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LibreOffice terá caixas de diálogo em GTK no Linux

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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O LibreOffice, ferramenta de produtividade gratuita e popular, vai receber um “upgrade” na caixas de diálogos nativos no Linux. Deixando assim, mais perto da UI do desktop “hospedeiro” do app.

LibreOffice terá caixas de diálogo em GTK no Linux






Por muito tempo, às caixas de diálogos do LibreOffice no Linux, foram implementadas com o toolkit VCL, que emulava o toolkit do desktop “hospedeiro”. 

Isso veio sendo tendência nas últimas atualizações do LibreOffice, quando os devs implementaram mais diálogos em GTK do que em VCL. Na quinta-feira (31 de Outubro), veio a confirmação através de um dev do Libreoffice, Caolán McNamara, sobre isso, em seu blog.

“Nos últimos lançamentos importantes, a versão GTK para o LibreOffice teve cada vez mais diálogos e menos diálogos feitos em VCL e no master, a partir desta semana, agora não há usos diretos das APIs de diálogos VCL. Ainda há algumas janelas do utilitário que não são de diálogo e outros elementos para serem portados, mas as caixas de diálogo estão completas.”

Algumas GIFs disponibilizada por McNamara, onde se usa o GTK 3.24 com o tema Adwaita.



Essa mudanças provavelmente deverão aparecer no LibreOffice 6.4, previsto para janeiro de 2020.

Para conferir o anúncio completo do McNamara em seu blog, você pode conferir aqui.

Caso queira instalar a suite office em seu sistema, segue uma postagem demonstrando os mais variados meios de se obter o LibreOffice, confira o link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Canonical promete oferecer suporte pleno do Ubuntu em todos os Raspberry Pi

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Canonical recentemente informou que os novos modelos das placas Raspberry Pi seriam compatíveis com seu sistema, contudo, um bug da versão do kernel Linux que o Ubuntu 19.10 traz embarcado vem ocasionando problemas e bloqueando o uso das portas USB.

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Os Raspberrys Pi estão populares a cada ano, pois oferecem praticidade e custo benefício para elaborar os mais diversos projetos. Diversas distribuições Linux são utilizadas nestes equipamentos, como o Debian (Raspbian), que sempre está no topo da lista. A Canonical também oferece imagens arm64 do Ubuntu destinadas a donos destes equipamentos.

Temos um vídeo ensinando como instalar sistemas voltados ao Raspberry Pi.


O bug causado pelo kernel Linux 5.3 no Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, pode ser contornado temporariamente, enquanto não sai uma correção oficial. Lembrando que até o momento os novos modelos Raspberry Pi 4 SBC com 4 GB de RAM foram impedidos de acessar as portas USB por conta desse bug.

Caso seja dono de um modelo mais recente e venha sofrendo com o bug, a forma atual para contorná-lo é editando o arquivo “boot/firmware/usercfg.txt” e limitar a RAM para 3 GB. Basta adicionar a linha “ total_mem=3072 ” (sem aspas, obviamente), ao arquivo anteriormente mencionado.

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A dona do Ubuntu também pretende disponibilizar o Ubuntu Server e Ubuntu Core para todos os Raspberry Pi no mercado, incluindo os modelos anteriores, sendo enfim suportados oficialmente nestes equipamentos. A Canonical entende que a plataforma Raspberry Pi vem ganhando mais espaço em meio as mentes inovadoras, criando e desenvolvendo soluções a partir do mesmo. Sendo assim, é natural a disponibilidade das demais versões do Ubuntu para o Raspberry Pi.

“O Raspberry Pi se estabeleceu como a plataforma mais acessível para inovadores no espaço incorporado.. A Canonical se dedica a capacitar inovações com software de código aberto. Consequentemente, a Canonical se esforça para oferecer suporte oficial completo a todas as placas da família Raspberry Pi. Assim, a Canonical disponibilizará o Ubuntu Server e o Ubuntu Core para todas as placas Pi “, diz Galem KAYO, gerente de produtos para o Ubuntu Core.

Muita coisa pode ser criada com esses “pequenos monstrinhos”, aliás você pode conferir logo abaixo um servidor que cabe, literalmente, no bolso.


O Ubuntu pretende ser popular, não somente em meio aos equipamentos “convencionais”, mas também em outras arquiteturas (arm64), como a do Raspberry Pi. Para essa empreitada, seu sistema deverá ser o mais funcional e otimizado possível e para isso a empresa conta com o feedback da comunidade.

Para mais detalhes, acesse a publicação oficial em seu site.

Particularmente gosto bastante do Raspberry e do Arduino, e toda vez que ouço ou falo sobre o assunto, lembro de um professor meu de hardware que tinha o desejo de criar uma casa automatizada com o auxílio deles. Toda aula ele comentava sobre o “Arduino”, curiosamente seu sobrenome era “Arduim”… Então trocávamos (meus colegas e eu), carinhosamente, o sobrenome dele por Arduino (😋️😁️😅️).

Diga nos comentários se possui algum equipamento destes e quais projetos já fez ou pretende fazer.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu, Softpedia.


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Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Em mais um report mensal o líder do projeto Mint, Clement Lefebvre, fez alguns comentários sobre o projeto e também sobre a “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes.

Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados






Ele começou comentando sobre essa “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes, falando que o projeto do Mint está em “ombros de gigantes”, o Ubuntu e o GNOME sendo mencionados. Falou ainda que se o Ubuntu “acabasse” ou qualquer coisa do tipo, o Mint seria a versão LMDE (Linux Mint Debian Edition), mas sem o GNOME, muitas ferramentas do Mint não seriam possíveis, como por exemplo: Xapp. Xed, Xplayer, Xreader, Pix, Xviewer que dependem de bibliotecas do GNOME. Para ver a nota completa, você pode acessar ela aqui

Agora comentando sobre as novidades que virão na versão 19.3, algumas coisas foram apresentadas, como o formato da data, o XAppStatusIcon, o novo logotipo, o codinome da versão e data de lançamento.

No formato da data, agora nesta versão, tanto no Cinnamon quanto no MATE, o sistema seguirá o código de idiomas LC_TIME, sendo possível a configuração em “Configurações de Idioma”.

Já os ícones do Linux Mint serão mais nítidos em todas as interfaces gráficas, Cinnamon/XFCE/MATE. A API XAppStatusIcon está concluída e terá suporte também para a tecnologia HiDPI.

Outra novidade é referente ao logo e ao splash screens para o GRUB e quando o sistemas está inicializando.



Alguns apps foram substituídos, como o Xplayer e o VLC pelo Celluloid 0.17.



O Tomboy será substituído pelo Gnote 3.34, mantendo o ícone que fica na barra. O Gnote terá as mesmas funcionalidades do Tomboy, mas com tecnologias mais modernas e também a compatibilidade com o HiDPI.

Na versão do Linux Mint com XFCE, terá o update da interface gráfica para a versão 4.14 já baseado no GTK3 e suporte inicial ao HIDPI.


Para ter uma compatibilidade com os hardwares mais modernos, o Mint 19.3 usará o conjunto HWE, assim trazendo o Kernel 5.0 e o Xorg 1.20.

Por fim, foi anunciado o codinome da versão 19.3, que será "Tricia". O lançamento deve acontecer antes do Natal. Eu chuto que será na véspera do feriado.


Essa versão promete, principalmente na parte de “perfumaria”, pois é isso que atrai usuários novos, vide o caso do Deepin. Creio também que esse update no Kernel e no Xorg, vai facilitar a vida de quem usa hardwares mais novos, o que é muito bom. Perguntamos também sobre o suporte para os laptops híbridos (Intel+NVIDIA), foi informado para nós, que já tinha integração ao optimus, mas como a equipe não tinha nenhum equipamento com essa configuração, eles não deram a devida atenção, mas que agora vão começar a implementar as novidades da NVIDIA. Tomara, será bem interessante em testar essas novidades no Mint 😊😁.

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Os trilhos que guiarão o desenvolvimento do KDE nos próximos anos

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

É difícil acontecer de ficarmos muitos dias sem postar algo sobre o projeto KDE. Felizmente para todos nós, este é um projeto muito grande e consolidado, utilizado por muitos, e em constante desenvolvimento. Recentemente a equipe divulgou em seu site oficial quais são os três principais objetivos nos quais se baseará o desenvolvimento do projeto nos próximos anos.


Ter objetivos estabelecidos é algo essencial para se manter um desenvolvimento constante e bem direcionado. O trabalho simplesmente não funciona se não for de forma organizada, e focada. As áreas nas quais a comunidade KDE gostaria de se aprimorar, e as novidades que gostaria de implementar são muitas, mas o pessoal e os recursos são limitados. Sendo assim, a melhor forma de manter o projeto evoluindo é direcionar os esforços para pontos específicos, e concentrar-se em aperfeiçoar apenas algumas coisas de cada vez.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, e ao KDE, talvez você não saiba que o projeto KDE vai muito além da sua interface gráfica, o Plasma Desktop. A comunidade KDE mantém centenas de projetos diferentes, indo desde “simples” plugins e widgets de hora e data para o painel, até programas de conversão de áudio, edição de vídeo, e toda a complexidade do Plasma Desktop.


Manter todo esse trabalho avançando de forma organizada com certeza não é tarefa fácil, e é justamente por isso que durante os próximos dois anos todo o trabalho da equipe será feito tendo em mente os seguintes objetivos:

KDE Apps


Conforme mencionado anteriormente, o projeto KDE mantém uma ampla gama de aplicativos. Um dos principais objetivos para os desenvolvedores nos próximos anos é aprimorar o “look and feel” desses apps. A equipe do KDE destacou no post oficial que o design de muitos desses aplicativos serão retrabalhados à fim de deixá-los com uma interface mais organizada, o quê deve tornar o uso destes aplicativos mais fácil para novos usuários. 

Talvez essas mudanças melhorem um aspecto que tem sido alvo de críticas por parte dos usuários há muito tempo, que é o fato de os aplicativos KDE exibirem uma quantidade “exagerada” de opções e funções, tornando as coisas um pouco, ou bastante confusas para os usuários. Também será trabalhado na aparência e no comportamento de aplicativos que utilizem abas, menus de hambúrguer, e barras laterais.


Outro objetivo é eliminar, ou ao menos diminuir a fragmentação de aplicativos. Ou seja, se atualmente o projeto mantém dois ou mais players multimídia, passará a manter apenas um. Dessa forma os desenvolvedores poderão concentrar seus esforços em apenas um ou dois softwares em cada segmento, dependendo da necessidade, e assim torná-los melhores e mais completos.

Mas é claro que não serão apenas melhorias visuais, certamente também podemos esperar por aprimoramentos “debaixo do capô”. Como melhorias no empacotamento, correções de bugs e ajustes de performance.

Falando em KDE Apps, vocês sabiam que uma das melhores ferramentas existentes para conectar o seu smartphone ao seu computador é mantida pelo projeto KDE? Se você não conhece o KDE Connect, com certeza deveria! 😁

Suporte ao Wayland


Aprimorar o suporte ao Wayland é um dos principais objetivos da comunidade KDE. Segundo a equipe, o Wayland se encaixa perfeitamente na filosofia do projeto de criar um produto funcional, leve e bonito, sempre com as tecnologias mais recentes e que ofereçam a melhor performance possível.

Se você não sabe o que “raios” é Wayland, o vídeo abaixo com certeza irá te dar uma luz.



Embora seja uma prioridade, os desenvolvedores dizem que a total implementação do Wayland não é algo que ocorrerá do dia para a noite. Muitas coisas podem “simplesmente” ser modificadas e compatibilizadas para que funcionem com o substituto do X.org, porém, outras precisam ser reescritas do zero. O que demanda muito trabalho e recursos.

Nesse quesito, os esforços estarão focados primariamente em compatibilizar o Kwin, Plasma, e KDE apps, mas a comunidade KDE também pretende colaborar diretamente com o desenvolvimento do próprio Wayland o máximo possível.

Consistência


Trata-se de criar novos apps com interfaces gráficas semelhantes, que façam parte de um todo. Bem como modificar o layout das interfaces dos aplicativos já existentes para que todos fiquem com um aspecto visual coerente. Algo muito semelhante ao que, por exemplo, o projeto GNOME, e a equipe do Elementary OS já vem fazendo há bastante tempo.

A ideia é tornar os sistemas que utilizam o KDE Plasma e os KDE apps mais fáceis de usar. Ao aprender a utilizar um software, o usuário já saberá, ou ao menos terá uma boa noção sobre o funcionamento dos outros. Já que todos eles compartilharão dos mesmos padrões de design, assim tornando-os mais fáceis de se aprender e dominar.

Além disso, manter um padrão visual entre as aplicações KDE também fortalecerá a marca. Já que os aplicativos poderão ser reconhecidos como provindos do projeto KDE apenas com um olhar.

Todavia, essas mudanças trazem benefícios além do visual ou de UX Design. Aplicativos com aspectos visuais seguindo um mesmo padrão diminuem a quantidade de códigos e desenhos redundantes, assim mantê-los torna-se mais fácil e menos trabalhoso. Por exemplo, se antes era desenhado um botão de salvar para cada aplicativo, agora o desenho de um único botão de salvar poderá ser utilizado em vários aplicativos diferentes.

Com isso, também será reduzida a dificuldade e carga de trabalho ao desenvolver novos softwares. Já que muitas linhas de código e designs de interfaces poderão ser reaproveitados de uma aplicação para a outra.

Já faz algum tempo que tenho utilizado apenas o GNOME Shell como minha interface principal, mas sempre fui, e continuo sendo um admirador do projeto KDE. Aliás, esse é o lado bom desse mundo do software open source, existem tantos produtos excelentes, que geralmente não somos capazes de utilizar todos. 😅

Aliás, se você é usuário do KDE e gosta de deixar o sistema com a “sua cara”. Temos um vídeo realmente completo que vai te deixar muito bem encaminhado, quando o assunto é personalização no KDE Plasma.


Você curte o ecossistema KDE? O que pensa sobre as orientações que o projeto está tomando para seu desenvolvimento futuro? Conte-nos a sua opinião nos comentários.

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Quem é Linus Torvalds no desenvolvimento do Kernel Linux hoje em dia?

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Todos sabemos que, apesar de ser o grande nome por de trás da Microsoft, não é mais o Bill Gates que conduz a empresa. Obviamente Linus Torvalds é o grande nome por de trás do Linux, mas será que ele é quem ainda realmente mantém toda essa “máquina” funcionando?

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Todos nós usuários, entusiastas, simpatizantes que estamos de alguma forma envolvidos no mundo Linux, com certeza já ouvimos muito falar do Linus Torvalds. E não é à toa, afinal, ele é “nada menos” que quem o criou o Kernel Linux. Sem ele, provavelmente tudo o que conhecemos hoje em dia, como Linux não existisse, ao menos, não da mesma forma que conhecemos.

Antes de continuar, é muito importante que você saiba o que é Linux. E não, não é simplesmente um sistema operacional assim como o Windows. Os vídeos abaixo com certeza irão tirar todas, ou boa parte das suas dúvidas sobre o que realmente é Linux, de forma que você terá um entendimento muito melhor sobre a continuação deste artigo.



Na última terça-feira (29), Linus Torvalds concedeu uma entrevista para Dirk Hohndel (chefe da equipe open source da VMware), no palco da The Open Source Summit, em Lyon, na França. Que você confere, de forma comentada e em tradução livre, a seguir.

O aumento da complexidade do código e brechas de segurança


Primeiramente Linus foi questionado sobre o nível de complexidade cada vez mais alto que o Kernel Linux vem atingindo e, como essa alta complexidade vem tornando o software cada vez mais difícil de ser “debugado”. Poderia esse alto nível de complexidade tornar o Kernel cada vez mais problemático e inseguro?

Linus diz que, embora o Kernel de fato esteja se tornando cada dia maior e mais complexo, a infraestrutura disponível para rastrear e resolver bugs e problemas de segurança em geral, também está cada dia mais eficaz. Tanto o Kernel quanto qualquer sistema operacional, é sempre algo muito complexo e, esses softwares são utilizados por centenas de milhares de pessoas diferentes, a grande maioria delas sem experiência ou conhecimento sobre o assunto. E por qualquer motivo que seja, essas pessoas acabam fazendo coisas com o sistema que nenhum desenvolvedor em sã consciência pensaria ser lógico ou até mesmo possível.

Com isso, para corrigir tais bugs, muitas vezes são necessárias mudanças e implementações que acabam por tornar o código mais extenso e complexo. Um código mais extenso e complexo, em tese, poderia gerar novos bugs, assim abrindo brechas de segurança. Todavia, como já dito anteriormente, as técnicas e ferramentas utilizadas para prevenir e corrigir falhas de segurança e funcionamento básico continuam a avançar e se aprimorar a cada dia. Desta forma, como disse Linus: 

Eu não acho que estejamos piorando. De muitas formas, o desenvolvimento do Kernel se tornou muito mais fácil. Sim, é maior e muito mais complicado, mas por outro lado, nós também temos ferramentas muito melhores, muito mais comunicação e uma comunidade muito maior. Anteriormente, talvez você não tivesse o hardware correto, porque o Kernel funcionava apenas em um seleto grupo de hardwares. Isso já não é mais um problema”.

Essa afirmação corrobora com as implementações visando automatização de testes no kernel Linux, conforme detalhamos na matéria sobre a ferramenta KernnelCI.

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Dirk Hohndel (direita), e Linus Torvalds (esquerda). Entrevista na The Open Source Summit.
Além de tudo o que foi dito anteriormente, o Kernel geralmente não sai diretamente do primeiro grupo de desenvolvedores e chega nas mãos dos usuários finais. Segundo as palavras do próprio Linus: “Existem vários níveis de filtro”. Linus Torvalds é responsável por manter a versão em desenvolvimento do Kernel Linux, já a versão estável é responsabilidade de outra pessoa, que atualmente é Greg Khroa-Hartman. Após isso, cada pessoa, distribuição ou empresa que utiliza o Kernel, geralmente faz os seus próprios testes e modificações. Tendo assim, cada um a sua própria versão estável do mesmo. Somente após isso é que os usuários finais têm a chance de instalar um sistema utilizando aquele Kernel nas suas máquinas.

A única preocupação que Linus parece ter nesse aspecto é quanto a quem ainda utiliza versões muito antigas do Kernel.

As pessoas continuam trabalhando com Kerneis tão antigos, que são de épocas em que ainda não tínhamos os mesmos procedimentos de segurança que temos atualmente. Alguns sistemas com um suporte realmente longo ainda estão utilizando Kerneis que são realmente inferiores.”, disse Linus.

Afinal, qual é o trabalho de Linus Torvalds nos dias de hoje?


Muitas pessoas acreditam que Linus Torvalds passa dias inteiros sentado criando linhas de código e fazendo correções de bugs no Kernel Linux, mas será isso mesmo? Ao ser questionado sobre qual é o trabalho do mantenedor chefe do Kernel Linux, Linus respondeu:

Eu leio e escrevo emails. Eu definitivamente não crio mais linhas de código. Muito do que eu escrevo, o faço apenas dentro do meu gerenciador de emails. No final das contas, o meu trabalho é basicamente dizer “Não!”. Alguém tem que ser capaz de dizer “não”. Os outros desenvolvedores sabem que se eles fizerem algo que não é legal, eu direi “Não!”, e então eles serão mais cuidadosos da próxima vez. Porém, para poder dizer “não”, eu tenho que saber tudo o que está acontecendo, na superfície, e abaixo dela. Apenas assim eu poderei fazer o meu trabalho. Eu passo a maior parte do meu dia basicamente lendo e-mails sobre no que as pessoas estão trabalhando.

O meu primeiro objetivo é ser realmente responsivo com mantenedores que me enviam patches ou solicitações de correção. Eu procuro sempre dar uma resposta, seja ela “sim” ou “não”, dentro de no máximo um dia ou dois. Muitas vezes a minha semana acaba sendo prolongada em um dia ou dois, mas eu quero estar lá o tempo todo. Como mantenedor, acredito que essa seja uma das principais coisas que eu queira fazer”.

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Com essa resposta podemos perceber que ser o Mantenedor Chefe não é simplesmente ser o cara que dá as ordens. É também ser responsável e eficaz o suficiente para tomar as decisões difíceis e sempre estar lá pela sua equipe. E assim ser capaz de manter “a máquina” funcionando.

Torvalds também comentou sobre os valores da documentação, e também “bug reports”:

Reports de bugs vindos de usuários e desenvolvedores, para mim, são tão ou mais importantes que as mudanças no código propriamente ditas. Algumas vezes a mudança no código é tão óbvia que nenhum report é necessário. Mas isso é algo extremamente raro… Em um software bem documentado, o desenvolvedor não está apenas apresentando o código, mas também o está explicando para que qualquer outra pessoa possa entender”.

Já fazem 28 anos desde que Linus Torvalds criou o Kernel Linux, e desde então vem sendo o seu mantenedor chefe. Dito isso, Linus foi questionado sobre possíveis planos para novos projetos:

Não. Eu parei por aqui.

Em Setembro de 2018 Linus largou temporariamente o seu cargo de mantenedor chefe do Kernel Linux. Teria sido isso um sinal de que o fim da “era Linus” comandando o desenvolvimento do Linux estaria chegando? Ao ser questionado sobre possíveis planos para abandonar o cargo de forma definitiva, Linus respondeu:

Eu talvez passe a maior parte do meu tempo lendo e-mails, mas o motivo para isso, é que eu ficaria realmente entediado se não o fizesse.

Conclusão


Após essa resposta, acredito que possamos ficar tranquilos quanto a quem continuará sendo o mantenedor chefe do Kernel Linux. Com tudo o que foi dito pelo Linus a respeito do seu trabalho, posso concluir que para se manter um projeto massivo como este em pleno funcionamento e evoluindo da forma com que o Linux está, não basta ser um excelente desenvolvedor ou ter todo o conhecimento do mundo sobre o assunto. Também é preciso ter a capacidade de manter muitas pessoas trabalhando juntas, tendo o mesmo objetivo e sempre impulsionando-as. É preciso ser um líder.

Todavia, ninguém dura para sempre. É certo que, mais cedo ou mais tarde, Linus Torvalds não estará mais no comando desse grande projeto. O que você acha que irá acontecer, e quais você acha que serão os riscos quando este líder carismático e extremamente competente precisar ser substituído? Diga-nos o que você pensa, nos comentários.

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Fonte: The Register

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Habilite o modo dark do Yaru no Ubuntu - aplicações e GNOME shell

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Veja como habilitar o modo dark do tema do Ubuntu, Yaru, tanto nos programas quanto no GNOME Shell (englobando seus menus, painéis e afins).

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O Ubuntu 19.10 Eoan Ermine veio cheio de novidades e melhorias, comparado aos seus antecessores. Fizemos uma cobertura em torno deste novo lançamento do sistema. Aliás, confira logo abaixo a nossa review detalhando cada aspecto desta nova fase do sistema da Canonical.


Após verem o vídeo, alguns podem se questionar se vale ou não deixar o Ubuntu 18.04 LTS e migrar para nova versão. Criamos um artigo sobre este tema e recomendo a leitura, para efetuar o download do Ubuntu 19.10, acesse esta outra postagem. Não se preocupe quanto ao pós-instalação do sistema, ou até mesmo a atualização do Ubuntu 19.04 para o 19.10, você pode seguir nossa matéria e saber o que fazer depois de instalar o sistema.

Requisitos 


Antes de demonstrar os passos necessários para compor as mudanças, alguns requisitos são necessários. Obviamente que o primeiro deles é estar utilizando o Ubuntu 19.10 com o GNOME 3.34. A Canonical modificou seu tema, logo após a versão 19.04 do Ubuntu para harmonizar ainda mais com o tema padrão do GNOME, além de evitar eventuais problemas em aplicações e bugs relacionados a temas. Neste período até foi cogitado a possibilidade de entregar o Ubuntu com uma variação “clara/branca” do Yaru. Em seguida desistiram da ideia e mantiveram o mais próximo do visual da versão 19.04 de seu sistema. Contudo, algumas modificações ainda permaneceram, e elementos do shell foram entregues com essa premissa de ser algo mais branco (eis o motivo da criação desta matéria). No entanto, o que muitos não sabem é que existe sim a variante dark do Yaru, não apenas para os apps, e o GNOME Shell também pode ficar com um visual mais sombrio e noturno. Essa modificação não chegou à tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, mas é bem provável que na próxima LTS a mesma esteja disponível.

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Sabemos que por padrão o GNOME não contém formas para trocar os temas de suas aplicações e shell, sendo assim passos extras são requisitados. Mais saiba que o uso de extensões no GNOME é por sua conta e risco, nunca tive problemas com as mencionadas neste artigo, porém fica o aviso.

Se você não sabe como adicionar extensões ao GNOME Shell, aprenda seguindo esse link, também recomendo a instalação da ferramenta GNOME Tweaks ou “Ajustes”. Ela será a forma em que selecionaremos o Yaru-Dark. Segue artigo de como instalar a aplicação.

Ok! Você já sabe como instalar temas no GNOME, já tem o GNOME Tweaks no sistema, o próximo passo é adicionar a extensão “User Themes” para podermos trocar o shell padrão pela variante dark. Existem várias formas de se obter este resultado, como bem viu no artigo que demonstra a instalação de temas no GNOME, fique a vontade e escolha o seu favorito. Pode tanto pesquisar diretamente na GNOME Software (Software Ubuntu, a loja) ou pelo site GNOME Extensions.

Instalando o tema Yaru-Dark para aplicativos e shell


Mencionei anteriormente que o tema Yaru escuro para o shell não foi entregue a tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, pois bem! Vamos utilizar a última versão disponibilizada em seu repositório no Github.

Vamos enfim instalar o tema, porém recomendo abrir o GNOME Tweaks (Ajustes) e trocar o tema do shell e das aplicações por outro qualquer que não seja da família Yaru. Na seção “Aparência”, mude as opções “Aplicativos” e “Shell” por outro que não seja Yaru ou equivalentes.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

Antes de todo passo a passo, certifique-se que na pasta “.themes” em sua “home” não contenha o tema Yaru. Claro, se essa pasta existir, na realidade esse passo é uma precaução (provavelmente não existirá, se acabou de efetuar uma instalação limpa). Com o gerenciador de arquivos do Ubuntu aberto, Nautilus, ao utilizar a combinação de teclas “Ctrl+H”, pastas e arquivos ocultos tornam-se visíveis ou retornam ao seu estado anterior. 

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

Caso nunca tenha “clonado” um repositório do Github, ou compilado algum programa utilizando ele, algumas libs serão obrigatórias. Mas podemos instalar tudo em apenas um comando:

sudo apt install git meson sassc libglib2.0-dev libxml2-utils

O segundo passo é clonar o repositório do tema Yaru, sendo mais simples e direto, isso nada mais é que efetuar o download do mesmo. Tenha ciência do repositório que está localizado ao abrir o terminal, por padrão é sua pasta pessoal (home). Abra o terminal pressionando a combinação de teclas “Ctrl+Alt+T” ou execute pressionando sobre seu ícone. Então, digite o comando e espere pacientemente até o fim do processo.

git clone https://github.com/ubuntu/yaru

Entre na pasta do Yaru, via terminal mesmo, conforme o exemplo abaixo:

cd yaru

Vamos construir o tema Yaru, se percebeu, dentro do repositório que acabamos de clonar para nosso computador, existem diversos arquivos.

meson build

O processo pode levar algum tempinho, aguarde pacientemente e depois entre na pasta que foi criada.

cd build

Agora iremos instalar o tema ao nosso sistema, entretanto, ele não será aplicado. Este passo será realizado através da ferramenta Ajustes (GNOME Tweaks).

sudo ninja install
Reinicie o computador ou saia da sessão atual, assim o tema será visível no sistema. Abra novamente o GNOME Tweaks, se já estava aberto feche-o, e procure na seção “Aparência” o Yaru-dark, nas opções “Aplicativos” e “Shell” escolha o Yaru-dark. Obviamente que, se preferir, apenas o shell pode ser o alvo do “modo dark”. Pessoalmente utilizo todo o sistema com esta modificação.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

O resultado é bem agradável aos meus olhos, utilizar uma variante escura é quase que um requisito para meu cotidiano em frente ao PC.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

No final do procedimento o repositório clonado também pode ser removido sem problema algum, nada disso impactará no tema, pois já está nos devidos diretórios do sistema.

sudo rm -r ~/.themes/yaru

Se por algum motivo não curtiu e queira remover o tema instalado via repositório do Github, basta excluir as pastas do Yaru no caminho “/usr/share/themes”, e reinstalar o tema Yaru padrão que acompanha a versão 19.10.

Para remover, utilize o comando:

sudo rm -r /usr/share/themes/{Yaru,Yaru-dark,Yaru-light}

A reinstalação do tema, para deixar o tema default, proceda assim:

sudo apt install --reinstall yaru-theme-gnome-shell yaru-theme-gtk

Lembrando que antes de remover o tema, você deve trocá-lo por outro lá no GNOME Tweaks. Tentar apagá-lo enquanto ainda em uso poderá resultar em bugs.

O Ubuntu 19.10 veio com muitas coisas boas, entretanto, não ter uma opção semelhante ao Pop_OS! 19.10 para trocar entre diferentes variações de seu tema é uma característica que faz muita falta. Essa crítica também se aplica ao projeto GNOME, pois ambos possuem temas escuros, mas para acessá-los apenas através de softwares de terceiros. Que ao menos na próxima LTS do Ubuntu o tema escuro seja adicionado, e quem sabe a opção de trocar facilmente entre as variações do Yaru (tanto para apps, quanto para o shell). 

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.


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Facebook cria aba exclusiva para notícias, visando acabar com as fake news na plataforma

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Uma rede social em declínio. Ao menos é isso o que diz o Google Trends, junto com um grande número de pessoas que a cada dia usa menos o Facebook. Assim como com a evolução, as espécies precisaram se adaptar para sobreviver, o Facebook vem buscando novas formas de se aprimorar e tornar-se mais interessante ao público.

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Na última sexta feira (25), foi anunciada no facebook Newsroom uma nova funcionalidade chamada Facebook News. Trata-se de uma aba na rede social inteiramente dedicada à notícias, com várias opções de personalização e conectividade com serviços de notícias de terceiros.

Hoje em dia o Facebook já é utilizado por muitas pessoas para, entre outras coisas, ficar por dentro das notícias. Porém, vários fatores fazem com que a plataforma não seja, nem de longe boa para essa finalidade. Primeiro que atualmente o Facebook não possui uma infraestrutura que tenha sido criada para tal finalidade, outro ponto importante é que o sistema de verificação de fontes e da veracidade das notícias por parte da plataforma atualmente não funciona tão bem como deveria.

O Facebook News dará aos usuários, total controle sobre o conteúdo que cada um irá ver, também abrirá para o usuário a possibilidade de acesso a um número muito maior e mais variado de notícias, de acordo com os gostos de cada um, dentro do próprio Facebook. O serviço também deixará em destaque as notícias mais relevantes do dia, tendo também uma sessão para aquelas mais novas.



Segundo a publicação original, antes que o desenvolvimento do produto em questão fosse iniciado, a equipe entrou em contato com vários profissionais do mundo do jornalismo com o intuito de buscar informações e conhecimento o suficiente para poder desenvolver um serviço confiável e com credibilidade. Segundo Mark Zuckerberg, ao conversar com esses jornalistas, foi questionado quais funcionalidades eles gostariam de ver incluídas no serviço, como as notícias deveriam ser apresentadas, entre outros.

Dentre as funcionalidades que estarão presentes no novo serviço, podemos destacar:

Today’s Stories: como o próprio nome já diz, são as principais notícias do dia, que serão selecionadas por uma equipe de jornalistas ao longo do dia.
Personalization: todos os dias será mostrada uma seleção de notícias com base no que você vê, compartilha e segue.
Topic sections: aqui você poderá explorar individualmente vários tópicos, como: negócios, entretenimento, saúde, esportes, ciência e tecnologia.
Suas inscrições: uma seção para pessoas que conectaram suas contas de outros serviços de notícias à sua conta no Facebook.
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Inicialmente, para fins de testes, o Facebook News será liberado apenas para um grupo seleto de usuários nos EUA. A data de lançamento de uma versão aberta ao público ainda não foi revelada, mas considerando que o serviço já foi divulgado, acredito que dentro de no máximo poucos meses todos possamos testar o novo recurso.

Não creio que o Facebook corra algum risco de deixar de existir em um curto prazo, mas se formos analisar o declínio constante que a rede social vem sofrendo, se as coisas não mudarem, acredito que em alguns anos ela chegue ao seu fim. O Facebook News pode ser uma ótima jogada para garantir a longo prazo, ou aumentar as chances de sobrevivência e crescimento da empresa.

Particularmente, não sou um usuário ativo da rede social há anos, mas quem sabe essa nova funcionalidade não me leve de volta a ela.

Você já foi, ou ainda é usuário do Facebook? Está ansioso pelo News? Conte-nos nos comentários.

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Isso é tudo pessoal! 😉

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