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Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Em setembro de 2017 foi iniciado o desenvolvimento do OrtogOnBlender, um add-on orientado ao planejamento de cirurgias ortognáticas que de uma maneira simplista, corrige deformações faciais em adultos.

Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos






O objetivo do add-on sempre foi facilitar a vida dos usuários iniciantes ao empacotar uma série de comandos em um botão e oferecer características que não estão presentes no Blender nativo, como a importação de tomografias computadorizadas e digitalização de objetos por fotos (fotogrametria).

Hoje, um ano depois, o OrtogOnBlender foi usado em um grande número de planejamentos de casos reais e sou procurado todos os dias por especialistas da área da saúde interessados em utilizar a plataforma, bem como por empresas e profissionais para ministrar aulas do add-on.

“Geralmente ensino os conceitos básicos e depois vou evoluindo para comandos mais complexos, mas desta vez algo diferente aconteceu. Fui contratado por uma empresa que já utiliza o Blender (rodando no Linux!) há mais de dois anos. O objetivo deles era conhecer um pouco mais do OrtogOnBlender e, logo, usar o Blender de forma mais presente no workflow reduzindo o tempo do planejamento digital”, comenta Cícero Moraes, idealizador do projeto OrtogOnBlender.

A empresa em questão é a PROMM Indústria de Equipamentos Cirúrgicos. Fundada no ano de 1993, sempre desenvolveu próteses de modo manual, até que o responsável técnico, Msc. Eng.º Eubirajara Medeiros, começou a estudar o Blender e, aos poucos, foi sendo bem-sucedido na digitalização do processo manual de planejamento, até que, em 2016, o programa passou a ser utilizado de forma ampla.

O curso de Computação Gráfica 3D Avançada Aplicada às Ciências da Saúde chegou em um bom momento, posto que parte do processo, como a reconstrução de tomografias computadorizadas, por exemplo, era feita em um programa externo. Agora passará a ser feita "dentro do Blender" com o OrtogOnBlender.
Além disso, os funcionários passarão a utilizar a fotogrametria para digitalizar a face dos pacientes que recebem os procedimentos cirúrgicos, de modo a projetar o pós-cirúrgico digital e acompanhar a evolução dos tratamentos. É importante informar que a visualização do pós-cirúrgico digital é executada e acompanhada apenas pela equipe e pelos cirurgiões, sendo vetada ao paciente, por razões éticas e legais.

A partir de agora, o caminho natural da parceria entre a PROMM e o OrtogOnBlender tende a ampliar o know-how relacionado a automatização de processos de reconstrução de tomografias em 3D, dinâmica de tecidos moles e uso do Python script para demais cálculos e projeções necessários no campo da confecção de próteses faciais e cranianas. 

O projeto OrtogOnBlender teve origem com o nosso grande amigo e excepcional profissional, Cícero Moraes, ele já concedeu entrevistas para o canal e você pode conferir abaixo:




Para instalar o OrtogOnBlender no Linux, basta seguir esse tutorial na pagina do projeto.

Espero você ate uma próxima e um forte abraço.
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Como os softwares open source podem potencializar ações humanitárias

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A Red Hat, uma das principais fomentadoras da transformação digital, desenvolveu em parceria com a UNICEF (Organização das Nações Unidas) , o School Mapping, projeto que usa tecnologia para auxiliar governos a otimizar seus sistemas de educação.

 Como os softwares open source podem potencializar ações humanitárias






A iniciativa usará imagens de satélite de alta resolução e técnicas de deep learning para mapear escolas em todo o mundo. Os dados gerados ajudarão a identificar onde estão as lacunas e necessidades de informação e servirão como evidência para pedidos de conectividade, ajudando governos a otimizar seus sistemas de educação. Isso também permitirá que a UNICEF meça as vulnerabilidades, melhore a resposta a emergências e a resiliência contra desastres naturais e crises.

Usando várias tecnologias open source da Red Hat, incluindo o Red Hat OpenShift Container Platform e o Red Hat Ansible Automation, as equipes da Red Hat e da UNICEF Innovation colaboraram para permitir que cientistas de dados investigassem e explorassem conjuntos de dados que permitissem obter conhecimento para ajudar crianças em situações de emergência.

“Com o apoio da UNICEF criamos uma plataforma open source reutilizável para aplicar big data para o bem da sociedade. Também tivemos a satisfação de realizar melhorias no Magicbox, plataforma da organização voltada ao compartilhamento de dados entre entidades públicas e privadas. O sistema funciona como local de testes para a construção e lançamento de novas aplicações que podem ajudar a solucionar os problemas humanitários mais urgentes em relação às crianças”, explica Fábio Pereira, Head do Open Innovation Labs da Red Hat na América Latina.

Para saber mais detalhes de como foi o processo de desenvolvimento das ferramentas, assista a esta série de vídeos.
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Aproveite o que restou da Black Friday na Banggood!

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Os nossos patrocinadores da Banggood nos enviaram uma página especial com descontos para produtos diversos que eles criaram com os estoques restantes da Black Friday, a ideia é fazer "uma limpa" antes da chegada das promoções das festas de final de ano. Se você estava querendo comprar alguma coisa, essa pode ser uma boa oportunidade.

Banggood Cyber Monday






Dentre os produtos com desconto você encontra várias equipamentos interessantes para que faz manutenção em computadores, como removedores de solda, até equipamentos mais lúdicos, como drones domésticos.

Você encontra também vários kits de ferramentas, itens para impressoras 3D, lâmpadas inteligentes, sensores, Raspberry Pi, entre muitas outras coisas.


Aproveite as ofertas, até a próxima!
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Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint

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Poder personalizar a sua distro Linux da maneira que você bem entender é uma das vantagens do mundo Linux. Hoje vamos mostrar um conjunto de personalização, o Flat-Remix que se baseia no Material Design.


 Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint





O Flat-Remix usa o tema Arc como base para a construção do seu tema, ele é feito pelo usuário daniruiz lá no GitHub. O tema tem 4 modos com variações, que são: Dark e Dark-Solid; Darker e Darker-Solid; Darkest e Darkest-Solid e GTK e GTK-Solid.

Instalação


O tema Flat-Remix tem temas tanto para o GTK quanto para ícones, assim podendo ser instalados separados, entretanto, nesse artigo vamos mostrar como instalar eles juntos e assim usá-los em conjunto também, criando um visual homogêneo. Para instalar o tema no Ubuntu/Mint temos duas formas, pode ser tanto da forma manual (criando pastas), quanto instalando via repositório. Vamos mostrar os dois para você:

Modo “Manual”


Primeiro vamos instalar o Flat-Remix para GTK, ele pode ser baixado aqui. Salve ele em um lugar em que você tenha fácil acesso.

Depois de baixado, você tem que conferir se a pasta oculta .themes existe no sistema, se ela não existir basta criar a pasta na sua home com esse nome, mas lembra-se de colocar o “.” ponto antes do nome da pasta, no Linux as pastas que começam com “.” são consideradas pastas ocultas do sistema e é assim que ela tem que ser. Para poder visualizar as pastas ocultas para pressionar a combinação de teclas “CTRL+H”.

Feito isso, basta abrir o arquivo do tema que você baixou com o descompactador de arquivos e extrair o conteúdo dele na pasta “.themes” que você acabou de criar. O próximo passo é ir na ferramenta de customização da sua distro e aplicar o tema Flat-Remix no sistema. No Ubuntu é necessário usar o GNOME Tweaks e no Linux Mint você deve usar as próprias configurações tema no painel de controle do Cinnamon (ambiente gráfico).

Instalando tema via PPA


A outra forma de instalar o tema GTKé via PPA. Para instalar PPA via interface gráfica veja este artigo do blog. Vamos instalar via terminal, que é bem simples com apenas um comando o processo se resolve, basta abrir o terminal, copiar e colar este comando: 

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y

Depois de instalado, basta repetir o procedimento para mudar o tema, como mencionado logo acima.

Instalando o tema de ícones


Agora vamos instalar o tema de ícones do Flat-Remix, para baixar basta acessar este link. O procedimento para instalar manualmente é o mesmo que do tema, basta criar a pasta “.icons” ao invés da “.themes” na sua pasta home. Não esquecendo de usar o ponto antes do nome novamente. O resto do procedimento é exatamente o mesmo mesmo, usando as ferramentas já mencionadas para ativar os temas.

Para instalar via terminal vamos usar o mesmo PPA. Se você já o adicionei antes, agora é só rodar este comando no terminal:

sudo apt-get install flat-remix -y

Se você quiser poupar um pouco de tempo, é possível instalar tudo de uma só vez usando este comando:

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y && sudo apt-get install flat-remix -y

O resultado é esse dos prints do projeto abaixo.


Flat Remix GTK


Flat Remix GTK Darker


Flat Remix GTK Dark


Flat Remix GTK Darkest

Para ver os outro projetos do usuário daniruiz, basta acessar o GitHub dele.

Ter opções de temas nunca é demais né ? =).

Espero você numa próxima, um forte abraço
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SUSE inicia preparativos para conferência global em open source

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A SUSE está com inscrições abertas a participantes e chamada de trabalhos para o SUSECON 2019, conferência global em open source. Com o tema "My kind of open", o maior evento organizado pela empresa será sediado em Nashville, Tennessee, nos Estados Unidos, de 1 a 5 de abril de 2019.

 SUSE inicia preparativos para conferência global em open source








Com altos investimentos em colaboração e na escolha de parceiros, clientes e membros da comunidade, a SUSE redefiniu o conceito "open", tornando-se muito mais que uma empresa open source, com uma ampla liberdade. O SUSECON vai expor essa filosofia "open, open source", com a apresentação das mais recentes soluções de infraestrutura definidas por software e entrega de aplicativos, flexíveis o suficiente para implementação em qualquer lugar e responsáveis por alimentar a transformação digital e o crescimento dos negócios.

A transformação de TI exige novas tecnologias, como Kubernetes, soluções flexíveis e escaláveis, para o gerenciamento de dispositivos de IoT e os dados que eles coletam, além de soluções de Inteligência Artificial e machine learning, baseadas em computação de alto desempenho. O evento apresentará também soluções open source que têm ajudado as empresas a construir infraestruturas modulares e ágeis, usando abordagens multicloud e de nuvem híbrida, que preenchem o gap existente entre a TI tradicional e a TI de amanhã.

"O SUSECON triplicou de tamanho nos últimos anos, mantendo o espírito e a energia típicos da cultura SUSE. A conferência combina conteúdo técnico de alta qualidade com nossa abordagem aberta aos relacionamentos de negócios e nosso compromisso com um modelo de negócios e desenvolvimento 'open, open source'. O objetivo é fazer com que nossos clientes e parceiros sejam bem-sucedidos", afirma Michael Miller, presidente de Estratégia, Alianças e Marketing da SUSE.


"O momento atual é mais crítico para as organizações de TI do que nunca, com incertezas sobre o futuro e a transformação digital. O SUSECON 2019 contará com sessões técnicas minuciosas, laboratórios práticos e acesso direto a executivos e especialistas em tecnologia, que poderão fornecer uma visão clara do que está por vir e o que isso significa para as empresas digitais do futuro", complementa Miller.


Em 2017, Praga, capital da República Tcheca, recebeu a última edição da conferência global. Ali, a SUSE reforçou a importância de parcerias e alianças, contando inclusive sobre a colaboração com a SAP para a capacitação de empresas e de desenvolvedores na SAP Cloud Platform e sua ampla parceria com a Microsoft. Anunciou ainda novas versões de sua solução de gerenciamento, o SUSE Manager, e de sua plataforma de gerenciamento de containers, o CaaS Platform.

A cada ano, o SUSECON amplia os limites dos eventos organizados pela indústria, com conteúdo técnico, oportunidades de educação e certificação (incluindo exames complementares) e networking em um ambiente leve, divertido, envolvente e exclusivo SUSE. Por exemplo, neste ano, a SUSE convidou seus clientes, parceiros e simpatizantes da marca a participar dos lendários vídeos de paródias de músicas do SUSECON. Os participantes podem ganhar uma viagem para o evento, em Nashville, e ter sua música produzida pela SUSE, enviando a ideia da música principal junto à letra da paródia. A ideia e a letra do segundo lugar também serão gravadas e publicadas no YouTube.

Clientes, parceiros e entusiastas da comunidade são incentivados a enviar suas propostas de palestra. Para mais informações sobre o SUSECON, incluindo inscrições, call for papers e oportunidades de patrocínio, visite www.susecon.com.
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Conexão 5G no Brasil: uma realidade próxima?

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Quando o final de um ano se aproxima, costumam surgir nos meios de comunicação quais são as novidades para o ano seguinte. Afinal, as empresas querem preparar os consumidores para as mais diversas tecnologias que vão entrar no mercado. Uma das mais esperadas por muitas pessoas, especialmente no Brasil em que ainda não é uma realidade, é a conexão móvel 5G. Mas de fato, o que isso muda na vida das pessoas?

5G no Brasil






O primeiro passo é entender o que significa esse tipo de sigla. Basicamente, a internet móvel passa por mudanças conforme a tecnologia vai evoluindo. Há seis anos, noticiamos aqui a chegada da internet 4G no Brasil, ou seja, a quarta geração de conexão de internet por meio de dados móveis, um tipo que se utiliza para que o seu smartphone receba as mensagens e abra aplicativos que dependem de conexão quando você não está em uma rede Wi-Fi.

Atualmente, estima-se que cerca de 93% dos brasileiros se conectam diariamente por meio da tecnologia 4G. Acontece que, assim como outros itens da nossa rotina, o 4G também está obsoleto. Em 6 anos foi possível desenvolver uma estrutura melhor, para oferecer mais velocidade para os clientes, por meio da 5G.

Conexão 5G


Embora a tecnologia já esteja disponível, ainda deve demorar para que ela chegue no Brasil. Alguns lugares dos Estados Unidos estão recebendo esse tipo de transmissão somente agora, e por aqui, ainda há uma discussão entre as operadoras sobre quem vai comprar uma faixa da 5G. Ainda assim, para funcionar da melhor forma possível, é necessário que essas operadoras façam um grande investimento em infraestrutura, já que o que temos hoje não é suficiente para suportar esse tipo de conexão. Isso pode fazer com que leve ainda mais tempo para termos a atualização no Brasil.

Vamos voltar à pergunta do início: mas de fato, o que isso muda na vida das pessoas? Pois é, para alguns usuários muito pouco. Uma grande parcela da população utiliza os dados móveis do celular apenas para transferência de dados simples, como envio de mensagens e atualizações em redes sociais. Porém, para pessoas que trabalham pelo smartphone, fazem transferências financeiras ou mesmo jogam pelo celular, uma internet melhor seria um grande avanço.

Um contatação simples de fazer é que: As pessoas usam ferramentas mais simples e limitadas enquanto estão usando dados móveis, simplesmente porque a estrutura atual não torna possível ir muito além disso.

Um exemplo são as pessoas que jogam em plataformas de apostas. Muitos sites oferecem aplicativos para seus usuários, e uma conexão móvel mais rápida como a 5G garantiria melhor qualidade na entrega do serviço. Esse é um mercado que está em constante expansão, ainda mais com as promoções e bônus de boas-vindas que os sites de apostas oferecem. Melhor transferência de dados móveis seria um fator muito vantajoso para pessoas que lucram por meio de jogos, ou até mesmo para aqueles que lidam com investimentos voláteis, como forex. Isso porque, a agilidade é um fator chave em tais mercados. Falhas de conexão podem resultar em perdas significativas para os usuários, e não estamos falando só de "perder a paciência", mas de dinheiro mesmo.

Outras atualizações e promessas


Porém, é importante frisar que ainda que a tecnologia 5G chegasse rapidamente ao Brasil, a maioria dos equipamentos telefônicos não suportariam essa conexão. Pois é, comprou um celular novo que só suporta 4G pro Natal... só lamento. Por isso, a partir do ano que vem, novos modelos que possibilitam o uso do 5G começam a chegar ao mercado brasileiro e aí você vai precisar se dar de presente um novo aparelho se quiser usar a tecnologia.

As principais empresas que fabricam celulares já estão se adiantando e correndo para desenvolver um chip que seja compatível com esse perfil de transmissão de dados e algumas delas garantem que até metade do ano que vem teremos novos modelos. Ainda neste ano, a Motorola foi a primeira a lançar um modelo que atendesse a 5G. Uma curiosidade é que não é um modelo novo, mas sim um acessório (como um chip) que será utilizado para atualizar o seu equipamento. Já a tecnologia 5G em si, os otimistas acreditam que pode começar a funcionar em 2020. É esperar para ver.
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Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

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O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
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