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Conheça o provável design do Deepin 20 [UPDATE]

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Deepin é considerado uma das distribuições mais bonitas do mundo Linux, mas você já viu sua nova proposta de design para versão 20? Parece que a cada lançamento a distro traz um visual apelativo e que chama a atenção do usuário comum.

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Creio que não seja segredo para ninguém, ao menos para quem conhece um pouco sobre meu trabalho, o relacionamento que tenho com o Deepin. Curiosamente o canal OSistemático foi por muito tempo um dos responsáveis por impulsionar o sistema aqui no Brasil. Não falo para me vangloriar ou algo assim, apenas para enfatizar o envolvimento que tive ao produzir material sobre o sistema. É provável que, você usuário de Deepin já tenha se deparado com algum vídeo de minha autoria. Seja em algum grupo no Telegram, aqui no blog Diolinux ou até mesmo em meu canal (até eu mesmo já me deparei e pessoas nem sabiam que estavam falando com o próprio criador do vídeo em questão 🤣️🤣️🤣️).

Abaixo você pode ver um vídeo do OSistemático, relatando um pouco mais sobre a usabilidade do Deepin 15.10. Perceba que sou sincero e dou minha opinião. Todavia, a versão atual do Deepin é a 15.11 (em que escrevo essa matéria).


O curioso é que nessa história toda, há quem acredite que sou fanboy de Deepin e outros que sou hater. É engraçado pensar nisso, pois sou categorizado como extremista até hoje, seja de um lado ou de outro. Contudo, algumas pessoas ainda não entenderam que quando elogiei o Deepin foi por conta de meus vários anos utilizando o sistema, e quando critiquei ou mencionei algo, não foi para descaracterizar ou simplesmente ofender usuários. Toda essa transparência é o que de fato passei e passo com o sistema, meus relatos e usabilidade com o Deepin. “Se tá ruim digo, se tá bom também”, não é tão difícil compreender isso, é?

Pense, se sou hater de Deepin, porque teorizar que a Huawei utilizaria o sistema, e o Linux poderia ser mais conhecido graças a distro chinesa? Não sabe sobre o que estou falando? Acesse a postagem na qual inicialmente abordei esse tema. E não é que depois as coisas começaram a desenrolar, e de fato a Huawei passou a vender computadores com Deepin.

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Visual apelativo, isso o Deepin “tem para dar e vender”


Quando o assunto é beleza, o design do Deepin é impecável. Seu UX Design é bem inteligente e não confunde o usuário leigo, possibilitando inclusive um uso que lembra o Windows, ou até mesmo o macOS. Ao passar dos anos a distribuição chinesa passou por um verdadeiro “banho de loja” e ganhou diversos recursos visuais, como uma melhor consistência de seu ecossistema.

Deepin em 2013

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Deepin em 2015

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Deepin em 2019

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Não obstante, mesmo ao utilizar outro sistema, termino instalando vários aplicativos da distro.


O futuro do Deepin é promissor


Recentemente o canal oficial do Deepin lançou um vídeo com o próximo visual de seu launcher. A interface gráfica DDE (Deepin Desktop Environment) poderá passar por uma nova transformação. Muita coisa ainda pode ser mudada, e o vídeo a seguir é um conceito de como as coisas poderão ficar na versão 20 do sistema.


Podemos observar que esse conceito se aproxima bastante da interface da Apple, o iOS, utilizada nos iPads. A barra também é semelhante a do Chrome OS, que inclusive recebeu uma nova versão essa semana. Tudo parece estar mais arredondado e com o clássico “blur” das últimas versões do Deepin. Quando o menu está maximizado, é praticamente idêntico o do macOS.


E as mudanças estão à todo vapor, agora a tela de login recebeu um redesign e ao que tudo indica a versão 20 será bem diferente que a atual, em vários aspectos da interface gráfica. Apps estão sendo reformulados,  ao que tudo indica, podemos ver no vídeo a seguir o player de música com uma cara nova.


Lembrando que as versões de lançamento do Deepin agora são referenciadas conforme o ano inicial de seu lançamento (2015 == Deepin 15, 2020 == Deepin 20). Por isso haverá um salto da versão 15.11 para 20, visto que ele sairá como estável em 2020. Mas existem indícios que em novembro, possa ser disponibilizado uma versão beta do próximo Deepin 20. Essa versão também pode ser baseada no Debian 10.

Até lá muita coisa pode mudar, pois, os desenvolvedores ainda estão trabalhando em seu visual. Esse empenho vem ocorrendo durante este ano de 2019, e talvez o refinamento com o DDE-Kwin possa aumentar a performance do novo launcher.

Você usa o Deepin ou quem sabe o DDE em outra distro? Deixe nos comentários o que achou do novo visual em construção. Particularmente foi de meu agrado, principalmente o menu quando maximizado (que é a forma que utilizo).

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Até o próximo post, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Deepin, Forbes.


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Dropbox Transfer, o concorrente do Firefox Send, disponível para todos usuários

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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Pensando em transferir arquivos de forma descomplicada? O Dropbox acaba de lançar seu serviço de compartilhamento para concorrer com o Firefox Send e o WeTransfer.

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Serviços de compartilhamento e transferência de arquivos estão cada vez mais se tornando comuns, ainda mais com a crescente onda de trabalhos à distância. E estou falando de todo tipo de trabalho, seja ele remunerado ou alguma atividade em grupo. Transferir arquivos acaba por ser bem prático, ao invés de sempre contar com um pendrive. Melhor estar precavido em casos que o uso de alguma mídia física seja possível, aliás, melhor ter um “plano b” (quem sabe um “c” 😋️😁️😉️). Já em ocasiões em que não é possível utilizar meios físicos, tais soluções são perfeitas.

No lançamento da solução da Mozilla, abordamos em um artigo que você pode conferir acessando este link. Desde seu anúncio de lançamento, venho fazendo uso do Firefox Send, e agora o Dropbox disponibiliza sua alternativa. Serviços destinados à rápidos compartilhamentos, são conhecidos, outro bem famoso é o WeTransfer.

Chamado de Dropbox Transfer, a solução do Dropbox também é gratuito e conta com alguns diferenciais. Depois de um longo período em fase beta, cerca de uns quatro meses, enfim está disponível para todos os usuários. Quando anunciado, comentamos sobre a solução e demonstramos alguns de seus aspectos.

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Para adicionar os arquivos e compartilhá-los com terceiros, é obrigatório possuir uma conta no Dropbox. A mesma pode ser a versão gratuita, já quem recebe o link para download não precisa possuir conta. As transferências têm validade de sete dias após o envio na versão free do Dropbox, para usuários Professional 30 dias, Business Advanced 60 dias e Enterprise ou Education pode durar até 90 dias.

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O tipo de conta também interfere no tamanho máximo de envio de cada arquivo, indo de 100 MB para o básico e aumentando para 2 GB (Plus e Business Standard), chegando aos 100 GB para contas Professional, Business Advanced, Enterprise e Education.

Você pode acessar o anúncio de lançamento no blog oficial do Dropbox por este link.

Para fazer uso do Dropbox Transfer, basta acessar por aqui e logar com sua conta do Dropbox.

O serviço, por enquanto, pode ser acessado via web ou pelo app do Dropbox no iOS. Provavelmente a aplicação desktop e sua versão Android recebam o recurso em breve.

Cada alternativa tem seus prós e contras, como mencionei venho utilizando o Firefox Send e agora tenho mais um para testar e analisar os pontos forte e fracos. 

Usa esse tipo de serviço, o que achou do Dropbox Transfer? Deixe nos comentários sua opinião e participe de nossa comunidade Diolinux Plus para sempre ficar por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Dropbox.


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Dell amplia variedade de notebooks XPS com Ubuntu

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Cerca de uns 3 meses mais ou menos, fizemos umas reportagem, em que cobrimos o novos modelos de ultrabooks da Dell, da linha XPS 13. Agora, a família cresceu.

Dell amplia variedade de notebooks XPS com Ubuntu







O anúncio foi feito no blog do fundador e líder do projeto Sputnik da Dell, Barton George, onde ele comenta as novas opções agora disponibilizadas para o consumidor.




No post, ele fala que agora a Dell oferece 18 configurações diferentes na 9ª geração da linha XPS, sendo equipados com processadores da Intel de 10ª e com o Ubuntu 18.04 LTS pré-instalado.

As opções oferecidas não mudam muito do modelo anunciado, mas só reforçando, elas são:

● Opções do processador
   - Processador Intel® Core ™ i5-10210U de 10a geração (4 núcleos)
   - Processador Intel® Core ™ i7-10710U de 10a geração (6 núcleos)
● Ubuntu 18.04 LTS pré-instalado ;
● Killer ™ AX1650 (2 × 2) integrado no chipset Intel WiFi 6 + Bluetooth 5.0 ;
● Tela InfinityEdge com posicionamento superior da câmera ;
● Suporte para resolução FHD e UHD
● Até 16 GB de memória LPDDR3 a 2133 MHz
● Possibilidade de escolha do armazenamento, podendo ter até 1TB à  2TB em SSD;

O Dell XPS 13 Developer Edition, com todas as opções, será distribuído no momento apenas nos EUA, Canadá e Europa. Para ver mais detalhes, você pode conferir por este link.

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Google lança projeto de design de chip, OpenTitan, de código aberto

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O Google está desenvolvendo um projeto para design de chips em código aberto, que poderá ser implementado por qualquer hardware ou software, seu objetivo é assegurar a integridade com maior transparência e todas as vantagens que o Open Source pode oferecer.

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Recentemente abordamos em uma postagem que a System76 começou a distribuir seus laptops com a alternativa livre ao UEFI e BIOS. Curiosamente os Chromebooks também fazem uso do Coreboot, e agora o Google está adotando um novo projeto Open Source. Não é surpresa para ninguém que gigantes da tecnologia passaram a incorporar projetos de código aberto em suas empreitadas. O modelo aberto não é mais um sonho, passou a ser o padrão em muitos mercados, mesmo que utilizado em conjunto à modelo proprietários. Enfim, a liberdade do Open Source permite isso, então não é um crime, como muitos pintam.

O Google vem utilizando tais soluções em determinados aspectos de seus vários nichos de mercado, inteligência artificial, servidores, mobile, laptops, entre outros. Falando em laptops, você já viu nosso review sobre o Chrome OS?

Confira o vídeo e saiba se vale a pena ou não, utilizar o sistema baseado em Linux do Google:


Maior segurança com OpenTitan


Não é de agora que empresas vêm investindo em soluções mais seguras para seus equipamentos. A Apple, por exemplo, desenvolveu o chip T2 presente nos mais recentes MacBooks visando a segurança dos seus dispositivos. Através dos vários meios que dificultam a vida dos invasores, podendo ser palavras-passe, chaves de encriptação, entre outros. Tais alternativas tentam evitar ataques de hackers mal-intencionados, pondo em risco os dados contidos em tais equipamentos.

No ano passado o Google apresentou ao mundo sua chave de segurança, Titan, contendo um chip customizado pela própria empresa. O gadget da empresa era, literalmente, uma chave na qual o usuário utilizava via USB e também tinha uma variante para uso em smartphones que poderia ser conectado sem fio.

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Em conjunto com diversas universidades e outras entidades, o Google passa a desenvolver um chip focado em segurança e totalmente Open Source. Valendo-se de sua experiência com o Titan, o design do chip denominado de OpenTitan tem agora toda uma comunidade para contribuir com o projeto. Algumas que o Google destaca, são: LowRisc, ETH Zurich, G+D Mobile Security, Nuvoton Technology e a Western Digital.

Vale ressaltar que o OpenTitan poderá ser utilizado para os mais variados fins, e por ser de código aberto, curar todo projeto acabará se tornando bem mais transparente. Em um mundo envolto por escândalos de espionagem entre nações, backdoors sendo implementado por pessoas mal intencionada e tudo mais. Um projeto deste calibre vem para somar e amenizar os estragos envoltos destes ataques contra a segurança.

O projeto será independente de plataforma, garantindo através de criptografia que o chip não seja violado. Toda a base desta tecnologia fornece uma sólida estrutura para o sistema operacional e aplicações em execução sobre o OpenTitan.

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Atualmente o Google faz uso do Titan na infra-estrutura do seus servidores, e sem dúvidas que com a implementação do OpenTitan nos mais diversos equipamentos e com adoção das grandes fabricantes de hardwares, podemos contar com um elemento a mais em nossa segurança. 

Contudo, este não é o primeiro projeto dedicado à criação de designs de chips focados em segurança. O Open Compute Project, fundado pelo Facebook e outras empresas, foi desenvolvido para assegurar servidores e toda a infraestrutura de diversas empresas.

O projeto OpenTitan pode ser conferido em seu repositório no Github. E quem sabe no futuro, computadores possam vir com o chip e até mais componentes de código aberto. 

O que você acha sobre projetos que visam aumentar a segurança? Acredita, assim como eu, que além do software o próximo passo são hardwares Open Source? 

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Está confirmado! Microsoft Edge virá para o Linux ano que vem

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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Muitas coisas no mundo da tecnologia eram tomadas como verdades absolutas, como a “Microsoft não gosta do Linux” e o “seu principal navegador nunca viria para o lado open source”. Bom, estamos vivendo novos tempos (para não dizer, loucos) 😅.

Está confirmado! Microsoft Edge virá para o Linux ano que vem






Há uns 6 meses mais ou menos, noticiamos que o navegador Edge da Microsoft, poderia ter uma versão para Linux, visto que ele é baseado no Chromium e tem suporte para o pinguim. Então, seria questão de tempo para isso ocorrer.


A confirmação veio na conferência da Microsoft, a Ignite de 2019 em Orlando - USA. Você pode conferir aqui a palestra completa. Já a parte do anúncio na qual a vinda do novo Microsoft Edge para Linux é comentada, você pode conferir no minuto 8:24.

Com a confirmação da sua chegada, o Edge se junta a uma grande gama de navegadores baseados no Chromium, como o Google Chrome, Vivaldi, Opera, Yandex entre outros. Só ficam de fora o navegador da Apple (Safari) e o da Mozilla (Firefox).

Como já mencionei em alguns artigos e lives, sobre o tema, creio que a grande maioria dos produtos da Microsoft serão compatíveis ou melhorados com o Linux, como por exemplo o Microsoft Office (esse eu acho que chega por último), o Teams (ele já está em um estágio bem avançado, com repositórios já montados) e o Skype (equiparando-se com as versões de Windows e macOS). Isso seria muito benéfico para quem quisesse migrar para o Linux, pois teria mais facilidades na migração.

O lançamento do Microsoft Edge será no dia 15 de janeiro de 2020, inicialmente para Windows e macOS. A versão para Linux viria posteriormente.

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Loja do elementary OS passa a suportar o Flatpak

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Loja do elementary OS agora possui compatibilidade com pacotes Flatpak, e usuários do sistema poderão instalar apps neste formato de forma descomplicada.

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O elementary OS foi cotado durante anos como a distribuição Linux mais bela, dono de uma interface gráfica que é fortemente inspirada na Aqua (macOS), a distro baseada no Ubuntu acaba de dar mais um passo significativo. Para quem não acompanha o elementary OS, saiba que sua pretensão vai além de ser mais uma distro Linux, de forma que foi criado todo um ecossistema/plataforma em torno da distribuição. O vídeo a seguir explana um pouco mais sobre o tema.


Há quem diga que a loja do Deepin seja a mais bonita entre as diversas opiniões do mundo Linux, particularmente gosto da simplicidade da AppCenter (loja do elementary OS). A ideia de oferecer a possibilidade de doações dentro da própria loja é algo que me chama a atenção. Obviamente, que existem muitas deficiências no design da loja e até a ausência de algumas funcionalidades. A AppCenter foi disponibilizada aos usuários da distro no ano de 2017, e pequenas implementações foram adicionadas desde então. Ao menos das vezes que utilizei, nenhuma mudança substancial saltou-me os olhos.


Agora um recurso interessantíssimo passa a compor a loja do elementary OS, noticiamos essa decisão e escrevi uma postagem intitulada “Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?”, acesse e saiba mais sobre essa escolha. No último update, a loja passou a suportar a instalação de pacotes neste formato. Como é de se esperar, os responsáveis pelo sistema tem todo um controle de qualidade, e através de sua curadoria de apps, seleciona as aplicações com o “selo elementary”. Inicialmente parece haver pouquíssimos programas no formato Flatpak em sua loja, ao menos não encontrei nenhum ao pesquisar, no entanto, é possível adicionar o repositório Flathub e usufruir de uma gama considerável de aplicações.

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Ao contrário do Linux Mint que traz por padrão o repositório do Flathub, o elementary apenas entrou em contato com os responsáveis pela plataforma para integrar facilmente a adicção em sua AppCenter. 

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Mesmo não vindo por default no sistema, basta clicar em “Install” na página do programa no Flathub, o download do arquivo “.flatpakref” ocorrerá, então efetue a instalação com o auxílio do app Sideload, e o repositório será adicionado ao sistema (como bem informa a página de configuração do flatpak).

Todavia, na prática, o Sideload ainda não vem instalado por padrão. Baixei o arquivo e após clicar sobre ele, o app de texto que é aberto. Sendo necessário a instalação do pacote: 

sudo apt install io.elementary.sideload

Depois bastou instalar o arquivo utilizando o Sideload (traduzido para “carregamento lateral”), marcar a opção que compreendia que não era um app curado “não confiável” e clicar em “Instalar mesmo assim”.

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Inicialmente o programa não apareceu no menu, nem na loja. Reiniciei e o programa estava no menu. Vale salientar que a loja consegue diferenciar quando existe mais de uma aplicação em diferentes formatos e nos repositórios. Outro detalhe, não será obrigatório reiniciar o sistema ou finalizar a sessão a cada novo programa instalado em Flatpak, e nem baixar o arquivo “.flatpakref”. Você pode utilizar a loja para isso, e no futuro são esperados mais recursos voltados ao Flatpak na AppCenter.

Confira na prática esta nova funcionalidade:


A implementação é nova, então é comum o sistema não estar totalmente “redondinho” com essa integração com os Flatpaks. Apenas o Flathub é suportado e não tem, ao menos por agora, como adicionar repositórios de terceiros. O Flathub é famoso por concentrar a maior variedade de programas neste formato, mas não é a única fonte. Desenvolvedores podem oferecer suas aplicações fora dele, um exemplo é o emulador de Nintendo 3DS Citra. O repositório do Citra ainda não é suportado pela AppCenter, para obter o software no elementary OS outros meios, como o terminal, deverão ser utilizados.

Você é usuário do elementary OS? Já pôde conferir o suporte ao Flatpak na AppCenter? Deixe nos comentários suas experiências com este novíssimo recurso.

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Fonte: elementary OS.


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LibreOffice terá caixas de diálogo em GTK no Linux

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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O LibreOffice, ferramenta de produtividade gratuita e popular, vai receber um “upgrade” na caixas de diálogos nativos no Linux. Deixando assim, mais perto da UI do desktop “hospedeiro” do app.

LibreOffice terá caixas de diálogo em GTK no Linux






Por muito tempo, às caixas de diálogos do LibreOffice no Linux, foram implementadas com o toolkit VCL, que emulava o toolkit do desktop “hospedeiro”. 

Isso veio sendo tendência nas últimas atualizações do LibreOffice, quando os devs implementaram mais diálogos em GTK do que em VCL. Na quinta-feira (31 de Outubro), veio a confirmação através de um dev do Libreoffice, Caolán McNamara, sobre isso, em seu blog.

“Nos últimos lançamentos importantes, a versão GTK para o LibreOffice teve cada vez mais diálogos e menos diálogos feitos em VCL e no master, a partir desta semana, agora não há usos diretos das APIs de diálogos VCL. Ainda há algumas janelas do utilitário que não são de diálogo e outros elementos para serem portados, mas as caixas de diálogo estão completas.”

Algumas GIFs disponibilizada por McNamara, onde se usa o GTK 3.24 com o tema Adwaita.



Essa mudanças provavelmente deverão aparecer no LibreOffice 6.4, previsto para janeiro de 2020.

Para conferir o anúncio completo do McNamara em seu blog, você pode conferir aqui.

Caso queira instalar a suite office em seu sistema, segue uma postagem demonstrando os mais variados meios de se obter o LibreOffice, confira o link.

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Canonical promete oferecer suporte pleno do Ubuntu em todos os Raspberry Pi

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Canonical recentemente informou que os novos modelos das placas Raspberry Pi seriam compatíveis com seu sistema, contudo, um bug da versão do kernel Linux que o Ubuntu 19.10 traz embarcado vem ocasionando problemas e bloqueando o uso das portas USB.

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Os Raspberrys Pi estão populares a cada ano, pois oferecem praticidade e custo benefício para elaborar os mais diversos projetos. Diversas distribuições Linux são utilizadas nestes equipamentos, como o Debian (Raspbian), que sempre está no topo da lista. A Canonical também oferece imagens arm64 do Ubuntu destinadas a donos destes equipamentos.

Temos um vídeo ensinando como instalar sistemas voltados ao Raspberry Pi.


O bug causado pelo kernel Linux 5.3 no Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, pode ser contornado temporariamente, enquanto não sai uma correção oficial. Lembrando que até o momento os novos modelos Raspberry Pi 4 SBC com 4 GB de RAM foram impedidos de acessar as portas USB por conta desse bug.

Caso seja dono de um modelo mais recente e venha sofrendo com o bug, a forma atual para contorná-lo é editando o arquivo “boot/firmware/usercfg.txt” e limitar a RAM para 3 GB. Basta adicionar a linha “ total_mem=3072 ” (sem aspas, obviamente), ao arquivo anteriormente mencionado.

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A dona do Ubuntu também pretende disponibilizar o Ubuntu Server e Ubuntu Core para todos os Raspberry Pi no mercado, incluindo os modelos anteriores, sendo enfim suportados oficialmente nestes equipamentos. A Canonical entende que a plataforma Raspberry Pi vem ganhando mais espaço em meio as mentes inovadoras, criando e desenvolvendo soluções a partir do mesmo. Sendo assim, é natural a disponibilidade das demais versões do Ubuntu para o Raspberry Pi.

“O Raspberry Pi se estabeleceu como a plataforma mais acessível para inovadores no espaço incorporado.. A Canonical se dedica a capacitar inovações com software de código aberto. Consequentemente, a Canonical se esforça para oferecer suporte oficial completo a todas as placas da família Raspberry Pi. Assim, a Canonical disponibilizará o Ubuntu Server e o Ubuntu Core para todas as placas Pi “, diz Galem KAYO, gerente de produtos para o Ubuntu Core.

Muita coisa pode ser criada com esses “pequenos monstrinhos”, aliás você pode conferir logo abaixo um servidor que cabe, literalmente, no bolso.


O Ubuntu pretende ser popular, não somente em meio aos equipamentos “convencionais”, mas também em outras arquiteturas (arm64), como a do Raspberry Pi. Para essa empreitada, seu sistema deverá ser o mais funcional e otimizado possível e para isso a empresa conta com o feedback da comunidade.

Para mais detalhes, acesse a publicação oficial em seu site.

Particularmente gosto bastante do Raspberry e do Arduino, e toda vez que ouço ou falo sobre o assunto, lembro de um professor meu de hardware que tinha o desejo de criar uma casa automatizada com o auxílio deles. Toda aula ele comentava sobre o “Arduino”, curiosamente seu sobrenome era “Arduim”… Então trocávamos (meus colegas e eu), carinhosamente, o sobrenome dele por Arduino (😋️😁️😅️).

Diga nos comentários se possui algum equipamento destes e quais projetos já fez ou pretende fazer.

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Fonte: Ubuntu, Softpedia.


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Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Em mais um report mensal o líder do projeto Mint, Clement Lefebvre, fez alguns comentários sobre o projeto e também sobre a “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes.

Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados






Ele começou comentando sobre essa “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes, falando que o projeto do Mint está em “ombros de gigantes”, o Ubuntu e o GNOME sendo mencionados. Falou ainda que se o Ubuntu “acabasse” ou qualquer coisa do tipo, o Mint seria a versão LMDE (Linux Mint Debian Edition), mas sem o GNOME, muitas ferramentas do Mint não seriam possíveis, como por exemplo: Xapp. Xed, Xplayer, Xreader, Pix, Xviewer que dependem de bibliotecas do GNOME. Para ver a nota completa, você pode acessar ela aqui

Agora comentando sobre as novidades que virão na versão 19.3, algumas coisas foram apresentadas, como o formato da data, o XAppStatusIcon, o novo logotipo, o codinome da versão e data de lançamento.

No formato da data, agora nesta versão, tanto no Cinnamon quanto no MATE, o sistema seguirá o código de idiomas LC_TIME, sendo possível a configuração em “Configurações de Idioma”.

Já os ícones do Linux Mint serão mais nítidos em todas as interfaces gráficas, Cinnamon/XFCE/MATE. A API XAppStatusIcon está concluída e terá suporte também para a tecnologia HiDPI.

Outra novidade é referente ao logo e ao splash screens para o GRUB e quando o sistemas está inicializando.



Alguns apps foram substituídos, como o Xplayer e o VLC pelo Celluloid 0.17.



O Tomboy será substituído pelo Gnote 3.34, mantendo o ícone que fica na barra. O Gnote terá as mesmas funcionalidades do Tomboy, mas com tecnologias mais modernas e também a compatibilidade com o HiDPI.

Na versão do Linux Mint com XFCE, terá o update da interface gráfica para a versão 4.14 já baseado no GTK3 e suporte inicial ao HIDPI.


Para ter uma compatibilidade com os hardwares mais modernos, o Mint 19.3 usará o conjunto HWE, assim trazendo o Kernel 5.0 e o Xorg 1.20.

Por fim, foi anunciado o codinome da versão 19.3, que será "Tricia". O lançamento deve acontecer antes do Natal. Eu chuto que será na véspera do feriado.


Essa versão promete, principalmente na parte de “perfumaria”, pois é isso que atrai usuários novos, vide o caso do Deepin. Creio também que esse update no Kernel e no Xorg, vai facilitar a vida de quem usa hardwares mais novos, o que é muito bom. Perguntamos também sobre o suporte para os laptops híbridos (Intel+NVIDIA), foi informado para nós, que já tinha integração ao optimus, mas como a equipe não tinha nenhum equipamento com essa configuração, eles não deram a devida atenção, mas que agora vão começar a implementar as novidades da NVIDIA. Tomara, será bem interessante em testar essas novidades no Mint 😊😁.

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Os trilhos que guiarão o desenvolvimento do KDE nos próximos anos

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

É difícil acontecer de ficarmos muitos dias sem postar algo sobre o projeto KDE. Felizmente para todos nós, este é um projeto muito grande e consolidado, utilizado por muitos, e em constante desenvolvimento. Recentemente a equipe divulgou em seu site oficial quais são os três principais objetivos nos quais se baseará o desenvolvimento do projeto nos próximos anos.


Ter objetivos estabelecidos é algo essencial para se manter um desenvolvimento constante e bem direcionado. O trabalho simplesmente não funciona se não for de forma organizada, e focada. As áreas nas quais a comunidade KDE gostaria de se aprimorar, e as novidades que gostaria de implementar são muitas, mas o pessoal e os recursos são limitados. Sendo assim, a melhor forma de manter o projeto evoluindo é direcionar os esforços para pontos específicos, e concentrar-se em aperfeiçoar apenas algumas coisas de cada vez.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, e ao KDE, talvez você não saiba que o projeto KDE vai muito além da sua interface gráfica, o Plasma Desktop. A comunidade KDE mantém centenas de projetos diferentes, indo desde “simples” plugins e widgets de hora e data para o painel, até programas de conversão de áudio, edição de vídeo, e toda a complexidade do Plasma Desktop.


Manter todo esse trabalho avançando de forma organizada com certeza não é tarefa fácil, e é justamente por isso que durante os próximos dois anos todo o trabalho da equipe será feito tendo em mente os seguintes objetivos:

KDE Apps


Conforme mencionado anteriormente, o projeto KDE mantém uma ampla gama de aplicativos. Um dos principais objetivos para os desenvolvedores nos próximos anos é aprimorar o “look and feel” desses apps. A equipe do KDE destacou no post oficial que o design de muitos desses aplicativos serão retrabalhados à fim de deixá-los com uma interface mais organizada, o quê deve tornar o uso destes aplicativos mais fácil para novos usuários. 

Talvez essas mudanças melhorem um aspecto que tem sido alvo de críticas por parte dos usuários há muito tempo, que é o fato de os aplicativos KDE exibirem uma quantidade “exagerada” de opções e funções, tornando as coisas um pouco, ou bastante confusas para os usuários. Também será trabalhado na aparência e no comportamento de aplicativos que utilizem abas, menus de hambúrguer, e barras laterais.


Outro objetivo é eliminar, ou ao menos diminuir a fragmentação de aplicativos. Ou seja, se atualmente o projeto mantém dois ou mais players multimídia, passará a manter apenas um. Dessa forma os desenvolvedores poderão concentrar seus esforços em apenas um ou dois softwares em cada segmento, dependendo da necessidade, e assim torná-los melhores e mais completos.

Mas é claro que não serão apenas melhorias visuais, certamente também podemos esperar por aprimoramentos “debaixo do capô”. Como melhorias no empacotamento, correções de bugs e ajustes de performance.

Falando em KDE Apps, vocês sabiam que uma das melhores ferramentas existentes para conectar o seu smartphone ao seu computador é mantida pelo projeto KDE? Se você não conhece o KDE Connect, com certeza deveria! 😁

Suporte ao Wayland


Aprimorar o suporte ao Wayland é um dos principais objetivos da comunidade KDE. Segundo a equipe, o Wayland se encaixa perfeitamente na filosofia do projeto de criar um produto funcional, leve e bonito, sempre com as tecnologias mais recentes e que ofereçam a melhor performance possível.

Se você não sabe o que “raios” é Wayland, o vídeo abaixo com certeza irá te dar uma luz.



Embora seja uma prioridade, os desenvolvedores dizem que a total implementação do Wayland não é algo que ocorrerá do dia para a noite. Muitas coisas podem “simplesmente” ser modificadas e compatibilizadas para que funcionem com o substituto do X.org, porém, outras precisam ser reescritas do zero. O que demanda muito trabalho e recursos.

Nesse quesito, os esforços estarão focados primariamente em compatibilizar o Kwin, Plasma, e KDE apps, mas a comunidade KDE também pretende colaborar diretamente com o desenvolvimento do próprio Wayland o máximo possível.

Consistência


Trata-se de criar novos apps com interfaces gráficas semelhantes, que façam parte de um todo. Bem como modificar o layout das interfaces dos aplicativos já existentes para que todos fiquem com um aspecto visual coerente. Algo muito semelhante ao que, por exemplo, o projeto GNOME, e a equipe do Elementary OS já vem fazendo há bastante tempo.

A ideia é tornar os sistemas que utilizam o KDE Plasma e os KDE apps mais fáceis de usar. Ao aprender a utilizar um software, o usuário já saberá, ou ao menos terá uma boa noção sobre o funcionamento dos outros. Já que todos eles compartilharão dos mesmos padrões de design, assim tornando-os mais fáceis de se aprender e dominar.

Além disso, manter um padrão visual entre as aplicações KDE também fortalecerá a marca. Já que os aplicativos poderão ser reconhecidos como provindos do projeto KDE apenas com um olhar.

Todavia, essas mudanças trazem benefícios além do visual ou de UX Design. Aplicativos com aspectos visuais seguindo um mesmo padrão diminuem a quantidade de códigos e desenhos redundantes, assim mantê-los torna-se mais fácil e menos trabalhoso. Por exemplo, se antes era desenhado um botão de salvar para cada aplicativo, agora o desenho de um único botão de salvar poderá ser utilizado em vários aplicativos diferentes.

Com isso, também será reduzida a dificuldade e carga de trabalho ao desenvolver novos softwares. Já que muitas linhas de código e designs de interfaces poderão ser reaproveitados de uma aplicação para a outra.

Já faz algum tempo que tenho utilizado apenas o GNOME Shell como minha interface principal, mas sempre fui, e continuo sendo um admirador do projeto KDE. Aliás, esse é o lado bom desse mundo do software open source, existem tantos produtos excelentes, que geralmente não somos capazes de utilizar todos. 😅

Aliás, se você é usuário do KDE e gosta de deixar o sistema com a “sua cara”. Temos um vídeo realmente completo que vai te deixar muito bem encaminhado, quando o assunto é personalização no KDE Plasma.


Você curte o ecossistema KDE? O que pensa sobre as orientações que o projeto está tomando para seu desenvolvimento futuro? Conte-nos a sua opinião nos comentários.

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Quem é Linus Torvalds no desenvolvimento do Kernel Linux hoje em dia?

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Todos sabemos que, apesar de ser o grande nome por de trás da Microsoft, não é mais o Bill Gates que conduz a empresa. Obviamente Linus Torvalds é o grande nome por de trás do Linux, mas será que ele é quem ainda realmente mantém toda essa “máquina” funcionando?

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Todos nós usuários, entusiastas, simpatizantes que estamos de alguma forma envolvidos no mundo Linux, com certeza já ouvimos muito falar do Linus Torvalds. E não é à toa, afinal, ele é “nada menos” que quem o criou o Kernel Linux. Sem ele, provavelmente tudo o que conhecemos hoje em dia, como Linux não existisse, ao menos, não da mesma forma que conhecemos.

Antes de continuar, é muito importante que você saiba o que é Linux. E não, não é simplesmente um sistema operacional assim como o Windows. Os vídeos abaixo com certeza irão tirar todas, ou boa parte das suas dúvidas sobre o que realmente é Linux, de forma que você terá um entendimento muito melhor sobre a continuação deste artigo.



Na última terça-feira (29), Linus Torvalds concedeu uma entrevista para Dirk Hohndel (chefe da equipe open source da VMware), no palco da The Open Source Summit, em Lyon, na França. Que você confere, de forma comentada e em tradução livre, a seguir.

O aumento da complexidade do código e brechas de segurança


Primeiramente Linus foi questionado sobre o nível de complexidade cada vez mais alto que o Kernel Linux vem atingindo e, como essa alta complexidade vem tornando o software cada vez mais difícil de ser “debugado”. Poderia esse alto nível de complexidade tornar o Kernel cada vez mais problemático e inseguro?

Linus diz que, embora o Kernel de fato esteja se tornando cada dia maior e mais complexo, a infraestrutura disponível para rastrear e resolver bugs e problemas de segurança em geral, também está cada dia mais eficaz. Tanto o Kernel quanto qualquer sistema operacional, é sempre algo muito complexo e, esses softwares são utilizados por centenas de milhares de pessoas diferentes, a grande maioria delas sem experiência ou conhecimento sobre o assunto. E por qualquer motivo que seja, essas pessoas acabam fazendo coisas com o sistema que nenhum desenvolvedor em sã consciência pensaria ser lógico ou até mesmo possível.

Com isso, para corrigir tais bugs, muitas vezes são necessárias mudanças e implementações que acabam por tornar o código mais extenso e complexo. Um código mais extenso e complexo, em tese, poderia gerar novos bugs, assim abrindo brechas de segurança. Todavia, como já dito anteriormente, as técnicas e ferramentas utilizadas para prevenir e corrigir falhas de segurança e funcionamento básico continuam a avançar e se aprimorar a cada dia. Desta forma, como disse Linus: 

Eu não acho que estejamos piorando. De muitas formas, o desenvolvimento do Kernel se tornou muito mais fácil. Sim, é maior e muito mais complicado, mas por outro lado, nós também temos ferramentas muito melhores, muito mais comunicação e uma comunidade muito maior. Anteriormente, talvez você não tivesse o hardware correto, porque o Kernel funcionava apenas em um seleto grupo de hardwares. Isso já não é mais um problema”.

Essa afirmação corrobora com as implementações visando automatização de testes no kernel Linux, conforme detalhamos na matéria sobre a ferramenta KernnelCI.

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Dirk Hohndel (direita), e Linus Torvalds (esquerda). Entrevista na The Open Source Summit.
Além de tudo o que foi dito anteriormente, o Kernel geralmente não sai diretamente do primeiro grupo de desenvolvedores e chega nas mãos dos usuários finais. Segundo as palavras do próprio Linus: “Existem vários níveis de filtro”. Linus Torvalds é responsável por manter a versão em desenvolvimento do Kernel Linux, já a versão estável é responsabilidade de outra pessoa, que atualmente é Greg Khroa-Hartman. Após isso, cada pessoa, distribuição ou empresa que utiliza o Kernel, geralmente faz os seus próprios testes e modificações. Tendo assim, cada um a sua própria versão estável do mesmo. Somente após isso é que os usuários finais têm a chance de instalar um sistema utilizando aquele Kernel nas suas máquinas.

A única preocupação que Linus parece ter nesse aspecto é quanto a quem ainda utiliza versões muito antigas do Kernel.

As pessoas continuam trabalhando com Kerneis tão antigos, que são de épocas em que ainda não tínhamos os mesmos procedimentos de segurança que temos atualmente. Alguns sistemas com um suporte realmente longo ainda estão utilizando Kerneis que são realmente inferiores.”, disse Linus.

Afinal, qual é o trabalho de Linus Torvalds nos dias de hoje?


Muitas pessoas acreditam que Linus Torvalds passa dias inteiros sentado criando linhas de código e fazendo correções de bugs no Kernel Linux, mas será isso mesmo? Ao ser questionado sobre qual é o trabalho do mantenedor chefe do Kernel Linux, Linus respondeu:

Eu leio e escrevo emails. Eu definitivamente não crio mais linhas de código. Muito do que eu escrevo, o faço apenas dentro do meu gerenciador de emails. No final das contas, o meu trabalho é basicamente dizer “Não!”. Alguém tem que ser capaz de dizer “não”. Os outros desenvolvedores sabem que se eles fizerem algo que não é legal, eu direi “Não!”, e então eles serão mais cuidadosos da próxima vez. Porém, para poder dizer “não”, eu tenho que saber tudo o que está acontecendo, na superfície, e abaixo dela. Apenas assim eu poderei fazer o meu trabalho. Eu passo a maior parte do meu dia basicamente lendo e-mails sobre no que as pessoas estão trabalhando.

O meu primeiro objetivo é ser realmente responsivo com mantenedores que me enviam patches ou solicitações de correção. Eu procuro sempre dar uma resposta, seja ela “sim” ou “não”, dentro de no máximo um dia ou dois. Muitas vezes a minha semana acaba sendo prolongada em um dia ou dois, mas eu quero estar lá o tempo todo. Como mantenedor, acredito que essa seja uma das principais coisas que eu queira fazer”.

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Com essa resposta podemos perceber que ser o Mantenedor Chefe não é simplesmente ser o cara que dá as ordens. É também ser responsável e eficaz o suficiente para tomar as decisões difíceis e sempre estar lá pela sua equipe. E assim ser capaz de manter “a máquina” funcionando.

Torvalds também comentou sobre os valores da documentação, e também “bug reports”:

Reports de bugs vindos de usuários e desenvolvedores, para mim, são tão ou mais importantes que as mudanças no código propriamente ditas. Algumas vezes a mudança no código é tão óbvia que nenhum report é necessário. Mas isso é algo extremamente raro… Em um software bem documentado, o desenvolvedor não está apenas apresentando o código, mas também o está explicando para que qualquer outra pessoa possa entender”.

Já fazem 28 anos desde que Linus Torvalds criou o Kernel Linux, e desde então vem sendo o seu mantenedor chefe. Dito isso, Linus foi questionado sobre possíveis planos para novos projetos:

Não. Eu parei por aqui.

Em Setembro de 2018 Linus largou temporariamente o seu cargo de mantenedor chefe do Kernel Linux. Teria sido isso um sinal de que o fim da “era Linus” comandando o desenvolvimento do Linux estaria chegando? Ao ser questionado sobre possíveis planos para abandonar o cargo de forma definitiva, Linus respondeu:

Eu talvez passe a maior parte do meu tempo lendo e-mails, mas o motivo para isso, é que eu ficaria realmente entediado se não o fizesse.

Conclusão


Após essa resposta, acredito que possamos ficar tranquilos quanto a quem continuará sendo o mantenedor chefe do Kernel Linux. Com tudo o que foi dito pelo Linus a respeito do seu trabalho, posso concluir que para se manter um projeto massivo como este em pleno funcionamento e evoluindo da forma com que o Linux está, não basta ser um excelente desenvolvedor ou ter todo o conhecimento do mundo sobre o assunto. Também é preciso ter a capacidade de manter muitas pessoas trabalhando juntas, tendo o mesmo objetivo e sempre impulsionando-as. É preciso ser um líder.

Todavia, ninguém dura para sempre. É certo que, mais cedo ou mais tarde, Linus Torvalds não estará mais no comando desse grande projeto. O que você acha que irá acontecer, e quais você acha que serão os riscos quando este líder carismático e extremamente competente precisar ser substituído? Diga-nos o que você pensa, nos comentários.

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Fonte: The Register

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