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Ubuntu é um sistema seguro?

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Não é difícil encontrar usuários que descobriram o Linux através do Ubuntu, por ser uma das distribuições Linux mais famosas do mundo, o sistema da Canonical é sinônimo de Linux para muitos usuários, e não apenas utilizadores comuns, englobando vários profissionais de TI, porém em tempos que a questão segurança vem como pauta obrigatória, será que o Ubuntu é uma alternativa segura? É isso que vamos falar a seguir.

ubuntu-seguro-linux-virus

Distribuições Linux são uma ótima maneira de se proteger, ou até mesmo, se livrar de certos paradigmas comuns no mundo Windows, como toolbars, softwares que você nem percebe que sorrateiramente se instalaram no sistema ao instalar um outro programa, malwares que nem sempre são identificados pelos antivírus, a própria “obrigatoriedade” de ter um programa dessa natureza para evitar infecção no sistema, entre outras coisas.

Observe que como qualquer sistema operacional, distros Linux estão sujeitas a serem infectadas por softwares maliciosos, se quer saber um pouco mais sobre o tema, acesse a postagem que abordamos a fundo tal questão. Recentemente postamos sobre um vírus minerador que afetava servidores Linux, entretanto ao ler tais notícias observará que sempre são casos específicos que se aproveitam de alguma brecha: um bug em algum software, permissão de usuário administrativo para execução do malware, e na maioria esmagadora, após a identificação do erro, uma atualização com a correção é lançada.

Outro ponto interessante é o sistema ter seu código aberto, dando maior liberdade e possibilitando contribuições, seja de possíveis bugs e vulnerabilidades encontradas, como sugestões para melhora de performance e segurança. Por ser um sistema altamente utilizado, tais contribuições não partem apenas de desenvolvedores da comunidade, mas de empresas que estão interessadas em sua segurança e estabilidade. A maior parte desses benefícios são ganhos através do uso do kernel Linux, em sua composição, contando com gigantes do mundo da tecnologia investindo massivamente em sua evolução.

Ubuntu um sistema seguro e utilizado globalmente 


O Ubuntu por ser uma distribuição Linux, possui todas essas vantagens, com características atrativas para usuários que prezam pela segurança, outro ponto interessante é que o mesmo possui certificação EAL2, um padrão internacional (ISO /IEC IS 15408) reconhecido em 30 países, membros da CCRA, hub global para indústrias em tecnologia, marketing, acreditação e educação. Sem essa certificação sistemas operacionais são impedidos de serem implementados em instituições financeiras e organizações que gerenciam dados confidenciais, então podemos observar que o Ubuntu é uma ótima e segura alternativa, dono de uma certificação com reconhecimento global.

Sistema e usuário agindo em conjunto


Claro que a segurança não é algo unilateral, e o utilizador do sistema terá que fazer sua parte, evitando softwares de fontes desconhecidas, atualizando regularmente seu sistema entre outras boas práticas, exemplo de empresas que usam Ubuntu não faltam, e sem sombra de dúvidas que para o usuário comum, ele é seguro e robusto.

E você utiliza ou já utilizou o Ubuntu? Deixe nos comentários suas experiências com o sistema, e se alguma vez já foi infectado por algum software malicioso no Linux. 

Te espero aqui no blog Diolinux, até a próxima, e não se esqueça de compartilhar os projetos “Diolinux” SISTEMATICAMENTE! 😎

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HP e mais 33 empresas tornam-se membros da Linux Foundation

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No dia 25 de Fevereiro de 2019, a Linux Foundation anunciou em seu site oficial a adição de novos membros, para o incentivo e colaboração de seus projetos Open Source.

linux-foundation-novos-membros-hp

São 29 membros Silver e 5 membros associados, totalizando 34 empresas que comprometem-se a auxiliar na manutenção de projetos tecnológicos de código aberto, por meio de doações e desenvolvimento, isso promove uma maior aceleração de tais tecnologias, na robustez e novas implementações. 

Ao contrário do que o nome sugere, a Linux Foundation não é apenas responsável pelo kernel Linux, e sim outros projetos como Hyperledger, Kubernetes, Node.js e ONAP etc; Uma verdadeira incubadora de novas tecnologias, que agora com novos membros mais projetos poderão se beneficiar.

Gigantes que contribuem para o Linux e tecnologias abertas crescerem 


Fundada no ano 2000, a Linux Foundation vem ganhando a cada dia novos membros, atualmente com mais de 1000 empresas, temos gigantes da tecnologia como: Google, Intel, Qualcomm, Oracle, Dell, Adobe, Faceebook, Toshiba, Toyota, Panasonic, Uber, Ebay, Epic Games, Valve, Globo.com, Lg, Sony, Lenovo, Microsoft e muito mais, fazendo parte desse aglomerado, e o novíssimo membro a fazer parte da família é a HP, famosa por seus periféricos, notebooks e impressoras. 

Parece que a HP demorou um pouco para se tornar membro, levando em consideração que outras empresas que atuam no mesmo ramo já eram membros há algum tempo, porém, a Microsoft, uma das mais famosas empresas do mundo da tecnologia, tornou-se membro apenas em 2016, quando seu CEO, Satya Nadella, estava mudando os paradigmas da empresa, que antes considerava, nas palavras de Steve Ballmer, Linux como “um câncer”, e atualmente vem contribuindo com projetos Open Source, distribuindo versões abertas de seus softwares, como o PowerShell e Visual Studio, além de dizer publicamente que “ama o Linux”, criando até mesmo sua própria distribuição.

Que mais empresas possam abraçar projetos Open Source, e que a tecnologia evolua de forma inteligente e mais aberta.

Quais empresas você gostaria que abraçassem a causa da Linux Foundation? Deixe nos comentários suas previsões para o futuro do mundo Linux.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, te aguardo SISTEMATICAMENTE! 😎

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OBS Studio 23 é lançado para Linux, Windows e macOS

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Para quem precisa fazer uma gravação de tela para tutoriais, ou simplesmente precisa fazer uma transmissão ao vivo para o YouTube, Twitch ou Facebook por exemplo, o primeiro aplicativo que vem  cabeça é o OBS-Studio. Na noite desta Segunda-feira (26), ele chegou à versão 23 para todas as plataformas.

 OBS Studio 23 é lançado para Linux, Windows e macOS







Com a chegada da versão 23 do OBS Studio, os devs do projeto acabam com a diferença de versões entre os sistemas operacionais, que existia até a versão 22.

Algumas funcionalidades que aqui iremos apresentar, por hora só vão terão na versão de Windows, mas segundo a tread na conta oficial do OBS no Twitter, as versões de Linux e macOS também vão receber tais melhorias em breve. As novidades são:

- Integração com serviços de Streaming (no momento somente para Windows)

● Quando você estiver logado com a sua conta da Twitch ou da Mixer (serviços disponíveis no momento) não será necessário inserir a chave de transmissão, sendo possível também obter acesso aos recursos dessas plataformas, como o painel do bate-papo ou os painéis de configuração e estatísticas da transmissão;

● Com a sua conta da Twitch logada, além de ter o acesso ao painel de bate-papo (com suporte a BBTX/FFZ) também será possível acessar o painel de configuração da transmissão (Stream Information), onde você poderá alterar o título, o game, entre outras coisas da live, além de receber informações de quantos espectadores estão na live, isso tudo dentro do próprio OBS Studio.

● Integração com a Mixer: Painel do bate-papo

● YouTube, Facebook e os demais serviços populares de streaming em breve serão integrados ao OBS-Studio

- Melhorias do NVENC e Encoding (Windows)


Uma nova implementação do NVENC foi adicionada, o que melhorou o desempenho, reduzindo o impacto no sistema e nos recursos. Para ativar, vá para Configurações, Guia Saída e, em Codificador, selecione “Hardware (NVENC) Novo”. Observe que a nova implementação não está disponível no Windows 7 devido a limitações no sistema operacional; a implementação antiga será usada nesse caso.

Novos recursos adicionados à nova implementação do NVENC:

● Psycho-visual Tuning: Permite configurações do codificador que otimizam o uso da taxa de bits para aumentar a qualidade visual, especialmente em situações com alta movimentação, ao custo de maior utilização da GPU. Isso aumenta a qualidade da imagem. Medições qualitativas como o PSNR podem ter uma pontuação menor, mas o vídeo pode parecer melhor para os espectadores humanos.

● Look-ahead: Ativa B-frames dinâmicos. Se desabilitado, o codificador sempre usará o número de B-frames especificado na configuração 'Max B-frames'. Se habilitado, aumentará a qualidade visual usando apenas quantos quadros “B” forem necessários, até o máximo, ao custo de maior utilização da GPU.

Outras mudanças:

 Adicionado o filtro de audio Limiter e Expander;

 Adicionado o suporte ao encoder VAAPI para Linux;

 Adicionado suporte para saídas multi-track de áudio na configuração avançada do FFmpeg;

 Adicionada ferramenta para saídas Decklink no menu Ferramentas. Agora é permitido que o OBS seja enviado a um dispositivo Decklink.

Para ver todas as novidades da versão 23 do OBS -Studio, acesse este link do GitHub deles.


Instalando o OBS-Studio no Ubuntu 18.04.2 LTS e Linux Mint 19.1



Para instalar o OBS Studio no seu Ubuntu e Linux Mint você vai utilizar o repositório  PPA oficial deles. E é bem simples de se fazer isso, você vai abrir o terminal e digitar (ou copiar e colar) o seguinte comando:

sudo add-apt-repository ppa:obsproject/obs-studio -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install obs-studio -y

Feito isso, é só por a sua senha e esperar a instalação. Se você precisar instalar em alguma outra distro que não seja o Ubuntu e Mint, basta seguires as alternativas não oficiais informadas no GitHub do projeto, como a versão em Snap e Flatpak, ou ainda você pode achar o método para a sua distro favorita neste guia do próprio projeto.



A parte que mais chama a atenção, sem sombra de dúvidas, é a integração com os serviços de streaming. Quem tem canal neles precisa de uma forma bem organizada e de fácil acesso aos recursos e essa versão do OBS vem para suprir isto. 

Vamos esperar pra chegar ao Linux também. Outro ponto foi o melhoramento dos encoders, como o VAAPI para quem usa Intel e AMD e o NVENC na parte da Nvidia, especialmente para a nova arquitetura Turing das novas placas, esse último quem usa Linux e macOS também vai ter que esperar mais um pouco antes de usar, mas torcemos que a espera seja breve.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Lançada versão 1.0 do DxVK

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É pessoal, nem parece que foi no dia 13 de Janeiro de 2018 que o dev alemão, Philip Rebohle, mais conhecido por “doitsujin” na internet, começou um projeto que está transformando a indústria de games para o Linux. Hoje temos o Proton da Valve que se beneficia dele, além do pessoal do Lutris.


 DxVK chega 1.0 é lançado!






No começo do ano passado, começou a “pipocar” no YouTube vídeos mostrando alguns gamers conseguindo rodar jogos, que a princípio só rodavam no Windows, mostrando os mesmo rodando no Linux com algum desempenho satisfatório, como GTA V e The Witcher 3.

Depois que esses vídeos se popularizaram, começou uma verdadeira “corrida pelo ouro” para saber quais jogos estavam rodando com essa nova implementação via DLLs. E o resultado foi surpreendente, até os jogos que tem os “famosos” anticheats, que já fizemos uma matéria muito completa e legal sobre, rodaram por um tempo até serem “pegos”.

A evolução do projeto nos meses seguintes foi muito grande e rápida, pois a cada versão lançada, mais e mais recursos implementados, bugs corrigidos e melhorias no código eram feitas. Até que a Valve anunciou que estava financiando e dando suporte ao projeto, e como falei em um vídeo, isso foi o “Dia D” dos jogos no Linux. Aqui mesmo no blog nós produzimos um artigo super especial e um vídeo super completinho falando sobre. Vale a pena conferir.

Mas, agora depois de 1 ano de projeto “no ar”, ele chega na tão aguardada versão 1.0, com muito amadurecimento do código e várias implementações do Vulkan para ajudar na renderização dos jogos, algumas novidades da versão 1.0 são:

Melhorias


● Adicionado a opção DXVK_HUD=api para mostrar o nível de recurso do D3D usado pelo aplicativo. Ainda não funciona corretamente para o D3D10 no momento.

●  Pequenas melhorias de desempenho no RADV, gerando melhoria no shader code.

● Se disponível, as extensões VK_EXT_memory_priority e VK_EXT_memory_budget agoraserão usadas para melhorar o comportamento de compressão da memória e reportar a VRAM disponível para aplicativos com mais precisão, respectivamente.

Correções de Bugs


● Corrigidos vários pequenos problemas em que certos recursos eram exigidos dos dispositivos onde o Vulkan não estava atuando.
● Corrigido problemas com shaders inválidos do SPIR-V, que faziam os jogos feitos na Unreal Engine 4 ficassem amarelos com drivers proprietário da AMD.

●  Corrigido problemas de renderização do Fay Cry Primal, que ocorreria em alguns sistemas.

Para visualizar todos as implementações  com mais detalhes técnicos, você pode acessar o GitHub do DXVK.

Podemos deixar uma menção aqui, do trabalho do dev da CodeWeavers, Ethan Lee,  com o FAudio que tem relação com os áudios dos jogos e agora faz com que vários games que tinha “flicks” de áudio rodem sem esses problemas.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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TuxClocker, overclock de GPUs no Linux

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Recentemente demonstramos uma ferramenta muito interessante para donos de GPUs NVidia, o GreenWithEnvy, software capaz de gerenciar a placa de vídeo com maestria, tudo via interface gráfica e até efetuar overclock, porém, hoje vou apresentar uma nova alternativa, desta vez em Qt.

tuxclocker-overclock-gpu-linux-nvidia

O TuxClocker é uma ferramenta para overclocking escrito em Qt5, que atualmente tem suporte para placas gráficas NVidia acima da série 600, mas com planos de num futuro próximo, suporte de GPUs AMD. 

Está em dúvidas se vale ou não fazer overclock? Leia um artigo super especial que fizemos sobre o tema.

Atualmente os recursos do TuxClocker são:

  • Monitoramento de GPU, em lista e em gráfico;
  • Overclock;
  • Overvolting;
  • Ajustes do limite de energia;
  • Seleção de opções de resfriamento (ventilação);
  • Curva de fans personalizada;
  • Suporte provisório a multi-GPU;
  • E criação de perfis de uso da GPU.

tuxclocker-overclock-gpu-linux-nvidia-performance

Dependendo dos drivers proprietários NVidia, o TuxClocker necessita de outros complementos para seu perfeito funcionamento, assim como o nvidia-smi e nvidia-settings, a lista completa de dependências pode ser verificada no Github oficial da aplicação

tuxclocker-overclock-gpu-linux-nvidia-graph-monitor

Instalando o TuxClocker


Antes de demonstrar o procedimento para instalação do app, pressupunha-se que você tem um mínimo conhecimento possível sobre overclock, e que não nos responsabilizamos por danos em seu equipamento em caso de modificação indevida, recado dado, “vamos por as mãos na massa”.

No momento o programa não possui uma versão empacotada em algum formato como Snap, Flatpak, Deb, etc; De modo que será necessário compilar o programa diretamente do seu repositório no Github.

É importante ter o Git instalado na sua distro, em sistemas da família Debian, como Ubuntu e Linux Mint, use o seguinte comando:

sudo apt install git

Outra coisa é instalar os complementos do Qt5 para compilação do programa, e setar o Qt5 por default, pois o Qt4 vem como padrão no Ubuntu. 

sudo apt install qt5-qmake libqt5x11extras5-dev libxnvctrl-dev qt5-default

Faça um clone do repositório do TuxClocker

git clone https://github.com/Lurkki14/tuxclocker

Vá até o diretório onde salvou o repositório e entre na pasta de nome “tuxclocker”.

cd tuxclocker

Agora vamos compilar o programa, tenha paciência e espere o processo acabar.

qmake rojekti.pro

make

Se preferir você pode instalar o programa, como o comando abaixo, ele ficará localizado no seguinte caminho “/opt/tuxclocker/bin”.

sudo make install 

Caso queira desinstalar apague o diretório do mesmo com o comando:

sudo rm -rf /opt/tuxclocker/

Depois é só esvaziar a lixeira:

cd .local/share/Trash/files && sudo rm -rf *

Infelizmente o lançador não apareceu em meu menu, você pode utilizar algum programa estilo “Alacarte” para criá-lo ou “fazer na unha”, caso o mesmo ocorra contigo, temos um post sobre essa ferramenta para criar lançadores via interface gráfica.

Outra possibilidade, é executar o app direto em seu diretório que compilamos ou na sua pasta de destino pós-instalação. Vá até o caminho e no terminal digite:

./tuxclocker

Não quer compilar? Eis a solução!


Muitos preferem a praticidade de instalar um pacote, ao invés de digitar inúmeros comandos e se preocupar com diversos parâmetros, e concordo que às vezes isso pode ser muito chato, pensando nisso (e depois do Dio me dar a ideia… 😂😂😂) criei um pacote “.deb” simples, para você efetuar a instalação.

Os requisitos são: Possuir o driver proprietário Nvidia instalado, o NVidia Settings e o utilitário “nvidia-smi”, entretanto se instalou o driver direitinho, tudo já estará configurado, bastando baixar o pacote, clicando no botão abaixo, e efetuar a instalação.

 Baixe o TuxClocker

Já efetuou overclocking em algum equipamento seu? Conte nos comentários suas experiências e quem sabe indique matérias sobre o tema para novatos. Particularmente usei por muito tempo meus processadores AMD com overclock·

Até o próximo post, te espero SISTEMATICAMENTE! 😎
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APT não será substituído pelo Snap no Ubuntu. Mas deveria?

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

É evidente que nos últimos anos a Canonical, empresa por trás do Ubuntu, vem empregando esforços para popularidade de seu formato de pacotes, o Snap. Recentemente um usuário do Launchpad propôs uma ideia, na qual supostamente Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu, “pareceu aprovar”.

apt-snap-ubuntu

Novos formatos de empacotamento estão ganhando mais e mais espaço no mundo Linux, a ideia de tornar o sistema à parte de suas aplicações, e assegurar atualizações de pacotes sem o risco de quebrar o sistema, tem atraído muitos usuários, além da praticidade de não se preocupar com erros de dependências.

No cenário atual 3 alternativas estão em alta, o Flatpak, Snap e AppImage, não existe uma métrica para saber qual é o formato mais adotado, ficando apenas no campo da especulação e observação, porém é notório que diversas distribuições estão trazendo o Flatpak por default, enquanto o Snap parece fazer sucesso entre empresas, a exemplo o Spotify e Microsoft. 

Snap no lugar do APT


Por ser “filho do Debian”, o Ubuntu herda diversas características do sistema na qual é baseado, e seu gestor de pacotes o APT é uma destas características. 

No Launchpad da Canonical, site utilizado para diversas rotinas do Ubuntu como: gerenciamento de pacotes, registro de bugs, traduções, times de desenvolvimento, etc; Um usuário, sugeriu que o APT poderia ser substituído pelo Snap, e observou alguns pontos interessantes.

Segundo ele, gerenciadores de pacotes como o APT, em algumas ocasiões podem ser difíceis de configurar, e nem sempre possibilitando a atualização de uma nova versão por conta do risco de pacotes quebrados, logo o Snap seria um ótimo substituto, afinal para atualizar todo um sistema para uma nova versão, bastaria um simples “sudo snap install versão-do-ubuntu”, sem riscos de quebras de pacotes. As atualizações seriam mais dinâmicas, possibilitando updates de softwares e do próprio sistema, sem a necessidade de incomodar o usuário, pois mesmo em segundo plano tais mudanças não afetariam o uso do SO.

Porém, devemos lembrar que para isso, a adoção do Snap deve ser maior, programas como o QT Creator, Google Chrome, ainda não existem neste formato, e mesmo possuindo diversos apps como o Firefox, Telegram, WPS Office entre outros, o número ainda é inferior comparado aos formatos tradicionais de distribuição de programas. 

Mudança do apt para o Snap em definitivo é Fake


Toda essa história não passa de uma fake news, isso mesmo, no mundo da tecnologia existem pessoas dispostas a disseminar falácias como verdade.

Alan Pope um dos membros da equipe da comunidade do Ubuntu veio a público através do Twitter para pronunciar-se sobre o assunto, ele explica que qualquer um pode criar uma conta no Launchpad e criar “blueprints” (que são essas sugestões), e que isso é uma parte da comunicação entre Ubuntu e sua comunidade, entretanto a equipe do Ubuntu usa essas sugestões como uma ferramenta de planejamento, apesar disso, isso não significa que o APT será substituído pelo Snap, afinal, nem toda as sugestões são acatadas.

E se isso fosse verdade?


Hipoteticamente sem o APT no Ubuntu, o sistema da Canonical poderia se tornar “um híbrido” de rolling release com o atual modelo, contudo sem exigir a formatação do sistema a cada LTS, mesmo que mantivesse essa lógica de funcionamento.

Caso essa decisão fosse precipitada, inúmeros apps poderiam estar fora dos repositórios do Ubuntu, prejudicando seus usuários, talvez Mark esteja esperando a hora certa para dar ”um passo de cada vez”. 

A tecnologia evolui, e quem não acompanha pode ficar desorientado em meio às novidades e avanços na gestão e desenvolvimento de softwares, soluções como OStree e o swupd, inegavelmente são o futuro (e por que não o presente?), do gerenciamento de atualizações. 

Tais tecnologias trazem vantagens e eliminam os riscos de erros e quebras de sistema durante as atualizações, garantindo uma infra-estrutura imutável e confiável, sistemas como Endless OS, Clear Linux e o Fedora Silverblue, valem-se de tais tecnologias e muitos profissionais atestam que assim como os contêineres, esse formato será o padrão do mercado. 

Infelizmente ou felizmente (depende do teu ponto de vista 😂😂😂) essa história não passou de uma fake news.

Em pleno 2019, as notícias falsas ou desatualizadas e tidas como atuais, estão se tornando rotina no mundo da tecnologia, a melhor coisa que você pode fazer ao se deparar com algo do gênero é: “Sair no Facebook e Twitter espalhando para geral!?”, claro que não! Simplesmente ignore e não faça marketing para tais conteúdos. Esse post foi apenas uma forma de demonstrar como tais boatos se espalham, e lhe dar um conselho para não compartilhar tais notícias. 

Não estamos livres em cair em eventuais histórias da Carochinha, todos somos fadados ao erro, então ao ver uma matéria falando asneira e espalhando fake news, a melhor coisa a se fazer é mandá-la para o limbo, não comente ou repasse, deixe que a desinformação “morra na praia”. 

E você o que acha de toda essa história de fake news no mundo Linux? Seria uma possibilidade o APT ser substituído no Ubuntu? Ou acha que foi uma “viagem na batatinha”?

Deixe nos comentários sua opinião, claro, respeitando o posicionamento alheio.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Foundation lança projeto que visa salvar vidas, o ELISA

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A discussão de robôs tomando cada vez mais o lugar de humanos em tarefas é algo que acalora alguns corações, e uma das problemáticas é a falta de confiança que esses equipamentos possam passar, aliás, um componente importante, o humano, não está guiando tal robô autônomo.

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Quando falamos em máquinas autônomas, sempre vem em nossas mentes os carros sem motoristas andando pelas ruas, porém, a tecnologia não se limita apenas neste nicho, diversas outras áreas podem ter por trás uma inteligência artificial, com alguma tarefa importante e crítica a segurança e vida de um humano, seja com a possibilidade de algum dano material ou ambiental.

Linux, confiança e robustez na qual empresas confiam


Famoso por garantir maiores possibilidades de segurança, escalonamento e robustez, o Linux é empregado em diversos ramos da tecnologia, e empresas estavam ansiosas por poderem adotá-lo nesta área tão crítica e delicada que é o setor de autônomos, entretanto, mesmo participando de alguns projetos, e até mesmo carros autônomos, não existia uma padronização ou ferramentas voltadas para este tipo de tecnologia, com foco em segurança de missões críticas, ocasionando em desenvolvimento por parte das empresas e em alguns casos falta de documentação, inviabilizando a implantação do Linux por desconhecimento técnico de suas capacidades .

A Linux Foundation lançou no dia 21 de Fevereiro de 2019 o Enabling Linux in Safety Applications (ELISA), um projeto Open Source que visa auxiliar as empresas com ferramentas voltadas a segurança e confiabilidade, permitindo a criação de certificações de sistemas baseados em Linux com foco na segurança, e evitando possíveis perdas humanas. 

Parcerias com grandes empresas como: a fabricante de chips britânica Arm, BMW, empresas de plataformas autônomas Kuka, Linutronix e Toyota, tornarão o trabalho de órgãos de certificação e padronização em múltiplas indústrias em algo coeso, um meio do Linux formar a base de sistemas críticos de segurança em todos os setores, de forma simplificada.

carro-autonomo-linux-robo-ai

O ELISA terá como tarefa principal o desenvolvimento de documentação de referência e casos de uso, guiando a comunidade em como proceder com boas práticas de engenharia de segurança, aprimorando processos de automatização. Outra parte importante do projeto, será o amparo a membros referente a atitudes e posições que devem ser adotadas em caso de algum erro, e suas possíveis soluções, de certa forma, semelhante ao que aconteceu com a padronização e organização de tecnologia Open Source em Hollywood para outras finalidades.

E você, o que acha de tecnologias autônomas em nosso cotidiano? Deixe nos comentários seus anseios para o futuro das máquinas autônomas, e opiniões sobre o tema.

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