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Gamehub, una várias plataformas em uma única biblioteca!

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Os “gamers Linux” já estão familiarizados com as plataformas de jogos como Steam, itch.io e softwares que possibilitam a jogatina de games não nativos, a exemplos o PlayOnLinux e o Lutris, sem falar dos inúmeros emuladores. Pois bem, a aplicação GameHub tem uma proposta semelhante a do famoso Lutris, agregar seus diferentes jogos em um só lugar.

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Desenvolvido em GTK 3 e Vala, o GameHub pretende organizar a sua biblioteca de jogos, deixando todos (ou maior parte) em um único programa, como dito acima, o software lembra bastante o Lutris, com ele você poderá agregar games de diversas plataformas como: Steam, GoG, Humblebundle, emuladores pelo Retroarch e jogos via Wine e Proton.

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Opções de instalação do GameHub em seu sistema


Existem diversas maneiras de se obter o programa, tanto via deb, Snap, Flatpak e AppImage. Em meus testes particulares o arquivo baixado em “.deb” não se saiu muito bem, ocorrendo inúmeros erros, na qual alguns pesquisei e achei a solução e outros nem cheguei a procurar, pois pensei “Não vou indicar algo que dê tanto problema assim”, então descartei essa opção. 

Outro que não obtive sucesso foi sua versão em AppImage, que apresentou os mesmos problemas do “.deb”, já os com formatos Snap e Flatpak, não tive tantos bugs.

Tenha em mente que o GameHub é um software em desenvolvimento, e bugs são esperados..

Então fique a vontade para testar a versão em DEB, na página do Github da aplicação, existe todo passo a passo para instalar o PPA, outra possibilidade é baixar o AppImage, DEB ou Flatpak, porém focarei no Snap e Flatpak. E qual o melhor formato? Essa dúvida cruel respondemos em outro post, confira.

Instalando o GameHub via Snap


Caso não tenha o Snap configurado em sua distro, aprenda como proceder neste post que fizemos com todo carinho, se está utilizando o Ubuntu 18.04 em diante, o mesmo já vem habilitado.

Você pode instalar o GameHub via terminal com o comando:

sudo snap install gamehub-fenriswolf --edge

Removendo o GameHub via terminal:

sudo snap remove gamehub-fenriswolf

Se preferir fazer via interface, abra a loja do Ubuntu, pesquise por “gamehub-fenriswolf” e instale o software.

gamehub-steam-gog-humblebundle-retroarch-games-linux-ubuntu-snap-loja

Por ser um software em desenvolvimento erros podem ocorrer, por exemplo quando testei o mesmo alguns meses atrás, sua versão em snap não exibia o ícone no menu do sistema, e ao executá-lo via terminal, o app não iniciava.

Instalando o GameHub via Flatpak



Assim coma a opção em Snap, o GameHub em Flatpak pode ser instalado tanto via terminal ou pela loja, a escolha fica ao seu cargo.

Primeiro temos que baixar o arquivo “.flatpak”, porém tem uma ressalva, sempre verifique a versão e nome do arquivo, e adapte o comando. 

Por exemplo, a versão que efetuei os testes era a “0.13.1-31.dev” de nome “GameHub-bionic-0.13.1-31-dev-ac109bf.flatpak”, logo supondo que existe uma nova versão do app, você acrescentaria tais informações no comando depois de “wget https://github.com/tkashkin/GameHub/releases/download/”.

wget https://github.com/tkashkin/GameHub/releases/download/0.13.1-31-dev/GameHub-bionic-0.13.1-31-dev-ac109bf.flatpak

O download será feito no diretório que você abrir o terminal, por default é na sua home.

Agora instale o programa (substitua pelo nome do pacote que você baixou):

flatpak install GameHub-bionic-0.13.1-31-dev-ac109bf.flatpak

Se desejar remover a aplicação:

flatpak remove com.github.tkashkin.gamehub/x86_64/master 

Para instalar o GameHub, através da loja, baixe o programa por este link (as outras versões em DEB e AppImage, também encontra-se no link).

Dê dois cliques sobre o flatpak e instale via loja, se por algum motivo não consiga desta maneira, tente com o comando anterior.

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Seus jogos num único lugar!


Alternativas são sempre bem vindas, contudo no tempo que testei o GameHub, notei que nem sempre seu modo de configurar é tão intuitivo como no Lutris, a seção de emuladores é confusa, a usabilidade deve ser lapidada e sua proposta de unificar as plataformas não é empregada da melhor forma, erros ao logar com minha conta Steam também ocorreram, outro ponto são os inúmeros bugs ao tentar instalar ou executar o software, em seu estado atual, creio que seja válido seu teste para apoiar o projeto ou curiosidade, entretanto alternativas como o POL ou Lutris, estão mais maduras e confiáveis.

E você obteve boas experiências com o GameHub? Houve alguma dificuldade na instalação ou configuração do software? Deixe nos comentários sua opinião, e diga se prefere o Lutris, PlayOnLinux ou qualquer outra alternativa.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

purism-pureos-convergente-linux-mobile-desktop

Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

purism-pureos-convergente-linux-apps-mobile-desktop

Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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5 Apps para fazer sorteios pelo Smartphone

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sexta-feira, 8 de março de 2019

Quem tem uma loja ou deseja fazer uma ação entre amigos com sorteio pela internet sabe o quanto pode ser difícil encontrar um bom site para realizar essa atividade. Instagram, Facebook e até o Telegram, que lançou novidades recentemente nas versões mobile e desktop, são utilizados como forma de se inscrever em promoções. Mas, como fazer o sorteio sem complicações? Nós selecionamos 5 aplicativos para que você possa realizar sorteios de promoções de qualquer tipo, totalmente digital e seguro, mesmo sem ter um computador por perto.

Aplicativos de Sorteio







Os aplicativos que nós separamos para vocês funcionam por meio de gerador de resultados aleatórios, muitas vezes usamos softwares do tipo para fazer os nossos sorteios do Padrim. É o mesmo tipo de tecnologia usada no bingo online no Brasil.

 Confira a seguir 5 Apps para sorteios!

Com várias opções de layout que lembram dados, roletas e outras opções, o Gerador Aleatório é um dos aplicativos mais completos do segmento. Ele gera números para criar senhas, dividir pessoas em grupos e sortear itens em um conjunto. Ele está disponível somente para Android. 

2 - Sorteio de Nomes


Tem uma lista grande de nomes e deseja selecionar um ganhador? Opte pelo Sorteio de Nomes. Também disponível para Android, esse aplicativo é ideal para quem tem uma lista de nomes ao invés de números. Você insere essa lista no sistema do aplicativo e ele sorteia para você. Bem rápido, prático e fácil de usar. 

3 - Sorteio


Agora, se o que você precisa é um sorteador de números, pode optar pelo app Sorteio. Seu funcionamento é bem simples e prático, e o design intuitivo faz com que mesmo as pessoas mais inexperientes consigam entender. O básico sorteio de número está presente, mas você também pode definir se deseja sortear números repetidos ou o intervalo que deseja considerar no seu sorteio. 

4 - Flip – Random Number Generator 


Com a mesma função de apps como o Sorteio, que citamos anteriormente, o Flip traz um plus: você pode tirar cara ou coroa! Isso ajuda em sorteios de times, por exemplo. Você também pode jogar dados e configurar quantos lados o dado deve ter. Ou seja, é útil para o sorteio e para jogar qualquer tipo de jogo. 

5 - Gerador de Números Aleatórios


Disponível para iOS, esse aplicativo dá várias opções ao usuário. Você pode sortear um número, uma equipe, listas, jogos com dados ou uma pessoa vencedora. Dá inclusive de incluir números decimais e decidir se deseja repetir números ou não, além da quantidade de números selecionados. É uma ótima opção, bastante completa. 

Aplicativos de Sorteio

Essas são apenas algumas opções que você pode escolher para fazer seus sorteios. É importante lembrar que, segundo a legislação, promoções que não são autorizadas pela Caixa são consideradas ilegais. Embora na prática exista pouca verificação, esse é um aspecto que muitas marcas esquecem na hora de fazer seus sorteios.

Já o usuário deve ficar atento aos muitos golpes que acontecem diariamente. Recentemente, criminosos utilizaram uma promoção falsa de uma famosa marca de perfumes para roubar dados de centenas de pessoas. Por isso, todo cuidado é pouco e uma boa pesquisa é fundamental antes de clicar em qualquer link promocional do WhatsApp ou outras plataformas. Se você vai participar de um sorteio, nós desejamos boa sorte! Mas, se você vai realizar um sorteio, lembre-se de baixar um dos apps recomendados para facilitar o processo.

Adicionalmente, um site que nós gostamos muito de usar e pode ser acessado do computador ou do celular é o random.org, ele possui diversas ferramentas para sorteios igualmente diversificados.

Até a próxima!

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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Microsoft torna Open Source seu app calculadora

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Há quem diga que a Microsoft apenas está preparando o terreno para num futuro próximo “se apropriar” do Linux e do mundo Open Source, ainda existe quem afirma que com o Satya Nadella a postura da empresa mudou e que a MS adaptou-se ao mercado, porém sempre existirá a dúvida pairando na mente, de quem viveu aquela época obscura da empresa.

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Inegavelmente com o passar dos anos, a Microsoft veio disponibilizando cada vez mais o código de seus softwares, em 2014 o Microsoft .NET Framework teve parte do seu código disponibilizado, também teve o motor do JavaScript em seu “finado” browser Edge (em breve a atual versão do Edge, será baseado no Chromium), o Chakra, parece que a empresa está “cedendo” ao padrão de mercado, o “jeito Open de Ser”, e desta vez mais uma aplicação entra na lista, o app de calculadora do Windows 10.

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Distribuído sobre a licença de código aberto MIT, o app de calculadora do Windows 10, que é desenvolvido com o XAML, Azure Pipeline e Universal Windows Platform (UWP). Disponível no Github, todo o cronograma de desenvolvimento da aplicação, assim como a possibilidade de sugerir funcionalidades ou implementações, estará ao alcance dos desenvolvedores, e por ser Open Source, seu código pode ser utilizado em outros projetos.

Algo interessante para os novos desenvolvedores que pretendem utilizar de tais tecnologias, é ver como a MS utiliza seus padrões de desenvolvimento, uma forma eficaz de ver todo o processo e familiarizar-se com tais ferramentas.

E você acha que a MS está a cada dia indo em rumo ao Open Source? Será que no futuro o Windows será de código aberto? Algo interessante e que também pode entrar em discussão, ao se pensar numa Microsoft mais aberta, é seu pacote universal de programas, pauta de um Diocast, intitulado “Esse Windows ainda vai virar Linux?”, caso não tenha acompanhado basta ouvir todo esse bate-papo. 

Te espero no próximo post, e lembre-se, seja educado e respeite a opinião alheia, não esqueça de compartilhar o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Como configurar a rede no Ubuntu Server através do Netplan

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Há algum tempo o nosso querido Ubuntu Server mudou consideravelmente a sua forma de configuração de rede padrão, se antigamente nós configurávamos as nossas placas de rede em /etc/network/interfaces, à partir do Ubuntu 18.04 LTS (Server ou não) as configurações de rede devem ser feitas através do "netplan". Aprenda a fazer essa configuração.

Configuração de Netplan Ubuntu






Para configurar a rede no Ubuntu Server, atualmente, você deve navegar até o diretório /etc/netplan, onde será possível encontrar um arquivo com a extensão .yaml, é nele que você deve fazer os seus ajustes.

Entendendo a formatação e configuração do arquivo .yaml de rede


Eu sei, "old habits die hard", mas o novo formato permite um único tipo de configuração de rede em todas as versões do Ubuntu disponíveis, do seu desktop até a "internet das coisas", e bom, mesmo que você não goste muito da ideia de mudar, francamente, não há muito que você possa fazer nesse sentido, porém, a configuração atual é, na verdade, extremamente simples.

Dica: Para editar estes arquivos eu vou usar o editor de textos "nano", no meu caso a sintasse para abrir o arquivo de configuração seria:
sudo nano /etc/netplan/50-cloud-init.yaml
Verifique qual o nome do seu arquivo de configuração de rede com:
ls /etc/netplan/
Esta é a imagem de um arquivo de configuração de um dos meus servidores:

Configuração de rede no Ubuntu Server

O arquivo por si só já é identado, então, recomendo tomar esse cuidado na organização, isso vai fazer com que seja realmente simples de entender tudo.

Indicado com a seta, você tem o nome (ID) da sua placa de rede.

Logo abaixo você tem:

- Endereço do IP que você quer para a máquina, seguido de uma máscara de sub-rede, declarada nesse caso com um simples "/24" (255.255.255.0);

- gateway4 para IPV4, se você for usar IPV6, terá de declarar como "gateway6";

- dhcp4 para IPV4, suportando "verdeiro" ou "falso" para DHCP ativo ou não, com as palavras em Inglês "true" e "false", asssim como o gateway, caso você vá utilizar IPV6, ele deve ser declarado como "dhcp6";

- "optional" define se essa placa de rede deve ser aguardada (false) ou não (true) na hora do boot para iniciar o sistema;

- Por último você deve configurar o seu DNS sob "nameservers". Observe a identação, você pode adicionar mais de um DNS na mesma linha, apenas separando-os por vírgula, é bem simples de entender observando o exemplo acima.

Observe, na imagem acima também, como é feita a organização das informações para que tudo saia corretamente. Antes de fazer qualquer alteração nesse arquivo, você pode, é claro, fazer um backup dele.

Configurando DHCP no arquivo de Netplan


A configuração de rede do Ubuntu Server pode ser feita no momento da instalação, se você marcar para ele usar DHCP ou ignorar a configuração de rede, esse será o comportamento padrão do sistema, porém, caso você tenha alterado alguma configuração ou queira fazer algum tipo de teste, o DHCP padrão do Ubuntu Server se configura dessa forma:

Configuração de rede Ubuntu Server

E claro, você pode mesclar as coisas e adicionar configurações extras, como  usar um DNS específico.

Dica: Como descobrir o ID da minha placa de rede?

Como você deve ter percedido, é necessário declarar a sua placa de rede para então fazer as configurações adequadas. Geralmente o próprio Ubuntu adincionará essa identidade ao arquivo por padrão se as placas estiverem no servidor na hora da instalação, mas em caso de dúvida, use o comando:
ip address
Mesmo sem internet no computador você verá um resultado semelhante a esse, observe o local onde a placa de rede é exibida:

Configuração de rede no Ubuntu Server

Se precisar estudar mais o netplan para fazer configurações menos comuns, basta consultar o manual:
man netplan
No site da Canonical você encontra uma versão web desse manual.


Testando e aplicando o "seu plano de rede"


O "Netplan" possui alguns recursos interessantes, como uma ferramenta para testar se a configuração está funcional, antes de você aplicar mudanças:
sudo netplan try
Dessa forma o "Netplan" tentará implementar a suas modificações no sistema, caso algo dê errado, ele vai te avisar. Nesse caso, eu escrevi a palavra "true" errado propositalmente para mostrar o resultado, veja:

Configuração Ubuntu Server

Ajustando esse erro e repetindo o teste:

Configurando o Netplan no Ubuntu

Repare que agora o meu arquivo de configuração foi aprovado como "funcional", eu posso aplicar a modificação ao sistema simplesmente pressionando "enter" novamente, caso contrário, em 2 minutos o arquivo será revertido ao padrão anterior.

Caso você já saiba fazer as modificações e simplesmente queira aplicar direto as suas configurações, basta rodar:
sudo netplan apply
Como você pode ver, especialmente se você era um dos que constumava fazer ajustes em  /etc/network/interfaces, aqui não é necessario reiniciar nenhum serviço ou mesmo o servidor. No entanto, vale a pena observar que caso você edite o seu arquivo (com o nano por exemplo),  o salve, e depois reinicie o seu computador, ele vai usá-lo como "netplan" sem a necessidade do "apply".

Uma forma nova de configurar o seu Ubuntu Server


Apesar de eu ter tratado isso como algo novo, esse método já está disponível para as pessoas que vão usar o Ubuntu Server há praticamente um ano e não é necessariamente mais difícil do que o modo antigo, é apenas diferente. De fato, tirando o nome meio esquisito que o seu "yaml" pode ter, o resto é simples até demais.

Espero que o artigo tenha ajudado, se ele lhe foi útil, não esqueça de compartilhar, até a próxima!

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Veja as letras de suas músicas favoritas com o Musixmatch

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quarta-feira, 6 de março de 2019

Música é uma arte que requer sensibilidade sonora e muitas vezes desperta um sentimento único e que se molda conforme o ritmo, harmonia, letra e seu estado emocional, e sempre temos um estilo ou artista que afloram tais sentimentos, e que tal tirar proveito desse momento ao acompanhar as letras conforme a música é tocada? O programa de hoje proporciona tais possibilidades.

musicxmatch-letras-musicas-spotify

O Musixmatch é um dos maiores e mais populares apps Android, com ele você poderá acompanhar em tempo real seu artista interpretando alguma canção, e as letras serão visíveis nesse momento. Além de possuir uma versão mobile, o app conta com um cliente desktop.

Em sua versão mobile, o Musixmatch pode obter as letras de várias canções no Youtube, Spotify, Apple Music, SoundClound, Google Play Music, Pandora e mais.

musicxmatch-letras-musicas-spotify-google-music-apple-android

E qual a utilidade de ver letras das músicas?


Podemos aproveitar deste recurso para alguns fins como: Fazer um karaokê particular com as músicas favoritas, aprender algum idioma enquanto ouve música (sempre vejo os professores falarem que uma das melhores maneiras de praticar ou aprender outro idioma são através de filmes, seriados, livros e músicas), utilizar para aulas de canto e técnica vocal, ou simplesmente tirar uma duvida sobre um “trecho nebuloso” de alguma canção predileta (😂😂😂).

O legal desta aplicação que, ao menos no desktop que testei, não precisa ter a versão de um serviço pago para utilizá-lo em conjunto, falo especificamente do Spotify que é a plataforma de Streaming de áudio que consumo diariamente.

Instalando o Musixmatch


Como informado logo acima, o Musixmatch possui tanto versão mobile, como desktop, porém, irei focar na aplicação para PCs, se deseja instalar a versão para Android, basta acessar esse link que te levará direto à Google Play Store

Um ponto a salientar, é que sua versão desktop age em conjunto com o Spotify, então você precisa deste programa previamente instalado, e se utiliza a versão free, não tem problema algum.

Pesquise normalmente na loja do Ubuntu, Linux Mint, e instale o Spotify.

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O Musixmatch é distribuído no formato Snap, sua instalação pode ser feita tanto via terminal, como na loja de aplicativos, caso esteja utilizando o Linux Mint ou derivados, você pode aprender como habilitar o Snap através deste post.

sudo snap install musixmatch

musicxmatch-letras-musicas-spotify-ubuntu-snap-loja

Para desinstalar o programa, você pode fazer da mesma maneira que instalou via interface gráfica ou com o comando:

sudo snap remove musixmatch

Configurando e utilizando o programa


Logo após instalar o Musixmatch, execute-o. Uma pequena janela abrirá, tenha em mente que o app funciona em conjunto ao Spotify, como já foi comentado, então ele deve estar funcionando e reproduzindo alguma canção.

musicxmatch-letras-musicas-spotify-janela-inicial

Antes de usarmos o programa, é necessário alguns passos, como criar uma conta no Musixmatch e logar com sua conta Spotify.

Clique na opção “Musixmatch login required”, ele abrirá uma nova janela, crie seu cadastro na plataforma.

cadastro-musicxmatch-letras-musicas

Depois conecte-se com sua conta Spotify, clicando em ”Connect to Spotify”.

login-cadastro-spotify

Após ter criado seu cadastro do Musixmatch e ter logado com sua conta Spotify, reproduza alguma música no Spotify, abra o app do Musixmatch através de seu ícone de bandeja e clique em “Show Musixmatch”.

bandeja-tray-musicxmatch-letras-musicas-spotify

E pronto! “Num passe de mágica” uma janela flutuante com a letra em tempo real será visível, caso o aplicativo não identifique ou perca seu login ao fechá-lo, efetue-o novamente, assim o app volta a sua normalidade.

musicxmatch-letras-musicas-spotify

Gostei bastante desta aplicação, sua versão desktop ainda tem menos funcionalidades que a mobile, entretanto creio que seja questão de tempo para a chegada de novos recursos.

E você, é apaixonado por música? Deixe nos comentários sua opinião, e se você assim como eu às vezes “dá uma de cantor” (😂😂😂), não perca tempo e experimente esse programa.

Te espero no próximos post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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