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Habilite o modo dark do Yaru no Ubuntu - aplicações e GNOME shell

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Veja como habilitar o modo dark do tema do Ubuntu, Yaru, tanto nos programas quanto no GNOME Shell (englobando seus menus, painéis e afins).

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O Ubuntu 19.10 Eoan Ermine veio cheio de novidades e melhorias, comparado aos seus antecessores. Fizemos uma cobertura em torno deste novo lançamento do sistema. Aliás, confira logo abaixo a nossa review detalhando cada aspecto desta nova fase do sistema da Canonical.


Após verem o vídeo, alguns podem se questionar se vale ou não deixar o Ubuntu 18.04 LTS e migrar para nova versão. Criamos um artigo sobre este tema e recomendo a leitura, para efetuar o download do Ubuntu 19.10, acesse esta outra postagem. Não se preocupe quanto ao pós-instalação do sistema, ou até mesmo a atualização do Ubuntu 19.04 para o 19.10, você pode seguir nossa matéria e saber o que fazer depois de instalar o sistema.

Requisitos 


Antes de demonstrar os passos necessários para compor as mudanças, alguns requisitos são necessários. Obviamente que o primeiro deles é estar utilizando o Ubuntu 19.10 com o GNOME 3.34. A Canonical modificou seu tema, logo após a versão 19.04 do Ubuntu para harmonizar ainda mais com o tema padrão do GNOME, além de evitar eventuais problemas em aplicações e bugs relacionados a temas. Neste período até foi cogitado a possibilidade de entregar o Ubuntu com uma variação “clara/branca” do Yaru. Em seguida desistiram da ideia e mantiveram o mais próximo do visual da versão 19.04 de seu sistema. Contudo, algumas modificações ainda permaneceram, e elementos do shell foram entregues com essa premissa de ser algo mais branco (eis o motivo da criação desta matéria). No entanto, o que muitos não sabem é que existe sim a variante dark do Yaru, não apenas para os apps, e o GNOME Shell também pode ficar com um visual mais sombrio e noturno. Essa modificação não chegou à tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, mas é bem provável que na próxima LTS a mesma esteja disponível.

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Sabemos que por padrão o GNOME não contém formas para trocar os temas de suas aplicações e shell, sendo assim passos extras são requisitados. Mais saiba que o uso de extensões no GNOME é por sua conta e risco, nunca tive problemas com as mencionadas neste artigo, porém fica o aviso.

Se você não sabe como adicionar extensões ao GNOME Shell, aprenda seguindo esse link, também recomendo a instalação da ferramenta GNOME Tweaks ou “Ajustes”. Ela será a forma em que selecionaremos o Yaru-Dark. Segue artigo de como instalar a aplicação.

Ok! Você já sabe como instalar temas no GNOME, já tem o GNOME Tweaks no sistema, o próximo passo é adicionar a extensão “User Themes” para podermos trocar o shell padrão pela variante dark. Existem várias formas de se obter este resultado, como bem viu no artigo que demonstra a instalação de temas no GNOME, fique a vontade e escolha o seu favorito. Pode tanto pesquisar diretamente na GNOME Software (Software Ubuntu, a loja) ou pelo site GNOME Extensions.

Instalando o tema Yaru-Dark para aplicativos e shell


Mencionei anteriormente que o tema Yaru escuro para o shell não foi entregue a tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, pois bem! Vamos utilizar a última versão disponibilizada em seu repositório no Github.

Vamos enfim instalar o tema, porém recomendo abrir o GNOME Tweaks (Ajustes) e trocar o tema do shell e das aplicações por outro qualquer que não seja da família Yaru. Na seção “Aparência”, mude as opções “Aplicativos” e “Shell” por outro que não seja Yaru ou equivalentes.

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Antes de todo passo a passo, certifique-se que na pasta “.themes” em sua “home” não contenha o tema Yaru. Claro, se essa pasta existir, na realidade esse passo é uma precaução (provavelmente não existirá, se acabou de efetuar uma instalação limpa). Com o gerenciador de arquivos do Ubuntu aberto, Nautilus, ao utilizar a combinação de teclas “Ctrl+H”, pastas e arquivos ocultos tornam-se visíveis ou retornam ao seu estado anterior. 

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Caso nunca tenha “clonado” um repositório do Github, ou compilado algum programa utilizando ele, algumas libs serão obrigatórias. Mas podemos instalar tudo em apenas um comando:

sudo apt install git meson sassc libglib2.0-dev libxml2-utils

O segundo passo é clonar o repositório do tema Yaru, sendo mais simples e direto, isso nada mais é que efetuar o download do mesmo. Tenha ciência do repositório que está localizado ao abrir o terminal, por padrão é sua pasta pessoal (home). Abra o terminal pressionando a combinação de teclas “Ctrl+Alt+T” ou execute pressionando sobre seu ícone. Então, digite o comando e espere pacientemente até o fim do processo.

git clone https://github.com/ubuntu/yaru

Entre na pasta do Yaru, via terminal mesmo, conforme o exemplo abaixo:

cd yaru

Vamos construir o tema Yaru, se percebeu, dentro do repositório que acabamos de clonar para nosso computador, existem diversos arquivos.

meson build

O processo pode levar algum tempinho, aguarde pacientemente e depois entre na pasta que foi criada.

cd build

Agora iremos instalar o tema ao nosso sistema, entretanto, ele não será aplicado. Este passo será realizado através da ferramenta Ajustes (GNOME Tweaks).

sudo ninja install
Reinicie o computador ou saia da sessão atual, assim o tema será visível no sistema. Abra novamente o GNOME Tweaks, se já estava aberto feche-o, e procure na seção “Aparência” o Yaru-dark, nas opções “Aplicativos” e “Shell” escolha o Yaru-dark. Obviamente que, se preferir, apenas o shell pode ser o alvo do “modo dark”. Pessoalmente utilizo todo o sistema com esta modificação.

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O resultado é bem agradável aos meus olhos, utilizar uma variante escura é quase que um requisito para meu cotidiano em frente ao PC.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

No final do procedimento o repositório clonado também pode ser removido sem problema algum, nada disso impactará no tema, pois já está nos devidos diretórios do sistema.

sudo rm -r ~/.themes/yaru

Se por algum motivo não curtiu e queira remover o tema instalado via repositório do Github, basta excluir as pastas do Yaru no caminho “/usr/share/themes”, e reinstalar o tema Yaru padrão que acompanha a versão 19.10.

Para remover, utilize o comando:

sudo rm -r /usr/share/themes/{Yaru,Yaru-dark,Yaru-light}

A reinstalação do tema, para deixar o tema default, proceda assim:

sudo apt install --reinstall yaru-theme-gnome-shell yaru-theme-gtk

Lembrando que antes de remover o tema, você deve trocá-lo por outro lá no GNOME Tweaks. Tentar apagá-lo enquanto ainda em uso poderá resultar em bugs.

O Ubuntu 19.10 veio com muitas coisas boas, entretanto, não ter uma opção semelhante ao Pop_OS! 19.10 para trocar entre diferentes variações de seu tema é uma característica que faz muita falta. Essa crítica também se aplica ao projeto GNOME, pois ambos possuem temas escuros, mas para acessá-los apenas através de softwares de terceiros. Que ao menos na próxima LTS do Ubuntu o tema escuro seja adicionado, e quem sabe a opção de trocar facilmente entre as variações do Yaru (tanto para apps, quanto para o shell). 

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.


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Facebook cria aba exclusiva para notícias, visando acabar com as fake news na plataforma

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Uma rede social em declínio. Ao menos é isso o que diz o Google Trends, junto com um grande número de pessoas que a cada dia usa menos o Facebook. Assim como com a evolução, as espécies precisaram se adaptar para sobreviver, o Facebook vem buscando novas formas de se aprimorar e tornar-se mais interessante ao público.

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Na última sexta feira (25), foi anunciada no facebook Newsroom uma nova funcionalidade chamada Facebook News. Trata-se de uma aba na rede social inteiramente dedicada à notícias, com várias opções de personalização e conectividade com serviços de notícias de terceiros.

Hoje em dia o Facebook já é utilizado por muitas pessoas para, entre outras coisas, ficar por dentro das notícias. Porém, vários fatores fazem com que a plataforma não seja, nem de longe boa para essa finalidade. Primeiro que atualmente o Facebook não possui uma infraestrutura que tenha sido criada para tal finalidade, outro ponto importante é que o sistema de verificação de fontes e da veracidade das notícias por parte da plataforma atualmente não funciona tão bem como deveria.

O Facebook News dará aos usuários, total controle sobre o conteúdo que cada um irá ver, também abrirá para o usuário a possibilidade de acesso a um número muito maior e mais variado de notícias, de acordo com os gostos de cada um, dentro do próprio Facebook. O serviço também deixará em destaque as notícias mais relevantes do dia, tendo também uma sessão para aquelas mais novas.



Segundo a publicação original, antes que o desenvolvimento do produto em questão fosse iniciado, a equipe entrou em contato com vários profissionais do mundo do jornalismo com o intuito de buscar informações e conhecimento o suficiente para poder desenvolver um serviço confiável e com credibilidade. Segundo Mark Zuckerberg, ao conversar com esses jornalistas, foi questionado quais funcionalidades eles gostariam de ver incluídas no serviço, como as notícias deveriam ser apresentadas, entre outros.

Dentre as funcionalidades que estarão presentes no novo serviço, podemos destacar:

Today’s Stories: como o próprio nome já diz, são as principais notícias do dia, que serão selecionadas por uma equipe de jornalistas ao longo do dia.
Personalization: todos os dias será mostrada uma seleção de notícias com base no que você vê, compartilha e segue.
Topic sections: aqui você poderá explorar individualmente vários tópicos, como: negócios, entretenimento, saúde, esportes, ciência e tecnologia.
Suas inscrições: uma seção para pessoas que conectaram suas contas de outros serviços de notícias à sua conta no Facebook.
• Controls: Permitirá ao usuário ocultar tópicos, artigos e editores que não deseja ver.

como-sera-a-nova-aba-news-no-facebook

Inicialmente, para fins de testes, o Facebook News será liberado apenas para um grupo seleto de usuários nos EUA. A data de lançamento de uma versão aberta ao público ainda não foi revelada, mas considerando que o serviço já foi divulgado, acredito que dentro de no máximo poucos meses todos possamos testar o novo recurso.

Não creio que o Facebook corra algum risco de deixar de existir em um curto prazo, mas se formos analisar o declínio constante que a rede social vem sofrendo, se as coisas não mudarem, acredito que em alguns anos ela chegue ao seu fim. O Facebook News pode ser uma ótima jogada para garantir a longo prazo, ou aumentar as chances de sobrevivência e crescimento da empresa.

Particularmente, não sou um usuário ativo da rede social há anos, mas quem sabe essa nova funcionalidade não me leve de volta a ela.

Você já foi, ou ainda é usuário do Facebook? Está ansioso pelo News? Conte-nos nos comentários.

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Isso é tudo pessoal! 😉

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EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos

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Tem coisas no mundo dos games, que realmente não conseguimos entender plenamente 😅😅. Uma delas é a existência da Origin como loja 😁😂. Brincadeiras à parte, a desenvolvedora de grandes franquias está de volta na Steam.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos





Lá em meados de 2011, a Steam e a Eletronic Arts, meio que “brigaram” por causa das porcentagens nas vendas, fazendo com que a EA Games lançasse a sua própria loja e também launcher .


O anúncio da volta, foi feita no setor de Notícias (News) do site da EA Games, começando com o seguinte parágrafo:

“Electronic Arts e Valve fizeram uma parceria para colocar os jogos da EA nas mãos dos jogadores na Steam. A partir do começo do ano que vem, o EA Access, nosso serviço de assinatura com grandes jogos e vantagens para os assinantes, chegará a Steam. O EA Access é o primeiro e único serviço de assinatura disponível na Steam, e a quarta plataforma a ter uma assinatura da EA.”

Para “re”começar a parceria, o primeiro jogo a ser lançado é o Star Wars™ Jedi: Fallen Order, com lançamento no dia 15 de novembro. Jogos multiplayers, como Apex Legends, FIFA 20 e Battlefield™ V, ficarão disponíveis no ano que vem, e jogadores na Origin™ e na Steam poderão competir um contra o outro.



O vice-presidente sênior para player networks da Ea, Mike Blank, deu  a seguinte declaração ao site Engadget:

“Estamos trabalhando com a Valve e a Steam para conectar as nossas listas de amigos de maneira mais eficaz, para que você possa jogar juntos em jogos multiplayer, independentemente da plataforma em que está escolhendo jogar”.

Blank ainda disse na entrevista, que precisará ter uma conta na EA, para comprar ou acessar os jogos da EA na Steam. Em um primeiro momento, você precisará usar o launcher para configurar a vinculação das contas. Depois poderá inicializar os jogos diretamente pela Steam. Ainda não será possível “importar” os jogos comprados na Origin para a Steam, mas isso pode mudar, conforme a parceria entre Steam/Valve e Origin/EA Games for evoluindo.

Com essa chegada, podemos pensar que muito em breve esses títulos possam funcionar com o Proton na Steam, visto que alguns títulos da EA Games, como Mass Effect e Dead Space já funcionam dentro da Steam Store. Talvez alguns títulos como Battlefield, Fifa, The Sims e afins também possam funcionar, hoje todos os três já rodam através do Lutris. Creio que com essa mudança, a EA Games deixe de se preocupar com a sua Store, assim deixando “para quem entende” e só focando no desenvolvimento dos jogos. Pode ser que ela também faça o mesmo tipo de parceria com a Epic Games, não podemos duvidar. Aposto, que se essa parceria dê certo, a Ubisoft faça o mesmo caminho e a Uplay vire um “validador” também.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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GNOME 3.36 “Gresik” entra em fase de desenvolvimento

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O GNOME 3.34 veio com muitas melhorias de desempenho, e quanto ao GNOME 3.36, o que podemos esperar para próximo lançamento?

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Durante muito tempo o GNOME vem passando por uma situação nada agradável, entregar um ambiente gráfico que não performa satisfatoriamente na maioria dos hardwares. Não é incomum, pessoas afirmarem coisas relacionadas ao GNOME Shell, e muitas exageradas, contudo nos últimos lançamentos houve uma melhora considerável. A versão 3.28 é notavelmente inferior à 3.32, com a atual 3.34 não é diferente. Após um trabalho e esforço empenhado em solucionar leeks de memórias, bugs com as animações do shell, performance e gerenciamento do sistema o ambiente gráfico entregue pela GNOME Foundation vem se aperfeiçoando. Não apenas os desenvolvedores do GNOME merecem ser parabenizados pelas mudanças, a Canonical também empregou bastante tempo com tais implementações e correções de desempenho.

Podemos notar justamente essa evolução no Ubuntu 19.10, que conta com a versão 3.34 do shell e ganha de lavada do Ubuntu 18.04, quando o assunto é performance do GNOME Shell. 


O GNOME 3.36 será o próximo grande lançamento do ecossistema GNOME, ele substituirá a atual versão 3.34 e é esperado que o Ubuntu 20.04 LTS venha com ele embarcado. O codinome já foi revelado e remete a cidade sede da conferência GNOME Asia Summit 2019. Apelidado de “Gresik”, cidade localizada na Indonésia, seu ciclo de desenvolvimento passou por um atraso, sendo anunciado apenas semana passada. Isso, devido a atrasos com algumas instabilidades em sua versão intermediária GNOME 3.35.1, que já está disponível para downloads por entusiastas deste ambiente desktop. O GNOME 3.35.2 tem lançamento programado para 23 de novembro e o 3.35.3 para o início de janeiro.

Em um de nossos Diolinux Friday Show, Georges Stavracas desenvolvedor do GNOME, informou que novidades grandiosas estão a caminho do GNOME 3.36, entretanto ainda não estava autorizado a nos informar. Considerando o cronograma dos desenvolvedores da Canonical em relação ao GNOME no Ubuntu 20.04 e 20.10, podemos ter um vislumbre. Live essa que discutimos sobre a reivindicação de possível quebra de patentes em um dos softwares do GNOME.

Daniel Van Vugt, descreveu no blog do Ubuntu diversos planos para os próximos lançamentos do sistema, e focou exclusivamente no GNOME. Ele demonstrou humildemente os erros e acertos no desenvolvimento do shell, e enfatizou as metas futuras. Inclusive, é planejado ao Ubuntu 20.04 LTS ter alto desempenho com o GNOME em máquinas relativamente modernas, e em sua próxima versão, 20.10, o objetivo serão as máquinas mais antigas. No entanto, não entenda máquina antiga como algo defasado. Estamos falando de computadores da atualidade, não pense que o GNOME será performático comparado ao LXQT/XFCE em um hardware limitado com um processador muito antigo e pouquíssima RAM. Perceba que para os padrões atuais, uma máquina com 4GB de RAM, processador quad-core (podendo ser dois núcleos físicos e dois lógicos) são considerados computadores fracos. 

Recomendo a leitura do vasto e detalhado material disponibilizado no blog do Ubuntu, assim você poderá ter um aspecto geral do GNOME em suas últimas versões não tão lapidadas e o futuro que o aguarda.

O lançamento do GNOME 3.36 está previsto para o dia 11 de março de 2020.

Já testou alguma distro com o GNOME 3.34? A melhoria na performance foi perceptível aqui até via Virtual Box. Fiquei surpreso com o Fedora 31 e Ubuntu 19.10.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia, Ubuntu.


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O Fedora é uma boa escolha para iniciantes?

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Como saber qual é a melhor opção de distro para um usuário que está chegando agora no mundo Linux? Nomes como Ubuntu, Linux Mint, Deepin e Manjaro estão entre os mais mencionados na hora de indicar um sistema para o usuário iniciante, mas será mesmo que eles são tão mais fáceis que, por exemplo, o Fedora?


Com o recente lançamento do Fedora 31, várias pessoas questionaram sobre o quão viável é para um usuário iniciante utilizar o sistema. É tão fácil quanto Ubuntu ou Linux Mint? Ou é um sistema apenas para usuários experientes? Bem, é exatamente isso que vamos descobrir a seguir.

Primeiramente é importante esclarecermos que usuários iniciantes não são todos iguais, simplesmente por serem iniciantes. Se pudéssemos conversar com todas as pessoas que estão conhecendo uma distribuição Linux pela primeira vez no dia de hoje, veríamos que são pessoas diferentes, com ideias, intenções e backgrounds diferentes.

A segunda coisa que eu gostaria de lembrá-los, é que quando uma pessoa chega pela primeira vez, vinda de outro sistema, independente de em qual distro ela inicie, haverá uma curva de aprendizagem. Se essa pessoa utilizar o Fedora como a sua primeira distro, ela terá que aprender bastante coisa até ter “dominado” o sistema. Mas se ela começar pelo Ubuntu, também terá que aprender muita coisa. Afinal, é um sistema novo com o qual a pessoa em questão não está acostumada.

Dito isso, vamos dividir este artigo em quatro partes, sendo elas: “instalação do sistema”, “pós-instalação”, “estabilidade vs programas mais atualizados”, e “usabilidade no dia a dia e comunidade”. Desta forma poderemos melhor identificar os pontos fortes e fracos do Fedora para cada tipo de usuário iniciante.

Instalação do sistema


Muitos consideram o Anaconda (Software assistente de instalação do Fedora) como um ponto fraco do sistema, outros acreditam que o software seja excelente, melhor até que, por exemplo, os instaladores do Ubuntu e Manjaro. Eu posso dizer à vocês, caros leitores, que ambos estão certos. É tudo uma questão de perspectiva.

Anaconda. O instalador do Fedora.
O processo de instalação do Fedora ocorre 100% através da interface gráfica, então esqueça qualquer tipo de comparação com, por exemplo, Arch Linux ou Gentoo. Mesmo assim, quando comparado às suas alternativas no Ubuntu e Manjaro, o Anaconda é claramente um instalador menos automatizado. Alguns passos a mais são necessários, para fazer o que em algumas das outras distros pode ser feito com apenas um clique.

Conforme já mencionado, por ser mais intuitivo e automatizado, o instalador do Ubuntu permite que o usuário execute o procedimento com relativamente menos dificuldades, o que acaba sendo a melhor opção para muitas pessoas. Porém, se você é um usuário Windows que já formata e reinstala o sistema no seu próprio computador, faz alterações no registro e outros procedimentos avançados, significa que você já não é mais um usuário básico de computador. Sendo assim, por ser mais manual e não te dar a opção de automatizar muitas coisas, a instalação do Fedora pode ser uma melhor opção, pois esta fará com que você aprenda como o sistema funciona, e saiba realmente o que você está fazendo.

Todavia, ao instalar uma distribuição Linux pela primeira vez, sendo ela Ubuntu, Fedora, ou qualquer outra, será necessário que o usuário aprenda do zero a como executar tal processo de instalação. Dito isso, a diferença na dificuldade entre instalar o Ubuntu ou Fedora pela primeira vez, acaba não sendo tão grande. Com apenas alguns minutos a mais de leitura e pesquisa, qualquer usuário capaz de instalar o Ubuntu com certeza também será capaz de instalar o Fedora, sem maiores dificuldades.

Concluindo, para instalar o Fedora você precisará apenas de alguns minutos a mais de leitura para aprender o procedimento, o que acabará sendo compensado com conhecimento sobre o sistema. Porém, se você for um usuário básico do Windows, que não executa tarefas como formatar, instalar o sistema ou modificar o registro, e também não tem interesse em aprender nada disso, acredito que a automatização da instalação do Ubuntu realmente faça com que ele esteja à frente neste quesito.

Pós-Instalação


Uma das maiores diferenças entre Ubuntu e Fedora quando se trata de pós-instalação, é quanto aos drivers de vídeo em GPUs Nvidia. O Fedora não possui, ao menos de forma nativa, um gerenciador de drivers que permita ao usuário selecionar a versão desejada através da interface gráfica, de forma que, o procedimento deve ser feito através do terminal.

Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, isso não significa que este seja um procedimento mais difícil. Muitos pensam que o terminal é uma ferramenta complicada, utilizada apenas por hackers e usuários avançados, e que tudo é sempre mais fácil através de cliques via interface gráfica. Bem, eu posso afirmar com "100%" de certeza que isso não passa de um mito.

O terminal é sim uma ferramenta avançada, mas também é um facilitador. Ao contrário do que diz este mito que ficou impregnado nas cabeças das pessoas, especialmente daquelas que não utilizaram uma distro Linux por mais de algumas horas ou poucos dias, o terminal facilita a vida dos usuários de uma forma incrível. Algo que, via interface gráfica demanda vários passos, cliques e janelas abertas, pode ser feito com apenas um simples comando de terminal.

É claro que o ideal é que sempre tenhamos ambas as opções, assim como no Ubuntu, de forma que possamos escolher aquela que melhor nos serve. Mas é importante que vocês tenham em mente que ter que instalar os drivers de vídeo via terminal não é um sinônimo de “ser mais difícil”. Porque de fato, não é.

"Terminal Linux. A temível tela preta comedora de usuários novatos!"
Se você for um usuário de GPU AMD, assim como em qualquer uma das principais distros Linux, no Fedora também você não precisa se preocupar com drivers de vídeo. Está tudo instalado e funcionando automaticamente. Este artigo explica detalhadamente quais são e como funcionam os drivers utilizados pelas GPUs AMD nas distribuições Linux.

Quanto a instalação de programas, é tão fácil quanto no Ubuntu. Além do número enorme de programas disponíveis nos repositórios oficiais do sistema, que você pode encontrar na loja de aplicativos, ou utilizando o DNF (sobre o qual você encontra artigos aqui e aqui), também existem milhares de programas empacotados no formato “.rpm” disponíveis internet à fora. Aos desinformados: pacotes “.rpm” estão para o Fedora, assim como pacotes “.deb” estão para o Ubuntu.

Além disso, no Fedora você também poderá utilizar repositórios de terceiros como o RPM Fusion, e também softwares empacotados em Snap e Flatpak. Como se não bastasse, ainda existem os repositórios copr, que são algo semelhante aos PPAs do Ubuntu. Ou seja, programas disponíveis com certeza não vão faltar.

O Renato do blog FastOS escreveu um artigo de pós-instalação no Fedora que com certeza poderá ajudar muita gente que está chegando agora no sistema.

Estabilidade vs Programas mais atualizados


O Fedora, assim como o Ubuntu, é uma distribuição de lançamentos fixos. Duas vezes por ano é lançada uma nova versão do sistema. Isso faz com que o Fedora sempre tenha pacotes bastante atualizados, mas não tanto quanto o Arch Linux, por exemplo. O quê faz com que o sistema consiga um excelente equilíbrio entre estabilidade e versões recentes dos programas.

À primeira vista, dois lançamentos ao ano parece ser muita coisa para quem quer utilizar sempre a última versão do sistema. Mas não se engane, ter duas novas versões a cada ano não significa que você precisará formatar o seu computador e fazer uma instalação limpa do sistema a cada uma dessas vezes.

Em cada novo lançamento, você pode simplesmente atualizar o seu Fedora para a nova versão, em um procedimento relativamente rápido (o que depende da sua velocidade de conexão com a internet), bastante fácil e seguro. Desta forma você sempre obtém as versões mais recentes de todos os pacotes, mantém o seu sistema seguro, e extremamente estável, simplesmente atualizando.

É claro que o Fedora não é um Debian da vida, mas mesmo assim, nesses 6 meses que tenho o utilizado ininterruptamente, o sistema jamais me deixou na mão.

Usabilidade no dia a dia e comunidade


Uma vez que o seu Fedora esteja instalado e configurado, utilizá-lo e mantê-lo é tão simples quanto qualquer outra distro. Tudo o que você deve fazer é manter o seu sistema atualizado. Como já mencionei anteriormente neste artigo, eu tenho utilizado o Fedora como sistema principal nos últimos seis meses, e o utilizo para fazer tudo o que preciso. Jogar através da Steam, Lutris, produzir conteúdo, e etc.


A versão principal do Fedora utiliza o GNOME Shell, assim como o Ubuntu, e da mesma forma o sistema também possui outros “sabores”. Que chamamos de “Spins”. No site Fedora Spins você pode encontrar versões oficiais do Fedora com outras interfaces gráficas, como KDE Plasma, XFCE, LXQT, MATE, Cinnamon, LXDE e SOAS Desktop.

Caso as DEs que mencionei acima não sejam o suficiente, outras também estão disponíveis para instalação nos repositórios oficiais, como por exemplo, a belíssima DDE (Deepin Desktop Environment).

Outro ponto que pode fazer a diferença para o uso diário de algumas pessoas é o suporte da comunidade, e a facilidade em encontrar informações, tutoriais e soluções de problemas para o sistema. O Ubuntu é a distro mais popular do mundo, com isso, é de se esperar que seja aquela com a maior quantidade de informações online.

Vejo essa situação da seguinte forma: se você for um usuário básico, que utiliza o computador apenas para trabalho, acessar a internet, redes sociais e coisas do tipo, é muito provável que você nunca precise procurar soluções para problemas no Fedora. Se você for um usuário um pouco mais avançado, ou que gosta de jogar, quer rodar jogos não nativos de Linux no seu sistema, e coisas do tipo, é realmente muito fácil encontrar suporte e pessoas dispostas a ajudar, tanto em inglês, quanto em português.

O nosso fórum, o Diolinux Plus, é um excelente exemplo de lugar onde você pode encontrar suporte, não só para o Fedora, mas também para qualquer coisa relacionada a Linux e Tecnologia em geral. Mas não para por aí, caso vocês não conheçam, lhes apresento a Comunidade Fedora Brasil. Uma das razões pelas quais comecei a utilizar o Fedora, e estou nele até hoje, é a incrível colaboratividade e vontade de ajudar o próximo, que possuem os membros dessa comunidade. Tanto no fórum, quanto no canal do YouTube ou Telegram, você encontrará várias pessoas sempre dispostas a ajudá-lo a resolver os seus problemas no Fedora. Então podem ter certeza que, conteúdo online para tirar as suas dúvidas é o que não vai faltar.

Nos vídeos abaixo você confere uma entrevista concedida ao Diolinux pelo líder da Comunidade Fedora Brasil, Cristiano Furtado. Em uma entrevista na qual podemos perceber claramente o quanto a comunidade Fedora, ao menos no Brasil, é voltada a ajudar todos os tipos de usuários, com todos os níveis de conhecimento.



Conclusão


O Fedora não é, e nunca foi um sistema focado em atender o público leigo. Todavia, isso não significa que usuários iniciantes não possam utilizá-lo sem maiores problemas. Segundo as palavras do líder do projeto Fedora, Matthew Miller

O Fedora é uma distribuição focada em desenvolvedores de softwares e usuários avançados, mas tendo em mente que usuários avançados são humanos também.

Por fim, após utilizar o Fedora por seis meses pude perceber que qualquer pessoa chegando agora no mundo Linux pode sim utilizar o Fedora sem maiores problemas. O único ponto no qual realmente acho que as pessoas terão uma curva de aprendizagem um pouco maior quando comparado ao Ubuntu, é na instalação do sistema. O quê, como dito anteriormente, dependendo da pessoa pode ser resolvido com alguns minutos de leitura e pesquisa.

Meu intuito com este artigo não é dizer à vocês se o Fedora é ou não uma boa opção para usuários iniciantes, mas sim passar informações para que vocês mesmo possam tirar as suas próprias conclusões sobre o assunto. E decidirem por si próprios se o Fedora é ou não uma boa opção para vocês.

Você já utiliza, ou tem vontade de conhecer o Fedora? Ou você já tentou utilizá-lo, mas não pôde continuar por causa de algum problema? Conte mais nos comentários.

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Isso é tudo pessoal! 😉

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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

kernel-linux-testes-automatização-kernelci-hardware-open-source

Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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Fedora 31 lançado, baixe agora!

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O Fedora 31 chegou e você já pode efetuar o download da mais nova versão. Aliás, esse lançamento vem sendo considerado um dos melhores pela comunidade Fedora.

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O Fedora não é conhecido por ser uma distribuição para quem acaba de chegar ao Linux (mas não significa que não seja), e não sou eu quem afirma isso,  o próprio líder do projeto Fedora, Matthew Miller, disse em recente  entrevista ao site TechRepublic: "Particularmente, o [Fedora] tem como alvo desenvolvedores de software e usuários avançados, mas com a ideia de que os desenvolvedores também são humanos".

Com foco em desenvolvedores e mantido por uma parceria entre a comunidade e a gigante Red Hat, o Fedora a cada versão vem oferecendo recursos e comodidades. Me arrisco a dizer que um usuário inexperiente, mas curioso e determinado, consegue utilizar o Fedora 31 facilmente. Na realidade não creio que seja difícil a utilização do sistema, afinal, existem conteúdos e boa documentação internet a fora. Mas não irei me aprofundar sobre essa questão, se o Fedora é ou não recomendado para iniciantes. Deixarei meu companheiro Jedi Fonseca, destrinchar e dar maiores pontos corroborando ou não sobre este questionamento. Estou ansioso por sua visão sobre o tema, quem sabe se você pedir nos comentários, agora com o lançamento da versão 31, ele poste essa matéria (não custa tentar 😁️😋️😁️).

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Muitas novidades se fazem presentes neste novo lançamento do Fedora, anteriormente já abordamos alguns tópicos aqui no blog Diolinux. Como, o melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, Wayland, Xorg e muitos mais. Você pode conferir os detalhes neste post. Contudo, as novidades não pararam por aí. O Fedora 31 passou a ter aprimorado elementos de aplicações Qt no GNOME, implementações de firmware, melhora na versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264, polimentos no GNOME Classic Mode, além dos últimos esforços de otimização no GNOME Shell. Tudo isso, pode ser averiguado com mais detalhes através desta postagem.

Veja um vídeo do canal Oficina do Tux, do Renato (FastOS), detalhando as novidades e suas experiências com a versão Fedora 31 Workstation. Super recomendo o canal, para amantes do Fedora ou quem almeja aprender e se aventurar no sistema.


Mudanças significativas passaram a ocorrer no Fedora 31, o abandono da arquitetura 32 bits é uma delas, porém, entenda ao certo quais as implicações dessa decisão. Recomendo a leitura de dois artigos aqui no blog, este escrito pelo próprio fundador do blog Diolinux, e outro do, já mencionado, Jedi Fonseca.

O Fedora tem uma relação íntima com o projeto Flatpak, mas sabemos que ele não é a única solução de empacotamento de softwares no mercado. AppImage e Snap compoẽ o atual cenário de distribuição de softwares no Linux. Obviamente, que estou me referindo aos novos formatos. No início de julho a possível decisão de desabilitar o plugin do Snap no Fedora 31, pegou alguns de surpresa. Logo soubemos que talvez o suporte seria mantido, conforme indico a conferir acessando o seguinte link. Infelizmente o plugin parece ter sido desabilitado, então para utilizar pacotes Snaps seria via terminal ou com o auxílio da Snap Store (loja de snaps em mesmo formato).

O Fedora é um sistema muito interessante, ainda mais para quem deseja utilizar ou ter uma real noção de como o GNOME “puro” funciona de fato. A distro quase não modifica o shell, uma ou outra extensão é adicionada por padrão, mas nada que altere a lógica de funcionamento do GNOME. Vale ressaltar que as aplicações por default também são do ecossistema GNOME, entretanto você poderá utilizar alternativas com KDE, XFCE e outros ambientes desktops em sua instalação em modo network install. Baixe o Fedora 31 Workstation diretamente de seu site oficial. Outras edições do sistema, podem ser encontradas acessando esse link.

Usa Fedora, ou não conhecia o sistema? Deixe nos comentários a sua opinião, aliás, já testou o Fedora 31?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.


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Pop!_OS 19.10 é lançado com base no Ubuntu mais novo

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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Pop!_OS é uma das distros “filhas” do Ubuntu que tem se saído bem, nesse “mar” de distribuições para escolha. Agora com uma nova versão no mercado.


Pop!_OS 19.10 é lançado com base no Ubuntu mais novo




O Ubuntu 19.10 foi lançado há uma semana e, suas “filhas” já começam à atualização (tirando às flavours oficiais), com o Pop!_OS fazendo a sua parte. Em seu blog oficial, a System76 fez o anúncio das novidades presentes.




As novidades começaram com a atualização dos temas, que agora conta com uma versão Dark do tema padrão do Pop!_OS, elas são:




● Um novo Dark Mode está disponível para Pop! _OS nas Configurações de Aparência. Os modos Claro e Dark apresentam cores de maior contraste usando uma paleta de cores neutras que é fácil para os olhos.

● A funcionalidade do Dark Mode foi expandida para incluir o shell, fornecendo uma estética mais consistentemente escura em todo desktop. Se você estiver usando a extensão User Themes para definir o tema do shell, desative-o para usar o novo switcher integrado (alternador) entre o modo claro e dark.

● O tema padrão no Pop! _OS foi reconstruído com base no Adwaita. Embora os usuários possam notar apenas uma pequena diferença em seus widgets, o novo tema do sistema operacional fornece medidas significativas para impedir que os temas do aplicativo sofram falhas na interface do usuário. Essa quebra se manifesta no aplicativo como texto ausente ou desalinhado, widgets quebrados e erros de escala e não deve ocorrer com o novo tema em vigor.

● O tema atualizado inclui um novo conjunto de efeitos sonoros modernizados. Os usuários agora ouvirão um efeito sonoro ao conectar e desconectar um cabo USB ou de carregamento. O efeito sonoro para ajustar o volume foi removido.


O Gnome também foi atualizado e agora está na versão 3.34, como um update na versão do Kernel, indo agora para a versão 5.3, suporte ao Wayland melhorado.

O processo de atualização para uma nova versão do sistema mudou. Eles usaram como exemplo, do Pop!_OS 19.04 para o 19.10:

“ Para atualizar para a versão 19.10 a partir de uma versão totalmente atualizada do Pop! _OS 19.04, abra o aplicativo Configurações e role para baixo no menu da barra lateral até a guia Detalhes. No painel “Sobre” da guia “Detalhes”, você verá um botão para baixar a atualização. Quando o download estiver concluído, pressione o botão novamente para atualizar seu sistema operacional. Esse será o método padrão de atualização entre os lançamentos do Pop! _OS daqui para frente.”




E as híbridas, como “andas”...?


Então, as híbridas são um caso à parte 😅. É inegável que a System76 inovou quando trouxe ISOs do seu sistema, com os drivers já prontos para AMD/Intel ou NVIDIA. Mas recentemente, a NVIDIA trouxe a notícia que todos os “donos” de um laptops híbridos estavam querendo, a tão esperada “troca” (switch) entre as GPUs ou o modo On-Demand (onde a GPU da NVIDIA fica “descansando” e só “acorda” quando precisa).

Mas, para que essa tecnologia fosse usada, precisa ter o driver 435.21 e o Xorg modificado pela próprio NVIDIA, que até o momento que escrevo essa matéria, só tinha para às versões 18.04 e 19.04 do Ubuntu. Então perguntei no Twitter do Pop!_OS, se eles iriam implementar as novidades da NVIDIA, e a resposta do Engenheiro Michael Aaron Murphy foi:


“Isso é implementado neste PR: https://github.com/pop-os/system76-power/pull/111

Ele existirá juntamente com nosso método atual de alternância entre as GPUs, pois muitas GPUs NVIDIA não suportam o novo recurso.

Se você possui uma GPU suportada, esse recurso estará disponível em breve.”

O anúncio completo do lançamento do Ubuntu 19.10, você pode conferir aqui.

Sobre as híbridas, como já mencionei em outros artigos e nas lives, tanto na Twitch quanto no YouTube (Diolinux Friday Show), essa tecnologia é teoricamente nova no mundo Linux e, muitas empresas que mantém alguma distro, como Canonical, System76, pessoal do Mint e afins, vão implementando aos poucos. Creio que a tecnologia estará disponível no Ubuntu 20.04 LTS e talvez no Mint 20. Então agora é momento de paciência e calmaria para essa tecnologia.

Também fizemos uma review no canal, mostrando os principais pontos desta versão do Pop!_OS.

           

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.  Espero você até a próxima, um forte abraço.


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Novo recurso deixam as pesquisas no Google mais inteligentes

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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mudanças na maneira em que os resultados de pesquisa são vinculados no Google estão a caminho, e isso pode tornar nossos resultados de pesquisa mais exatos.

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O Google é um dos mecanismos de busca mais famosos na internet, se não o maior, obviamente que existem soluções interessantíssimas, como o DuckDuckGo, por exemplo. Aliás, temos uma postagem super detalhada sobre essa alternativa ao Google. Confira, junto a essa matéria, existem vídeos demonstrando vários recursos e características do buscador.

“Googlando no Google”


Fazer pesquisas no Google tornou-se parte de nosso cotidiano, não obstante, o verbo “googlar” passou a compor como parte de nossa língua. Mesmo com milhões de pessoas utilizando o buscador, a grande maioria não sabe seu funcionamento. Obviamente, que não estou falando de termos técnicos ou da programação utilizada em seu algoritmo. Todavia, saber como pesquisar (o mínimo possível) pode agilizar e até mesmo potencializar seus resultados na internet.

Um vídeo super interessante, e que indico, é do canal Bóson Treinamentos. Para não ficar massante ao demonstrar os diversos comandos que sei sobre o Google, lembrei de seu vídeo sobre o assunto. Caso queira melhores resultados, considere ver o vídeo e aprender 15 comandos para usar a busca do Google de forma mais eficiente.


Atualmente o mecanismo de pesquisa do Google usa processamento de linguagem natural para analisar as consultas. Isso significa que, se alguém pesquisar por: “obter remédio na farmácia”, o Google exibirá resultados referentes às palavras “remédio” e “farmácia”. Todas as páginas na web indexadas com essas palavras-chave serão exibidas, e isso nem sempre é o mais preciso. Afinal, o contexto em si não é considerado, apenas palavras “soltas”. Outro ponto, são palavras que remetam a outras ou possuem outro significado. Por exemplo, no caso do “remédio” o Google também poderia sugerir resultados de páginas na web com a palavra “medicamento”.

A partir de hoje o Google se torna mais inteligente, utilizando um novo método de processamento de idiomas. Por meio do aprendizado de máquina, o novo recurso promete tornar os resultados mais próximos do esperado. Chamado de BERT (Bidirectional Encoder Representations From Transformers, em tradução livre algo, como Representações de Codificadores Bidirecionais dos Transformadores), é a solução capaz de analisar as sequências de palavras e não apenas cada palavra isoladamente.

Para ter uma noção dos resultados do BERT, ao pesquisar por “posso comprar remédio para alguém na farmácia” o resultado considerou o contexto e indicou um artigo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos demonstrando como solicitar medicamentos para um amigo ou membros da família. Já da forma tradicional o resultado não foi tão assertivo e levou o usuário a assuntos relacionados a como obter uma prescrição médica preenchida e acabou perdendo o ponto da pesquisa.

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Em um evento de imprensa realizado ontem, Pandu Nayak, o vice-presidente de pesquisa do Google deu outro exemplo, com a seguinte pesquisa: “Quantos anos Taylor Swift tinha quando Kanye subiu ao palco?”. Antes do BERT, o Google ofereceu diversos resultados, sendo vídeos do evento de 2009, discurso de aceitação da estrela do pop na MTV Video Music Adwards. Depois do Bert, o resultado foi direto ao ponto inicial da pergunta, o Google apresentou em primeiro lugar no ranking um trecho de um artigo da BBC, destacando a idade da cantora considerando o contexto da questão.

“Na frente do ranking, essa é a maior mudança que tivemos nos últimos cinco anos — e uma das maiores desde o início”, disse Nayak.

Ao ser questionado quanto a eficácia em números de tais melhorias, Nayak afirma que o BERT teria real valor em perguntas mais exóticas e afetaria apenas uma em cada dez pesquisas nos Estados Unidos. Ainda assim, com um tráfico monstruoso de pesquisas diariamente de seus mais de 90,8% no mercado de buscas em todos seus produtos, centenas de milhões de resultados mudariam da noite para o dia.

“À medida que respondemos à perguntas mais exóticas, espero que isso leve as pessoas a fazerem mais e mais perguntas exóticas”, disse ele.

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Todavia o BERT não é perfeito, e existem áreas que não lida bem. Ao pesquisar por “Tartã” (do inglês tartan), um padrão quadriculado de estampas, o resultado não foi tão agradável e imagens foram ignoradas. Já sem o uso da tecnologia, tais figuras representando o tecido foram destacadas para o resultado final.

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Outro caso foi na busca “Qual estado fica ao sul de Nebraska?”, o BERT apresentou a página da Wikipedia para South Nebraska (um bairro da Flórida), em contrapartida, o resultado ideal seria a página da Wikipedia do Kansas.

Inicialmente apenas disponível para pesquisas em inglês e nos EUA, o BERT será gradualmente incorporado em todas as pesquisas do país e no futuro existem planos para outros países e idiomas, Nayak está confiante com essa tecnologia.

“Estamos jogando um jogo estatístico aqui. Em conjunto, sabemos que qualquer alteração terá alguns ganhos e algumas perdas. … Eu julgo que a recompensa [do BERT] será muito boa”.

A mudança pode atrair mais tráfego dentro do buscador e impactar serviços da empresa. Google Maps, Youtube, entre outros poderão realçar pesquisas de nicho e por consequência os criadores de conteúdo possam ser beneficiados, porém, tudo é incerto e apenas nos próximos meses poderemos ver o impacto causado pelo BERT, em primeiro lugar nos EUA e depois, quem sabe, nos demais países.

Qual sua opinião quanto ao buscador do Google e essa nova investida?

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