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WPS Office recebe update na sua versão para Linux

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Muitos que chegam ao mundo Linux, estão acostumados a usar a suíte de Office da Microsoft, conhecido como Microsoft Office. Com isso é muito comum as pessoas salvarem os seus arquivos nos formatos proprietários da Microsoft (.docx; .xlxs e .pptx), assim quando vão usar esses documentos no Linux, enfrentam algum problema ou incompatibilidade com eles. O WPS Office vem para suprir essa necessidade. 


 WPS Office recebe update na sua versão para Linux





Como é de praxe nos updates de programas, as tradicionais correções de bugs e melhorias estão presentes nesta nova versão do WPS Office para Linux, que é mantido pela comunidade e não diretamente pela empresa, mas tendo o seu aval.



Algumas melhorias presentes nesta nova versão, a 11.1.0.8372, são:


- Novo estilo de skin, ícones, pontos de controle, suporta a tela de alta resolução e customização de aparência.

- Novas páginas, integração dos documentos abertos recentemente, templates locais, modelos de documentos, modelos online, etc.

- Novo navegador embutido. (Não é um navegador de web e sim a possibilidade de abrir vários documentos simultaneamente. como as abas de um browser.)

- Suporte para inserir imagens em formato SVG.

- Suporta inserção de QR Code e código de barras.

Para conferir as outras novidades desta nova versão do WPS Office, basta acessar o link.

Para baixar ele, você vai encontrar nos formatos .deb e .rpm de forma “oficial” e podendo baixar através deste link.

Se você já tem o WPS Office instalado, ao executá-lo, um Pop-up vai “pular” em sua tela avisando que a nova versão já está disponível para a instalação. Conforme as screenshots abaixo.




Mas e os formatos Snap e Flatpak….?


O WPS Office também é distribuído através destes formatos, mas sendo mantidos pelas comunidades dos respectivos projetos. No caso do Snap, tem três (3) publicações sobre o mesmo e elas ainda estando na versão 10.1.0.6757 ou 58. Como você pode conferir neste link. Já no formato Flatpak, ele já está na última versão, a 11.1.0.8372 e empacotado e publicado pela comunidade do Flatpak, o Flathub maintainers. Para baixar basta conferir este link.

Se você precisar instalar algumas dessas tecnologias, temos artigos ensinando  como proceder: Snap e Flatpak.

Conte pra gente aí nos comentários, o que achou desta nova versão do WPS Office e se usa ele ou se já usou.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

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Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?

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Amado por muitos e odiado por vários usuários, os novos formatos de empacotamento estão ganhando a cada dia mais espaço, com uma “briga” bem acirrada, tendo como principais “combatentes” o Snap e o Flatpak. Em quanto muitos alegam que um formato padrão seria uma necessidade do Linux, ao ver que existem diversas formas de se instalar um mesmo software, outros alegam que a pluralidade e flexibilidade na escolha é um ponto a favor. No entanto estas distribuições estão optando por trazer esses formatos em destaque, claro que isso não significa o não suporte aos demais tipos, apenas uma afinidade com certo projeto. E o elementary OS optou pelo Flatpak, mas qual o motivo desta escolha?

loja-appcenter-elementary-os-flatpak

Em seu blog oficial o elementary OS, através do desenvolvedor Cassidy James Blaede, manifestou o seu apoio ao Flatpak, informando que o projeto está preparando-se para o futuro, e sua loja de aplicativos a AppCenter terá suporte ao formato.

Não sabe o que são e como funcionam os diversos formatos de pacotes no Linux? Acesse essa matéria super especial e aprenda sobre essas tecnologias.

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Ao que parece, a distro se tornará num futuro em algo semelhante ao Endless OS (ao menos em sua loja, com apps curados, claro), utilizando o formato Flatpak para o gerenciamento de seus aplicativos, o elementary OS pautou que o formato clássico em DEB tem sido eficiente ao decorrer dos anos, porém com a evolução da tecnologia, características na qual eles julgam importantes como: downloads paralelos, atualizações delta, sandbox entre outros recursos, não são foco no desenvolvimento do formato de pacotes Debian (a mudança é valida para os apps curados, os demais continuarão em DEB). 

Por que não Snap ou AppImage?


Se o elementary OS é baseado no Ubuntu, porque não utilizar o Snap? E o AppImage? O elementary OS deixou claro o porquê desta escolha, e não é por motivos de um ser inferior ao outro, apenas algumas conveniências.


flatpak-snap-appimage-loja-appcenter-elementary-os

O Snap é acompanhado por alguns anos pelo elementary, e seus desenvolvedores fazem parte do Technical Oversight Board, um conselho técnico de supervisão do formato Snap, que visa criar especificações técnicas e diferentes implementações, conforme a influência de sua comunidade e seus participantes (a exemplo projetos como: AppStream, Arch, Debian, KDE, Ubuntu e Fedora, fazem parte de tal grupo).

Porém o Flatpak enquadra-se melhor na visão do projeto elementary, por estar mais alinhado com o AppStream e o GTK. Por ser desenvolvido sobre tecnologias do projeto Gnome, o elementary tem um maior benefício com o formato, pois suas novas implementações e recursos estão sincronizadas com o Flatpak, que é desenvolvido com o GTK em mente desde seu início.

Esse foco do GTK no Flatpak é sem dúvidas um fator importante para escolha do formato, no entanto outro motivo importante é a descentralização de seus repositórios, ao contrário do Snap, o Flatpak pode ter repositórios individuais, isso proporciona maior controle sobre os pacote pelos desenvolvedores do elementary OS.

Assim o elementary OS garante proporcionar uma infraestrutura que seja construída e mantida com a privacidade do usuário em mente, pois não seria obrigatório utilizar repositórios de terceiros, mantendo um próprio, como alegam estar fazendo com seu repositório Debian atualmente.

Outro aspecto levado em consideração, foi o consenso de seus desenvolvedores, que alegaram ter maior facilidade ao trabalhar com o Flatpak, onde eles tiveram mais experiência.

E o AppImage? Por não trazer por default elementos como sandbox (é possível utilizando o Firejail ), atualização via repositório, rollbacks, entre outros aspectos, fizeram com que o AppImage ao menos tenha sido realmente considerado na implementação da AppCenter. 

Todos os fatores combinados tornam o Flatpak como sua escolha, todavia eles salientam que esta escolha é para sua central de softwares, a AppCenter, e que os usuários são livres para escolherem os formatos que queiram utilizar, embora recomendem o uso de formatos que contenham vantagens e tecnologias como o sandbox.

O que mudará no elementary OS?


Com a adoção do Flatpak, o elementary OS desenvolverá um SDK próprio, e prometeu que por conta disso as aplicações terão tamanhos semelhantes as atuais. Um aspecto a ser observado, é a adesão do Flatpak e não o Flathub, isso significa apenas as aplicações oferecidas na AppCenter que passam pela curadoria do elementary. Outros Flatpaks de repositórios como o Flathub, que não estão sob sua vigilância, não farão parte dos repositórios contidos no AppCenter. 

loja-appcenter-elementary-os-flatpak
 
Outros recursos como atualização automática dos Flatpaks, que existe nas últimas versões da Gnome Software, não estarão presentes em primeiro momento na AppCenter, não obstante com o tempo, novas funcionalidades, como essa, poderão compor a loja do elementary OS.

No atual momento a AppCenter não suporta o Flatpak, e será necessário todo um desenvolvimento para o funcionamento tanto de Flatpaks como DEBs.

A mudança será gradativa, de modo que não tenha impacto com os usuários do sistema, e nem é garantida em sua versão atual, 5.0 Juno. Para os desenvolvedores que tenham interesse de disponibilizar seus aplicativos na AppCenter, o projeto conta com uma curadoria e passo-a-passo para tal, basta acessar o link de seu Github, e informar-se sobre a publicação de apps na loja do elementary (Mais de 100 aplicações curadas estão na AppCenter).

Flatpak, Snap e AppImage


Parece que os projetos comunitários estão adotando o Flatpak, enquanto empresas indo para o Snap, não que isso seja uma regra. O Mint por exemplo, mesmo baseando-se no Ubuntu escolheu o Flatpak, e agora o elementary faz uma escolha semelhante. Essa maior liberdade sem necessariamente passar por sistema de terceiros, está sendo um ponto a favor do Flatpak.

Já o AppImage, mesmo sendo uma ótima tecnologia não tem recursos, como atualização via repositório, rollbacks etc. Não que isso seja um defeito do formato, apenas o mesmo tem uma proposta diferenciada, sendo largamente utilizado em projetos de softwares, por exemplo o Kdenlive.

E você o que achou desta decisão do elementary OS, em distribuir seus apps curados em Flatpak? Gostaríamos de saber sua opinião em nosso fórum Diolinux Plus, interaja e compartilhe nossa comunidade.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux não dá dinheiro? Confira as receitas da Red Hat

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terça-feira, 2 de abril de 2019

A Red Hat, anunciou seus resultados financeiros para o quarto trimestre do ano fiscal de 2019, encerrado em 28 de fevereiro de 2018. A receita total do trimestre foi de US$879 milhões, alta de 14% em dólares na comparação com o mesmo período do ano anterior, ou 17% em moeda constante. A receita de assinaturas para o trimestre foi de US$ 774 milhões, alta de 13% em dólares na comparação com o mesmo período do ano anterior, ou 16% medidos em moeda constante. A receita de assinaturas no trimestre foi 88% da receita total.

Linux não dá dinheiro? Confira as receitas da Red Hat







“As empresas continuam mudando para ambientes de cloud híbrida, o que está contribuindo para o forte crescimento nas tecnologias da Red Hat voltadas à cloud”, disse Jim Whitehurst, presidente e CEO da Red Hat.


A afirmação está em consonância com o cenário atual nos negócios. De acordo com uma pesquisa do Gartner, os serviços públicos globais deverão crescer mais de 17% em 2019 e representar um mercado de US$ 206,2 bilhões. Em todo portfólio, o número total de clientes com subscrições ativas que ultrapassam os US$ 5 milhões aumentou 33% ante o ano anterior no ano fiscal de 2019.

Outro fator essencial para este desempenho é o crescente número de clientes Ansible e OpenShift, que ultrapassou os 1.300 e 1.000, respectivamente, no fim do ano fiscal de 2019.

“No ano fiscal de 2019 nós continuamos a fortalecer nossas relações estratégicas com as empresas, o que ficou evidente devido ao contínuo crescimento em compromissos de tamanho considerável. Vimos um aumento de 17% em comparação anual no número de acordos superiores a US$1 milhão, apesar da base menor de grandes renovações no ano fiscal de 2019. Estes acordos incluíam a ampla adoção do portfólio de tecnologias da Red Hat, com aumento de até 22% nas vendas cruzadas ante o ano anterior”, disse Eric Shander, vice-presidente executivo e diretor financeiro.

“Além disso, nossa carteira de pedidos total foi de US$ 4,1 bilhões, um aumento de 22% em 
comparação anual. Este é o terceiro ano consecutivo em que a carteira de pedidos total 
aumentou em um ritmo de mais de 20% na comparação anual, o que reflete ainda mais o 
momento de progresso dos nossos negócios”, comenta.

LUCRO LÍQUIDO


O lucro líquido GAAP para o trimestre foi de US$ 139 milhões de dólares, ou lucro diluído por ação (EPS) de US$ 0,75, ante lucro líquido GAAP de US$ 12 milhões de dólares, ou lucro diluído por ação de US$0,07, no mesmo trimestre do ano passado. O trimestre do ano anterior registrou uma cobrança fiscal não recorrente de US$123 milhões relacionada à Lei de Cortes de Impostos e Empregos, que entrou em vigor em dezembro de 2017. Após ajuste de despesas de compensação não monetárias baseadas em ações, amortização de ativos intangíveis, custos de transação relacionados a combinações de negócios e despesa com juros não monetária relacionada a descontos da dívida, o lucro líquido não GAAP para o trimestre foi de US$ 214 milhões, ou lucro diluído por ação de US$ 1,16, ante US$168 milhões, ou lucro diluído por ação de US$0,92, no mesmo trimestre do ano anterior. A média ponderada diluída das ações em circulação não-GAAP exclui a diluição que acredita-se que será compensada por nossas transações de hedge de títulos conversíveis.

FLUXO DE CAIXA


O fluxo de caixa operacional foi de US$ 397 milhões no quarto trimestre, uma alta de 10% em comparação anual. O fluxo de caixa operacional inclui o impacto de nossa recente adoção do ASU 2016-15: Declaração dos Fluxos de Caixa (Tópico 230): Classificação de Certas Receitas e Pagamentos em Dinheiro, o que requer a porção de pagamentos de títulos conversíveis durante o quarto trimestre, que é atribuível ao desconto da dívida que será classificado como fluxo de caixa operacional. O fluxo de caixa operacional não-GAAP fornecido pelas operações, que exclui este impacto, foi de US$ 424 milhões, um aumento de 17% em na comparação com o mesmo período do ano anterior, comparado ao fluxo de caixa operacional não-GAAP. O caixa total, equivalentes de caixa e investimentos em 28 de fevereiro de 2019 foi de US$2,4 bilhões após recompra de aproximadamente US$413 milhões, ou cerca de 0,9 milhão de ações ordinárias no ano fiscal de 2019. O saldo remanescente da atual autorização de recompra de ações em 28 de fevereiro de 2019 foi de aproximadamente US$737,2 milhões.

RECEITA DIFERIDA

No fim do quarto trimestre, o balanço das receitas diferidas totais da empresa foi de US$4,1 bilhões, um crescimento de 22% na comparação anual. O impacto negativo na receita diferida total devido às mudanças nas taxas de câmbio foi de US$ 77 milhões em comparação anual. Em base de moeda corrente, a receita diferida total teria aumentado 18% na comparação com o ano anterior.
Continue a discussão sobre o tema do artigo lá no nosso fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Projeto de lei quer proibir jogos violentos no Brasil

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Não é de hoje que movimentos contra jogos são levantados por políticos ou algum meio de comunicação. Quem nunca viu uma matéria sensacionalista ou um programa de TV, que adicionasse todas as calamidades e crimes na conta dos jogos? Essa é uma realidade não apenas brasileira, porém, em nosso país é comum ver este tipo de coisa.

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Em meio às recentes tragédias, um projeto de lei, deveras questionável, circula a Câmara dos deputados. Proposto no dia 19 de Março pelo deputado Júnior Bozzella do PSL - SP, o projeto de lei PL 1577/2019, pretende criminalizar jogos eletrônicos violentos, não levando em consideração a idade do jogador e indo além, tornando proibido seu desenvolvimento ou comercialização em solo brasileiro. Veja logo abaixo a ementa do projeto:

Ementa

“Criminaliza o desenvolvimento, a importação, a venda, a cessão, o empréstimo, a disponibilização ou o aluguel de aplicativos ou jogos eletrônicos com conteúdo que incite a violência e dá outras providências.”

Para os infratores a pena seria de 3 a 6 meses de prisão, ou multa.

Tais projetos bizarros são pautados em meio a histeria ou valendo-se de crimes com repercussão nacional. Estes casos assumem a ideia que tais situações de violência são ocasionadas pelo impacto dos jogos no desenvolvimento moral e social da criança, no entanto é uma alegação pífia que não considera fatores mais importantes como: estrutura e condição social e familiar, além de aspectos externos que possam impactar o alto índice de violência em nossa sociedade.

Alegar que os jogos estão tornando a sociedade mais violenta, é jogar fora toda a história que demonstra o quão horrenda já foram nossas civilizações (em termos de violência e criminalidade). Seriam os games os causadores de toda violência no Brasil, ou a desigualdade social, falta de educação ou anos de destruição de uma identidade cultural? É mais simplório por na conta dos jogos, logo que é algo imediatista, alias, quem nunca jogou um GTA e depois saiu atropelando idosos na rua? (sarcasmo, ok?! Não leve ao pé da letra… 😁😋😁)

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Jogo violento não é coisa de criança!


Os selos de classificação de jogos são uma métrica, que visa guiar quais títulos seriam indicados para uma determinada faixa etária, tal regulamentação é uma forma de assegurar o consumo, cerceando possíveis situações inadequadas para um certo público. Acesse o link para maiores informações desta classificação.

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O problema de alguns pais brasileiros, é que tal métrica é totalmente ignorada, não sendo incomum se deparar com situações em que pais presenteiam filhos com jogos de extrema violência. Só como comparativo, o game Mortal Kombat X e GTA V, tem uma classificação etária mínima para maiores de 17 anos e crianças de 10 anos jogam tais games. Deixando bem claro, que a classificação é apenas indicativa, ou seja os pais tem a palavra final.

Como responsáveis, os pais devem averiguar o tipo de conteúdo que seus filhos consomem, e uma boa conversa e educação é a chave para essa parceria. Todavia uma parte abalada na sociedade brasileira é justamente essa, a educação dos filhos, na qual nos últimos anos o estado vem tomando essa responsabilidade.

Proibição apenas de jogos violentos, por que não filmes e outras mídias?


Com bastantes controvérsias, essa lei proposta pelo deputado Júnior Bozzella do PSL - SP, visa proteger a sociedade (ao menos é o que honestamente quero acreditar 😁😜😁) contudo a justificativa é fraca e já existe um sistema de classificação. Retirar o direito de toda uma nação não é, nem de longe, a melhor alternativa. Seguindo a mesma lógica, filmes, novelas, músicas, livros e quaisquer meios que transmitam essa mensagem de violência deveriam enquadrar-se em uma lei semelhante.

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No documento, a justificação de tal projeto é “...essa banalização da vida e da violência pela população jovem é advinda pelo convívio constante com jogos eletrônicos violentos. Nesse tipo de “diversão”, os adolescentes e as crianças são incitados a atividades que não condizem com seu perfil, conduzindo a formação de cidadãos perturbados e violentos.” Perceba que ele mesmo admite que são atividades não condizentes com o perfil destes jovens e crianças, porém a responsabilidade e o dever é abstraída dos pais e imposta pelo estado. 

Imagine um mundo com apenas classificação Livre, seria ótimo não? Só que estamos num mundo real, e não imaginário. Crianças, jovens e adultos tem um nível diferente de percepção do mundo e um grau de maturidade distinta para absorver e processar a realidade, nem tudo que é bom para um jovem de 18 anos é bom para uma criança de 10.

Não obstante, seria de extrema loucura censurar tudo para haver classificação livre, como abordado anteriormente, a mesma lógica cai sobre outros conteúdos, o que seria mais real: abstermos de tudo que não seja condizente com as capacidades cognitivas de uma criança, ou seus responsáveis imporem limites e regularem seus filhos?

Adicionalmente, existe um tipo de situação que nunca cai em nenhum tipo de estatística, mas seria interessante haver uma pesquisa sobre: Quantas são as pessoas que evitam o uso da violência ou qualquer outro tipo de ato que possa prejudicar o próximo justamente por conta de games? Quantas pessoas descontam suas frustrações em jogos, ao invés de descontar em uma pessoa, de forma física? Esse tipo de dado não existe, mas algo me diz que o números seriam muito interessantes.

Acesse o documento completo do projeto de lei, neste link.

Você pode votar no site da Câmara dos deputados e dar sua opinião, segue o link.

Essa é uma discussão complexa e bem significativa, convido você a dar seu ponto de vista e opinião em nosso fórum Diolinux Plus, criminalizar os jogos violentos, seus desenvolvedores e empresas, seria a melhor maneira de reduzir a criminalidade, ou apenas um atalho?

Deixe sua opinião e participe em nosso fórumSISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Mint 19.2 já tem nome, novidades e novo repositório para testes

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Os desenvolvedores do Linux Mint fazem um report mensal do projeto no blog oficial. Em Março, mês passado, tivemos muito planejamento feito pela equipe para o Linux Mint 19.2, que deve sair entre Maio e Junho desse ano.

Linux Mint 19.2 Tina






O codinome da nova versão será "Tina", sem maiores explicações, mas seguindo a velha lógica da mesma letra do alfabeto para versões com a mesma base, e nomes femininos terminando com a letra "A". O sistema continuará baseando-se no Ubuntu 18.04.2 LTS, como era de se esperar.

Nos post de anúncio tivemos alguns parágrafos dedicados a conversar sobre a profissão de desenvolvedor do sistema, com várias reflexões sobre o assunto, parecendo um real desabafo, você pode ler na íntegra aqui.

No mês passado os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram a intenção de reformular o site da distro e o próprio logotipo, segundo as informações, ainda não foi chegado a um concenso de como as coisas devem ser, mas que o caminho para isso já está mais claro.

Melhorias visuais


Talvez esse realmente seja o maior ponto fraco do Linux Mint. O tema atual está longe de ser horrível, mas convenhamos que ele também não causa nenhum "uau!" para quem vê pela primeira vez, possuindo vários recursos interessantes que não é tão comum de ver em outras distros, como uma variação de cores entre GTK e ícones para todos os gostos praticamente, mas ainda assim, parece não ser o suficiente.

Os desenvolvedores comentaram que ficam meio divididos por conta do Linux Mint costumar oferecer uma experiência sólida em relação a usabilidade e aparência, os usuários que gostam da distro como ela é, não parece ser tão favoráveis a mudanças, incluindo no próprio site, mas mesmo assim, a galera do Mint parece estar ciente de que as coisas precisam de uma modernizada. 

Hábito é uma coisa muito muito complicada mesmo.

Ainda que as mudanças não sejam drásticas, algumas coisas podem parecer um pouco diferentes no Linux Mint 19.2 em relação ao 19.1. 

Um desses pontos é o contraste entre os elementos na tela. Na última atualização o tema "Mint-Y", padrão atual do sistema, recebeu muito mais contraste do que antes e aparentemente os desenvolvedores ainda não ficaram satisfeitos com o resultado. Você pode ver alguns exemplos do trabalho sendo realizado nesta página.

Linux Mint novo tema

Outra novidade virá à partir das fontes. Agora as fontes Noto, usadas na versão atual do Linux Mint serão substituídas pelas fontes Ubuntu, você pode acompanhar o progresso em relação a isso nesta página do GitHub onde existem algumas comparações. A fonte OpenSans, que o elementary OS utiliza foi considerada também, mas no fim das contas, a fonte Ubuntu acabou ficando.

Por conta disso os pacotes fonts-noto, fonts-noto-hinted and fonts-noto-unhinted serão removidos do sistema, este último estava causando peguenos engasgos no Chromium, então, dois problemas resolvidos de uma vez. O suporte a Emojis deve funcionar melhor também nessa nova versão.

A cor do Mint pode mudar?


Há algum tempo eu falei por email com o Clement Lefebvre, líder do projeto Linux Mint, sobre coisas que poderiam ser melhoradas no Mint. Lembro que sugeri a mudança do tema do Mint para azul, ficando um pouco mais padrão de mercado e "fresh Mint", por assim dizer, sem tirar, claro, a possibilidade da galera voltar para o verde.

Na ocasião ele concordou comigo sobre o tema, porém, indicou que mudar a cor do projeto realmente faz mudar boa parte da identidade visual da distro, o que pode ser bom ou ruim, dependendo de como for feito.

Nesta página no GitHub, Clem comenta sobre a questão dos tons do Linux Mint, comentando essa questão do "azul" que eu havia mencionado, informando que a decisão atual irá focar mais em diminuir a cor verde da interface.

Mostrando um comparativo de como o tema do Linux Mint força muito mais a sua cor acendente do que outros temas, por exemplo:

Paleta de cores do Linux Mint atual
Paleta de cores do Linux Mint atual

Paleta de cores do Adwaita
Paleta de cores do tema Adwaita do GNOME

Paleta de cores do Adapta
Paleta de cores do tema Adapta
Como podemos ver, o tema do Linux Mint (Mint-Y) acaba forçando a presença do verde em vários lugares onde os outros temas não o fazem, e isso só é bom se você gosta muito de verde e não conheço muita gente que goste, ao menos não desse verde que o Mint usa. Por isso, a ideia é alterar esse comportamento aos poucos e dar opções de ajustes de cores para os usuários, assim o Mint não vai perder sua identidade e você poderá fazer as alterações como quiser e deixar o Mint com a sua cor favorita.

Sinceramente, torço para que a o tema Adapta com as suas várias cores entre no sistema.

Para finalizar o assunto do tema, temos também a informação que o Linux Mint suportará melhor os Dark Mode das aplicações. Não sabemos ainda como exatamente isso vai funcionar, acho que vamos ter que aguardar pra ver.

Melhorias no Cinnamon


O Cinnamon Desktop é a "menina dos olhos" do Linux Mint. Apesar da interface ter diversos colaboradores, o Cinnamon foi um projeto que nasceu pelo Linux Mint e é ali que ele recebe os seus principais incrementos.

O foco principal é no "Muffin", que apesar de ter um nome de "bolinho", é um componente muito sério. O Muffin é o compositor de janelas do Cinnamon, assim como o Mutter é no GNOME. O foco da equipe do Linux é fazê-lo funcionar de forma ainda mais flúida.

Foram feitas reconstruções e seu código e tudo foi documentado no GitHub, as mudanças tem muito potencial, porém, estão consumindo bastante tempo da equipe, especialmente por se tratar de uma parte tão sensível do sistema, mas segundo os próprios membros da equipe, melhorias no WM (Window Manager) valem o esforço.

A possibilidade de habilitar e desabilitar o VSYNC não exige mais a reinicialização do Cinnamon, e aqui temos mais novidades, como a adição da escolha entre 3 tipos diferentes de VSYNC, o que deve acabar com o tearing de uma vez por todas em todos os casos (cruzem os dedos). Por fim, teremos uma novo applet para manuseio de impressoras no Cinnamon.

Novo repositório de testes


Ao contrário do Ubuntu, que gera ISOs diárias (daily builds) do sistema em desenvolvimento, o Linux Mint sempre foi mais restrito neste sentido.

Para quem deseja acompanhar a evolução do projeto, agora existe um novo repositório "Alpha", que permite que você tenha as versões instáveis do Cinnamon e do restante de aplicações do Desktop do Linux Mint, como Nemo, e as "Mint tools", como o gerenciador de atualizações, gestor de drivers, etc.

Este repositório é um simples PPA que você pode adicionar à versão estável do Linux Mint e torná-lo instável (olha que maravilha!). Nem preciso dizer que você NÃO DEVE FAZER ISSO, a menos que saiba exatamente o que está fazendo e que NÃO SEJA na sua máquina de trabalho.

Para adicionar esse repositório, você pode usar estes comandos no terminal:
sudo add-apt-repository ppa:linuxmint-daily-build-team/daily-builds 
sudo apt update
sudo apt full-upgrade 

Aguardemos os próximos capítulos, ainda temos alguns meses até o lançamento e muita coisa pode acontecer.

O que você achou da versão 19.2 do Linux Mint?

Até a próxima!
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5 Dicas PRO para Shell Script

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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dizem que depois que você aprende o Terminal é que você realmente começa a entender Linux profundamente. Seja isso uma verdade ou não, de fato, é verdade que dominar o terminal te dá algumas vantagens em relação ao que você pode fazer com o seu sistema. Hoje você vai conferir 5 dias para quem quer ser um PRO no Shell Script.







1 - Portabilidade dos seus Shell Script



Muitas vezes indicamos automaticamente o caminho da Shebang como #!/bin/bash, no entanto, se o Bash estiver instalado num diretório diferente (como em sistemas como FreeBSD, OpenBSD e algumas distros Linux) provavelmente ela não conseguirá encontrar o interpretador e seu programa/script não funcionará.

Logo, a melhor maneira de você evitar esse tipo de problema é indicar o caminho da env que é padrão em todos os sistemas e a mesma se encarrega de redirecionar pro caminho onde o interpretador está localizado. Então, procure sempre iniciar seus programas/scripts com o seguinte caminho após a Shebang:

#!/usr/bin/env bash

O mesmo vale para outros Shells: ZSH, FISH, etc.

2 - Procure sempre pôr cabeçalho nos seus scripts


Os cabeçalhos são importantes para que a pessoa saiba pra que serve seu programa/script, como lhe contactar em caso de algum problema, qual a forma de utilização e entre diversos outros pontos positivos.

Geralmente num cabeçalho deve haver o "help", "changelog", "TODO", "FIXME",... ou seja, diversas informações necessárias. No entanto, em resumo, algumas informações são fundamentais, tais como: Descrição do script; Autor; Versão e Licença. Veja abaixo um exemplo mínimo e básico de um cabeçalho:

# autor: Nome Sobrenome <site.dominio>
# descrição: O que seu Script/Programa faz 
# version: 1.0
# licença: MIT License

O exemplo acima está em Português, mas é interessante deixá-lo em Inglês, para ficar ainda mais global.

3 - Separe por função


O motivo inicial da Linguagem Orientada à Objetos é a organização. No entanto, linguagens procedurais ou estruturais podem manter a organização separando cada "transformação" em funções . Em Shell Script, você pode declarar uma função em duas formas de sintax, veja abaixo ambas as formas:

USANDO a palavra function
function minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Ou SEM USAR a palavra function
minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Para chamar a função, basta invocar o nome da função no script, ex.: minha_funcao

4 - Deixe seu código com indentação


No Shell Script, como na maioria das linguagens de programação, a indentação não é obrigatória, no entanto, ela é interessante para deixar seu código mais organizado, então procure sempre manter seu código indentado.

Uma dica legal é se você usar o editor Vim , basta você selecionar tudo pressionando a tecla ESC e em seguinda combinando as teclas ggVG , após tudo selecionado, basta agora teclar duas vezes o sinal de igual == e seu código será automáticamente indentado. Mágica! :)

5 - Declare nomes descritivos


Quando criar nomes de variáveis e de funções, procure descrever (não tanto, lógico) e separando com underline **_** , pois ficará mais profissional e menos provável de haver conflito de nomes e situações desagradáveis, alguns exemplos de como descrever: set_name, get_name, display_info_start, etc.
  
Se você ainda não domina Shell Script e o Terminal Linux. Aproveite uma promoção onde você pode adquirir 5 CURSO DO TERMINAL LINUX incluindo Shell Script, Expressões Regulares, Vim e Sed. Clicando nesse link http://bit.ly/Promo5pg para adquirir com o PagSeguro ou nesse link http://bit.ly/5CursosLinux para adquirir com o PayPal. Se quiser mais detalhes da promoção veja essa postagem: 5 Cursos do Terminal Linux para você! .

Esse artigo foi escrito em parceria com a galera do Terminal Root, os quais são os autores dos cursos mencionados acima, até a próxima!
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Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Recentemente a Paradox Interactive anunciou a sequência do seu famoso RPG, o Vampire: The Masquerade – Bloodlines que foi lançado em 2004 e fez um sucesso estrondoso na época. O jogo utilizou a mesma engine do Half-Life 2, a Source Engine, que é desenvolvida até hoje pela Valve mas agora sendo a Source Engine 2. Esse primeiro jogo foi feito pela extinta Troika Games e distribuído pela Activision. Você ainda pode comprar ele via Steam. E a sua classificação no ProtonDB está entre Gold e Platinum.


 Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB






A sequência traz o seguinte enredo para o jogo:

“Gerado em um ato de terrorismo vampírico, sua existência alimenta a guerra pelo domínio do comércio de sangue de Seattle. Entre em alianças desconfortáveis com criaturas que controlam a cidade e desmascare a conspiração que mergulhou Seattle em uma sangrenta guerra civil entre facções poderosas de vampiros.
Torne-se um Vampiro Supremo
Mergulhe no Mundo das Trevas e viva sua fantasia vampírica em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas. Você e suas disciplinas singulares são uma arma em nosso sistema de combate progressivo, rápido e focado no corpo a corpo. Seu poder crescerá à medida que você avança, mas lembre-se de respeitar a Máscara e proteger sua humanidade... ou encare as consequências.”

E conforme informações do SteamDB (atualizado em 27 deste mês, Março), e também pelo ProtonDB, o jogo vai ter uma versão nativa para Linux, além de ter uma versão para MacOs e Windows. Conforme podemos ver na imagem abaixo.




E no ProtonDB também…




As configurações mínimas e recomendadas ainda não foram disponibilizadas nem pela Hardsuit Labs nem pela Paradox Interactive. O pessoal do site linuxgameconsortium, entrou em contato com as empresas para confirmar o suporte para Linux, mas até o fechamento desta edição não tiveram respostas. 

O game ainda está em pré-venda e por hora só constando para Windows, tudo normal até aí. Ele está custando na média de US$60 ou R$110 na cotação atual. Ele também está previsto para ser lançado em 31 de Março de 2020. Você pode pedir ele via Steam.

              


Agora é esperar e ver se no dia do lançamento, o game vai abranger as 3 plataformas (Linux, MacOs e Windows), além dos consoles, ou se vai ter algum atraso de lançamento em relação ao Windows. Mas isso já é um passo importante para os linux gamers, que já vão ter um grande jogo no lançamento.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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