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Mesa ACO recebe implementações para melhorar o desempenho de jogos

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Recentemente o compilador de shaders ACO recebeu melhorias com o objetivo de reduzir em grande parte o número de operações de memória utilizadas pelo software, o que deve melhorar o desempenho de jogos e outras aplicações 3D.

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O ACO é um compilador de shaders desenvolvido pela Valve, com o objetivo de substituir o “LLVM Shader Compiler”, que atualmente é o padrão na versão atual do Mesa Driver na maioria das distros. Para tirar um melhor proveito do conteúdo deste artigo, é muito importante que você saiba o que é um compilador de shader, e por sua vez o ACO. Caso você não saiba do que se trata, fortemente recomendo que leia o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Agora que você já sabe do que estamos falando, vamos às novidades.

Na última segunda-feira (25), a equipe de desenvolvimento do Mesa Driver incluiu no código do mesmo uma implementação que já estava sob revisão há quatro meses. Se formos analisar o tempo que foi necessário manter tal implementação em revisão, não é preciso ser um profissional de T.I. para perceber que trata-se de algo bastante complexo. Seguindo a lógica, uma implementação com um nível relativamente alto de complexidade também trará grandes benefícios.

Tal implementação, que entre os desenvolvedores está sendo chamada de “load/store vectorizer”, é uma contribuição do desenvolvedor Rhys Perry. O que ela faz é, de forma simplificada, diminuir a quantidade de código com que o compilador de shaders precisa trabalhar para executar determinadas tarefas. Esse comportamento faz com que o número de operações de memória simultâneas também seja reduzido, e quanto menor for este número, menor serão os tempos de carregamento, e mais alta será a taxa de FPS.

Até o presente momento, foram realizados testes com dois jogos, sendo eles Nier: Automata e GTA V. Nesses testes foi notada uma diminuição no número de operações de memória de 13% e 15%, respectivamente. Vale ressaltar que os benefícios devem ser visíveis em outros jogos além dos dois que foram testados, bem como outras aplicações 3D. 

Essas implementações deverão estar disponíveis para os usuários na versão 20.0 do Mesa Driver, que deverá ser lançado como estável no final de Fevereiro.

Já dissemos isso várias vezes aqui no Diolinux, e volto a dizer como cada vez mais fico surpreso, e animado com a velocidade com que “o Linux” vem evoluindo como uma plataforma para jogos, especialmente nos últimos dois ou três anos. É realmente impressionante!

Agora diga-nos qual é a sua opinião sobre o assunto. Será mesmo que algum dia “o Linux” chegará a ser uma plataforma de jogos considerada “mainstream”?

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Promoção Autumn Sale da Steam conta com jogos com até 90% de desconto

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A Steam já possui uma tradição de realizar promoções durante o ano, e alguns jogos chegam a ficar com até 90% de desconto. Nós da equipe Diolinux escolhemos alguns dos nossos jogos preferidos e que estão em promoção e montamos esta lista, apenas com jogos que rodam diretamente do Linux (via Steam Play ou nativamente).

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Iniciamos esta lista com as minhas recomendações:



Uma das minhas franquias favoritas, a melhor maneira de descrever Saints Row é: GTA com ácidos. Em Saints Row The Third, você controla uma gangue chamada Third Street Saints que é tão famosa que possui diversos produtos com a sua marca, como tênis, energéticos e action figures. Mas todo este poder provoca uma facção inimiga chamada Syndicate, que tenta tomar o poder dos Saints.

Os outros jogos da série são ainda mais nonsense, já que em Saints Row IV o personagem principal se torna presidente dos EUA e precisa combater uma invasão alien. Em Saints Row: Gat out of Hell, Johnny Gat vai para o inferno na busca de salvar a alma do chefe dos Saints.

Com a exceção de Agents of Mayhem, todos os outros jogos estão disponíveis de forma nativa no Linux.

2. Guacamelee (1 e 2)


Guacamelee é uma série de plataforma de ação no estilo Metroidvania, e se passa no México. O luchador Juan vai se encontrar com a filha do presidente durante o Dia de Los Muertos, porém ela é sequestrada durante um ataque à vila feito pelo vilão Carlos Calaca. O jogo é contado em um tom humorístico, com referências de internet e uma pitada de nonsense.

Já no segundo jogo, o luchador Juan se vê na necessidade de sair de sua aposentadoria para literalmente salvar o mundo. Não irei contar mais nada, para evitar spoilers. 😶

Pontuação no ProtonDB: Platinum



Um jogo bem famoso na comunidade gamer, Witcher 3 é um RPG de mundo aberto que conta a história do bruxo Geralt de Rivia, na busca pela criança da profecia. É um jogo bem extenso, levando mais de 50 horas apenas para completar as missões principais.

Pontuação no ProtonDB: Platinum



Spyro foi uma franquia clássica do Playstation 1, e agora está disponível em versão remasterizada na Steam. Este é um jogo de aventura protagonizado pelo dragão Spyro, que tem a tarefa de liberar os seus amigos dragões de prisões de cristal. 

Esta trilogia conta com 3 jogos clássicos do PS1, porém com os gráficos completamente refeitos.

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Seguimos com as recomendações do nosso amigo Jedi Fonseca:



Tomb Raider é uma franquia bem conhecida, inclusive fora do mundo dos games. Nesta saga de aventura, a Lara Croft sai em busca de uma ilha esquecida, e enfrenta diversas adversidades no meio do caminho. Todos os jogos da saga Tomb Raider funcionam perfeitamente no Linux, e os últimos três jogos foram lançados de forma nativa para a plataforma.

Em breve iniciaremos uma série do Shadow of the Tomb Raider lá na Twitch. Segue a gente para não perder!



Cada jogo de Life Is Strange é dividido em episódios, em que cada escolha pode mudar completamente o rumo da história.

O primeiro jogo da saga conta a história de Max Caulfied, que descobre que possui poderes de voltar no tempo quando salvou a sua amiga Chloe.



X-Plane 11 é um simulador de voo com foco em realismo e rico em detalhes. Conta com diversos aviões diferentes, aeroportos congestionados e prédios que simulam a arquitetura das cidades europeias. Também conta com suporte para VR e está disponível nativamente para Linux.



Mass Effect é uma série de RPG de ficção científica onde você está no papel do comandante Shepard, que deve salvar a galáxia de uma raça de seres sintéticos.

Pontuação no ProtonDB: Gold

Continuamos agora com a lista do nosso amigo Ricardo:



Cuphead é um jogo de ação e tiro em 2D. As animações são baseadas nos desenhos infantis da década de 1930, e todos os desenhos foram feitos à mão, para que o resultado final ficasse o mais próximo possível dos desenhos.

É possível executar o Cuphead usando o Steam Play, ferramenta da Valve para rodar jogos de Windows diretamente do Linux.

Pontuação no ProtonDB: Gold



Neste jogo você deve construir um hospital do zero, criar salas para diversos tipos de tratamentos e curar doenças peculiares, como cubismo e mumificação prematura. Este jogo é um sucessor espiritual do clássico Theme Hospital.



Em Subnautica, você pousou em um planeta alien tomado por oceano, e a única maneira de explorar é através da água. Neste oceano você vai encontrar desde os cenários mais bonitos como corais, até as criaturas mais assustadoras.

Pontuação no ProtonDB: Gold



Em Slime Rancher, Beatrix LeBeau está a mil anos-luz de distância da terra, em um lugar chamado Borda Muito Distante. O objetivo de Beatrix é enriquecer no ramo de criação de slimes, e para isso ela deve enfrentar diversas aventuras diferentes.

Os próximos jogos desta lista foram escolhidos pelo Dionatan Simioni:



Portal é uma série clássica da Valve, onde você deve passar por diversos quebra-cabeças para conseguir sair dos laboratórios da Aperture Science. Além de quebra-cabeças desafiadores, o jogo conta com a narração da personagem Glados, uma máquina com uma personalidade única.



Outlast 2 é um jogo de terror psicológico em primeira pessoa onde o jornalista Blake Langermann e sua esposa Lynn vão para o deserto do Arizona para investigar o assassinato de uma mulher grávida, porém eles acabam sendo separados após um acidente de helicóptero. Blake precisa encontrar a sua esposa, mas para isso ele passa por uma vila habitada por um povo de uma seita chamada Testamento do Novo Ezequiel, que acredita que o fim dos dias está próximo.

Pontuação no ProtonDB: Platinum



Doom é um jogo de tiro em primeira pessoa onde você deve lutar contra demônios vindos do inferno através da Corporação da União Aeroespacial. O jogo se passa em Marte, em um futuro onde o planeta foi colonizado.

Pontuação no ProtonDB: Platinum



Sky Force é um jogo no estilo scrolling shooter, e traz um gráficos em 3D e um sistema de atualização, que deixa o jogo mais interessante.

Para finalizar a nossa lista, seguimos com os jogos escolhidos pelo Henrique AD:



Momodora: Reverie Under The Moonlight é um jogo de plataforma 2D onde Kaho, uma sacerdotisa do vilarejo de Lun explora uma terra amaldiçoada. O jogo conta com um gameplay bem divertido, em que é possível utilizar esquivas, magias, combos e itens.



Dex é um RPG de ação no estilo cyberpunk em 2D. Inspirado em Blade Runner e Neuromancer, neste jogo você deve atravessar uma cidade futurista em busca de aliados para derrubar o sistema, enquanto uma facção misteriosa quer te ver morto. O jogo conta com quatro classes: hacker, diplomata, assassino e atirador.



Dos mesmos criadores de Trine, Nine Parchments é um jogo cooperativo, que aprendizes de feitiçaria estão atrás de nove pergaminhos para completar seus livros de feitiços. O jogo conta com ações em tempo real e elementos de RPG, como progressão em nível e um sistema de equipamento.



Este é um jogo de luta com elementos em 3D e conta com 23 personagens diferentes. Continuação do clássico de 1998, todos os visuais foram melhorados nos mínimos detalhes para trazer a melhor qualidade de efeitos de anime.

Pontuação no ProtonDB: Gold

E assim finalizamos os 20 jogos! Tem algum que você gostaria de recomendar e não entrou nesta lista? Deixe nos comentários 😉

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!



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Ubuntu Touch cada vez mais compatível e funcional, confira as novidades

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Segundo o que foi relatado pela equipe do Ubuntu Touch na sua última sessão de perguntas e respostas, o sistema recebeu várias melhorias, entre elas, a compatibilização com mais dois modelos de smartphones, e também foi instalado e rodou com sucesso em um Raspberry Pi 3.

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Semanalmente a equipe da UBports, organização responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu Touch, faz uma live stream de perguntas e respostas no Youtube, na qual é feita a divulgação do progresso do desenvolvimento do projeto. Nessa live stream, além de responder questionamentos de pessoas de várias partes do mundo, a equipe também relata quais foram as novidades implementadas nos últimos dias.

Na última vez que o evento foi realizado, a equipe relatou mais dois modelos de smartphones que entraram para a lista dos dispositivos oficialmente compatíveis com o Ubuntu Touch, sendo eles o “Pine Phone” e o “Volla Phone”, da PINE64. Além disso, a equipe fez uma demonstração ao vivo do sistema rodando em um Raspberry Pi 3, utilizando a tela LCD de 7” oficial do projeto Raspberry Pi.

Os dispositivos Raspberry Pi estão amadurecendo de forma bastante rápida como plataformas de desenvolvimento, e tornarão o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu Touch mais acessível, para uma base muito maior. Isso faz uma grande diferença, pois pela primeira vez, poderemos criar uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para o Ubuntu Touch.” disse a UBports.

Os membros da UBports também relataram que as próximas atualizações também trarão uma melhor compatibilidade com headsets bluetooth, e informaram que o servidor gráfico “Mir”, desenvolvido pela Canonical (empresa responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu), poderá agora rodar sobre o Wayland, através do “Wayland protocol”.

Respondendo questionamentos dos inscritos, a equipe disse que por enquanto não existem planos para portar a base do Ubuntu Touch para a próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04, que será lançada em abril de 2020. Considerando a velocidade com que as coisas acontecem no mundo da tecnologia, cinco meses, que é o tempo que falta para o Ubuntu 20.04 ser lançado, é bastante tempo, por enquanto não há necessidade de fazer um upgrade na versão base do Ubuntu Touch. Existem coisas mais urgentes para serem implementadas e corrigidas.

A seguir você confere na íntegra (em inglês) o registro da live stream na qual as novidades foram anunciadas.


A próxima sessão de perguntas e respostas deverá ser realizada pela equipe da UBports no seu canal no YouTube, no próximo sábado (30), às 16:00 horas (horário de Brasília).

Ao ver as novidades semanais anunciadas pela equipe da UBports, fico cada vez mais ansioso para testar o sistema. E com certeza é o que farei, assim que tiver um smartphone sobressalente para instalar o Ubuntu Touch. Além de quê, também temos o Plasma Mobile, que conforme relatamos neste artigo, também está em constante desenvolvimento, e melhor a cada dia.

Ainda não acredito que, tanto o Ubuntu Touch quanto o Plasma Mobile possam se tornar sistemas “mainstream”, e “abocanhar” uma boa fatia do mercado. Mas tenho certeza que poderão ser alternativas viáveis para o Android e iOS, para muitas pessoas, em um prazo curto ou médio. 

O quê você pensa sobre a cena dos sistemas operacionais mobile? Acredita que o Ubuntu Touch, ou até mesmo o Plasma Mobile tem chance de se tornarem boas alternativas? Você pretende testá-los? Conte mais nos comentários! 😁

Confira também o artigo anterior, e bem recente sobre o Ubuntu Touch.

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GRID Autosport portado para Android pela Feral Interactive

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O jogo de corrida GRID Autosport, que mistura elementos arcade e de simulação, acaba de ser lançado para Android. Portado pela Feral Interactive, o game já está disponível na Play Store.


Após ter sido portado para Linux pela própria Feral em dezembro de 2015, e para iOS no final de 2017, chegou a vez do Android receber a sua versão do triplo A, GRID Autosport. Segundo a desenvolvedora, todas as características e gráficos da versão mobile do game são exatamente iguais as que estão presentes nas versões para console.

Todas as DLC’s que foram lançadas para o jogo ao longo do tempo foram portadas e incluídas na versão para Android. Quanto aos controles, o jogador poderá escolher entre: giroscópio, volante, setas direcionais e gamepad. A seguir você confere o trailer oficial do porte para Android, produzido pela Feral Interactive.


Os dispositivos oficialmente suportados pelo jogo são: Samsung Galaxy S8, Samsung Galaxy Note8, Samsung Galaxy S9, Samsung Galaxy Note9, Samsung Galaxy S10, Samsung Galaxy S10+, Samsung Galaxy S10e, Samsung Galaxy Tab S4, Google Pixel 2, Google Pixel 2 XL, Google Pixel 3, Google Pixel 3 XL, Google Pixel 4, e Google Pixel 4 XL, HTC U12+, LG V30+, Motorola Moto Z2 Force, Nokia 8, Razer Phone, Sony Xperia XZ1, Sony Xperia XZ2 Compact, Xiaomi Pocophone F1, Huawei Honor 10, Huawei Mate 20, OnePlus 5T, e OnePlus 6T.

Se o seu dispositivo não está presente nesta lista, isso não necessariamente significa que o mesmo não é compatível com o jogo. Embora apenas os dispositivos citados na lista acima são oficialmente suportados, segundo a Feral, o jogo deve funcionar na grande maioria dos dispositivos equipados com o Android 9 Pie, ou superior. Caso o seu aparelho não seja compatível (como é o meu caso), ao acessar a página do jogo na Play Store você deverá ver uma mensagem como a que apareceu para mim, exemplo logo abaixo.


Agora vamos tocar naquele assunto que, geralmente faz com que as pessoas tirem o sorriso do rosto. Preço. O jogo está saindo por R$ 48,99, o que é um preço um tanto alto, se formos comparar com a média de preços de jogos semelhantes disponíveis para a plataforma. Quanto a qualidade do game, se é realmente superior às suas alternativas mais baratas, só testando para saber.

Eu já possuo o jogo na Steam há algum tempo, e já o joguei por várias horas no Linux. Gostei bastante do jogo, mas particularmente não compraria a versão Android por esse preço. Mas é claro que, isso é questão de gosto, e se você é um grande fã da série GRID, provavelmente valerá o investimento.

Além disso, também existem muitos casos de pessoas que não tem um console, ou um computador bom o suficiente para rodar jogos como este. Nesses casos, é muito provável que comprar o jogo por esse valor possa valer a pena.

Você ficou interessado em adquirir o GRID Autosport para Android? Independente de qual for a sua resposta, nos diga quais são os motivos que definem entre valer ou não a pena adquirir um produto como este, nessa faixa de preço.

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App do Gmail no Android e iOS agora suporta a tecnologia AMP

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Aplicativo do Gmail para Android e iOS, agora possui a funcionalidade AMP, que permite aos usuários interagirem com e-mails que façam uso da tecnologia, sem a necessidade de abrir um navegador externo.

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O AMP (Accelerated Mobile Pages) é uma tecnologia open source, desenvolvida pelo Google, com o objetivo de proporcionar aos usuários a possibilidade de enviarem e receberem e-mails com um conteúdo mais completo e interativo. Com esta tecnologia, em termos leigos, os e-mails são "transformados" em "páginas de sites" dentro do próprio e-mail.

A imagem abaixo lhe dará uma melhor noção sobre o funcionamento do AMP.

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O AMP já está implementado na versão web do Gmail desde a primeira metade de junho deste ano (2019), porém, apenas agora a funcionalidade estará disponível no aplicativo do Gmail para Android e iOS.

Um dos pontos positivos do AMP é que o conteúdo dos e-mails pode, de uma certa forma, ser mantido atualizado por quem o enviou. Suponhamos que você tenha recebido um e-mail de uma loja qualquer, e-mail este que faz uso do AMP. Os valores e imagens dos produtos presentes neste e-mail, se manterão sempre atualizados de acordo com a fonte, de modo que você não correrá o risco de acabar se enganando pelo valor desatualizado de alguma promoção cujo prazo já expirou.

Apesar de ter sido criado pelo Google, o AMP não é uma exclusividade da mesma. A Microsoft é um exemplo de outras empresas que já implementaram a funcionalidade nos seus serviços de e-mail.

Embora este seja um recurso bastante interessante, a taxa de adoção do AMP por parte de empresas, principalmente e-comerciantes, tem se mostrado relativamente baixa. Vendo isso, o Google passou a fazer parcerias com várias empresas como por exemplo: Booking.com, Despegar, Doodle, Ecwid, Freshworks, Nexxt, OYO Rooms e Pinterest, oferecendo suporte para que tais empresas consigam implementar a nova funcionalidade, e tirar o melhor proveito possível da mesma.

Você já conhecia o AMP? Você acha que a funcionalidade é realmente útil, ou apenas mais uma coisa para “poluir” a sua caixa de e-mails? Diga-nos a sua opinião nos comentários! 😁

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Emuladores que utilizam OpenGL ganham aumento de performance graças ao multithreading

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Emuladores que utilizam OpenGL agora poderão ter desempenho melhorado, graças a utilização de mais núcleos do processador. A mudança beneficiará jogadores que possuam processadores com vários núcleos e threads.

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Emulação de jogos é uma paixão que nutro por muitos anos, e não é atoa que minha primeira postagem no Diolinux foi justamente sobre um emulador. Além de ter possuído diversos títulos e consoles, vejo na emulação uma forma de manter vivo, clássicos que se assim não fosse, jamais poderiam ser apreciados no momento. Por vezes é mais prático jogar diretamente em meu computador, ao invés de ligar meu console. No entanto, em alguns casos a emulação não entrega uma performance digna ou semelhante ao hardware real na qual o jogo foi pensado.

OpenGL é uma API gráfica livre utilizada por diversos softwares mundo afora, e justamente vários emuladores o utilizam para encarregar-se da parte gráfica do jogo. Obviamente, que soluções alternativas existem no mercado, e por muitas vezes mais de uma API gráfica é utilizada. Posso citar o Vulkan, como uma das que vêm sendo implementadas em diversos programas deste segmento, e proporcionando um ótimo desempenho.

Não é incomum encontrar usuários com computadores poderosos tendo alguma dificuldade no ato da emulação, pois, mesmo possuindo um processador com diversos núcleos e uma GPU dedicada, o emulador não consegue fazer todo proveito deste hardware. O OpenGL era um destes elementos que impossibilitava a extração de máximo poder do processamento durante uma emulação. Há dois anos o suporte a distribuição de múltiplos processos de forma simultânea através de diversos núcleos de CPUs, foi implementado graças ao engenheiro de software Marek Olsák da AMD. Contudo, apenas jogos (nativos e via Wine/Proton e afins) estavam recebendo essa implementação, sendo que emuladores que usavam OpenGL não vinham se beneficiando deste método. Na época da implementação, jogos foram tiveram um ganho considerável em seu desempenho. Alguns, como Alien Isolation, Border Lands 2 e BioShock Infinite tiveram um acréscimo de mais de 50% em performance durante a jogatina.

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Agora os emuladores começam a receber o tão cobiçado recurso multithreading do OpenGL e aumentarem a eficiência durante a emulação utilizando a API livre.

Testes foram realizados com um processador Intel Core i7-8550U de quatro núcleos e quatro threads (núcleos virtuais), com gráficos UHD 620 integrados. Utilizando o driver i965 Mesa que a pouco tempo recebeu suporte ao multiprocessamento.

O Dolphin (emulador de Nintendo GameCube e Wii) obteve um aumento de 17%, passando de 75 para 88 fps no jogo Super Mario Galaxy, já o Citra (emulador de Nintendo 3DS) recebeu um ganho de 12%, passando de 81 para 91 fps no game The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Até emuladores mais novos, como o Yuzu (emulador de Nintendo Switch) teve um maior desempenho, atingindo um aumento de 29%. É claro que o desempenho não é apenas uma responsabilidade do OpenGL ou processador. Existe todo um conjunto para um bom funcionamento, sendo que uma GPU inferior ao processador pode muitas vezes impedir uma jogatina mais satisfatória (o famoso gargalo). 

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Para acessar os dados dos testes, basta clicar neste link.

Você curte jogos? Tem algum título de paixão que jogava no console e também joga via emulador? Deixe nos comentários a sua opinião sobre a melhora no desempenho em emuladores que fazem uso do OpenGL.

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Vale a pena usar o Deepin?

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Pensou em design e Linux, o Deepin é uma das primeiras alternativas no mundo do pinguim. Mas, será que ele é apenas um rostinho bonito? Ou vale a pena utilizar o sistema?

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A versão 20 do Deepin se aproxima cada vez mais, inclusive algumas prévias foram apresentadas em seu canal oficial do Youtube. Recentemente um possível Deepin 20 foi vazado, com diversos vídeos no Youtube, contudo essas imagens do sistema ainda não foram anunciadas como oficiais. O que pode ser observado em inúmeros vídeos disponíveis no Youtube, é seu design voltado à dispositivos com telas sensíveis ao toque, e a mudança de nome para UOS. Então, é provável que essa versão não seja o Deepin “convencional” que conhecemos, mas sim uma variante para tais hardwares, ou quem sabe este tenha sido o caminho escolhido por seus idealizadores. A Wuhan Deepin Technology Co. Ltd não ofereceu o download da versão beta até o momento. Caso esteja curioso e baixe a ISO de alguma fonte da internet, que não seja a do próprio site do Deepin, tenha cuidado e não use em um ambiente de trabalho. Não sabemos a procedência dessa imagem, justamente por tal motivo não disponibilizamos para download. Nosso compromisso é pela segurança e integridade de nossos leitores. 

Outro ponto que podemos averiguar, é a substituição do painel lateral de configurações ou centro de controle. Todavia, o foco dessa postagem será na versão atual do sistema e toda a experiência que venho adquirindo no mesmo ao decorrer dos anos.


Atualmente na versão 15.11, a distribuição chinesa sofreu uma metamorfose em sua interface gráfica ao decorrer dos anos. Temos um vídeo review da versão 15.10, que você poderá ver logo abaixo, esteticamente falando não houve mudanças drásticas da 15.10 para a 15.11, assim sendo, é super válido assistir o vídeo caso não tenha o feito (ou queira relembrar).


“Nada é feito da noite para o dia”


Antes de dar o “”veredito””, este com muitas aspas, pois cada pessoa discerne e toma sua decisão final, devemos mencionar um pouco da caminhada do sistema ao longo destes anos. O Deepin inegavelmente é uma distribuição Linux com foco em usuários comuns e iniciantes, que apela para o visual. Por muito tempo o posto de “distribuição mais bela” foi do elementary OS, e com a repaginada da distro chinesa, logo perdeu esse lugar. Ao menos sendo bem genérico e considerando o grande volume de comentários que leio internet a fora.

A construção visual do Deepin é inspirada em diversos ambientes gráficos, e a cada versão os refinamentos na interface e a disponibilidade de novos apps compunham o Deepin. A base do sistema também mudou durante os anos, indo do Ubuntu para o Debian Unstable e agora Debian Stable. Veja o Deepin quando ainda utilizava o GNOME shell como base de sua interface customizada (Isso até a chegada da versão 12.12 com o Deepin Desktop Environment 1.0).

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Já o Deepin 2014 era totalmente diferente, continha elementos que foram mantidos até os dias de hoje.


O Deepin 2015 foi lapidado, em comparativo ao anterior, e com ele tive bons momentos em meus estudos sobre Java, web e outros elementos de programação, além de algumas jogatinas. Já testava o sistema na época do GNOME, mas digamos que a partir da sua mudança a distro tomou lugar em meu computador. Entre idas e vindas, a versão 2015 foi a padrão até o Ubuntu 16.04.


Muita coisa aconteceu no cenário Linux, como nas principais distribuições, o “chinesinho” evoluiu e passou a ser reconhecido por muitos usuários. O Diolinux entrevistou o líder de desenvolvimento do Deepin, numa época que considero o auge da popularidade da distro, tirando dúvidas e esclarecendo muita coisa. Justamente em 2017 o projeto OSistemático contribuiu para essa divulgação do sistema, sendo que grande parte das pessoas que já utilizaram Deepin ou pesquisaram sobre o sistema, já tiveram algum contato com meu canal pessoal. Contudo, nem só de maravilhas vive o projeto, e em 2018 uma polêmica envolvendo o Deepin ocorreu. Deepin espiona? Confira a resposta oficial dos desenvolvedores, e algumas observações do Diolinux sobre o tema.


Prós e contras do Deepin


Todo sistema operacional contém suas vantagens e desvantagens, se no seu caso o visual for algo em primeiro lugar o Deepin é uma das melhores opções. A quantidade de softwares em sua loja também é um bônus da distribuição. Essa variedade pode auxiliar na hora de se obter algum programa, sem sair procurando em páginas da internet. A flexibilidade de transitar entre o modo “clássico e moderno”, moldando a interface para um funcionamento semelhante ao Windows ou macOS é algo que vai agradar aos fãs de ambos os lados. Aplicativos do próprio sistema, também, dão um show à parte. Destaques para o terminal, monitor do sistema, software de captura de telas, entre outros. A instalação de drivers NVidia é algo fácil de se fazer, ao menos em uma versão não tão atualizada, bastando abrir o gerenciador de drivers.

Pontos negativos estão relacionados ao modo que o usuário observa o sistema, digo isso, pois ter pacotes em versões antigas nem sempre é um problema para muitos. Agora a ausência de uma integração com pacotes Snap e Flatpak é algo a se lamentar. Tais formatos de empacotamento vem ganhando mais espaço e não oferecer uma opção gráfica, com uma loja tão bonita e organizada, é um verdadeiro pecado. Eventuais bugs ocorrem na distro, quanto a isso reforço que pode ser diferente com cada experiência de uso, então considero como relativo e só você pode afirmar se é um incômodo ou não. Nem preciso mencionar a origem do sistema, né? Creio que muitos já sabem que o Deepin é uma distro Linux chinesa, caso tenha algum problema com isso o sistema não é para você.

Seria o Deepin seguro, por ser chinês? O vídeo a seguir é um dos meus favoritos e representa minha opinião sobre o tema.


Algumas observações


Olhar para o passado do Deepin, em minha perspectiva, é um dos passos primordiais para chegar em uma resposta satisfatória. Com todos esses anos de experiência com o sistema, aliás o mesmo encontra-se aqui em meu computador em dualboot, me fez perceber toda mudança que o sistema teve e quais públicos ainda são ou não atendidos pelo sistema.

A base de uma distribuição é muito importante e pode ditar algumas características da mesma. Seja pela disponibilidade de softwares, versionamento, facilidade de material sobre na internet, etc. O foco da distribuição também é um ponto a ser observado, entretanto, não significa que um sistema que não seja declarado a um determinado tipo de usuário não o satisfaça. A postagem do meu colega de trabalho, Jedi Fonseca, respondendo o questionamento se o Fedora é uma boa escolha para iniciantes, resume muito bem tal situação.

Para responder se é válido a utilização do Deepin, como sistema principal, deve ser observado qual tipo de usuário e seus propósitos. No passado, por ser baseado no Ubuntu, a adição de drivers mais recentes da NVidia era bem simples no Deepin. No entanto, após a mudança para base Debian tal característica se perdeu. Isso não quer dizer que usuários de NVidia não poderão usar o sistema, contudo para gamers mais hardcores talvez o sistema não seja a melhor escolha. Obviamente que algumas características devem ser analisadas, pois, se não possui uma GPU muito nova esse detalhe pode nem ser tão importante.

Donos de notebooks com placa de vídeo NVidia podem passar por maus bocados no sistema, nesse quesito não posso afirmar categoricamente por não possuir nenhum hardware deste tipo, porém, em meu canal recebi diversas reclamações informando esses problemas.

Também tenha em mente que nem sempre as versões dos pacotes estarão nas últimas possíveis, ou todo programa de terceiro (fora dos repositórios) vá funcionar. Um caso que ocorreu por bastante tempo no Deepin, foi a impossibilidade de utilizar alguns apps por conta das versões das bibliotecas serem incompatíveis. Algo que me recordo é o Citra, emulador de Nintendo 3DS, esse sendo um exemplo de aplicativos que por algum motivo possa não funcionar. Obviamente, que no presente basta utilizar a versão em Flatpak ou Snap do software. Mas isso pode ocorrer com outro programa, justamente por distribuições mais famosas, como o Ubuntu, ser o foco dos desenvolvedores.

Sem sombra de dúvidas que o design chama muito a atenção, e o DDE é o que mais gosto no Deepin. Também existem apps interessantíssimos e que uso, indiferente da distro Linux, somando ao conjunto da obra e dando pontos a seu favor.

Sinceramente sempre demonstrei minha usabilidade real com o sistema, e não é atoa que um dos vídeos mais acessados de meu canal é expondo alguns motivos que me fizeram deixar o Deepin como secundário.


Essa transparência, faz com que pessoas interpretem erroneamente minhas palavras e levem a um ou outro extremo, sendo eles: hater e em alguns casos fanboy.

Mas, vale ou não a pena usar o Deepin? 


O Deepin é um sistema bonito e que facilita em muita coisa ao oferecer softwares, como o Google Chrome diretamente na loja, com uma seleção satisfatória de programas por padrão atendendo a maioria dos usuários comuns, mas que acaba pecando em outros aspectos. Vejo muitos relatos, experimento alguns, de instabilidades e bugs aleatórios que não ocorrem em outros sistemas. Inúmeras vezes me deparei com depoimentos que insinuavam que o Deepin apenas foca no design e deixa a desejar na estabilidade (de usuários comuns e até alguns desenvolvedores de outros projetos que tentam manter o DDE em suas distros). Não posso averiguar e nem afirmar, apenas orientar as pessoas a terem suas experiências com o sistema. 

Após a mudança da base Ubuntu para Debian, confesso que fiquei bem frustrado. Seja pelas limitações ou instabilidades que passaram a fazer parte de meu cotidiano. Ao decorrer do tempo me pareceu que o Deepin estava tornando-se pior, e com mais mudanças (por exemplo, o DDE-Kwin) o sistema passou a se comportar de forma que já não era suportável para minha utilização. O cenário passou a mudar com as recentes atualizações e erros não são tão evidentes.

No overview que fiz do Deepin 15.10, você poderá perceber alguns destes bugs. Felizmente muita coisa mudou, e para melhor, que a equipe de desenvolvimento do Deepin esteja empenhada em resoluções de problemas.


Finalizando, vale muito a pena utilizar o Deepin. Seja para experimentação ou usos corriqueiros. Caso o sistema não lhe atenda, você poderá testar outro. Alguns podem ter todas as suas necessidades supridas com o sistema, outros nem tanto. Estou entre muitos que não conseguem mais ter a distro, em seu estado atual, como sistema principal. Não ter de forma facilitada as versões mais recentes do driver NVidia é um contra para mim. A falta de integração da loja com formatos Flatpak e Snap, limitam a belíssima loja do Deepin. Porém, nem todo mundo gosta ou usa os novos formatos de empacotamento. Enquanto muitos estão ansiosos com a nova versão 20 e seu visual, estou preocupado com as melhorias de baixo do capô.

Vejo que para um iniciante no Linux o Deepin pode valer a pena, entretanto, um usuário que goste de muitas opções o mesmo pode não ser o ideal. Nestes casos, talvez outra distro com o ambiente gráfico do Deepin possa ser uma alternativa.

Creio que o Deepin ainda vai desempenhar um papel importantíssimo no meio Linux com sua parceria com a Huawei, e sua versão 20 será um divisor de águas entre seus usuários.

Você usa o Deepin ou já testou o sistema? Deixe nos comentários sua experiência com essa distro.

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