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Gere códigos aleatórios para autenticação de 2 fatores no Linux com o Authenticator

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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Se você está procurando um aplicativo para ter a autenticação em 2 fatores no Linux, o Authenticator veio para isso. Com ele você vai poder gerar códigos aleatoriamente para várias contas que disponibilizam esse recurso, como Google, Twitch, Amazon, Blizzard entre outros.


 Gere códigos aleatórios para autenticação de 2 fatores no Linux com o Authenticator






O projeto é mantido pelo desenvolver belga, Bilal Elmoussaoui, que mantém outros projetos como Nautilus Folder Icons, o Audio Cutter,entre outros projetos que você pode conferir no GitHub dele.

Mas afinal, o que é autenticação de dois fatores?


Autenticação em dois fatores (ou 2FA em inglês) é altamente recomendado para proteger as suas contas onlines. A Google popularizou muito o mecanismo em suas contas nos últimos anos, possuindo ela própria um aplicativo similar, o Google Authenticator, compatível com Android.

Imagine que você tem uma casa ou apartamento e quer proteger ela além da tradicional chave (senha) que você usa. E para dar uma proteção a mais na sua casa, você instala uma fechadura biométrica, fazendo com que  além de você usar a sua chave, tenha que usar a sua digital para confirmar que é você mesmo (autenticação de 2 fatores). Isso muito provavelmente aumentará a segurança da sua casa (conta online) enquanto você não estiver por perto para ficar de olho. 

A autenticação em dois fatores pode ser feita de diversas formas, mas o interessante de aplicativos assim, que 2FA com conjuntos de números aleatórios e que ficam se renovando constantemente, é que mesmo que alguém, em algum momento descubra esses números, poucos segundos depois eles já não existem mais.

Mas aí você me pergunta, é preciso ter um autenticador desses para desktop??


Tecnicamente não, mas isso é mais como uma conveniência do que uma “necessidade” mesmo. Ele pode ser útil caso você não queira depender do seu Smartphone.

Como instalar o Authenticator?


O aplicativo foi criado para o ambiente GNOME, Budgie e MATE mas como ele é distribuído via flatpak, provavelmente funcione em outros ambientes gráficos. O prints que você vai ver foram retirados usando o Cinnamon com o Mint.

Ele tem um interface muito simples e intuitiva que facilita a adição dos serviços e que em alguns casos pode exibir um QR CODE para a criação deste duplo fator de autenticação.

O Authenticator tem suporte para mais de 290 sites e aplicativos, dentre eles: Amazon,Apple,Dropbox, Facebook,OneDrive,Google,YouTube,Twitch, entre outros.

Para instalá-lo, você vai precisar do suporte ao flatpak instalado na sua distro, além do repositório flathub adicionado,, como é o caso do Linux Mint, Fedora por exemplo. Se você usa o Ubuntu ou alguma distro que não tem suporte ao Flatpak nativamente temos esse tutorial no blog ensinando a instalar.

Depois de instalado o suporte, você tem duas possibilidades de instalação. A primeira é ir na loja de aplicativos da sua distro que já tem o suporte nativo ao flatpak e procurar por “Authenticator” e mandar instalar, esperar a instalação terminar e executar o programa.

Se você preferir instalar via terminal ou se a distro não tem suporte a flatpak em sua loja, você pode instalar com esse seguinte comando:

flatpak install flathub com.github.bilelmoussaoui.Authenticator 


Aí é só esperar a instalação e procurar no menu da sua distro por “Authenticator”.

A primeira tela que você vai ser apresentado é essa abaixo.



Para adicionar um serviço você vai clicar no sinal de “+” no canto superior esquerdo



Por último você vai escolher qual serviço quer ter a autenticação em 2 fatores, colocar o seu “usuário” e o “token de segurança” que eles oferecem para esse tipo de aplicativo.





Depois disso é só aproveitar o aplicativo. =D

Aplicativos de segurança pode ser muito úteis e sem dúvidas são muito importantes, se quiser uma proteção extra, use também o gerenciador de senhas, como o KeePassX ou o Lastpass.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Novo Lutris 0.5 Beta chega com integração com GOG e muitas novidades

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Na última Sexta-feira (4), o pessoal responsável pelo Lutris lançou o segundo beta do gerenciador de games e do Wine, onde traz novas melhorias e integrações com algumas lojas, como a GOG, Steam e HumbleBundle.


 Novo Lutris 0.5 Beta chega com integração com GOG e muitas novidades





Para quem ainda não conhece o projeto Lutris, de uma forma bem resumida, ele é um “faz tudo” praticamente no que diz respeito ao ramo de games no Linux, pois você pode, através dele,  gerenciar os seus jogos da Steam, como também instalar jogos de outras lojas (Origin, Uplay e Blizzard) e “avulsos”, assim como você pode instalar emuladores de SNES, N64, PS1, PS2 e PS3, Atari 2600, entre outros, em uma única interface, facilitando assim o gerenciamento.

Depois do lançamento do Proton,as suas benfeitorias acabaram chegando em outros projetos, como o Wine, e agora o pessoal do Lutris também começou a reformular o seu aplicativo, melhorando a integração com a ferramenta criada pela Valve, disponibilizando juntamente com a nova versão do Lutris a integração com as últimas versões do Proton...

Novidades do Lutris



Umas das grandes novidades da versão .05 Beta do Lutris é a possibilidade conectar a sua conta do GOG e gerenciar os seus jogos de lá pelo aplicativo, visto que o GOG Galaxy (o gerenciador do GOG) não tem uma versão nativa para Linux, mas que em alguns casos roda via Wine. Outra novidade também é que você pode ver quanto tempo passa dentro de algum jogo ou plataforma, é praticamente uma forma de ver o quão viciado você está nos “joguinhos”.  😁

Com esses refinamentos e melhorias que foram implementadas ao longo de 2018 e com esse início de ano cheio de novidades, podemos esperar muitas coisas boas, além de termos os lançamentos do Wine 4.0, Kernel 5.0 e os Drivers da NVIDIA da série 415, além do MESA Driver 18.3 para AMD e Intel, melhorando ainda mais o suporte para o VULKAN, trazendo aprimoramentos de performance. 

Outra novidade interessante e empolgante é um novo projeto chamado “DXUP”, que pode trazer o Dx9 para o “mundo” do DXVK, já que o modo atual do Proton operar jogos em versões mais antigas do DirectX para o OpenGL,  mas abordaremos isso  em maiores detalhes em outra oportunidade.

Se você quiser baixar o Lutris Beta 0.5, acesse o GitHub deles, lá você encontra, além do código fonte, pacotes .deb, compatíveis com Ubuntu, Linux Mint e derivados. Para instalar é só dar dois cliques.

Conte aí nos comentários o que você achou dessa reformulação do Lutris e se você usa ele ou se pretende usar.

Até um próximo post, forte abraço.

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Software Base da Netflix é Open Source

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Cada vez mais tecnologias baseadas em contêineres estão ganhando espaço no mercado, e uma gigante como a Netflix não poderia ficar de fora.

Titus-netflix-opensource


Titus, é o nome do poderoso software da Netflix, um gerenciador de contêineres a lá Docker (Não sabe o que é Docker ou contêineres? Veja este Diocast, um especialista explica todos os detalhes desta tecnologia). Responsável por questões como: Codificação de mídia, treinamento de algoritmos, processamento de fluxo, tecnologia de estúdio, ferramentas internas de engenharia, tarefas de Big Data etc. 

Titus tem integração nativa com a nuvem da Amazon, AWS (Amazon Web Service) e EC2 (Elastic Compute Cloud), possibilitando maior escalonamento e configuração com o mínimo de esforço possível, maior velocidade ao iniciar novas instâncias no servidor e dimensionamento de recursos conforme a demanda do cenário atual.

Possui integração completa com outros serviços da Netflix, Spinnaker , Eureka , Archaius e Atlas, entre outros, além da possibilidade de execução nativa de contêineres do Docker, incorporando mais segurança, confiabilidade e estabilidade.

O Titus foi projetado tendo em mente a escalabilidade e utilização de recursos necessários, dando ênfase ao “disponível” e com a filosofia de “apenas o suficiente”, visando claro, as necessidades da Netflix e beneficiando-se da estrutura da nuvem Amazon.

A vantagem de ser Open Source


Se é um software da Netflix, qual a vantagem do Titus? Estando sob a Licença Apache, Versão 2.0 e sendo Open Source, outros projetos podem tirar proveito desta tecnologia, independente de serem pequenas ou grandes empresas, esse é justamente o desejo da Netflix. Outro intuito, seria possibilitar que seu software seja incorporado em outros projetos, e ao mesmo tempo amadurecendo e tendo um retorno à empresa (com a evolução do software, seja por implementações de novas funcionalidades ou desenvolvimento colaborativo e acelerado), tudo isso evidenciado na publicação de anúncio em meados de 2017.

Open Source é o futuro?


Cada modelo de desenvolvimento tem suas vantagens, o mercado parece estar adotando cada vez mais softwares de Código Aberto e modelos proprietários estão deixando de ser o padrão. Open Source não é o futuro apenas, já é o presente também.

Desenvolvimento colaborativo, uma comunidade forte e ativa por trás de um projeto, podem potencializar e dar sobrevida, o que uma iniciativa fechada muitas vezes não pode oferecer. Outras vantagens baseadas em sua adoção seriam: o crescimento, novas features e “partilha de gastos” entre as empresas e indivíduos interessados, não apenas a Netflix investindo, mas outras empresas contribuindo, seja com código ou capital. 

Dia após dia o Open Source está dominando o mundo. Você sabia que um software de Código Aberto era um dos pilares da infra-estrutura da Netflix? Deixe nos comentários se acredita que o “modo Open Source de ser” conquistará o posto de padrão de mercado.

E como sempre, espero você até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Google lança sua versão do “Paint”

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domingo, 6 de janeiro de 2019

Com diversos aplicativos, a Google vem cada vez mais adicionando novos programas a sua coleção, e dando maiores possibilidades aos usuários de ChromeOS. Como já noticiado aqui no Diolinux, recentemente o sistema da gigante das buscas passou a suportar aplicações em outros formatos, DEB e Flatpak. Agora traz uma novidade que poderá acarretar lembranças de quem “é das antigas”, e já usou o Paint.

canvas-google-chrome-apps-paint



Desenhar é algo simples, mas divertido


Muitos artistas antes de dominarem ferramentas consagradas de edição de imagens ou desenho digital, começaram por hobbie ou por simples inocência, ao rabiscar, quando mais jovens, em programas como o Paint. Aplicativos dessa natureza transparecem simplicidade para alguns usuários, mas podem ser a porta de entrada, e quem sabe o começo de um novo artista, é sabido que crianças ou o público mais jovem gosta de passar um tempinho desenhando na frente do computador.

Canvas, o “Paint” da Google


Chamado por muitos sites de “O Paint da Google”, o Canvas veio para facilitar usuários de ChromeOS, e usuários num geral, de outras plataformas, com uma ferramenta que possibilite desenhos simples, rabiscos rápidos e anotações. Então não espere recursos elaborados como os existentes no Krita ou programas do gênero.

(Observe que sou um artista nato, com traços inigualáveis... 😂😂😂 )

canvas-desenho-web-app-chrome

O Canvas traz a praticidade de uma web aplicação, não exigindo ser instalado no sistema e sendo multiplataforma, podendo ser executado em distribuições Linux, Windows, Mac, Android etc. Bastando ter um navegador com suporte a tecnologia “WebAssembly”, ou Google Chrome.

Se interessou pelo Canvas? Acesse o site da aplicação e desperte o artista que existe dentro de ti.


Deixe nos comentários se em sua infância utilizava Apps como o Paint, ou se atualmente utiliza programas profissionais como o Krita.
Espero você até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Muitos profissionais da área de audiovisual vêm ao longo dos anos migrando os seus trabalhos para a solução da Blackmagic Design, com o DaVinci Resolve, que é multiplataforma (Windows, macOS e Linux). Apesar de excelente, o poderoso DaVinci Resolve para Linux tem um “probleminha”, ele só tem suporte para Red Hat ou CentOS, assim “limitando” as opções de quem quiser usar por exemplo, a base Debian (Ubuntu, Mint e derivados), para contornar esse problema, o o arquiteto de TI, Daniel Tufvesson, está propondo uma solução chamada “MakeResolveDeb”, através do projeto dele, vamos instalar a poderosa ferramenta em sistemas com base Debian, Ubuntu e Mint.


 Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb






O projeto


O intuito do Daniel é facilitar a instalação do Davinci Resolve, visto que, segundo ele, existem muitos tutoriais de como fazer esse processo de instalação, mas são muitos confusos e alguns podem até deixar o sistema instável, aqui no blog você encontra um destes tutoriais, eu não chamaria ele de confuso, mas definitivamente não coisa de iniciante.
O método que o Daniel lançou é o “MakeResolveDeb”, um script que usa o instalador oficial do Resolve e o transforma em um pacote .deb, para que seja possível instalar dando dois cliques

Para cada versão do DaVinci Resolve é feita uma versão nova do ‘MakeResolveDeb”, assim limitando a quantidades de testes necessários antes de cada lançamento, visto que esse processo é feito no “tempo livre” do Daniel.

Baixando o MakeResolveDeb


Você precisa baixar a mesma versão do “MakeResolveDeb” e do DaVinci Resolve, garantindo assim a compatibilidade e funcionalidade do processo, por exemplo, a versão atual é a 15.0 do DaVinci Resolve, então você deverá baixar a versão idêntica ou mais recente, que no caso seria a 15.0-2, do MakeResolveDeb.

Feito isso você tem que deixar os dois pacotes no mesmo diretório ou pasta, para não ocasionar erros e imprevistos.Tanto o Davinci Resolve, quanto o MakeResolveDeb, serão baixados no formato .tar.gz, basta descompactá-los, ao final do processo você deverá ter os seguintes arquivos:

- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.run
- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.zip
- Linux_Installation_Instructions.pdf
- makeresolvedeb_15.0-2.sh.tar.gz
- makeresolvedeb_15.0-2.sh

O arquivo *.run é importante para o processo junto com o *.sh, então não os exclua.

Executando o MakeResolveDeb


Quando estiver tudo pronto, vamos para a parte onde iremos reempacotar o DaVinci Resolve para o formato .deb usando o script, 

O makeresolvedeb_15.0-2.sh  precisa saber qual versão do DaVinci você está usando, se a “normal” ou a versão “Studio”, a versão grátis ou a paga, em outras palavras, para isso você precisar por o indicador na hora de executar o .sh. Isso pode ser feito de duas formas:

./makeresolvedeb_15.0-2.sh studio  

ou


./makeresolvedeb_15.0-2.sh lite

O procedimento pode demorar alguns minutos dependendo do hardware do seu PC e o quanto você tem de espaço de armazenamento. Se houver algum problema, será informado no terminal, mas se não ocorrido nada de errado, vai aparecer uma última linha dizendo “[DONE]” e número de erros igual a 0.

Instalando o pacote .deb


Depois de tudo ocorrer de forma bem sucedida, o .deb já pode ser instalado no seu sistema baseado no Debian, Ubuntu, Mint ou derivados. A Blackmagic Design não fornece as dependências que você vai precisar, então é preciso verificar se todos os verificar se todos os pacotes necessários estão instalados, eles são requeridos pelo Resolve antes de continuar a instalação. Depois disso você pode instalar o Resolve de duas formas, via terminal ou dando dois cliques. Se for o caso do terminal, você vai usar o utilitário dpkg para fazer a instalação, apenas observe a versão que você está instalando, se é a normal ou a studio.

sudo dpkg -i davinci-resolve-studio_15.0-2_amd64.deb

ou

sudo dpkg -i davinci-resolve_15.0-2_amd64.deb

Uma observação importante, caso a versão ou o nome do pacote mude, você precisa alterar o comando para garantir que ele funcione, os dois comandos acima são exemplos.

Se tudo ocorrer bem, você terá o DaVinci Resolve 15 instalado no seu Debian, Ubuntu, Mint e derivados. Se precisar de suporte adicional ao MakeResolveDeb, você pode entrar no site do Daniel.

O DaVinci Resolve é mais que um editor de vídeos extremamente profissional, hoje ele também é um compositor de gráficos, graças a integração com o Fusion, sem falar em uma das ferramentas pelas quais ele é mais reconhecido, a correção de color com color grading. Ele é um programa muito pesado e é muito interessante ter um computador com 16GB de RAM e placa de vídeo dedicada para roda-lo de forma satisfatória.

Espero você na próxima, forte abraço.

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Conheça o Bat, um clone do cat com Asas

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Não estamos falando de morcegos e gatos literalmente, mas sim do famoso comando "cat" que permite que você visualize o conteúdo dos arquivos no Linux. Uma das curiosidades do mundo open source e que até coisas básicas, relativamente simples e consolidadas como o comando "cat" podem possuir alternativas. Conheça hoje o "bat".

Comando bat em substituição ao cat



O Bat é um clone do comando cat que possui Syntax Highlighting (colorização da saída de acordo com o tipo do documento), numeração de linhas e ainda possui integração com o Git, mostrando partes que foram alteradas do arquivo de acordo com o último commit.

Além disso, ele ainda possui temas para realce de sintaxe para linguagens de programação e de marcação, concatenação e paginação de arquivos e entre outras facilidades.

Como instalar?


Para instalar o "bat" no Debian, Ubuntu, Mint e derivados rode os comandos abaixo em ordem:

Para sistemas 64 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat_0.9.0_amd64.deb
sudo dpkg -i bat_0.9.0_amd64.deb
Para sistemas 32 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat_0.9.0_i386.deb
sudo dpkg -i bat_0.9.0_i386.deb
Caso você use Arch, Manjaro, Antergos e derivados:
sudo pacman -S bat
Caso você outra distro (ou qualquer uma), use:

Para sistemas 64 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu.tar.gz
tar zxvf bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu.tar.gz
cd bat-v0.9.0-x86_64-unknown-linux-gnu/
sudo mv bat /usr/local/bin/
sudo mv bat.1 $(man -w echo | sed 's/echo.*//')
Para sistemas 32 bits:
wget https://github.com/sharkdp/bat/releases/download/v0.9.0/bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu.tar.gz
tar zxvf bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu.tar.gz
cd bat-v0.9.0-i686-unknown-linux-gnu/
sudo mv bat /usr/local/bin/
sudo mv bat.1 $(man -w echo | sed 's/echo.*//')

E como se usa? 


Brincar com o "morcego" é tão fácil quanto com o "gato" e acho que só no mundo Linux essa frase faz algum sentido, não é, não? 🤣🤣🤣

Para começar usar o Bat, você pode simplesmente rodar o comando bat [seu_arquivo] ou se quiser iniciar aos poucos, rode o comando bat --help para ter uma ajuda, se preferir, leia diretamente pelo manual com o comando man bat.

Alguns exemplos para você entender


Vamos ler um arquivo de Shell Script para ver a saída:

Bat Instagram

Existem muitas outras opções de configuração, leitura e personalização de cores que você pode fazer no Bat, basta usar o help ou o manual para ter uma noção melhor, outro lugar legal para você visitar é o repositório do software no GitHub, lá você também encontra muitas informações.

Caso você não tenha um bom domínio com comandos do terminal ou deseja ampliar ainda mais, recomendo você adquirir os treinamentos oferecidos aqui no blog Diolinux, juntamente com o Terminal Root e aproveitar os pacotes exclusivos. Saiba mais clicando aqui.

Abraços!
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Emulador de Nintendo 3DS no Linux

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Que tal poder jogar numa resolução maior os games do seu console portátil no Linux e ter uma nova experiência. Hoje iremos conhecer o poderoso Citra, emulador de Nintendo 3DS.

citra-emulador-3ds-linux
 O Citra é um emulador de Nintendo 3DS multiplataforma (Linux, Mac e Windows) escrito em C++ que utiliza o framework QT em seu desenvolvimento, de código aberto sobre a licença GPLv2, vem há alguns anos ganhando destaque por suas implementações aceleradas e alta compatibilidade com os títulos de Nintendo 3DS, console este que é campeão de vendas na categoria de portáteis, chegando até desbancar seu concorrente direto, o PS Vita da empresa japonesa Sony.

Durante estes pouquíssimos anos de existência, desde 2014 (comparado a outros emuladores famosos como PPSSPP, Dolphin, PCSX2, ZNES, etc.) o Citra vem amadurecendo com diversas funcionalidades e performance, por exemplo com atrativos que o próprio console não possui como: possibilidade de utilização de resoluções até 10 vezes maiores que a nativa (400x240). 

Funcionalidades que tornam o Citra incrível


Possibilidade de jogar online em servidores não oficiais Nintendo, em salas públicas ou privados, de até 16 players simultâneos (dependendo do jogo).

citra-emulador-3ds-linux-online

Multiplayer local, caso tenha algum outro computador na mesma rede, sendo possível partidas em games como Pokémon Omega Ruby.

citra-emulador-3ds-linux-multiplayer-local

Aceleração de jogos via GPU, caso possua uma  placa de vídeo dedicada a performance melhora drasticamente, dando uma melhor experiência.

citra-emulador-3ds-linux-performance-gpu

Configuração de uma webcam, ou até mesmo a utilização de um arquivo (imagem)  simulando as câmeras do console N3DS, para jogos que façam uso da função (particularmente nunca usei).

citra-emulador-3ds-linux-camera-webcam

Configuração nativa de joysticks, inclusive simulando o toque da tela do portátil da Nintendo (anteriormente esta função era por meio de arquivo de configuração).

citra-emulador-3ds-linux-joystick

Importação de Amiibos, para desbloqueio de funcionalidades ou objetivos em determinados jogos.

citra-emulador-3ds-linux-amiibo

Estilos de visualização de tela durante o game (duas telas, uma apenas ou uma menor e outra maior).

citra-emulador-3ds-linux-screenview

Lista de compatibilidade dos games locais e tema dark.

citra-emulador-3ds-linux-compatibilidade-tema

A compatibilidade de jogos é documentada na Wiki oficial do emulador, nela você  pode ver separado por categorias com cores que representam se o game tem emulação perfeita, jogável, ruim etc.

Baixe o Citra para sua distro Linux


Distribuído oficialmente de duas formas no Linux (ou três se contar a compilação pelo Github deles), executável com versões diárias direto do site e em Flatpak (existia uma opção de um instalador criada por eles, mas parece que foi substituído pelo Flatpak), o emulador possui duas versões, a Nightly, que contém os mais recentes recursos testados e estáveis e a Canary, versão de teste com códigos incompletos para quem gosta de testar. 

Se você quer evitar problemas com dependências ou versão do QT em seu sistema, além de receber atualizações, é recomendável a instalação da versão em Flatpak, caso não saiba o que é Flatpak e como habilitar em seu sistema, temos uma matéria de como proceder (Como Instalar e Gerenciar Flatpaks no Linux).

Você pode simplesmente baixar o arquivo Flatpakref e dar dois cliques caso a central de aplicativos de sua distro tenha tal suporte (segue como habilitar essa função na gnome software, loja do Ubuntu) e instalar.

Versão Nightly (estável)
citra-emulador-3ds-linux-download- estable-nightly


Versão Canary (teste)
citra-emulador-3ds-linux-download-beta-canary

Ou utilizar via terminal os seguintes comandos,  para instalação de respectivas versões.

Versão Nightly (estável):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-nightly.flatpakref

Versão Canary (teste):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-canary.flatpakref

O modo manual de instalar o Citra


Caso queira o download manual da versão “não-flatpak”, basta acessar este link e clicar na opção “Manual Download”, como no exemplo abaixo.

citra-emulador-3ds-linux-download


Depois disso extraia  o arquivo  “.targz”, navegue até o diretório, localize o arquivo citra-qt, e no terminal abra com o comando:
./citra

Lembre-se,desta maneira você terá de baixar toda vez que sair uma versão nova do Citra manualmente e poderá ter problemas com o versionamento do QT em seu sistema. Por experiência, não recomendo esta forma, pois o Citra atualiza com muita frequência (em torno de 15 - 20 versões por semana).

Fazendo backup dos seus Saves


Caso queira fazer backup dos seus saves no Citra, basta navegar até sua pasta pessoal, exiba os arquivos ocultos e navegue até o diretório:
.local/share/citra-emu/sdmc/Nintendo 3DS
Basta copiar o conteúdo da pasta em um local seguro para salvar o conteúdo.

Já a configuração do seu joystick fica na sua home também, na pasta oculta: 
.config/citra-emu
salve o arquivo “qt-config.ini”.

Para eventuais dúvidas acesse a Wiki oficial do Citra e veja a resposta de seus desenvolvedores para assuntos como: “shared fonts” (arquivos necessários  para alguns games funcionarem, como Pokémon). Como obter jogos e Amiibos para funcionamento dentro do emulador e muito mais.

Já conhecia o Citra? Quais seus games favoritos? Deixe nos comentários se já usava o emulador ou se gostou da novidade de ser distribuído em Flatpak.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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