome” ou “Bem Vindo” do Linux Mint agora vai deixar você escolher qual layout quer usar no sistema, sendo possível escolher entre “Traditional” (Tradicional) ou “Modern” (Moderno). O tradicional é o Mint exatamente como você conhece, e o “moderno” é este com ícones sobrepostos na barra, assim como no Windows 10, essa mudança provavelmente deixará a interface do Linux Mint ainda mais amigável para quem vem do Windows, ainda que seja uma mudança simples.

Para maiores informações, acessem o blog oficial deles.

Legal ver a equipe do Linux Mint querendo dar uma “polida” no sistema e assim dar uma cara mais moderna para o sistema e assim querer atrair mais usuários para o sistema,  principalmente aqueles vindo do Windows (7 e 10) e fazendo com que a curva de aprendizado seja menor e facilitando a adaptação dos mesmos.

O Cinnamon é uma das últimas interfaces da lançar esse modo nativamente, algo que você já encontra no KDE Plasma e no próprio GNOME Shell há muito tempo, mas, antes tarde do que nunca, certo? As versões 19.x geralmente são lapidações da versão 19, ainda que existam aprimoramentos, certamente mudanças maiores são esperadas para a versão 20 do Linux Mint, que sairá somente em 2020.

Conte-nos através dos comentários o que você achou das novidades e o que tem achado do Linux Mint 19. =) 

Até a próxima e um forte abraço.
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Revelado o provável nome do Ubuntu 19.04, se chamará Disco Dingo, mas hein?

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No dia de hoje foi dado uma pista e muito quente quanto ao novo nome do Ubuntu 19.04, indicando um nome nada comum: “Disco Dingo”. Se esse nome se manter vai ser a segunda versão do Ubuntu em ter a dobradinha no nome com a letra D, como foi na versão 6.06 “Dapper Drake”.

 Revelado o provável nome do Ubuntu 19.04, se chamará Disco Dingo, mas hein?





O nome apareceu em dois sites do projeto Ubuntu, um foi no launchapd.net e o outro no archive.ubuntu.com, onde aparece os codinomes “Disco Dingo” e “Disco” respectivamente.

A composição dos nomes das versões do Ubuntu é feita com um adjetivo e o nome de um animal, ambos começando com as mesmas letras.

A palavra DISCO pode ser interpretada de duas formas, a primeira é a de um lugar onde se faz uma festa ou um clube aonde as pessoas dançam com luzes, um seja, uma Discoteca. A outra é o gênero musical mesmo, “Disco Music”, manja? Boca de sino e “us badalaqui tudo, bicho”.

O nome "Dingo" é referente a um cão selvagem que vive na Austrália,  sua pele se parece com uma cor “Areia”, além de caçarem em bando ou sozinhos e ficar de “mau humor” quando os humanos chegam perto. Na Austrália o nome do bichinho ficou com outro significado, como “covarde”, fazendo uso de uma expressão local. 

O Ubuntu 19.04 chega em Abril de 2019 e terá suporte de 9 meses. Ele poderá vir com o GNOME 3.32 e vários outros pacotes nas suas versões mais recentes, mas por hora não se tem maiores informações (até o fechamento e publicação deste post.).Também não foi divulgado nada no site pessoal do Mark Shuttleworth sobre o assunto.

Agora é esperar para ver o que a Canonical “está aprontando” com o Ubuntu e quais vão ser as novidades e melhorias que ela vai implementar em seu sistema.

Só acho que eles perderam a chance de chamar o novo Ubuntu de “Dauntless Diolinux”, mas tudo bem…, a gente espera ao alfabeto virar de novo! xD

Espero você até uma próxima e um forte abraço.

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Conheça as novidades do recém lançado Manjaro Linux 18

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Os desenvolvedores do Manjaro anunciaram o lançamento de uma nova versão do sistema. Apesar de ser Rolling Release, de tempos em tempos os desenvolvedores atualizam a ISO do sistema para compilações específicas, convergindo pacotes que estavam em linhas instáveis de desenvolvimento anteriormente para a versão estável do Manjaro e acrescentando novidades.


Manjaro Linux Illyria






Existem várias novidades interessantes neste lançamento do Manjaro, entretanto, para aqueles que usam a distro regularmente, essa nova atualização parecerá mais uma lapidação do que algo "super novo", porém, se fazia um certo tempo que você não testava o Manjaro, saiba que esta versão está ainda mais completa e fácil de utilizar.

Confira o vídeo abaixo que fizemos para mostrar para você os principais destaques da nova versão do Manjaro em uma de duas versões principais, com a interface XFCE:


Vamos aos destaques da versão 18 do Manjaro, que recebeu o codinome "Illyria". No título eu usei a palavra "recém", mas na verdade, ainda que sejam poucos dias, o Manjaro 18 foi lançado no dia 28 de Outubro, então, estamos um pouco atrasados! Mas ao invés de lamentar, deixe-me mostrar o que novo Manjaro pode lhe oferecer. 😊

Manjaro 18 Illyria


Atualmente, somente as versões principais do Manjaro, com XFCE, KDE Plasma e GNOME Shell estão disponíveis, as versões comunitárias ainda deverão ser lançadas nos próximos dias. Você pode fazer o download da versão 18 do Manjaro através do site oficial

Se você já está usando o Manjaro, basta manter o seu sistema atualizado, o próprio gerenciador de pacotes deverá te orientar para a atualização, porém, você pode fazer a atualização via terminal com o seguinte comando:
sudo pacman -Syyu
Claro, é sempre bom fazer um backup antes de qualquer procedimento como este, just in case.

Manjaro XFCE


Finalmente o XFCE recebeu uma atualização! Não é a toa que o XFCE é uma das mais leves e debugadas interfaces do mundo Linux, há muito tempo ele não recebia grandes upgrades e, para falar a verdade, ele realmente não recebeu nada de exuberante, como era de se esperar, mas temos uma nova versão! XFCE 4.13. Você pode ver um relatório bem completo de todas as novidades do XFCE na página de desenvolvimento do Xubuntu, os mesmos benefícios são esperados no Manjaro.

Nesta nova versão do sistema, os desenvolvedores do Manjaro tentaram melhorar a experiência de uso no desktop, trazendo um novo tema e um novo recurso do "Manjaro Hello", a tela de boas-vindas, onde é possível selecionar, instalar e remover aplicativos populares do sistema.

* Até mesmo aquele detalhe no design dos ícones no menu, que eu havia mencionado no vídeo acima, foi corrigido. Boa Manjaro!

Manjaro Linux 18
Manjaro 18 XFCE usando o tema Adapta-Maia e rodando Kernel 4.19

Um novo recurso interessante provindo do XFCE é o chamado "Display Profiles", ele permite que sejam criados perfis de configuração de monitores, o que torna a vida de quem trabalha com multimonitores eventualmente mais prática. 


Manjaro KDE


Enquanto a versão XFCE continua sólida como uma rocha e com poucas novidades, considerando o KDE, este sim é um mar de novidades a cada lançamento. O Manjaro KDE continua a oferecer uma das melhores experiências com o Plasma nas distros Linux atualmente.
Manjaro KDE Pĺasma


Temos a versão 5.14 do Plasma chegando ao Manjaro e os KDE-Apps na versão 18.08, não existe nada especificamente criado pelo Manjaro para o Plasma, além de suas aplicações tradicionais que são usadas em todas as versões principais, como o supracitado "Manjaro Hello", "MHWD" para configuração de drivers, o aplicativo responsável pela configuração do idioma e por gerenciar as versões do Kernel, etc. Todas fazendo parte do excelente "Manjaro Settings Manager".
No Manjaro KDE, a "Manjaro Hello" não mostra a opção de gerenciar aplicativos, como mostra na versão XFCE e GNOME. As configurações do "Manjaro Settings Manager" são integradas ao painel de controle do KDE e temos uma opção avançada para configurar o SystemD.

SystemD KDE Pĺasma Manjaro

Manjaro GNOME


O Manjaro GNOME é a versão mais  recente a fazer parte da família de versões oficiais do Manjaro, mas não por isso ele é menos importante. O GNOME chega na versão 3.30 para o novo Manjaro, o que traz várias melhorias para o GNOME Shell e aplicações GNOME em si.

GNOME Shell Manjaro


O GNOME do Manjaro é altamente modificado, muito mais do que o do Ubuntu até, com uma série de extensões instaladas adicionadas por padrão e outro "punhado" instaladas, apenas esperando pela sua ativação. Inclusive, existe uma opção no sistema que permite reverter todas as modificações no GNOME implementadas pelo time do Manjaro para que você possa usar a versão "Vanilla" do ambiente, semelhante ao que você encontraria no Fedora.

A versão GNOME do Manjaro também vem com o tema "Adapta-Maia" por padrão, dando um visual mais moderno, com inspiração no Material Design, para a distro. Em termos de consumo de RAM, a versão do GNOME do Manjaro ainda continua um pouco acima do que as demais versões, menos otimizado que o Ubuntu 18.10 neste sentido, mas melhor que o 18.04.

O Kernel do Manjaro e mais novidades


O kernel 4.19 LTS é agora usado como padrão, ainda que você possa instalar outras versões facilmente através do gerenciador de Kernel. 

Temos também um novo Pamac (padrão das versões XFCE e GNOME) capaz de editar os PKGBuild, tornando-se um "ajudante" mais completo para o usuário que deseja trabalhar com o AUR. Todos os arquivos usados em um compilação serão armazenados no diretório "/var/tempo/pamac-build-user", onde "user" é o seu nome de usuário.

Outra novidade legal com o Pamac é que agora ele possui novos comandos que podem ser usados via linha de comando, funcionando de uma forma mais inteligível, como o apt, dnf, zypper, yum, etc. Com comandos simples como:

sudo pamac update, sudo pamac install pacote, sudo pamac remove pacote,sudo pamac upgrade e outros, consulte o manual da ferramenta.

O instalador padrão do Manjaro, o Calamares, agora usado pelo Lubuntu 18.10 também, foi atualizado e recebeu correções de bugs menores. 

Se você gosta de jogar, boas novas também! O Manjaro 18 inclui suporte para a geração mais recente de drivers Nvidia, 410.x e Mesa Driver 18.3, facilmente instaláveis através do gestor de drivers do sistema.

O que mais virá?


O Manjaro me parece no início de um projeto de "comercialização" da distro, fazendo parcerias para lançar a distro com Laptops de fábricas e coisas do tipo, como já acontece com alguns modelos. 

Pisar no terreno onde a resposta do consumidor se dá em compra de um produto é um pouco diferente do que simplesmente "agradar a sua própria comunidade" e isso tem levado ares mais profissionais ao projeto, ao que me parece.

O Manjaro sempre foi uma distro "dirigida pela comunidade", ou como se usa na expressão em inglês, "a community-run distro", porém, o mercado, ainda que muito dele nesse caso seja a própria comunidade Manjaro, exige certos padrões, certos cuidados. Reflexo disso é a melhoria feita nos temas do sistema, lapidando a usabilidade, criando novos recursos que facilitem a vida dos usuários e coisas do tipo.

Ainda assim, existe ainda um grande caminho a ser trilhado, potencial e competência nós sabemos que os profissionais do Manjaro tem, quem sabe o que eles vão fazer no futuro?

O que eu vou escrever agora pode parecer um "sacrilégio" para muitos e pode ir contra ou a favor do que os desenvolvedores do Manjaro desejam, sinceramente eu não sei o posicionamento deles quanto a isso. Mas tomando o pressuposto de recursos são finitos, tanto humanos, quanto tecnológicos, e mesmo tempo; para o Manjaro ficar ainda melhor seria interessante eles terem apenas uma única versão oficial e transformar o restante em versões da comunidade. Focando assim recursos de desenvolvimento em uma distro apenas. Menos é mais geralmente, e o Manjaro é um exemplo de distro com versões com "todas" as interfaces, o que não é necessariamente bom (e nem ruim).

Curiosamente não foi o que eles fizeram ao agrupar a versão GNOME recentemente para o "set" de versões oficiais, o que vai totalmente ao oposto do que eu disse, mas o Manjaro tem, na minha modesta opinião, junto com o KDE Neon, um dos KDE Plasma mais interessantes, atrelado ao AUR e as ferramentas que o Manjaro dispõem, seria um caminho interessante para se seguir, focando a energias em melhorar uma única versão, em um único ambiente.

Fico me perguntando o que aconteceria com a distro, mercadologicamente falando, caso isso acontecesse...

Ainda assim, mesmo com três versões oficiais distintas, e várias edições comunitárias, o Manjaro continua "arrasando corações" por aí. 


O que você acha?

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IBM compra Red Hat por US$34 BI, maior aquisição da história do software

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Nesse fim de semana a comunidade open source e de tecnologia foram surpreendidas com a notícia bombásticas, com a venda da Red Hat para a IBM pela bagatela de US$34 BI. Só a efeito de comparação, o GitHub foi vendido por US$7,5 BI.

IBM compra Red Hat por US$34 BI, maior aquisição da historia do software








Depois de fortes rumores que surgiram na semana passada, eis que se concretizaram os boatos e a Red Hat foi vendida para a IBM, que pagou US$190 por ação da “empresa do chapéu vermelho”. Se nada atrapalhar e não ocorrer nenhum imprevisto, a compra será concluída no segundo semestre de 2019.
A Red Hat é uma empresa de tecnologia que oferece vários serviços dentre eles o Red Hat Enterprise Linux (RHEL), que é pago, e o Fedora, que é gratuito e com o suporte vindo da comunidade. A empresa também vende soluções para virtualização, suporte e computação na nuvem.
Atualmente a IBM é a terceira maior empresa que fornece serviços em nuvem no mercado, ficando atrás somente da Microsoft e Amazon em termos de receita.
Red Hat hoje fornece um vasto leque de serviços para rivais da IBM, incluindo Google e Amazon, mas segundo a IBM querem “continuar construindo e aprimorando” essas parcerias daqui para frente.

Sobre a aquisição, CEO da Red Hat e o chefe da IBM deram as seguintes declarações:

A aquisição da Red Hat é uma mudança de jogo. Isso muda tudo no mercado de nuvem. A IBM se tornará a fornecedora número um do mundo de nuvem híbrida, oferecendo às empresas a única solução de nuvem aberta que irá liberar o valor total da nuvem para seus negócios.” diz Ginni Rometty, chefe da IBM.


“Unir forças com a IBM nos proporcionará um nível maior de escala, recursos e capacidades para acelerar o impacto do código aberto como base para a transformação digital e levar a Red Hat a um público ainda maior - preservando nossa única cultura e o compromisso inabalável da Red Hat. com a inovação de código aberto. Nós mal arranhamos a superfície da oportunidade que está à nossa frente. O código aberto é o futuro da TI corporativa. Acreditamos que nosso mercado total será de US $ 73 bilhões até 2021. Se o mundo está consumindo software - e com a transformação digital ocorrendo em todos os setores, e realmente está - o código aberto é o ingrediente-chave.” disse Jim Whitehurst, CEO da Red Hat.


Como não poderia faltar, como já aconteceu na venda do GitHub para a Microsoft, tem um pessoal de dentro da comunidade com certo ar de desconfiança e achando que a IBM pode estar tramando algo para prejudicar ou até mesmo acabar com o projeto Fedora. Mas também tem pessoas achando isso muito benéfico e ainda torcendo que de muito certo essa parceria, pois isso seria mais investimentos (money) para o Fedora.

A opinião do autor (Ricardo)

Creio eu que isso é movimento sem volta e só tende a crescer e até ter mais aquisições em um futuro próximo, como por exemplo a Google podendo comprar a Canonical e assim “explodir” o Linux para desktops, usando o Ubuntu como carro chefe e assim aumentando a aceitação da população em geral (já acertei sobre os games em Linux, não custa nada tentar nós desktops rsrs).

A opinião do autor (Dionatan)

A grande questão é que a Red Hat é uma das principais empresas a terem “carregado” o Linux em épocas vindouras, assim como softwares Open Source, é uma empresa apaixonada pelo tipo de mensagem que passa, a preocupação da comunidade é compreensível, no entanto, geralmente quando uma grande empresa compra a outra, existem dois objetivos, para simplificar, usar a tecnologia desenvolvida para essa empresa para ganhar mais qualidade em seus serviços e continuar lucrando e expandindo. 

A Red Hat já tem uma grande cartela de clientes que confiam em seus serviços, algo que foi conquistado ao longo de anos e anos de empenho e bom serviço prestado, a IBM, agora dona da empresa, só tem a ganhar com a expansão da marca Red Hat. Como comentei no Twitter em resposta ao meu amigo Alfredo Heiss, da AMD, ainda é cedo para dizer o que ocorrerá, mas não é como se pudéssemos interferir também, então nos resta aguardar e torcer.

Eu achei importante colher algumas opiniões sobre pessoas que podem fazer mais do que especular, ou pelo menos, especular com maior propriedade, então falei com alguns amigos meus que trabalham na Red Hat para colher as suas opiniões sobre o assunto:

"Nós só sabemos o que todo mundo sabe, a informação que temos se resume ao que foi publicado nas mídias oficiais da Red Hat

Em uma opinião estritamente pessoal e individual, eu estou otimista, a cultura e os valores da Red Hat são fortes e a perspectiva é de levar um pouco dessa cultura para dentro da IBM! E além disso o panorama de liderança em Cloud é bastante positivo.
#RedWillStayRed!", comenta Bruno Rocha - Quality Engineer - Red Hat.

Outra pessoa importante a ser ouvida neste momento é o saudosista Jon “Maddog” Hall, (fan fact: Já pude sentar ao lado dele em uma viagem de avião, o cara é o “Papai Noel do Open Source”, muito gente boa!), ele escreveu um belo texto sobre assunto na “Linux PRO Magazine”, especialmente para os mais alarmistas, vale a pena ler.

A Red Hat nunca me pareceu uma empresa que deixaria ser comprada sem assegurar que os valores do Open Source que eles tanto cultivam fossem respeitados, no fim, quem viver verá! A fusão completa ainda deve demorar muito tempo. Para quem quiser ver a nota oficial da IBM, segue o link.,

Agora nós conte aí nos comentários o que você acha dessa compra e se ela vai ser benéfica ou não para o Red Hat e Fedora.

Até a próxima e um forte abraço.
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GTX 1050Ti iGame com desconto de 50%, ótima opção para jogar no Linux!

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domingo, 28 de outubro de 2018

Os nossos parceiros da Tomtop nos comunicaram sobre uma promoção de Halloween que eles estão fazendo com placas de vídeo. Como muitos nos acompanham por conta da acensão de jogos no Linux e sempre nos pedem recomendações deles modelos que podem rodar os jogos, esta pode ser a oportunidade de comprar uma boa placa por um preço, bem abaixo do normal.

GTX 1050 Ti






Quem estava em busca de uma boa promoção para comprar uma nova placa de vídeo compatível com jogos no Linux, podendo usar tecnologias como o Vulkan e o Steam Play sem precisar pagar muito, pode encontrar aqui uma boa oportunidade.

A Tomtop, patrocinadora do Diolinux, está vendendo a GTX 1050 Ti iColor por apenas R$ 697.16, 50% OFF. Clique aqui para saber mais.

Cupom: BRAZILONLYGTX



A promoção deve durar pelo menos mais 4 dias apenas, então fique ligado para não perder o prazo.

Esse modelo da GTX 1050 Ti tem uma saída Display Port, uma saída HDMI e uma DVI, além de um botão de "Boost", que permite que você aumente o clock da placa facilmente em 200 Mhz aproximadamente. Com 4GB de memória de vídeo, ela deve ser o suficiente para rodar a maior parte dos games do mercado, ainda que não sejam em sua qualidade máxima.

Atualmente eu uso uma 1060 de 3GB e ela consegue dar conta de todos os games que rodamos nas nossas lives na Twitch, como Warframe, GTA V, Rocket League, PES2019, todos rodando no Linux. São duas placas muito próximas.

Os únicos contras de comprar uma placa de fora do Brasil como esta é uma possível taxação no produto e a garantia, não porque não tenha garantia ou algo do tipo, porque ela tem, o problema é provavelmente a logística. Você teria que enviar a placa de volta em caso defeito e aguardar ela voltar ou receber uma nova, e isso naturalmente pode demorar mais do que você gostaria.

Eu diria que é uma balança que só você pode desempatar, o valor realmente é muito abaixo do praticado aqui no Brasil, dificilmente você encontra alguma GTX 1050 Ti nova por menos de mil Reais. Pese o que é mais importante para você e boas compras!
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Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Recentemente o pessoal do ZDNet soltou uma publicação em que alerta para uma nova falha de segurança no Xorg  que afeta distros Linux e BSD.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD






A falha encontrada é no X.Org Server e ela permitia (sim, no passado mesmo) que o invasor conseguisse acesso limitado ao sistema que poderia ser via terminal localmente ou em uma sessão SSH remotamente, assim conseguindo mudar as permissões e conseguindo o modo Root.

A vulnerabilidade não está na categoria  de falhas do tipo “as bad-as-it-gets”,  e ela também não preocupa computadores com segurança alta e bem planejada, mas um pequeno deslize pode transformar rapidamente algo não tem preocupante uma invasão terrível, comenta Catalin Cimpanu.

Um consultor de segurança ouvido pela ZDNet,  Narendra Shinde, alertou que tal falha foi apontada no seu relatório de Maio de 2016 e que o pacote do X.Org Server continha essa vulnerabilidade  que poderia dar aos invasores privilégios de root e podendo alterar qualquer tipo de arquivo, até os mais cruciais para o sistema operacional.

Tal vulnerabilidade foi identificada com a “flag” CVE-2018-14665 e nela foi observado o que poderia ter causado tal falha. O manuseio incorreto de duas linhas de código, sendo elas “as -logfile” e “-modulepath”, teria permitindo que os invasores insiram os seus códigos maliciosos. Essa falha é explorada quando o X.Org Server roda com privilégios de root e isso é comum em muitas distros.

Desenvolvedores da X.Org Foundation já estão planejando soltar uma correção para o X.Org 1.20.3 e assim corrigir esses problemas causados por essas duas linhas.

Distribuições como Red Hat Enterprise Linux, Fedora, CentOS, Debian, Ubuntu e OpenBSD já foram confirmadas como impactadas, e outros projetos menores também são afetados.

As atualizações de segurança que contém o pacote corrigem a vulnerabilidade do X.Org Server  devem ser implantadas nas próximas horas e dias. No Linux Mint e no Ubuntu a correção já foi liberada e confirmada pela nossa equipe, basta atualizar o seu sistema, o mesmo, possivelmente pode se dizer das demais, verifique as suas atualizações.

Isso mostra que o Linux e o BSD não estão “salvos” de falhas e “escorregões” como essa, e assim mostrando que esses sistemas operacionais não são “imbatíveis”, mas ainda assim são alternativas robustas e seguras em relação aos sistemas Windows. Problemas como este no X.org demonstram mais uma vez a importância do desenvolvimento ativo de alternativas como o Wayland.

Espero você na próxima, forte abraço.
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